Anitta lima emoção real de ‘canção de feriado’ gravada em inglês e espanhol para os Estados Unidos
Capa do single 'Amor real (Holiday song)', de Anitta Reprodução Resenha de single Título: Amor real (Holiday song) Artista: Anitta Compositores: Abby-Lynn Keen, Anitta, Declan Hoy, Kirk Robinson, Mark Cory Rooney, Mark Morales, Nathaniel Robinson e Roy Hammond Edição: Warner Music Cotação: * * ♪ Amor real. O título do single lançado por Anitta sem aviso prévio nesta sexta-feira, 6 de novembro, faz supor inédita música em português da cantora e compositora carioca. Pista falsa. Como entrega o subtítulo em inglês Holiday song, Amor real é canção de espírito sentimental gravada por Anitta – com letra bilíngue que alterna versos em espanhol e em inglês – a convite de loja de departamento dos Estados Unidos. Direcionada para o mercado latino norte-americano, inclusive para o público de ascendência hispânica, a gravação de Amor real tem batida sintetizada de pegada latina que dilui o sentimentalismo geralmente entranhado nas letras de “canções de feriado”, sobretudo as de Natal. A produção musical do single Amor real foi feita por Abby-Lynn Keen e Declan Hoy, nomes também responsáveis pelas programações da faixa. Keem e Hoy ainda assinam a música juntamente com Kirk Robinson, Mark Cory Rooney, Mark Morales, Nathaniel Robinson e Roy Hammond, além da própria Anitta. O vasto time de compositores sinaliza que Amor real é mais uma canção produzida em escala industrial, sem qualquer resquício de emoção real.
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Péricles reforça time de cantores que caem no samba popularizado pelo Ara Ketu em 1998
♪ Péricles se junta ao time de cantores que não resistiram ao poder aliciante da música Mal acostumada. No quarto EP com músicas do álbum Tô achando que é amor, o cantor paulista procura ambientar em clima de pagode de mesa a composição de autoria de Meg Evans e Ray Araújo. Apresentada com batida forrozeira em 1997 na gravação original feita por Cabelo de Fogo, banda baiana criada por Meg em Salvador (BA), Mal acostumada ganhou projeção em todo o Brasil em 1998, ano em que o grupo soteropolitano Ara Ketu regravou a música na cadência do samba. Desde então, Mal acostumada – que às vezes tem o gênero do título invertido e trocado para Mal acostumado, como fez Péricles – já ganhou as vozes de Joanna, Simone, Elymar Santos e da dupla Simone & Simaria, entre outros nomes. Capa de 'Tô achando que é amor EP 4', de Péricles Bruno Fioravante Além de regravar o sucesso do Ara Ketu, Péricles dá voz a outras três músicas no quarto dos cinco EPs em que vem apresentando paulatinamente o repertório do álbum Tô achando que é amor. As outras músicas do EP 4 – lançado nesta sexta-feira, 6 de novembro – são as inéditas Sem questionar (Brunno Gabryel, Suel e Rodrigo Oliveira), Ai ai de mim (Rodrigo Oliveira, Cleitinho Persona, Elizeu Henrique e Jota Reis) e Stand by (Tiago Alexandre, André Lemmos, Marcelinho TDP e William Mendonça).
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Xand Avião reúne Barões da Pisadinha, Dilsinho, Lauana Prado e Léo Santana no EP ‘Todos os ritmos’
♪ Composição de autoria de Waleria Leão e Blener Maycom, gravada por Xand Avião com a cantora sertaneja Lauana Prado, Surra de cama é a música que abre os trabalhos promocionais de Todos os ritmos, EP lançado nesta sexta-feira, 6 de novembro, pela gravadora Som Livre. No disco, o cantor de forró apresenta quatro músicas do registro audiovisual do show apresentado por Xand em 26 de setembro em evento promovido na área de lazer de hotel situado em Porto de Galinhas (PE), no litoral de Pernambuco. São músicas gravadas com convidados que transitam por ritmos como forró, pagode e sertanejo. Além de Lauana Prado, Xand Avião se junta com Barões da Pisadinha (na música Ela aperta a minha mente), Dilsinho (na composição Vou parar) e Léo Santana (em Forró 150 ).
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Lives de hoje: Festival com Falamansa e Joelma, Kylie Minogue e mais shows para ver em casa
Festival on-line também vai ter Cheiro de Amor, Hungria, Toni Garrido e outros. Veja horários de transmissões deste sábado (7). Festival com Falamansa e Joelma e live de Kylie Minogue estão entre as transmissões deste sábado (7) João Januário/TV Globo; Gustavo Arrais/Divulgação; Tolga Akmen/AFP/Arquivo Roupa Nova, Kylie Minogue e Aláfia estão entre as lives deste sábado (7). Festival com Joelma, Blitz, Toni Garrido, Ira!, Falamansa e outros artistas começa às 16h. Apesar da internação por Covid-19 de Paulinho, vocalista do Roupa Nova, o grupo carioca vai se apresentar em Uberlândia (MG) e o show será transmitido pela internet. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Veja horários e links: Blitz, Toni Garrido, Ira!, Falamansa, Joelma, Cheiro de Amor, Yasmin Santos, Hungria e Pablo – a partir das 16h – Link Aláfia – Sesc em Casa – 19h – Link Hiran – 19h – Link Kylie Minogue – 20h – Transmissão paga – Link Roupa Nova – 20h – Link Semana Pop mostra os momentos em lives que saíram do controle VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento
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Como o Louro José, outros fantoches foram fenômenos da TV dentro e fora do Brasil; conheça
Morte de Tom Veiga, aos 47 anos, mostrou conexão poderosa do público com fantoche. Semana Pop apresenta bonecos que, como o Louro, ajudam a contar a história do entretenimento na TV. Semana Pop mostra fantoches que viraram fenômeno, como o Louro José
A morte de Tom Veiga, aos 47 anos, mostrou o quão poderosa pode ser a conexão do público com um personagem da TV. Seu Louro José se tornou paixão nacional no Brasil. E, como ele, outros bonecos também marcaram a cultura em outros países.
O Semana Pop deste sábado (7) fala de fantoches que viraram fenômenos em várias partes do mundo e ajudam a contar a história do entretenimento na televisão. Alguns deles, talvez você nem conheça.
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O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo.
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Exposição traz ‘retrô-perspectiva’ do fotógrafo Penna Prearo; veja 6 curiosidades em VÍDEO
Primeira mostra da Casa da Imagem desde o início da quarentena, 'Fronteiras Movediças' fica em cartaz até 29 de novembro. Penna Prearo: fotógrafo explica 6 curiosidades da exposição 'Fronteiras Movediças' A primeira exposição recebida pela Casa da Imagem, na Sé, após longos meses de quarentena celebra a carreira vibrante de um fotógrafo que, aos 71 anos, encana com o termo "retrospectiva". "Isso é pra quem já morreu ou encerrou carreira", afirma Penna Prearo, que chegou a sugerir um subtítulo para "Fronteiras Movediças" — em cartaz até 29 de novembro. "Eu entendo que seja um apanhado retrospectivo. Mas quando você trata de uma pessoa, um indivíduo, de um artista que está em plena produção, em plena velocidade de lançamento, que está o tempo todo trabalhando, soa pouco. Eu sugeri que botasse entre parênteses esse subtítulo. 'Uma mostra retrô-perspectiva'. É surreal, inclusive, né?", propõe Penna. Contudo, questões que passavam pela programação visual impediram a sugestão. "Uma caretice", define. O fotógrafo Penna Prearo posa diante de seu ensaio 'São todos filhos de… Deus', exposto na Casa da Imagem, em São Paulo. É a primeira vez que as 10 imagens do ensaio são apresentadas em conjunto na cidade Fábio Tito/G1 O G1 conversou com Ariovaldo Carlos Prearo poucos dias após a inauguração da mostra, no final de outubro (veja o vídeo acima). Com tanto peso, o nome de batismo parece digno de desembargador ou de personagem secundário em alguma novela de época. Já o nome artístico é leve como a conversa do dono. Penna Prearo ficou conhecido nos anos 1970 após fazer algumas fotos que viraram capas de discos de artistas consagrados, entre eles Tim Maia, Milton Nascimento, Elis Regina. Somado a isso, o gosto escancarado por música de alguém que se descreve como "um músico que faz fotografias" poderia apontar para uma carreira extensa na área. Um erro. A música imagética de Penna sempre soprou como vento, sem respeitar fronteiras. Ainda na fotografia analógica, seu ensaio mais famoso foi "São todos filhos de… Deus". A obra ganhou o mundo na década de 1990, colocando uma tradicional representação do rosto de Jesus Cristo no lugar das cabeças de personagens em cenas curiosas. Hoje, o fotógrafo tem como principal ferramenta o celular, para facilitar os cliques depois de ver os movimentos da mão direita comprometidos pelo mal de Parkinson. Entre os antigos ensaios analógicos e as cenas de ruído pleno e replicado da série "Tribunal das pequenas alterações", feita ao longo dos últimos anos, há que se ao menos tentar compreender essa trajetória tão longa e transbordante. Imagem da série 'Tribunal de pequenas alterações', feita em 2017 Penna Prearo É bem isso o que propõe a exposição "Fronteiras Movediças", que traz 150 imagens distribuídas em 9 salas, produzidas ao longo da carreira de Penna Prearo. Em vídeo postado em rede social, ele e o curador, Fausto Chermont, prometem comparecer ao museu todo sábado para receber os visitantes. Pessoalmente, seguindo os protocolos de higiene e segurança, pode ser possível vislumbrar a perspectiva do jovem artista septuagenário para seus próximos passos. Exposição 'Fronteiras Movediças', de Penna Prearo Local: Casa da Imagem – Rua Roberto Simonsen, 136B – Sé Visitação: de terça a domingo, das 11h às 15h, até 29 de novembro Entrada gratuita Nota: Tanto o curador quanto o artista optaram por gravar entrevista sem o uso de máscara no museu, que estava vazio. A equipe do G1 manteve o distanciamento e seguiu os protocolos de higiene e segurança durante toda a realização da reportagem. Capa de disco de Tim Maia em 1972, com foto de Penna Prearo Reprodução Retrato de Elis Regina em 1977. Dessa sessão saiu o retrato que ilustra capa do disco lançado naquele ano Penna Prearo Foto da série 'Jornada do alumbramento de Apollo', feita em 2009 Penna Prearo Imagem da série 'Quem você pensa que é? Zero Ego', feita em 2005 Penna Prearo Imagem da série 'Carrossel para um Kubrick solitário', feita em 2010 Penna Prearo
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Cineasta argentino Fernando ‘Pino’ Solanas morre aos 84 anos, em Paris
Ele estava internado após ter contraído Covid-19. Imagem de arquivo de 16 de maio de 2018 mostra o cineasta argentino Fernando Solanas ao chegar em Cannes. AFP Fernando "Pino" Solanas, cineasta, político e ativista argentino, morreu aos 84 anos em Paris. A morte ocorre dias após ele ser internado em um hospital com diagnóstico de coronavírus, informou neste sábado (7) o ministério das Relações Exteriores argentino, segundo a agência France-Presse. "Enorme dor por Pino Solanas. Faleceu enquanto cumpria suas obrigações como embaixador da Argentina na Unesco", disse o ministério no Twitter. "Será lembrado por sua arte, por seu compromisso político e por sua ética sempre a serviço de um país melhor", acrescentou. Solanas havia anunciado no Twitter, em 16 de outubro, que ele e sua esposa, Ángela Correa, haviam contraído Covid-19 na capital francesa, onde se encontra a sede da Unesco, e que ele estava internado em observação. Na imagem que acompanhava a mensagem, o cineasta aparecia em um leito de hospital e com máscara. Initial plugin text Cinco dias depois, o diretor premiado afirmou que o seu estado era "delicado", mas que ainda "resistia". Foi sua última mensagem na rede social. Quem foi Fernando Solanas Solanas foi um cineasta comprometido, revolucionário e prolífico e também um político apaixonado e perseverante. Em 1992 foi eleito senador pela cidade de Buenos Aires e um ano depois foi deputado pela Frente Grande. Também foi candidato à presidência em 2007 pelo movimento Projeto Sul, progressista, ambientalista e de centro-esquerda, em aliança com o Partido Socialista Autêntico. Em junho de 2019, anunciou que ingressaria na Frente de Todos e endossou a chapa presidencial de Alberto Fernández e Cristina Fernández. Nascido em 16 de fevereiro de 1936 em Buenos Aires, Solanas estreou no cinema em 1962, com o curta "Seguir andando". Em 1967 dirigiu o documentário "La Hora de los Hornos", trilogia co-dirigida com Octavio Getino, com duração de mais de quatro horas, que se tornou um símbolo do cinema politicamente comprometido, de denúncia e resistência à ditadura. Em imagem de 2015, Fernando Solanas exibe o troféu recebido no Festival de Gramado Edison Vara/Agência Pressphoto Solanas dirigiu também, entre outros, "Perón: Actualización política y doctrinaria para la toma del poder", entrevista com Juan Domingo Perón, que se tornou um documento reverenciado pelos jovens peronistas da época. Seu documentário "Memoria del saqueo", sobre a precária condição social e econômica da Argentina, foi apresentado no Festival de Cinema de Berlim em 2004, mesmo ano em que Solanas recebeu o Urso de Ouro honorário em reconhecimento à sua carreira. "El exilio de Gardel (Tangos)", de 1985, foi premiado no Festival de Veneza, e Solanas recebeu o prêmio de melhor diretor no festival francês de Cannes por seu longa "Sur", em 1988. O realizador é co-autor do manifesto "Hacia un Tercer Cine", movimento latino-americano que surgiu na década de 1960 em oposição a uma linguagem cinematográfica dominante, comercial e ditada principalmente pelos Estados Unidos. "A luta anti-imperialista dos povos do Terceiro Mundo, e dos seus equivalentes nas metrópoles, constitui hoje o eixo da revolução mundial. O Terceiro Cinema é para nós aquele que reconhece nessa luta a mais gigantesca manifestação cultural, científica e artística do nosso tempo, a grande possibilidade de construção por cada povo de uma personalidade libertada: a descolonização da cultura", afirmavam Solanas e Octavio Getino, co-signatários deste manifesto. No início de outubro, Solanas se encontrou com o papa Francisco no Vaticano, uma de suas últimas atividades públicas, para discutir projetos de luta "contra as mudanças climáticas e os direitos da Mãe Terra", segundo o próprio Solanas no Twitter. Homenagens Sua morte começou a suscitar mensagens de condolências nos círculos políticos e culturais. Muitos se lembraram do discurso que proferiu em 2018, como senador, quando um projeto de lei sobre o aborto foi rejeitado pela Câmara alta após uma histórica mobilização feminista nas ruas do país. "Vamos acabar com a hipocrisia de uma classe dominante de que sabendo que as mais ricas podem fazer abortos seguros, deixam as menos ricas condenadas à infecção ou à morte", disse Solanas na época. "Bravo meninas, vocês elevaram a honra e a dignidade da mulher argentina. Se não sair hoje, no ano que vem vamos insistir. E se não sair no ano que vem, vamos insistir no outro. Ninguém vai conseguir parar a onda da nova geração", disse ele. Saiba também:
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Musical sobre Jackson do Pandeiro ganha força no coletivo entre sons e síncopes do ‘Rei do ritmo’
Espetáculo da Barca dos Corações Partidos está em temporada online até 6 de dezembro, de quinta-feira a domingo, com gratuitas sessões virtuais. Elenco do musical 'Jacksons do Pandeiro' Renato Mangolin / Divulgação Resenha de musical de teatro (a partir de transmissão online) Título: Jacksons do Pandeiro Dramaturgia: Braulio Tavares e Eduardo Rios Direção: Duda Maia Direção musical: Alfredo Del-Penho e Beto Lemos Elenco: Cia. Barca dos Corações Partidos (Adrén Alves, Alfredo Del-Penho, Beto Lemos, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Renato Luciano e Ricca Barros) Artistas convidados: Everton Coroné, Lucas dos Prazeres e Luiza Loroza Produção: Sarau Agência de Cultura Cotação: * * * 1/2 ♪ Espetáculo em temporada online com gratuitas sessões virtuais de quinta-feira a domingo, às 20h, até 6 de dezembro de 2020, no canal da Cia. Barca dos Corações Partidos no YouTube. ♪ Oito anos após ter se formado a partir da navegação pela obra matricial de Luiz Gonzaga (1912 – 1989), mote do espetáculo Gonzagão – A lenda (2012), a companhia de teatro Barca dos Corações Partidos singra em torno do vibrante universo sincopado de outro pilar da música nordestina, José Gomes Filho (31 de agosto de 1919 – 10 de julho de 1982), o Jackson do Pandeiro, artista entronizado e imortalizado como Rei do ritmo. Dono de obra calcada na síncope, articulada com marotas divisões rítmicas, o cantor, compositor e músico paraibano reinou de 1953 até meados dos anos 1960, tendo sido redescoberto na década de 1970 por conta de gravações de Gilberto Gil e Gal Costa. É da interação desse encantado reino musical do cantor e ritmista com as histórias das vidas dos próprios atores da Cia. que Braulio Tavares e Eduardo Rios construíram a dramaturgia fluida de Jacksons do Pandeiro, sexto espetáculo da Barca dos Corações Partidos. O musical de teatro está em cartaz na internet com gratuitas sessões virtuais exibidas de quinta-feira a domingo, até 6 de dezembro, no canal oficial da Barca dos Corações Partidos no YouTube. Com vivacidade, percebida já pelos figurinos multicoloridos de Kika Lopes e Rocio Moure, o espetáculo reforça a assinatura da diretora Duda Maia e da própria marca teatral da Barca. Distanciados da fórmula já exaurida dos musicais biográficos, os dramaturgos e a diretora se afinam na criação de espetáculo que fala mais pela música e pelo coreográfico jogo de cena do que pelo texto, fragmentado para servir a essa cena. Ainda assim, a dramaturgia embute pequenos monólogos como a fala brilhante em que Luiza Loroza – artista convidada da Barca neste espetáculo – personifica as mulheres da vida de Jackson em conexão com ela própria, Luiza. Programado para ter estreado em abril, mas impedido de chegar à cena na data prevista por conta da pandemia, o musical Jacksons do Pandeiro veio ao mundo em 10 de outubro em transmissão online. Feita sob a direção de Diego de Godoy, a captação de imagens dessa primeira e única sessão ao vivo gerou a gravação ora exibida em temporada virtual com refinada estética visual que, ao mesmo tempo em que se devia do estilo “teatro filmado”, incorpora códigos da linguagem audiovisual da TV. Em cena, os atores fazem teatro. Aos olhos do espectador, oculto para o elenco atrás da tela (da TV, do computador ou do celular), o que se vê é gênero híbrido de arte, ainda que a matéria-prima seja teatral. O ator Lucas dos Prazeres tem presença vivaz na cena do musical 'Jacksons do Pandeiro' Renato Mangolin / Divulgação À seleção de repertório da discografia de Jackson do Pandeiro, feita a partir da pesquisa de cerca de 400 músicas gravadas pelo cantor entre 1953 e 1982, a companhia adicionou músicas inéditas, compostas – em parceria ou separadamente – pelos diretores musicais do espetáculo, Alfredo Del-Penho e Beto Lemos, e pelo dramaturgo Eduardo Rios. Dessa soma, resultou o roteiro musical formado por 54 músicas que dialogam entre si, dentro do universo de Jackson do Pandeiro, pautado por ritmos como cocos, xaxados, sambas, rojões, emboladas, frevos e baiões. Coco do norte (Rosil Cavalcanti, 1955) ecoa em Coco de mãe (Beto Lemos e Eduardo Rios), por exemplo. Em rota que culmina com O canto da ema (Alventino Cavalcanti, Aires Viana e João do Vale, 1956), o roteiro musical cai no suingue sem deixar de apresentar números mais melódicos. Como se os corpos dos atores fossem também instrumentos, aos quais se somam pandeiros, alfaias, tamborins, violões, violas, zabumba e sanfona (símbolo maior da música nordestina), a Barca singra em cena no balanço de temas como Forró em Limoeiro (Edgar Ferreira, 1953) e Bodocongó (Humberto Teixeira e Cícero Nunes, 1950), música que Jackson tomou para si a partir da gravação de 1966 para expiar a saudade de Campina Grande (PB), cidade onde o artista morou de 1932 a 1946 – vindo da cidade natal de Alagoa Grande (PB) – e onde começou a ganhar projeção como ritmista e cantor. Com a liberdade de acrescentar versos de Braulio Tavares à letra de Como tem Zé na Paraíba (Manezinho Araújo e Catulo de Paula, 1962), o roteiro musical parece ter sido pensado para o coletivo. Como em outros espetáculos da Barca, a força cênica de Jacksons do Pandeiro brota sobretudo do conjunto sem impedir brilhos individuais como o de Alfredo Del-Penho no solo e no suingue do Samba do ziriguidum (Jadir de Castro e Luis Bittencourt, 1962). A presença vivaz de Lucas dos Prazeres também merece menção honrosa em espetáculo que, na forma filmada como chega ao espectador, permite a fruição do detalhe da cena, do close impossível de ser captado pelo olho de quem está na plateia do teatro. Contudo, é no todo, no conjunto da obra e dos sons, no encanto da síncope coletiva, que o musical Jacksons do Pandeiro enche os olhos, reafirmando o estilo e a originalidade da Barca dos Corações Partidos.
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Roberta Sá vai de Zélia Duncan a Ivone Lara na inédita sessão de estúdio ‘Pra nunca se acabar’
Registro audiovisual é aperitivo do show que junta a cantora com a flautista Aline Gonçalves e a violonista Samara Líbano. ♪ Samba que batizou o álbum de sambas lançado por Zélia Duncan há cinco anos, Antes do mundo acabar (2015) – parceria da artista com Zeca Baleiro – ganha a voz de Roberta Sá. O samba de Zélia e Zeca abre Pra nunca se acabar, registro audiovisual lançado por Roberta Sá na noite de sexta-feira, 6 de novembro, no canal oficial da artista no YouTube. Com direção de vídeo orquestrada por Murilo Alvesso, este registro Pra nunca se acabar resulta de inédita sessão de estúdio feita pela cantora com cenário e direção artística de Gigi Barreto e captada em 30 de agosto no estúdio Frigideira, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sessão apresenta gravações inéditas de cinco músicas, interpretadas por Roberta Sá com os toques das instrumentistas Aline Gonçalves (flauta e clarinete) e Samara Líbano (violão de sete cordas). Roberta Sá na sessão de estúdio 'Pra nunca se acabar', disponível no canal oficial da artista no YouTube Reprodução / vídeo Além do samba Antes do mundo acabar, Roberta Sá dá a voz leve aos sambas A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha, 1957), Janeiros (Pedro Luís e Roberta Sá, 2007), Samba de um minuto (A novidade) (Rodrigo Maranhão, 2003) e Nasci pra sonhar e cantar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1982). Com 21 minutos e 30 segundos, o registro audiovisual serve como saboroso aperitivo do inédito show também intitulado Pra nunca se acabar e programado para ser apresentado em 27 de novembro, em Belo Horizonte (MG), dentro da programação da Mostra de Teatro e Música do Cine Theatro Brasil Vallourec. A apresentação de Roberta Sá poderá ser vista de forma presencial ou virtual, mediante compra de ingressos.
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Celebridades repercutem eleição de Joe Biden como presidente dos EUA
Lady Gaga, Viola Davis, Miley Cyrus, Chris Evans, LeBron James e muitos outros usaram as redes sociais para celebrar a vitória de Biden, segundo projeções de veículos de imprensa americanos. Joe Biden abraça Lady Gaga no comício do dia 2 de novembro, em Pittsburgh Andrew Harnik/AP Artistas e celebridades comemoram a eleição de Joe Biden como presidente dos EUA. Em manifestações nas redes sociais, eles comentaram o resultado das projeções de veículos de imprensa americanos que, neste sábado (7), deram a vitória ao candidato democrata contra Donald Trump. Nomes como Beyoncé, Chris Evans, Lady Gaga, Cher, LeBron James e muitos outros se manifestaram com o resultado, parabenizando também a vice-presidente eleita Kamala Harris, a primeira mulher a ocupar o cargo na história do país. PERFIL: Conheça a história de Joe Biden APURAÇÃO: Veja como fica a contagem dos votos nos EUA TEMPO REAL: Veja notícias AO VIVO das eleições americanas Lady Gaga foi uma das primeiras, e comemorou, dizendo que Biden e Kamala Harris "deram ao mundo um dos maiores atos de gentileza e de bravura que a humanidade já viu". "Apenas amor para o novo comandante e para a primeira mulher vice-presidente eleita". Initial plugin text A atriz Viola Davis celebrou o anúncio da vitória de Biden, agradecendo aos votos dos negros e dizendo que a luta agora é por mais vagas dos democratas no Senado. Initial plugin text O ator Chris Evans, que interpreta o Capitão América nos filmes da Marvel, respondeu a uma mensagem de Trump, dizendo que teria vencido as eleições. Evans disse: "Não venceu. Você perdeu". Initial plugin text A cantora, compositora, instrumentista e rapper americana Lizzo publicou um vídeo emocionado. "Vamos trabalhar, América", disse. "É hora de confiar nas pessoas que estão no poder. É hora deles nos escutarem. E é hora de uma real mudança em nossas políticas e práticas". Lizzo se emociona ao falar da vitória de Biden e de Kamala Reprodução/Instagram O astro da NBA LeBron James, do Los Angeles Lakers, publicou uma montagem que mostra Biden enterrando a bola em uma cesta de basquete enquanto Trump tenta impedir. Initial plugin text Miley Ray Cyrus, cantora que também ficou conhecida pela personagem Hannan Montana, publicou em sua rede social que "agora é festa nos EUA", citando uma de suas músicas mais conhecidas, "Party in USA". Initial plugin text A atriz e cantora Cher disse que, agora, "os EUA são parte do mundo novamente". Initial plugin text A modelo Kim Kardashian West, esposa do rapper Kannye West — que também foi candidato à presidência dos EUA — comemorou, publicando uma foto de Biden e de Kamala Harris juntos com a bandeira americana ao fundo. Initial plugin text Comemorando a vitória de Biden, o ator e comediante disse que "devemos nos curar. Mas primeiro, devemos regozijar". Initial plugin text Além de uma foto de Kamala Harris quando criança e de Joe Biden mais jovem, Beyoncé publicou em sua rede social uma foto do agora presidente e vice de mãos dadas com uma mensagem de parabéns. Initial plugin text A cantora Lana Del Rey deu os parabéns, publicando uma imagem de Biden e Kamala juntos. Initial plugin text James Corden, apresentador do talk show "The Late Late Show with James Corden", disse que espera que Biden possa "fazer um pouco de besteira esta noite". "Ele merece", afirmou. Initial plugin text Julia Louis-Dreyfus, que interpreta uma mulher vice-presidente no seriado cômico "Veep", disse: "'Senhora vice-presidente' não é mais uma personagem fictícia". Initial plugin text Reese Witherspoon, atriz conhecida pelo filme "Legalmente Loira" e "Johhny e June", comemorou dizendo que é "um grandioso momento na história de nossa nação". Initial plugin text Ellen DeGeneres, apresentadora e comediante do programa "Ellen", afirmou que "a história foi feita". Initial plugin text Gene Simmons, baixista da banda Kiss, é tradicionalmente republicano, e publicou uma mensagem que prega união com o resultado da eleição. "Respirem. Pensem: quando você segura uma moeda na mão, você percebe que ela tem dois lados. Espero que vocês percebam que estes dois lados totalmente diferentes formam uma mesma moeda. Sejam bons uns com os outros hoje" Initial plugin text A cantora e atriz Ciara fez um relato emocionado: "Lágrimas de alegria! Que dia! A história foi escrita! Conseguimos! Initial plugin text Ariana Grande agradeceu a Deus e disse que estava chorando de emoção. Initial plugin text Sarah Paulson, atriz de seriados "American Horror Story" e "Ratched" citou um poema de Seamus Heaney: "A História diz para não termos esperança deste lado do túmulo. Mas então, uma vez em uma vida, a aguardada virada da maré da justiça ressurge, e a esperança e a História fazem uma rima juntas". Initial plugin text O cineasta Spike Lee divulgou um vídeo em que mostra Donald Trump em diversas montagens com a frase "cai fora". Initial plugin text O músico John Legend parabenizou Biden e Kamala, dizendo que os dois aceitaram governar o país em um momento difícil. Initial plugin text O ator Mark Ruffalo, o Hulk dos filmes da Marvel, disse nas redes sociais que está "muito feliz hoje". Initial plugin text A cantora e atriz Jennifer Lopes publicou um vídeo dançando em celebração à vitória de Biden e de Kamala. Initial plugin text O músico Ricky Martin publicou uma foto ao lado de Biden tirada durante a pandemia, com os dois afastados e usando máscaras. Martin disse que foi uma honra trabalhar com o agora presidente dos EUA durante a campanha. Initial plugin text Artistas brasileiros, como Regina Casé, Samuel Rosa e Taís Araújo, também comentaram a vitória de Joe Biden e Kamala Harris. Veja abaixo: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
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