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Produção de veículos no Brasil cai 99% em abril, diz Anfavea

por Administrador / sexta-feira, 08 maio 2020 / Publicado em Negócios

Queda é a maior da história, desde 1957, e representa forte impacto da pandemia do coronavírus na indústria, parada desde março. Produção de automóveis da Renault em São José dos Pinhais (PR) Renault/Divulgação A produção nacional de veículos caiu 99,3 % no último mês de abril, na comparação com o mesmo período de 2019. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pela associação das fabricantes, a Anfavea, e mostram o impacto da pandemia do coronavírus na indústria. Montadoras paralisam atividades por causa do coronavírus 74% dos empregados da indústria automotiva têm contrato suspenso ou jornada reduzida temporariamente Segundo a entidade, a queda foi a maior da história. No último mês foram produzidos 1.847 veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), contra 267.561 do mesmo período no ano passado. "É o pior resultado da série histórica da indústria automobilística desde 1957", disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Em comparação a março, abril registrou queda de 99%. No acumulado do ano, a queda foi menor, de 39,1%. Exportação A exportação de veículos em abril teve seu pior resultado em 23 anos, segundo o presidente da Anfavea. A queda foi de 79,3% em relação ao mesmo mês de 2019 – com 7.212 unidades, contra 34.905. Quando comparadas com o mês anterior, março, as exportações caíram 76,7%. Já no acumulado, a redução foi de 31%. Para a entidade, os números já eram esperados não apenas pelo impacto da Covid-19 no Brasil, mas também nos principais mercados importadores de veículos brasileiros. A Argentina, além da crise econômica enfrentada há algum tempo, tem as maiores medidas restritivas da região no combate ao coronavírus. Empregos Luiz Carlos Morares elogiou as medidas tomadas pelo governo federal através da MP 936, da qual a Anfavea participou com sugestões, que permitiu flexibilizar os contratos de trabalho com suspensões e reduções de jornadas durante a pandemia. Ele também agradeceu aos sindicatos pelas negociações com as fabricantes. "Estamos segurando os empregos por enquanto, utilizando todas as ferramentas disponíveis", disse o presidente da entidade. Em relação a abril de 2019, o número de trabalhadores empregados na indústria caiu 3,7% em 2020. Em comparação a março, a queda foi de 0,3%, mantendo-se praticamente estável. Atualmente são 125.348 pessoas empregadas no setor. Licenciamentos O coronavírus também causou uma queda de 76% nos licenciamentos de veículos, que foram de 231.936 unidades em abril de 2019 para 55.735 em 2020. Em comparação a março, com 163.625, a redução foi de 65,9%. De acordo com a entidade, o Brasil é o 6º país com maior queda no número de licenciamentos no mundo comparando os meses de abril – desconsiderando a China, que não divulgou números. Em primeiro lugar está a Índia, com 100% de queda, seguida da Itália, com 98%, e Espanha, com 96%. Em quarto lugar está a França, com redução de 89% e, em quinto, a Argentina, com 88%. Produção retomada Algumas fabricantes já retomaram as atividades, mesmo que ainda de forma gradual. Segundo a Anfavea, desde 13 de abril, 8 fábricas e 30 mil funcionários já voltaram ao trabalho. A partir de 1º de maio, 55 fábricas e 95 mil funcionários permanecem parados. No último dia 27 de abril, Scania, em São Bernardo do Campo (SP), e a divisão de caminhões e ônibus da Volkswagen, em Resende (RJ), retomaram suas produções. Em Curitiba (PR), a divisão de caminhões da Volvo também já voltou a produzir no último dia 4, mas ainda com parte dos funcionários com contratos suspensos e parte com jornada reduzida. No mesmo dia, Renault e BMW reabriram suas linhas de produção em São José dos Pinhais (PR) e Araquari (SC), respectivamente. A Mercedes-Benz caminhões, em São Bernardo do Campo, retomará as atividades na próxima segunda (11). Initial plugin text

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