TVK Web Cultural

  • CULTURA
  • TURISMO
  • NEGÓCIOS
  • POLÍTICA
  • GALERIA
  • CONTATO

Economistas criticam projetos do Senado para congelar preços de remédios, limitar juros e taxar lucro de bancos na pandemia

por Administrador / sexta-feira, 15 maio 2020 / Publicado em Negócios

Para especialistas ouvidos pelo G1, medidas não são eficazes e podem gerar desequilíbrio no mercado. Senado analisa propostas em meio à crise provocada pelo novo coronavírus. Em meio à pandemia do coronavírus, projetos polêmicos tramitam no Senado
O Senado Federal analisa propostas para economia brasileira durante a pandemia do novo coronavírus. Dentre essas medidas, estão o congelamento de preços de remédios, imposição de limite de 20% ao ano para juros do cheque especial e do cartão e maior taxação de lucros dos bancos.
Especialistas ouvidos pelo G1 criticaram as propostas, dizendo que o congelamento de preços "nunca deu certo" e que aumentar impostos durante a pandemia traria mais recessão. Também afirmam que seria mais benéfico investir em ações de educação financeira para a população, em lugar de estabelecer um percentual máximo na cobrança de juros.
"São todas [medidas] muito ruins. Intervenções desnecessárias que gerariam um desequilíbrio no mercado", afirmou José Márcio Camargo, economista chefe da Genial Investimentos.
A economista Zeina Latif disse: "É bastante preocupante ver o Senado gastar energia com coisas equivocadas. É o Senado promovendo um intervencionismo estatal que pode nos custar muito caro”.
No final de março, o governo anunciou o adiamento por 60 dias dos preços dos remédios. Em outra proposta que tramita no Senado, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o valor seria congelado pelo tempo que durar a pandemia.
No texto do projeto de lei, Rodrigues diz que "é imperioso que o governo estabeleça forte controle dos preços dos medicamentos". "Esses produtos são essenciais para preservar a vida de nossa população."
Sobre o congelamento de preços, professor de economia da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Simão Silber avalia: "A experiência, sempre, é que á errado, porque desorganiza os mercados. Não teve nenhum caso bem sucedido de que se possa fazer isso, porque quem toma decisão é o setor privado".
Um outro PL sobre remédios, do senador Eduardo Braga (MDB-AM), prevê a suspensão por 120 dias do reajuste de preços de medicamentos e de planos e seguros privados de saúde.
O economista da Juan Jensen, sócio da consultoria 4E argumenta: "Qualquer medida intervencionista em preço pode gerar desabastecimento. Talvez, não seja o caso aqui. Nós temos uma inflação muito baixa. Segurar preço num contexto de inflação a 2% não tem muito problema. Mas não é o adequado".
"O problema, na verdade, é se houver um grande aumento de demanda por um determinado medicamento em que a oferta não consegue reagir", completa.
Juros de cartão e cheque especial
Outra PL em tramitação é a do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), que estabelece teto de 20% ao ano para juros de cartões de crédito e cheque especial para todas as dívidas contraídas entre os meses de março de 2020 e julho de 2021.
Simão Selber, da FEA-USP, considera a medida inócua. "O que teria de fazer era uma educação financeira. Pega um segmento relativamente pequeno; o banco vai colocar algumas restrições para que funcione".
José Márcio Camargo, da Genial Investimentos, afirma: "Quem usa [cheque especial, por exemplo] em geral são os grupos de renda mais baixa. Então, já colocara ali um limite por isso. Se você colocar um limite de 20% no cheque especial, o que vai acontecer é que a oferta de cheque especial vai diminuir. As pessoas que não têm dinheiro não vão ter cheque especial. O banco vai se proteger".
Aumento taxação dos bancos
Também tramita no Senado uma proposta para aumentar a taxação dos lucros dos bancos, de 20% para 50%.
O PL é do Senador Weverton Rocha (PDT-MA), que prevê elevar alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de bancos e seguradoras
“Em um momento em você está entrando em uma recessão, aumentar imposto só vai aumentar a recessão. O banco vai ter menor recurso para emprestar”, afirma José Márcio Camargo, da Genial Investimentos.
“Se tiver de aumentar uma carga tributária, só deve fazer isso quando a economia retomar lá na frente. Então você pode pensar em aumentar."
Initial plugin text

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Tumblr

Assuntos Relacionados

Novos pedidos de seguro desemprego nos EUA caem pela 9ª semana
Moeda digital do Facebook será lançada em janeiro, diz jornal
Vendas no varejo dos EUA registram alta recorde em maio

Destaques

  • Câmara de Campo Grande aprova projetos sobre cultura, meio ambiente e inclusão de estudantes com TEA

    Na sessão ordinária desta terça-feira, 13 de ma...
  • Semana Nacional de Museus 2025: Programação especial em Campo Grande homenageia Lídia Baís

    A 23ª Semana Nacional de Museus acontece entre ...
  • Porto Geral de Corumbá recebe Festival América do Sul 2025 com atrações nacionais e celebração da cultura regional

    Entre os dias 15 e 18 de maio, o histórico Port...
  • Campão Cultural 2024 traz programação intensa e gratuita até 6 de abril

    O Campão Cultural está de volta, levando uma pr...
  • Casa de Cultura de Campo Grande oferece cursos gratuitos em música e dança

    A Casa de Cultura de Campo Grande está com insc...
TOPO