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Superávit comercial da zona do euro aumenta com exportações se recuperando mais que importações

quarta-feira, 16 dezembro 2020 por Administrador

Importações da zona do euro caíram 11,7% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as exportações recuaram apenas 9,0%. O superávit comercial não ajustado da zona do euro saltou em outubro na comparação com o mesmo período do ano anterior, mostraram dados da agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, nesta quarta-feira (16).
O superávit comercial de bens dos 19 países que usam o euro com o resto do mundo foi de 30 bilhões de euros em outubro, contra 27,2 bilhões um ano antes.
As importações da zona do euro caíram 11,7% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as exportações recuaram apenas 9,0%.
Europa começa novos lockdowns em meio a recorde de mortes pela COVID-19
Os dados ajustados sazonalmente mostram que o superávit comercial em outubro foi de 25,9 bilhões de euros, de 23,7 bilhões em setembro, com as exportações ajustadas sazonalmente subindo 2,1% na comparação mensal e as importações aumentando 1,0%.
A Eurostat disse que, nos últimos seis meses, as exportações se recuperaram mais rapidamente que as importações e a balança comercial retornou aos níveis pré-crise. Entretanto, comparado a fevereiro, mês em que entraram em vigor as restrições pela Covid-19, as exportações e importações tinham queda respectivamente de 6,2% e 7,4%.
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OCDE sugere reformas ao Brasil para manter teto de gastos e ampliar Bolsa Família

quarta-feira, 16 dezembro 2020 por Administrador

Organização apresentou novo relatório econômico sobre o país, com análise sobre os desafios gerados pela Covid-19. Brasil tenta atender a pré-requisitos para se tornar membro da OCDE. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta quarta-feira (16) um novo relatório econômico sobre o Brasil. O texto sugere, entre outras ações, a manutenção do teto de gastos e medidas parar tornar o orçamento menos rígido – como forma, também, de destinar mais recursos para programas sociais como o Bolsa Família.
O Brasil já entrou com um pedido para ingressar na OCDE, formada pelas economias mais desenvolvidas do planeta, mas ainda não conseguiu atender a todos os pré-requisitos. Depois de atender aos chamados "instrumentos" de adesão, o candidato ainda tem de ser aprovado por outros membros.
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Balanço divulgado na semana passada pela Casa Civil informa que o Brasil é o "país não membro" com o maior número de adesões a instrumentos da organização.
Dos 245 instrumentos, segundo o governo, o Brasil já aderiu a 94 e aguarda autorização da OCDE para adesão a outros 49. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o Brasil está na frente de outros países nessa corrida.
O secretário-Geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, afirmou nesta quarta que o Produto Interno Bruto (PIB ) brasileiro deve ter uma queda de 5% neste ano, e um crescimento de 2,6% em 2021.
Ele enumerou as medidas de combate ao novo coronavírus anunciadas pelo governo e votadas pelo Congresso Nacional, como o auxílio emergencial, e avaliou que sem elas a "contração econômica em 2020 teria sido muito mais profunda".
De acordo com Paulo Guedes, o relatório da OCDE sobre a economia brasileira apresenta medidas construtivas, que estão em linha com a avaliação do governo de avançar com as reformas para retomar o crescimento sustentado.
"Principais mensagens econômicas são resumidas em, primeiro sustentabilidade fiscal, crescimento da produtividade, que requer aprofundamento das reformas, e terceiro vamos necessitar de politicas de qualificação. As reformas para aprofundar a consolidação fiscal, estão no centro da programação econômica do nosso governo", disse ele.
Guedes também afirmou que o Brasil está pronto para ingressar na OCDE, mas precisará de ajuda para cumprir metas ambientais, como a regulação do mercado de créditos de carbono.
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Teto de gastos e reformas
No relatório divulgado nesta quarta-feira, a OCDE recomendou que seja garantida a sustentabilidade das contas públicas, com a manutenção do chamado "teto de gastos" – mecanismo criado em 2016 que impede a maior parte dos gastos públicos de subir mais do que a inflação do ano anterior.
Nesta semana, o governo admitiu que, sem reformas, o teto de gastos tende a precarizar serviços públicos e pressionar investimentos.
Por conta do alto nível de gastos obrigatórios, que somam cerca de 94% das despesas totais, a OCDE avaliou que a "regra [do teto] corre o risco de ser quebrada em 2021, o que pode afetar a confiança e resultar em custos de financiamento mais elevados [alta na taxa de juros]". Por isso, recomendou, também, mudanças nos gastos obrigatórios e nas regras de indexação ​​para possibilitar o "ajuste fiscal necessário e garantir o cumprimento das regras fiscais no curto prazo".
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Entre as reformas propostas pela entidade, estão algumas já encaminhadas pelo governo brasileiro, como:
a reforma administrativa, para reduzir as "altas despesas com folha de pagamento";
uma segunda rodada de mudanças da previdência, atacando as regras de despesas com pensões ao alinhar as regras de aposentadoria entre funcionários estaduais e municipais e militares com as normas do setor privado;
uma reforma tributária que simplifique as regras de arrecadação para aumentar a produtividade e a competitividade da economia.
A OCDE também recomenda redução dos subsídios, ou seja, redução de tributos para setores da sociedade, citando possíveis mudanças nas leis da Zona Franca de Manaus e do Simples Nacional.
"No longo prazo, pode não haver argumentos fortes para manter o Simples Nacional no contexto de uma reforma tributária mais ampla que simplificaria o sistema tributário geral", diz o documento.
Outra frente proposta pela entidade para aumentar a eficiência dos gastos públicos é o combate à corrupção.
"Práticas corruptas e propinas, como as reveladas nos últimos anos, desperdiçam recursos públicos, aumentam a percepção de risco político e contencioso, deterioram o clima de investimento de um país e exacerbam as desigualdades de renda, permitindo que funcionários públicos relativamente prósperos e empresários desviem recursos do contribuinte", informou.
Mercado de trabalho
Sobre o mercado de trabalho, a avaliação da OCDE é de que os custos tributários são altos no Brasil, na comparação internacional, consistindo principalmente em contribuições para a seguridade social "sem progressividade embutida", ou seja, sem direcionamento para a baixa renda, e também uma contribuição do empregador de 8% para o FGTS.
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"A redução da carga tributária para trabalhadores pouco qualificados fortaleceria os incentivos à formalização. Uma redução recente das contribuições sociais para jovens no primeiro emprego pode ajudá-los a ter acesso a empregos formais, mas seu impacto deve ser monitorado e avaliado cuidadosamente", diz a OCDE.
"Se a medida for bem-sucedida, a expansão dessa taxa mais baixa para todas as pessoas de baixa renda, independentemente da idade, fortaleceria os incentivos à criação de empregos formais e acrescentaria mais progressividade ao financiamento da seguridade social", acrescenta a entidade.
Bolsa Família
Segundo a OCDE, as transferências do Bolsa Família têm um forte impacto sobre a pobreza e a desigualdade, mas diminuíram 22% em termos reais nos últimos 15 anos. Por isso, recomendou aumentar os benefícios e acelerar as concessões de benefícios no programa Bolsa Família.
"Nenhum ajuste automático é aplicado às transferências condicionais de dinheiro no programa Bolsa Família, que visa famílias com renda per capita mensal abaixo de R $ 178 por mês e com crianças matriculadas em programas regulares de escola. Aumentar os benefícios e os limites de elegibilidade tem grande potencial para reduzir ainda mais a pobreza, ao mesmo tempo que garante que todos os elegíveis sejam inscritos com atrasos razoáveis", avaliou a entidade.
Segundo avaliação da OCDE, os mecanismos de indexação presentes na economia brasileira implicaram que os aumentos nos gastos sociais gerais ocorridos na última década beneficiaram principalmente as famílias não pobres.
"Simultaneamente, esses mecanismos têm exacerbado o viés do gasto social em detrimento de crianças e jovens. Preservar o poder aquisitivo real dos benefícios previdenciários, ajustando-os aos preços, poderia liberar recursos para elevar os gastos com o Bolsa Família, única transferência em que os gastos incrementais realmente atingiriam os 52 milhões de brasileiros com renda abaixo dos US$ 5,50 [por dia] do Banco Mundial", informou.
O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou que o governo já está atendendo à recomendação da OCDE de elevar os recursos do Bolsa Família, com a proposta de aumento de 20% em 2021.
"Havendo necessidade, mais famílias podem entrar. Se houver necessidade, respeitando nosso limite de gastos, pode ser sim revisto para cima", declarou.
Economia verde e desmatamento
Por fim, a OCDE também lembrou que o cumprimento das promessas feitas pelo Brasil no acordo de Paris para 2025 implicaria na redução das emissões de gases poluentes em 37%, frente ao patamar de 2005.
"Como as emissões recentemente tiveram uma tendência de aumento leve, em vez de tendência de queda, isso será desafiador e requer intensificar os esforços políticos. Os três maiores componentes de emissão são agricultura (34%), energia (32%) e uso da terra e silvicultura (22%)", infomou.
Sobre o desmatamento, a entidade avaliou que é preciso aumentar os esforços de fiscalização, com orçamentos maiores, e a contratar mais equipes de fiscalização.
"Após alguns sinais confusos, as mensagens políticas sobre a aplicação da lei tornaram-se recentemente mais consistentes. A decisão de fevereiro de 2020 de colocar as políticas relacionadas ao desmatamento sob a responsabilidade de um conselho interministerial liderado pelo vice-presidente pode ajudar a fortalecer esse pilar. O emprego das forças armadas para combater o desmatamento ilegal tem mostrado efeitos positivos recentemente", avaliou a OCDE.
Inpe: desmatamento da Amazônia Legal sobe 9,5% em um ano e atinge maior nível desde 2008
Para conter o desmatamento, a entidade avaliou que o financiamento internacional "deve fazer parte dessa estratégia, possivelmente em uma extensão muito maior do que no passado". "O Fundo Amazônia já desembolsou US $ 500 milhões, principalmente de doações da Noruega e Alemanha. Na ausência de um acordo sobre a estrutura de governança operacional do Fundo, os fundos não comprometidos estão congelados desde agosto de 2019", lembrou.

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Grandes empresas de alimentos pedem que tradings evitem soja de áreas desmatadas do Cerrado

quarta-feira, 16 dezembro 2020 por Administrador

Atualmente, a região produz cerca de 60% de todo o grão do Brasil, que é o maior produtor e exportador global da oleaginosa. Produção de soja em MT Divulgação Um grupo de empresas internacionais que inclui Tesco, Walmart, Unilever e McDonald's pediu que grandes tradings de commodities parem de trabalhar com soja associada ao desmatamento do Cerrado brasileiro. O grupo de 163 companhias, signatárias da Declaração de Apoio ao Manifesto do Cerrado, disse na terça-feira (15) que escreveu em novembro às tradings Archer Daniels Midland (ADM), Bunge, Louis Dreyfus, Cargill, Cofco International e Glencore para pedir que elas deixem de obter soja, direta ou indiretamente, de áreas desmatadas no Cerrado após 2020. Nenhuma das tradings concordou com as medidas, segundo o comunicado. "Pedimos às tradings que intensifiquem seus próprios compromissos e implementem sistemas robustos de monitoramento, verificação e relatórios na região, e estabeleçam uma data limite em 2020 livre de conversão de desmatamento do Cerrado para a soja", disse Anna Turrell, diretora de Meio Ambiente da Tesco. Atualmente, a região do Cerrado produz cerca de 60% de toda a soja do Brasil, maior produtor e exportador global da oleaginosa, que é processada para produção de ração e óleo. O Cerrado compreende estados importantes do agronegócio, como parte dos estados Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, a fronteira agrícola do Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) e Goiás. No ano passado, grupos ambientais criticaram a Cargill após a companhia afirmar que ela e a indústria de alimentos em geral não conseguiriam atingir a meta de eliminar o desmatamento das cadeias de oferta até 2020. Na América do Norte, empresas estão encorajando produtores a adotar práticas mais sustentáveis, devido à pressão do consumidor e às expectativas de mais regulamentações. A Cargill disse em comunicado em seu website que reconhece "a urgência de abordar a questão do desmatamento e da conversão de terras com vegetação nativa no Cerrado." "Podemos confirmar que a Cargill não fornecerá soja de agricultores que desmatam ilegalmente ou em áreas de proteção, e temos as mesmas expectativas em relação aos nossos fornecedores", afirmou a trading. Um porta-voz da ADM, em resposta a um pedido da Reuters por comentários, disse que a "ADM possui uma rígida Política de Não Desmatamento, e contamos com tecnologias de satélite para garantir que possamos cumprir nossa política." A Bunge afirmou que "não adquire soja de áreas desmatadas ilegalmente" e "se dedica a uma cadeia produtiva sustentável e tem o compromisso público, desde 2015, de eliminar o desmatamento de todas as nossas cadeias produtivas até 2025, prazo mais curto do setor". Cofco, Louis Dreyfus e Glencore não responderam de imediato a um pedido por comentários. Veja mais vídeos sobre desmatamento

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PIB cresceu 0,6% em outubro, indica monitor da FGV; resultado é o pior desde abril

quarta-feira, 16 dezembro 2020 por Administrador

De acordo com o pesquisador responsável pelo indicador, na prática o saldo positivo foi provocado por efeito estatístico. A atividade econômica brasileira cresceu 0,6% em outubro frente a setembro, indica o monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da expansão, é o pior resultado desde abril, mês considerado o 'fundo do poço' da crise provocada pela pandemia do coronavírus, quando houve queda de 9,1%.
Na prática, o saldo positivo na margem foi provocado por efeito estatístico, segundo o pesquisador Claudio Considera, da FGV, responsável pelo indicador. A estimativa da FGV ficou abaixo da do Banco Central: a prévia da entidade apontou alta de 0,86% em outubro, na comparação com o mês anterior (veja no vídeo mais abaixo).
Como o indicador foi comparado com meses imediatamente anteriores, em que a economia estava mais enfraquecida devido à pandemia de covid-19, com restrições mais fortes de circulação social — o que afetou fortemente a economia de serviços —, o indicador começou a mostrar taxas positivas a partir de maio, lembrou o pesquisador.
"Mas há meses esse aumento, na margem, vem desacelerando", disse o técnico. Assim, para o especialista, o desempenho não representa sinal de retomada sustentável, na atividade econômica e foi influenciado por base de comparação baixa. "A economia só volta a crescer quando houver vacinação [contra covid-19] em massa", afirmou ele.
Economia brasileira cresce 0,86%, em outubro
No trimestre móvel encerrado em outubro, a alta foi de 6,4% ante os três meses anteriores. Na comparação interanual, a economia apresentou queda de -2,7% em outubro e de -3,1% no trimestre móvel findo em outubro.
“O forte crescimento de 7,7% da economia brasileira no 3º trimestre, reverteu, em parte, a forte retração de 9,7% registrada no 2º trimestre deste ano. No entanto, este crescimento não teve continuidade em outubro, que apresenta a menor taxa mensal desde a forte retração de abril”, diz Considera.
Segundo ele, a tendência da economia parece ser retomar às incipientes taxas mensais do início do ano, pré pandemia. Das 12 atividades desagregadas que compõem o PIB apenas seis apresentam-se no plano positivo tanto contra mês anterior, como na comparação interanual.
“O setor de serviços ainda apresenta grande resistência à recuperação com grande influência das atividades de transportes, de administração pública, e particularmente de outros serviços que pesa quase 15% do PIB”, diz o economista.
Segundo ele, esses resultados são reflexo do fraco desempenho dos dois principais componentes da demanda: o consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo. “Mesmo com a flexibilização das medidas de isolamento e pequena melhora dos setores de alojamento, alimentação, serviços prestados às famílias, educação e saúde, o crescimento observado ainda é insuficiente para trazer o consumo para o plano positivo.”
No levantamento da FGV, a economia de serviços, que representa mais de 70% da economia, mostrou alta de 0,5% em outubro ante setembro. Embora positivo, esse resultado também é o pior desde abril (-8,4%), mês considerado como "auge" do impacto negativo, na economia, dos efeitos da covid-19.
Na comparação com outubro do ano passado, a atividade de serviços caiu 3,6% em outubro desse ano, com retração de 4,1% no trimestre finalizado em outubro, ante igual período em 2019. "Serviços foi muito afetado pela pandemia" lembrou Considera, frisando que esse segmento ainda não deu sinais de recuperação sustentável até outubro.
Pelo lado da demanda, a pesquisa mostra saldo positivo no consumo das famílias, ainda favorecido por pagamento de auxílio emergencial, por parte do governo. Em outubro, o consumo das famílias subiu 2,2% ante setembro, no levantamento da fundação. Mas ainda é 3% abaixo de outubro do ano passado, segundo leitura do Monitor. No trimestre encerrado em outubro, a queda é de 4,4% ante mesmo período em 2019, no consumo das famílias.
E esse patamar de consumo pode piorar a partir do ano que vem, admitiu o especialista. Isso porque o mercado de trabalho mostra sinais preocupantes, notou ele.
"Vamos terminar o ano com desemprego em alta", alertou o economista, lembrando que o auxílio emergencial termina em dezembro desse ano. Ou seja, na prática, sem o benefício do governo, isso vai gerar maior volume de pessoas à procura de vagas, para compor renda.
"Muitos empregos não 'voltaram' ao longo da pandemia, e nem vão voltar. Tivemos bares, restaurantes fechando e, no caso de turismo, a atividade não vai voltar totalmente de uma hora para outra" afirmou. "Além disso, temos agora aumento de número de casos [de covid-19]" completou o técnico.
Nem mesmo os investimentos na economia, que poderiam ajudar a tornar o cenário da atividade mais favorável, deram sinais positivos na leitura do Monitor do PIB até outubro, acrescentou o técnico. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 1,1% em outubro ante setembro, na pesquisa da FGV. Na comparação com outubro do ano passado, a queda é de 1% em outubro desse ano, em FBCF.
Para o especialista, os sinais até o momento delineados pelo levantamento é de redução de ritmo de crescimento da atividade até outubro, influenciado por serviços e demanda operando de forma fraca —o que não confere boa perspectiva para a economia em 2021, admitiu ele.
"Duvido que a economia cresça ano que vem tudo que perdeu esse ano", afirmou Considera, acrescentando que o PIB do próximo ano deveria subir pelo menos 4,5%, para isso acontecer.

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Presença de gafanhotos já é registrada em oito cidades do Noroeste do RS

quarta-feira, 16 dezembro 2020 por Administrador

Em quatro cidades há foco do inseto, quando há uma grande quantidade e potencial dano às lavouras ou danos iniciais. Aumenta número de focos e locais com gafanhotos no RS A presença de gafanhotos já foi registrada em oito cidades da Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Os mais recentes focos foram identificados em Redentora e Bom Progresso. "A área de Bom Progresso, assim como de Redentora, já era considerada uma ocorrência, mas agora devido ao tamanho dos danos ocasionados na mata foi classificada como um foco", destaca o fiscal agropecuário André Ebone. O primeiro foco apareceu em uma área de mata nativa na Reserva Indígena de Inhacorá, entre os municípios de São Valério do Sul e Santo Augusto. O segundo foi em uma área de árvores nativas entre os municípios de Santo Augusto e Chiapeta. As duas áreas somam 360 hectares. A soma dos quatro chega a 700 hectares. Além das quatro áreas, os fiscais registraram a presença dos insetos em outros quatro municípios. Por enquanto são apenas ocorrências e não presença de grande quantidade. Veja as diferenças entre ocorrência, foco e surto abaixo. Por enquanto, segundo as autoridades, os insetos não causam danos nas plantações de soja e milho. "Estamos passando em todas as propriedades lindeiras da reserva exatamente pra, além de monitorar as lavouras de soja e milho que a gente têm encontrado e visto que não tem ataque de pregas, pra tranquilizar o produtor, mostrando pra ele que os insetos estão dando preferência a mata nativa", destaca o fiscal agropecuário Alonso Duarte de Andrade. Gafanhoto registrado em áreas do Noroeste do RS Everson Dornelles / RBS TV Espécies Até agora foram encontradas oficialmente duas espécies, a Zoniopoda Iheringi, de cor verde, e a Chromacris Speciosa, que apresenta coloração verde amarelada. As duas são nativas do Rio Grande do Sul. "As pessoas podem identificar até nas suas próprias residências tanto na cidade quando no interior, não necessariamente que ele estão causando danos, apenas fazendo parte aí do ambiente", destaca Ebone. Em Bom Progresso, foi identificada a presença de outra espécie, o chamado gafanhoto militar. O clima quente pode ter sido fundamental para o aumento dos insetos na região. "Da condição seca e o inverno quente também. Com o retorno mais periódico das chuvas, o que a gente tem observado é uma movimentação menor dos insetos e espera que essa população volte a uma condição normal de quantidade de insetos no eco sistema natural". O monitoramento é feito diariamente em um raio de 30 quilômetros dos focos. O auditor do Ministério da Agricultura, Felipe Duarte participa das ações de monitoramento. "Para ver se há potencial de risco para as nossas lavouras e até no sentido de talvez implantarmos uma emergência fitossanitária, que eu acho que não é o caso, por que as populações estão sob controle", diz. Orientações Na primeira vistoria que os fiscais fizeram nas áreas de Redentora e Bom Progresso, foi percebido o mesmo padrão de alimentação. A planta preferida é o timbó, mas também foram encontrados insetos nas lavouras de soja e milho que ficam ao lado da mata, mas praticamente sem danos. Por não estarem se alimentando das lavouras, os fiscais orientam os agricultores a não utilizarem defensivos para combater os gafanhotos. Diferenças entre ocorrência, foco e surto Ocorrência: registro de observação de gafanhotos, sem danos a lavouras ou inexpressivo. Foco: Presença de populações expressivas em áreas agrícolas ou adjacentes apresentando potencial dano às lavouras ou danos iniciais. Surto: Presença de populações expressivas com constatação de danos na lavoura e perdas de produção. Veja outros vídeos do Jornal do Almoço

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Guedes diz que Brasil está pronto para entrar na OCDE e pede ajuda na agenda de sustentabilidade

quarta-feira, 16 dezembro 2020 por Administrador

Organização apresentou novo relatório econômico e sugeriu reformas profundas para país manter teto e ampliar Bolsa Família. Brasil tenta cumprir pré-requisitos para virar membro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (16) que o Brasil está pronto para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de nações mais desenvolvidas.
Guedes também avaliou que o ingresso da economia brasileira no grupo reforçaria a agenda ambiental, social e de governança corporativa.
"Precisamos da ajuda da OCDE para nos ajudar a implementar sistemas de comércio de emissões de carbono que aumentem a competividade das empresas brasileiras alinhando as nossas políticas às melhores práticas internacionais", declarou.
O Brasil já entrou com um pedido para ingressar na OCDE, formada pelas economias mais desenvolvidas do planeta, mas ainda não conseguiu atender a todos os pré-requisitos. Depois de atender aos chamados "instrumentos" de adesão, o candidato ainda tem de ser aprovado por outros membros.
Balanço divulgado na semana passada pela Casa Civil informa que o Brasil é o "país não membro" com o maior número de adesões a instrumentos da organização.
Dos 245 instrumentos, segundo o governo, o Brasil já aderiu a 94 e aguarda autorização da OCDE para adesão a outros 49. Entre os instrumentos de adesão, há alguns relacionados com a preservação do meio ambiente.
O que o Brasil perde e ganha se entrar na OCDE, o 'clube dos países ricos'
Após aval de membros, Ministério da Economia espera que Brasil entre na OCDE em até 2 anos
No relatório apresentado nesta quarta-feira sobre a economia brasileira, a OCDE sugeriu entre outras ações, a manutenção do teto de gastos e medidas parar tornar o orçamento menos rígido – como forma, também, de destinar mais recursos para programas sociais como o Bolsa Família.
Governo americano formalizou apoio ao ingresso do Brasil na OCDE em janeiro
Na economia verde, a OCDE também lembrou que o cumprimento das promessas feitas pelo Brasil no acordo de Paris para 2025 implicaria na redução das emissões de gases poluentes em 37%, frente ao patamar de 2005.
"Como as emissões recentemente tiveram uma tendência de aumento leve, em vez de tendência de queda, isso será desafiador e requer intensificar os esforços políticos. Os três maiores componentes de emissão são agricultura (34%), energia (32%) e uso da terra e silvicultura (22%)", informou.
Sobre o desmatamento, a entidade avaliou que é preciso aumentar os esforços de fiscalização, com orçamentos maiores, e a contratar mais equipes de fiscalização.
"Após alguns sinais confusos, as mensagens políticas sobre a aplicação da lei tornaram-se recentemente mais consistentes. A decisão de fevereiro de 2020 de colocar as políticas relacionadas ao desmatamento sob a responsabilidade de um conselho interministerial liderado pelo vice-presidente pode ajudar a fortalecer esse pilar. O emprego das forças armadas para combater o desmatamento ilegal tem mostrado efeitos positivos recentemente", avaliou a OCDE.
Para conter o desmatamento, a entidade avaliou que o financiamento internacional "deve fazer parte dessa estratégia, possivelmente em uma extensão muito maior do que no passado".
"O Fundo Amazônia já desembolsou US $ 500 milhões, principalmente de doações da Noruega e Alemanha. Na ausência de um acordo sobre a estrutura de governança operacional do Fundo, os fundos não comprometidos estão congelados desde agosto de 2019", lembrou.

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Sem emprego nem auxílio: o Brasil que enfrentará a fome na contramão da recuperação do PIB

quarta-feira, 16 dezembro 2020 por Administrador

Ao mesmo tempo em que indicadores apontam para o início da saída da crise econômica, a taxa de brasileiros vivendo em situação de pobreza extrema pode dobrar e atingir uma proporção entre 10% e 15% no começo de 2021, segundo projeção do economista Daniel Duque, pesquisador do Ibre-FGV. Pobreza extrema deve atingir, em janeiro, uma taxa entre 10% e 15% da população brasileira Getty Images via BBC Ao mesmo tempo em que a economia brasileira dá os primeiros passos para sair do buraco, um cenário bem diferente se desenha para o ano novo dos brasileiros mais pobres. A falta de emprego e o fim do auxílio emergencial compõem a fórmula que levará mais brasileiros a caírem em situação de extrema pobreza no começo de 2021, segundo especialistas em economia e transferência de renda. A pobreza extrema deve atingir, em janeiro, uma taxa entre 10% e 15% da população brasileira, de acordo com projeção calculada pelo economista Daniel Duque, pesquisador do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), a pedido da BBC News Brasil. Isso significa que a proporção de brasileiros vivendo na extrema pobreza (ou seja, com menos de US$ 1,90 por dia) pode dobrar em relação a 2019, quando a taxa foi de 6,5% da população — ou 13,7 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a pobreza (quem vive com menos de US$ 5,50), Duque projeta que a taxa ficará entre 25% e 30% no começo do ano que vem. Em 2019, ela foi de 24,7%, ou mais de 51 milhões de brasileiros. "A taxa de pobreza extrema será muito alta devido a dois fatores: a população mais pobre depende basicamente de programas sociais e do mercado de trabalho, que foi muito impactado negativamente para ocupações de menor escolaridade e rendimento", diz Duque. O economista explica que a projeção considera o fim do auxílio emergencial e pressupõe um reajuste de 15% no Bolsa Família. O governo do presidente Jair Bolsonaro chegou a considerar a criação de um novo programa, que ganhou até nome: Renda Brasil. A expectativa era de que ele fosse uma reformulação de programas sociais e que substituísse o auxílio emergencial, criado no contexto da pandemia de covid-19 e considerado fundamental para a proteção da população mais vulnerável nesse período. Embora batizado, esse programa não chegou a virar uma proposta de fato. E o governo também avisou que não vai prolongar o pagamento do auxílio emergencial. Bolsonaro afirmou, em entrevista à Band na terça-feira (15/12), que não haverá prorrogação do auxílio ou a criação de um novo programa e disse que quer "tentar aumentar um pouquinho" o Bolsa Família. O presidente defendeu que não pode haver desequilíbrio nas contas. "Eu tenho pena, tenho compaixão da população, dos mais humildes, mas se o Brasil se desequilibrar com nova prorrogação do auxílio emergencial, tudo pode ir embora." "O legado que podemos deixar na economia para o povo é uma economia estável", disse Bolsonaro. "Quem dá emprego não sou eu. Eu só dou emprego quando crio cargos ou faço concurso público. Fora isso, é o empresariado." Sem emprego e sem movimento Se houvesse perspectiva de um mercado de trabalho aquecido, que pudesse absorver a mão de obra dos trabalhadores mais afetados pela pandemia, o cenário não seria tão ruim. Mas não é o que se espera, como aponta Duque. "Um dos impactos bastante previsíveis é que muitas pessoas que tinham deixado de procurar emprego devido à pandemia vão acabar voltando. Com isso, a taxa de desemprego vai aumentar, porque nem todo mundo vai encontrar emprego." Além de o fim de 2020 não prometer as antes tão comuns contratações de fim de ano, Duque lembra que o começo de ano é tradicionalmente pior para o emprego. "A taxa de desemprego no primeiro trimestre geralmente é a mais alta do ano, o que vai se somar a esses fatores negativos", diz. E mesmo quem ganha a vida com alguma atividade informal depende de uma economia aquecida e de trabalhadores circulando. Antes da pandemia, Vanda Sousa, de 44 anos, trabalhou por três anos, de segunda a sábado, vendendo lanches (café, tapioca, chá, suco, bolo) no bairro Couto Fernandes, em Fortaleza. Mãe de dois filhos que dependem dela, Vanda passou a contar com a ajuda do auxílio emergencial durante a pandemia. Conseguiu comprar comida, pagar gás e luz, além do remédio para diabetes, que "sempre está em falta no posto de saúde". Agora, sem perspectiva de receber o auxílio, está preocupada com o começo do ano porque os clientes dela são exatamente as pessoas que trabalham na região, que não é mais tão movimentada quanto antes. "Eu estou pensando como vai ser, porque janeiro vai começar e nada de emprego. Como vendo merenda na beira de uma pista que tem sucata (oficinas e lojas de autopeças), quando fecha, eu já não vendo. E se eu cozinhar para não ter pra quem vender, aí que perco totalmente", diz. "Até então a pandemia continua aqui. E ainda tem muita coisa fechada, tá muito difícil mesmo." Um estudo aponta que quase 5 milhões de crianças vivem ameaçadas pela pobreza extrema no país 'Baque muito grande' O problema não é apenas o auxílio emergencial chegar ao fim, mas também o fato de o corte ser considerado brusco. Quem estuda programas de transferência de renda aponta que o mais indicado seria ter feito uma redução gradual no valor para facilitar a adaptação das famílias e incorporá-las a outro programa social. A socióloga Letícia Bartholo, especialista em programas de transferência de renda, aponta que o auxílio, para muitas pessoas, "é uma questão de sobrevivência". "Idealmente, haveria um processo de saída paulatina do auxílio — ou seja, com redução desses R$ 300 ao longo dos meses, até pra avaliar em qual tempo será a retomada econômica — e essas pessoas, conforme a renda, seriam incorporadas ao Bolsa Família ou a alguma iniciativa de transferência de renda não contributiva", diz ela. No entanto, da forma como está, Bartholo define a situação dos brasileiros mais pobres no ano novo como "um buraco". "O cenário para janeiro de 2021 para as pessoas mais vulneráveis é um buraco. Eu sinto muito que assim seja, mas infelizmente o Estado brasileiro não foi capaz de coordenar alguma solução." Duque também aponta que deveria ter sido criado, durante o segundo semestre deste ano, uma expansão permanente nos programas sociais. "Foi desperdiçado um tempo importante em que a gente poderia ter feito com que a partir de janeiro as famílias que tivessem algo que fosse minimamente compensar o fim do auxílio. Vai ser um baque muito grande. Além da questão do auxílio acabar, a transição é muito repentina", diz o economista. "O ideal teria sido uma transição mais suave, com benefício se reduzindo ao longo do tempo. Acabou que essa não foi a opção do governo." As primeiras parcelas do benefício foram de R$ 600. Inicialmente, o governo propôs pagar R$ 200 mensais, mas o Congresso ampliou o benefício a ser pago a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados que cumprem determinados requisitos, como renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou com renda total de até três salários mínimos (R$ 3.135). Em setembro, foi anunciada uma prorrogação do benefício, mas com redução do valor para R$ 300. Inflação mais alta A alta nos preços já vem sendo sentida pelas famílias pobres e deve continuar no início do próximo ano. "O poder de compra de quem está recebendo auxílio caiu muito, porque ele não é reajustado e a inflação está mais forte para alimentos e bens e serviços que são mais consumidos pela classe baixa", explica Duque. De janeiro a novembro de 2020, a inflação para as famílias de renda mais baixa foi de 4,56%, segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. No mesmo período, a alta inflacionária para as famílias mais ricas foi de 1,68%. O principal motivo para esta diferença está no forte aumento dos preços dos alimentos em domicílio. Até setembro, a inflação para as famílias mais pobreza chegava a ser dez vezes maior que para as mais ricas. Recuperação econômica Ao mesmo tempo em que se desenha esse cenário para as famílias mais vulneráveis, há outros indicadores que apontam para o Brasil, de forma geral, começando a sair da crise econômica. O IBC-Br, índice do Banco Central que é considerado uma espécie de "prévia" informal do Produto Interno Bruto (PIB), teve em outubro a sexta alta consecutiva, de 0,86% na comparação com setembro. Em relação a outubro de 2019, no entanto, houve queda de 2,61%. Isso indica uma recuperação, mas ainda longe da situação pré-pandemia. Depois da divulgação de um aumento de 7,7% no PIB do terceiro trimestre, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que a economia estava "voltando em V" — termo utilizado para indicar uma recuperação intensa após uma grande queda na atividade. Na verdade, embora tenha mostrado um aumento em relação ao trimestre anterior — fortemente afetado pela pandemia —, o resultado ficou abaixo das expectativas dos economistas do mercado e do próprio governo. "A economia estar melhorando não significa que estará no nível de antes da pandemia. Mas, sem dúvidas, no ano que vem, enquanto boa parte das famílias vão melhorar de situação, os mais pobres terão uma piora no começo devido ao fim do auxílio", diz Duque. "Espera-se que chegue ao nível pré-pandemia no fim do ano que vem ou só 2022. A gente está se recuperando de um tombo muito grande." Os industriais brasileiros esperam um cenário favorável para os próximos meses. O mais recente índice de confiança do empresário industrial, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que eles "seguem confiantes pelo quinto mês consecutivo, marcando a continuidade do otimismo". Sem horizonte O presidente da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, diz que a falta de perspectiva é um grande problema nas atuais condições. "O cara trabalhador, pobre, de favela, ele es tá ali acreditando que vai virar o jogo, tem perspectiva de que algo vá mudar a seu favor — ele está jogando esse jogo mesmo sendo injusto e desigual. Mas na medida em que não tenho perspectiva, horizonte, as condições ficam bem mais tensas e bem mais complicadas." Ele aponta que não há "um projeto de tirar os pobres da recessão", enquanto se pensa em benefícios para empresas. "Até aqui, você não teve saque, quebra-quebra, nem nada, mas a situação se agravando, meu Deus do céu, não gosto nem de pensar nesse cenário. Aí tem uma questão séria. O mundo político, as elites econômicas do país, ou elas compartilham as riquezas nesse momento ou nós vamos todos compartilhar as tragédias que a concentração dessa riqueza gera." Assista as últimas notícias de economia

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Google é alvo de novo processo nos EUA por conduta anticompetitiva; agora, está na mira de 10 estados

quarta-feira, 16 dezembro 2020 por Administrador

Procurador-geral do Texas que lidera ação disse que empresa 'manipulou o mercado de publicidade', jogando em todas as posições. Google afirma que acusações não têm fundamento. Dez estados americanos abrem processo contra o Google por conduta anticompetitiva O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, anunciou nesta quarta-feira (16) que irá abrir um processo em conjunto com outros 9 estados americanos contra o Google por condutas anticompetitivas. RETROSPECTIVA: 2020, um ano vivido pelas telas Em um vídeo publicado nas redes sociais, Paxton disse que a empresa "usou o seu poder de monopólio para controlar preços" no mercado de publicidade digital. "O Google efetivamente eliminou sua competição e coroou a si mesmo como líder da publicidade on-line", afirmou o procurador-geral. Ele disse ainda: "Esse Golias da internet usou seu poder para manipular o mercado, destruir a competição e lesar você, o consumidor". Em comunicado divulgado posteriormente, o procurador comparou a atuação da companhia, que serve a consumidores e aos anunciantes, à de todos os jogadores de uma partida de beisebol. Segundo ele, o Google faz uso de informações privilegiadas para negociar anúncios porque atua em todas as posições, arremessando e recebendo a bola, por exemplo. Google Arnd Wiegmann/Reuterus Facebook é citado Paxton afirmou ainda que o Google "abusa de seu poder monopolizador" a ponto de "induzir" executivos do Facebook a aceitarem um esquema contratual que mina a essência do processo competitivo no segmento. Segundo o processo, a empresa de Mark Zuckerberg chegou a planejar, em 2017, entrar na competição com o Google pelos anúncios on-line, mas a rival teria fechado um acordo com o Facebook para manter seu monopólio em troca de vantagens em relação a outras plataformas. O que diz o Google O Google disse que as acusações de Paxton não têm mérito e que os preços dos anúncios digitais caíram desde a década passada, assim como as comissões das empresas de tecnologia. E que sua comissão está abaixo da média da indústria. O mercado de publicidade digital é a principal fonte de receitas da empresa – somente esse negócio gerou US$ 37,1 bilhões para a companhia no 3º trimestre de 2020. Próximos passos O caso será atribuído a um juiz da corte do Texas, que começará a definir um cronograma da ação. O processo foi montado por um escritório de advocacia contratado pelo Texas. Também assinam a ação os estados de Arkansas, Idaho, Indiana, Kentucky, Mississippi, Missouri, Dakota do Norte, Dakota do Sul e Utah. Outro processo contra o Google O Texas está entre os 11 estados que se juntaram ao Departamento de Justiça dos EUA em processo aberto contra o Google em outubro passado. Nesta ação, a companhia é acusada de abusar de seu poder para privilegiar seu sistema de busca e deter o monopólio no mercado de anúncios nessas páginas. Na semana passada, outra gigante da tecnologia foi acusada de monopólio: a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) e 48 autoridades estaduais anunciaram processos contra o Facebook. Além disso, nos últimos quatro anos, a União Europeia já condenou o Google três vezes por condutas anticompetitivas, forçando a empresas a pagar multas bilionárias. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2×1.5x2x Veja os vídeos mais assistidos do G1 m

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Silva atinge ponto de maturação pop com o álbum ‘Cinco’

terça-feira, 15 dezembro 2020 por Administrador

Com 14 músicas inéditas, o disco autoral soa como sequência natural de 'Brasileiro', CD de 2018, e se impõe como o melhor trabalho do artista. Capa do álbum 'Cinco', de Silva João Arraes Resenha de álbum Título: Cinco Artista: Silva Edição: Farol Music Cotação: * * * * ♪ Embora prosaico, o título do décimo álbum de Silva, Cinco, diz muito sobre a natureza do disco lançado na noite de quinta-feira, 10 de dezembro. O título se refere sobretudo ao fato de Cinco ser o quinto álbum gravado pelo artista capixaba em estúdio com inédito repertório autoral. Pelo nome do álbum, Silva reforça o elo de Cinco com o disco anterior de estúdio, Brasileiro (2018), editado há dois anos, e deixa subentendida – ainda que inconscientemente – a banalidade dos dois últimos álbuns do artista, Bloco do Silva (2019) e Ao vivo em Lisboa (2020), ambos frutos da voracidade de indústria fonográfica que vem se pautando na era digital pela quantidade de títulos postos nas plataformas sem que esses discos necessariamente acrescentem algo relevante às obras fonográficas dos artistas. Produzido pelo próprio Silva e editado via Farol Music, o álbum Cinco marca também o rompimento de Silva com o selo slap, braço indie da gravadora Som Livre. Foi através do selo carioca slap que, a partir de 2012, Silva veio construindo ascendente carreira fonográfica. Em oito anos, Silva deixou de ser um artista indie – cultuado em nichos mercadológicos em que a escassez de público era por vezes quase inversamente proporcional à fartura de elogios colhidos entre os críticos – e se transformou em um cantor popular, nem sempre exaltado, mas capaz de arrastar pequenas multidões Brasil afora, misturando canções autorais com o repertório de Marisa Monte (mote de disco lançado em 2016) e sucessos da era de ouro da axé music, com os quais pôs na rua o Bloco do Silva. Silva canta samba com Criolo e interpreta ska com Anitta no álbum 'Cinco' João Arraes / Divulgação Com 14 músicas inéditas, assinadas por Silva com o irmão Lucas Silva em safra que brotou em Caraíva (BA), o álbum Cinco sinaliza que o cantor quer conciliar independência e sucesso de massa ao investir em repertório pautado pelo romantismo pop popular. Em ação coerente com a aguçada visão empresarial do artista, Anitta – presente em Brasileiro na música mais pop do álbum, Fica tudo bem (Lúcio Silva e Lucas Silva, 2018) – foi convidada a repetir a conexão com o cantor no ska pop Facinho. Sim, Cinco é álbum fácil, mas jamais apelativo. Ao contrário: Silva atinge ponto de maturação neste disco assumidamente pop que conserva a brasilidade tropical do álbum de 2018, mas vai um pouco além. Como já sinalizaram os singles Passou passou (ska estilizado e ambientado em atmosfera vintage que remete a um clima sonoro dos anos 1960 sem deixar de exalar frescor contemporâneo) e Sorriso de agogô (música que recai em suingue pop com programações de Raphael Herdy Portugal e os sopros do trompete de Bruno Santos e do saxofone de Rocher Rocha), Cinco é álbum que persegue a leveza, seja no balanço do reggae que amacia No seu lençol com toque de dub, seja na levada black que remete, em Não vai ter fim, aos arranjos de gravações antigas da fase funk-soul da discografia de Roberto Carlos. Grooves à parte, Lúcio Silva e Lucas Silva se exercitam com fluência cada vez maior na criação da canção que se pretende perfeita. Pausa para a solidão – canção de despedida, encorpada com cordas – roça essa perfeição. Com letra que relaciona o desejo a um mar turbulento, a balada Você também chega perto, no mesmo embalo das cordas e, se soasse um pouco mais cool, talvez coubesse até em disco de bossa nova, como fica mais claro na passagem instrumental que encerra a faixa. Silva apresenta 14 músicas compostas com o irmão, Lucas Silva, em retiro na cidade baiana de Caraíva João Arraes / Divulgação Quimera também tem bossa, inclusive na marcação sutil da bateria que sintoniza a faixa com Jogo estranho pelo toque maroto da caixa da bateria nessa canção – detalhe realçado no faixa-a-faixa enviado à mídia juntamente com as considerações de Silva sobre o álbum (“Cinco representa para mim um novo ciclo em minha identidade como pessoa e artista”). Composição levada pelo violão, Não sei rezar se afina no tom de Cinco ao mesmo tempo em que aponta leve excesso de canções gravadas na mesma vibe que harmoniza o álbum. Furada, por exemplo, sobressai mais pelo arranjo de metais do que pela música em si. Já Quem disse é faixa valorizada pela bossa latina do toque do piano de João Donato, ilustre convidado e arranjador dos sopros da faixa. Além de fazer alguns vocais, Donato assina a composição com os irmãos Silva. Quem disse tem o D.N.A. do artista acreano, e a conexão de Donato com Silva soa natural. Já o samba Soprou é parceria de Lúcio Silva e Lucas Silva com Criolo. O rapper sambista já mostrou que é bamba, mas o samba Soprou flui em clima artificial em Cinco. Alguma coisa ficou fora da ordem. Fica difícil identificar a alardeada evocação de Caetano Veloso e da batida dos sambas do Recônvavo Baiano… A cadência do samba flui mais naturalmente em Má situação, música que fecha o álbum em gravação orquestrada por Pretinho da Serrinha, músico que pôs cavaquinho, violão e cuíca na faixa encerrada com caloroso “lalaiá lalaiá lalaiá”. Rejeitando a padronização por vezes vulgar do som do mainstream, Silva nunca foi tão brasileiro, tão romântico e tão pop, sem deixar de estar em sintonia com o tempo do artista – qualidades que fazem de Cinco o melhor álbum do cantor.

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Edu Falaschi, ex-vocalista da banda Angra, revela capa e título de álbum solo

terça-feira, 15 dezembro 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Vera Cruz', de Edu Falaschi Divulgação ♪ Vera Cruz é o nome do primeiro álbum solo gravado com repertório inédito por Edu Falaschi, cantor e compositor paulistano projetado nos anos 2000 como vocalista da banda Angra, na qual permaneceu até 2012. Embora o disco tenha lançamento previsto somente para maio de 2021, Falaschi também revelou não somente o título, mas a capa de Vera Cruz. Com arte criada por Carlos Fides, a capa de Vera Cruz tem formato vertical porque o álbum virá embalado em digibook que inclui CD, DVD e libreto com as letras das músicas, fotos do artista e resumo do romance escrito por Falaschi com a colaboração de Fábio Caldeira. Ambientado entre Brasil e Portugal nos tempos do descobrimento da ilha de Vera Cruz pelos colonizadores lusitanos, o romance é o mote da criação do repertório autoral composto por Falaschi e gravado pelo artista com arranjos orquestrais de Pablo Greg e com banda formada por Aquiles Priester (bateria), Diogo Mafra (guitarra), Fabio Laguna (teclados), Raphael Dafras (baixo) e Roberto Barros (guitarra). Produzido pelo próprio Falaschi, com a colaboração de Thiago Bianchi, o álbum Vera Cruz será mixado e masterizado na Europa por produtor de nome ainda mantido em sigilo. Capa do digibook que inclui o CD e o DVD com conteúdo do álbum 'Vera Cruz' Divulgação

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