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Confiança do comércio cai pelo 3º mês seguido, aponta FGV

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

Piora reflete a maior cautela dos consumidores em meio a um cenário ainda complicado do mercado de trabalho e de perspectiva de término dos auxílios do governo. O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) recuou 1,8 ponto em dezembro, passando de 93,5 para 91,7 pontos, registrando a terceira queda consecutiva, informou nesta quarta-feira (23) a Fundação Getulio Vargas.
Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 2,6 pontos, seguindo a tendência de queda observada no mês anterior.
“A piora mais uma vez foi influenciada pela queda dos indicadores sobre o momento presente, reflexo da cautela dos consumidores. Por outro lado, as expectativas avançam pelo segundo mês consecutivo, mas a análise ainda é de redução do pessimismo. Considerando todas as turbulências apresentadas no ano, o setor conseguiu se sobressair na recuperação, mas a elevada incerteza, a cenário complicado do mercado de trabalho e o final dos auxílios do governo se tornam um desafio para a continuidade dessa retomada", avaliou Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.
Na véspera, a FGV mostrou que a confiança do consumidor também registrou em dezembro a terceira queda seguida.
Em dezembro, a confiança caiu em três dos seis principais segmentos do comércio. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 6,1 pontos, para 93,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 2,6 pontos para 90,1 pontos.
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Desemprego diante da pandemia atinge 14,2% em novembro e bate novo recorde

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

Segundo o IBGE, país encerrou o mês com 14 milhões de desempregados, 200 mil a mais que em outubro e quase 4 milhões a mais que em maio. Desemprego atinge 14,2% em novembro, diz IBGE O desemprego diante da pandemia do coronavírus bateu novo recorde em novembro, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, o Brasil encerrou o mês de novembro com um contingente de 14 milhões de desempregados, aumento de 2% frente a outubro (13,8 milhões), e de 38,6% desde maio (10 milhões), quando começou a série da pesquisa. Com isso, a taxa de desemprego ficou em 14,2% em novembro, ante 14,1% no mês anterior e 10,7% em maio. Os dados são da última edição da PNAD Covid-19, lançada neste ano pelo IBGE para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil. Desempregados diante da pandemia, em milhares. Economia G1 O desemprego vem renovando recordes sucessivos no país desde julho à medida em que trabalhadores que perderam sua ocupação na pandemia passaram a buscar um emprego em meio ao relaxamento e flexibilização das medidas de restrição. “Esse aumento da população desocupada ocorreu, principalmente, na região Nordeste. Nas demais regiões ficou estável, sendo que no Sul houve queda na desocupação”, destacou a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Viera. Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país. Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes ao trimestre terminado em setembro, quando o país atingiu taxa de desemprego recorde, de 14,6%, com cerca de 14,1 milhões de brasileiros em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. Perspectiva de fim do auxílio emergencial Segundo o IBGE, o aumento do número de desempregados também pode estar relacionado com a redução e perspectiva de término do Auxílio Emergencial. "A redução do auxílio pode estar fazendo sim com que as pessoas precisem retornar ao mercado de trabalho", avaliou a pesquisadora, destacando que no Nordeste houve aumento da desocupação entre as pessoas que residiam em domicílio com beneficiados pelo auxílio emergencial. A proporção de residências que recebeu algum auxílio relacionado à pandemia passou de 42,2% em outubro para 41% em novembro, com valor médio do benefício em R$ 558 por domicílio, segundo o IBGE. As regiões Norte e Nordeste foram novamente as regiões com os maiores percentuais: 57,0% e 55,3%, respectivamente. Caixa paga última parcela a 4,9 milhões e encerra pagamentos a beneficiários do Bolsa Família População ocupada tem 1ª alta desde maio Já a população ocupada subiu para 84,7 milhões, aumento de 0,6% em relação a outubro (84,1 milhões), e, pela primeira vez desde o início da pesquisa, apresentou contingente superior ao de maio (84,4 milhões). O nível de ocupação, no entanto, segue bem baixo. Ficou em 49,6% em novembro, ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada. “A população ocupada se aproximou do patamar de março, apesar da taxa de desocupação maior. Isso porque temos mais pessoas pressionando o mercado de trabalho em busca de uma ocupação. Esses números refletem a flexibilização das medidas de distanciamento social, com mais pessoas mês a mês deixando de estar fora da força de trabalho”, destacou Maria Lucia. Houve também aumento no número de horas efetivamente trabalhadas, de 35,7 horas em outubro para 36,1 horas em novembro. Já a taxa de informalidade ficou em 34,5%, a mesma do mês anterior, o que corresponde a 29,2 milhões de pessoas. A pesquisa mostrou ainda que 13,7 milhões não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar, o que indica que a taxa de desemprego pode continuar a subir no país. Flexibilização do isolamento Segundo a pesquisa, em novembro, 11,1% de toda a população do país se dizia rigorosamente isolada, em distanciamento social. Em outubro esse percentual era de 12,4%. Em julho, chegou a 23,3%. A região Norte (8,8%) apresentou o maior percentual de pessoas que não fizeram restrições, e o Nordeste, o maior percentual de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas (12,8%). "Entre os 211,7 milhões de residentes, 10,2 milhões (4,8%) não fizeram nenhuma medida de restrição em novembro, 97,9 milhões (46,2%) reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa, 79,3 milhões (37,5%) ficaram em casa e só saíram por necessidade básica e 23,5 milhões (11,1%) ficaram rigorosamente isolados", informou o IBGE. 9,1% dos trabalhadores em trabalho remoto Segundo o IBGE, em novembro, 94,8% da população ocupada não estavam afastados do trabalho que tinham, contra 94,4% em outubro. Os que trabalharam de forma remota (à distância, home office) representaram uma fatia de 9,1% (7,3 milhões de pessoas) da população ocupada. Em outubro, o percentual era de 9,6% (7,6 milhões de pessoas). O percentual de mulheres que trabalharam remotamente foi de 12,9%, superior ao dos homens (6,5%). Já a região Norte teve o menor percentual de pessoas ocupadas trabalhando remotamente (3,9%) e o Sudeste, o maior (11,8%). Rendimento abaixo do habitual Em novembro, o rendimento médio efetivo ficou em R$ 2.334, o que representa 94,5% do habitualmente recebido. Em outubro correspondia a 93,6%. Segundo o IBGE, os trabalhadores por conta própria e os empregadores tiveram as maiores diferenças entre os rendimentos habitual e efetivamente recebidos, 86,1% e 91,3%, respectivamente. Veja outros destaques da pesquisa: Em 28 milhões de domicílios (41% do total do país), algum morador recebeu auxílio emergencial Em 9,3% dos domicílios, algum morador solicitou empréstimo, sendo que 87,8% dos que pediram conseguiram 28,6 milhões de pessoas fizeram algum teste para a Covid-19 até novembro 22,7% das pessoas (6,5 milhões) que realizaram testes para coronavírus até novembro testaram 10,2 milhões de pessoas não tomaram nenhuma medida de restrição para evitar o contágio 11,2% dos estudantes não tiveram atividades escolares no país, sendo que no Norte esse percentual foi mais que o dobro (25,4%). 204 mil estudantes não realizaram tarefas devido à falta de acesso à internet, 169 mil não conseguiram se concentrar e 154 mil não tinham computador, tablet e celular Vídeos: veja as últimas notícias de economia

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Dólar tem 4ª alta seguida e retorna aos R$ 5,20

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

Com o avanço desta quarta, ao dólar passou a acumular na parcial do mês queda de 2,74% frente ao real. No ano, registra alta de 29,69%. Nota de US$ 5 dólares REUTERS/Thomas White O dólar emendou a quarta alta consecutiva e fechou no maior patamar em quase três semanas nesta quarta-feira (23), acompanhando o vaivém do humor externo e refletindo a cautela dos mercados em relação a uma nova variante do coronavírus e seu possível impacto na economia global. A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 0,75%, vendida a R$ 5,2003. Na máxima, bateu R$ 5,2199. Na mínima, recuou a R$ 5,1290. Veja mais cotações. Com o avanço desta quarta, ao dólar passou a acumular na parcial do mês queda de 2,74% frente ao real. No ano, registra alta de 29,69%. Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,76%, a R$ 5,1614. Cenário externo e local Investidores preferiram evitar grandes mudanças de posições antes do retorno das operações apenas na semana que vem, enquanto acompanham desdobramentos sobre novos estímulos nos Estados Unidos e as negociações acerca de um acordo comercial do Brexit. Os mercados de forma geral minimizavam a recusa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sancionar um projeto de lei de quase US$ 900 bilhões para enfrentamento dos impactos do coronavírus, confiantes de que na era Biden mais estímulos serão anunciados. Além disso, segue a atenção para o ritmo de vacinação contra a Covid-19 em países como Reino Unido e EUA. A França concordou em reabrir suas fronteiras à Inglaterra nesta quarta-feira. A detecção de uma nova variante do coronavírus levou grande parte do mundo a fechar suas fronteiras ao Reino Unido, provocando alertas de donos de supermercados sobre escassez de alimentos e pressionando as ações na segunda-feira. À medida que o fim do ano vai se aproximando, o volume de negócios tende a se reduzir, deixando o mercado mais suscetível a variações bruscas e fatores técnicos. "O mercado continuará a ver volatilidade, mas certamente parece que a tendência de baixa (do dólar) está bastante intacta", disse o DailyForex em nota à Reuters. Enquanto isso, no cenário doméstico, a pauta fiscal e o plano de vacinação do governo seguiam no radar dos mercados. Na agenda de indicadores, a taxa de desemprego atingiu 14,2% em novembro e bateu novo recorde, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o Ministério da Economia informou que o Brasil gerou 414.556 empregos com carteira assinada em novembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), novo recorde histórico. De janeiro a novembro deste ano, o país passou a ter geração de 227.025 postos de trabalho. Variação do dólar em 2020 Economia G1 VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

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Terapeuta financeira dá 5 dicas para gerenciar ansiedade com o dinheiro

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

Amanda Clayman devia muito mais do que podia pagar, mas deu a volta por cima e hoje ajuda pessoas a criar um equilíbrio financeiro em suas vidas. Amanda Clayman acumulou US$ 19 mil em dívidas antes de se tornar uma terapeuta financeira Amanda Clayman Quando estava em Nova York, Amanda Clayman acumulou tantas dívidas no cartão de crédito que não sabia mais o que fazer. "A vergonha me fez sentir que minhas conquistas profissionais e pessoais eram uma mentira", diz a profissional americana dedicada à terapia financeira, em entrevista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. Um dia, Clayman pediu a sua mãe para cortar seu cabelo e o resultado foi catastrófico. Foi tão ruim que sua mãe pediu que Amanda fosse imediatamente ao seu cabeleireiro habitual. "Não posso", respondeu Clayman. "Não posso voltar lá porque dei a ele um cheque sem fundo." Foi então que ela teve que contar toda a verdade à família. E a verdade é que ele tinha dívidas acumuladas em mais de US$ 19 mil (cerca de R$ 96 mil, em valores atuais). O pior é que ela não tinha planos para lidar com uma situação fora de controle. Com a ajuda da mãe, fez as contas, esboçou um orçamento mensal e elaborou um plano financeiro, algo que nunca havia feito antes. "Resisti a fazer um orçamento porque temia que isso me privasse de minha liberdade", diz. Ela logo percebeu que o planejamento acabou se revelando "libertador" e, aos poucos, foi conseguindo diminuir as despesas, gerar receitas adicionais e acabou pagando as dívidas. "O corte de cabelo me colocou em um caminho em que me tornei financeiramente sã, empoderada, e encontrei a paixão da minha vida." Uma paixão que a levou a se formar como terapeuta financeira, após anos trabalhando como assistente social. O que está por trás da 'ansiedade financeira'? Hoje, Clayman atende clientes com problemas financeiros, dá consultoria a empresas, ministra cursos e conferências e escreve sobre esses assuntos. Com essa experiência, tenta aplicar seus conhecimentos para enfrentar questões como a ansiedade financeira, um dos grandes males da atualidade, segundo ela. A ansiedade, Clayman explica, ocorre quando nosso corpo e cérebro nos dão um sinal de alerta para prestar atenção a algo que não está certo. É uma bandeira vermelha para reagirmos a um perigo potencial. Porém, o que costuma acontecer é que, quando as pessoas se sentem ansiosas, elas preferem não prestar atenção. É por isso que, quando nos sentimos ansiosos por dinheiro, diz a terapeuta, normalmente tendemos a não pensar nisso e, pior ainda, a tomar decisões impulsivas. Essas decisões, acrescenta, pioram a situação e acabam gerando mais ansiedade, o que nos deixa presos em um círculo vicioso. Portanto, a primeira coisa a fazer é prestar atenção à ansiedade e analisar o que está acontecendo conosco. Aqui estão as cinco etapas que Clayman recomenda para gerenciar a ansiedade financeira: 1) Abra a porta para a curiosidade O primeiro passo é ficar curioso sobre seu dinheiro: desenvolver um interesse genuíno em saber o que está acontecendo em sua vida financeira, em vez de apenas se concentrar em descobrir como saldar algumas dívidas. Para isso, uma abordagem adequada é começar nos perguntando o que o dinheiro está nos dizendo sobre como usamos nosso tempo e o que é realmente importante para nós. 2) Preste atenção ao seu dinheiro constantemente Pelo menos uma vez por mês, deixe um espaço para fazer três coisas: Verifique o fluxo de dinheiro que entra e sai de sua conta bancária Antecipe o que está por vir em termos financeiros Faça um plano financeiro Por exemplo, se o aluguel vai aumentar, você terá que alterar algumas coisas no orçamento para fazer os ajustes necessários antes que chegue a hora. A ideia é ter iniciativa em vez de esperar que as coisas aconteçam. 3) Reconheça seus próprios méritos É importante reconhecer o progresso em direção aos objetivos em vez de buscar a perfeição. Mesmo que você esteja dando pequenos passos, é uma mudança valiosa de comportamento que mostra que você é capaz. Acabar com a ansiedade financeira é um processo que não pode ser alcançado da noite para o dia. 4) Deixe espaço para experimentação Nós, adultos, estamos acostumados a tentar sempre fazer as coisas da "maneira certa", porque senão podemos achar que falhamos. Muitas vezes não existe um caminho certo. E, se olharmos em volta, é possível que vários caminhos se abram. A questão é que temos que nos dar espaço para sermos mais criativos. 5) Falta de dinheiro é uma 'boa notícia' Embora possa parecer absurdo que a falta de dinheiro seja uma "boa notícia", na verdade se trata de mudar de ideia sobre como lidamos com as coisas. Esta etapa aborda a importância de mudar nossa atitude sobre como respondemos aos desafios da vida e como construir resiliência diante deles. Em vez de pensar "Não consigo lidar com esse problema financeiro", a maneira de lidar com isso é: "Posso ser forte, posso resistir e posso ser criativo para enfrentar os desafios". Nesse processo, provavelmente descobriremos muitas coisas interessantes sobre nós mesmos e sobre como os assuntos pessoais afetam a maneira como lidamos com o dinheiro. 'Não é uma fórmula mágica' "A terapia financeira e as atitudes que queremos desenvolver em relação ao dinheiro não funcionam como um passe de mágica", adverte Clayman. É um processo que começa com a aceitação de que temos um desafio e continua com uma jornada de exploração pessoal para descobrir o que aquele sinal quer nos dizer e desenhar um plano para modificar certos hábitos. Se estivermos ansiosos demais, será difícil tomar decisões complexas, porque nos custa mais pesar os fatores positivos e os negativos que estão em jogo. Por isso é tão importante, explica a terapeuta, prestar atenção à ansiedade e aprender a se distanciar para observar a situação. "Você tem que diminuir a velocidade", diz. Nesse processo, há muitas perguntas que valem a pena: qual o significado do seu trabalho, quais são suas prioridades, o que afeta seus objetivos, quais relacionamentos influenciam seu bem-estar financeiro, o que você pode mudar ou não. E se você perder seu emprego? Nesse caso, diz a terapeuta financeira, é preciso recuar e analisar o cenário com calma. É conveniente conversar com aqueles com quem temos compromissos financeiros, como ligar para o dono do imóvel em que estamos morando e pedir flexibilidade. Se você economizou antes de perder o emprego, precisa planejar como usar esse dinheiro. Outro passo é pensar que você pode obter dinheiro de maneiras alternativas, mesmo que não seja o suficiente para cobrir todas as despesas. Pagar uma parte da dívida do cartão de crédito evita que os juros disparem. E não se esqueça de reduzir despesas. A ideia é tentar determinar quais coisas estão sob nosso controle para fazer um plano que permita seguir em frente na conquista de objetivos. 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Pandemia reduz intenção de compras de Natal ao menor nível dos últimos 14 anos, diz FGV

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

A pesquisa especial de Natal da Sondagem do Consumidor mostrou que indicador está no menor valor da série iniciada em 2007: 40,7 pontos. Com economia em baixa, famílias se preocupam com orçamento perto do Natal
A incerteza quanto ao futuro provocada pela pandemia freou o ímpeto de gasto do brasileiro, como aponta pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV).
“Os especialistas já sabiam, pelo alto nível de desemprego, redução de fim do auxílio emergencial e pela menor injeção de dinheiro na economia por causa do 13º reduzido, que a velocidade seria menor, só não se sabia quanto”, diz o relatório.
Segundo a FGV, a intenção de compras no Natal de 2020 está no menor nível dos últimos 14 anos e da série iniciada em 2007: 40,7 pontos. Isso representa um tombo de 24,8 pontos em relação a 2019. Nos dois últimos anos em que esteve em patamar tão baixo registou 44,1 (2015) e 47,7 (2016) — no auge da que era a pior recessão da história do país.
A pesquisa especial de Natal da Sondagem do Consumidor também mostrou uma alteração significativa no padrão de respostas — os consumidores que usualmente gastariam igual ao ano anterior na data festiva, em 2020 estão reduzindo seus gastos (64,8%). O comportamento muda um pouco quando se olha a faixa de renda. Entre as famílias de menor poder aquisitivo (ganhos de até R$ 2.100), 74,8% sinalizaram que pretendem gastar menos. Porém mesmo entre os mais ricos (com ganhos acima de R$ 9.600), a maioria está cautelosa: 51,9% declararam que gastariam menos.
"A queda do consumo no período é resultado de uma combinação de postergação de consumo e aumento de uma poupança preventiva dada a alta incerteza. Com o aumento do número de casos, muitas famílias não irão se reunir e com isso também aproveitam para gastar menos com presentes", diz Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens setoriais do Ibre/FGV.
A análise mostrou que o Natal deve ser mesmo modesto, pois há uma relação entre o resultado do Indicador de Intenção de Compras de Natal e as vendas do varejo nos segmentos com maior relação com a data festiva.
Outro ponto abordado pela pesquisa foi a preferência pelo local de compras: 41% disseram que irão comprar em lojas físicas, contra 23,5% dos consumidores que pretendem comprar pela internet. O resultado reforça os dados de pesquisa especial da Sondagem do Comércio — as vendas online devem representar 13,6% do total vendido, o que corresponde a pouco mais que o dobro do resultado do ano anterior (6,3%). Já os presentes mais procurados ainda devem ser roupas (39%) e brinquedos (19,8%), seguindo o resultado de anos anteriores.
"O crescimento das vendas online é um aumento que vem ocorrendo ano após ano, mas a pandemia acelerou esse processo em diversas empresas e tem sido uma alternativa para enfrentar as dificuldades que o isolamento social trouxe. Então, dado esse cenário, o aumento era esperado", destaca Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio do Ibre/FGV.
Foram consultados consumidores entre os dias 1º e 14 de dezembro.
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Crédito bancário cresce 2% em novembro, e juro médio recua, aponta Banco Central

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

Volume total do crédito bancário avançou para R$ 3,95 trilhões, Juros bancários médios caíram para 26,3% ao ano. Taxas do cheque especial e do crédito rotativo aumentaram. O crédito bancário registrou novo aumento em novembro, enquanto houve um recuo na taxa média de juros nas operações com recursos livres (sem contar os financiamentos imobiliário, rural e do BNDES). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (23) pelo Banco Central.
O volume total do crédito ofertado pelas instituições financeiras cresceu 2% no mês passado, para R$ 3,954 trilhões. Em outubro, o estoque de crédito bancário estava em R$ 3,871 trilhões.
As concessões totais de crédito somaram R$ 376 bilhões em novembro, o que representa uma alta de 6,4% na comparação com o mês anterior. Esse volume de concessões foi o mais alto desde março deste ano (R$ 396,8 bilhões).
Em doze meses, o crescimento do volume total de crédito bancário acelerou de 14,5%, em outubro, para 15,6% em novembro, informou o BC.
Esse patamar está em linha com última estimativa da instituição para o aumento do crédito bancário em todo ano de 2020, que é de 15,6%. Também representa forte aceleração frente ao registrado em 2019 (+6,5%).
No acumulado deste ano, o aumento no crédito bancário está relacionado às medidas adotadas pelo Banco Central para liberar às instituições financeiras mais recursos destinados a empréstimos em meio à pandemia do novo coronavírus.
Em novembro, os números oficiais mostram que volume de crédito ofertado pelos bancos para as pessoas físicas cresceu 2%, para um saldo total de R$ 2,2 trilhões, enquanto que a carteira de empréstimo para as empresas subiu também 2%, para R$ 1,75 trilhão.
A taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou registrou queda de 0,1 ponto percentual em novembro, para 2,2%. Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência caiu de 3,1% para 3% no mês passado e, no caso das empresas, recuou de 1,5% para 1,3%.
Juros bancários
Os juros bancários médios com recursos livres de pessoas físicas e empresas, por sua vez, caíram de 26,5% ao ano, em outubro, para 26,3% ao ano no mês passado. No crédito livre, a instituição financeira tem mais liberdade para fixar a taxa de juro.
A queda dos juros bancários médios e alta das operações com pessoas físicas acontece em um momento de estabilidade da taxa básica de juros da economia, no seu piso histórico de 2% ao ano.
Em novembro, considerando só as operações para pessoas físicas, a o juro médio passou de 38,8% para 38,1% ao ano na comparação com outubro. Considerando só as empresas, a taxa média avançou de 12% para 12,2% ao ano.
No cheque especial das pessoas físicas, porém, a taxa subiu de 112,9% ao ano em outubro (6,5% ao mês) para 113,6% ao ano em novembro, o equivalente também a 6,5% ao mês. Nessa linha de crédito, o BC adotou um teto para os juros.
Nas operações com cartão de crédito rotativo de pessoas físicas, os juros bancários cobrados das pessoas físicas subiram de 317,4% ao ano, em outubro, para 319,8% ao ano em novembro. Deste modo, a taxa segue em patamar proibitivo.
O crédito rotativo do cartão de crédito pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente. Essa é uma das linhas de crédito mais caras do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
De acordo com o BC, o chamado "spread" bancário médio com recursos livres passou de 21,5 pontos percentuais, em outubro, para 21,2 pontos percentuais em novembro. O spread é a diferença entre quanto os bancos pagam pelos recursos e quanto cobram dos clientes.
Nas operações com pessoas físicas, houve queda de 33,3 pontos em outubro para 32,5 pontos em novembro deste ano. Com isso, o "spread" bancário ainda segue em patamar elevado para padrões internacionais.
O "spread" é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.
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Petrobras inicia fase vinculante de venda de participações no Polo Potiguar

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

O Polo Potiguar compreende três subpolos, sendo eles Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana, totalizando 26 concessões de produção, 23 terrestres e 3 marítimas. A Petrobras iniciou a fase vinculante referente à venda da totalidade de suas participações em 26 concessões de produção em campos terrestres e de águas rasas, localizadas na Bacia Potiguar, no Estado do Rio Grande do Norte, denominados Polo Potiguar.
Segundo comunicado da empresa, os interessados nas concessões, habilitados nesta fase, receberão uma carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo.
O Polo Potiguar compreende três subpolos, sendo eles Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana, totalizando 26 concessões de produção, 23 terrestres e 3 marítimas, todas localizadas no Rio Grande do Norte, além de acesso à infraestrutura de processamento, refino, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural.
As concessões do subpolo Ubarana estão localizadas em águas rasas, entre 10 e 22 km da costa do município de Guamaré. As demais concessões dos subpolos Canto do Amaro e Alto do Rodrigues são terrestres.
Segundo a estatal, a produção média do Polo Potiguar de janeiro a novembro de 2020 foi de aproximadamente 23,3 mil barris de óleo por dia (bpd) e 96 mil m³/dia de gás natural.
“Além das concessões e suas instalações de produção, está incluída na transação a refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré-RN com capacidade instalada de refino de 39.600 bpd”, diz o comunicado.
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Bovespa fecha em alta, perto dos 118 mil pontos

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

Nesta quarta-feira, o principal índice da bolsa de valores subiu 1%, a 117.806 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta quarta-feira (23), último dia útil antes do feriado de Natal, com agentes financeiros ainda atentos a questões relacionadas à pandemia de Covid-19. O Ibovespa subiu 1%, a 117.806 pontos, em mais um dia com volume de negociações bastante reduzido. A semana foi levemente negativa: -0,18%. Veja mais cotações. No dia anterior, o Ibovespa subiu 0,70%, a 116.636 pontos. Com o resultado desta quarta, o acumulado do mês continua positivo, com alta de 8,19%. No ano, o saldo é de 1,88%. Governo mexicano promete vacinação na véspera de Natal Cenário global e local Na agenda de indicadores, a taxa de desemprego atingiu 14,2% em novembro e bateu novo recorde, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o Ministério da Economia informou que o Brasil gerou 414.556 empregos com carteira assinada em novembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), novo recorde histórico. De janeiro a novembro deste ano, o país passou a ter geração de 227.025 postos de trabalho. Este foi o quinto mês seguido em que o Caged ficou no azul, informou o Ministério da Economia, defendendo que o desempenho confirma a retomada do crescimento econômico após a fase mais crítica da epidemia, no segundo trimestre do ano. Enquanto isso, nos Estados Unidos dados de pedidos de auxílio-desemprego melhoravam o humor do mercado. Foram 803 mil na semana encerrada em 19 de dezembro, contra 892 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Já o presidente Donald Trump se negou a assinar a lei que implementa um pacote de alívio econômico de US$ 900 bilhões, afirmando que ele deve ser modificado para elevar o valor dos cheques de estímulo para os norte-americanos. Os mercados, entretanto, minimizavam a decisão, confiantes de que na era Biden mais estímulos serão anunciados. Segundo dados preliminares, o índice Dow Jones teve alta de 0,38%, aos 30.129,47 pontos, o S&P 500 avançou 0,26%, aos 3.696 pontos, e o Nasdaq recuou 0,14%, aos 12.789 pontos. Enquanto a cautela com nova mutação do coronavírus encontrada no Reino Unido parece ficar de lado, agentes financeiros continuam acompanhando o avanço na aprovação de vacinas. A França concordou em reabrir suas fronteiras à Inglaterra nesta quarta-feira. A detecção de uma nova variante do coronavírus levou grande parte do mundo a fechar suas fronteiras ao Reino Unido, provocando alertas de donos de supermercados sobre escassez de alimentos e pressionando as ações na segunda-feira. Seguia no radar dos mercados também um possível acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia, após progresso nas discussões sobre direitos de pesca. O otimismo com as negociações fez o índice pan-europeu STOXX 600 atingir alta de 1,1%. Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

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Petrobras vai fechar parte de escritórios no exterior e no Brasil

quarta-feira, 23 dezembro 2020 por Administrador

Com a medida, a estatal espera que a economia com a desativação de escritórios externos, iniciada em 2019, atinja US$ 13,5 milhões por ano em 2021. Petrobras Reprodução/RPC A Petrobras disse nesta quarta-feira (23) que vai diminuir sua presença internacional no próximo ano, fechando escritórios e concentrando sua atuação comercial fora do país em três escritórios: Roterdã, na Holanda, Houston, nos Estados Unidos, e em Cingapura. Como parte do processo, as atividades da Petrobras Europe, hoje em Londres, serão transferidas pra Roterdã. A mudança será iniciada no primeiro trimestre de 2021 e encerrada no segundo semestre. Com a medida, a estatal espera que a economia com a desativação de escritórios externos, iniciada em 2019, atinja US$ 13,5 milhões por ano em 2021. A empresa não informou qual era a economia anterior. No Brasil, a Petrobras espera uma redução de custos de até US$ 30 milhões no próximo ano. A companhia também não detalhou o que será fechado, dizendo apenas que, dos 23 edifícios que ocupava no país há dois anos, só oito continuarão a ser usados no primeiro trimestre de 2021. No exterior, dos 18 escritórios que a Petrobras mantinha no fim de 2018, dez já foram fechados, além de Londres. Estão no grupo as representações na China, no México, no Irã, na Turquia e nos Estados Unidos (em Nova York). A empresa também fechou escritórios no Japão, no Paraguai, na Nigéria, na Tanzânia e na Líbia. Na América do Sul, a Petrobras ainda mantém escritórios na Bolívia, na Argentina, na Colômbia e no Uruguai. Com exceção da Bolívia, os demais devem ser fechados ao fim do processo de desinvestimentos em curso. Assista a mais notícias de Economia:

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Alok só dá play? DJ explica lives ‘pirotécnicas’ e vontade de virar hit nos bailes das favelas

terça-feira, 22 dezembro 2020 por Administrador

Ao G1, ele comenta letras 'infantis' em inglês e funk rap 'Ilusão (Cracolândia)', 1º sucesso no topo desde 'Hear me now'. Live cheia de tecnologia é neste sábado (19). Ouça entrevista. Quando Alok quer saber quais músicas estão fazendo sucesso, ele não olha a lista de clipes mais vistos do YouTube ou os rankings do Spotity. Ele olha a vista da cobertura onde mora no Brooklin, bairro da Zona Sul de São Paulo. "No final de semana que estrala e você sabe as músicas que estão bombando no momento, tá ligado? Só que não tocava músicas minhas", lamenta o DJ ao G1. Após ligar para o produtor GR6, Alok foi parar em um estúdio com "vozes que as pessoas ouvem nas comunidades". Seis horas de trabalho com MC Hariel, MC Davi, MC Ryan SP, Salvador da Rima e Djay W foram suficientes para ter uma versão quase final de "Ilusão (Cracolândia)". A música foi parar no primeiro lugar de Spotify, Deezer e Youtube. Na plataforma de vídeos, soma mais de 70 milhões de views. Ela deve aparecer no repertório do especial de fim de ano do DJ goiano, neste sábado (19), com transmissão do Multishow. Ao G1 (ouça no podcast acima), Alok também falou sobre quem o critica por "só apertar o play" e por fazer um som "comecial" demais e com letras "infantis". Ele não liga. Contanto que adjetivos como esses sejam os responsáveis por ser ouvido cada vez por mais gente. G1 – Como estão os preparativos para a live? Alok – A gente investiu bastante na tecnologia para uma entrega diferente. O show terá tecnologia 4D, a mesma usada no último filme do “Star Wars”. É a primeira vez que usa no Brasil a tecnologia do virtual stage, que mistura luzes do show com o virtual studio. Eu lembro que na última live, quando eu tirei a poeira do laser aqui em casa e joguei na janela, rolaram vários memes interessantes da galera falando: "pô, chegou aqui em Manaus, chegou na Austrália, chegou em Marte". Eu achei legal essa parada de chegar em Marte. Porque a gente pensa nessa perspectiva de ver o mundo do espaço. Lá de cima a gente não consegue ver barreiras, fronteiras, muros. O laser que a gente usa aqui tem 50 watts. É hoje o mais forte da América Latina. Esse laser da live tem 1000 watts e estamos usando três deles. Vai para a estratosfera. G1 – Como foi lidar com problemas recentes na sua vida pessoal, com sua esposa e sua filha, logo antes da live? Alok – Depois de tudo isso que aconteceu na minha vida, eu perdi o sentido de fazer a live. Eu nem queria mais fazer, sacou? Pra mim, era uma coisa que eu não conseguia nem pensar. O pessoal perguntava se iria ter e eu falava que não sabia se queria fazer. Pra mim, não tinha mais sentido. Eu não conseguia pensar em fazer sabendo que minha filha estava na UTI, a Romana na UTI. Alok e Romana Novais posam com a filha Raika Reprodução/Instagram/Alok E aí, graças a Deus, as coisas foram se estabilizando muito rápido. A Raika está em um desenvolvimento tão lindo que eu estou muito orgulhoso que ela pode estar em casa muito mais rápido do que a gente imaginava. Ela já está quase com peso para poder sair da UTI. Aí minha cabeça começou a voltar a funcionar. Eu vou todo dia para o hospital, fico com a Raika até umas duas, três da manhã. E aí pegar ela no colo e tal pra mim foi muito bom, porque eu não pude pegar no dia que ela nasceu. Eu estava com Covid, então começou tudo a estabilizar. G1 – Falando não só dessa live, mas de outros shows, é bem claro que tem a preocupação com a música, mas tem a parte pirotécnica da criação de uma live. Você percebe que cada vez mais essas duas coisas têm o mesmo peso? Como você se divide entre música versus a parte da imagem? Alok – Não adianta eu estar no top 5 do mundo se a minha música não está sendo ouvida. Pra mim, não faz sentido. E vice-versa. Se a música está sendo muito bem ouvida, é legal também ter a parte da imagem associada. Eu não sei cantar. Eu não tenho banda. O que eu tenho é o uso da tecnologia como aliada para eu transmitir minha arte. Quando eu estou tocando, a pirotecnia, o laser, as luzes, tudo está sincronizado já com a minha música. A gente tem um sistema de timecode que a gente foi um dos pioneiros no Brasil a fazer, que eu termino a música, aí eu levo para uma plataforma e a gente começa a desenhar: aqui vai entrar tal laser, aqui vai fazer tal. “E aí tem a coisa assim: dá o play. ‘Ah, quer dizer que ele só aperta o play?’ Mas é muito louco isso, porque, no fundo, se parar para pensar esse play significa tanta coisa. Mas se você parar para pensar também, na hora de você lançar um foguete para o espaço também é só um play, só um botão que você vai apertar.” Alok Divulgação/Gil Inoue Saiu o ranking no Brasil que eu estou entre os dez brasileiros mais ouvidos no Brasil,. Cara, isso pra mim é muito louco, porque eu sinto às vezes que eu estou um pouco na contramão. Fazendo músicas em inglês, eletrônico. E aí saiu outro ranking que entre todos os brasileiros eu sou o segundo mais ouvido no mundo, ficando atrás da Anitta. Faz mais sentido. Que bom que a música está sendo protagonista nesse momento da minha carreira, porque pra mim é o mais importante. G1 – Eu também sou bem ligado em números e sei que você também é. Mas eu quero saber o quanto você se liga em chart, em ranking, e o quanto você pensa 'ah, essa música performou bem' e aí você leva isso em conta para a sua criação. O quanto você leva em conta? Alok – Os números muita vezes são um reflexo daquilo que você fez. Mas eu nunca fui pautado nisso. Eu não tento fazer uma fórmula que eu sei que vai dar certo, porque nunca dá. Se eu pudesse fazer um hit seguindo a fórmula, eu teria 80 hits por ano. Mas eu não consigo. (risos) G1 – Mas você tenta. Às vezes… (risos) Alok – É, mas eu vou te dar um exemplo claro. Eu lancei uma música agora com uma rapaziada do trap, funk e tal. E ela ficou em número um do Brasil no Spotify, do Deezer também, agora já deu uma baixada, normal. Mas no YouTube ela está com 72 milhões em um mês. Mas a música ela fala de Cracolândia, tá ligado? Como assim? Eu lembro que aqui na frente de casa tem umas comunidades. E, para você saber que música que está bombando você não precisa nem entrar no Spotify, é só vir aqui no final de semana que estrala e você sabe as músicas que estão bombando no momento, tá ligado? Só que não tocava músicas minhas e eu falava: “cara, como consigo de alguma forma acessar?”. G1 – Só para localizar para quem está fora de São Paulo: qual comunidade é? Eu sei que você mora no Brooklin (bairro da Zona Sul). Alok – Eu não sei, mas é perto de Paraisópolis tem também ali do lado eu realmente não sei dizer, mas tem algumas aqui. O legal foi que eu falei: “Cara, a galera não está assistindo televisão, eles estão em um próprio mundo. Eles buscam o que eles querem ouvir, sacou? E como eu acesso eles?” E aí eu fui em busca das vozes que as pessoas ouvem nas comunidades. E aí liguei para o GR6, o Rodrigo (empresário e produtor do funk). Eu falei: “Irmão, eu queria fazer uma música com beltrano”. Ele juntou uma equipe e a gente se encontrou. Quando chegou lá foi muito louca a história, porque eles começaram a falar um pouco de “bandidagem”. Alok, MC Hariel, MC Davi, MC Ryan SP, Salvador da Rima e Djay W na capa de 'Ilusão (Cracolândia)' Divulgação G1 – Quem é que estava neste encontro? Já estava todo mundo que iria participar? Alok – Salvador da rima, Hariel, MC Rian, MC Davi e Djay W. Uma galera grande. Eu nunca fiz música com tanta gente. E naquele momento eu lembro que eu falei para eles uma frase que o Djonga me falou: “Galera, eu sei que vocês precisarão gritar muito para serem ouvidos, mas agora eu acho que a gente pode falar de conscientização e passar uma mensagem”. Eu lembro até que eles me deram uma resposta muito louca. O Salvador da Rima falou: “Tá beleza, Alok. Eu entendi, mas deixa eu te perguntar uma coisa: ‘Você quer ouvir sobre a vida bandida na televisão de um cara de terno e gravata que não sabe nada da nossa realidade aqui que a gente vive? Quem tem que falar sou eu, é a gente vive aqui.” Eu falei: “Não, tudo bem, eu entendo, tá tudo certo. mas eu não consigo falar sobre isso porque eu não vivo isso. Eu não tenho propriedade para falar sobre isso.” E aí começamos a debater onde a gente iria chegar. Eu falei sobre a parada das drogas. E aí o Hariel chegou falando que o pai dele faleceu, a mãe foi para os narcóticos anônimos e o amigo dele morreu para o crack. Ele veio com uma letra e com um refrão prontos já. Mas era um outro flow, um outro ritmo. Naquele momento, eu peguei o piano e comecei a tocar a melodia. No estúdio, juntei todo mundo e começamos. A música saiu naquele dia em 5 ou 6 horas de estúdio. Depois, obviamente trouxe para cá e comecei a produzir e tal. A música, eu até me inspirei no Criolo, em "Não existe amor em SP". Quando eu falo "não precisa morrer pra falar com Deus". E aí vem aquela coisa que você falou. Por mais que a música tenha quase seis minutos, eu montei uma estrutura pop. Uma estrutura que eu sabia que poderia funcionar muito bem na rádio e no Spotify. Porque tem refrão, lalalá, refrão, lalalá, refrão. Eu fiz dois refrãos também. (risos) E aí vem aquela parada de você usar a fórmula e tal. Foi uma loucura, porque é engraçado que a música que eu mais tive mais repercussão no Brasil foi essa. G1 – É seu primeiro número um desde 'Hear me now'… Alok – Exatamente. Eu só chegava no 3, 2 e não voltava, tá ligado? (risos) E aí eu lembro que eu cheguei a pegar número 1 em outros países e no Brasil não ia. No fundo, cara, é uma música que foge um pouco. Ela passa uma mensagem forte. Eu até peguei um Vitor Franklin (psiquiatra) que fala aquela frase no final. Eu fiquei extremamente feliz e satisfeito. Toda vez que eu olho aqui para fora e lembro de como foi o processo de criação, eu fico extremamente feli. Porque eu sei que essa música está cumprindo o papel dela: ela está levando um papo reto, uma visão muito legal. A gente não valorizou. A parada tem vários "reacts" da galera da direita que não gosta da deles falando "pô que demais" e tem uma galera da esquerda falando "pô que demais". E o policial… é muito interessante isso. Alok e o irmão gêmeo Bhaskar no Rock in Rio 2019 Diego Padilha / Divulgação G1 – Essa música tem mensagem, é óbvio, mas eu queria falar de suas músicas com letras que são divertidas, que têm aquele impacto, com uma frase em inglês simples… É como nas grandes músicas do pop americano, feitas por suecos. As letras são fáceis, porque eles não falam tão bem inglês. São músicas da Britney Spears dos Backstreet Boys. Tem um pouco disso, de ser um inglês fácil de falar? 'The books is on the table', obviamente, é o exemplo mais zoeira. Alok – Total, total. Quero fazer músicas que o pessoal possa cantar, como eu quando não sabia falar inglês e cantava as músicas em inglês. Então, "da-da da-da da-da da-da" (cantarola "Alive, feels like") "Vale vale vale vale eo" (canta "Vale vale") são muito simples. Às vezes, o menos é mais e eu consigo penetrar nas pessoas. Se ficou muito complexo, as pessoas já se inibem um pouco. Sobre "The books on the table", eu vou te contar qual que foi a minha estratégia para ela. Meu fotógrafo estava dando uma palestra sobre as ações sociais no sertão e tinha umas 400 crianças no auditório. Ele filmou para mim e o pessoal tava meio assim e tal. E aí a diretora falou: "Eu não sei se vocês sabem, mas o Bismarck além de fazer isso aqui, ele também viaja, fica junto e ele é o fotógrafo oficial do DJ Alok. Cara, a reação da galera é tipo assim, eu fiquei muito emocionado. As crianças todas, algumas de 10, outras 17, outras de 12, e estavam muito felizes batendo um no outro gritando. "Aaaaaah." E eu pensei: faz quanto tempo que eu não faço uma música pensando neles? Se eu fizesse uma música pensando no público infantil, talvez eu teria que ser um artista infantil e eu não sou. Então, foi uma forma de fazer uma música para eles e eu lembrei que na minha época de criança tinha essa "The book is on the table". E aí eu lembrei da escola: "books on the table" foi a primeira frase que eu aprendi. Ela foi parte de uma campanha grande no TikTok. Mas foi feita com esse propósito. Foi muito legal, porque, no fundo, é cômica. G1 – É quase uma música infantil, 'Alok for Kids'. Alok – É uma música infantil. "Never let me go" é infantil também. (balbucia o arranjo) G1 – Agora, queria que você explicasse como você começou no psy trance e hoje você faz várias coisas, mas se tem que rotular com um rótulo só é EDM… Alok – Eu diria pop, sabia? G1 – É, pop. Mas eu queria que você explicasse, como foi essa evolução. O que é psy trance, o que é EDM e o que é música pop? E como você explicaria pra alguém que curte música, mas talvez não manje tanto igual você essa evolução tua por meio desses gêneros… Alok – Posso mudar minha resposta? Não sou pop não… G1 – Pode. É o quê, vai? Alok – Eu sou "free spirit", espírito livre. (risos) Antes, eu tinha muito julgamento, tá ligado? Eu vinha do psy trance e eu lembro que quando eu ouvia Sandy & Júnior, quando era mais novo, e meu pai tirava. Falava não e eu tinha que ouvir escondido Sandy & Júnior. (risos) G1 – Mas o que é psy trance pra quem não sabe? Como você descreve? Alok – A minha mãe ela trabalhava em uma boate na Holanda como cleaner, ela limpava lá. E lá chamava Trance Buda, que era uma releitura do euro trance. Estava vindo muito forte de Goa, da Índia. Minha mãe tem vínculo muito forte com a Índia. Meu nome Alok é indiano, o nome dela, Ekanta, é indiano, o do meu pai, meu irmão, tudo indiano. Tudo significa luz, qualquer nome indiano significa luz. (risos) E aí quando ela trabalhava lá, meu pai era roqueiro e foi para Holanda visitar a gente. Eu lembro que meu irmão quebrou um violão e meu pai deixou a guitarra no lugar para o cara. Ele trocou a guitarra por vinis. Meu pai falava que era um som que era a continuação do rock psicodélico. Fazia parte até de um momento de uma contracultura, que meu pai e minha mãe trouxeram para o Brasil. Os dois foram os pioneiros do psy trance no Brasil. Alok na edição de 2006 do festival Universo Paralello, aos 15 anos Reprodução/Twitter do DJ/Murilo Ganesh G1 – Pra quem não sabe, seus pais são os fundadores do festival universo paralello, que é um dos mais tradicionais do Brasil… Alok – Exato. Que começou em 2000. O que acontece é que naquele momento que teve isso foi uma ruptura para mim a origem era dali da Índia que era bem diferente do eurotrance. O problema é que eu vivia em uma prisão. Eu mesmo criei, porque eu era influenciado por todo esse ecossistema do psy trance. "Eu julgava os DJ que subiam no palco e falavam no microfone e tocavam músicas mais comerciais. Eu falava: 'velho que coisa cheesy, que coisa mais cafona, cara, apelativo e tal'. E no dia que eu comecei a subir no palco, falar no microfone e tocar músicas mais comerciais? E aí? (risos) A forma como você julga o mundo é a forma como você interpreta como o mundo vai te julgar. Então, quando eu subi no palco eu falei 'caraca, tá mundo achando que eu sou cafona'." Eu precisava me adaptar para onde eu estava indo. Acabou que eu separei do meu irmão. (Bhaskar) Eu tenho meu irmão gêmeo que a gente fez sempre a vida inteira junto psy trance. Eu fiquei livre pra fazer aquilo que meu coração vibrava mais. Eu lembro que meu pai falou: "filho, eu não consigo te ajudar aqui, eu sei te ajudar por esse caminho". Eu comecei a me livrar dos julgamentos da minha família, da cena. Mas no fundo eu percebi que a maior prisão era eu mesmo. Por todas essas influências. É engraçado que quando eu vou para alguns festivais, mais alternativos ou para o universo paralello, falam "pô, não curto muito a linha de som que você toca hoje em dia, mas, caraca, meu filho é seu fã". "Ou meu sobrinho, minha mãe, minha vó". E eu falo "que massa, irmão, valeu e tal". E era essa a ideia. Eu nunca quis ser uma coisa limitada. A minha criatividade não pode ser limitada. "Free spirit". Eu não sou pop, não sou isso, eu sou "free spirit" mesmo. Alok e o pai Juarez Petrillo no 'Conversa com Bial' Divulgação/TV Globo G1 – Falando sobre não ser limitado: e essa história que você fez muito sucesso na China. Queria saber como foi entrar nesse mercado, porque todo mundo que a gente fala, principalmente da indústria do cinema, diz que quando você emplaca na China, rapaz, aí é só partir pro abraço. Porque hoje em dia, lá é que tá o dinheiro. Se o filme vai bem lá, pode ter certeza de que vai ser campeão de bilheteria. Então, como foi essa experiência e o quão lucrativo foi estourar na China? Alok – Eu comecei na China tem 5 anos talvez, e ela não usa Facebook, não usa Instagram, não usa nada daquilo. Então, tem as próprias redes sociais e o parâmetro de referência que eles tinham para contratar DJ era o top 100 da "DJ Mag" e eu estava em 44 no ranking. Só que os outros DJs do top 20, ninguém queria ir para China e tocar em boate para 200 pessoas. Ninguém queria. Uma vez, eu toquei em um lugar em que as mesas subiam dependendo da quantidade de bebidas que as pessoas consumiam. Eu ficava falando: "mano, o que está acontecendo?". G1 – Isso em 2015? Alok – É… só em Xangai e em Hong Kong tinha uma cena mais EDM, o resto era muito tipo… teve uma vez que eu lembro que tinha um cara falando no microfone antes de mim, era uma doideira, tocando umas músicas chinesas. E eu achava que o cara estava animando a galera, mas falaram que era promoção. Estavam anunciando champanhe e eu pensei meu Deus é mentira. Aí eu fui tocar numa balada lá, em 2016. Eu encontrei um nigeriano ou é de Gana, Foster, e ele falava chinês perfeitamente. E aí ele começou a cantar e falar com o público. Eu fiz uma música com o Eason Chan, que é tipo o Roberto Carlos da China. Eu lembro que eu andava na rua e lá tem prédio de cem andares, e tinha anúncio com meu rosto. E eu pensava: caraca que doidera. A cena começou a crescer pra caramba na China. Começaram a ir DJs grandes e eu lembro que, nos festivais, eu ia tocar e a gente levava esse cara. (Foster) Ele era uma arma secreta. A primeira vez que eu fiz todo mundo pular pra esquerda e pra direita foi na China, com esse cara me ajudando. A primeira vez que fiz sentar e abaixar foi na China. Eu lembro que os DJs iam tocar depois e falavam: irmão, você atropelou, como assim? Quando estava eu e ele com a bandeira da China e ele falando em chinês, a galera ia à loucura. E eu falei "Foster, se eu tivesse a habilidade de falar chinês, eu estaria voando na China, muito maior. Investe nisso, cara". E aí ele começou a fazer vídeos. Em um ano, esse cara virou um fenômeno na China, pegou 20 milhões de seguidores, em um ano, fazendo vídeos falando em chinês. Virou um astro, virou jurado do "The Voice". Bizarro, tá ligado? G1 – Qual o sobrenome dele? Alok – Noisemakers. É o nome do projeto dele. E aí quando eu fui pra China depois, o cara estava bombado, estourado, mas não deixou de ir comigo pras festas. Então, eu ajudei ele no começo e depois ele me ajudou. Ele ficou muito mais famoso do que eu na China. Mas na China o meu cachê é muito maior do que no Brasil. Agora com o dólar… Já era quase o dobro, mas agora é o triplo. Eu ia pra China em janeiro, não fui, porque lá estourou a parada do Covid. Depois, eu tinha uma turnê nos Estados Unidos em março, depois do carnaval. Também não fui, porque fiquei com medo: "Meu filho acabou de nascer, eu vou pra lá, chego lá e fecha a fronteira, não consigo voltar pro Brasil. Tudo incerto." Eu cancelei antes de todo mundo, ninguém queria cancelar. Todos os produtores ficaram pê da vida que eu estava cancelando. No dia que era para eu estar lá, fechou a fronteira. Alok e Zeeba, voz do hit 'Hear me now' com a bandeira da China Reprodução/Twitter de Alok/Alisson Demetrio

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