Petrobras espera concluir venda de oito refinarias até o final de 2021
Além da Rlam, na Bahia, estatal tem outras refinarias em que se pode chegar à assinatura de um contrato de compra e venda em futuro próximo. Roberto Castelo Branco, presidente da Petrobras Sergio Moraes/Reuters A Petrobras espera "concluir" integralmente a venda das oito refinarias colocadas no plano de desinvestimentos até o final de 2021, de acordo com compromisso assumido com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), disse nesta segunda-feira (30) Roberto Castello Branco, presidente-executivo da companhia. Segundo Roberto Castello Branco, além da Rlam, na Bahia, a Petrobras tem outras refinarias em que se pode chegar à assinatura de um contrato de compra e venda em futuro próximo. "Temos as ofertas vinculantes para a Refap (no Rio Grande do Sul) e Repar (no Paraná) no dia 10 de dezembro. Isso representa seis refinarias já em curso de venda, em estágio mais avançado", afirmou ele, em entrevista a jornalistas, após a companhia detalhar mais cedo seu plano de vendas de ativos para o período 2021-2025. Ele acrescentou que a empresa espera lançar a data para ofertas vinculantes da Regap (Minas Gerais) e Rnest (Pernambuco) no início de 2021.
- Publicado em Negócios
Facebook vai comprar startup de atendimento a clientes
Detalhes do negócio com a Kustomer ainda não foram divulgados. O Facebook disse nesta segunda-feira que comprará a startup de atendimento ao cliente Kustomer, acelerando esforços no comércio eletrônico. Os detalhes financeiros do negócio não foram divulgados.
O jornal "Wall Street Journal" informou que a transação avalia a startup em cerca de US$ 1 bilhão, citando pessoas familiarizadas com o assunto.
A Kustomer, que ajuda empresas a gerenciarem reclamações de clientes em múltiplas plataformas, já oferece serviços no Facebook Messenger e no Instagram.
VÍDEOS: os mais assistidos do G1
- Publicado em Negócios
Parceria Raízen-Femsa abre 1ª loja de rede de varejo mexicana OXXO
Planos da companhia envolve abertura de cinco lojas da OXXO em Campinas até dezembro, para passar a expandir a rede em outras praças em 2021 Fachada da Coca-Cola Femsa Jundiaí Coca-Cola Femsa/Divulgação O Grupo Nós, joint venture entre a brasileira Raízen e a mexicana Femsa, inaugura na terça-feira (30) em Campinas (SP) a primeira loja da rede de varejo OXXO no Brasil, com planos de estrear na capital paulista até o segundo trimestre de 2021. A Raízen atualmente opera lojas de conveniência na rede de postos de combustível Shell no país e a abertura de lojas da rede mexicana OXXO marca a entrada da empresa no segmento de varejo de proximidade, que segundo o presidente-executivo do Grupo Nós, Rodrigo Patuzzo, ainda é pouco desenvolvido no Brasil. "É um mercado que tem potencial muito grande", afirmou o executivo, acrescentando que, no Brasil, o segmento ainda é muito pulverizado, diferente de outros países em que já é bastante desenvolvido. No país, a rede OXXO vai enfrentar no segmento grupos como GPA e Carrefour Brasil. Os planos da companhia envolve abertura de cinco lojas da OXXO em Campinas até dezembro, para passar a expandir a rede em outras praças em 2021. "Temos um sócio que já opera 19 mil lojas OXXO na América Latina…que está trazendo seu sistema de trabalho, conexão de processos, know how de logística fracionada, um conhecimento comercial", disse Patuzzo sobre a Femsa. As companhias anunciaram a joint venture em agosto do ano passado, com a Femsa pagando por 561 milhões de reais pela participação. A Raízen, maior produtora de açúcar e etanol do Brasil, atuando também em distribuição de combustíveis, é uma joint venture entre a Cosan e a Shell. A primeira loja OXXO em Campinas será aberta com área de vendas de 100 metros quadrados e oferta de produtos que incluem itens de padaria, bebidas e aperitivos. A unidade ocupa o endereço de uma padaria que funcionou por décadas e encerrou sua operação durante a pandemia. De acordo com Patuzzo, outro mercado OXXO abrirá ao público já na próxima semana e outras lojas até o final do ano. Segundo ele, no total, há 15 estabelecimentos da rede em construção na cidade. Ele não deu projeções de faturamento, mas afirmou que uma unidade exige aproximadamente 750 mil reais em investimentos, incluindo o capital de giro. Além de Campinas e São Paulo, os planos de expansão contemplam negociações para aberturas em Jundiaí e Sorocaba, com a estratégia de abertura começando no Estado de São Paulo, mas com meta de já nos primeiros anos entrar em outras cidades da região Sudeste e no Paraná. "Se tudo der certo, em outubro do próximo ano já vamos colocar um pezinho no nosso segundo Estado", afirmou o executivo, sem detalhar. Para o ano ente abril de 2020 e março de 2021, o Grupo Nós projeta a abertura de 190 lojas próprias das marcas OXXO e Shell Select (conveniência) no país, número que deve acelerar ainda mais no exercício seguinte. Patuzzo, contudo, preferiu não dar números, citando que o plano ainda não foi aprovado. Em três anos, o grupo estima abertura de cerca 500 lojas próprias, incluindo as bandeiras Select e OXXO. A Select já tem em operação 1.100 lojas no país. Além das unidades de rua, a estratégia do grupo contempla colocar mercados OXXO em shopping centers, hospitais, universidades e até condomínios, entre outros locais. "Nós estamos fazendo parceria com fundos imobiliários para entrar na capital de São Paulo em alguns empreendimentos interessantes", adiantou o executivo. Boa parte dos produtos das lojas próprias deve vir de um centro de distribuição inaugurado em novembro em Cajamar (SP), com área de 7 mil metros quadrados, que, segundo o executivo, deve suportar a operação até março de 2022. Outros CDs também estão nos planos do grupo, conforme for ocorrendo a expansão da empresa.
- Publicado em Negócios
Preços do petróleo caem em meio a debate da Opep+ sobre política de produção
Mesmo com a queda registrada nesta segunda, preços do petróleo acumularam alta em novembro. Os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira (30), em momento em que grandes produtores globais debatem a extensão de cortes de oferta, mas ainda assim terminaram o mês com firme alta acumulada, diante das expectativas de que uma vacina contra a Covid-19 esteja disponível em breve. O petróleo Brent para entrega em janeiro, que expirou nesta segunda, fechou em queda de 0,59 dólar, ou 1,2%, a US$ 47,59 dólares por barril. O contrato fevereiro, mais ativo, cedeu 0,37 dólar, a US$ 47,88 o barril. Campo de petróleo em Vaudoy-en-Brie, na França Christian Hartmann/Reuters Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) recuou 0,19 dólar, ou 0,4%, para US$ 45,34 dólares/barril. Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) chegaram a um consenso sobre a necessidade de prorrogar os atuais cortes de produção da commodity por três meses a partir de janeiro caso os aliados da Opep+, um grupo mais amplo, apoiem o movimento, disseram ministros e delegados. A Opep, a Rússia e outros aliados, que formam a Opep+, planejam realizar sua reunião mais ampla na terça-feira, depois que discussões informais de ministros-chave no domingo não resultaram em um consenso. O ministro de Energia da Argélia, Abdelmadjid Attar, disse que os membros da Opep estão trabalhando para convencer a Rússia e outros aliados a apoiar a medida, mas os comentários não foram suficientes para acalmar os ânimos dos investidores. "Muitas dessas declarações são vistas com ceticismo", disse John Klduff, sócio da Again Capital em Nova York. "Você gostaria de ter ouvido isso dos sauditas, ou de um 'player' maior no cenário, e não apenas dos argelinos". Vídeos: Últimas notícias de economia
- Publicado em Negócios
Conta de luz terá cobrança extra a partir desta terça-feira, decide Aneel
Em maio, agência anunciou que não haveria cobrança extra em 2020 em razão da pandemia, mas decisão foi revogada. Serão cobrados R$ 6,24 a mais a cada 100 kWh consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta segunda-feira (30) que haverá cobrança extra na conta de luz dos consumidores a partir desta terça (1º). Em reunião extraordinária, a Aneel decidiu que será cobrada a bandeira vermelha patamar 2, cujo valor é o maior no sistema de bandeiras da agência (veja na imagem mais abaixo). Com isso, a cobrança extra será de R$ 6,24 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em 26 maio, a Aneel havia anunciado que não haveria cobrança extra na conta de luz até 31 de dezembro deste ano, em razão da pandemia do novo coronavírus. Na reunião desta segunda-feira, contudo, a agência decidiu revogar a decisão e aplicar a bandeira vermelha patamar 2. Bandeiras tarifárias Juliane Monteiro/Arte G1 Motivo da cobrança extra Segundo o relator da proposta, Efrain Pereira da Cruz, o despacho de maio foi revogado porque o Brasil voltou aos patamares de consumo anteriores ao início da pandemia. No entanto, conforme a Aneel, a oferta de energia está comprometida em razão dos baixos níveis dos reservatórios. Desta forma, o mecanismo da bandeira voltou a ser necessário no entendimento do órgão. "Essa condição de oferta adversa, somada à tendência de recuperação de carga da energia aos patamares pré-crise, são indícios concretos de que o mecanismo das bandeiras já merece ser restabelecido e a curto prazo", afirmou o relator. Governo autoriza acionamento de usinas termelétricas e a importação de energia Acionamento de térmicas Em outubro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o acionamento de termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. A medida costuma ser adotada quando o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas está abaixo do recomendado. Só que a energia gerada por térmicas sai mais cara para o consumidor. O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, defende que a alternativa seja economizar: "É importante dar um sinal ao consumidor de que a geração no país está cara pelo fato de estar sendo atendida por termelétricas, então é importante para o consumidor evitar desperdício de água e de energia", disse Pepitone. VÍDEOS: últimas notícias de economia
- Publicado em Negócios
Petrobras eleva projeção de desinvestimentos para até US$ 35 bilhões em cinco anos
Estatal busca reduzir sua dívida e concentrar recursos em ativos de "classe mundial" como os campos de pré-sal. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A Petrobras prevê desinvestimentos de US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões no período de 2021 a 2025, versus uma faixa de US$ 20-30 bilhões no plano de negócios anterior, à medida que a empresa busca reduzir sua dívida e concentrar recursos em ativos de "classe mundial" como os campos de pré-sal. O valor a ser obtido com desinvestimentos aumentou com a inclusão no plano de fatias da Petrobras na petroquímica Braskem e na BR Distribuidora, além de campos de Marlim e Albacora, esclareceu a diretora de Finanças e Relacionamento com Investidores, Andrea Marques, em entrevista com jornalistas, notando que a adição de alguns desses ativos era uma possibilidade. A estatal também quer vender a distribuidora de gás Gaspetro e térmicas, entre outros ativos, mas é com as refinarias que a companhia pode obter uma parcela dos recursos importante já em 2021, indicou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, ao afirmar que a petroleira prevê concluir no ano que vem a venda das oito unidades de refino colocadas no plano. "Temos as ofertas vinculantes para a Refap (no Rio Grande do Sul) e Repar (no Paraná) no dia 10 de dezembro. Isso representa seis refinarias já em curso de venda, em estágio mais avançado", afirmou ele, após a companhia detalhar mais cedo seu plano de vendas de ativos para o período 2021-2025. A estatal não especificou, no entanto, quanto e quando espera obter os recursos das vendas de ativos. "É difícil estimar as datas de recebimento neste 'range' de cinco anos…", disse Andrea, admitindo que uma parcela significativa desse valor pode ficar para 2021, por conta das refinarias. Também estão incluídos no programa de alienação ativos campos de produção em terra e águas rasas, além do polo Albacora, Albacora Leste, Frade e 50% no polo Marlim. "Apesar das restrições para movimentação por causa do Covid-19, estamos avançando bem para cumprir os compromissos assumidos com o Cade para a abertura desse mercado de refino", reiterou a diretora de Refino, Gás e Energia, Anelise Lara. Segundo ela, as assinaturas dos acordos para a venda das refinarias Repar e Refap deverão ser realizadas no primeiro trimestre de 2021, enquanto a conclusão dos negócios levará mais alguns meses. A estatal, que hoje tem 13 refinarias localizadas em várias regiões do país, passará a ter cinco unidades de refino, todas concentradas no Sudeste, a principal região consumidora. A capacidade produtiva passará de 2,2 milhões para 1,1 milhão de barris por dia. "Nossa estratégia de foco no mercado premium passa pela venda de parte do nosso parque de refino atual", destacou Lara, afirmando que as unidades de São Paulo e Rio de Janeiro têm elevado grau de integração. Mais cedo, a diretora de finanças disse a investidores que, nos casos da BR e da Braskem, a companhia vai aguardar uma janela mais positiva de mercado para realizar as operações. Lara, por sua vez, disse que a alienação da fatia na Braskem terá seu modelo anunciado oportunamente. A executiva comentou ainda ter expectativa de conclusão do negócio da venda da Liquigás, distribuidora de gás liquefeito de petróleo, em dezembro. Ela também reforçou que a companhia deixará de atuar nos setores de transporte e distribuição de gás. De outro lado, a empresa reduzirá sua participação como supridora, mas ainda terá papel importante. "Deixaremos de ter uma participação quase integral no suprimento para (um) patamar próximo de 55% desse mercado", comentou. Com relação à Gaspetro, a executiva afirmou que a empresa terá de buscar outro formato de desinvestimento, após a Compass, do grupo Cosan, ter sido desqualificada do processo devido a questões concorrenciais. "A Compass não preenchia requisitos de desverticalização, isso coloca um problema para nós. Vamos ter que buscar outro formado de desinvestimento na Gaspetro. A Mitsui (sócia) também está querendo sair, vamos buscar forma de sair juntos desse processo, uma vez que houve esse processo do Cade", explicou. Apesar da vendas de térmicas também estar incluída no plano, a Petrobras manterá capacidade de geração de 4,3 gigawatts, acrescentou a executiva. Ela disse que a maioria das térmicas está em processo de desinvestimento, mas a Petrobras tem expectativa de ficar com dez unidades "para monetizar" o próprio gás. Já o terminal de regaseificação na Bahia deve ter novo processo competitivo aberto para arrendamento no início do próximo ano, após uma empresa interessada ter sido desqualificada por riscos de conformidade. Dívida Questionada sobre a meta de dívida bruta para 2021, de US$ 67 bilhões, a diretora financeira afirmou que ela é "conservadora". "É um número que acreditamos ser capaz de atingir, mas se os preços do Brent se comportarem diferente… se tiver uma geração de caixa mais forte, vamos trabalhar para pagar a dívida mais rápido", afirmou, ressaltando que é difícil falar sobre tendência de mercado de petróleo no momento atual. A empresa fechou os nove primeiros meses de 2020 com dívida bruta de US$ 80 bilhões. O presidente-executivo da Petrobras, Roberto Castello Branco, ressaltou durante o evento que a estatal, apesar das dificuldades colocadas pela pandemia, foi a empresa de petróleo no mundo que "melhor desempenhou em termos de geração de caixa". "Tivemos um maior fluxo de caixa operacional ao longo dos nove primeiros meses de 2020, e ao mesmo tempo fomos a única entre as grandes empresas (de petróleo) que reduziu a dívida", declarou. A redução da dívida em nove meses foi de US$ 7,5 bilhões. Exportação A Petrobras projetou nesta segunda-feira (3-) um salto na sua exportação de petróleo para 891 mil barris por dia no período de 2021 a 2025, ante média de 445 mil bpd entre 2015 e 2019, à medida em que reforça investimentos nos produtivos campos do pré-sal, de acordo com detalhamento de seu plano de negócios plurianual. Já as vendas de petróleo no mercado doméstico cairão para 1,252 milhão de barris por dia nos próximos cinco anos, versus média de 1,348 milhão de barris por dia entre 2015/2019, disse a empresa. A Petrobras detalhou que o campo de Búzios receberá 36% dos 46,5 bilhões de dólares em investimentos projetados para Exploração & Produção entre 2021-2025, enquanto os demais campos do pré-sal receberão 25% do montante. As linhas gerais do plano foram divulgadas na semana passada, apontando um corte de 27% nos investimentos em cinco anos em relação ao anterior, para 55 bilhões de dólares, visando preservar o caixa, já que a pandemia de coronavírus derrubou a demanda e os preços globais do petróleo.
- Publicado em Negócios
PGR defende que STF rejeite ação do Rio e mantenha vinculação de royalties a saúde e educação
Ação do governador afastado Wilson Witzel diz que União não pode predeterminar uso dos recursos. PGR avalia que reserva é 'legítima'; julgamento no Supremo ainda não tem data. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, no Supremo Tribunal Federal (STF), que seja rejeitada uma ação do governo do Rio de Janeiro contra a destinação obrigatória, para saúde e educação, das receitas geradas pelos royalties da extração de petróleo e gás natural.
A regra vale atualmente para estados, Distrito Federal e municípios, mas o governo do Rio é um dos principais recebedores desses recursos por conta das grandes reservas de óleo no litoral fluminense.
A ação foi apresentada ao STF pelo governador afastado Wilson Witzel. Segundo o processo, a vinculação dos recursos asfixia a autonomia financeira do Estado e é inconstitucional.
Witzel entrou com ação questionando lei de uso dos royalties para saúde e educação
A lei determina que os governos destinem às áreas de educação básica e saúde toda a receita proveniente dos royalties de petróleo e gás – 75% para educação e 25% para saúde, especificamente.
Para o governo do Rio, a União não pode carimbar, ou seja, predeterminar como e onde serão utilizadas as receitas, mesmo considerando que saúde e educação sejam áreas prioritárias.
De acordo com o pedido de Witzel, em documento enviado à relatora Rosa Weber, a obrigatoriedade afeta diretamente " a esfera de interesses do Rio de Janeiro". Segundo ele, por ser responsável por 74% da produção nacional de petróleo, as restrições impostas pela lei federal só pioram diante do Regime de Recuperação Fiscal vivido pelo Estado.
Segundo o procurador-geral da República, Augusto Aras, a lei que define a destinação obrigatória dos recursos "representa legítima iniciativa de dar aos royalties destinação condizente com a natureza especial dessa receita, pois são despesas virtuosas, que tendem a gerar valor futuro, do qual haverão de se beneficiar as futuras gerações”.
“Sem dúvida, entre os fatores que mais contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população, com reflexos no seu nível de desenvolvimento civilizatório presente e futuro, são os investimentos realizados em educação e saúde”, escreveu.
Congresso aprovou vinculação obrigatória dos royalties em 2013; relembre
- Publicado em Negócios
Bolsas dos EUA: Dow Jones registra o melhor mês em mais de três décadas
No acumulado mensal, o Dow Jones subiu 11,84%, anotando seu melhor mês desde 1987; o S&P 500 e o Nasdaq tiveram valorização de 10,75% e 11,80%, respectivamente. Bandeira dos EUA em frente à Bolsa de Chicago John Gress/Reuters Após um novembro de ganhos expressivos em Wall Street, em que o Dow Jones registrou seu melhor mês em mais de 30 anos, os investidores deram uma pausa no rali para os ativos de risco e os índices acionários em Nova York fecharam a segunda-feira (30) em queda. Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones encerrou a sessão de hoje em desvalorização de 0,91%, aos 29.638,64 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,46%, a 3.621,63 pontos. O índice eletrônico Nasdaq terminou o dia aos 12.198,74 pontos, em leve queda de 0,06%. No acumulado mensal, no entanto, os ganhos em Wall Street foram expressivos: o Dow Jones subiu 11,84%, anotando seu melhor mês desde 1987. S&P 500 e Nasdaq tiveram valorização de 10,75% e 11,80%, respectivamente. Os analistas classificaram a queda desta segunda-feira como um movimento de realização de lucros. “Não é uma surpresa total já que houve algum rebalanceamento no fim do mês", disse Arnim Holzer, macro estrategista do EAB Investment Group, ao Marketwatch. Uma matéria da Reuters publicada no domingo (29), de que o governo de Donald Trump deve incluir a maior fabricante de chips da China, a SMIC, e a gigante do petróleo CNOOC à sua lista negra de exportações também foi apontada como um fator negativo para a demanda por risco hoje. Com as autoridades nos EUA prestes a aprovar a distribuição de algumas vacinas, muitos participantes do mercado passaram a apostar na possibilidade de uma forte recuperação da economia ao longo de 2021. Além disso, sinais de que o presidente eleito, Joe Biden, terá uma transição relativamente tranquila para a Casa Branca também ajudaram a aliviar parte das incertezas políticas que alimentaram uma elevada volatilidade nos últimos meses. Assim, as ações de empresas que mais sofreram com a pandemia de Covid-19, como companhias de energia e bancos, registraram ganhos expressivos ao longo do mês, na expectativa de uma recuperação econômica mais forte no próximo ano. O índice Russell 2000, que contempla ações de empresas de menor capitalização, avançou 17,90% em novembro, anotando o maior ganho mensal de sua história. "Temos muitas notícias boas sobre as vacinas", disse Daniel Morris, estrategista-chefe de mercado do BNP Paribas Asset Management. “Devemos, de maneira geral, seguir avançando até o fim do ano, com chance de algum retrocesso aqui ou ali", afirmou à Dow Jones Newswires. Destaques As ações da Moderna avançaram 20,39%. A farmacêutica anunciou que pedirá aos reguladores de saúde dos EUA e da Europa que autorizem o uso da vacina da companhia contra a covid-19. As ações da IHS Markit subiram 7,47% depois que a provedora de dados disse que se combinaria com a S&P Global em um negócio que avalia a IHS Markit em US$ 44 bilhões, incluindo dívidas. A transação com todas as ações seria a maior do ano. As ações das empresas de petróleo e gás caíram hoje, em linha com os preços do petróleo, mas também acumularam alta expressiva no mês. O setor de energia S&P 500 permaneceu com alta de 26,57% em novembro, apesar da queda de 5,37% registrada no pregão desta segunda.
- Publicado em Negócios
XP anuncia oferta pública de US$ 1,3 bilhões em ações
Oferta consiste de 27.567.485 ações ordinárias classe A da XP, das quais 20,4 milhões são detidas pelo Itaú Unibanco. Presidente da XP, Guilherme Benchimol, comemora IPO da companhia na Nasdaq Tiago Ribeiro/Divulgação A XP anunciou nesta segunda-feira oferta de ações, incluindo papéis da empresa detidos pelo Itaú Unibanco, no valor de até US$ 1,3 bilhão, incluindo lote adicional. A oferta consiste de 27.567.485 ações ordinárias classe A da XP, das quais 20,4 milhões são detidas pelo Itaú Unibanco. Um lote adicional de até 4,1 milhões de papéis, a ser oferecido por Itaú e XP, também fará parte da operação. As ações da XP encerraram o dia cotadas a US$ 41,01 em Nova York. Na quinta-feira (30), o conselho do Itaú aprovou cisão de participação de 41,05% que possui na XP para uma nova empresa, com possibilidade de venda da parcela restante de 5% que mantém no grupo de investimentos. A oferta anunciada nesta segunda-feira (30) é coordenada por XP Investimentos, Itaú BBA, Morgan Stanley e JPMorgan. Segundo o prospecto da XP, a companhia estima levantar US$ 290,4 milhões com a oferta após descontos e comissões. A empresa pretende usar os recursos para desenvolver novos produtos, "como o recém lançado cartão de crédito e conta digital". Os recursos também serão usados para acelerar o crescimento da base de clientes e financiar futuras aquisições, apesar da companhia afirmar que "não tem qualquer plano atual" de compra de ativos.
- Publicado em Negócios
Governo britânico pede que empresas se preparem para o Brexit
Governo diz ter escrito a quase 5 milhões de empresas para pontuar sobre os desafios que devem surgir com o Brexit. O governo britânico, ainda imerso em negociações incertas com a União Europeia em busca de um acordo comercial que regerá suas futuras relações, pediu na terça-feira (1º) – noite de segunda no Brasil – que às empresas se preparem para as mudanças que virão no fim do ano. "Seja qual for o resultado das nossas negociações com a UE, há mudanças definitivas para os quais as empresas devem se preparar", afirmou Michael Gove, ministro responsável por coordenar a ação do governo. Apoiador do Brexit levanta bandeira durante manifestação em Londres na quarta-feira (9) Henry Nicholls/Reuters O Reino Unido abandonou oficialmente o bloco comunitário em 31 de janeiro, mas desde então, está em uma fase de transição pós-Brexit, durante a qual continuou aplicando as regulações europeias, negociada com Bruxelas. Esta fase termina em 31 de dezembro e se até então não houver um acordo, ocorrerá uma ruptura brutal, que implicaria em cotas e tarifas alfandegárias, bem como em uma montanha de trâmites administrativos que ameaçam bloquear os portos britânicos. Faltando menos de cinco semanas para a data limite, "não há tempo a perder", destacou Gove. O ministro da Empresa, Alok Sharma, anunciou ter escrito a quase 5 milhões de empresas para pontuar sobre os desafios que devem surgir com o Brexit. "Nosso novo começo fora do mercado único e da união alfandegária da UE está para chegar", afirmou. "Ao entrar na reta final, as empresas devem se assegurar de que estão totalmente preparadas para as novas normas e oportunidades que trará consigo ser uma nação comercial independente", acrescentou, citado em um comunicado. O governo também implantou um centro de operações para controlar o movimento nas fronteiras. Este centro, que funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana, tem como objetivo fornecer informação em tempo real que permita às autoridades reagir rapidamente para limitar perturbações, como longas filas de caminhões para embarcar nos ferries que cruzam o Canal da Mancha. "É provável que os caminhos na forma de comercializar com a Europa causem transtornos a curto prazo na fronteira. No entanto, com o acesso a uma informação melhor do que antes, o governo poderá assegurar uma circulação fluida de bens e pessoas e deixar nosso país mais seguro", destacou o comunicado. Vídeos: Últimas notícias de economia
- Publicado em Negócios










