MPT de Campinas lança programa sobre inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho
Lançamento do Reconecta ocorre nesta quinta (3) e sexta-feira (4), de forma virtual, dentro da programação nacional do programa. Cerca de 3,6 mil vagas de emprego serão disponibilizadas em todo o Brasil. MPT Campinas realiza evento de lançamento do Reconecta Fernando Pacífico/G1 O Ministério Público do Trabalho da 15ª Região (MPT-15), com sede em Campinas (SP), lança, nesta quinta (3) e sexta-feira (4), o programa Reconecta, que busca incluir pessoas com deficiência ou reabilitadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no mercado de trabalho. O evento terá debates e palestras sobre o tema. Toda a programação será transmitida no canal do MPT Campinas no YouTube, que pode ser acessado no site do evento. Programação Na quinta, as atividades ocorrerão das 13h às 17h, abordando temas como o conceito da pessoa com deficiência à luz da Lei Brasileira de Inclusão, acessibilidade no ambiente de trabalho, instrumento brasileiro de avaliação de deficiência, tecnologia e o olhar inclusivo na contratação do trabalhador com deficiência. Já na sexta, a programação terá duas horas a mais de duração, por vai das 15h às 19h. Os debates e as palestras abordarão as boas práticas empresariais, além de depoimentos de profissionais com deficiência, estudos sobre acessibilidade para trabalhadores com deficiência nas negociações coletivas de trabalho no Brasil, o mercado atual e os impactos da pandemia na inclusão de pessoas com deficiência. Além disso, nesse dia, haverá ainda o lançamento do “Guia de Serviços para o Atendimento de Pessoas com Deficiência em Campinas”, do Centro Educacional Integrado (CEI). Evento nacional e vagas de emprego O lançamento do programa no MPT Campinas faz parte de uma série de eventos, em todo o Brasil, entre os dias 3 e 5 de dezembro. A programação nacional irá abordar diversos aspectos da vida política, social, econômica e cultural das pessoas com deficiência e terá transmissão pelo canal do MPT no YouTube, das 10h às 21h. Durante todo o Reconecta 2020, o site oficial do evento disponibilizará mais de 3,6 mil vagas de emprego em todo o país destinadas a pessoas com deficiência ou reabilitadas pelo INSS. Não há um número de vagas específico para cada região. Veja o mural com as oportunidades Serviço Conferência e Exposição Nacional de Inclusão e Acessibilidade (Reconecta) – MPT Campinas Quando: quinta (3), das 13h às 17h, e sexta (4), das 15h às 19h Onde: Portal Reconecta (para programação regional) e YouTube do MPT (para programação nacional) Quanto: gratuito VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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Petrobras concluirá venda de refinarias no primeiro semestre de 2022, diz diretora
Segundo Anelise Lara, expectativa é ter “alguns desinvestimentos fechando” em 2021 Refinaria de Landulpho Alves, na Bahia, é a que está com o processo de venda mais adiantado. Divulgação/Petrobras A Petrobras concluirá a venda de todas as refinarias incluídas no processo de desinvestimento até o primeiro semestre de 2022, afirmou nesta quarta-feira (2) Anelise Lara, diretora executiva de Refino e Gás Natural, durante a conferência Rio Oil&Gas. Segundo ela, a estatal pretende “ter pelo menos alguns desses desinvestimentos fechando ao final do ano que vem”. Executivos da petroleira disseram nesta semana que a perspectiva é receber todo o valor esperado pelas refinarias até o fim de 2021. Até o momento, a refinaria com processo de venda mais adiantado é a refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia. A empresa negocia a venda com o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi. A transação já está em fase de aprovações internas e deve ser fechada até janeiro. A Petrobras também já recebeu ofertas pela Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, pela Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná. Na próxima semana, serão recebidas ofertas vinculantes para a vendas da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) no Rio Grande do Sul e da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) no Paraná. Já a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, e a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, devem receber ofertas no primeiro trimestre de 2021. Assista às últimas notícias de Economia:
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Twitter amplia regras para combater discurso de ódio com base em raça, etnia ou nacionalidade
Essa é a terceira atualização das diretrizes sobre propagação de ódio. Rede social vai apagar conteúdos inapropriados quando forem denunciados. Ícone do aplicativo do Twitter em um smartphone. Thomas White/Reuters O Twitter anunciou nesta quarta-feira (2) novas regras para o conteúdo publicado em sua plataforma, ampliando o que é considerado conduta de ódio. A partir de agora serão removidos, quando forem denunciados, conteúdos com linguagem que desumanize as pessoas com base em sua raça, etnia ou nacionalidade. Publicações que contenham mensagens como "[etnia] são sanguessugas e só servem pra uma coisa" ou "todos os [nacionalidade] são ratos que vivem às custas de benefícios sociais e precisam ser expulsos" serão apagados. Exemplos de discurso de ódio com base em raça, etnia ou nacionalidade que serão removidos Reprodução/Twitter Essa é a terceira atualização das políticas contra propagação de ódio no Twitter. Em julho de 2019, a rede social proibiu publicações que poderiam desumanizar as pessoas com base em religião ou casta. E, em março de 2020, incluiu regras sobre idade, deficiência ou doenças. O Twitter afirmou que a expansão das regras foi feita em parceria com um conselho interno e organizações especializadas em todo o mundo, além de levar em consideração os comentários do público. A moderação de conteúdos nas redes sociais é frequente alvo de críticas de especialistas e usuários. Há questionamentos sobre a agilidade das remoções, sobre a consistência da aplicação de regras e, em outros casos, sobre possíveis restrições à liberdade de expressão. O concorrente Facebook, por exemplo, montou um conselho de supervisão para anular as decisões da empresa envolvendo remoção de certos conteúdos em suas plataformas. O Twitter disse que encoraja as pessoas a se expressarem livremente, mas que "abuso, assédio e conduta de ódio não têm lugar" em sua plataforma. A maior parte de remoção de conteúdo nas plataformas on-line acontece por meio de inteligências artificiais, que usam parâmetros pré-definidos para indicar um comportamento abusivo. VÍDEOS de tecnologia:
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iPhone tinha falha em ‘Wi-Fi secreto’ que permitia hackear aparelho e criar vírus capaz de se propagar a outros celulares
Erro encontrado por especialista do Google já foi corrigido pela Apple no iOS 13.5. Aparelhos com AirDrop, Wi-Fi e Bluetooth ligados podiam ser atacados sem intervenção da vítima. Apple desenvolveu rede própria de Wi-Fi para recursos exclusivos como o AirDrop, mas falha grave poderia comprometer a segurança dos smartphones da fabricante Thomas Peter/Reuters Um celular normalmente não pode ser invadido por espiões sem que a vítima ao menos receba algum conteúdo ou até instale um aplicativo malicioso no aparelho. Porém, uma vulnerabilidade do iPhone permitia quebrar essas "regras" e assumir completamente o controle do aparelho, desde que ele estivesse próximo do invasor. Usando essa falha, um criminoso poderia ler a memória do dispositivo, receber fotos da câmera e propagar um vírus para outros celulares iPhone. O problema foi encontrado pelo especialista do Google Ian Beer. Ele faz parte do "Projeto Zero", uma equipe de "caçadores de falhas" que investigam brechas existentes em qualquer produto de tecnologia, mesmo que não sejam do Google. O erro foi relatado à Apple e corrigido pela fabricante no iOS 13.5, lançado em maio de 2020. Se o iPhone não estiver atualizado com pelo menos esta versão do sistema, ele continua vulnerável (veja o cenário completo abaixo). Depois de relatar a vulnerabilidade para a fabricante do iPhone, garantindo a proteção dos usuários, o especialista do Google iniciou uma "odisseia" de seis meses para aperfeiçoar um ataque viável no mundo real e compreender as possibilidades que esse erro pode ter aberto para criminosos e espiões. No fim, Beer conseguiu desenvolver um programa que usa adaptadores de Wi-Fi USB comuns, que podem ser encontrados no varejo, para manipular a comunicação de uma rede Wi-Fi exclusiva da Apple e, com isso, assumir o controle total de qualquer iPhone vulnerável nas proximidades. Apesar da gravidade do problema, não há nenhuma evidência de que a falha tenha sido explorada no mundo real. Contudo, há indícios de que o código vulnerável já estava sendo observado por outros especialistas. Em vídeo de demonstração, especialista Ian Beer usa notebook com adaptadores USB (centro) para explorar falha e receber foto (direita) previamente tirada por iPhone (esquerda). Exploração da brecha não interfere no funcionamento do smartphone e vítima não suspeitaria que o aparelho foi invadido Reprodução/YouTube/Ian Beer 'Wi-Fi secreto' acionado por Bluetooth A jornada de Beer começou com a análise de um "Wi-Fi secreto" usado pela Apple chamado de AWDL (Apple Wireless Direct Link, ou "link direto sem fio da Apple"). Ao contrário do Wi-Fi, que usa um sistema de comunicação comum a todos os fabricantes, o AWDL é desenvolvido pela Apple e apenas utiliza o Wi-Fi como rádio de transmissão. Ele é ligado automaticamente para o uso de alguns recursos próprios da empresa, como o AirDrop, e sua finalidade é realizar a transferência direta de conteúdo entre dispositivos da Apple. Uma equipe formada por sete pesquisadores investigou e detalhou o funcionamento do AWDL em 2019, e o que se sabe sobre essa tecnologia basicamente se resume a pesquisas como esta. Como se trata de um canal exclusivo, a Apple não fornece documentação técnica. Quando ativado pelo iPhone, o AWDL não atrapalha o uso do Wi-Fi normal. Isso é possível graças a um truque: a antena de Wi-Fi "muda de canal" em intervalos de milissegundos. Como o Wi-Fi prevê situações de perda de sinal ou interferência, o máximo que pode acontecer é uma redução da capacidade de transmissão. Qualquer comunicação perdida será retransmitida, e o usuário não perceberá que está conectado em duas redes ao mesmo tempo. Com essa troca rápida de canais de transmissão, o iPhone alterna constantemente entre a rede Wi-Fi que está em uso e a rede secundária exclusiva para dispositivos Apple. Como o AWDL não está sempre ligado, Beer teve que encontrar uma saída para "convencer" o iPhone a usar essa rede. A solução foi recorrer a outra rede de comunicação sem fio: o Bluetooth. Enviando uma série de transmissões por Bluetooth, o iPhone entenderá que há um contato próximo para o AirDrop e abrirá o canal de comunicação direta da Apple, permitindo a exploração da falha. Exploração caseira Em seu relato dos passos para encontrar uma maneira de explorar a falha, o especialista do Google Ian Beer definiu alguns critérios: ele queria utilizar apenas dispositivos ou componentes de fácil aquisição e explorar a vulnerabilidade de uma maneira invisível, sem causar travamentos ou erros que poderiam alertar a vítima. Durante o percurso, o especialista chegou a descobrir mais duas vulnerabilidades no AWDL, que ele teve de "contornar" para evitar uma pane de sistema que causaria a reinicialização do dispositivo. Beer publicou um vídeo demonstrando esse cenário, em que uma falha é usada para simplesmente travar diversos iPhones de uma só vez. Outro desafio foi encontrar dispositivos Wi-Fi capazes de "conversar" com o AWDL do iPhone. Depois de adquirir vários adaptadores USB, ele encontrou as capacidades necessárias – mas não em um só dispositivo. Portanto, foi necessário usar dois adaptadores USB de Wi-Fi simultaneamente para transmitir e monitorar todos os dados no formato estabelecido pela Apple. Quando conseguiu estabelecer uma comunicação com o iPhone pelo AWDL, Beer ainda teve que estudar detalhes da programação da tecnologia e identificar outros erros no código que permitiriam a manipulação da memória de forma limpa, sem intervir de forma negativa no funcionamento do aparelho. Com esse obstáculo superado, ele programou um pequeno programa que seria executado no aparelho e elaborou uma sequência de transmissões para manipular o iPhone tal maneira que esse código seria incluído na memória e executado pelo sistema durante o processamento do tráfego da rede. Feito isso, o ataque estava completo. "A lição desse projeto não deve ser: ninguém vai gastar seis meses da própria vida só para hackear meu telefone, está tudo bem. Em vez disso, a lição deveria ser: um indivíduo, trabalhando sozinho em seu quarto, conseguiu construir a capacidade de comprometer seriamente os usuários do iPhone com quem ele tiver contato próximo", explicou Beer. SAIBA MAIS: Samsung corrige falha que pode comprometer celular Android com recebimento de imagem Quando a falha pode ser explorada Para estar vulnerável a esse problema, o iPhone deve estar nas seguintes condições: iOS em versão abaixo de 13.5 (o 13.5 e versões superiores estão imunes) Wi-Fi habilitado (não é necessário estar conectado a nenhuma rede) Bluetooth habilitado AirDrop habilitado para "apenas contatos" ou "todos" Proximidade com o invasor (esta falha específica não pode ser explorada por SMS ou outras transmissões de longa distância) Como o próprio sistema operacional do iPhone é responsável por gerenciar a comunicação de rede, a exploração dessa brecha contorna diversas medidas de segurança, como a restrição da instalação de programas fora da App Store. Para evitar essa e outras falhas, recomenda-se manter o iOS atualizado. Se o AirDrop não costuma ser usado, é possível desabilitá-lo com a opção "Recepção Inativa". No entanto, pode haver outros métodos para forçar o iPhone a ligar o AWDL. SAIBA MAIS: Especialistas descobrem métodos para hackear sistemas da Apple e empresa paga R$ 1,5 milhão em recompensas Em quais circunstâncias um vídeo pode roubar informações do seu celular? Detalhes técnicos foram retidos por um ano O Projeto Zero é uma iniciativa do Google para melhorar a segurança de qualquer serviço ou produto de tecnologia popular. A empresa financia especialistas que buscam vulnerabilidades e as relatam para os fabricantes. Pelas regras do projeto, todas as brechas investigadas são mantidas em sigilo por 90 dias após serem comunicadas, ou até o fabricante disponibilizar uma solução para o problema. Em casos mais graves, porém, o prazo pode ser estendido. A falha no AWDL foi encontrada por Ian Beer em novembro de 2019. Os detalhes técnicos só vieram a público agora – um ano depois. Dessa forma, o problema pôde ser corrigido e houve tempo para que a maioria dos usuários atualizassem o sistema do smartphone, ficando imunes a esse ataque. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Vídeos sobre segurança digital
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Graziela Medori e o pianista Alexandre Vianna deixam marcas nas esquinas de Milton Nascimento
Duo lança álbum em que revisita com personalidade os repertórios dos dois álbuns do movimento musical mineiro dos anos 1970. ♪ Em 3 de dezembro de 2015, a cantora paulistana Graziela Medori apresentou o segundo álbum, Toma limonada, com repertório que incluiu uma das mais belas canções do repertório do Clube da Esquina, Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges e Lô Borges, 1972). Cinco anos depois, a cantora amplia a incursão pelo universo musical de Milton Nascimento e dos sócios do lendário Clube dos anos 1970 em álbum, Nossas esquinas, gravado em duo com o pianista Alexandre Vianna. Lançado pela gravadora Kuarup na sexta-feira, 27 de novembro de 2020, o disco Nossas esquinas se desvia da estrada curta do cover tanto pela segurança vocal de Medori como pelo toque do piano de Vianna. Vianna desbrava outros caminhos harmônicos para o cancioneiro do Clube da Esquina sem deixar de ser reverente à atmosfera do movimento musical que arejou o Brasil ao longo dos anos 1970, partindo de Minas Gerais, mas com incursões por sons da América Latina e até da Europa de origem latina. Tal amplitude latina, aliás, justifica a inclusão de Dos cruces (Carmelo Larrea, 1952), tema do cancioneiro espanhol, na seleção de Medori e Vianna. Milton Nascimento regravou Dos cruces no gregário álbum-manifesto do movimento, Clube da Esquina, LP duplo lançado em 1972 e assinado por Milton com Lô Borges. No álbum Nossas esquinas, Dos cruces é faixa valorizada pela interpretação de Graziela Medori, herdeira do dom da mãe, Claudya, grande cantora (ainda em atividade) que ganhou projeção sobretudo de meados dos anos 1960 até a primeira metade da década de 1980. Capa do álbum 'Nossas esquinas', de Graziela Medori e Alexandre Vianna Luan Cardoso / Divulgação Do repertório do álbum Clube da Esquina de 1972, Medori e Vianna rebobinam metade das 12 músicas que compõem o repertório do disco Nossas esquinas. Além de Dos cruces, há a pouco lembrada canção Ao que vai nascer (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1972), Cravo e canela (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972), Nuvem cigana (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972), San Vicente (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1972) e Tudo que você podia ser (Lô Borges e Márcio Borges, 1972). As outras seis músicas do disco do duo são do repertório do álbum Clube da Esquina 2, LP também duplo e gregário, lançado por Milton Nascimento em 1978. São desse disco Canoa, canoa (Nelson Angelo e Fernando Brant, 1977), Credo (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1978), Mistérios (Joyce Moreno e Maurício Maestro, 1978), Tanto (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1978), Testamento (Nelson Angelo e Milton Nascimento, 1978) – música gravada por Medori e Vianna com evocações do universo musical indígena através do uso de sintetizadores na faixa – e O que foi feito devera (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1978) / O que foi feito de Vera (Milton Nascimento e Marcio Borges, 1978). Todas as músicas reaparecem no álbum Nossas esquinas com a arquitetura original preservada, mas adornada com novos coloridos, vindos tanto da voz afinada de Graziela Medori quanto dos arranjos e do toque do piano de Alexandre Vianna. Em outras palavras, a cantora e o pianista deixam as próprias marcas nas esquinas do clube fundado por Milton Nascimento com códigos de liberdade e irmandade que legitimam a visita de Graziela Medori e Alexandre Vianna nesse universo aberto para quem quiser chegar.
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Péricles diz que testou positivo para Covid-19: ‘Estou bem’
Em vídeo publicado nas redes sociais, cantor afirmou que está sem sintomas e segue isolamento em casa. Péricles grava vídeo e conta que testou positivo para Covid-19 O cantor Péricles gravou um vídeo para relatar que testou positivo para Covid-19. "Mesmo depois de se cuidar bastante, a gente acabou sendo pego por ela. Mas estou aqui", afirmou Péricles na noite desta segunda-feira (1). "Não tenho sintomas nenhum, estou bem, estamos bem, mas vamos cumprir isolamento pra preservar nossa família", afirmou o cantor de 51 anos. Ele informou ainda que a filha Maria Helena, de 10 meses, está com a sogra enquanto ele e a mulher seguem isolados em casa. Péricles citou ainda que alguns membros de sua equipe também testaram positivo para a doença. "Fizemos exames na equipe, na família, alguns da nossa equipe também foram acometidos, mas a gente vai passar por essa de cabeça erguida e com fé em Deus." Em maio, o cantor ficou uma semana internado em um hospital em São Paulo para tratar uma infecção urinária. Leia também: Péricles lança álbum 'Pericão retrô' e comenta pausa: 'Chance de cuidar de perto da minha filha' Péricles Bruno Fioravante / Divulgação VÍDEOS: Saiba tudo o que acontece no entretenimento com o Semana Pop:
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Chef David Chang é primeira celebridade a ganhar prêmio máximo em ‘Quem quer ser um milionário’
Nas provas com celebridades, no entanto, prêmio é destinado a instituições filantrópicas. O chef norte-americano David Chang, filho de coreanos e fundador do grupo de restaurantes Momofuku, se tornou a primeira celebridade a conquistar o prêmio máximo do programa 'Quem quer ser um milionário', da rede de TV dos EUA ABC. David Chang recebe cheque de US$ 1 milhão Reprodução/Instagram David Chang Na 'pergunta do milhão', Chang foi questionado sobre quem era o presidente dos Estados Unidos quando foi instalada energia elétrica na Casa Branca – e que não teria tocado nos interruptores por medo de choque elétrico. A resposta, o chef acertou, é Benjamin Harrison, o 23º presidente do país, que governo entre 1889 e 1893. Segundo o 'USA Today', o dinheiro ganho por Chang no programa será destinado a Fundação Southern Smoke, que oferece ajuda a trabalhadores de restaurantes, que enfrentam dificuldades por conta da pandemia do coronavírus – que fez com que o próprio chef fechasse alguns restaurantes de sua rede.
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‘Convenção das bruxas’ segue no topo da bilheteria nacional
Remake do clássico dos anos 90 já foi assistido por quase 180 mil pessoas desde a estreia no país. 'Destruição Final: O último refúgio' e 'Trolls 2' também aparecem no ranking; veja top 10 Remake de 'Convenção das Bruxas' Reprodução "Convenção das bruxas", remake do clássico de fantasia dos anos 1990, voltou a alcançar o topo da bilheteria no Brasil, em sua segunda semana de exibição no país (veja, abaixo, o top 10 de bilheteria). O filme foi assistido por 63,7 mil pessoas, arrecadando R$ 845,1 mil em ingressos entre a última quinta-feira (26) e este domingo (29), segundo levantamento semanal da ComScore. Um total de 272,4 mil espectadores foram aos cinemas brasileiros neste fim de semana. Desde a estreia, no último dia 19, "Convenção das bruxas" já vendeu 178,1 mil ingressos no país, o equivalente a um faturamento de R$ 2,4 milhões. Estrelado por Anne Hathaway, Octavia Spencer e Stanley Tucci, o filme acompanha um garoto de 7 anos que se depara com uma conferência de bruxas em um hotel. Remake de 'Convenção das Bruxas' provoca polêmica e protestos na internet Pedidos de boicote O remake vêm gerando polêmica e protestos na internet. No livro, o autor descreve as personagens com garras no lugar de unhas. Já no filme, as bruxas não têm todos os dedos. Retratá-las dessa forma fez lembrar a ectrodactilia, uma má formação congênita com essas mesmas características, e isso revoltou parte do público. Instituições pediram boicote ao filme. Como é feita a programação dos cines drive-in Como as sessões e salas vão se adaptar para a reabertura A ação "Destruição Final: O último refúgio", com Gerard Butler e a brasileira Morena Baccarin, ficou em segundo lugar no ranking de arrecadação do fim de semana, com um faturamento de R$ 767,6 mil. A animação "Trolls 2" aparece em seguida, com R$ 587,3 mil. O levantamento da ComScore não informa quantas salas de cinema estão abertas no país, nem quantos cinemas drive-in enviaram os dados de bilheteria. Veja, abaixo, o ranking de bilheteria entre 26 e 29/11 "Convenção das bruxas" (R$ 845,1 mil) "Destruição final: O último refúgio" ((R$ 767,6 mil) "Trolls 2" (R$ 587,3 mil) "Invasão zumbi 2 – Península" (R$ 498,7 mil) "3º andar – O terror na rua Malasana" (R$ 354,7 mil) "Enquanto estivermos juntos" (R$ 213,4 mil) "Tenet" (R$ 182,5 mil) "Possessão: O último estágio" (R$ 87,9 mil) "Os novos Mutantes" (R$ 81 mil) "Scooby – O filme" (R$ 65,4 mil) VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento
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Alaíde Costa refina ‘Saudade da saudade’ em single de álbum com canções de José Miguel Wisnik
Gravação sinaliza que o disco 'O anel', programado para dezembro, está cravejado de diamantes verdadeiros. Capa do single 'Saudade da saudade', de Alaíde Costa Divulgação Resenha de single Título: Saudade da saudade Artista: Alaíde Costa Compositores: José Miguel Wisnik e Paulo Neves Edição: Selo Sesc Cotação: * * * * * ♪ Imagine um samba-canção de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) tocado à meia-luz em boate ou piano-bar dos anos 1950 – década em que se ergueram no mar do Brasil canções menos melodramáticas e mais modernas. É nessa atmosfera refinada que se ambienta Saudade da saudade, single que precede o álbum em que Alaíde Costa dá voz às canções do compositor paulista José Miguel Wisnik. Intitulado O anel – Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik, o álbum tem lançamento programado pelo Selo Sesc para 8 de dezembro de 2020, data em que a cantora carioca completa 85 anos de vida. Já o single com a gravação de Saudade da saudade chega na sexta-feira, 4 de dezembro. Música lançada na voz de Jussara Silveira em 1997, no primeiro álbum da cantora, e regravada por Eveline Hecker no álbum Ponte aérea (2003), Saudade da saudade é parceria de Wisnik com Paulo Neves. A canção ressurge com a sofisticação original no canto denso (mas não pesado…) de Alaíde Costa. Na visão de Wisnik, Saudade da saudade é “uma canção sobre as canções”. No registro feito por Alaíde com o piano tocado pelo próprio Wisnik, instrumento condutor da gravação formatada com a marcação sutil da bateria de Sérgio Reze e a pulsação do contrabaixo de Zeca Assumpção, Saudade da saudade parece expressar a nostalgia da modernidade daquele mar de canções que emergiram como ondas a partir dos anos 1950, renovando a música brasileira. Saudade da saudade é bela amostra do álbum gravado por Alaíde Costa com produção musical de Alê Siqueira e com repertório que totaliza dez músicas de José Miguel Wisnik, sendo duas composições inéditas. Entre as regravações, há Outra viagem, composição do então iniciante Wisnik apresentada em 1968 na voz de Alaíde Costa, intérprete que classificou a canção em 4º lugar na disputa paulistana do I Festival Universitário de Música Popular Brasileira (TV Tupi). A julgar pelo single inicial Saudade da saudade, o álbum O anel está cravejado de diamantes verdadeiros. Em gravação pautada por sofisticação vintage, Saudade da saudade mostra que, no universo musical, o mundo pode ser sempre um recomeço sem fim e razão. Mas, ainda assim, impregnado de grande beleza.
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Sergio Jorge, ícone da fotografia brasileira, morre aos 83 anos, vítima de Covid-19
Primeiro ganhador do Prêmio Esso de Fotojornalismo, Sergio Jorge teve carreira marcante no jornalismo e na fotografia publicitária. Dias antes da morte, ele postou fotos do hospital nos primeiros dias internado com coronavírus. O fotógrafo Sergio Jorge, em cena do documentário 'Foto.Doc – Sergio Jorge', de 2011 Reprodução Morreu na madrugada desta segunda-feira (30) o fotógrafo Sergio Jorge, ícone da fotografia brasileira, aos 83 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo filho dele, o também fotógrafo Sergio Luiz Jorge, em post numa rede social. Ele estava internado há mais de duas semanas, diagnosticado com Covid-19. "Sinto informar o falecimento de meu querido pai Sergio Vital Tafner Jorge, nesta madrugada", escreveu o filho na manhã desta segunda. O amigo Sergio Fernandes Jr. confirmou que a causa da morte foi o coronavírus e informou que o corpo do fotógrafo será enterrado em Amparo (SP), cidade natal de Sergio. História na fotografia Com carreira brilhante passando pelas redações de "O Dia" e "A Gazeta" nas décadas de 1950 e 1960, e depois na revista "Manchete" nas décadas de 1960 e 1970, Sergio Jorge viveu o romantismo da carreira de fotojornalista em seu auge. "Muitas imagens passaram pelos olhos de Sérgio Jorge, um dos grandes mestres da fotografia brasileira. Impossível conhecer alguns do principais momentos da história da nossa fotografia e do nosso país sem passar por algumas de suas imagens", escreveu Rubens, professor e pesquisador de fotografia ligado à Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Curador de uma exposição sobre a carreira de Jorge na Casa da Imagem de São Paulo em 2014, Rubens relembra contribuições marcantes do amigo para a fotografia brasileira, como "o primeiro Prêmio Esso de Fotojornalismo, a moda de Denner e Clodovil, o milésimo gol do Pelé, a inauguração de Brasília, as primeiras corridas no Autódromo de Interlagos, a demarcação territorial brasileira no Pólo Sul, a construção da rodovia Belém-Brasília, o Estúdio Abril de Fotografia, entre muitos outros significativos flagrantes que configuram a trajetória de um dos mais aguerridos profissionais: Sérgio Jorge". A primeira edição do importante Prêmio Esso de Jornalismo na categoria de fotojornalismo surgiu em 1960, e premiou uma série de fotos que mostrava o desespero de um menino ao ver seu cachorro levado pela carrocinha. Toda a ideia da pauta veio de Jorge, que havia passado por um trauma similar na infância. Ele passou três dias acompanhando o trabalho de funcionários da prefeitura que recolhiam cães de rua em São Paulo até conseguir o registro. As fotografias foram publicada em 32 veículos de imprensa ao redor do mundo, dando-lhe fama internacional. Sergio Jorge lembrou uma das imagens marcantes da série que ganhou o Prêmio Esso de Fotojornalismo, em um post anos atrás Reprodução/Facebook Renato Suzuki, que codirigiu o documentário "Foto.Doc – Sergio Jorge", de 2011, conta que ficou abalado com a notícia. "Falei com ele semanas antes de ele pegar Covid. Ele estava super ativo, como sempre. Se não fosse essa doença, ele teria vivido mais uns 15 anos, pelo menos. Era de um pique impressionante", conta. Renato lembra que, além da enorme contribuição para o fotojornalismo, Sergio Jorge também ajudou a estabelecer a fotografia publicitária no país. "Antes, só se publicavam desenhos, ilustrações. Não existia gente que tinha capacidade pra fazer isso aqui", conta. Ele explica que Sergio foi pesquisar publicações estrangeiras antes de participar da criação do Estúdio Abril (estúdio especializado em fotografia editorial e publicitária da Editora Abril), na década de 1970. O próprio Sergio narra episódios de sua vida no documentário, que está disponível na web. No dia 20 de novembro, já internado, Sergio postou algumas fotos em que relatava como estava se sentindo, e aparecia sorrindo em uma delas. "Eis aqui umas fotos do sexto dia do c19. (…) Cheio de problemas. Vou tentar dar os andamentos médicos no HCor… Lúcia já em casa", escreveu. Em post, fotógrafo Sergio Jorge contou como estava no 6º dia de internação com coronavírus Reprodução/Facebook Lucia, no texto, se trata da mulher de Sergio, que também foi diagnosticada com Covid-19 mas conseguiu superar a doença. Além dela, ele deixa quatro filhos, Simone, Luciano, Sergio e Siomara, além de netos.
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