Como o RCEP, o maior tratado de livre-comércio do mundo, afeta o Brasil e a América Latina
O acordo que foi fechado neste domingo (15) estava em andamento havia quase uma década e cobre quase um terço da economia global, com a China na liderança. Foto aérea mostra containers no terminal de exportações em Qingdao, na China AFP Depois de uma década em construção, o maior acordo comercial do mundo aconteceu. Líderes asiáticos assinaram no domingo (15), em Hanói, o mega-tratado que inclui os dez membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático, além de China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. O acordo, Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, na sigla em inglês), será maior que a União Europeia e o Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Os membros somam quase um terço da população mundial e 29% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta. A Índia também fez parte das negociações, mas desistiu em 2019 por temer que a redução das tarifas prejudicasse seus produtores. O acordo Realizado em Hanói, no Vietnã, o encontro teve a participação remota dos líderes dos demais países. Kham/Reuters O RCEP eliminará tarifas de importação pelos próximos 20 anos. O acordo também inclui dispositivos sobre propriedade intelectual, telecomunicações, serviços financeiros, comércio eletrônico e serviços profissionais. Muitos dos países-membros já têm acordos de livre-comércio entre si, mas com limitações que podem ser superadas com o atual acordo. "Os acordos de livre-comércio existentes costumam ser muito complexos em comparação com o RCEP", disse Deborah Elms, da organização Asian Trade Centre, à BBC em Cingapura. Até agora, as empresas que dependem de cadeias de suprimentos globais podiam ser afetadas por tarifas, apesar de um acordo de livre-comércio, porque seus produtos tinham componentes fabricados em outro lugar. Um produto fabricado na Indonésia que contém peças fabricadas na Austrália, por exemplo, pode estar sujeito a tarifas. No âmbito do RCEP, entretanto, os componentes de qualquer país membro serão tratados da mesma forma, o que poderia dar às empresas nos países do RCEP um incentivo para fazer parceria com fornecedores da nova aliança regional. Qual é a sua importância geopolítica? A ideia do RCEP nasceu em 2012 e foi vista como uma forma de a China, maior importadora e exportadora da região, se opor à influência que os Estados Unidos vinham exercendo ali durante o governo de Barack Obama. Obama havia promovido a Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês), da qual faziam parte México, Chile e Peru, mas não a China. O interesse pelo RCEP cresceu quando Trump retirou os EUA da Parceria Transpacífico – o país era o arquiteto do acordo e cuja economia correspondia a dois terços do total do bloco. Na verdade, a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a política nacionalista de Trump ("America first") acabaram com a ideia de Obama de olhar mais para a Ásia e serviram para dar força ao RCEP, que é visto como uma oportunidade de Pequim para definir a agenda comercial regional na ausência de Washington. Como principal fonte de importações e principal destino das exportações da maioria dos membros do RCEP, a China parece ser o principal beneficiário e está bem posicionada para influenciar as regras comerciais e expandir sua influência na Ásia-Pacífico, algo que Obama queria evitar. A Presidência de Biden mudará alguma coisa? O comércio internacional esteve muito menos presente na agenda nesta campanha presidencial, e Biden disse relativamente pouco sobre se sua política comercial mudará significativamente ou se vai reconsiderar o retorno à Parceria Transpacífico. Biden em discurso nesta segunda-feira Reuters Biden defende retomar uma política de multilateralismo, como durante o governo Obama, mas é prematuro falar em acordos comerciais, dados os enormes desafios que o democrata enfrentará internamente. Além disso, eventuais medidas nesse sentido correm o risco de serem vistas como prejudiciais aos sindicatos que o ajudaram a vencer nos Estados do chamado cinturão da ferrugem (região tradicionalmente industrial dos EUA). É esperado que suas prioridades comerciais se concentrem em trabalhar com os aliados para pressionar a China e forçar mudanças na Organização Mundial do Comércio (OMC). Voltar ao que era à Parceria Transpacífico pode não acontecer no curto prazo. Os sindicatos e os progressistas que apoiaram a eleição de Biden têm sido céticos em relação aos acordos de livre-comércio, e representantes desses grupos estão presentes em sua equipe de transição. Eles podem defender certas medidas de proteção a indústrias vulneráveis, como aço e alumínio. Se Biden decidir se reconectar com a Ásia-Pacífico, isso pode funcionar como um contrapeso em relação à China. Como afeta a América Latina? O comércio bilateral entre a Ásia e a América Latina tem crescido continuamente nas últimas décadas, mas a integração entre as duas regiões tem muito espaço para avanços e pode sofrer o impacto do novo acordo, afirmam analistas. "No curto prazo, o RCEP pode causar algum desvio comercial, limitar o crescimento do comércio entre a América Latina e a Ásia", diz Jack Caporal, especialista em comércio do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington. "No entanto, as regras comuns tornarão mais fácil para as empresas latino-americanas com presença na Ásia fazerem negócios lá", agrega Caporal. "Uma questão importante para os países latino-americanos é se eles buscarão uma integração com a Ásia individualmente ou em conjunto, como por meio da Parceria Transpacífico ou do Mercosul." "Desde que o comércio entre a América Latina e a China explodiu, nos anos 2000, liderado quase exclusivamente pelo rápido crescimento da China e sua necessidade de matérias-primas, os países da região buscaram uma maior integração com a Ásia em geral, não apenas com a China, mas em particular com Japão, Coreia do Sul e Índia", diz à BBC News Mundo Cynthia Arnson, especialista do Wilson Center nas relações entre as duas regiões. Arnson afirma que esse era o espírito da Parceria Transpacífico, agora dizimada na ausência dos Estados Unidos. "A menos que o governo Biden retorne à Parceria Transpacífico, os países latino-americanos serão atraídos por uma maior participação de mercado na Ásia, que agora está representada pelo RCEP", acrescenta. Nicolás Albertoni, professor da Universidade Católica do Uruguai e pesquisador associado do Laboratório de Política e Segurança Internacional da Universidade do Sul da Califórnia, acredita que há uma "desvantagem" para os países que não fazem parte desse tipo de mega-acordos. "É fundamental que os países da América Latina (principalmente do Cone Sul) que não fazem parte batam à porta e peçam para fazer parte desses acordos", opina à BBC News Mundo. E os efeitos para o Brasil? O novo acordo deve afetar pouco a exportação de commodities brasileiras para a região, segundo especialistas em relações internacionais e comércio exterior ouvidos pela BBC News Brasil. O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Bruno Hendler destaca que o acordo "faz parte de uma disputa maior, entre EUA e China, por processos de integração regional que vão muito além da redução de tarifas comerciais". Especialista em relações da China com o Sudeste Asiático e com a América Latina, Hendler pondera que os efeitos desse tipo de acordo levam anos para serem sentidos, principalmente porque muitos países tendem a usar salvaguardas para proteger setores econômicos mais frágeis. "O reflexo mais imediato desse acordo é a tendência de elevação de competitividade dos países asiáticos pela integração nas cadeias globais de valor, que é um processo que vem acontecendo há décadas", diz Hendler. Para o Brasil, ele diz, o impacto não deve ser tão significativo. "O grande mercado asiático, que é o chinês, já tem acordo de livre-comércio com países que são concorrentes do agronegócio brasileiro. O novo acordo tende a oficializar uma série de acordos que já existiam – que alguns autores chamam de prato de espaguete, em referência a essas conexões. Vejo esse acordo como um 'upgrade' de uma série de acordos bilaterais e multilaterais que já existiam entre esses países. Então, no curto prazo, acho que o agronegócio brasileiro não será tão impactado porque já tem sido impactado há anos pelo acesso privilegiado que o Sudeste Asiático tem ao mercado chinês." O presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, espera um "impacto menor" para a exportação de commodities brasileiras. "Tínhamos preocupação com o acordo anterior (TPP ou Parceria Transpacífico), em que os EUA, nosso grande concorrente na exportação de commodities, participavam e teriam muita vantagem. No acordo atual, o impacto para o Brasil em termos de commodities muda pouco, e em relação a produtos manufaturados já temos participação muito pequena, que continuará pequena enquanto Brasil não fizer reformas estruturais internas", diz Castro. Especialista em geografia das relações internacionais, Gustavo Glodes Blum também diz que as correntes de comércio do Brasil com a região Ásia-Pacífico, baseada nas commodities, não serão alteradas. Ele destaca, no entanto, que o Brasil pode sentir efeitos de uma possível perda de mercado dos EUA por lá. "O efeito mais relevante para nós talvez seja um aprofundamento da disputa por mercado, com os EUA aumentando esforços de penetrar no nosso mercado. A China cria, na prática, um mercado comum na região e isso vai prejudicar circulação de produtos americanos ali dentro", diz Blum. O ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil Welber Barral, que classifica o acordo como uma vitória da China, avalia que "pode haver algumas concessões tarifárias para países da região, que não vão abranger o Mercosul, e isso faz o Brasil perder vantagens tarifárias na região". Barral destaca que o Mercosul terá que procurar avançar nos acordos com a Ásia. E também aponta que empresas brasileiras que eventualmente decidam se instalar em algum dos países abrangidos pelo acordo podem se beneficiar de uma plataforma de expansão na Ásia. 'Pouco ambicioso' Embora o RCEP tenha sido uma iniciativa dos dez países da Associação de Nações do Sudeste Asiático, ele é visto por muitos como uma alternativa apoiada pela China à Parceria Transpacífico, um acordo que exclui Pequim, mas inclui muitos países asiáticos. Doze nações, incluindo Chile, México e Peru, assinaram a Parceria Transpacífico em 2016, antes de Trump retirar seu país do acordo em 2017. Sem os Estados Unidos, os demais países assinaram o Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP, na sigla em inglês). Embora inclua menos países, o CPTPP reduz as tarifas ainda mais do que o RCEP e inclui disposições sobre emprego e meio ambiente. O ex-primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull criticou o novo acordo ao dizer que é desatualizado. "Haverá alarde sobre a assinatura e entrada em vigor do RCEP, mas é um acordo comercial pouco ambicioso, não devemos nos enganar", disse Turnbull, que assinou a Parceria Transpacífico em nome de seu país. Ativistas temem a falta de medidas para proteger os trabalhadores e o meio ambiente e que isso prejudique os agricultores e pequenos negócios em um momento em que eles já estão sofrendo devido à pandemia. Diferenças à parte Do lado positivo, o RCEP reúne países que costumam ter relações espinhosas, como China e Japão. Além disso, tanto Austrália quanto China estão aderindo ao acordo, apesar de relatos de que a China pode boicotar algumas importações australianas por causa de diferenças políticas. "Você pode cooperar com alguém ou simplesmente odiá-lo, assim como as pessoas. O RCEP fez um trabalho impressionante ao se separar de outras disputas", diz Elms. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo
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Deputados da Argentina aprovam projeto que cria imposto sobre grandes fortunas
Texto agora irá para análise do Senado. Imposto extraordinário prevê contribuição única e pode arrecadar US$ 3 bilhões. A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na madrugada desta quarta-feira (18) o projeto de lei que cria um imposto extraordinário sobre grandes fortunas. Foram 133 votos a favor, 115 contra e duas abstenções, segundo a imprensa local. O texto agora irá para a análise do Senado.
O projeto é uma iniciativa do governo peronista de centro-esquerda do presidente Alberto Fernández e prevê uma arrecadação extra de cerca de US$ 3 bilhões.
A Argentina está em recessão desde 2018 e a situação foi agravada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), o país terminará este ano com um tombo de mais de 11% do PIB (Produto Interno Bruto).
A oposição classificou o projeto de "confiscatório" e afirma que a medida irá frear os investimentos de empresários no país. Já o grupo de apoio ao governo afirma que a concentração de riqueza está em poucas mãos e que a contribuição recairá sobre menos de 0,02% da população.
"Metade do que for arrecadado será contribuição de apenas 252 pessoas que estão no topo da pirâmide", defendeu a deputada Fernanda Vallejos.
Pelo projeto, a contribuição obrigatória será única e tributará pessoas cujos ativos declarados excedam 200 milhões de pesos (US$ 2,35 milhões) com uma taxa progressiva de até 3,5% para ativos na Argentina e até 5,25% sobre bens fora do país, segundo a agência France Presse.
Estima-se que a contribuição atingirá entre 9.000 e 12.000 pessoas em um país com 40,9% de seus 44 milhões de habitantes em situação de pobreza e com uma taxa de desemprego de mais de 10%.
A proposta declara finalidades específicas para o dinheiro arrecadado, como programas de desenvolvimento e produção de pequenas e médias empresas, projetos de educação e bolsas de estudo e compra de equipamentos médicos.
O projeto estabelece que 20% do que for arrecadado será usado em material médico para atendimento de emergência sanitária devido à pandemia, outros 20% para pequenas e médias empresas, 15% para programas de desenvolvimento social, 20% para bolsas de estudo e 25% para programas de desenvolvimento de gás natural.
Apoio e rejeição
Militantes peronistas em apoio ao projeto realizaram caravanas de veículos e marchas a pé durante todo o dia pelo centro de Buenos Aires e na frente do Congresso.
A oposição liberal do Juntos por el Cambio (Juntos pela Mudança) rejeitou a iniciativa e a classificou de "confiscatória", enquanto setores da esquerda defendiam abstenção.
"A Argentina já tem muitos impostos e uma sonegação altíssima. Ao invés de criar novos impostos, o que se deve fazer é uma arrecadação eficiente dos impostos já existentes", argumentou o deputado da oposição Álvaro González.
O setor empresarial também está dividido. Associações de grandes empresas rejeitam a iniciativa, enquanto pequenas e médias companhias veem o projeto com bons olhos.
"A iniciativa vai acabar descapitalizando as empresas que investem, produzem e sustentam empregos em um contexto de emergência sanitária", reclamou a poderosa União Industrial Argentina, embora a contribuição seja para grandes fortunas e não imposta às empresas.
A Argentina já completava quase dois anos de recessão, com índices altos de pobreza (cerca de 35% da população), de desemprego (em torno de 10%) e de inflação (53% em 2019), quando surgiram os primeiros casos do novo coronavírus no país.
O governo espera que a taxação das grandes fortunas ajude a fortalecer a frente fiscal, após 8 meses em que o Estado destinou milhões de dólares em ajuda ao setor privado para amenizar os efeitos econômicos das restrições impostas para combater o avanço do coronavírus. A Argentina registra 35.000 mortes e 1,3 milhão de infecções pela Covid-19 desde março.
Argentina passa a ser o sexto país com maior taxa de mortalidade por Covid
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Bolsas da Ásia fecham sem direção única
Índice acionário de Xangai fecha em alta com mercado de olho em novo suporte do governo. As bolsas da Ásia fecharam em direções mistas nesta quarta-feira (18).
No Japão, índice Nikkei recuou 1,10%, a 25.728 pontos.
Os mercados acionários da China devolveram alguns de seus ganhos iniciais, com o Índice de Xangai fechando a sessão em leve alta, depois da promessa do governo de implementar medidas adicionais para impulsionar a economia afetada pelo coronavírus. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,06%, enquanto o índice de Xangai teve ganho de 0,22%.
A China vai promover o crescimento econômico em uma faixa "razoável" ao mesmo tempo em que busca desenvolvimento de maior qualidade", disse o premiê Li Keqiang na terça-feira segundo a rádio estatal.
As declarações ajudaram a aliviar as preocupações do investidor de que as autoridades podem em breve abandonar os planos de estímulo no momento em que a recuperação na segunda maior economia do mundo ganha força.
Na Europa, os mercados de ações europeus tinham leve alta nesta quarta-feira. Às 7h50 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,13%, a 1.504 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,17%, a 389 pontos.
Veja as cotações de fechamento na Ásia:
Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,10%, a 25.728 pontos.
Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,49%, a 26.544 pontos.
Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,22%, a 3.347 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,06%, a 4.891 pontos.
Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,26%, a 2.545 pontos.
Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,33%, a 13.773 pontos.
Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,36%, a 2.788 pontos.
Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,51%, a 6.531 pontos.
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IGP-M tem alta de 3,05% na 2ª prévia de novembro e acumula 24,25% em 12 meses
Índice é utilizado como referência para a correção de valores de contratos como os de aluguel e tem sido pressionado pelos preços no atacado. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 3,05% na segunda prévia de novembro, depois de subir 2,92% no mesmo período do mês anterior, puxado pelos preços no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (18).
Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 20,56% para 24,25%.
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais.
Segundo André Braz, coordenador dos Índices de Preços, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui o maior peso no indicador, segue pressionado pelo aumento das matérias-primas brutas (4,77% para 5,22%), onde estão as commodities, cujo aumento de preços, vem influenciando mais a cadeia produtiva e justificando acréscimos em bens intermediários (3,50% para 3,97%).
Contribuíram para o movimento do grupo itens como milho em grão (7,81% para 19,87%), algodão em caroço (6,52% para 19,41%) e café em grão (-8,25% para 0,33%).
O IPA subiu 3,98% no segundo decêndio de novembro, ante 3,75% no segundo decêndio de outubro.
Já os demais componentes do IGP-M registraram altas menos expressivas. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,51%, contra 0,71% no mesmo período de coleta de outubro, enquanto que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,38% contra 1,50% na segunda prévia de outubro.
Em 2020, o IGP-M tem registrado uma variação bem acima da inflação oficial, que em 12 meses segue abaixo da meta central do governo para o ano, que é de 4%.
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Governo aumenta de 1,83% para 3,13% projeção da inflação em 2020
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A xícara de café que custa R$ 420
Os cafés gourmet ganharam popularidade nos últimos anos ― mas o que faz uma variedade de café ser tão valiosa? O que faz uma variedade de café ser tão valiosa? Alamy via BBC No leilão anual de cafés premiados do Panamá, todos os olhos se voltam para os preços. Isso porque a cada ano é batido um novo recorde. Neste ano, o grão mais bem avaliado foi vendido por US$1.300 (R$ 7,3 mil) por libra (454 gramas) ― superando os US$ 1.029 (R$ 5,8 mil) de 2019. De onde vem: café é a 2ª bebida mais consumida no país WEBSTORIES: como preparar um café perfeito Em 2018, o café vencedor ― leiloado por US$ 803 (R$ 4,5 mil) ― foi uma variedade chamada Elida Geisha, colhida em uma plantação familiar situada dentro de uma reserva de floresta vulcânica no oeste do país. Apenas 45 kg do café foram vendidos no leilão para um grupo formado por compradores chineses, japoneses e taiwaneses ― e também para um americano, da Klatch Coffee, de Los Angeles. A Klatch garantiu 4,5 kg do lote, e logo lançou uma promoção: uma xícara do "café mais caro do mundo" por US$ 75 (aproximadamente R$ 420). "Quando pensamos nos melhores vinhos ou conhaques, há tantas bebidas agradáveis semelhantes, e não hesitamos", diz Darrin Daniel, diretor-executivo da Alliance of Coffee Excellence, uma organização sem fins lucrativos com sede em Portland, nos EUA, que apoia pequenas fazendas produtoras de cafés especiais em todo o mundo. E, segundo ele, o café de alta qualidade também merece esse tratamento. Afinal, foi necessário muito esforço para produzir aquela xícara de café em particular. Um jurado examina os cafés participantes da competição 'The Best of Panama' Alamy via BBC Atualmente, a cotação do café commodity no mercado internacional é de US$ 1,10 por libra, em decorrência do excesso de oferta. As propriedades agrícolas de grande porte em países como o Brasil ― que fornece 29% do café importado da União Europeia ― tornam a competição entre as pequenas propriedades familiares desafiadora e por vezes insustentável. Foi durante uma recessão no final da década de 1990 que os concursos e leilões de cafés especiais começaram a decolar. O objetivo, diz Daniel, era reconhecer os pequenos produtores e criar uma plataforma para se conectarem a compradores de café nos EUA, Europa, Austrália e Ásia. Hoje, há dezenas de concursos e leilões de café. A Cup of Excellence, organizada pela Alliance of Coffee Excellence, é conhecida como "Olimpíada do Café" e atrai agricultores de 11 países. A The Best of Panama, competição que coroou a variedade Geisha da Lamastus Family Estates (2018 e 2019) e Finca Sophia (2020), também atrai um público internacional. Os cafés com maior pontuação nessas competições são vendidos por um valor muito mais alto do que US$ 1,10 por libra ― não necessariamente US$ 1.300, mas às vezes entre US$ 100 e US$ 300 por libra. "É gratificante para os agricultores e para os consumidores", afirma Ric Reinhardt, diretor-executivo emérito da Associação de Cafés Especiais da América (SCAA, na sigla em inglês). "Enquanto os agricultores têm uma vida melhor, os consumidores desfrutam de um produto melhor." Os grãos de café Elida Geisha são cultivados na fazenda da família Lamastus, no Panamá Alamy via BBC A variedade Elida Geisha, vencedora em 2018 e 2019, vem de uma pequena fazenda em Boquete, no Panamá, administrada por quatro gerações da família Lamastus. Elida era o nome da matriarca que administrava a fazenda e criou a família sozinha depois de perder o marido ainda jovem. Embora a família cultive café por mais de 100 anos, o grão Elida Geisha é relativamente novo. Por muito tempo, a fazenda da família enfrentou dificuldades e perdeu dinheiro, diz Wilford Lamastus Jr, produtor de café da quarta geração da Lamastus Family Estates. Além do café, a fazenda também cultivava cebola, amoras e melão para fazer face às despesas. "Qualquer pessoa em sã consciência diria: 'Estamos perdendo dinheiro. Temos que parar'", lembra Lamastus. Mas a família decidiu dobrar a aposta no café. O pai dele ajudou a estabelecer a Associação de Cafés Especiais do Panamá, juntando-se a outros cafeicultores da região e organizando a competição Best of Panama. Amostras de grãos de café são exibidas na competição internacional 'The Best of Panama' Alamy via BBC Em 2004, o grupo se viu diante de um momento decisivo: outra propriedade familiar, a fazenda La Esmeralda, encontrou uma variedade rara de café chamada Geisha. Destaque na competição daquele ano, foi vendida a US$ 21 por libra, um recorde na ocasião. Logo, outros agricultores, incluindo a família Lamastus, também começaram a cultivar o grão. Também conhecida como Gesha, esta variedade se originou na década de 1930 na região de Gesha, na Etiópia. Por volta dos anos 1960, as sementes acabaram chegando a um centro de pesquisa na Costa Rica, e depois ao Panamá. Os fazendeiros descobriram que a variedade era resistente e capaz de sobreviver a certas doenças, mas produzia pouco café ― e não era saboroso. Por anos, ficou esquecida. Até que a família Peterson da fazenda La Esmeralda descobriu a variedade por acaso durante um levantamento na propriedade. E constatou que, se cultivada em altitudes mais elevadas, produzia um café de sabor único e acentuado. "Você pode passar a vida toda encontrando ocasionalmente uma ou duas notas [florais e/ou frutadas] juntas em um café realmente bom", diz Reinhard. Mas, no caso da variedade Geisha, "você encontra toda uma sinfonia dessas notas". O grão de café Elida Geisha foi o vencedor do leilão de 2018, sendo vendido a US$ 803 por libra ― e bateu novo recorde no ano seguinte Klatch Coffee via BBC A família Lamastus comprou e plantou as primeiras sementes em 2006. Demorou oito anos ― muito mais do que a maioria das variedades de café leva ― até a primeira colheita. Os pés de café eram difíceis de ser cultivados. Lamastus estima que 20% morreram durante a transferência do viveiro, enquanto outros padeceram por estarem muito expostos em altitudes tão elevadas. Mas Lamastus diz que eles também foram abençoados com um excelente terreno para plantio, um rico solo vulcânico, um microclima único de grandes altitudes e uma localização central entre o Caribe e o Oceano Pacífico. A colheita e o processamento dos grãos exigem bastante atenção a cada detalhe para que o sabor do café possa ser realçado. Cerca de 20% dos 65 hectares da fazenda agora são dedicados à variedade Geisha ― e eles ainda planejam expandir. Em 2018, o grão Elida Geisha da família Lamastus venceu em sua categoria. Em 2019, a família ganhou duas vezes, tanto com a variedade Elida Geisha natural, quanto com o Elida Geisha lavado ― alcançando, no leilão, o preço recorde de US$ 1.029 por libra. Michael Perry, comprador e especialista da Klatch, foi um dos jurados do concurso "The Best of Panama" de 2018, parte de um júri internacional que provou os cafés às cegas, dando uma nota de 1 a 100 para cada variedade. Perry concedeu 97 pontos ao Elida Geisha natural. "Foi a melhor xícara que já degustei na vida", diz ele, que só não deu nota 100 para o caso de aparecer algo ainda melhor no futuro. Perry logo se juntou a um grupo de compradores, como o Black Gold de Taiwan, para dar um lance em conjunto no leilão. Por causa da diferença de fuso horário, o leilão online foi até tarde da noite, mas ele foi dormir sabendo que haviam comprado o lote premiado. Com o custo de envio e preparação do café, Perry estima que o preço final ficou próximo de US$ 1.000 por libra ― e cada libra produz cerca de 80 xícaras de café. Klatch transformou isso em uma experiência: em eventos privados, os clientes não apenas pagam para saborear uma xícara do café raro, como também aprendem sobre suas origens. "Mesmo as pessoas que estão pagando pelo café não sabem exatamente por que estão pagando tanto", afirma Heather Perry, vice-presidente da Klatch e presidente da SCAA. "Portanto, adicionar contexto ajuda." Daniel Walsh é um dos clientes da Klatch que pagou para provar uma xícara do café premiado. Profissional da indústria de bebidas, ele se autodescreve como esnobe em relação a café, ao ponto que quando viaja, leva seus próprios grãos, moedor e cafeteira para preparar uma xícara todas as manhãs. "É claro que você não vai pagar US$ 75 por uma xícara todos os dias", diz Walsh. "Mas você compra boas garrafas de vinho ou uísque, e paga rios de dinheiro por relógios ou sapatos que usa apenas uma vez. Adoro café e queria poder dizer: 'Provei'." Walsh degustou então o café, saboreando a combinação incomum de sabores florais e frutados. E não podia estar mais certo da sua decisão: "Você simplesmente não consegue sentir isso no café do dia a dia", afirma. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural
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13º salário deve ser integral para quem teve jornada reduzida, diz governo
Segundo o documento, o benefício natalino é calculado com base na remuneração integral do mês de dezembro, sem influência das reduções temporárias de jornada e salário. O governo divulgou uma nota técnica em que define que o 13º salário deve ser pago integramente para quem teve a jornada de trabalho reduzida em função da pandemia. Segundo o documento, o benefício natalino deve ser calculado com base na remuneração integral do mês de dezembro, sem influência das reduções temporárias de jornada e salário.
O pagamento integral vale mesmo que, em dezembro, o funcionário esteja recebendo remuneração menor em função da jornada reduzida.
No caso dos contratos suspensos, o período em que o funcionário não trabalhou não será considerado para o cálculo do 13º, a não ser que ele tenha prestado serviço por mais de 15 dias no mês. Neste caso, o mês será considerado para o pagamento do benefício.
Resumo
Trabalhador com redução de jornada
13º : recebe integral, equivalente à remuneração de dezembro (sem considerar a redução)
Férias: tem direito a férias normalmente, após 12 meses trabalhados, com pagamento do mês integral mais 1/3
Trabalhador que teve o contrato suspenso
13º: o cálculo é feito sobre o salário de registro, relativo a dezembro. Porém, são computados apenas os meses trabalhados, sendo 1/12 de salário por mês trabalhado. São considerados meses trabalhados aqueles em que a pessoa trabalhou pelo menos 15 dias. Assim, quem ficou três meses com o contrato suspenso, por exemplo, vai receber 9/12 de salário como 13º.
Férias: o período em que o contrato ficou suspenso não conta para as férias. O trabalhador terá direito a férias quando completar 12 meses trabalhados. O pagamento das férias será integral, mais 1/3.
Segundo Ricardo Calcini, professor de Direito do Trabalho da Pós-Graduação da FMU e especialista nas relações trabalhistas e sindicais, embora não tenha força de lei, a nota técnica deverá ser seguida pelas empresas, "salvo aquelas que desejam judicializar a questão". "Ela servirá de norte orientativo para os órgãos de fiscalização das relações do Trabalho", aponta.
Férias
A mesma regra vale para as férias. A nota técnica define que os períodos de suspensão do contrato de trabalho não serão levados em conta para o período aquisitivo de férias. Assim, o trabalhador terá direito às férias somente após completar 12 meses de trabalho.
Já a jornada reduzida não deve ter impacto sobre o pagamento da remuneração e adicional de férias.
A Secretaria do Trabalho informou que a nota técnica foi publicada devido aos questionamentos diários que recebeu sobre o assunto. "Não se mostra razoável não emitir um direcionamento claro à sociedade, considerando que a ausência de posicionamento causa insegurança jurídica no planejamento dos empregadores sobre os cálculos que devem observar", diz na nota.
Segundo a secretaria, o posicionamento "é o meio adequado para orientar a fiscalização do trabalho e o público em geral, dado o entendimento de que há subtrato jurídico suficiente na legislação para esclarecimento do tema".
A nota técnica informa que não há impedimento para que o 13º ou as férias sejam pagos ao trabalhador com contrato suspenso, seja por meio de convenção coletiva, acordo coletivo ou individual ou mesmo por liberalidade do empregador.
A primeira parcela do 13º deve ser paga até 30 de novembro, e a segunda, até 18 de dezembro. Têm direito ao 13º salário todos os trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada, urbano ou rural, avulso e doméstico, além dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Os trabalhadores que possuem, por exemplo, menos de um ano na empresa têm direito ao 13º salário proporcional aos meses trabalhados por mais de 15 dias.
Simulações
Um trabalhador que teve o contrato suspenso por quatro meses, sem trabalhar ao menos 15 dias no mês, e com salário de R$ 2.000 no mês de dezembro, deverá receber R$ 1.333,33 como 13º. Caso tivesse trabalhado os 12 meses do ano, esse valor seria de R$ 2.000. A conta do valor efeito é feita dividindo o salário integral (R$ 2.000) por 12, e multiplicando pelo número de meses efetivamente trabalhados (a partir de 15 dias de trabalho).
Se a suspensão começou, por exemplo, em 1º de abril e foi até 30 de maio, o funcionário deixou de trabalhar dois meses inteiros e, por isso, esses meses não contam. Mas, se a suspensão começou dia 20 de abril, o funcionário trabalhou 19 dias naquele mês, então este mês conta, porque ele trabalhou mais que 15 dias.
Veja mais simulações:
Salário de R$ 1.045
Suspensão de contrato por três meses
Valor do 13º: R$ 783,75
Salário de R$ 1.500
Suspensão de contrato por seis meses
Valor do 13º: R$ 750
Salário de R$ 5.000
Suspensão de contrato por quatro meses
Valor do 13º: R$ 3.333
Salário de R$ 2.000
Suspensão de contrato por cinco meses
Valor do 13º: R$ 1.166
Corte e suspensão
A suspensão de contratos e redução de remuneração e jornada foram permitidos por meio do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, do governo federal.
Lei autoriza redução de jornada e salário até dezembro; veja perguntas e respostas
O programa permite aos empregadores suspenderem os contratos de trabalho ou reduzir as remunerações e as jornadas em 25%, 50% ou 70% até 31 de dezembro.
No caso dos contratos suspensos, os salários são cobertos pelo governo até o limite do teto do seguro-desemprego (R$ 1.813,03) para funcionários de empresas com receita bruta até R$ 4,8 milhões. Já quem teve a jornada reduzida recebe o salário proporcional da empresa e um complemento relativo a uma parte do valor do seguro-desemprego.
Em ambos os casos, os trabalhadores têm direito à estabilidade pelo tempo equivalente à suspensão ou redução.
Veja como ficam os pagamentos dos benefícios para preservação de emprego:
Suspensão do contrato de trabalho: recebe 100% da parcela do seguro-desemprego, que pode variar de R$ 1.045 a R$ 1.813,03 (exceto no caso de funcionário de empresa com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões – neste caso: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego)
Redução de 25% na jornada: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego
Redução de 50% na jornada: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego
Redução de 70% na jornada: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego
Nenhum trabalhador vai ganhar menos do que um salário mínimo
VÍDEOS: Veja mais notícias de Economia:
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Dólar cai pelo 4º dia seguido, negociado ao redor de R$ 5,30
Na terça-feira (17), moeda dos EUA fechou com queda de 1,99%, a R$ 5,3, menor valor em 2 meses. Notas de dólar Reuters O dólar opera em queda pelo 4º dia seguido nesta quarta-feira (18), caindo abaixo de R$ 5,30, com os mercados reagindo com otimismo ao anúncio da Pfizer de que concluiu a 3ª fase de testes da sua vacina contra Covid-19 com eficácia de 95%. Às 15h58, a moeda norte-americana caía 0,25%, cotada a R$ 5,3166. Na mínima até o momento chegou a R$ 5,2758. Veja mais cotações. Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 1,99%, a R$ 5,33, menor valor em dois meses. Com o resultado, passou a acumular queda de 7,11% na parcial de novembro, mas ainda tem alta de 32,92% no ano. Cenário local e externo O recuo do dólar nos últimos dias tem acompanhado a fraqueza da moeda norte-americana no exterior e refletido a percepção dos investidores de que o Banco Central deixou a porta aberta para recalibragem da oferta de swaps tradicionais (que funcionam como venda de dólar no mercado futuro). Recentemente, o otimismo em relação a uma vacina para a Covid-19 tem fornecido combustível para a busca por risco, com as farmacêuticas norte-americanas Pfizer e Moderna anunciando taxas de eficácia de 90% e 94,5% em seus testes em estágio avançado. Além disso, a vitória eleitoral do democrata Joe Biden nos Estados Unidos tem sido apontada como positiva para ativos de países emergentes, em meio a perspectivas de uma linha comercial menos dura na maior economia do mundo. Por outro lado, a disseminação da Covid-19 nas maiores economias do mundo e a retomada de lockdowns continuavam no radar dos investidores, fornecendo alguma cautela em meio a temores de que a economia global não consiga emergir da recessão causada pela pandemia. Brasil se aproxima de 167 mil mortes por Covid Na cena doméstica, o foco segue na expectativa de retomada da pauta econômica no Congresso Nacional. O aumento da dívida pública e a trajetória das contas públicas têm dominado o radar dos investidores locais em meio a temores de que o governo fure seu teto de gastos ao tentar conciliar o financiamento de um novo pacote de auxílio a um Orçamento apertado para 2021. No ano, o real é a segunda moeda mais volátil dentre seus principais rivais emergentes, atrás apenas da lira turca, segundo a Reuters. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa Assista às últimas notícias de economia Variação do dólar em 2020 G1
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Preços de energia caem e zona do euro tem deflação em outubro
Preços nos 19 países que usam o euro recuaram 0,3% na base anual. A zona do euro registrou queda dos preços em outubro na comparação com o ano anterior pelo terceiro mês consecutivo, igualando a mínima de quatro anos, uma vez que a energia ficou mais de 8% mais barata do que um ano antes.
Os preços nos 19 países que usam o euro avançaram 0,2% em outubro na comparação com setembro, mas recuaram 0,3% na base anual, o mesmo que em setembro e em linha com estimativas iniciais divulgadas no início de novembro.
Alimentos, álcool e tabaco contribuíram com 0,38 ponto percentual para o resultado, disse a Eurostat, com os serviços pesando outro 0,19 ponto. Mas a queda de 8,2% dos preços da energia na comparação anual subtraiu 0,81 ponto percentual do número final.
Segunda onda de Covid ameaça Europa
Sem os preços voláteis de energia e alimentos não processados, que o Banco Central Europeu chama de núcleo da inflação, os preços subiram 0,1% na comparação mensal e 0,4% na base anual.
O BCE quer manter a inflação abaixo mas perto de 2% no médio prazo.
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Economia do Chile cresce 5,2% no 3º trimestre e mostra sinais de recuperação lenta
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, PIB encolheu 9,1%. Sebastián Piñera, presidente do Chile. Prensa/Gobierno de Chile O Produto Interno Bruto do Chile cresceu 5,2% no 3º trimestre, ante o trimestre imediatamente anterior, informou nesta quarta-feira (18) o banco central do país, mostrando sinais de uma lenta recuperação após o tombo de 13,5% no 2º trimestre. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve retração de 9,1%, conforme a economia continua a sofrer com meses de estagnação provocada pela pandemia de coronavírus. A economia do maior produtor de cobre do mundo começou a mostrar retomada após o pico do surto de coronavírus em maio e junho. O crescimento no Chile também recebeu impulso da aprovação de uma lei em julho que permitiu que milhões de chilenos retirassem 10% de suas aposentadorias junto ao sistema privado de previdência. Muito desse dinheiro foi imediatamente reinjetado na economia, destaca a Reuters. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um tombo de 6% no PIB do Chile em 2020. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo
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Bovespa opera em queda após renovar máximas desde fevereiro
Na terça-feira, Ibovespa fechou em alta de 0,77%, a 107.248 pontos, maior pontuação desde fevereiro. A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda nesta quarta-feira (18), perdendo o patamar de 107 mil pontos, em meio a realização de lucros após o avanço dos últimos dias, com bancos entre as maiores pressões de baixa, enquanto companhias aéreas figuravam na ponta positiva. Às 15h58, o Ibovespa recuava 0,11%, a 107.131 pontos. Veja mais cotações. Por volta do mesmo horário, Bradesco e BTG caíam ao redor de 1,5%. Já as ações da Gol, Embraer e Azul subiam mais que 4%. Na quarta-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,77%, a 107.248 pontos, a maior pontuação desde o pregão anterior ao Carnaval, em 21 de fevereiro. Na parcial do mês, o Ibovespa tem alta de 14,15%. No ano, tem queda de 7,26%. Cenário No exterior, a Pfizer comunicou que os resultados finais do teste de estágio avançado de sua vacina para Covid-19 mostram que ela é 95% eficaz, acrescentando ter os dados de segurança exigidos referentes a dois meses. A disseminação do coronavírus nas maiores economias do mundo e a retomada de lockdowns, no entanto, ainda reforçavam a cautela em meio a temores de que a economia global não consiga emergir da recessão causada pela pandemia. "Investidores seguem balanceando expectativas, colocando de um lado o otimismo com relação a uma vacina e do outro a cautela em torno da manutenção de uma situação sanitária delicada na Europa e nos Estados Unidos", afirmou a Guide Investimentos. Em Wall Street, al bolsas tinham leve alta, em meio ao noticiário sobre a vacina, com as ações da Boeing também em destaque após obter aprovação nos Estados Unidos para retomar os voos de seu 737 MAX. Na cena doméstica, o foco segue na expectativa de retomada da pauta econômica no Congresso Nacional. A pauta fiscal tem dominado o radar dos investidores locais em meio a temores de que o governo fure seu teto de gastos ao tentar conciliar o financiamento de um novo pacote de auxílio a um Orçamento apertado para 2021. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
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