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Baden Powell, morto há 20 anos, ainda é violonista influente

por Administrador / segunda-feira, 28 setembro 2020 / Publicado em Cultura

Álbum com músicas inéditas do compositor sai em outubro para ampliar a obra autoral de artista que transitava entre salas de conserto, terreiros de candomblé e rodas de samba e choro. ♪ Embora tenha seguido pelos modernos trilhos harmônicos abertos pelo desbravador violonista Aníbal Augusto Sardinha (1915 – 1955), o Garoto, Baden Powell de Aquino (6 de agosto de 1937 – 26 de setembro de 2000) pavimentou a própria estrada e se tornou, ele próprio, um violonista tão influente e determinante quanto Garoto na história da música brasileira. Compositor e músico fluminense, nascido há 83 anos no município de Varre-e-sai (RJ), o artista tem o legado autoral ampliado com a edição – programada para 30 de outubro – de Baden inédito, álbum em que o quarteto Ludere apresenta nove composições de Baden, descobertas em partituras deixadas pelo violonista. Entre as novidades, há o tema instrumental Lamento para Milton Banana, música feita por Baden em tributo a Milton Banana, nome artístico do baterista carioca Antonio de Souza (1935 – 1999), um dos mestres do instrumento no toque da bossa nova. Quarto álbum do Ludere, o disco Baden inédito – antecedido pelo single Vai coração, lançado na sexta-feira, 25 de setembro, com samba inédito letrado por Pretinho da Serrinha e gravado com a voz da cantora Vanessa Moreno – reaviva a memória do violonista e compositor, cuja morte completa 20 anos neste sábado, 26 de setembro. Vinte anos que se passaram sem que o violonista tenha deixado de exercer grande influência entre os músicos do Brasil por ter sintetizado os sons da negritude nas cordas do instrumento que aprendeu a tocar desde cedo. Baden Powell em ilustração da capa do álbum 'Apaixonado', de 1975 Reprodução Baden Powell caiu no samba com toda a ancestralidade africana carregada por esse gênero desde que o samba é samba. O artista foi violonista de grande vivacidade rítmica e de técnica excepcional. Com o toque da mão direita, o músico reproduzia no violão a batida sincopada e percussiva do samba, criando sonoridade energética que evocava o baticum afro-brasileiro. Na safra inédita do álbum do Ludere (quarteto formado pelo pianista e tecladista Philippe Baden Powell com o contrabaixista Bruno Barbosa, o baterista Daniel de Paula e o trompetista Rubinho Antunes), o samba dita o ritmo de composições como A lua não me deixa (música que ganhou letra de Eduardo Brechó e a voz de Fabiana Cozza). Contudo, Baden Powell foi além do samba – e do afro-samba, subgênero que praticamente fundou nos anos 1960 ao lado do parceiro letrista Vinicius de Moraes (1913 – 1980) – e transitou por gêneros como o jazz e o choro. Choro para estudo – gravado pelo grupo Ludere no disco Baden inédito com o toque do gaitista Gabriel Grossi – exemplifica a incursão do violonista pelo terreno do choro. Violonista de contrapontos bachianos, Baden Powell se movia com naturalidade por casas de jazz, terreiros de candomblé, salas de concertos e rodas de samba e de choro, esbanjando técnica no violão tocado com a alma repleta de chão brasileiro. Somadas às cinco gravações inéditas do violonista descobertas em 2016, em registros de sarau feito em 1959 na casa da pianista e compositora fluminense Neusa França (1920 – 2016), as nove músicas inéditas do compositor reunidas no álbum do Ludere estendem o alcance da obra de Baden Powell e mantém viva a memória desse violonista que desenvolveu com maestria a trilha aberta por Garoto.

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