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‘Riacho Doce’ estreia no Globoplay: relembre poderes místicos de Fernanda Montenegro

por Administrador / segunda-feira, 04 janeiro 2021 / Publicado em Cultura

Minissérie de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzohn exibida em 1990 tinha também Carlos Alberto Riccelli, Vera Fischer e Herson Capri. Veja curiosidades e fotos. Carlos Alberto Riccelli e Fernanda Montenegro em 'Riacho Doce' Jorge Baumann/Globo "Riacho Doce" abre o ano de 2021 no Globoplay com estreia nesta segunda-feira (4). Exibida em 1990, a minissérie de 40 capítulos se passa numa tranquila vila de pescadores situada no litoral do Nordeste, com Fernanda Montenegro, Carlos Alberto Riccelli, Vera Fischer e Herson Capri no elenco. Baseada na obra de José Lins do Rego, a produção de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzohn tem direção de Paulo Ubiratan, Luiz Fernando Carvalho e Reynaldo Boury. Para ajudar a entrar no clima, o G1 publica curiosidades sobre a minissérie, com dados do Memória Globo (leia mais ao fim da reportagem). Fernanda Montenegro em 'Riacho Doce' Jorge Baumann/Globo Em "Riacho Doce", Fernanda Montenegro interpretava a respeitada líder espiritual da comunidade, Vó Manuela. Na minissérie, ela pretende que seu neto, Nô (Carlos Alberto Riccelli), herde seu posto e não admite que ele se apaixone. Dotada de poderes místicos, ela "fecha o corpo" do rapaz para o amor. Por isso, todas as mulheres que se aproximam de Nô se tornam amaldiçoadas. Enquanto isso, o casal catarinense Eduarda (Vera Fischer) e Carlos (Herson Capri) chega ao vilarejo com interesses distintos. Carlos pretende resgatar a carga de um navio afundado, o que provoca suspeita entre os moradores. Já Eduarda busca encontrar algo que lhe dê sentido à vida, em função das recentes crises existenciais pelas quais passara. Em depoimento ao Memória Globo, Fernanda Montenegro se lembra das gravações da minissérie: "Vó Manuela é um personagem clássico da nossa literatura. Foi feito com muito carinho com a direção do Paulo Ubiratan, com quem me dava muito bem. Trabalhei com a Vera Fischer, que é uma companheira maravilhosa, uma atriz forte, uma mulher poderosa, tem um dinamismo avassalador. Conheci Fernando de Noronha, foi um trabalho muito bom". Carlos Alberto Riccelli e Vera Fischer em 'Riacho Doce' Jorge Baumann/Globo Desafiando os poderes da autoritária avó, Nô se envolve com Eduarda, e os dois vivem um conturbado romance. No final, os habitantes de Riacho Doce, incitados por Manuela, atiram pedras em Eduarda, acusada de adultério e de desvirtuar Nô de seu destino. O casal foge em um barco e passa um tempo em alto-mar até encontrar um local seguro onde possa viver em paz. Assimilando a perda do neto como morte, Vó Manuela toma Cicinho (João Paulo Jr.), filho de Hermínia (Lu Mendonça) para si, e “fecha seu corpo”, assim como fizera com Nô. Vera Fischer ficou encantada com o trabalho em Riacho Doce: "A gente filmava assim: 15 dias de estúdio e 15 dias de externa em Fernando de Noronha, que era lindo. Fiquei queimada de sol. A figurinista, que era Beth Filipecki, fez o meu figurino todo branco e azul clarinho, amarelo, verde água, um figurino especial, de shorts e vestidinhos lindos", conta a atriz em entrevista ao Memória Globo. "Meu marido era vivido pelo Herson Capri. Nós éramos um casal que vinha da Suécia, e ele tentava me trazer para o Brasil porque era um país ensolarado. O Ricelli era um pescador que tocava violão, umas músicas do Dori Caymmi, coisas lindas. Aí teve uma paixão avassaladora, mergulhos naquela água cristalina. O texto era maravilhoso. A Baía dos Golfinhos, naquela época, ainda não tinha muitos turistas, e a gente podia nadar naquelas águas com os golfinhos, peixes. Visitamos grutas, cavernas. Era maravilhoso." Herson Capri e Vera Fisher em 'Riacho Doce' Jorge Baumann/Globo Curiosidades O arquipélago de Fernando de Noronha e a nativa praia Carne de Vaca, no litoral norte de Pernambuco, foram os cenários escolhidos pelo diretor Paulo Ubiratan para ambientar a minissérie "Riacho Doce": "Andei mais de 2,5 mil km pelo litoral do Nordeste até encontrar a praia onde pretendia mostrar o choque cultural enfocado pela história", conta. O projeto da minissérie nasceu quando Paulo Ubiratan assistiu a um "Globo Repórter" com imagens de Fernando de Noronha. O diretor ficou fascinado pela natureza exuberante e pela possibilidade de gravar imagens subaquáticas. Carlos Alberto Riccelli e Vera Fischer em 'Riacho Doce' Jorge Baumann/Globo Em muitas cenas de "Riacho Doce" foi explorada a sensualidade dos protagonistas, fato que gerou polêmicas na imprensa e no meio artístico sobre a nudez na televisão. A minissérie foi reapresentada entre abril e maio de 1991, no "Vale a Pena Ver de Novo". Em função do horário de exibição, as cenas de nudez foram cortadas. Ana Rosa em 'Riacho Doce' Jorge Baumann/Globo Nelson Xavier em 'Riacho Doce' Jorge Baumann/Globo

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