Vendas de casas usadas cresce acima do previsto nos EUA
No ritmo atual de vendas, existe oferta suficiente para atender a demanda por 2,5 meses. As vendas de casas usadas nos EUA subiram 26,6% na base anual. KEVIN LAMARQUE/Reuters As vendas de casas usadas cresceram 4,3% em outubro nos Estados Unidos, para 6,85 milhões de unidades, de acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Corretores Imobiliários (NAR, na sigla em inglês). O dado superou a expectativa dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 6,46 milhões. "Considerando que continuamos em um período de desemprego persistentemente elevado, em relação aos níveis pré-pandemia, o setor de imóveis residenciais teve uma performance muito boa neste ano", disse Lawrence Yun, economista-chefe da NAR. No ritmo atual de vendas, existe oferta suficiente para atender a demanda por 2,5 meses, em uma nova mínima histórica, e abaixo dos 2,7 meses do fim de setembro. As vendas de casas usadas subiram 26,6% na base anual.
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Governo recorre de decisão que afastou diretores da Aneel e do ONS
Decisão foi tomada pela Justiça do AP e busca evitar eventual interferência na apuração dos motivos da crise de energia no estado. Para o governo, decisão não resolve o problema. Justiça Federal no Amapá afasta diretorias da Aneel e do ONS
O governo federal recorreu nesta quinta-feira (19) da decisão da Justiça Federal do Amapá que afastou os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O recurso foi apresentado ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede em Brasília.
O afastamento dos diretores dos dois órgãos foi determinado nesta quinta pela Justiça do Amapá e busca evitar eventual interferência na apuração dos motivos da crise de energia no estado.
O Amapá enfrenta problemas no fornecimento de energia desde que um incêndio atingiu a principal subestação do estado, no último dia 3.
O ONS é responsável pela coordenação e pelo controle da operação de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo planejamento da operação dos sistemas isolados. O operador é fiscalizado pela Aneel, criada para regular o setor elétrico.
Em relação à Aneel, o governo afirma que o afastamento dos diretores só é possível juridicamente se ficar provado que eles podem interferir para prejudicar a instrução do processo.
Para o governo, o afastamento de diretores representa medida "extrema" e que irá "instabilizar" a organização e o funcionamento da Aneel e do ONS.
"Afastar a diretoria colegiada da Aneel em absolutamente nada contribui para o pronto restabelecimento do suprimento energético do estado do Amapá", argumentou o governo.
"Muito pelo contrário, retira todo o poder decisório do órgão regulador que, consequentemente, não poderá determinar as medidas urgentes e necessárias para que os agentes responsáveis pelo apagão naquele estado restabeleçam a prestação do serviço público essencial à população", acrescentaram os advogados da União.
Entenda o apagão no Amapá
Auxílio emergencial
O governo também recorreu da decisão da Justiça Federal do Amapá que determinou a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600, por mais dois meses, para os cidadãos dos 13 municípios atingidos pelo apagão.
A União argumenta que o pagamento causará "grave lesão à ordem" pública jurídica, administrativa e social e à economia pública e que não se pode criar um novo benefício social por decisão judicial.
"Não se pode simplesmente pressupor a omissão da União – sem evidências – e, por essa razão, determinar-se a criação de um novo benefício social pela via judicial", argumentou o governo.
Para o governo, o pagamento do auxílio irá onerar os cofres públicos, na medida em que resultará em um custo estimado superior a R$ 418 milhões, sem que haja, no momento, previsão orçamentária específica.
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Brasil perde ‘uma reforma da Previdência’ por ano em impostos não pagos por milionários e empresas
Esse valor faz do Brasil o quinto país do mundo que mais perde impostos devido ao uso de manobras lícitas para evitar o pagamento de taxas, impostos e outros tributos. Brasil arrecadou cerca de R$ 1,5 trilhão em tributos em 2019 MARCELO CAMARGO/AG. BRASIL O Brasil deixa de arrecadar por ano em impostos não pagos por multinacionais e milionários o equivalente à economia média anual esperada pelo governo com a reforma da Previdência, aponta estudo inédito divulgado na quinta-feira (19/11) pela Rede de Justiça Fiscal (Tax Justice Network). Segundo o levantamento, são US$ 14,9 bilhões (cerca de R$ 79 bilhões ao câmbio atual) em impostos que deixam de ser recolhidos pelo país por ano. A economia estimada pelo governo com a reforma da Previdência é de R$ 800,3 bilhões em uma década, o que resulta em uma média anual de R$ 80 bilhões. Esse valor faz do Brasil o quinto país do mundo que mais perde impostos devido à elisão (uso de manobras lícitas para evitar o pagamento de taxas, impostos e outros tributos) e evasão fiscal por multinacionais e pessoas ricas, atrás apenas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França, conforme o estudo. Em todo o mundo, são US$ 427 bilhões (R$ 2,3 trilhões) em impostos perdidos, sendo US$ 245 bilhões devido à transferência legal ou ilegal de lucros de multinacionais para paraísos fiscais e US$ 182 bilhões não pagos por milionários que escondem ativos e rendimentos não declarados no exterior. Os dados fazem parte da primeira edição do relatório "Estado Atual da Justiça Fiscal", que passará a ser divulgado anualmente. O estudo foi possível pois, pela primeira vez, em julho deste ano, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) disponibilizou ao público os dados dos chamados relatórios país a país, colhidos pela entidade nos últimos cinco anos como parte da iniciativa Beps (Erosão da base tributária e transferência de lucros tributáveis, na sigla em inglês). Nesses relatórios, todos as multinacionais com sedes em países da OCDE e lucro acima de 750 milhões de euros (R$ 4,7 bilhões) por ano são obrigadas a reportar seus registros financeiros, com dados para cada país em que a empresa atua. "É evidente que existe um problema de desequilíbrio das contas públicas no Brasil e um ajuste fiscal precisa ser feito, mas as propostas sempre focam no lado do corte de despesas", afirma Gabriel Casnati, coordenador de projetos internacionais da ISP (Internacional de Serviços Públicos), entidade parceira da Rede de Justiça Fiscal na realização do estudo. "O que os dados mostram é que há espaço para se pensar o ajuste através de melhorias na arrecadação", diz Casnati. "Os dois eixos principais para isso são reformas tributárias progressivas a nível nacional — porque hoje, no Brasil, os mais pobres pagam mais impostos, e benefícios fiscais para grandes empresas poderiam ser revistos —, e o combate à evasão e elisão fiscal, que são problemas globais, cuja solução exige coordenação internacional." Propostas de reforma tributária em discussão focam apenas em impostos que incidem sobre o consumo FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AG. BRASIL via BBC Segundo o coordenador da ISP, o esforço de aumentar a arrecadação se torna ainda mais relevante no mundo pós-pandemia, onde os países enfrentam forte aumento de suas dívidas e déficits fiscais, devido às despesas em resposta ao coronavírus. No Brasil, o Ministério da Economia estima que o déficit primário (diferença entre a arrecadação e os gastos do governo, sem contar despesas com juros da dívida pública) deve chegar a 12,7% do PIB (Produto Interno Bruto) ou R$ 905,4 bilhões em 2020. Já a dívida bruta deve ir a 96% do PIB este ano, superando os 100% do PIB até 2026. "Diversos países da América Latina, e também o Brasil, já tinham um problema fiscal muito grave antes", diz Casnati. "A pandemia acelerou a crise, ao obrigar os Estados a gastarem mais. Governos de esquerda e direita tiveram que aumentar o gasto público emergencialmente, ao mesmo tempo em que a arrecadação caiu muito." "O grande debate para todos os países nos próximos anos será como pagar essa conta", avalia. "Nesse sentido, é fundamental colocar na agenda do dia que grandes corporações e os 0,1% mais ricos utilizam mecanismos legais e ilegais para transferir dinheiro para fora e isso drena recursos do país. Independentemente da ideologia, os políticos deveriam estar preocupados em resgatar esse dinheiro, como forma de que a população pague menos a conta da crise." A título de comparação, o estudo estima que a perda de arrecadação do Brasil com impostos não pagos por multinacionais e milionários são equivalentes a 20% do orçamento do país destinado à saúde ou ao salário anual de mais de 2 milhões de enfermeiros. Assim, a Rede de Justiça Fiscal e seus parceiros na elaboração do relatório fazem algumas recomendações para que esse quadro de perda de arrecadação possa ser mitigado. A primeira delas é que seja introduzido pelos governos um imposto sobre multinacionais que estão obtendo ganhos considerados "excessivos" durante a pandemia, como as gigantes digitais globais. Dívida pública bruta deve chegar a 96% do PIB neste ano Getty Images por BBC Uma segunda recomendação é a introdução de um imposto sobre a riqueza para financiar o combate à covid-19 e tratar as desigualdades de longo prazo exacerbadas pela pandemia. Por fim, as entidades defendem que a discussão sobre um padrão internacional para a tributação de empresas, além de medidas de cooperação e transparência fiscal, devem se dar no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas) e não da OCDE, já que esta entidade reúne apenas os países mais ricos. Casnati defende ainda que o projeto Beps de combate à erosão da base tributária deveria ser ampliado, para que as multinacionais reportem seus dados fiscais não só para seus países-sede, mas também para os países onde suas filiais operam. Para ele, a declaração de registros financeiros deveria incluir mais empresas, e não somente aquelas com lucros acima de 750 milhões de euros por ano. As multinacionais também deveriam, na sua opinião, ser tributadas como entidades únicas, posto que atualmente muitas têm suas operações internacionais consideradas como entes independentes. E, por fim, para encerrar a guerra fiscal internacional, o analista avalia que seria desejável a criação de uma taxação mínima para empresas a nível global. "Isso impediria o que acontece hoje, um leilão ao contrário em que quem dá menos [exige menos impostos] ganha e todos os países perdem arrecadação", diz Casnati. Em junho deste ano, o ICRICT (Comissão Independente para a Reforma da Taxação Internacional de Empresas, em tradução livre) — grupo formado por nomes de peso da economia como o americano Joseph Stiglitz, os franceses Thomas Piketty e Gabriel Zucman, a indiana Jayati Ghosh e o colombiano José Antonio Ocampo — lançou um documento propondo, entre outras medidas, uma taxação mínima global de 25% sobre as companhias para evitar que elas busquem países de menor tributação. À época, a proposta teve sua viabilidade questionada por alguns especialistas em tributação, diante do pesado esforço multilateral que seria necessário para colocar uma medida do tipo em prática.
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Auxílio Emergencial: 5,1 milhões recebem nova parcela e Caixa conclui mais um ciclo de pagamentos
Entre os que recebem nesta sexta estão 1,6 milhão de trabalhadores do Bolsa Família, que recebem a terceira parcela de R$ 300. A Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta sexta-feira (20) mais uma parcela do Auxílio Emergencial a 5,1 milhões de trabalhadores. Aos trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, o pagamento já é referente à 3ª parcela de R$ 300 do benefício. Nesta sexta, recebem 1,6 milhão de trabalhadores cujo número do NIS encerra em 4. Entre os demais trabalhadores, estão 2,8 milhões que vão receber uma parcela do Auxílio Emergencial extensão, de R$ 300. Outros 700 mil ainda vão receber alguma das parcelas de R$ 600. Os pagamentos desta sexta são para nascidos em dezembro. Com os pagamentos, a Caixa conclui o 4º ciclo de pagamento dos benefícios aos trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família. O próximo ciclo começa já neste domingo (22). Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Confira as datas para o pagamento da nova fase do Auxílio Emergencial de R$ 300,00 Para os trabalhadores fora do Bolsa Família, a ajuda paga nesta sexta será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito nesta sexta serão liberados no dia 5 de dezembro (veja nos calendários mais abaixo). VEJA QUEM RECEBE NESTA SEXTA: 1,6 milhão de trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, cujo número do NIS encerra em 4, recebem a 3ª parcela de R$ 300 700 mil trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em dezembro, recebem a próxima parcela de R$ 600: – aprovados que já receberam 4 parcelas recebem a quinta parcela; – aprovados que já receberam 3 parcelas recebem a quarta parcela; – aprovados que já receberam 2 parcelas recebem a terceira parcela; – aprovados que já receberam 1 parcela recebem a segunda parcela; – novos aprovados recebem a primeira parcela. 2,8 milhões de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em dezembro, recebem a próxima parcela de R$ 300: – trabalhadores que já receberam as 5 parcelas de R$ 600 recebem a primeira de R$ 300 – trabalhadores que já receberam 1 parcela de R$ 300 recebem a segunda parcela de R$ 300 Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial – Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial l
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‘Racismo estrutural’ é maior entrave para a população negra no mercado de trabalho, dizem ativistas
Para o movimento negro, estrutura das empresas brasileiras privilegia os brancos. ONG quer que Bolsa de Valores institua critérios de diversidade racial para que companhias possam operar ações no mercado. Racismo estrutural no mercado de trabalho brasileiro
Os dados oficiais do mercado de trabalho mostram que os pretos formam a parcela com as piores condições de emprego e renda do país. Com a pandemia, foram eles que mais sofreram os efeitos da crise.
De acordo com o movimento negro, isso é resultado de um processo histórico, fruto do chamado racismo estrutural. Para reverter isso, uma entidade pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Bolsa de Valores (B3) cobre diversidade das empresas que operam no mercado de capitais do país.
Pandemia aumenta desigualdade racial no mercado de trabalho, apontam dados
Desemprego tende a aumentar mais entre pretos e pardos em 2021, aponta FGV
Foi entre os trabalhadores pretos que ocorreu o maior aumento do desemprego no 2º trimestre deste ano, marcado pela pandemia do novo coronavírus. Também foi entre eles que ocorreu o maior recuo da ocupação no mercado de trabalho.
“Nós entendemos que o desemprego está ligado com a cultura da marginalização do negro, está ligado com o racismo estrutural”, disse o diretor da ONG Educafro, Frei David dos Santos.
O diretor do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), Daniel Teixeira, pontuou que todos os relatórios de indicadores sociais sempre apontam condição pior para os negros. A crise da pandemia, segundo ele, apenas “escancara” as desigualdades, que seriam fruto do racismo estrutural.
"É o sintoma de um mesmo patógeno que é o racismo na estrutura das relações sociais do Brasil e de acesso a direitos. E isso, quando há uma crise, fica mais evidenciado", disse.
Os dois ativistas explicam que o racismo estrutural se apresenta como "um sistema de opressão" que subjuga a população negra, reservando a ela os postos de trabalho menos qualificados e, consequentemente, com menor remuneração. O diretor do Ceert enfatizou que "quanto mais você investe em termos de educação, mais você tem discriminação".
Para exemplificar, Teixeira citou um estudo realizado pelo Ceert, batizado Censo da Aliança Jurídica pela Equidade Racial, que envolveu os nove maiores escritórios de São Paulo e do Brasil.
“O que a gente percebeu é que menos de 1% dos advogados nestes escritórios são negros. Então, por mais que você tenha hoje um contingente crescente de advogados negros, há uma diferença maior entre os que estão nos melhores empregos, nos melhores escritórios, e aqueles que têm que se virar com pequenos escritórios ou contratações com menos remuneração dentro da advocacia”, destacou.
Teixeira ressaltou que essa diferença fica ainda mais evidente quando considerados os cargos de liderança nas empresas brasileiras. Recente levantamento feito pelo Vagas.com mostrou que menos de 5% dos trabalhadores negros no Brasil ocupam cargos de gerência ou diretoria.
"A população negra está mais que qualificada a ocupar estes postos, mas o mercado de trabalho permaneceu estigmatizando essa população. É como se os negros não fossem vistos como aqueles que podem ocupar espaços de decisão, espaços de comando nas instituições, e sempre e tão somente cargos que, obviamente têm a sua importância também, mas são cargos braçais, trabalhos que não são intelectualizados", disse Teixeira.
Ele reiterou que "essa subalternização dos profissionais negros, estigmatização mesmo, vem de uma estrutura racista que está no pensamento, no ideário social do Brasil".
Avanço nos sistemas de cotas
Nos últimos 20 anos, o movimento negro conseguiu emplacar no Brasil o estabelecimento de cotas raciais em universidades e em concursos públicos com o objetivo de diminuir as desigualdades. Mas defendem que precisa haver maior avanço das políticas de equidade racial no mercado de trabalho.
"O trabalho que fizemos foi muito suado ao conquistar cota para negro nas universidades, no serviço público, em todos os cargos de estagiário, nos concursos do Ministério Público, no concurso da Defensoria Pública. No entanto, não é suficiente enquanto as empresas particulares não entrarem na dinâmica da inclusão", afirmou o diretor da Educafro, Frei David dos Santos.
Pensando nisso, a entidade decidiu recorrer à B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, para que inclua a diversidade racial entre seus critérios de elegibilidade para que as empresas possam operar ações no mercado de capitais do país.
É na B3 que as maiores empresas brasileiras, mais de 350, negociam suas ações. As companhias precisam seguir vários critérios de governança para que possam operar na bolsa e, por isso, a Educafro defende que a inclusão de negros entre estes critérios pode ajudar a reduzir o racismo estrutural.
“Ela coordena todas as empresas que empregam no Brasil e, na questão da mulher ela cobra alguma coisa, na questão do deficiente físico ela cobra alguma coisa, na questão da ecologia ela cobra alguma coisa, mas na questão do negro a Bolsa de Valores é 99% omissa em exigir das empresas a inclusão”, apontou Frei David.
"É uma incumbência dos atores econômicos, das empresas, portanto, promover maior equidade social. E no Brasil não dá para falar de equidade social sem falar de relações sociais, de promoção da equidade racial, porque senão mais da metade da população negra não está incluída nessa discussão", diz o diretor do Ceert, Daniel Teixeira.
O que diz a Bolsa de Valores
Em nota, a B3 esclareceu que está em diálogo com a Educafro para tratar das questões apresentadas e se disse sensível ao tema. Afirmou que, a partir das interações pessoais e por escrito com a entidade, "já decidimos incorporar várias delas no plano que contempla o desenvolvimento de novas iniciativas para indução do mercado de capitais".
“A ampliação da diversidade, não apenas de raça, é importante para o país, para o mercado financeiro e a B3 tem o compromisso de participar dessa mudança fomentando as melhores práticas nas companhias brasileiras”, enfatizou a B3.
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18 empresas abrem vagas de emprego; veja lista
Luandre, Octadesk, V4 Company, Unike Technologies, Mobills, Positiv.a, GetNinjas, Connekt, HeroSpark, Track, DogHero, Docket, Getrak, Nvoip, Propz, Sambatech, SalesFarm e Pandhora Investimentos selecionam profissionais. As empresas Luandre, Octadesk, V4 Company, Unike Technologies, Mobills, Positiv.a, GetNinjas, Connekt, HeroSpark, Track, DogHero, Docket, Getrak, Nvoip, Propz, Sambatech, SalesFarm e Pandhora Investimentos estão com vagas de emprego abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos:
Veja mais vagas de emprego pelo país
Luandre
A Luandre está com 50 vagas abertas para coletor de resíduos em grande empresa do segmento sustentável nos municípios de Bombinhas, Palhoça, Penha, Araquari, Navegantes e Barra Velha, em Santa Catarina. O profissional será responsável por realizar a coleta de lixo comum nos bairros e condomínios referentes ao município de sua contratação. A média salarial está entre R$ 1.200, com benefícios, e não é necessária experiência, apenas o segundo grau completo. Candidatos interessados, devem se cadastrar pelo link: https://luand.re/vagas-sc
Octadesk
A Octadesk está com 8 oportunidades para trabalho remoto, mesmo após o fim do período de distanciamento devido à Covid-19. As oportunidades são para: DevOps Jr, Engenheiro Software Backend, Engenheiro Software Frontend, UX Writer, Assistente de Facilities, Analista de Recrutamento e Seleção, Analista de CS – Retenção, Analista de Suporte ao Cliente. Os candidatos interessados deverão encaminhar os currículos no e-mail vagas@octadesk.com, com a vaga desejada no assunto.
V4 Company
A V4 Company está com 10 oportunidades em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Entre as oportunidades estão vagas efetivas para Qualificador (Pré-Vendas), Desenvolvedor Front-End, Desenvolvedor Full Stack, Business Intelligence, Analista de Mídia (Google Ads), Coordenador de SEO, Sales Development Representative (SDR) e Executivos de Vendas. E também oportunidades para estágio: Estágio em Direito (Compliance), Estagiário Customer Success. Os interessados devem se cadastrar através do link: https://v4company.gupy.io/
Unike Technologies
A Unike Technologies está com 10 oportunidades para as áreas de suporte, tecnologia, comercial e operação. Com sede na cidade de São Paulo, as vagas disponíveis são para Desenvolvedor Full Stack Sr (2 vagas), Desenvolvedor Pl, Analista de Suporte Jr (2 vagas), Analista Suporte Pl (2 vagas) e Lider de Operações/Suporte. E em breve haverá também oportunidades para Comercial e Product Owner. Os candidatos devem encaminhar o CV, com a vaga especificada no título, para o e-mail selecao@unike.tech.
Mobills
A Mobills tem 4 vagas em aberto para trabalho remoto. Duas delas são oportunidades para estágios, sendo uma em RH e outra para Desenvolvimento Android. Uma das vagas é para o cargo de Designer Pleno. Já a outra vaga em aberto é para o cargo de Desenvolvedor Android Pleno. A empresa oferece benefícios como gympass, assistência médica e odontológica, ajuda de custo para home office e outros benefícios flexíveis. Os interessados podem realizar a inscrição no site: https://www.mobills.com.br/vagas/
Positiv.a
A Positiv.a está em busca de um analista de Growth para compor o time de crescimento e vendas. Para essa oportunidade é indispensável que o candidato tenha experiência em análise de dados, com proficiência em planilhas de Excel. Além disso, a empresa conta também como uma vaga para especialista em desenvolvimento de projetos com foco em embalagens. Todas as informações sobre as vagas e o passo para inscrição estão disponíveis no site: https://conteudo.positiva.eco.br/pt-br/vagas-positivas
GetNinjas
O GetNinjas está com vagas abertas em São Paulo para as áreas de tecnologia, design, marketing de performance e estágio. As oportunidades são para os cargos de Analista de Marketing de Performance, Data Analyst, Desenvolvedor(a) iOS – Mobile, Desenvolvimento Back End, Desenvolvimento Front End, Design System Ops, Estágio de CRM e Estágio de Marketing de Performance. Os profissionais interessados podem encontrar mais detalhes e informações de como se candidatarem no seguinte link: https://getninjas.breezy.hr/
Connekt
Na Connekt existem mais de 1.500 vagas abertas para todas as regiões do Brasil. Entre os cargos estão os de administração, recepcionista, controladoria, atendimento, analista de sistemas, recursos humanos, entre outros.
HeroSpark
A HeroSpark está com 14 vagas para assistente de suporte ao cliente, Devops, operação, coordenador de pré-vendas, sales operation, entre outras. O formato de trabalho é remoto. Para se candidatar às vagas ou saber mais informações, clique no link: https://herospark.abler.com.br/
Track
A Track está com 8 vagas abertas para analista de vendas outbound (hunter), analista contábil, analista de inbound marketing e videomaker. As vagas são para trabalhar em Minas Gerais. Para se cadastrar acesse o link: https://jobs.track.co/.
DogHero
A DogHero está com 5 vagas abertas para a área de tecnologia e confiança e segurança no escritório em São Paulo. As posições são: Analista de Customer Experience, Analista de Resposta à crise, Analista de BI, Sr Back End Enginner (Ruby) e Android Engineer. Os candidatos interessados devem se cadastrar pelo link: https://apply.workable.com/doghero/
Docket
A Docket está com mais de 30 vagas para as seguintes áreas: Analista de Propostas; Account Executive; Sales Development Representative; Inside Sales; Farmer; Analista de Mídia Paga; Web Analytics; Analista de CS; CS Manager; Webscraping; BI; Talent Acquisition; Analista de Negócios; Analista de Operações; Estágio em Operações; Desenvolvedor Backend; Desenvolvedor Fullstack e Desenvolvedor Frontend. Os interessados podem se candidatar pelo link https://docket.gupy.io/.
Getrak
A provedora de tecnologia para rastreamento está com 7 vagas para Desenvolvedor Back End Pleno, Desenvolvedor Back End Sênior, Desenvolvedor Front End Sênior, Desenvolvedor Front End Pleno, Analista de Produto/ PO, Scrum Master e Analista DevOps. Os interessados devem se candidatar pelo site.
Nvoip
A startup do ramo de telecomunicação está com 12 vagas abertas: 4 para a área Comercial, 4 para estagiários em Desenvolvimento de Sistemas (estudantes do 4º ao 8º período em Sistemas da Informação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência da Computação ou outras da área), 1 para o departamento de Recursos Humanos, 2 para Marketing e 1 para Administrativo e Financeiro. Interessados devem encaminhar o currículo e um vídeo de apresentação pelo site https://www.nvoip.com.br/.
Propz
A startup está com vagas para as seguintes funções: Analista de Produto Senior, Analista de CRM (Loyalty), Analista de CRM, Agile Coach, Talent Recruiter Pleno, Data Engineer (Tech Lead), Data Engineer, UX Analytics, Dev Front-End Pleno, Cientista de Dados Pleno e Consultor de Relacionamento. Para ter mais detalhes das vagas, basta acessar o link https://propz.recruitee.com/.
Sambatech
A Sambatech está com 30 vagas para customer success (analista); analista de qualidade e teste de software; analista de suporte; desenvolvedor back-end junior, desenvolvedor front-end; estágio de suporte; estágio de suporte/customer experience; estágio de design; estágio de design gráfico/digital; estágio de pré-vendas. A empresa disponibiliza vagas home office para analista de projetos; analista de qualidade e teste de software; arquiteto de soluções; desenvolvedor (a) back-end trainee; desenvolvedor (a) back-end; desenvolvedor (a) front-end; desenvolvedor (a) front-end trainee; desenvolvedor (a) IOS/Android Híbrido; DevOps; Estagiário de Qualidade e Teste de Software; Estagiário de Desenvolvimento Front-End; UX/UI Designer. Os interessados devem se candidatar pelo link https://jobs.kenoby.com/sambatech-carreiras/.
SalesFarm
A SalesFarm está com 32 vagas abertas: 15 para executivo de vendas, 2 para coordenadores e 15 para executivo de pré-vendas. As vagas são para qualquer lugar do Brasil, pois o trabalho é 100% remoto. Os interessados devem se candidatar pelo site https://www.salesfarm.com.br/inside.
Pandhora Investimentos
A Pandhora Investimentos tem uma vaga de estágio na área de ciência dos dados e machine learning com flexibilidade de horário e trabalho remoto. O programa de estágio da empresa é uma imersão no mundo de gestão quantitativa, com a aplicação de data science para modelagem financeira. Os interessados deverão enviar o CV para: bruno@pandhora.com
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Bolsas da Ásia fecham em alta, mas Tóquio tem queda com temor por pandemia
Índices chineses oscilaram em sessão sem um catalisador claro para as ações asiáticas, mas ganhos foram puxados por ações de montadoras. As bolsas asiáticas fecharam quase todas em alta nesta sexta-feira (20), com o Nikkei, índice de referência da bolsa de Tóquio, encerrando o pregão em queda, na contramão de seus pares, em meio aos temores sobre a pandemia de Covid-19 e retomada de lockdowns.
O Nikkei fechou em baixa de 0,42%, a 25.527,37 pontos.
O Kospi, de Seul, subiu 0,24%, a 2.553,50 pontos, impulsionado pelos ganhos das ações de companhias farmacêuticas e de bens de consumo. Em Hong Kong, o Hang Seng fechou em alta de 0,36%, a 26.451,54 pontos.
Na China continental, o índice Xangai Composto avançou 0,44%, a 3.377,73 pontos, enquanto o Shenzhen Composto subiu 0,60%, a 2.289,51 pontos.
Os índices chineses oscilaram ao longo desta sexta-feira, em uma sessão sem um catalisador claro para as ações asiáticas, mas os ganhos foram puxados pela performance das ações das montadoras chinesas, apesar de o setor financeiro ter anotado perdas.
Analistas da Central China Securities disseram que esperam que os índices chineses continuem a oscilar em torno dos níveis atuais, dada a falta de um catalisador claro para as ações no país. Eles apontam, porém, que novas medidas de política fiscal voltadas a setores específicos podem gerar oportunidades de investimento.
Na Europa, as bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira, ainda recebendo algum impulso do anúncio de ontem de que as negociações de estímulos fiscais nos EUA serão retomadas. Os ganhos, porém, são limitados pelo anúncio de que o Tesouro dos EUA deixará os programas de crédito emergenciais vencerem. Por volta de 8h20, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 operava em alta de 0,62%, a 390,01 pontos.
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OMC vê recuperação no comércio, mas espera desaceleração no fim do ano
Organização disse que as perspectivas para o comércio são incertas em caso de um segunda onda de infecções por Covid-19. A Organização Mundial do Comércio disse nesta sexta-feira (20) que o comércio global de bens se recuperou no terceiro trimestre em relação aos lockdowns provocados pela Covid-19, mas previu uma desaceleração no final de 2020.
A OMC disse que seu barômetro para o comércio de bens subiu para 100,7 pontos, ante uma mínima recorde de 84,5 pontos registrada em agosto, impulsionado por um aumento nas encomendas de exportação. Uma leitura maior que 100 indica crescimento acima da tendência.
"A leitura mais recente indica uma forte recuperação do comércio no terceiro trimestre, pois os lockdowns foram relaxados, mas é provável que o crescimento desacelere no quarto trimestre à medida que a demanda reprimida se esgota e o reabastecimento de estoque termina", disse a OMC.
A OMC disse que as perspectivas para o comércio são incertas, com uma segunda onda de infecções por Covid-19 levando a novos lockdowns na Europa e na América do Norte, o que poderia desencadear outra rodada de fechamentos de empresas.
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Dólar fecha em alta nesta sexta, mas acumula recuo semanal de 1,60%
Nesta sexta-feira, moeda dos EUA fechou em alta de 1,36%, cotada R$ 5,3861. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar fechou em alta de 1,36%, cotado a R$ 5,3861, nesta sexta-feira (20), mas acumulou queda semanal de 1,60%, na esteira do maior otimismo global sobre o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19. Com o resultado, o dólar passou a acumular queda de 6,13% na parcial de novembro, mas ainda tem alta de 34,32% no ano. Veja mais cotações. O Banco Central realizou nesta sexta-feira leilão de swap cambial tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021. Cenário local e externo No exterior, permaneciam preocupações em relação ao avanço da pandemia de coronavírus e ao impasse sobre novas medidas de estímulo fiscais nos Estados Unidos. As chances de desdobramentos econômicos da pandemia em 2021 no Brasil também seguem no radar, com o mercado atento a riscos de permanência de gastos emergenciais, o que prejudicaria a já frágil situação fiscal do Brasil. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar a alta acumulada ainda de mais de 30% do dólar no ano ante o real. Número de casos de Covid-19 cresce em 49 dos 50 estados dos EUA Assista às últimas notícias de economia Variação do dólar em 2020 G1
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BuzzFeed fecha acordo para comprar site de notícias HuffPost
Acordo reúne dois pioneiros da mídia digital, que passaram a enfrentar dificuldades, em um ambiente econômico difícil para o setor. BuzzFeed fecha acordo para comprar site de notícias HuffPost Reprodução/BuzzFeed/Twitter A empresa de mídia online BuzzFeed anunciou a aquisição do site de notícias HuffPost, em um acordo que reúne dois pioneiros do meio digital em busca de um impulso em uma indústria em dificuldades. O acordo anunciado nesta quinta-feira (20) permite que o BuzzFeed compre a Verizon Media – dona do HuffPost – e use conteúdo de outras propriedades da empresa, incluindo o Yahoo!, de acordo com um comunicado das empresas. Isso também torna a Verizon um acionista minoritário do BuzzFeed, com as duas empresas concordando em uma parceria para conteúdo e publicidade. "Estamos entusiasmados com nossa parceria com a Verizon Media e os benefícios mútuos que podem ser obtidos com a reformulação do conteúdo nos sites uns dos outros, colaborando com o futuro do comércio e produtos de publicidade inovadores e aproveitando a força e a criatividade da Verizon Media Immersive", disse Jonah Peretti, CEO da BuzzFeed e um dos fundadores, com Arianna Huffington, do que antes era chamado de Huffington Post. O sucesso inicial do HuffPost e do BuzzFeed gerou otimismo sobre o futuro da mídia digital, mas, nos últimos anos, ambos enfrentaram dificuldades, em um ambiente econômico difícil para o setor. Peretti disse ao BuzzFeed em entrevista que achou o acordo atraente para a "marca e público" do HuffPost. A Verizon tornou-se um grande player no segmento com a aquisição de marcas como AOL, TechCrunch e Yahoo!. A compra da AOL foi realizada em 2015, em um negócio de US$ 4,4 bilhões. "A estratégia da Verizon Media evoluiu nos últimos dois anos para focar em nossos principais pontos fortes – anúncios, comércio, conteúdo e assinaturas", disse Guru Gowrappan, CEO da Verizon Media. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo
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