TVK Web Cultural

  • CULTURA
  • TURISMO
  • NEGÓCIOS
  • POLÍTICA
  • GALERIA
  • CONTATO

Entenda como Boeing e Embraer foram da aproximação ao rompimento do acordo bilionário

por Administrador / segunda-feira, 27 abril 2020 / Publicado em Negócios

Acordo avaliado em US$ 5,2 bilhões, anunciado em 2018, acabou rompido oficialmente neste sábado (25), em meio a crises no setor de aviação e na economia global. Combinação de fotos com as marcas da Boeing e da Embraer Denis Balibouse/Reuters; Roosevelt Cassio/Reuters Um negócio bilionário e completamente frustrado. O anúncio do acordo na área de aviação comercial entre Boeing e Embraer criou expectativas no mercado desde 2017, mas acabou rompido oficialmente neste sábado (25), em meio às crises no setor de aviação e na economia global. De um lado, a Boeing afirma que a Embraer não cumpriu com as “condições necessárias” para o acordo. De outro, a empresa brasileira diz que foi pega de surpresa pela decisão e que a Boeing rescindiu “indevidamente” o negócio, “fabricando falsas alegações”. Abaixo, o G1 relembra o histórico dessa negociação bilionária que movimentou o mercado nos últimos anos: Negócio Avaliado em US$ 5,2 bilhões, o acordo entre as duas companhias previa a criação de uma empresa conjunta que ficaria sob comando da Boeing, com 80% de participação. A Embraer ficaria com os 20% restantes e poderia vender a sua parte para a americana. Em maio do ano passado, as empresas, inclusive, divulgaram o nome da nova companhia: Boeing-Brasil Comercial. A expectativa era de que a empresa movimentaria, anualmente, cerca de US$ 150 milhões, sem considerar impostos, até o terceiro ano do negócio. Em uma segunda transação, Embraer e Boeing criariam uma joint-venture (nova empresa) voltada à produção da aeronave KC-390, de transporte militar, o maior modelo de cargueiro produzido no Brasil. O futuro deste segundo acordo também é incerto após o rompimento entre as empresas. Na época do acordo, a Embraer deixou fora do negócio os setores de defesa e aviação executiva. Preparação Pela operação, a nova empresa ficaria com unidades da Embraer em São José dos Campos (SP), com realocação dos funcionários. A Embraer, que é a terceira maior fabricante de aviões do mundo, chegou a ampliar a unidade da empresa no distrito de Eugênio de Melo, onde funcionaria sua nova sede. A empresa brasileira informou, num balanço do ano de 2019, que investiu R$ 485 milhões naquele ano para preparar a venda da divisão comercial à Boeing. A Boeing, por outro lado, já tinha até um escritório em São José dos Campos e planejava expandir a fábrica da Embraer em Taubaté (SP), para produzir trens de pouso. Ao longo dos meses, inclusive, o novo negócio havia sido aprovado por órgãos reguladores nacionais e internacionais, dependendo apenas do aval de reguladores do mercado da Comissão Europeia. Começo do fim Rumores que o acordo poderia ser rompido começaram a ventilar no mercado desde meados de março. A queda nas ações da Embraer e preocupações com dinheiro na Boeing, impulsionadas pelo impacto do coronavírus nas viagens aéreas, foram um golpe para a transação, aumentando a incerteza sobre a viabilidade do acordo. Fim do acordo Neste sábado (25), em comunicado oficial, a Boeing confirmou o fim do negócio. “É uma decepção profunda. Entretanto, chegamos a um ponto em que continuar negociando dentro do escopo do acordo não irá solucionar as questões pendentes”, diz o comunicado aos investidores divulgado pela Boeing. O texto diz ainda que a Boeing “exerceu seu direito de rescindir" o acordo "após a Embraer não ter atendido as condições necessárias”. Já a Embraer afirmou que a Boeing rescindiu "indevidamente" o acordo e que a empresa norte-americana "fabricou falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação". Próximos passos As empresas não divulgaram o valor da multa de rescisão do acordo, mas especialistas acreditam que a Embraer tenha direito a ser ressarcida em até US$ 100 milhões. A empresa, inclusive, disse que irá a Justiça para buscar as medidas cabíveis contra a Boeing, pelos danos sofridos com a rescisão. Segundo o presidente da Embraer Francisco Gomes Neto, a empresa "tem liquidez suficiente e acesso a fontes de financiamento para alavancar a continuidade dos seus negócios". Situação das gigantes aéreas Embraer, Boeing, Airbus e Bombardier Alexandre Mauro/G1

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Tumblr

Assuntos Relacionados

Empresários se unem para pedir reformas, mas não há consenso
Secretaria do Consumidor questiona Sony sobre devolução de jogos de Playstation
Secretário do Tesouro admite possibilidade de nova prorrogação do auxílio emergencial

Destaques

  • Câmara de Campo Grande aprova projetos sobre cultura, meio ambiente e inclusão de estudantes com TEA

    Na sessão ordinária desta terça-feira, 13 de ma...
  • Semana Nacional de Museus 2025: Programação especial em Campo Grande homenageia Lídia Baís

    A 23ª Semana Nacional de Museus acontece entre ...
  • Porto Geral de Corumbá recebe Festival América do Sul 2025 com atrações nacionais e celebração da cultura regional

    Entre os dias 15 e 18 de maio, o histórico Port...
  • Campão Cultural 2024 traz programação intensa e gratuita até 6 de abril

    O Campão Cultural está de volta, levando uma pr...
  • Casa de Cultura de Campo Grande oferece cursos gratuitos em música e dança

    A Casa de Cultura de Campo Grande está com insc...
TOPO