Petróleo Brent supera US$ 49 com esperanças de demanda após vacina
Expectativa de uma recuperação mais rápida da demanda compensou um aumento nos estoques dos Estados Unidos. Os preços do petróleo subiam nesta quinta-feira (10) com o Brent, referência internacional, ultrapassando os US$ 49 por barril por esperanças de uma recuperação mais rápida da demanda após a liberação de vacinas para Covid-19, o que compensou um grande aumento nos estoques dos Estados Unidos.
O Reino Unido começou a vacinação nesta semana, enquanto nos Estados Unidos as aplicações podem começar ainda no final de semana. O Canadá aprovou na quarta-feira sua primeira vacina e disse que as primeiras doses devem ser entregues a partir da próxima semana.
O petróleo Brent subia 0,73 dólar, ou 1,49%, a 49,59 dólares por barril, às 8h05 (horário de Brasília).
O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,63 dólar, ou 1,38%, a 46,15 dólares por barril.
Os preços subiam mesmo após o último relatório dos Estados Unidos sobre estoques de petróleo ter mostrado um aumento de 15,2 milhões de barris, contra expectativa de analistas de queda de 1,4 milhão de barris.
"Os últimos dados excederam todas expectativas pessimistas", disse Tamas Varga, da corretora PVM. "A teimosia dos altistas do petróleo e sua confiança no impacto econômico positivo do lançamento da vacina são realmente notáveis."
Também houve algum apoio para as cotações por preocupações com um ataque sobre um campo de petróleo no Iraque. Dois poços em um pequeno campo pegaram fogo após ataques com explosivos na quarta-feira, mas a produção em geral não foi afetada.
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Airbnb estreia na bolsa nesta quinta e deve levantar US$ 3,5 bilhões
Ações da empresa norte-americana de aluguel de residências Airbnb foram precificadas a US$ 68, estimando o valor da empresa em US$ 47 bilhões. Novo logotipo do Airbnb, que contém, além do nome da empresa, o 'símbolo de pertencimento' Bélo. Divulgação/Airbnb A empresa de aluguel de residências Airbnb estreia nesta quinta-feira (10) na Nasdaq, a bolsa de ações ligadas ao setor de tecnologia dos Estados Unidos. Com as ações precificadas a US$ 68, a empresa deve levantar cerca de US$ 3,5 bilhões nessa operação. O valor das ações ficou acima da faixa de preço estimada: a Airbnb planejava vender cerca de 51 milhões de ações entre US$ 56 e US$ 60 cada, sendo que essa faixa já havia sido elevada da meta anterior de US$ 44 a US$ 50 por ação. O IPO dá à empresa norte-americana de aluguel de residências Airbnb um valor de mercado (soma do valor de todas as suas ações) de US$ 47,3 bilhões. O IPO da Airbnb é o maior do ano nos EUA de uma empresa operacional. O presidente-executivo da Airbnb, Brian Chesky, resistiu por anos a pedidos de investidores de acompanhar a corrente de outros unicórnios do Vale do Silício com uma oferta pública inicial de ações antes de ver a empresa ser pressionada pelos impactos da pandemia de Covid-19. Airbnb em crise com o coronavírus: 'Levamos 12 anos para construir a empresa e perdemos quase tudo em semanas' O IPO acontece 12 anos depois que Chesky fundou a empresa com os ex-colegas de quarto Joseph Gebbia e Nathan Blecharczyk. A Airbnb atingiu oficialmente a condição de "unicórnio" em 2011, quando superou a avaliação de mercado de US$ 1 bilhão. A empresa sofreu um forte baque no início deste ano por conta da pandemia do novo coronavírus, que paralisou o turismo em meio às quarentenas ao redor do mundo. A Aibnb teve que reduzir drasticamente seus custos, o que levou à demissão de 1,9 mil pessoas — ou 25% de seus empregados — e eliminação de gastos com marketing, entre outros. "Demoramos 12 anos para construir o negócio do Airbnb e perdemos quase tudo em questão de quatro a seis semanas", disse Chesky à BBC. A Airbnb foi fundada em 2008 como um site para aceitar reservas de quartos durante conferências, incluindo a Convenção Nacional Democrata daquele ano em Denver. Entre os investidores do Airbnb estão as empresas de capital de risco Sequoia Capital e Andreessen Horowitz, o ator de Hollywood Ashton Kutcher, gestoras como General Atlantic, TPG, Hillhouse Capital, além de Vanguard Group e Fidelity Investments. Vídeos: veja últimas notícias de economia
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Vendas do comércio crescem 0,9% em outubro e setor registra 6ª alta seguida
Na comparação com outubro de 2019, avanço foi de 8,3%. Patamar de vendas bateu novo recorde e agora se encontra 8% acima do nível de fevereiro, pré-pandemia. IBGE destaca, porém, que crescimento ainda é desigual. As vendas do comércio varejista cresceram 0,9% em outubro, na comparação com setembro, com o setor cravando a 6ª alta consecutiva, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a outubro de 2019, o avanço foi de 8,3%, a quinta taxa positiva consecutiva e a maior para um mês de outubro desde 2012 (9,2%). "O patamar do varejo bateu recorde pela terceira vez seguida, ficando 0,9% acima de setembro e 8% superior a fevereiro, nível pré-pandemia", destacou o IBGE. "O crescimento, porém, foi desigual", acrescentou. Vendas do comércio mês a mês Economia G1 De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o patamar atual de vendas supera em 2,8% o pico mais alto do setor na série histórica, que havia sido alcançado em outubro de 2014. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,20% na comparação mensal e de avanço de 6,70% sobre um ano antes. O IBGE revisou os dados do comércio dos últimos quatro meses, que tiveram alta menos intensa que a divulgada anteriormente. O crescimento de junho foi de 8,6%, e não de 8,7%. Já o de julho foi revisado de 4,7% para 4,6%, enquanto o de agosto de 3,1% para 2,9%. Em setembro, a alta foi de 0,5%, e não de 0,6%. Veja o desempenho de cada uma das atividades em outubro Combustíveis e lubrificantes: 1,1% Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,6% Tecidos, vestuário e calçados: 6,6% Móveis e eletrodomésticos: -1,1% Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 2,3% Livros, jornais, revistas e papelaria: 6,6% Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 3,7% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 1,9% Veículos, motos, partes e peças: 4,8% (varejo ampliado) Material de construção: 0,2% (varejo ampliado) Avanço de 1,3% em 12 meses No acumulado no ano, o varejo passou a registrar alta de 0,9%. Já o acumulado em 12 meses ficou em 1,3%, ante alta acumulada de 0,9% em setembro, indicando um ganho de fôlego. “Esse resultado de outubro mostra um repique para cima, que precisamos ter cuidado para avaliar como uma retomada da aceleração. No mínimo, mostra um folego da economia num patamar que já estava alto”, afirmou o gerente da pesquisa. Segundo Santos, os principais fatores de influência no atual desempenho do comércio são a oferta maior de crédito, juros mais baixos, e a renda extra do Auxílio Emergencial. No acumulado no ano até outubro, 4 das 8 atividades pesquisadas ainda registram perdas. Veja gráfico abaixo: Metade das atividades do comércio ainda operavam no campo negativo em outubro Economia/G1 A receita nominal do varejo subiu 2% em outubro. Na comparação anual, subiu 2,5%. No acumulado no ano, tem elevação de 4,9%. E em 12 meses, passou a acumular alta de 5,1%. Só móveis e eletrodomésticos tiveram queda no mês Entre as 8 atividades pesquisadas, 7 tiveram taxas positivas na comparação com setembro, com destaque para tecidos, vestuário e calçados (6,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (6,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,7%). O setor de supermercados, que possui o maior peso no índice, avançou 0,6%. O único segmento que teve queda no mês foi o de móveis e eletrodomésticos (-1,1%), mas ainda é o que acumula o melhor desempenho no ano e desde o início da pandemia. Pelo conceito varejo ampliado, que inclui "Veículos, motos, partes e peças" e de "Material de construção", o volume de vendas cresceu 2,1% em relação a setembro e 6% na comparação com outubro de 2019. No acumulado no ano e nos últimos 12 meses, ainda há queda, de 2,6% e de 1,4%, respectivamente. Na comparação com setembro, o volume de vendas cresceu em 22 das 27 unidades da federação, com destaque para Bahia (3,5%), Piauí (3,1%) e Mato Grosso do Sul (2,9%). Entre as maiores quedas, as que mais pressionaram o índice foram as de Tocantins (-5,4%), Roraima (-2,2%) e Pará (-0,7%). Crescimento desigual Embora o patamar de vendas do setor esteja 8% acima do período pré-pandemia, o crescimento se mostra desigual, segundo o IBGE. Metade das atividades do comércio varejista ainda não haviam recuperado, até outubro, as perdas provocadas pela pandemia Economia/G1 Os principais destaques foram são os segmentos de móveis e eletrodomésticos (19% acima do nível de fevereiro), outros artigos de uso pessoal e doméstico (13,3%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,6%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,1%). Outras 4 atividades, porém, tiveram quedas, sendo elas livros, jornais, revistas e papelaria (-33,7%), combustíveis e lubrificantes (-4,7%), tecidos, vestuário e calçados (-4,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,1%). “O varejo ampliado mostra o mesmo comportamento, 4,9% acima de fevereiro, com cinco taxas positivas e cinco negativas. Material de construção teve o maior crescimento (21,5%) e veículos, motos, partes e peças, o menor (-5,2%), depois de livros”, destacou o pesquisador. Perspectivas Após o forte tombo no 1º semestre, o comércio é um dos destaque de recuperação da economia, tendo retomado já em agosto o patamar pré-pandemia. A dúvida agora é como será o desempenho do setor daqui pra frente com o término dos auxílios governamentais, inflação em aceleração e desemprego ainda elevado. A avaliação dos economistas é que o ritmo de recuperação da economia tende desacelerar no 4º trimestre e no começo de 2021. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas caiu em novembro pelo segundo mês seguido, da mesma forma que a confiança dos empresários do comércio. Na semana passada, o IBGE mostrou que a produção industrial brasileira cresceu 1,1% em outubro, desacelerando ante a alta de 2,8% em setembro. No acumulado no ano, o setor ainda acumula perda de 6,3%. O mercado financeiro passou a estimar uma retração de 4,4% para a economia brasileira neste ano e de 3,5% em 2021, segundo pesquisa Focus do Banco Central. Já a projeção para inflação foi elevada para 4,21% em 2020. Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021 Aumento das vendas on-line abre mais oportunidades de emprego Vídeos: veja as últimas notícias de economia
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Com produção menor de arroz e feijão, Brasil mantém previsão de safra de grãos recorde em 2020/21
Atualização mensal do governo federal mostra que lavouras de soja e milho devem continuar como protagonistas da produção brasileira. Arroz em casca: um dos 'vilões' da inflação de 2020 deve ter produção menor no próximo ano Paulo Lanzetta/Embrapa A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, atualizou nesta quinta-feira (10) sua projeção para a safra de grãos que está sendo plantada neste segundo semestre e que será colhida até junho de 2021. Alta dos alimentos é a maior desde 2002; veja itens que mais subiram No total, o país deverá produzir 265,9 milhões de toneladas de grãos, ou seja, 9 milhões de toneladas, 3,5 % a mais do que a temporada de 2019/2020 e novo recorde para o país. O resultado é impulsionado pelas lavouras de soja e milho, dois dos principais itens de exportação do agro brasileiro. Porém, o destaque fica por conta da manutenção da queda de produção de dois itens básicos na mesa do brasileiro e que tiveram disparada de preços neste ano: arroz e feijão. No caso do arroz, a previsão é que os produtores brasileiros colham 2,1% menos: 10,94 milhões de toneladas, em relação às 11,18 milhões de toneladas da última temporada. Vale destacar que o preço do alimento subiu 69,5%, de acordo com a inflação oficial calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por causa das exportações e da demanda aquecida no mercado interno. No quadro de oferta e demanda, a quantidade ainda daria conta do consumo no país, previsto para 10,8 milhões de toneladas. Porém, qualquer mudança na produção ou aumento nas exportações pode deixar o cenário apertado. Para o feijão, a expectativa é que as três safras de todos os tipos (carioca, preto, fradinho, vermelho, etc) produzam 3,12 milhões de toneladas, queda de 3,2% na comparação com o ciclo anterior, quando o país colheu 3,22 milhões de toneladas. No ano, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, os feijões fradinho (+59,97) e preto (+40,75%) lideram a alta de preços. Já o tipo carioca subiu 12,99% no ano. Soja e milho Dois dos principais itens de exportação do agronegócio brasileiro, as culturas da soja e do milho são protagonistas na safra de grãos do país. Nesta temporada, os dois produtos correspondem a 89% da produção considerada pela Conab – são 16 produtos ao todo. Para a soja, é estimado crescimento de 7,7%, com a safra podendo chegar 134,5 milhões de toneladas, firmando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa. Para a safra total de milho, a produção estimada totaliza 102,6 milhões de toneladas, praticamente estável (+0,1%) em relação ao último ciclo. Veja vídeos sobre a alta no preço dos alimentos
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Dólar abre em queda após Copom manter juros em 2%
Na quarta-feira, moeda dos EUA fechou em alta de 0,92%, a R$ 5,1737. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar opera em queda nesta quinta-feira (10), após o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmar as expectativas e decidir manter a taxa básica de juros em 2% ano, com os agentes do mercado reagindo também à sinalização do Banco Central sobre a trajetória da taxa Selic. Às 10h37, a moeda norte-americana recuava 1,42%, cotada a R$ 5,10. Na mínima até o momento, chegou a R$ 5,0810. Veja mais cotações. Na quarta-feira, o dólar fechou em alta de 0,92%, a R$ 5,1737. No acumulado do mês, passou a registrar recuo de 3,23%. No ano, contudo, ainda tem alta de 29,03%. Saiba se é hora de comprar dólar Copom mantém taxa básica de juros da economia em 2% na última reunião do ano Cenário local e externo No exterior, permanecia o sentimento otimista em meio a progresso em direção à ampla distribuição de vacinas para a Covid-19 e esperanças de mais estímulo fiscal nos Estados Unidos. Os preços do petróleo avançavam, assim como fecharam em alta os futuros do minério de ferro na China. Já o Banco Central Europeu afrouxou a política monetária mais uma vez para ajudar a economia da zona do euro a lidar com a segunda onda da pandemia de coronavírus, que deve levar o bloco a uma nova recessão neste trimestre. O banco ainda deixou inalteradas as taxas de juros em mínimas recordes, embora tenha mantido a antiga promessa de reduzi-las mais se necessário. A taxa de depósito do BCE está em -0,5%, enquanto a principal taxa de refinanciamento permanece em 0 Na agenda doméstica, o IBGE divulgou mais cedo o resultado das vendas no varejo de outubro, que apontou alta de 0,9%, no sexto mês seguido de crescimento. Ainda na cena local, o Copom do Banco Central decidiu por unanimidade nesta quarta-feira (9) manter inalterada a taxa básica de juros. Essa foi a terceira vez seguida que o comitê decide manter a taxa de juros na mínima histórica de 2% ao ano. Na avaliação da equipe do banco Modalmais, o comunicado do Copom indica que a taxa básica de juros permanecerá estável até o final do primeiro semestre. O momento de desconfiança em relação à trajetória da dívida pública e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais continuavam no radar, assim como o comportamento da inflação. Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021 Variação do dólar em 2020 G1 Assista às últimas notícias de economia
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Auxílio Emergencial: beneficiário tem novos prazos para contestar cancelamento
Contestação pode ser feita pelo site do Dataprev por quem teve o Auxílio de R$ 300 ou R$ 600 cancelado ou teve o pedido do auxílio extensão indeferido. PF faz operação contra fraudes no auxílio emergencial em 14 estados O governo abriu novos prazos de contestação para as pessoas consideradas inelegíveis à extensão do Auxílio Emergencial, bem como àquelas que tiveram os pagamentos do benefício original ou sua prorrogação bloqueados ou cancelados. São três situações em que o cidadão poderá solicitar a revisão do pedido em dezembro: quem teve a extensão do Auxílio Emergencial de R$ 300 cancelada: contestações podem ser feitas até o dia 18 de dezembro; quem teve o Auxílio Emergencial de R$ 600 cancelado pelo Ministério da Cidadania devido a indícios de irregularidades identificados pelos órgãos de controle: contestações podem ser feitas entre os dias 11 e 20 de dezembro; quem foi considerado inelegível a receber a extensão do Auxílio Emergencial de R$ 300 por não atender aos novos critérios de recebimento do benefício: contestações podem ser feitas entre 17 e 26 de dezembro. A Medida Provisória nº 1.000/2020, que prorrogou o benefício, estabelece que a cada mês haja uma reavaliação da situação cadastral dos beneficiários que estão recebendo a extensão de R$ 300. Verifica-se se elas conseguiram emprego, se passaram a receber benefícios assistenciais ou previdenciários, ou se faleceram. No caso das irregularidades verificadas pelos órgãos de controle, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) enviam rotineiramente a lista de pessoas nessa situação para que os pagamentos sejam bloqueados de forma preventiva. São casos que tiveram os repasses suspensos porque a CGU e os tribunais de contas cruzaram as informações dos beneficiários com outras bases de dados e encontraram situações incompatíveis com os requisitos exigidos para receber o Auxílio Emergencial, tais como pessoas com rendimentos acima do limite, com cargos eletivos, militares, servidores públicos, ou mesmo CPFs irregulares. Há ainda a recusa em conceder a extensão do Auxílio Emergencial de R$ 300 por não atender aos novos critérios de recebimento do benefício, estabelecidos na MP nº 1.000/2020 – além daqueles já previstos na Lei 13.982/2020, que criou o programa. Em alguns casos, a situação de quem fez o pedido pode ter mudado e a base de dados do governo federal ficou desatualizada. Por isso, há essa oportunidade para as pessoas contestarem o cancelamento ou indeferimento. Um exemplo é quem estava recebendo o seguro desemprego, deixou de receber o benefício e passou a ter direito ao Auxílio Emergencial. O pedido de revisão está disponível para trabalhadores em geral e os inscritos no Cadastro Único que não são beneficiários do Bolsa Família. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL "Em alguns casos, a situação de quem fez o pedido pode ter mudado e a base de dados ficou desatualizada. Por isso, o Governo Federal dá a oportunidade para as pessoas entrarem no site da Dataprev e contestarem o cancelamento. É o caso, por exemplo, de pessoas que estavam recebendo o seguro-desemprego, deixaram de receber esse benefício e passaram a ter direito ao Auxílio Emergencial", explica a secretária nacional do Cadastro Único do Ministério da Cidadania, Nilza Emy Yamasaki. O Auxílio Emergencial foi pago até o momento para 67,8 milhões de pessoas, com valor total de R$ 242,5 bilhões, segundo a Cidadania. Como fazer a contestação Para fazer a contestação, o trabalhador que não concordar com a negativa do benefício deve acessar o site da Dataprev. Não é preciso ir às agências da Caixa, lotéricas ou postos de atendimento do Cadastro Único. Ao fazer a consulta, o trabalhador que teve o benefício negado vai receber uma mensagem informando o motivo. O Ministério da Cidadania divulgou uma lista dessas mensagens, e quais permitem que a contestação seja feita. Clique aqui para ver. Caso a contestação tenha resultado positivo, o trabalhador vai receber o benefício no mês seguinte ao pedido. Critérios O governo não abriu inscrições para os pagamentos das parcelas de R$ 300 do Auxílio Emergencial: apenas quem foi aprovado para as parcelas de R$ 600 foi considerado elegível. Além disso, os critérios ficaram mais rígidos, e o governo passou a fazer uma reavaliação mensal dos beneficiários para verificar se eles ainda se enquadram nos critérios. Não vai receber parcelas de R$ 300 quem: Possua indicativo de óbito nas bases de dados do governo federal Tenha menos de 18 anos, exceto em caso de mães adolescentes Esteja preso em regime fechado Tenha sido declarado como dependente no Imposto de Renda de alguém que se enquadre nas hipóteses dos itens 5, 6 ou 7 acima No ano de 2019 recebeu rendimentos isentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma seja superior a R$ 40 mil Tinha em 31 de dezembro de 2019 a posse ou a propriedades de bens ou direitos no valor total superior a R$ 300 mil Recebeu em 2019 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 Mora no exterior Tem renda mensal acima de meio salário mínimo por pessoa e renda familiar mensal total acima de três salários mínimos Recebeu benefício previdenciário, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal após o recebimento de Auxílio Emergencial (exceto Bolsa Família) Conseguiu emprego formal após o recebimento do Auxílio Emergencial Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial – Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos Assista às últimas notícias sobre Auxílio Emergencial:
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França multa Google e Amazon por por violação de lei de privacidade
Juntas, empresas deverão pagar 135 milhões de euros (R$ 835,6 milhões) aos franceses por incluir cookies publicitários nos computadores dos usuários 'sem aviso prévio'. Google recebe multa milionária na França por não deixar claro como coleta dados de usuários para exibir propaganda personalizada Hannah McKay/Reuters A agência reguladora francesa para a internet anunciou nesta quinta-feira (10) que multou Google, em 100 milhões de euros, e Amazon, em 35 milhões de euros, pela prática de incluir cookies publicitários nos computadores dos internautas "sem aviso prévio". Ao todo, empresas deverão pagar 135 milhões de euros aos franceses, o equivalente a R$ 835,6 milhões. Após análise da Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL), foi constatado que as páginas não continham "informações suficientemente claras para que o internauta soubesse para que servem os cookies e como poderia recusá-los". A coleta desses dados permite que as empresas possam exibir propagandas personalizadas aos usuários. Além das multas, a CNIL "ordena às empresas que modifique os avisos de informação em um prazo de três meses", com multa de 100 mil euros para cada dia de atraso após o fim do prazo. Prática 'atenta contra a privacidade' Para a CNIL, as práticas das empresas "atentam contra a vida privada dos internautas em sua vida diária digital, pois permitem coletar uma grande quantidade de informações sobre as pessoas, sem o seu consentimento, para depois propor publicidade personalizada". A Comissão afirma que em setembro de 2020 as duas empresas pararam de aplicar cookies automaticamente. De qualquer maneira, as gigantes da internet ainda não informam de maneira clara os usuários da internet sobre o objetivo dos 'cookies' e a possibilidade de rejeitá-los, indicou a agência. Os valores das multas são recordes para a CNIL, que alegou a "gravidade das infrações" e o impacto dos sites na população francesa. Em 2009 o CNIL aplicou uma multa de US$ 60,5 milhões ao Google pelo uso de dados pessoais dos usuários do sistema operacional mobile Android. Empresas alegam 'normas incertas' Procurado pela AFP, o Google defendeu sua política "em termos de transparência e proteção dos usuários". O grupo também lamentou que a CNIL não tenha levado em consideração o "fato de que as normas e diretrizes regulamentares francesas são incertas e estão em constante evolução". A Amazon também expressou "discordância" a respeito da decisão da agência reguladora em um comunicado enviado à AFP. "Estamos atualizando continuamente nossas práticas de proteção de dados pessoais para garantir que atendemos às necessidades e expectativas em constante mudança dos clientes e reguladores", afirmou a empresa. "Os 'cookies' ajudam os clientes a aproveitar as características que são essenciais para a experiência de compra na Amazon, e existe uma página disponível para configurá-los", completou o grupo fundado por Jeff Bezos. As sanções foram decididas com base em uma legislação anterior à entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (RGP) de 2018. O RGP endureceu ainda mais o regime de consentimento para os rastreadores de publicidade, assim como as multas máximas a até 4% do volume mundial de negócios de uma empresa. A nova legislação obriga os sites a exibir um botão "sim" ou "não", ou uma solução equivalente, antes da opção "aceitar tudo". A CNIL começará a punir as empresas que não cumprem as novas normas a partir de 1 de abril de 2021. Veja dicas de segurança digital
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Bovespa opera em alta com exterior no radar
Nesta quarta-feira, o principal índice da bolsa fechou em queda de 0,70%, a 113.001 pontos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (10), em meio ao cenário favorável a ativos de risco no exterior e após o Banco Central confirmar as expectativas e decidir manter a taxa básica de juros em 2% ao ano.
Às 10h35, o Ibovespa subia 0,60%, a 113.674 pontos. Veja mais cotações
Na quarta-feira, a bolsa fechou em queda de 0,70%, a 113.001 pontos. Na parcial de novembro, o Ibovespa passou a acumular alta de 3,77%. No ano, ainda tem queda de 2,29%.
Copom mantém taxa básica de juros da economia em 2% na última reunião do ano
Cenário global e local
No exterior, as principais bolsas subiam apoiadas nas esperanças de uma rápida distribuição da vacina contra a Covid-19. Os preços do petróleo também avançavam, assim como fecharam em alta os futuros do minério de ferro na China.
Já o Banco Central Europeu afrouxou a política monetária mais uma vez para ajudar a economia da zona do euro a lidar com a segunda onda da pandemia de coronavírus, que deve levar o bloco a uma nova recessão neste trimestre. O banco ainda deixou inalteradas as taxas de juros em mínimas recordes, embora tenha mantido a antiga promessa de reduzi-las mais se necessário. A taxa de depósito do BCE está em -0,5%, enquanto a principal taxa de refinanciamento permanece em 0%.
Na agenda doméstica, o IBGE divulgou mais cedo o resultado das vendas no varejo de outubro, que apontou alta de 0,9%, no sexto mês seguido de crescimento.
Ainda na cena local, o Copom do Banco Central decidiu por unanimidade nesta quarta-feira (9) manter inalterada a taxa básica de juros. Essa foi a terceira vez seguida que o comitê decide manter a taxa de juros na mínima histórica de 2% ao ano.
O BC sinalizou, porém, que, em função do quadro inflacionário, as condições para seu compromisso de não elevar os juros básicos podem em breve não estar mais satisfeitas. Na avaliação da equipe do banco Modalmais, o comunicado do Copom indica que a taxa básica de juros permanecerá estável até o final do primeiro semestre.
O momento de desconfiança em relação à trajetória da dívida pública e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais continuavam no radar, assim como o comportamento da inflação.
Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021
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Dono do Banco Safra, Joseph Safra era o homem mais rico do Brasil
Joseph e o irmão, Moise, foram os grandes responsáveis pela ascensão do grupo desde a década de 1960. O empresário Joseph Safra, do Banco Safra, é visto durante jantar anual de Confraternização dos Dirigentes de Bancos, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, em novembro de 2010 Renata Jubran/Estadão Conteúdo ann Morto nesta quinta-feira (10), aos 82 anos, Joseph Safra era o homem mais rico do Brasil, tendo desbancado este ano Jorge Paulo Lemann do ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes Brasil, com uma fortuna estimada em R$ 119,08 bilhões. Pelo Bloomberg Billionaires Index, ele ocupava a 101ª posição em todo o mundo. Libanês naturalizado brasileiro, fez fortuna no Banco Safra. Nascido em 1938, Joseph veio para o Brasil na década de 1960, para dar continuidade aos negócios do pai, Jacob. Ele e o irmão, Moise, foram os grandes responsáveis pela ascensão do grupo desde então. Joseph Safra morre em SP aos 82 anos Veja repercussão da morte do dono do Banco Safra VEJA FOTOS A dupla vem de uma tradicional família de banqueiros. Desde meados do século 19, familiares de Jacob Safra fundaram em Aleppo, na Síria, o Safra Frères & Cie, instituição financeira para empréstimos e operações de câmbio e ouro. Foi em 1920 que Jacob abriu o Jacob Safra Maison de Banque, em Beirute, no Líbano. A mudança da família para o Brasil começou após a Segunda Guerra Mundial, na década de 1950, quando iniciou com os filhos a criação do conglomerado financeiro. Jacob foi o primeiro a chegar a São Paulo, trazendo a expertise para o mercado latino. Joseph Safra morre em SP aos 82 anos O filho mais velho de Jacob, Edmond, chegou a operar no Brasil, mas seguiu caminho com Nova York como base. Fundou o Republic National Bank, que foi vendido em 1999 para o HSBC por US$ 10,3 bilhões. Pouco tempo depois, Edmond foi morto em um incêndio provocado em sua casa, em Mônaco. Sua esposa, Lily Safra — que por muitos anos foi a brasileira mais rica — estava no apartamento, mas sobreviveu. O enfermeiro de Edmond Safra acabou condenado pelo incêndio. Em 2006, Joseph assumiu os negócios por completo ao comprar a parcela de 50% dos negócios de seu irmão. Moise morreu em 2014. Estimativa da Bloomberg dá conta de que, só em dividendos do banco, Joseph tenha embolsado R$ 6,4 bilhões no período solo. Conservador que era, investiu boa parte da fortuna em imóveis, como o número 660 da Madison Avenue, em Nova York, e o famoso Gherkin, prédio com formato de pepino em Londres. Mas não deixou de avançar onde sabe: em 2012, anunciou a compra do banco suíço Sarasin, por US$ 1,1 bilhão. Também fazia parte de seu portfólio o Safra National Bank, de Nova York. Sob a batuta de Joseph, o Banco Safra se consagrou como um dos principais bancos na modalidade Private Banking, que administra grandes fortunas. Apenas nos últimos anos, a carteira de clientes foi ampliada e o grupo entrou mais forte no varejo. Exemplos foram o lançamento das maquininhas de pagamento SafraPay e da carteira digital SafraWallet. A mudança de rumos, inclusive, foi um dos motivos para um racha entre dois filhos de Joseph, Alberto e David, que conduziam a operação no Brasil. Entre os íntimos, o homem mais rico do Brasil era conhecido apenas por "Seu José". Casado com Vicky Sarfaty, ele teve 4 filhos e 14 netos. Fazia questão de dizer que era orgulhoso de sua cidadania brasileira e de ser torcedor do Corinthians. Apesar de discreto, morava em uma mansão de 11 mil metros quadrados, no bairro do Morumbi, capital paulista. Segundo nota de pesar publicada hoje pelo banco, "sempre foi um marido e pai muito carinhoso e sempre se preocupava com todos", além de "homem afável e perspicaz, dedicou sua vida à família, aos amigos, aos negócios e causas sociais". O sepultamento de Safra será nesta quinta-feira (10), às 13h, em evento reservado a familiares e amigos. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
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Portaria do governo oficializa Bolsa Família em poupança digital e abre espaço para alteração no calendário de pagamentos
Pagamentos do benefício em poupança digital começam este mês. O Ministério da Cidadania publicou nesta quinta-feira (10) uma portaria oficializando o pagamento do Bolsa Família por meio de poupança social digital da Caixa. O texto também abre a possibilidade de que o calendário de pagamentos do benefício seja alterado nos próximos anos. No final de novembro, a Caixa Econômica Federal já havia anunciado que os beneficiários do Bolsa Família passariam a receber por meio de poupança digital da própria Caixa, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. O banco esclarece, no entanto, que continuará sendo possível sacar o dinheiro usando o Cartão Bolsa Família ou o Cartão Cidadão. Caixa vai pagar Bolsa Família por poupança digital; VEJA COMO USAR A CONTA Bolsa Família LIDIANNE ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Neste mês, recebem por essa modalidade apenas os beneficiários com NIS finais 9 e 0, cerca de 1,5 milhão de pessoas. Os demais beneficiários serão incorporados nos próximos meses. As contas serão criadas de forma automática: não será preciso apresentar documentos nem comparecer a uma agência. Calendário de pagamentos Na mesma portaria, o Ministério da Cidadania revogou o artigo da portaria anterior sobre o benefício, que estabelecia as regras para o calendário de pagamentos do Bolsa Família. Essas regras estabeleciam que o pagamento deve ser mensal, sempre nos últimos dez dias úteis de cada mês, de acordo com a sequência dos últimos números do NIS. Em dezembro, os pagamentos deveriam ser feitos mais cedo, até 23 de dezembro. A revogação abre a possibilidade de que esse calendário não seja seguido a partir do próximo ano. Com a mudança, a regra prevê apenas que cabe ao Ministério aprovar o calendário anual de pagamentos dos benefícios, que deve ser fixado anualmente. O G1 questionou o Ministério da Cidadania se existe previsão de alteração dessas datas, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Assista as últimas notícias de economia
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