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De jornalista a diretora, Cathy Yan usou ‘Aves de Rapina’ para superar suas inseguranças

por Administrador / quinta-feira, 20 fevereiro 2020 / Publicado em Cultura

Em entrevista ao G1, primeira mulher asiática a dirigir um filme de super-heróis fala sobre usar experiência como correspondente do 'Wall Street Journal' para contar histórias. Cathy Yan fala sobre experiência como jornalista e 'Aves de Rapina' Com a estreia de "Aves de Rapina: Arlequina e sua emancipação fantabulosa" no último dia 6, Cathy Yan se tornou a primeira mulher asiática a dirigir um filme de super-heróis em Hollywood. Para superar as dúvidas ao comandar uma produção com orçamento estimado em cerca de US$ 100 milhões logo em seu segundo longa-metragem, a cineasta se apoiou em suas experiências como jornalista e em uma ligação pessoal com a história. "Aprendi no jornalismo como deixar uma história clara, e torná-la muito interessante. Entender que algo que me atrai também pode ser atraente para públicos maiores", afirmou a diretora de 33 anos em entrevista ao G1. Assista ao vídeo acima. Ela esteve no Brasil em dezembro de 2019 junto da protagonista Margot Robbie e de praticamente todo o elenco principal de mulheres do filme, para participar da Comic Con Experience. Margot Robbie, Rosie Perez e Cathy Yan em gravação de 'Aves de Rapina' Claudette Barius/Warner Bros. Da independência ao momento certo Nascida na China, Yan se mudou com a família logo cedo aos Estados Unidos. Depois de um período em Hong Kong na adolescência, voltou ao país e se formou em relações internacionais em Princeton. Ela começou então uma carreira como correspondente para jornais como "Wall Street Journal" e "Los Angeles Times", passando por lugares como Nova York e Pequim. A conexão com a China e com o jornalismo se misturou quando decidiu virar cineasta. Após alguns curtas, seu primeiro longa-metragem, "Dead Pigs", foi inspirado em uma reportagem sobre milhares de porcos mortos encontrados em um rio chinês. Lançado em 2018, a pequena produção bilíngue gravada no país ganhou um prêmio especial do júri do Festival de Sundance, o mais importante evento americano de filmes independentes. Graças a ele, conseguiu a atenção de Robbie, que havia se destacado com o papel de Arlequina em "Esquadrão Suicida" (2016). Tanto que lançaria um filme dedicado à personagem, no qual protagonizaria e produziria. Margot Robbie em cena de 'Aves de Rapina' Divulgação "Acho que, pra mim e para muitos diretores, é bom ter uma relação pessoal e emocional com o material", afirma ela. "'Dead Pigs' foi super pessoal para mim. Foi baseado nas minhas experiências na China, mas isso também parece pessoal", diz Yan, ao comparar sua estreia com o desafio de assumir "Aves de Rapina". O filme serve como uma tentativa de introduzir a super-equipe de heroínas dos quadrinhos da DC através de uma história inicialmente focada em Arlequina. "Porque é sobre a jornada dessas mulheres enquanto elas encontram sua força. Acho que eu estava em um lugar parecido na minha vida e na minha carreira", afirma a diretora. "Eu não achava que conseguiria, e muita gente achou o mesmo, e então eu consegui. Pareceu a história certa no momento certo." Margot Robbie, Rosie Perez, Ella Jay Basco, Jurnee Smollett-Bell e Mary Elizabeth Winstead em cena de 'Aves de Rapina' Divulgação Outras vozes Em um ano no qual o Oscar foi criticado pela ausência de mulheres entre os indicados a melhor diretor, o filmes de herói apontam uma vontade de mudar um pouco o cenário. Além de Yan com "Aves de Rapina", 2020 ainda tem a "Viúva Negra" de Cate Shortland (em abril), o novo "Mulher-Maravilha 1984" de Patty Jenkins (em junho) e "Os Eternos" de Chloé Zhao (em novembro). "Acho que é um passo em frente tão legal, que mostra que a indústria mudando. E acho importante porque, como eu falei, ao dirigir você quer que seja algo pessoal, e inevitavelmente há umas perspectiva diferente e única com novas vozes e novos diretores", afirma. "Isso só tem a melhorar a arte do cinema, de verdade, se traz essas novas vozes. Realmente espero que eu seja apenas a primeira de muitas, e eventualmente nem precisemos falar sobre isso mais, porque há o suficiente de todo mundo".

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