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S&P Dow Jones tira Carrefour Brasil de índice de sustentabilidade

quarta-feira, 09 dezembro 2020 por Administrador

Exclusão ocorre semanas após a morte de João Alberto Freitas, espancado por seguranças de uma unidade do grupo no RS. A S&P Dow Jones Indices decidiu retirar o Carrefour Brasil do índice S&P/B3 Brasil ESG. O indicador reúne ações de empresas brasileiras com as melhores práticas e políticas de governança, sociais e ambientais.
Lançado em setembro deste ano, o índice inclui ações e empresas como Ambev, Azul, Banco do Brasil, Hering, Natura, Embraer e Telefonica, entre outras.
A exclusão do Carrefour do índice ocorre semanas após a morte de João Alberto Freitas, espancado por seguranças de uma unidade do grupo varejista no Rio Grande do Sul. O laudo sobre a morte de Freitas deve ser divulgado nos próximos dias.
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Silva reúne Anitta, João Donato e Criolo em álbum com ‘Jogo estranho’ e ‘Quimera’

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

♪ Jogo estranho, Quimera, Má situação, Não sei rezar, No seu lençol, Pausa para a solidão e Soprou são músicas que compõem o inédito repertório autoral do décimo álbum de Silva. Intitulado Cinco, em alusão ao fato de ser o quinto álbum gravado em estúdio pelo artista com repertório autoral composto em parceria com o irmão Lucas Silva, o disco tem lançamento programado para as 20h de quinta-feira, 10 de dezembro. Precedido pelos singles Passou passou e Sorriso de agogô, o álbum Cinco conta com as participações do rapper paulistano Criolo e do compositor e pianista acreano João Donato. Anitta – com quem Silva já gravou dueto na música Fica tudo bem (Lúcio Silva e Lucas Silva, 2018), lançado há três anos no álbum Brasileiro (2018) – também integra o time de convidados do álbum Cinco, bisando a parceria com Silva. Cantor, compositor e violonista capixaba, Silva edita o álbum Cinco por via independente, através do selo Farol Music.

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Daniela Mercury atualiza ‘Apesar de você’, samba lançado há 50 anos por Chico Buarque

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

♪ Em 1970, quando Chico Buarque voltou ao Brasil, vindo de exílio voluntário na Itália, o cantor e compositor carioca lançou samba explosivo, Apesar de você, em single logo recolhido das lojas quando os censores perceberam que, na letra, Chico mandava recado cifrado para o então presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici (1905 – 1985). Contudo, quando o samba foi censurado, Apesar de você já estava na boca do povo e lá permaneceu, , mesmo tendo sido oficialmente liberado apenas em 1978. Cinquenta anos depois do registro original de Chico Buarque, Daniela Mercury aposta em regravação de Apesar de você em single programado para sexta-feira, 11 de dezembro. Com capa que expõe obra da artista plástica Adriana Varejão, Pele tatuada à moda de azulejaria, símbolo do desrespeito aos direitos humanos no Brasil na visão da cantora, o single Apesar de você reapresenta o samba de Chico Buarque com groove contemporâneo em arranjo assinado por Daniela com Juliano Valle, pianista e produtor musical que trabalha com a artista baiana. Capa do single 'Apesar de você', de Daniela Mercury Adriana Varejão A intenção da cantora é lançar o single Apesar de você com um manifesto de caráter político contra o atual governo do Brasil. Daniela Mercury – cabe ressaltar – tem se destacado nos últimos anos como ativista em defesa das liberdades individuais e sexuais. Tanto que o último single da cantora, Toda forma de amor, foi lançado em junho com regravação da canção apresentada em 1988 na voz do cantor compositor Lulu Santos, autor da música.

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‘Trolls 2’ lidera bilheteria nacional em fim de semana com queda de público e arrecadação

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

Animação da Universal Pictures foi assistida por mais de 48,5 mil pessoas e arrecadou R$ 784,3 mil. 'Convenção das bruxas' e 'Amizade maldita' também aparecem no ranking; veja top 10. 'Trolls' 2, da Universal Pictures, tem boa estreia em plataformas de streaming Divulgação/Universal Pictures A animação "Trolls 2" alcançou o topo da bilheteria no Brasil neste final de semana após arrecadar mais de R$ 784,3 mil entre quinta (3) e domingo (6) (veja, abaixo, o top 10 de bilheteria). O filme foi assistido por mais de 48,5 mil pessoas, segundo levantamento semanal da ComScore. A animação da Universal Pictures foi lançada em plataformas digitais em abril e arrecadou cerca de US$ 100 milhões só com reproduções em streamings nas primeiras três semanas. Os dez filmes mais vistos nos cinemas brasileiros somaram 206,06 mil espectadores e R$ 3,49 milhões de bilheteria. O fim de semana estendido teve 66 mil espectadores a menos do que o passado, quando público foi de 272,48 mil pessoas. A arrecadação também diminuiu R$ 190 mil em relação à semana anterior. "Convenção das bruxas", remake do clássico de fantasia dos anos 1990, caiu para o segundo lugar depois de passar duas semanas liderando a bilheteria. Estrelado por Anne Hathaway, Octavia Spencer e Stanley Tucci, o filme faturou R$ 673,3 mil no fim de semana e acumula R$ 3,54 milhões no país. O suspense "Amizade maldita" estreou em terceiro lugar. O filme sobre a relação de um menino com seu amigo imaginário levou 41,25 mil pessoas aos cinemas, com arrecadação de R$ 670,32 mil. O levantamento da ComScore não informa quantas salas de cinema estão abertas no país, nem quantos cinemas drive-in enviaram os dados de bilheteria. Como é feita a programação dos cines drive-in Como as sessões e salas vão se adaptar para a reabertura Veja, abaixo, o ranking de bilheteria entre 3 e 6/12 "Trolls 2" – R$ 784,3 mil "Convenção das bruxas" – R$ 673,3 mil "Amizade maldita"- R$ 670,3 mil "Destruição final: O último refúgio" – R$ 628,1 mil "Invasão zumbi 2 – Península" – R$ 253,9 mil "3º andar – O terror na rua Malasana" – R$ 163,5 mil "Tenet" – R$ 90,1 mil "10 Horas para o Natal" – R$ 88,7 mil "M8 – Quando a Morte Socorre a Vida" – R$ 72,9 mil "Enquanto estivermos juntos" – R$ 62,1 mil VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

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Djonga comenta críticas por show lotado no Rio: ‘Estranho a favela só poder se f… e não poder curtir’

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

Vídeos da apresentação neste sábado (6) mostram rapper cantado no meio do público enquanto fãs pulam em volta dele. Em rede social, cantor escreveu que 'pedir desculpas nesse momento seria hipocrisia': 'Se for totalmente inaceitável o que fiz, nada que eu fale vai resolver.' Djonga Daniel Assis / Divulgação Dois dias depois de ter feito um show lotado no Rio, o rapper Djonga usou as redes sociais nesta segunda-feira (7) para falar sobre as críticas. "O show foi pra galera que só trabalha e se f… e está exposta a um milhão de merda o tempo todo, e que não teve o direito de parar. Acho estranho a favela só poder se f… e não poder curtir", escreveu ele no Twitter. Em vídeos gravados durante a apresentação deste sábado (5), é possível ver o artista cantado no meio do público enquanto os fãs pulam em volta dele e de um homem que o carrega nos ombros (veja abaixo). Initial plugin text Em uma série de publicações, Djonga afirmou: "Se for totalmente inaceitável o que fiz, nada que eu fale vai resolver". "Não sou cego e sei toda a problemática que essa fita envolve. Inclusive não me isentei em estar do lado do meu povo tanto no micro, quanto no macro, nunca, que seja na pandemia ou antes. Eu boto a cara sempre, mas minhas opiniões as vezes são controversas sobre solução". "Eu vim de baixo igual aquelas pessoas, então ouço a visão delas e muitas vezes concordo também. A favela pensa e sabe tomar decisões, ainda que vocês não concordem com elas e eu por outro sempre deixei claro minhas contradições, não consigo pensar em linha reta". "Nenhum argumento que eu usei pra minha escolha de ter feito o show é irrefutável e eu sei disso. E eu acho que é justo vocês falar o que for também. Isso não significa terminar em paz e concordando sempre". "Pedir desculpa nesse momento igual geral faz quando é questionado aqui seria hipocrisia minha". Após a publicação desta reportagem, o perfil de Djonga passou a exibir uma mensagem dizendo que conta do artista na rede social não existe mais. Djonga é 1º brasileiro indicado a prêmio BET Hip Hop Awards nos Estados Unidos Carreira Djonga se tornou um dos nomes mais fortes da cena do hip hop no Brasil, que ganhou força nos últimos anos com a invasão do trap e o crescimento do rap acústico. Em quatro anos de carreira, ele lançou quatro álbuns de estúdio: "Heresia" (2017), "O menino que queria ser Deus" (2018), "Ladrão" (2019) e "Histórias da minha área" (2020). Com os últimos dois, o rapper emplacou suas músicas entre as mais ouvidas no YouTube. Em setembro, ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao prêmio BET Hip Hop Awards, realizado nos Estados Unidos (veja mais no vídeo abaixo). Ele concorreu na categoria de melhor artista internacional com rappers da França, Reino Unido, África do Sul e Quênia. Rapper mineiro Djonga é o único brasileiro em um prêmio internacional de hip-hop VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

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Homem é preso após invadir mansão de Gisele Bündchen nos EUA

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

Homem de 34 anos foi encontrado sentado em sofá no porão da casa no estado de Massachusetts. Tom Brady e Gisele Bündchen no Baile de Gala do Met 2018, em Nova York (EUA) Eduardo Munoz/Reuters Um homem foi preso nesta segunda-feira (7) após invadir uma mansão da modelo brasileira Gisele Bündchen e de seu marido, o jogador de futebol americano Tom Brady. De acordo com o departamento de polícia da cidade de Brookline, no estado de Massachusetts, policiais responderam ao alarme residencial da propriedade do casal. Lá, encontraram um homem de 34 anos, Zanini Cineus, sentado em um sofá no porão. Ele vai responder a acusações de arrombamento com intenção de cometer um crime, tentativa de furto e invasão de propriedade. De acordo com a polícia, Cineus já tinha diversos mandados de prisão por problemas de 2019. O casal tinha colocado a casa à venda em 2019 por US$ 40 milhões, mas retirou a propriedade do mercado no começo da pandemia.

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Luísa e os Alquimistas e Potyguara Bardo lançam versão piseiro de ‘Cadernin’; veja clipe

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

Banda de Natal e drag queen se unem para reinterpretação de canção no ritmo que se tornou sensação nacional. Clipe foi inspirado nos vídeos caseiros do Fundo de Quintal OFC. Luísa e os Alquimistas e Potyguara Bardo, dois nomes de destaque do novo cenário musical do Rio Grande no Norte, se juntaram para a gravação da versão piseiro de "Cadernin", disponível nas principais plataformas digitais. Lançada no último álbum de estúdio da banda, "Jaguatirica Print", em 2019, a música composta pela vocalista Luísa Nascim ganhou reinterpretação com a participação da drag queen, além de um clipe que explicita suas raízes ao mesmo tempo pop e do sertão nordestino (veja abaixo). O clipe foi gravado no bairro da Coophab, em Parnamirim, durante um encontro de imersão artística de Luísa e os Alquimistas em Natal. As duas locações escolhidas trazem um clima interiorano, desértico, inóspito, e, ao mesmo tempo, remetem às festas de forró que acontecem nas cidades do interior do Nordeste. Inspirada nos vídeos caseiros do Fundo de Quintal OFC, a banda toca propositalmente com os instrumentos desplugados, batendo o pé no chão, pisando e levantando poeira. O piseiro é uma vertente do forró que se tornou uma verdadeira sensação nacional em 2020. A nova versão de "Cadernin" conta com linhas harmônicas de sanfona, novas camadas de voz, baixos, guitarras e a participação de Potyguara Bardo, retomando uma antiga parceria. Luísa Nascim, vocalista da banda, havia participado do primeiro disco de Potyguara ("Simulacre", em 2018), na música "Plene", e, em 2019 lançaram a versão de um clássico do forró romântico dos anos 2000, "Planeta de Cores", da banda Forrozão Tropykalia. A atual formação da banda Luísa e os Alquimistas une os músicos que acompanhavam Luísa em São Paulo e os que fundaram o projeto com ela em Natal. Esse clipe foi gravado durante um período de imersão e encontro do grupo inteiro, que, por causa da pandemia, teve mudanças nas suas dinâmicas e residências. Atualmente a banda está com integrantes em Natal, João Pessoa e São Paulo.

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Djonga apaga perfil no Twitter após críticas por show: ‘não sei mexer naquele lugar lá, não’

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

Rapper falou no Instagram que não volta à outra rede social. Ele foi criticado por causa de show lotado no Rio de Janeiro. Djonga fala em vídeo que vai sair do Twitter Reprodução/Instagram/djongador Djonga deletou seu perfil no Twitter nesta segunda-feira (7), depois de ser criticado por causa de um show lotado no Rio de Janeiro. "Eu não sei mexer naquele lugar lá, não. Tem muita gente que só quer humilhar, só quer ofender nós. E eu não tenho a maturidade ainda. Desculpa qualquer parada", afirmou o rapper em vídeos publicados em seu perfil no Instagram. Em vídeos gravados durante a apresentação deste sábado (5), é possível ver o artista cantando no meio do público enquanto os fãs pulam em volta dele e de um homem que o carrega nos ombros. Djonga tinha usado o próprio Twitter para se defender. Apesar das críticas, ele diz que recebeu comentários respeitosos. "Ouvi muita coisa da hora, tem muita gente falando os seus pontos, os seus argumentos de um jeito da hora. Falando o que acha, o que acredita."

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Aos 85 anos, Alaíde Costa faz viagem luminosa pela obra de José Miguel Wisnik no álbum ‘O anel’

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

Lançado nesta terça-feira, 8 de dezembro, dia do aniversário da cantora, o disco apresenta três músicas inéditas do compositor entre dez faixas. Capa do álbum 'O anel – Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik' Divulgação / Selo Sesc Resenha de álbum Título: O anel – Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik Artista: Alaíde Costa Edição: Selo Sesc Cotação: * * * * 1/2 ♪ Nascida em 8 de dezembro de 1935, Alaíde Costa faz hoje 85 anos em plena atividade, com um álbum de músicas inéditas no horizonte – previsto para 2021, com letras escritas por Emicida a partir de melodias de Joyce Moreno (parceria já pronta e intitulada Aurorear) e Francis Hime, entre outros compositores da MPB – e outro álbum, com regravações, já efetivamente posto no mercado fonográfico pelo Selo Sesc, por ora somente em edição digital. Estrategicamente lançado nesta terça-feira, 8 de dezembro de 2020, dia do 85º aniversário da artista, O anel – Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik é, como explicita o subtítulo, songbook em que a cantora carioca dá voz a músicas do compositor paulista. Produzido por Alê Siqueira, o álbum O anel marca o reencontro da intérprete com o compositor da música que Alaíde defendeu, em outubro de 1968, na etapa paulistana do I Festival Universitário de Música Popular Brasileira (TV Tupi). Essa música, Outra viagem, demorou 31 anos para chegar ao disco, em gravação feita pela cantora Ná Ozzetti para o álbum Estopim (1999), mas até então nunca tinha sido registrada pela intérprete que a apresentou há 52 anos no festival da Tupi. Banhada pelo lirismo, Outra viagem é uma das dez músicas que compõem o repertório do álbum O anel, projeto executado sob direção de Guto Ruocco. Três são inéditas, sendo que uma foi composta neste ano de 2020 e as outras duas são músicas antigas que ganham o primeiro registro fonográfico no álbum. A real novidade do disco é a música-título O anel, interpretada por Wisnik com Alaíde em gravação que, no fim, une as duas vozes no canto da letra que cita a tradicional cantiga infantil, cujo verso “o anel que tu me deste” alude ao fato de, por ocasião do festival de 1968, a cantora ter de fato dado um anel ao compositor. José Miguel Wisnik e Alaíde Costa no estúdio de São Paulo em que o álbum 'O anel' foi gravado entre setembro e outubro Reprodução / Facebook Alaíde Costa Com edição em CD prevista para meados de 2021, o álbum O anel chega ao mundo precedido por single que apresentou uma das joias de maior quilate do repertório. Trata-se do samba-canção Saudade da saudade (José Miguel Wisnik e Paulo Neves, 1997), engrandecido por estupenda gravação que evocou o ambiente noturno de piano-bar carioca dos anos 1950, cenário em que se desenvolveu o embrião da Bossa Nova. O álbum O anel está cravejado de joias que, na voz maturada de Alaíde, soam ainda mais valiosas. É o caso de Aparecida, música composta em 1996 e até então inédita em disco. Aparecida surge na abertura do álbum com melodia envolvente. Ao longo do disco, Alaíde Costa mostra entendimento da refinada sintaxe poética e melódica do cancioneiro de Wisnik. Música apresentada pelo autor no álbum José Miguel Wisnik (1992), a balada Estranho jardim exemplifica a atmosfera íntima e esfumaçada do disco em gravação bafejada pelos sopros do flugelhorn de Jessé Sadoc. A letra cita Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), fundamental compositor da Bossa Nova, movimento em que Alaíde Costa também teve voz, ainda que a cantora seja a rigor mais talhada para interpretar temas de maior densidade. Por isso mesmo, Alaíde chega a surpreender ao reviver Laser (1992) – parceria de Wisnik com Ricardo Breim, extraída do repertório do mesmo álbum José Miguel Wisnik de 1992 – em luminosa gravação feita com a devida leveza e com intervenção vocal do próprio Wisnik. O compositor é dono de canto mais opaco. Ainda assim, Laser mantém o brilho quando entra a (segunda) voz do autor, com providencial discrição. Alaíde Costa dá grandes interpretações às músicas 'Laser', 'Assum branco', 'Aparecida' e 'Saudade da saudade' Anita Abreu Solitrenick / Divulgação Selo Sesc Gravado entre setembro e outubro deste ano de 2020, no estúdio paulistano Space Blues, curiosamente situado bem próximo do auditório em que Alaíde praticamente apresentou Wisnik ao Brasil no festival de 1968, O anel é disco formatado basicamente com arranjos de piano (tocado pelo Wisnik), baixo (o de Zeca Assumpção) e bateria (a de Sérgio Reze). Contudo, entram sopros ao longo do álbum. Parceria de Guinga com Wisnik, apresentada pelo compositor paulista no álbum Indivisível (2011), Ilusão real tem sopros arranjados por Nailor Proveta, por exemplo. Introduzida por citação de Assum preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950) no toque límpido do piano de Wisnik, Assum branco (1998) atinge regiões sublimes no canto alado de Alaíde Costa em grande momento do álbum. Emoldurada pelo toque do violoncelo de Jaques Morelenbaum, a gravação de Por um fio (José Miguel Wisnik e Paulo Neves, 2000) parece mostrar que o canto de Alaíde Costa tece fios invisíveis como um brilhante que, partindo a luz, explode em emoções concentradas, sem jamais cair na vala do melodrama barato. Composição até então inédita em disco, Olhai os lírios do campo é canção feita por Wisnik em 1966 com versos de Flávio Rezende – e com evocações do espírito da obra compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685 – 1750), sublinhadas pelos vocalizes de Alaíde – para a trilha sonora de peça teatral do colégio em que estudava o artista. Reapresentada no álbum com parte dos versos da letra original, Olhai os lírios do campo ressurge na voz de Wisnik em bonita gravação que costura o juvenil tema teatral com Onde está você (Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini, 1963), standard do repertório de Alaíde Costa. O link expõe elo entre cantora e compositor – ligação explicitada nas dez músicas deste álbum produzido com esmero por Alê Siqueira sob a direção artística do próprio Wisnik. Prosseguimento luminoso da viagem iniciada em 1968, o álbum O anel comprova que a obra de José Miguel Wisnik cabe bem na voz emblemática de Alaíde Costa, cantora que celebra hoje 85 anos com a edição de um dos melhores discos da longeva carreira.

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Emicida: ‘Se a gente olhar as 10 músicas mais tocadas, há um esvaziamento de conteúdo’

terça-feira, 08 dezembro 2020 por Administrador

Rapper cita vazio 'na poética e na letra' de hits atuais. Em podcast, ele também fala de arte contra o racismo, de 'neosamba', e diz escrever sobre o que vive sem fazer 'música militante'; ouça. Emicida fez um show memorável no Theatro Municipal de São Paulo, em 27 de novembro de 2019. Um ano depois, ele registra essas memórias no documentário "AmarElo – É tudo pra ontem". É mais que um filme musical. Há trechos do show e da gravação do álbum "Amarelo", mas a base são as reflexões do rapper sobre o contexto – que vai desde a chegada do primeiro navio negreiro no Brasil até a pandemia do novo coronavírus. O podcast G1 Ouviu tem uma conversa com Emicida sobre o novo filme, sobre arte engajada e pessoal, e sobre os movimentos antirracistas no Brasil de ontem e de hoje. Ouça acima. Leia as principais falas da entrevista de Emicida abaixo: Emicida no Theatro Municipal Divulgação / Jef Delgado Sobre as referências a artistas negros no documentário: "A gente mostra que o Emicida não está reinventando a roda. O Emicida é uma consequência de uma série de movimentos artísticos que aconteceram sobretudo do século 20, que vão desaguar numa percepção a respeito de si mesmo de um moleque na Zona Norte de São Paulo. " Sobre o "neosamba", estilo que Emicida diz fazer, com referências que vão de Jovelina Pérola Negra e Clementina de Souza a Marcelo D2 e Rappin' Hood: "A gente está falando sobre uma música falada em cima de uma batida. Os ingredientes são um pouco diferentes, mas a receita é a mesma. Ritmo e poesia. Esses personagens vão desaguar nessas experiências que a gente está tentando elaborar. " Sobre o público branco e negro nos shows. E como é falar para eles: "Às vezes parece que a única função da música é ser política. Isso é um erro colossal. Muito pelo contrário. Eu nem me compreendo como uma pessoa que faz uma música militante. Eu acho que a minha música faz justiça ao que eu vivi. E isso acontece num grau tão intenso que ela vira um registro de um tempo. E aí esse registro do tempo pode ser usado para exemplificar a vida de várias outras pessoas, e refletir também sobre uma estrutura na qual a gente cresce. Acho que é nesse lugar em que eu estou. Acho que, por exemplo, Belchior fazia isso." Emicida no Theatro Municipal Jef Delgado / Divulgação Sobre a frase dita por ele no filme de que "quanto melhor a música, menos a rádio toca" e o verso de "Ismália" que diz "um corpo negro morto é tipo um hit nas paradas, todo mundo vê, mas essa p* não diz nada": "Há um esvaziamento no que diz respeito à poética, à letra. E eu sou um letrista, eu sou um compositor. Se a gente olhar para as 10 músicas mais tocadas, há sim um esvaziamento de conteúdo. Há uma desconexão inclusive com a linha de raciocínio pela qua a nossa poesia sempre se orientou. E isso para mim é perigoso porque ela dilui a percepção do novo público a respeito da grandiosidade poética do próprio país. " Emicida no Theatro Municipal Divulgação / Jef Delgado Sobre o lançamento do filme depois dos protestos em reação ao assassinato de João Alberto: "[A gente precisa] oferecer para o nosso país a oportunidade de olhar para esse tipo de tragédia e visualizar que não é um fato isolado. O filme existir pouco mais de 20 dias depois da tragédia não tem, obviamente, nada a ver com a tragédia. Mas acho que ajuda as pessoas a tentarem compreender um pouco mais de onde vem a origem da coisificação do corpo preto. Desse lugar onde o corpo preto é colocado como se ele não tivesse o direito de viver." Semana pop comenta temas da cultura

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