TVK Web Cultural

  • CULTURA
  • TURISMO
  • NEGÓCIOS
  • POLÍTICA
  • GALERIA
  • CONTATO

Reforma tributária: estados reivindicam da União R$ 480 bi em dez anos para abastecer fundos

por Administrador / sexta-feira, 31 julho 2020 / Publicado em Negócios

Esse é o principal ponto de disputa entre estados e governo federal para a criação de um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) nacional. Os governos estaduais estão pedindo ao governo federal — no âmbito da reforma tributária — R$ 480 bilhões ao longo de dez anos para abastecer os fundos de desenvolvimento regional e de compensações das exportações, informou Rafael Fonteles, presidente do Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
A proposta foi apresentada nesta semana à equipe do Ministério da Economia. Segundo Fonteles, esse é o principal ponto de discussão entre a União e os estados para a criação de tributo nos moldes de um Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) nacional.
"O governo constituiu um grupo de trabalho com o Comsefaz para colocar esses números no papel", disse.
O governo federal enviou ao Congresso, na semana passada, uma proposta para unificar apenas os tributos federais sobre o consumo, mas prosseguem as negociações com os estados para a criação de um imposto abrangendo os impostos federais, estaduais e municipais – em linha com as principais propostas que estão no Congresso Nacional.
Além da tributação sobre o consumo, o governo também pretende enviar, até meados de agosto, propostas para mudanças na tributação da renda, e de retomada de um imposto de transações financeiras.
De acordo com Rafael Fonteles, que é secretário da Fazenda do Piauí, a proposta é que os recursos para os fundos estaduais sejam repassados gradativamente pelo governo federal, crescendo a uma razão de 10% ao ano.
Ao fim de dez anos, o valor seria de R$ 97 bilhões por ano (dos quais R$ 9 bilhões para o fundo de compensações das perdas da Lei Kandir e R$ 88 bilhões para o fundo de desenvolvimento regional).
Essa é a forma pela qual os estados querem abocanhar uma parte da arrecadação da União. O governo tem uma oferta diferente: repassar valores por meio do pacto federativo (de R$ 400 bilhões a R$ 450 bilhões em 15 anos oriundos de "royalties" do petróleo e participações especiais).
Rafael Fonteles defende que uma parte da alíquota da União no novo IVA nacional sirva para alimentar esses fundos.
Porém, acrescentou que não entram nessa conta dos R$ 480 bilhões pedidos ao governo federal os recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) — aprovado recentemente pela Câmara — e do acordo para compensar as perdas passadas da Lei Kandir.
"O acordo pela Lei Kandir resolveu um passivo de anos anteriores, e o Fundeb é uma discussão especifica da educação", declarou.
Ele explicou que os recursos do fundo de desenvolvimento regional seriam usados pelos estados para investimentos e para manter uma política de atração de indústrias para regiões menos desenvolvidas.
O G1 entrou em contato com o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, por meio de sua assessoria, e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
Congresso retoma as discussões sobre a reforma tributária
Contas públicas
A proposta de retirar arrecadação do governo federal é apresentada pelos estados em um momento no qual a União tem de lidar com rombos bilionários nas suas contas.
Devido à pandemia do novo coronavírus, as últimas estimativas são de que as contas do governo registrem um rombo recorde de quase R$ 800 bilhões neste ano.
Os estados também passam por dificuldades em suas contas. Pressionados por gastos previdenciários e com pessoal, 12 estados estouraram em 2018 o limite máximo de despesa com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que inclui também quem está na ativa.
Ou seja: os governos desses 12 estados (Acre, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins) usaram mais de 60% do que arrecadaram para pagar o gasto com o funcionalismo.
Por isso, o Tesouro Nacional avaliou, no final de 2018, que essa o crescimento do déficit "tende a prejudicar o funcionamento dos serviços básicos dos governos estaduais".
Os estados são responsáveis por atuar em parceria com os municípios no ensino fundamental; por atuar nos atendimentos especializados de saúde e de alta complexidade; e são os principais responsáveis pela segurança pública e pelo sistema prisional. Além da arrecadação própria, também recebem repasses de recursos do governo federal.
Para as despesas com saúde e educação, os estados são obrigados a gastar, respectivamente, 12% e 25% de sua receita corrente líquida, segundo a Constituição Federal. Para outros setores, como segurança pública, por exemplo, não há um piso constitucional definido.
Reforma Tributária avança e setor de Serviços reclama de aumento de impostos

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Tumblr

Assuntos Relacionados

Tem gente que quer ser mandada embora do Santander, diz diretor do banco
Ibovespa vai bem, mas esconde mais oportunidades do que mostra
MadeiraMadeira recebe aporte de US$ 190 mi e vira novo unicórnio brasileiro

Destaques

  • Câmara de Campo Grande aprova projetos sobre cultura, meio ambiente e inclusão de estudantes com TEA

    Na sessão ordinária desta terça-feira, 13 de ma...
  • Semana Nacional de Museus 2025: Programação especial em Campo Grande homenageia Lídia Baís

    A 23ª Semana Nacional de Museus acontece entre ...
  • Porto Geral de Corumbá recebe Festival América do Sul 2025 com atrações nacionais e celebração da cultura regional

    Entre os dias 15 e 18 de maio, o histórico Port...
  • Campão Cultural 2024 traz programação intensa e gratuita até 6 de abril

    O Campão Cultural está de volta, levando uma pr...
  • Casa de Cultura de Campo Grande oferece cursos gratuitos em música e dança

    A Casa de Cultura de Campo Grande está com insc...
TOPO