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Tinder no isolamento: brasileiros usam app para conhecer pessoas e praticar idiomas

por Administrador / terça-feira, 14 abril 2020 / Publicado em Negócios

Aplicativo de paquera liberou mudança de localização para uso no isolamento social até 30 de abril. Brasileiros contam que a prática de idiomas está entre motivos para usar o app. O isolamento social pode ser um momento para conhecer novas pessoas, estudar idiomas, descobrir como está a quarentena em outro país ou até engatar um novo romance. O G1 entrevistou brasileiros que estão aproveitando o tempo em casa para conversar com usuários de outros estados do Brasil ou mesmo de outros países após alterar a localização no app Tinder – que tornou gratuita a funcionalidade até 30 de abril. O aplicativo de paquera normalmente mostra quem são as pessoas que estão próximas ao usuário, que define um raio de distância. Com a funcionalidade “Passaporte” (antes disponível só para quem pagava), o usuário pode dar “match” com pessoas de outra cidade, estado ou país. Mas os brasileiros contam que, após o “match", o objetivo não é necessariamente arrumar uma nova paquera. ‘Novas culturas’ Funcionalidade "Passaporte" permite que usuários conversem com pessoas de outras cidades, estados ou países Reprodução/Tinder A estudante de letras Julianny Araújo, de 19 anos, conta que já tinha usado o aplicativo antes, mas não tinha “achado muita graça” e deletou. Agora, com a suspensão das aulas, ela diz que ficou “curiosa” e baixou o app de novo para “conversar com pessoas de outros países”. Até agora, ela trocou a localização atual (Recife – PE), onde mora, por cidades de EUA, Canadá, França e Itália e ainda pretende ampliar mais essa lista. “No começo do ano passado, fiz uma viagem aos EUA que me marcou muito e até hoje mantenho esse desejo de conhecer mais sobre o mundo e as pessoas que estão nele. Infelizmente, falta dinheiro e oportunidade para isso, ainda mais atualmente! A vantagem [em usar o app], com certeza, consiste na possibilidade de troca de culturas que, de certa forma, dá uma chacoalhada nessa rotina monótona da quarentena”, diz a estudante, que tem aproveitado para praticar o inglês. “Ao trocarmos experiências, curiosidades sobre nossos países e cidades, de certa maneira sinto que estou fora de casa, respirando ares exteriores. É até mesmo ótimo para desabafar e ver outros pontos de vista sobre os sentimentos dessa quarentena!” ‘Amizade ou até algo a mais’ Já o blogueiro de turismo Jalles Santos, de 22 anos, mora em Igarassu, cidade de quase 100 mil habitantes em Pernambuco, e alterou a localização para João Pessoa (PB). Ele conta que fez essa escolha porque é a capital mais perto da cidade onde mora, e ele não descarta conhecer alguém pessoalmente para uma amizade ou “até algo a mais”. Depois, ele conta que trocou a localização para o Rio de Janeiro e, por último, para Nova York, nos EUA. “Rio de Janeiro porque conheci no ano passado e amei muito a cidade e a vida carioca. E por último foi Nova York, uma cidade que tenho muita vontade de conhecer desde pequeno, e seria uma boa chance de ir treinando e aprimorando meu inglês.” Jalles Santos, blogueiro, conversou com pessoas de João Pessoa (PB), Rio de Janeiro (RJ) e também de Nova York (EUA) Arquivo pessoal/Jalles Santos “A vantagem é a liberdade de escolher para onde vai, ter assuntos para conversar, trocar experiências, mesmo sem sair de casa. A desvantagem seria a distância, por ser difícil encontrar a pessoa, para se ver, passear”, diz. ‘Mais opções’ O auxiliar administrativo Bruno Silva, de 20 anos, diz que considera a sua cidade pequena. Segundo ele, todos já se conhecem. E já que, no momento, não é mesmo possível marcar algo pessoalmente, já que ele está em isolamento desde 21 de março, trocou Vitória da Conquista, na Bahia, pelo Rio de Janeiro. “Passei o carnaval lá e as pessoas me chamaram a atenção.” “Escolhi trocar a localização porque minha cidade é pequena e todo mundo já pegou todo mundo”, afirma. Ele diz que só tem conversado com brasileiros pelo aplicativo e que, quando manteve contato com uma paquera da Nova Zelândia, ele considerou a compreensão do diálogo muito difícil. "Já tive conversas profundas com várias pessoas. Conversas sobre planos, objetivos, futuro, espiritualidade e relacionamento." ‘Sem nudes’ A designer Mayra Xavier, de 27 anos, conta que conheceu um ex-namorado em outro aplicativo (o "Bumble"), mas que agora usa o Tinder apenas para conversar e praticar inglês e espanhol. Já recebeu convite para uma "pegação de quarentena" de um alemão, assim que ela se identificou como brasileira, mas ela prontamente declinou. “Eu quero conversar e não mostrar o peito na câmera.” Ela conta que já conversou com pessoas de Berlim (Alemanha), Utrecht (Países Baixos), Nova York (EUA) e Londres (Inglaterra). “Escolhi essas duas primeiras porque conheço gente que mora lá e as duas últimas para conhecer gente que tenha o inglês como língua nativa para eu poder praticar. Ainda quero procurar alguém que me ajude com o espanhol.” "Decidi usar esse recurso para passar o tempo e melhorar meu inglês. Não tenho interesse em sair com ninguém. Agora na quarentena qualquer coisinha parece divertida!”

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