‘Kubanacan’ chega ao Globoplay: relembre confusões políticas e amorosas
Novela de Carlos Lombardi tem Stenio Garcia, Betty Lago, Humberto Martins, Marcos Pasquim, Danielle Winits, Vladimir Brichta, Adriana Esteves e Carolina Ferraz. Veja curiosidades e fotos. Marcos Pasquim em 'Kubanacan', 2003 João Miguel Júnior/Globo "Kubanacan" é a novela que entra no Globoplay nesta segunda (7). Exibida em 2003, a trama de Carlos Lombardi apresentava uma "república de bananas" dos anos 1950 com muito humor. Para ajudar a entrar no clima, o G1 publica curiosidades sobre a novela, com dados do Memória Globo (leia mais ao fim da reportagem). Em Kubanakan, só tinha problema: corrupção, empreguismo, coronelismo e inchaço da máquina pública. Após a morte de Rúbioo Montenegro (Stenio Garcia), o general Carlos Pantaleon Camacho (Humberto Martins) assume o poder. Além das intrigas políticas, a novela é cheia de confusões amorosas vividas por Esteban (Marcos Pasquim), Marisol (Danielle Winits), Enrico (Vladimir Brichta), Lola (Adriana Esteves) e Rubi (Carolina Ferraz). Em uma colônia de pescadores da cidade de Santiago, a vida de todos se transforma quando um homem desmemoriado, com um tiro no peito, aparece na praia. Ele é acolhido pela aldeia e ganha o nome de Esteban. O rapaz não tem lembranças de como era sua vida antes, e o pouco que descobre sobre seu passado mostra que ele pode ter sido um homem violento. O pescador se envolve em muitas confusões durante a busca, e é reconhecido por diversas mulheres, que o identificam por nomes e ocupações diferentes. Em depoimento ao Memória Globo, o autor Carlos Lombardi contou como desenvolveu a trama. "Eu fiz a junção de três histórias que andavam pela minha cabeça. Eu queria fazer um 'Que Rei Sou Eu?' diferente. Conforme os temas foram aparecendo, surgiu um ditador oportunista. Eu gostava muito da música 'Kubanacan', ambientei a trama nos anos 1950 e pensei numa base que remetia a Cuba pré-Fidel, contando em comédia a história da revolução e de todos os regimes que eu conheço e já vi." Curiosidades Carlos Lombardi e Wolf Maya já haviam trabalhado juntos em "Uga Uga" (2000) e na minissérie "O Quinto dos Infernos" (2002). Além de dirigir, Maya também atuou na novela, interpretando Don Diego, o grande inimigo de Camacho. O nome de um dos personagens de Marcos Pasquim, Esteban, foi uma homenagem ao ilustrador espanhol Esteban Maroto. O mapa de Kubanacan era uma adaptação do mapa da República Dominicana. A novela bateu recorde de participações especiais. Em oito meses surgiram 80 novos personagens na história. Muitos traziam novas pistas sobre a identidade do de Esteban: Silvia Pfeifer, Regina Duarte, Gisele Itié, Cristiana Oliveira, Vanessa Gerbelli, Daniela Escobar, Letícia Spiller, Aline Moraes, Gabriela Duarte, Vanessa Lóes, Cláudia Alencar, Flávia Monteiro, Viviane Pasmanter e Vera Fischer. Em agosto de 2003, Humberto Martins precisou se afastar da novela. Seu personagem, o general Camacho, supostamente morreu após levar dois tiros, e o papel de vilão ficou com Marco Ricca (Celso). Dois meses depois, Martins voltou às gravações. A trilha sonora da novela teve músicas inéditas, feitas especialmente para a trama por Ivete Sangalo, Sidney Magal e Elza Soares. Danielle Winits em 'Kubanacan', 2003 João Miguel Júnior/Globo Vladimir Brichta e Adriana Esteves em 'Kubanacan', 2003 João Miguel Júnior/Globo Marcos Pasquim e Adriana Esteves em 'Kubanacan', 2003 João Miguel Júnior/Globo Danielle Winits, Marcos Pasquim e Pedro Malta em 'Kubanacan', 2003 Gianne Carvalho/Globo Wolf Maya em 'Kubanacan', 2003 João Miguel Júnior/Globo Humberto Martins e Betty Lago em 'Kubanacan', 2003 Renato Rocha Miranda/Globo Nair Belo e Lolita Rodrigues em 'Kubanacan', 2003 Gianne Carvalho/Globo Carolina Ferraz, Adriana Esteves e Nair Belo em 'Kubanacan', 2003 Renato Rocha Miranda/Globo Betty Lago e Lolita Rodrigues em 'Kubanacan', de 2003 TV Globo/João Miguel Júnior Ítalo Rossi como Trujillo, em 'Kubanacan' TV Globo/João Miguel Júnior
- Publicado em Cultura
Roberta Campos lança EP, ‘Só conheço o mar’, com cinco músicas inspiradas pelo isolamento social
Além do EP, artista já tem álbum pronto, também com inédito repertório autoral, para ser editado em 2021. ♪ Antes da pandemia, Roberta Campos compôs a maior parte do repertório do quinto álbum de estúdio da cantora, compositora e violonista mineira – o primeiro desde Todo caminho é sorte (2015), disco lançado há cinco anos. O álbum seria gravado a partir de março, com produção musical de Paul Ralphes. Com a pandemia, o cronograma foi alterado – assim como o repertório, ao qual foram adicionadas três composições mais recentes – e Roberta entrou em estúdio somente em outubro, com Ralphes, para gravar o álbum que lançará em 2021 com os toques de músicos como Alberto Continentino (baixo), Rodrigo Tavares (teclados), Guilherme Schwab (guitarra, dobro, lap steel e weissenborn) e Pedro Mamede (bateria). Só que, durante o isolamento social, outras músicas foram surgindo, inspiradas por reflexões e sentimentos da artista durante esse período de isolamento. Essas músicas foram agrupadas em EP, Só conheço o mar, que chega ao mercado fonográfico na sexta-feira, 11 de dezembro. Capa do EP 'Só conheço o mar', de Roberta Campos Divulgação Gravado com produção musical orquestrada por Roberta Campos (estreante na função) com Sergio Fouad, o EP Só conheço o mar traz cinco músicas – Cada acorde é seu, Me leve para voar, Meu amor é seu, Sentinela e Tudo vai ficar bem – compostas pela artista sem parceiros, com exceção de Cada acorde é seu, canção assinada por Roberta com Marina Campos. As composições foram gravadas com os músicos Abrahão Saraiva (viola), André Lima (Piano, Hammond e teclados), Camila Hessel (violoncelo), Conrado Goys (guitarra), Cuca Teixeira (bateria), Fernando Nunes (baixo elétrico), Francisco Krug (violino), Heitor Fujinami (violino), Josué B dos Santos (saxofone), Otávio Gali (baixo acústico e elétrico), Paulo Malheiros (trombone) e Rubinho Antunes (flugelhorn), além da própria Roberta Campos nos violões. Otávio de Moraes assina os arranjos de cordas e metais. “Esse EP não tem relação com o álbum que sai em 2021! O álbum fala de liberdade, de amor, e conta outra história. Todas as músicas do EP, assim como a produção, foram ambientadas no meu sentir durante esse período de isolamento social. Como são dois universos diferentes, a opção que julguei mais acertada foi lançar os dois discos em momentos diferentes”, contextualiza Roberta Campos.
- Publicado em Cultura
Romana Novais, mulher de Alok, fala sobre parto prematuro e se emociona: ‘Dias bem difíceis’
Em série de vídeos nas redes sociais, médica falou sobre complicações em gestação após diagnóstico de Covid-19 e diz que só tem visto a filha Raika, que segue na UTI, por aplicativo de vídeo. Romanna Novais, mulher de Alok, dá detalhes sobre parto prematuro de Raika Romana Novais usou as redes sociais para dar seu relato sobre o parto prematuro de Raika. A filha da médica com o DJ Alok nasceu na quarta-feira (2), de 32 semanas, após Romana apresentar complicações por causa da Covid-19. Ela e Alok foram diagnosticados com a doença dias antes. Eu seu relato, Romana se emocionou diversas vezes e contou desde as dores que sentiu por causa da Covid-19 ("parecia que todos os ossos do meu corpo estavam sendo quebrados de tanta dor que eu sentia") até o nascimento de Raika após Romana apresentar sangramento durante um exame. "Tudo o que eu pensava era que eu precisava salvar minha filha de qualquer forma, porque eu também não sabia o que estava acontecendo", afirmou Romana. Raika nasceu de parto normal e segue internada em UTI. "Eu não pude pegar ela no colo, amamentar. Tudo isso por conta da Covid", afirmou Romana emocionada. Romanda conta que apresentou um quadro de CIVD (Coagulação Intravascular Disseminada) e que corria risco de vida. "Graças a Deus estou viva. Fiquei na UTI em seguida, a Raika também. Minha pequena me salvou, a gente se salvou." Ela relatou que só tem visto a filha por aplicativo de vídeo. "Eu não posso visita-la, mas a todo momento vejo ela por Facetime. Isso, pra mim, é o mais difícil de tudo." Romana contou que Ravi, de 10 meses, seu primeiro filho com Alok, está com os avós durante esse período. Ao final da gravação, ela agradeceu Alok e recebeu o carinho do DJ. Romana ainda publicou uma imagem em que o marido aparece bastante emocionado durante o parto. Alok se emociona durante parto da filha Raika Reprodução/Instagram Alok e Romana Novais posam com a filha Raika Reprodução/Instagram/Alok
- Publicado em Cultura
Mulher que levou tombo em casa de desconhecida cria vaquinha para ajudar em tratamento de câncer
Após queda que viralizou na internet, Deise Gouveia visitou casa de moradora para pedir desculpas e decidiu arrecadar fundos para Paula. 'Creio que esse tombo na casa dela não foi em vão.' Deise Gouveia conhece Paula e cria vaquinha para ajudar em tratamento contra o câncer Reprodução/Instagram Deise Gouveia — ou "Deise 'do tombo'", como ela mesma se descreveu em um texto no Instagram –, viralizou após sofrer uma queda enquanto tentava se equilibrar segurando um copo de cerveja na mão ao sair de uma festa no Rio de Janeiro. Segundos antes da queda, a responsável por gravar o vídeo questiona: "Não chega de beber, não, Deise?". Mas ela acena que não, se a apoia no portão da casa, que abre, e despenca pela escadaria. Após o vídeo circular na web, Deise, que é moradora do Complexo do Alemão, decidiu ir pedir desculpas para a dona da casa. Lá, conheceu Paula, a quem decidiu ajudar com uma vaquinha virtual ao descobrir que ela sofre de câncer no reto. "Depois do tombo eu fui na casa dela pedir desculpa e ela me disse que sofre de câncer no reto", escreveu Deise, que pediu para um amigo de confiança criar a página virtual para as doações. "Peço de coração a todos vocês que puderem ajudar com qualquer contribuição. Será muito bem-vindo." Deise ainda deixou seu endereço para receber doações de alimentos e fraldas para Paula. "Deus sabe de todas as coisas e eu creio que esse tombo na casa dela não foi em vão", escreveu Deise, que desde o tombo, já contabiliza mais de 318 mil seguidores no Instagram. Na manhã desta segunda-feira (7), as doações para Paula já somavam mais de R$ 60 mil. Deise Gouveia, que levou tombo em casa de desconhecida, cria vaquinha para ajudar moradora Deise tem recebido muitos elogios por sua atitude com Paula, incluindo de famosos como Jonathan Costa, Nego do Borel e Thiago Martins, que deixaram mensagens em sua rede social. Na plataforma, ela ainda compartilhou o vídeo de sua queda, mostrando bom humor. "Modo Deise ativado." Em outro vídeo, já avisava quais seriam as próximas festas em que estaria presente. "Estou viva, gente, pronta pra outra." VÍDEOS: Saiba tudo o que acontece no entretenimento com o Semana Pop:
- Publicado em Cultura
Bob Dylan vende todo seu catálogo musical em acordo estimado em US$ 300 milhões
Segundo o 'The New York Times', a Universal Music adquiriu as mais de 600 composições do artista, incluindo clássicos como 'Blowin’ in the Wind' e 'The Times They Are A-Changin'. Bob Dylan durante show em Los Angeles em 2004 REUTERS/Rob Galbraith/Arquivo Bob Dylan vendeu todo seu catálogo musical em acordo com a Universal Music. Segundo o "The New York Times", o valor da negociação não foi divulgado oficialmente, mas está estimado em US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão). No acordo, a Universal Music adquiriu o catálogo completo do artista de 79 anos, que conta com mais de 600 músicas, incluindo os clássicos "Blowin’ in the Wind", "The Times They Are A-Changin" e "Like a Rolling Stone". O contrato não inclui músicas que Dylan escrever no futuro. A negociação pode ser considerada a maior aquisição dos direitos de publicação feita em uma única ação, segundo o "The New Work Times". "Não é segredo que a arte da composição é uma chave fundamental para toda boa música, assim como também não é segredo que Bob é um dos maiores praticantes dessa arte", afirmou presidente-executivo do Universal Music Group ao anunciar o acordo. Bob Dylan ainda não comentou a negociação. "Não é exagerado dizer que seu trabalho impressionante é merecedor do amor e da admiração de bilhões de pessoas em todo o mundo. Não tenho nenhuma dúvida de que nas décadas, se não nos séculos a seguir, a música de Bob Dylan continuará sendo cantada, interpretada e muito querida em todos os lugares", acrescentou. Bob Dylan reflete sobre a humanidade e a morte em 'Rough and rowdy ways'; G1 Ouviu Em junho deste ano, Bob Dylan lançou de surpresa o disco "Rough and rowdy ways", seu primeiro desde 2012. O álbum saiu três anos e meio depois de ele ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, que o reconheceu como “provavelmente o maior poeta vivo”. Dylan começou a carreira no Greenwich Village, em Nova York, no início da década de 1960. Desde então, vendeu mais de 125 milhões de álbuns e até antes da pandemia continuava fazendo shows com frequência. Bob Dylan recupera gravações com Johnny Cash em novo álbum VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento
- Publicado em Cultura
Noel Rosa tem obra enfocada com outras bossas em álbum da cantora Jacque Falcheti com trio Retrato Brasileiro
Com pérolas raras como o samba-canção 'Remorso', o disco sai na sexta-feira, 11 de dezembro, dia em que o compositor carioca faria 110 anos. Capa do álbum 'Outras bossas', de Jacque Falcheti e Retrato Brasileiro Arte de Yuri Reis Resenha de álbum Título: Outras bossas Artista: Jacque Falcheti e Retrato Brasileiro Edição: Gravadora Experimental Cotação: * * * * ♪ O samba e as outras bossas da obra do compositor carioca Noel de Medeiros Rosa (11 de dezembro de 1910 – 4 de maio de 1937) são coisas nossas nem sempre valorizadas pelo Brasil. A cantora Jacque Falcheti e o trio Retrato Brasileiro – formado pelos músicos Gabriel Peregrino (vibrafone), Guilherme Saka (guitarra) e Théo Fraga (contrabaixo) – dão e agregam valor às coisas de Noel Rosa no álbum apropriadamente intitulado Outras bossas. Com capa criada por Yuri Rei com inspiração na Pop Art, o álbum Outras bossas tem lançamento programado para sexta-feira, 11 de dezembro de 2020, dia do 110º aniversário de Noel. O álbum Outras bossas é um dos dois tributos fonográficos – o outro é EP do grupo carioca Salvadores Dali, também agendado para 11 de dezembro – aos 110 anos deste compositor que derrubou as fronteiras entre o samba do morro e o do asfalto nos anos 1930 com cancioneiro espirituoso que vale por tratado de modas e costumes da cidade do Rio de Janeiro (RJ) na década em que a indústria do disco começou a se consolidar em conexão com a expansão do rádio. Gravado entre os dias 16 e 21 de dezembro de 2019 nos estúdios da Faculdade de Tecnologia de Tatuí (SP), com produção musical e arranjos orquestrados por Jacque Falcheti com o trio Retrato Brasileiro, o álbum Outras bossas chega ao mundo um ano depois e soa relevante porque joga luz sobre músicas pouco conhecidas da obra do compositor e – mais importante – porque reapresenta 10 músicas de Noel Rosa em inusitada formação musical que combina vibrafone, guitarra e contrabaixo de forma surpreendente. A luminosa abordagem da embolada Minha viola (1929) exemplifica com maestria as intenções da cantora e do trio. Com a adição de estrofe metalinguística sobre o disco e a própria gravação de Minha viola, a embolada ganha células rítmicas do samba em faixa em que, assim como no disco, a guitarra por vezes simula a batida de tamborim, o contrabaixo sugere o toque grave do surdo e o vibrafone soa como repique de anel. O vibrafone, aliás, sobressai no arranjo de João ninguém, samba de 1935. A cantora Jacque Falcheti e o trio Retrato Brasileiro reapresentam 10 músicas de Noel Rosa no álbum 'Outras bossas' Matheus Assim / Divulgação Entre as pérolas pescadas na obra do compositor, o foxtrote Estátua da paciência – composto por Noel com Jerônimo Cabral, editado em 1931 e lançado em disco somente em 1983 pelo conjunto Coisas Nossas – é música ainda rara que contabiliza somente seis registros fonográficos, já incluída na lista a gravação do álbum Outras bossas. Do baú de Noel, Jacque Falcheti e Retrato brasileiro enfocam Mulato bamba, samba de 1931 – lançado em disco em 1932 na voz macia de Mário Reis (1907 – 1981) – em que o compositor foi pioneiro ao perfilar valente homem gay do Morro do Salgueiro, o mulato forte do título que “não quer saber de fita / Nem com mulher bonita”, mas que, vítima de homofobia, vivia “aborrecido” por ser “perseguido”. Até então somente com três gravações, o samba Maria Fumaça (1936) reitera o dom de Noel Rosa para perfilar homens e mulheres fora da moldura social – no caso, cidadã que bebe, fuma, rouba e faz pirraça e graça da própria desgraça. Com canto manemolente que a habilita a encarar sambas como Tipo zero (1934), cuja gravação expõe o dom do trio Retrato Brasileiro de evocar com frescor a sonoridade dos conjuntos regionais da fase pré-Bossa Nova, Jacque Falcheti se afina com o grupo ao longo das 10 faixas do álbum Outras bossas. Pérola rara da seleção do disco, ambientada em atmosfera camerística, o samba-canção Remorso – composto em 1934 e apresentado em disco, em 1956, pela cantora Marília Batista (1918 – 1990), importante intérprete da obra de Noel Rosa – eleva a cotação do álbum Outras bossas no mercado fonográfico porque se trata do segundo registro fonográfico desta composição de grande beleza e letra lapidar. “Remorso é acompanhar o enterro / De um grande erro / Que não se pôde consertar / Remorso é sonhar acordado / É sentir no presente o passado / É ver nas trevas um vulto / Que ameaça descobrir o segredo mais oculto”, poetiza Noel, bamba das letras. A cantora Jacque Falcheti em estúdio, na gravação do álbum 'Outras bossas' Divulgação Outra joia rara lapidada no disco é o samba Você é um colosso, composto em 1934 e lançado em disco somente em 1959 na voz de Aracy de Almeida (1914 – 1988), outra cantora referencial na obra de Noel Rosa. Trata-se da terceira gravação do samba. Mais gravado, mas ainda assim pouco conhecido, o samba Meu barracão (composto em 1933 e lançado em disco em 1934 pelo cantor Mário Reis) reforça o apuro da pesquisa da obra de Noel Rosa empreendida por Jacque Falcheti e Retrato Brasileiro antes da gravação do álbum Outras bossas. Introduzido por citação instrumental de São coisas nossas (1932), Samba da boa vontade (1931) encerra o disco Outras bossas com injeção de otimismo necessário nestes tempos pandêmicos. Sim, entre outros méritos, o álbum da cantora Jacque Falcheti com o grupo Retrato Brasileiro expõe a obra de Noel Rosa até como a vacina que produz ânimo para enfrentar a vida com dose de boa vontade.
- Publicado em Cultura
Nasce Raika, filha de Alok e Romana Novais, após parto prematuro
Com Covid-19, Romana fez um parto natural na noite de quarta (2). 'Tudo aconteceu muito rápido e graças a Deus ela nasceu muito bem', escreveu Romana em post. Alok e Romana Novais posam com a filha Raika Reprodução/Instagram/Alok Romana Novais fez um parto prematuro na noite de quarta (2) e deu à luz a Raika, sua segunda filha com Alok. "Devido a uma complicação da Covid, entrei em trabalho de parto prematuro. A Raika nasceu ontem a noite, de parto natural. Tudo aconteceu muito rápido e graças a Deus ela nasceu muito bem", explicou Romana em post no Instagram. A menina nasceu após 32 semanas de gestação. Tanto Alok quanto Romana estão com Covid-19. Alok também compartilhou a imagem com a mulher e a filha recém-nascida e escreveu: "Diante de tudo que estamos vivendo, presenciamos mais um milagre. Tudo muito intenso, mas nada acontece sem a intervenção Divina. Com fé em Deus logo estaremos todos juntos em casa". Alok e Romana já são pais de Ravi, de 10 meses. Live remarcada O DJ anunciou que estava com Covid-19 na terça (1º) no programa 'Encontro' e adiou a live que aconteceria neste sábado (5) para o dia 19 de dezembro. "Toda semana eu e minha equipe fazemos teste de Covid como protocolo para a gente seguir com a produção da live. Diferente dos últimos resultados, o meu agora deu positivo", afirmou Alok. "Eu estou bem, estou praticamente sem sintomas, mas preciso ter responsabilidade e jamais colocaria outras pessoas em risco", continuou. O especial de fim de ano "Alive" vai contar com novas tecnologias como realidade aumentada e iluminação com lasers. Ao longo das semanas anteriores, Alok fez uma série de ativações em nove cidades. LEIA MAIS: Alok é o 5º em lista de melhores DJs do mundo na 'DJ Mag': 'Essa conquista me enche de amor' VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento
- Publicado em Cultura
Toni Platão dá voz à música inédita de Suely Mesquita em single de álbum previsto para 2021
No disco, cantor regrava sucesso da banda inglesa de rock progressivo Emerson, Lake & Palmer. ♪ Toni Platão vem dando forma, ao longo deste ano de 2020, a álbum gravado com produção musical de Alexandre Elias. A primeira amostra do disco foi apresentada em abril com a edição de single com abordagem de Sem essa (Jards Macalé e Duda Machado). Oito meses depois, o cantor carioca apresenta na sexta-feira, 4 de dezembro, o segundo single do álbum, Sacumé, baby, com gravação de música inédita de Suely Mesquita, enviada a Platão pela compositora em registro caseiro de voz & violão. Platão pôs voz em Sacumé, baby no estúdio caseiro do artista a partir das bases enviadas por Alexandre Elias. Também foi desse jeito remoto que Elias produziu, mixou e masterizou a gravação de C'est la vie (Greg Lake e Peter Sinfield, 1977), música do repertório da extinta banda inglesa Emerson, Lake & Palmer. C'est la vie nem estava na seleção inicial de repertório, mas acabou ganhando espaço no disco – a ponto de a faixa ter sido escolhida como single programado para janeiro. Essa seleção inicial incluía músicas como Da taça (Chico César), Primavera em Lisboa – fado de Ivan Lins e Nelson Motta, lançado há cinco anos pela cantora portuguesa Cuca Roseta no álbum Riû (2015) – e inédita versão em português de Can't take my eyes off you (Bob Creve e Bob Gaudio, 1967) escrita por Nelson Motta. Leva (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1984) e Nostradamus (Eduardo Dussek, 1980) são outras músicas que estão desde o início no radar de Platão. Cabe ressaltar que algumas faixas do álbum foram finalizadas antes da pandemia, de forma tradicional, caso de Não pode (Tulla e Yara) – composição lançada pelo cantor Tony Bizarro há 43 anos no álbum Nesse inverno (1977) – e da já mencionada Sem essa. Aliás, a abordagem de Não pode será lançada em single programado para fevereiro. O primeiro álbum de estúdio de Toni Platão desde LOV (2015) tem lançamento previsto para março de 2021.
- Publicado em Cultura
‘Cercados’ estreia no Globoplay e mostra os desafios da cobertura jornalística da pandemia
Com direção de Caio Cavechini, documentário foi gravado no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Manaus e Fortaleza. Assista ao trailer. Assista ao trailer do documentário 'Cercados' O documentário "Cercados" estreia nesta quinta (3) no Globoplay e faz um registro da história e dos bastidores da cobertura do novo coronavírus através do olhar da imprensa. Cemitérios, hospitais cheios, a portaria do Palácio da Alvorada e reuniões de pauta dos principais veículos de imprensa do Brasil são mostrados em quase duas horas de filme. Assista ao trailer acima. "O jornalismo e a ciência, como formas de conhecimento da realidade, enfrentaram um duplo desafio: lidar com o negacionismo e ajudar as pessoas a se cuidar e as instituições a tomar decisões que protegessem o maior número de cidadãos", explica o diretor Caio Cavechini. "Ao retratar a rotina dos veículos brasileiros na pandemia, 'Cercados' faz um registro histórico desse desafio. Em vez de um documentário de entrevistas, preferimos fazer uma produção de imersão, gravando diariamente as situações vividas por dezenas de jornalistas dos mais variados veículos do país”, continua. Documentário 'Cercados' mostra desafios e bastidores da imprensa durante a cobertura da pandemia Divulgação/Globoplay O documentário foi gravado no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Manaus e Fortaleza e é a segunda produção documental do Jornalismo da Globo para o Globoplay. A primeira foi a série “Marielle – o documentário”, lançado em março. "Foi um desafio imenso acompanhar os desdobramentos simultaneamente em cinco cidades, com equipes atuando para oferecer um olhar particular sobre a atividade jornalística no meio desse turbilhão", conclui o diretor. VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento
- Publicado em Cultura
Corpo de humorista Rodela é enterrado em São Paulo
Luiz Carlos Ribeiro morreu vítima de Covid-19, aos 66 anos, na quarta-feira (2). Ele estava internado no Hospital Geral de Guarulhos há duas semanas. Humorista Luiz Carlos Ribeiro, o Rodela, em foto de arquivo Lourival Ribeiro/SBT O corpo do humorista Luiz Carlos Ribeiro, conhecido popularmente como Rodela, foi enterrado na manhã desta quinta-feira (3). A família não informou o local de sepultamento. Não houve velório por medida de segurança. Rodela morreu de Covid-19 na quarta-feira (2) em São Paulo. As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa do SBT. Ele estava internado havia duas semanas no Hospital Geral de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo a assessoria da emissora, o diagnóstico para Covid-19 foi confirmado na terça-feira (1). "É com pesar que o SBT lamenta o falecimento do humorista Luiz Carlos Ribeiro, mais conhecido como Rodela, nesta quarta-feira, 02 de dezembro. Nesta terça-feira, 01, foi confirmado seu diagnóstico para Covid-19. No início desta noite, foi submetido a hemodiálise e sofreu paradas cardíacas, vindo a falecer […] O SBT presta solidariedade e deseja que Deus conforte sua família", diz a nota. Humorista Luiz Carlos Ribeiro, o Rodela, em foto de arquivo Gabriel Cardoso/SBT Artista de rua de São Paulo, Rodela era conhecido pela habilidade de fazer inúmeras caretas. Ele ganhou fama na TV ao participar de programas de auditório. Sua primeira aparição na TV foi no programa Show de Variedades, em 1992, fazendo performances de comédia. Participou posteriormente de diversos programas de humor, tendo destaque no programa Ratinho Livre, da TV Record, em 1997. No ano seguinte, com a ida de Ratinho para o SBT, Rodela integra o elenco do Programa do Ratinho, onde permanece por vários anos. Rodela também participou de A Praça é Nossa, tendo feito diversos quadros. Posteriormente, esteve no programa Show do Tom, também na Record. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e Região Metropolitana o
- Publicado em Cultura











