TVK Web Cultural

  • CULTURA
  • TURISMO
  • NEGÓCIOS
  • POLÍTICA
  • GALERIA
  • CONTATO

BC diz que retomada da atividade pode ser ‘ainda mais gradual’ e indica que juro básico pode subir

por Administrador / terça-feira, 15 dezembro 2020 / Publicado em Negócios

Informações estão na ata da última reunião do Copom, quando os juros básicos foram mantidos em 2% ao ano. BC vê inflação ainda alta em dezembro, mas reafirma que 'choques atuais são temporários'. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliou que, por conta dos riscos associados à pandemia do novo coronavírus, a economia pode apresentar uma "retomada ainda mais gradual" e indicou que pode voltar a subir a taxa básica de juros no futuro.
As informações constam na ata última reunião do comitê, realizada na semana passada, quando a taxa Selic foi mantida na mínima histórica de 2% ao ano. O documento foi divulgado nesta terça-feira (15).
Sobre o nível da atividade econômica, o BC avaliou que a "ressurgência" da pandemia no curto prazo, e o consequente aumento do distanciamento social em algumas das principais economias, devem "interromper a recuperação da demanda".
"No médio prazo, entretanto, os resultados positivos dos testes das vacinas, somados aos estímulos monetários e fiscais, podem implicar uma recuperação ainda mais robusta", acrescentou.
Segundo avaliação do Copom, os programas governamentais de recomposição de renda têm permitido uma retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis e do investimento.
Porém, o comitê acrescenta que a pouca previsibilidade, associada à evolução da pandemia e ao "necessário ajuste dos gastos públicos a partir de 2021", "aumenta a incerteza sobre a continuidade da retomada da atividade econômica".
A última previsão do BC para o Produto Interno Bruto (PIB), feita em setembro, é de um tombo de 5% neste ano e de uma alta de 3,9% em 2021. Já economistas do mercado financeiro estimam, desde semana passada, uma retração de 4,41% em 2020 e uma expansão de 3,5% no próximo ano.
Alta de juros
Na ata de sua última reunião, o Copom mudou a comunicação sobre o chamado "forward guidance", mecanismo que impede aumento do juro básico da economia.
Antes, o BC avaliava que as condições para a manutenção da regra, entre as quais expectativas de inflação alinhadas às metas e manutenção do teto de gastos, estavam satisfeitas.
Na reunião da semana passada, porém, o banco informou que, "em breve", as condições para manutenção do mecanismo podem não ser mais atendidas.
Com isso, o BC indicou que a taxa Selic pode voltar a subir no futuro, como já espera o mercado financeiro.
Para os analistas dos bancos, a taxa Selic deve subir para 2,25% ao ano em agosto de 2021, para 2,5% em setembro, para 2,75% em outubro e para 3% ao ano em dezembro do próximo ano.
No entanto, o Copom afirmou que essa mudança de comunicação "não implica em uma elevação imediata da taxa básica de juros", já que a economia ainda precisa de estímulos monetários.
“No cenário de retirada do 'forward guidance', a condução da política monetária seguirá o receituário do regime de metas para a inflação, baseado na análise da inflação prospectiva e de seu balanço de riscos”, informou o BC.
Para 2021, ano no qual o BC passou a mirar as decisões, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%. Para 2022, a meta central é de 3,5%, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado uma prévia da inflação oficial – pode oscilar entre de 2% a 5%.
No cenário com juros e câmbio estimados pelo mercado financeiro, o BC estimou que a inflação ficará em torno de 4,3% em 2020, e em 3,4% nos próximos dois anos.
Inflação alta em dezembro
De acordo com o Banco Central, os últimos resultados da inflação foram acima do esperado e, em dezembro, apesar da desaceleração prevista para os preços de alimentos, a "inflação ainda deve se mostrar elevada, com coleta extraordinária de preços de mensalidades escolares e transição para o mais elevado patamar de bandeira tarifária de energia elétrica".
"Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue monitorando sua evolução com atenção, em particular as medidas de inflação subjacente", disse a instituição.
Por fim, o Copom avaliou que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia.
"O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia", afirmou.

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Tumblr

Assuntos Relacionados

Hackers do Twitter deixaram de ganhar mais de R$ 1,5 milhão em transferências bloqueadas por plataformas de Bitcoin
Cosan cancela IPO da Compass devido às condições do mercado
Calote em bancos está na mínima histórica, mas refresco pode acabar no Natal

Destaques

  • Câmara de Campo Grande aprova projetos sobre cultura, meio ambiente e inclusão de estudantes com TEA

    Na sessão ordinária desta terça-feira, 13 de ma...
  • Semana Nacional de Museus 2025: Programação especial em Campo Grande homenageia Lídia Baís

    A 23ª Semana Nacional de Museus acontece entre ...
  • Porto Geral de Corumbá recebe Festival América do Sul 2025 com atrações nacionais e celebração da cultura regional

    Entre os dias 15 e 18 de maio, o histórico Port...
  • Campão Cultural 2024 traz programação intensa e gratuita até 6 de abril

    O Campão Cultural está de volta, levando uma pr...
  • Casa de Cultura de Campo Grande oferece cursos gratuitos em música e dança

    A Casa de Cultura de Campo Grande está com insc...
TOPO