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Globoplay vence prêmio Caboré

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Serviço de streaming foi eleito o melhor na categoria veículo de comunicação – plataforma de mídia. Premiação é considerada o Oscar da comunicação brasileira. GloboPlay ganha Prêmio Caboré 2020
O Globoplay recebeu o Prêmio Caboré, o mais importante da comunicação no Brasil, na categoria Veículo de Comunicação – Plataforma de Mídia. A cerimônia foi realizada nesta quarta-feira (2) em São Paulo.
O serviço de streaming do Grupo Globo disputou o prêmio, considerado o Oscar da comunicação no Brasil, com Spotify e Verizon.
“Que honra, que alegria. Infelizmente não estou aí com vocês, mas meu coração está com vocês. Foi um ano difícil para o Brasil, para a humanidade, mas também foi um ano de muitas conquistas para o Globoplay. Estamos terminando 2020 três vezes maior do que começamos 2019, em termos de assinantes. Estamos produzindo conteúdos cada vez mais ousados, estamos levando entretenimento de qualidade para o público brasileiro. Muito obrigado a todos”, comemorou o diretor de produtos e serviços digitais da Globo, Erick Brêtas.
Pela primeira vez, o evento foi transmitido ao vivo pela internet, com sinal aberto a todo o público.
Considerado um dos principais prêmios da propaganda brasileira, o Caboré consagra os profissionais e empresas que contribuem para o desenvolvimento da comunicação, marketing e mídia no país. O prêmio foi criado em 1980 pelo Grupo Meio & Mensagem. Os vencedores são escolhidos em votação aberta aos assinantes da publicação, via internet, e auditada pela PricewaterhouseCoopers.

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Preços dos imóveis sobem 0,45% em novembro, diz Fipezap; veja cidades com metro quadrado mais caro

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Segundo levantamento, alta nominal no acumulado no ano chegou a 3,21% nas 50 cidades pesquisadas, acima da inflação projetada para o período (2,85%). Maiores avanços em 11 meses foram observados em Brasília (9,16%), Curitiba (7,47%) e Manaus (5,95%). Os preços dos imóveis residenciais no país subiram 0,45% em novembro, após um avanço de 0,43% em outubro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pela FipeZap.
O indicador monitora a variação do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades.
Além de mostrar uma desaceleração, o Índice FipeZap de novembro também ficou abaixo da inflação esperada para o mês, de 0,62%. A inflação oficial de novembro será divulgada em 8 de dezembro e, se a previsão se confirmar, o valor dos imóveis terá registrado queda real (descontada a inflação) de 0,17%.
No acumulado no ano, porém, os imóveis têm subido acima da inflação. Segundo o levantamento, a alta nominal no acumulado no ano até novembro nas 50 cidades pesquisadas é de 3,21%, acima da projeção do IPCA para para o período (2,85%).
Os maiores avanços em 11 meses foram observados em Brasília (9,16%), Curitiba (7,47%) e Manaus (5,95%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as altas acumuladas são de 3,40% e 1,30%, respectivamente.
Em 12 meses, os preços ainda acumulam queda real de 0,81% (em se confirmando a expectativa para o IPCA de novembro). Sem contar a inflação, os preços acumulam alta nominal de 3,19%.
A alta nos preços dos imóveis em 2020 acontece em um cenário de juros baixos e aquecimento do mercado imobiliário, com maior procura e volume de crédito imobiliário contratado no país.
Com juros baixos, portabilidade de financiamento imobiliário dispara 625% no ano até julho
Juros baixos fizeram a venda de imóveis disparar na pandemia
Variação no ano
Entre as capitais monitoradas pela FipeZap, apenas Recife não registrou alta nominal nos preços de venda no acumulado no ano. Veja os resultados nas capitais:
São Paulo: 3,40%
Rio de Janeiro: 1,30%
Belo Horizonte: 4,23%
Brasília: 9,16%
Salvador: 3,23%
Fortaleza: 1,61%
Recife: -0,96%
Porto Alegre: 1,77%
Curitiba: 7,47%
Florianópolis: 5,94%
Vitória: 5,71%
Goiânia: 3,93%
João Pessoa: 3,32%
Campo Grande: 5%
Maceió: 5,94%
Manaus: 5,95%
Preço médio de venda
O preço médio dos imóveis em novembro ficou em R$ 7.455 por metro quadrado (m²) entre as 50 cidades monitoradas. Rio de Janeiro se manteve como a capital monitorada com o preço do m² mais elevado (R$ 9.409/m²), seguida por São Paulo (R$ 9.294/m²) e Brasília (R$ 7.988/m²).
Já entre as capitais monitoradas com menor valor médio de venda residencial por m², foram Campo Grande (R$ 4.339/m²), Goiânia (R$ 4.446/m²) e João Pessoa (R$ 4.473/m²).
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Pandemia leva empresas a reduzir salários e adiar aumentos, mostra pesquisa

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

94% das empresas ouvidas implementaram redução de 3 a 4% no salário-base neste ano. Pesquisa da consultoria organizacional Mercer mostra que 94% das empresas implementaram redução de 3 a 4% no salário-base neste ano. As reduções são referentes a novas contratações, mudanças nas referências salariais ou ligadas ao programa do governo que permite a redução da jornada de trabalho.
A pesquisa teve a participação de 718 empresas, abrangendo mais de 860 mil profissionais de todos os setores econômicos.
Outros dados da pesquisa mostram que 73% das empresas atrasaram os aumentos e 51% tiveram os reajustes planejados para 2020 afetados pela pandemia.
Segundo o líder de produtos de carreira da Mercer Brasil, Rafael Ricarte, apesar de a redução no salário ter sido concebida como uma medida emergencial e de caráter temporário, aproximadamente 5,4% das empresas pesquisadas indicaram que essa redução será permanente.
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Reajuste menor em relação a 2019
A pesquisa da Mercer mostra ainda que, entre as empresas que concederam aumento salarial, o reajuste médio foi de 2,5%, ante um índice de 4,4% em 2019. Ainda segundo o estudo, boa parte das empresas precisou atrasar a concessão dos aumentos devido aos efeitos econômicos provocados pela pandemia.
A pesquisa aponta também que 60% das empresas não planejam fazer nenhuma alteração no número de funcionários até o final do ano. Entre as 21% que deverão efetuar demissões, o maior percentual ocorrerá nos níveis operacionais e nas áreas de vendas.
Benefícios
Mesmo com a pandemia, as empresas pesquisadas relataram não ter a intenção de fazer grandes mudanças no pacote de benefícios oferecido aos funcionários. A grande novidade, entretanto, foi o aumento considerável na quantidade de organizações que pretende implementar o sistema de benefícios flexíveis.
"A disseminação da prática do home office despertou o interesse por novas alternativas que antes não eram tão cogitadas ou valorizadas. Um plano de benefícios flexíveis oferece ao empregado a opção pela escolha daqueles que fazem mais sentido para ele e sua família", afirma Ricarte.
Executivas ganham menos
De acordo com a pesquisa da Mercer, os salários de homens e mulheres permanecem mais ou menos equivalentes no nível gerencial. Já nas posições de diretoria, o salário médio das mulheres é inferior ao dos homens. No setor de Tecnologia, por exemplo, uma alta executiva recebe em média 34% a menos que um homem na mesma posição. No segmento de Life Sciences (Saúde e Farma), a diferença é de 29%.
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Petrobras aumenta em 5% valor de gás de cozinha a partir desta quinta

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Com o reajuste, botijão de 13 kg passa a acumular no ano alta média de 21,9%. Preço do botijão de gás sobe mais uma vez
A Petrobras informou que elevará em 5% o preço médio do GLP, também conhecido como gás de cozinha, a partir desta quinta-feira (3). Os reajustes são aplicados às distribuidoras.
Com isso, o preço médio da Petrobras às revendedoras será equivalente a R$ 33,89 por botijão de 13 kg.
Com o reajuste, o produto passa a acumular no ano variação média de 21,9%, ou R$ 6,08 por botijão.
"Os preços de GLP praticados pela Petrobras seguem a dinâmica de commodities em economias abertas, tendo como referência o preço de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento. Esta metodologia de precificação acompanha os movimentos do mercado internacional, para cima e para baixo", informou a Petrobras.
A estatal destacou também que, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), 43% do preço ao consumidor final correspondem atualmente à parcela da Petrobras e os demais 57% traduzem as parcelas adicionadas ao longo da cadeia até clientes finais como tributos e margens brutas de distribuição e revenda.
Segundo pesquisa da ANP, na última semana de novembro o preço médio do botijão praticado no país era de R$ 73,22. Os preços, no entanto, são livres, e variam nos postos de venda aos consumidores.
"Ao longo do ano, refletindo as reduções e as variações do mercado internacional, a Petrobras reduziu os preços de venda do GLP às companhias distribuidoras, chegando a uma variação acumulada de -21,4% em maio (-5,96 R$/ botijão de 13 kg). Da mesma forma, os preços acompanharam a recuperação do mercado internacional, também sendo influenciados pelo câmbio", acrescentou.
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Bolsas da China fecham em queda

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Mercado de ações foi pressionadas por novas tensões entre Pequim e Washington após aprovação de projeto nos EUA que ameaça deslistar as empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas. As ações da China fecharam em queda nesta quinta-feira (3), pressionadas por novas tensões entre Pequim e Washington depois que a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que ameaça deslistar as empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas.
Tanto democratas quanto os companheiros republicanos de Donald Trump ecoaram a linha dura do presidente contra Pequim, que se tornou mais áspera neste ano depois que Trump culpou a China pelo coronavírus, que está assolando os Estados Unidos.
As relações sino-americanos têm sido um fator importante de influência sobre o sentimento do mercado desde o início da guerra comercial em 2018.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,2%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,21%.
Crescimento de serviços acelera em novembro
O crescimento do setor de serviços da China acelerou em novembro uma vez que os novos trabalhos aumentaram no ritmo mais forte em mais de uma década, mostrou nesta quinta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit, indicando recuperação da demanda após o país conter o surto de coronavírus.
O PMI de serviços do Caixin/Markit subiu a 57,8, segunda leitura mais alta desde abril de 2010, ante 56,8 em outubro. A marca de 50 separa crescimento de contração.
Os novos negócios totais atingiram em novembro o nível mais alto desde abril de 2010, com os novos trabalhos para exportação expandindo pela primeira vez em cinco meses, mostrou a pesquisa.
As empresas de serviços contrataram mais funcionários pelo quarto mês seguido em novembro e a um ritmo mais forte, enquanto a confiança empresarial aumentou para o patamar mais elevado em mais de nove anos e meio.
Veja as cotações de fechamento das bolsas da Ásia:
Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,03%, a 26.809 pontos.
Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,74%, a 26.728 pontos.
Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,21%, a 3.442 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,20%, a 5.057 pontos.
Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,76%, a 2.696 pontos.
Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,09%, a 13.977 pontos.
Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,41%, a 2.822 pontos.
Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,38%, a 6.615 pontos.
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Substituir o chip exclui as informações armazenadas no celular? Como vender um aparelho com segurança?

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Tira-dúvidas explica quais cuidados são necessários na hora de se desfazer de um smartphone. Chip de celular guarda apenas informações sobre a rede móvel. Demais dados ficam no armazenamento do próprio smartphone. Roman Martinyuk/Freeimages.com Se eu substituir um chip e presentear alguém com meu telefone, isso exclui todas as minhas informações que constam no aparelho? – Mário O chip da rede celular não muda os dados armazenados no telefone, Mário. A resposta, portanto, é "não". Nenhuma informação será excluída do seu aparelho apenas por substituir ou remover o chip. Na pior das hipóteses, o chip pode armazenar a sua agenda de contatos – nada mais. Porém, isso hoje é incomum, e a agenda tende a ficar apenas no smartphone. Para excluir os dados do seu celular, é necessário utilizar o recurso de "redefinição" ou "restauração de sistema". Em celulares mais novos, a redefinição deve ser iniciada dentro do próprio sistema, no app "Configurar" ou "Configurações". Se você realizar a redefinição "fora" do sistema (usando o método de "hard reset" definido pelo fabricante), não será possível iniciar o sistema sem informar a senha da sua conta Google (em celulares Android) ou ID Apple (iPhone). Com a redefinição correta, você apaga os dados e ainda desvincula a conta cadastrada no celular para que o novo dono possa cadastrar a conta desejada. Opções de redefinição no Android. Reprodução A efetividade da definição também é maior em smartphones mais recentes. Isso se deve às melhorias na criptografia do armazenamento do sistema. Quando você redefine completamente o sistema e restaura a configuração de fábrica, o que acontece nos bastidores é a exclusão da chave de criptografia que era usada para decifrar os arquivos. O sistema gera uma nova chave, diferente da antiga. Dessa maneira, nenhum arquivo é realmente excluído do smartphone. Mas, como a única chave capaz de desembaralhar os dados não existe mais, esses arquivos são considerados irrecuperáveis. Em celulares muito antigos (especialmente aqueles com Android na versão 4.4 e anterior, lançada em 2013), nem sempre a criptografia de armazenamento está disponível e ela pode não funcionar corretamente. Tome cuidado antes de repassar esses telefones. Por exemplo: em 2014, a empresa de segurança Avast comprou 20 smartphones usados e conseguiu recuperar 40 mil fotos por conta de fragilidades nos mecanismos de exclusão de dados. Se você tem um modelo mais recente (com criptografia de armazenamento) e realizar a redefinição da forma correta, esse risco é praticamente zero. A criptografia completa é um recurso padrão do Android desde a versão 5.1, de novembro de 2014. O iOS ganhou criptografia de fábrica dois meses antes do Android, com o lançamento do iOS 8. Tela de configuração do Android informando que dispositivo está criptografado. Reprodução Cuidado com cartões de memória Muitos celulares com Android permitem o uso de um cartão de memória microSD para expandir o armazenamento do celular. Esses cartões podem ser usados para armazenar alguns arquivos específicos (como fotos e vídeos), e alguns modelos também permitem que os cartões sejam configurados como uma extensão do armazenamento interno do celular. Quando o cartão é configurado como armazenamento interno, ele é criptografado e contará com a mesma segurança do armazenamento do próprio telefone: redefinir o sistema apagará a chave de criptografia e não será mais possível ler os arquivos no cartão. Mas este não é o caso quando o cartão permanece como "armazenamento externo" ou "armazenamento portátil". Os dados armazenados no cartão não serão removidos com a redefinição do telefone e devem ser excluídos manualmente. Configuração de cartão microSD em um celular Android. Redefinição não exclui dados em cartões configurados como 'armazenamento portátil'. Reprodução Por outro lado, isso é extremamente útil quando você quer redefinir o seu telefone por alguma outra razão. Você pode facilmente transferir suas fotos para o cartão e realizar a redefinição sem perder nenhum arquivo. De modo geral, não dê ou venda ou aparelho para outra pessoa com o cartão SD dentro dele sem antes conferir se os seus arquivos foram apagados. Caso você queira criptografar o armazenamento do seu cartão SD, a opção está disponível em Configurar > Segurança (ou "Tela de bloqueio e segurança") > Avançado > Criptografia e credenciais. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Assista vídeos de SEGURANÇA DIGITAL NO G1

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Petrobras recebe propostas vinculantes para 4 refinarias

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Estatal espera concluir integralmente até o final de 2021 a venda das oito refinarias colocadas no plano de desinvestimentos. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A Petrobras informou que recebeu propostas vinculantes para quatro refinarias, enquanto avança com seu programa de desinvestimentos de até US$ 35 bilhões em 5 anos, que tem nas unidades de refino parcela importante. Segundo comunicado na noite de quarta-feira, a empresa recebeu propostas pelas refinarias Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná. Na nota, a Petrobras disse ainda que espera receber propostas vinculantes para as refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, no dia 10 de dezembro, reiterando o que afirmou no início da semana o presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O executivo disse ainda que a companhia espera concluir integralmente a venda das oito refinarias colocadas no plano de desinvestimentos até o final de 2021, de acordo com o compromisso assumido com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O recebimento de propostas vinculantes para outras duas refinarias –Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais– está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2021, disse a Petrobras em nota, também conforme havia sinalizado o CEO a jornalistas. Após a fase vinculante do processo, a sistemática de desinvestimentos prevê a divulgação da celebração de acordo de exclusividade (quando aplicável), "signing" e "closing" (conclusão). Vídeos: veja últimas notícias de economia

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PIB do Brasil cresce 7,7% no 3º trimestre, mas não elimina perdas com pandemia

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Com o resultado, economia ainda se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma queda acumulada de 5% de janeiro a setembro. Destaque de recuperação foi a indústria de transformação. Comércio no Centro do Rio de Janeiro, em imagem do dia 19 de novembro. Pilar Olivares/Reuters O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 7,7% no 3º trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, confirmando a saída do país da chamada "recessão técnica", segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expansão da economia foi recorde no terceiro trimestre, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas vistas no ápice da pandemia de coronavírus no país. Em valores correntes, o PIB do terceiro trimestre totalizou R$ 1,891 trilhão. "O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre, na comparação com o segundo trimestre, maior variação desde o início da série em 1996, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia. Com o resultado, a economia do país se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma perda acumulada de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019", informou o IBGE. PIBinho com cara de PIBão: 5 pontos para entender o ritmo de recuperação da economia Com o resultado, a economia reverteu parte das perdas com a pandemia, mas a alta foi insuficiente para compensar o colapso do PIB no 1º trimestre (-1,5%) e no 2º trimestre (-9,6%), que mergulhou o país em uma nova crise e provocou um desemprego recorde. PIB trimestre a trimestre Guilherme Luiz Pinheiro/G1 O crescimento de 7,7% no 3º trimestre foi o maior já registrado desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. Até então, a maior taxa tinha sido a do 3º trimestre de 1996 (4,3%). O forte avanço entre os meses de julho e setembro está diretamente relacionado com a base mais fraca de comparação, devido ao tombo histórico registrado entre abril e junho, que foi revisado para uma queda de 9,6%, ante leitura inicial de retração de 9,7%. As consequências da pandemia também ficam claras no comparativo anual. Em relação ao 3º trimestre de 2019, o PIB registrou uma queda de 3,9%, a terceira retração seguida nessa base de comparação. Já no acumulado dos quatro trimestres terminados em setembro, houve queda de 3,4% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Dois trimestres seguidos de queda do nível de atividade (registrados no 1º e 2º trimestres deste ano) representam uma recessão técnica, que foi superada de acordo com os números do IBGE. PIB: entenda o que é e como é calculado Os números do PIB vieram mais fracos do que o esperado. A expectativa do mercado era de um crescimento de 8,8% em relação ao trimestre anterior, segundo a mediana das estimativas levantadas pelo Valor Econômico junto a consultorias e instituições financeiras. VÍDEO: Após maior tombo da história, PIB do Brasil cresce 7,7% no 3º trimestres Principais destaques do PIB no 3º trimestre Agropecuária: -0,5% Indústria: 14,8% Indústria extrativa: 2,5% Indústria de transformação: 23,7% Construção civil: 5,6% Serviços: 6,3% Comércio: 15,9% Consumo das famílias: 7,6% Consumo do governo: 3,5% Investimentos: 11% Exportação: -2,1% Importação: -9,6% “Houve uma recuperação no terceiro contra o segundo trimestre, mas, se olharmos a taxa interanual, a queda é de 3,9% e no acumulado do ano ainda estamos caindo, tanto a indústria quanto os serviços. A agropecuária é a única que está crescendo no ano, muito puxada pela soja, que é a nossa maior lavoura”, destacou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. No acumulado do ano até o 3º trimestre, o PIB caiu 5% em relação a igual período do ano passado. Nesta comparação, a agropecuária cresceu 2,4%, enquanto a indústria (-5,1%) e os serviços (-5,3%) ainda têm queda. VÍDEO: Dados do IBGE mostram atividades que retomaram nível pré-pandemia Indústria manufatureira e comércio são destaques; agricultura cai PIB trimestral por setores Guilherme Luiz Pinheiro/G1 A indústria de transformação foi o grande destaque do 3º trimestre, conseguindo voltar ao nível do primeiro trimestre, com um crescimento de 23,7% após tombo de 19,1% no segundo trimestre. O comércio também mostrou uma recuperação forte ao crescer 15,9%, revertendo a queda de 13,7% no trimestre anterior. Já o setor de serviços, que possui o maior peso na economia, é o que mostrou a recuperação mais lenta, com, alta de 6,3% após tombo de 9,4% no segundo trimestre. "Mesmo tendo sido retiradas as restrições de funcionamento, as pessoas ainda ficam receosas para consumir, principalmente os serviços prestados às famílias, como alojamento, alimentação, cinemas, academias e salões de beleza”, destacou Rebeca. A agricultura foi o único setor, pelo lado da oferta, a apresentar queda, de 0,5%, em relação aos três meses anteriores. Segundo o IBGE, a queda foi resultado de um ajuste de safra, mas o setor ainda registra crescimento no acumulado do ano. "A agropecuária é um caso à parte. Ela continua crescendo na taxa interanual. Na comparação com o primeiro trimestre desse ano, ela teve queda por causa da sazonalidade da safra de produtos, sobretudo da soja", disse Rebeca. Veja atividades que retomaram nível pré-pandemia e as que ainda acumulam perdas Recuperação incompleta A forte reação do PIB no 3º trimestre foi sustentada principalmente pelos expressivos gastos do governo com auxílios e medidas de transferência de renda. A recuperação, no entanto, foi marcada pela heterogeneidade, com diversos segmentos ainda enfrentando dificuldades para voltar à normalidade, sobretudo atividades do setor de serviços. O resultado é similar ao verificado em outros países que também tiveram suas economias fortemente afetadas pela pandemia. Nos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a alta foi de 9% no 3º trimestre. Pandemia fora de controle atrapalha crescimento e exige mais gastos públicos Brasil se aproxima de 175 mil óbitos por Covid-19 VALE ESTE Variação do PIB dos países Guilherme Luiz Pinheiro/G1 Desempenho do PIB do Brasil no 3º tri fica em 25º em ranking de 51 países Embora o ministro da Economia, Paulo Guedes, venha reafirmando que os indicadores apontam para uma retomada do crescimento em “V” – uma forte queda seguida de recuperação igualmente acentuada – a economia ainda está longe de estar 'curada' e a perspectiva é de perda de ritmo a partir do 4º trimestre, com a redução e término das medidas de estímulo. "O pico da economia, o ponto mais alto do PIB, foi registrado em 2014. Agora, nós estamos 7,3% abaixo dele", afirmou a coordenadora da pesquisa, explicando que no 2º trimestre o PIB ficou 14% abaixo desse pico. "Em relação ao 4º trimestre do ano passado, a gente está 4,1% abaixo". A pesquisadora lembrou que a economia brasileira foi atingida pelo choque trazido pela pandemia num momento em que ainda se recuperava das perdas com a recessão de 2015 e 2016. "O PIB cresceu até 2014, caiu em 2015 e 2016 e começou a se recuperar em 2017. No final de 2019, a gente já estava num patamar equivalente ao de 2012. Com a pandemia, a gente voltou para 2009 e agora a gente já andou mais um pouco e foi para o final de 2010, que é equivalente ao que a gente observava em 2017", disse. Consumo das famílias cresce abaixo do patamar do PIB PIB pela ótica da demanda Guilherme Luiz Pinheiro/G1 Pela ótica da despesa, o consumo das famílias – principal motor da economia há anos e com peso de 65% no PIB – teve expansão de 7,6%, num patamar ligeiramente abaixo do resultado do PIB, eliminando apenas parte do tombo de 11,3% no segundo trimestre. Ou seja, as famílias não voltaram a consumir no patamar anterior à pandemia. A crise no mercado de trabalho é um dos principais limitadores da retomada do consumo pelas famílias, segundo Rebeca. Ela ponderou, no entanto, que houve compensação dela com o auxílio emergencial oferecido pelo governo. "A gente não tem como fazer o cálculo separado do impacto desse auxílio mas, claramente, dá para ver que ele contribuiu [com o consumo] ao observarmos, por exemplo, o crescimento do comércio", disse. Investimentos em queda Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 11%, após queda de 16,5% no trimestre anterior. No acumulado do ano, a queda é de 5,5%. A taxa de investimento em percentual do PIB foi de 16,2% do PIB contra 16,3% no mesmo período do ano anterior. Em 2013, chegou a superar 21%. "Os investimentos caíram, todos os componentes dele, tanto a parte da construção, puxada pela infraestrutura, como produção e importação de bens de capital", afirmou Rebeca Palis. Em relação ao setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram queda de 2,1%, enquanto as importações caíram 9,6% em relação ao segundo trimestre, em resultados também influenciados pelo câmbio. IBGE revisa PIB de 2019 para alta maior, de 1,4% O IBGE revisou também o resultado do crescimento do PIB de 2019, de 1,1% para 1,4%. O instituto realiza sempre uma revisão mais abrangente da série histórica na divulgação do terceiro trimestre de cada ano. PIB anual Economia G1 Perspectivas O mercado financeiro passou a projetar uma retração de 4,50% para o PIB do Brasil neste ano. Mesmo com uma retração menor do que a inicialmente imaginada, o resultado de 2020 deverá ser o pior já registrado no país. Pela série histórica do IBGE, iniciada em 1948, as maiores quedas até aqui foram as de 1981 e 1990, quando houve uma retração de 4,3% em ambos os anos. Economia caminha para crescimento tímido em 2021 Para 2021, a previsão atual é de um crescimento 3,45% do PIB. De acordo com os analistas, mantido o atual cenário, o Brasil só deverá retomar o patamar pré-pandemia a partir de 2022. A OCDE estima um crescimento menor da economia brasileira em 2021, de 2,6%, abaixo da projeção para a média global, de 4,2%. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, projeta um alta de 2,8%, mas alertou esta semana que uma "recuperação robusta e inclusiva" depende do avanço de reformas estruturais" e da sustentabilidade da dívida pública. PIB nos terceiros trimestres Arte G1 Paulo Guedes defende que o pior da pandemia já passou e que a economia dá sinais de recuperação Initial plugin text Vídeos: veja as últimas notícias de economia

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PIBinho com cara de PIBão: 5 pontos para entender o ritmo de recuperação da economia

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Apesar da recuperação forte e rápida no 3º trimestre, atividade econômica continua abaixo do nível de antes da pandemia. Analistas alertam para desaceleração nesta reta final do ano e avaliam que país só deverá retomar o patamar pré-Covid a partir de 2022. A rápida e forte reação da economia brasileira no 3º trimestre, com alta de 7,7%, reverteu parte considerável do tombo recorde registrado no 2º trimestre – e tirou o país da recessão técnica. Mas o Produto Interno Bruto (PIB) continua distante do patamar em que estava antes da pandemia e há muitas incertezas sobre o ritmo de recuperação daqui para frente. PIB avança 7,7% entre julho e setembro, diz IBGE Economistas ouvidos pelo G1 destacam que a economia já mostra sinais de desaceleração no 4º trimestre e avaliam que o PIB só deverá voltar ao patamar pré-pandemia a partir de 2022. Ou seja, a economia ainda está longe de estar 'curada', e vai demorar para voltar ao ponto que estava antes do choque trazido pelo coronavírus. PIB: entenda o que é e como é calculado PIB trimestre a trimestre Guilherme Luiz Pinheiro/G1 O ministro da Economia, Paulo Guedes, vem reafirmando que os indicadores apontam para uma retomada do crescimento em “V” – uma forte queda seguida de recuperação igualmente acentuada. Os dados divulgados nesta quinta-feira (3) parecem apontar nessa direção, ao mostrarem que o crescimento de 7,7% no 3º trimestre foi a taxa mais alta já registrada desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. Até então, o maior avanço tinha sido o do 3º trimestre de 1996 (3,8%). Os números, no entanto, podem passar uma impressão enganosa sobre a situação da economia brasileira, que foi atingida pela pandemia antes mesmo de ter se recuperado das perdas da última recessão, de 2014-2016. Nesse sentido, a alta de 7,7% no 3° trimestre deve ser vista como uma espécie de eco ou rebote da contração recorde e sem precedentes registrada no 2º trimestre, e não como um termômetro de vitalidade ou vigor do PIB do Brasil. VÍDEO: Após maior tombo da história, PIB do Brasil cresce 7,7% no 3º trimestres Veja a seguir 6 pontos que ajudam a entender o resultado do PIB do 3º trimestre e a recuperação ainda frágil da economia brasileira: 1. Efeito estatístico Se o PIB caiu 9,6% no 2º trimestre e cresceu 7,7% no 3º trimestre pode soar como se a economia tivesse voltado de vez e saído do buraco. Mas esse crescimento trimestral recorde é apenas o efeito estatístico de uma base de comparação bem menor. O fato é que a economia se recuperou apenas parcialmente e ainda não conseguiu voltar sequer ao ponto que estava no final do 1º trimestre, quando começaram a ser sentidos os primeiros impactos da pandemia. "A questão é que a base de comparação é horrível, no fundo a gente tem uma queda dramática no 2º trimestre e este 3º trimestre na verdade é só um efeito da flexibilização do isolamento, da retomada das atividades. E ainda vai levar um tempo pra gente voltar ao nível pré-pandemia, no final de 2019”, aponta Alessandra Ribeiro, diretora da área de macroeconomia e análise setorial da Tendências Consultoria Integrada. Uma ilustração simples para entender esse efeito estatístico é a seguinte: se você tem R$ 100 e perde 50%, fica com R$ 50. Mas se em seguida você aumenta seu dinheiro em 50%, passa a ter R$ 75 e não R$ 100. É por isso que uma alta trimestral na mesma proporção da taxa de queda no trimestre anterior não significa uma volta ao ponto de partida. Segundo o IBGE, PIB ainda está 4,1% abaixo do patamar registrado no 4º trimestre de 2019. A recuperação ainda incompleta fica mais evidente no resultado do PIB em relação ao 3º trimestre de 2019: nessa base de comparação, houve uma queda 3,9%. Vale lembrar que a estimativa atual do mercado é de um tombo de 4,5% do PIB em 2020. Mesmo com a melhora das previsões nas últimas semanas, o resultado do ano deve ser o pior já registrado no país. Pela série histórica do IBGE, iniciada em 1948, as maiores quedas até aqui foram as de 1981 e 1990, quando houve uma retração de 4,3% em ambos os anos. 2. Recuperação desigual Embora o desempenho a indústria e do comércio tenha surpreendido no 3º trimestre, com ambos eliminando as perdas do período mais agudo da pandemia, a recuperação da economia ainda se mostra desigual, com o setor de serviços enfrentando dificuldades para voltar à normalidade, principalmente as atividades que se baseiam na mobilidade das pessoas e pressupõem algum nível de aglomeração como turismo, hospedagem, lazer e alimentação fora de casa. A recuperação mais lenta dos serviços freia a economia como um todo, uma vez que é o setor com maior peso no PIB, de cerca de 75%. "O comércio está vindo bem, a indústria de transformação foi surpreendendo mês após mês e a construção civil também. O maior problema está nos serviços, especialmente outros serviços, que incluem os prestados às famílias. Em setembro, ainda estavam 36% abaixo de fevereiro", afirma Luana Miranda, economista do Ibre/FGV. Alessandra aponta que a indústria e o comércio já mostram uma recuperação em "V", mas o setor de serviços só deve voltar a crescer no ano que vem, assim como o consumo das famílias, investimentos de empresas e gastos do governo. "Esses segmentos que apanharam voltam a crescer em 2021. Mas ainda é uma recuperação gradual, por isso que toda a produção de bens e serviços só volta realmente ao nível do final de 2019 no começo de 2022", estima. 3. Tendência de desaceleração A forte recuperação do 3º trimestre foi impulsionada, sobretudo, pelos robustos repasses de dinheiro do governo. Os gastos do governo para combater os efeitos da pandemia já chegam a R$ 587,5 bilhões, e o montante total de estímulos fiscais são da ordem de 8% do PIB, acima do valor desembolsado por outros países emergentes. O Auxílio Emergencial garantiu um apoio a um total de 67,7 milhões de pessoas, mas a redução do valor da ajuda às famílias de R$ 600 para R$ 300 já começa a ter reflexo no nível de consumo dessa fatia da população. "Não dá para falar em recuperação em 'V' só com esse número do terceiro trimestre. É uma recuperação ainda muito frágil. Precisamos acompanhar os desdobramentos dos outros setores da economia, o que vamos ver no 4º trimestre, que deverá desacelerar bastante, e o risco de final de ano dessa eventual volta da Covid", afirma o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, que estima um crescimento do PIB abaixo de 1% no 4º trimestre. Segundo Alessandra, da Tendências, o Auxílio Emergencial contribuiu bastante para o aumento de consumo que impulsionou o crescimento no terceiro trimestre. Por outro lado, com o fim desse benefício, haverá o que ela chama de “reverso da medalha” em 2021. Indicadores antecedentes já mostram uma desaceleração da atividade econômica em outubro por conta da redução do valor do Auxílio Emergencial. “Na massa de renda ampliada, em que a gente considera a massa de renda de trabalho e de outras fontes, como transferências governamentais, previdenciárias e outras fontes de renda, esse cálculo mostra que houve crescimento de 4,5%. Aí quando você tira o auxílio, há uma queda de 4,2%. Então é um baque grande, e isso vai ser sentido em especial pelo segmento de baixa renda que mais recebeu, o informal, com baixa qualificação, então haverá uma devolução pesada desse ganho”, explica. “A grande questão é como a economia brasileira vai rodar e reagir à saída desses auxílios. No 4º trimestre a gente já deve ver desaceleração e isso deve durar ao longo de pelo menos o 1º semestre de 2021", avalia Miranda. O Ibre/FGV projeta um tombo de 5% do PIB em 2020 e crescimento de 3,5% em 2021, com uma retomada do patamar pré-pandemia apenas em 2022. Para Alessandra, a recuperação já vinha lenta antes da pandemia. "No começo do ano, já havia alguns sinais de perda de dinamismo. E aí veio a pandemia. Então a gente estava devagar e veio a paulada. Mas o ponto é que pra gente recuperar o que a gente produzia de bens e serviços no final de 2019, que não era nenhuma maravilha, ainda vai demorar um pouquinho". 4. Desemprego em alta e renda em queda A perspectiva de encerramento dos programas de estímulo deve implicar numa redução do potencial de consumo das famílias, uma vez que o desemprego está em patamar recorde e que número de brasileiros ocupados com alguma renda nunca foi tão baixo. "A taxa de desemprego deve chegar a 17% nos próximos meses. Num cenário tão grande de incerteza, é difícil imaginar que as famílias vão voltar a consumir com intensidade e um crescimento vigoroso", avalia Vale. Alessandra prevê que a taxa de desemprego bata em torno de 16%, puxada principalmente pelos desocupados que não estavam procurando emprego durante a pandemia. "Por mais que a economia gere postos de trabalho, ela não vai conseguir absorver todo esse contingente. Então a taxa de desemprego vai subir. Isso também é um limitante para o crescimento da economia", diz. De acordo com economista, quem mais sofre com o desemprego é o trabalhador menos qualificado, com salário médio menor e do setor de serviços. "A gente teve um baque grande, uma perda de 12 milhões de postos de trabalho, não é pouca coisa, e muito disso é informal". Pesam também nas perspectivas para o ritmo de recuperação a disparada nos preços de itens como alimentos e a queda da renda das famílias. Dados do IBGE mostram que a massa de rendimento total dos trabalhadores encolheu 5,7% (menos R$ 12,3 bilhões) no trimestre encerrado em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. Há dúvidas também sobre qual será o impacto do término do programa que permitiu redução de jornada e salários e que garantiu a manutenção do emprego de quase 10 milhões de trabalhadores "Como vai ficar a situação das empresas? Será que elas vão conseguir manter o quadro de funcionários mesmo com a saída desses programas? Isso é uma questão que deve estar na cabeça dos consumidores também”, avalia Miranda. 5. Aumento das incertezas Além das dúvidas sobre a evolução da pandemia e do risco de uma segunda onda de contaminações, passaram a pesar também nas perspectivas para o país as preocupações com a saúde das contas públicas e andamento da agenda de reformas estruturais no Congresso. A explosão da dívida pública, que se aproxima de 100% do PIB, as dúvidas sobre o respeito ao teto de gastos (regra que não permite o crescimento das despesas acima da inflação do ano anterior) e o risco de um descontrole da situação fiscal têm elevado as incertezas sobre o ritmo se recuperação da economia em 2021 e 2022. "A questão central é a incerteza que se está criando com a situação fiscal, com complicações diretas no consumo e nos investimentos. Para o investidor, esse risco fiscal pode significar uma curva de juros maior, uma inflação maior e uma situação mais instável na economia. Então, ele vai esperar, porque a capacidade ociosa ainda é muito grande", explica Vale. A MB Associados projeta um crescimento de 2,2% do PIB em 2021, abaixo da média do mercado, atualmente em 3,31%, e prevê obstáculos também para 2022. "2022 vai ser ano eleitoral, então vai ser muito tenso também. A pandemia foi um choque fiscal de tal magnitude que exigiria um choque de credibilidade e de atuação por parte do governo que até agora não demostrou conseguir fazer as reformas que são necessárias", diz Vale. Alessandra Ribeiro afirma que a trajetória de endividamento publico já é muito complicada mantendo o teto de gastos e, se houver mudanças de regras para acomodar mais gastos, pode-se entrar em um cenário mais pessimista para o país. “Quanto mais a gente demorar pra resolver essas questões, maior o nível de incerteza, mais o mercado fica nervoso, começa a subir juros futuros, câmbio deprecia, a bolsa cai, e isso afeta a atividade econômica, a predisposição a investir e consumir, então a gente pode ter um cenário mais adverso”, diz. Recuperação robusta depende de reformas, alerta FMI em relatório anual sobre o Brasil Initial plugin text Assista a mais notícias de Economia:

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Inscrições para CFO 2021 do Corpo de Bombeiros da PB são abertas

quinta-feira, 03 dezembro 2020 por Administrador

Inscrição custa R$ 70 e pode ser feita no site do Corpo de Bombeiros da Paraíba, até 18 de dezembro. Bombeiros desfilaram na Duarte da Silveira Felipe Ramos/G1 Estão abertas a partir desta quinta-feira (3) as inscrições no edital da seleção para o Curso de Formações de Oficiais (CFO) 2021 do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba. A seleção é para 12 vagas para candidatos que tenham ensino superiror completo. A remuneração começa com R$ 3.124,23, no primeiro ano como cadete, e chega até R$ 7.791,20 para 2º tenente do Corpo de Bombeiros. As inscrições são até 18 de dezembro, no site do Corpo de Bombeiros. A taxa de inscrição é de R$ 70. Confira o edital do CFO 2020 do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba Para concorrer, os interessados devem estar inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio 2020 (Enem 2020). Também existem outros requisitos, que estão disponíveis no edital. Entre as exigências estão a idade entre 18 e 32 anos no ano de 2021, a altura mínima de 1,65 m para homens e 1,60 m para mulheres e ser aprovado em todas as etapas do concurso. O certame tem etapas complementares, que compreendem os exames psicológicos, de saúde e de aptidão física, e última etapa é a avaliação social. O concurso tem validade de um mês, a contar a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogados por igual período. O CFO dos Bombeiros tem duração de três anos letivos, em tempo integral e regime de dedicação exclusiva, na Academia de Bombeiro Militar Aristarco Pessoa, em Mangabeira, em João Pessoa. Isenção da taxa de inscrição No CFO, doadores de sangue, que nos últimos doze meses realizarem três doações, doadores de medula óssea cadastrados na rede oficial e doadoras regulares de leite materno até um ano atrás, têm isenção da taxa de inscrição. Para isso, os candidatos e candidatas devem fazer uma solicitação, do dia 3 ao dia 10 de dezembro, das 9h às 12h, no Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba, em João Pessoa. Remuneração já no curso O ingresso no CFO vai ser na graduação de praça especial, como cadete, nos três anos. Após a conclusão do curso, com aproveitamento, os concluintes são declarados aspirantes a oficial aos Bombeiros. Em seguida, deve ser feito um estágio probatório de, no mínimo, seis meses. Após a conclusão do estágio, os aspirantes são promovidos ao posto de 2º tenente BM. A formação prepara o profissional para comandar e coordenar as ações de segurança pública, através de ações e operações de Bombeiro Militar, e ainda, comandar guarnições e operações de salvamento e combate à incêndios, executar ações de Defesa Civil, realizar vistorias técnicas em edificações e atividades de guarda vidas; gerenciar recursos humanos e logísticos, participar do planejamento de ações e operações de Bombeiro Militar, desenvolver estudos e pesquisas voltadas para a segurança de pessoas e bens e atuar em socorro de resgate e atendimento pré-hospitalar. Curso de Formação de Oficiais (CFO) do Corpo de Bombeiros Vagas: 12 Nível: superior Salário: até R$ 7.791,20 Prazo de inscrição: até 18 de dezembro Local de inscrição: site do Corpo de Bombeiros Taxas de inscrição: R$ 70 Provas: Enem 2020 Edital do CFO do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba Vídeos mais assistidos da Paraíba

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