Recuperação do mercado de trabalho perde força em outubro, aponta FGV
Incerteza econômica e proximidade do período final do auxílio emergencial contribuem para uma maior cautela dos empresários, afirma pesquisador. O mercado de trabalho no Brasil continuou em recuperação em outubro porém com menos intensidade, apontou o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) divulgado nesta segunda-feira (9) pela Fundação Getulio Vargas. O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 2,9 pontos e foi a 84,9 pontos em outubro, no sexto mês seguido de ganhos porém mostrando desaceleração da recuperação desde julho. "O resultado de outubro confirma o cenário de recuperação do mercado de trabalho. Apesar da sexta (alta) seguida, a melhora tem sido mais tímida com o passar dos meses e o nível atual ainda se encontra consideravelmente abaixo do período pré-pandemia", explicou em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE. Indicador antecedente de emprego Economia G1 "A incerteza, que ainda se mantém elevada, e a proximidade do período final de ajuda do governo parecem contribuir para uma maior cautela dos empresários", completou. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) ficou estável pelo segundo mês seguido, a 96,4 pontos, segundo a FGV. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. “A estabilidade do indicador mostra que a percepção sobre o mercado de trabalho ainda é negativa e sugere piora na taxa de desemprego. O alto patamar também mostra que ainda existe uma longa caminhada para voltar ao nível anterior à pandemia”, disse Tobler. O mercado de trabalho costuma ser o último a se recuperar em tempos de crise. No trimestre encerrado em agosto, a taxa de desemprego do Brasil disparou a 14,4% e chegou ao maior nível da série, enquanto o número de desempregados foi a 13,8 milhões diante do aumento da procura por trabalho com a flexibilização das medidas de isolamento social, segundo dados do IBGE. Desemprego atinge 14,4% no trimestre encerrado em agosto, segundo o IBGE Vídeos: veja últimas notícias de economia
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Economistas do mercado elevam estimativa de inflação para 3,20% em 2020
Projeção anterior era de 3,02%. Economistas ouvidos pelo Banco Central ainda reduziram a previsão de queda do PIB neste ano, para 4,80%. Os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, de 3,02% para 3,20% em 2020. Essa foi a décima terceira alta seguida no indicador.
A expectativa faz parte do boletim de mercado conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.
No decorrer do ano, com a pandemia do novo coronavírus e a recessão na economia brasileira, o mercado baixou a estimativa de inflação. Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir.
Em setembro, a inflação oficial do país avançou 0,64%, a maior alta para o mês desde 2003. Em outubro, subiu para 0,86%, a maior desde 2002.
Apesar da alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e acima do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.
Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,11% para 3,17% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.
Retração da economia
Sobre o comportamento da economia brasileira em 2020, os economistas do mercado financeiro baixaram sua estimativa de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,81% para 4,80% na semana passada.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Na última semana, o mercado baixou de 3,34% para 3,31% a estimativa de expansão do PIB para 2021.
A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.
Em setembro, o governo brasileiro manteve a expectativa de queda de 4,7% para o PIB de 2020.
O Banco Mundial prevê uma queda de 5,4% no PIB brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 5,8% em 2020.
Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos.
Após recuar 2,5% nos primeiros três meses deste ano (número revisado), o PIB apresentou um tombo de 9,7% no segundo trimestre deste ano – contra os três meses anteriores. Foi a maior queda desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996.
Taxa básica de juros
Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano.
Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.
Outras estimativas
Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu estável em R$ 5,45. Para o fechamento de 2021, continuou em R$ 5,20 por dólar.
Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 caiu de US$ 58,70 bilhões para US$ 57,90 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado permaneceu em US$ 55 bilhões de superávit.
Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 50 bilhões. Para 2021, a estimativa permaneceu estável em US$ 65 bilhões.
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Dólar cai abaixo de R$ 5,25 após vitória de Biden e esperanças sobre vacina
Na sexta-feira, moeda dos EUA fechou a R$ 5,3920, acumulando queda de 6,03% na semana. Notas de dólar REUTERS/Dado Ruvic O dólar opera novamente em queda nesta segunda-feira (9), chegando a recuar abaixo de R$ 5,25, depois da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais americanas, apesar da recusa de Donald Trump a reconhecer a derrota, e após análise preliminar apontar que a vacina da Pfizer contra Covid-19 é mais de 90% eficaz. Às 11h59, a moeda norte-americana caía 1,41%, a R$ 5,3160. Na mínima até o momento chegou a R$ 5,2247, menor cotação intradia (ao longo de um dia de negócios)desde 16 de setembro (R$ 5,2123). Veja mais cotações. Já o Ibovespa opera em alta, chegando a subir mais de 4%. Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 2,78%, a R$ 5,3920, acumulando baixa de 6,03% na semana e na parcial do mês. No ano, ainda acumula alta de 34,47%. Mercados têm dia de euforia após vitória de Biden e após Pfizer dizer que tem vacina eficaz Cenário externo e local "Há coisas boas e ruins (para os mercados financeiros) com a vitória de Biden, mas ao menos o risco de um processo eleitoral prolongado desapareceu", declarou Shoji Hirakawa, estrategista do Instituto de Pesquisas Tokai Tokio. Os mercados repercutiam também o anúncio da Pfizer, informando que sua vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19, segundo dados iniciais do estudo da fase 3. "Isto é muito importante (notícia) porque valida a visão do mercado de que a economia e os resultados podem voltar àquele caminho de crescimento que tinham antes da crise (COVID-19) ter ocorrido", disse Andrea Cicione, chefe de estratégia da TS Lombard de Londres. O otimismo vem dominando os mercados desde quarta-feira da semana passada, com os investidores aliviados com os resultados das eleições nos Estados Unidos, diante da percepção de que o equilíbrio de poder que se perfila entre republicanos e democratas no Congresso dificultará a execução de grandes mudanças, incluindo um aumento de impostos, um endurecimento das regulamentações ou controle mais rigoroso de grandes empresas. Entre os investidores, há também a percepção de que as políticas de Biden colaborariam para um dólar globalmente mais fraco, principalmente com a expectativa de aprovação de novas medidas de auxílio fiscal na maior economia do mundo, o que pode dar apoio a moedas de países emergentes. Embora o índice do dólar contra uma cesta de moedas fortes apresentasse leve alta de 0,12%, a divisa norte-americana apresentava amplas perdas contra algumas das principais moedas arriscadas, como peso mexicano, lira turca, rand sul-africano e dólar australiano. Biden disse que convocará uma força-tarefa sobre coronavírus nesta segunda-feira para examinar o problema número 1 que enfrentará quando assumir o cargo em janeiro. Na agenda de indicadores domésticos, os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, de 3,02% para 3,20% em 2020. Já a projeção para tombo do PIB no ano foi revisada de 4,81% para 4,80%. O mercado segue prevendo estabilidade na Selic em 2% ano até o fim de 2020 e taxa de câmbio de R$ 5,45 no final do ano. Por aqui, permanecem, porém preocupações em torno da trajetória da dívida pública, com os investidores à espera de uma indicação clara sobre se o governo respeitará ou não seu teto de gastos. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais. Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar a forte alta dólar no ano ante o real. Por que o real é a moeda que mais desvalorizou em 2020 Biden promete criar força-tarefa para combater a nova onda de Covid-19 nos EUA Variação do dólar em 2020 G1 Assista às últimas notícias de economia
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Amazon anuncia mais três centros logísticos no Brasil
Empresa tem agora 8 centros de distribuição no país, e crescimento é impulsionado pelo interesse em compras on-line. Amazon amplia investimentos no Brasil Mike Segar/Reuters/Arquivo A Amazon anunciou nesta segunda-feira (9) a abertura de mais três centros logísticos no Brasil, com a gigante norte-americana reforçando posição no país onde o comércio eletrônico teve grande impulso com a pandemia de Covid-19. Com as unidades em Minas Gerais (Betim), Distrito Federal (Santa Maria) e Rio Grande do Sul (Nova Santa Rita), a Amazon eleva para oito o total de centros de distribuição no Brasil – há outros quatro na Grande São Paulo, e um em Cabo Santo Agostinho, Pernambuco Os centros, locados, têm um espaço conjunto total de cerca de 75 mil metros quadrados, com possibilidade expansão, caso necessário. A empresa não revelou o montante do investimento empregado. O movimento, a maior expansão logística da companhia no Brasil desde que chegou ao país, em 2012, deve criar cerca de 1.500 empregos diretos. O objetivo da companhia é expandir o número de municípios que podem receber produtos com entrega rápida. O anúncio ocorre às vésperas da Black Friday, no fim de novembro, e antes das vendas de Natal. Nos últimos meses milhares de comerciantes migraram negócios para canais puramente digitais diante das medidas de isolamento social. Essa migração se manteve nos últimos meses, mesmo com a gradual flexibilização da quarentena, o que foi refletido nos resultados do terceiro trimestre de companhias de vários setores no Brasil. Na semana passada, o Mercado Livre, líder de comércio eletrônico da América Latina, anunciou que sua receita líquida na região disparou 148,5% em moedas locais. A operação no Brasil, 55% do total, subiu 112,2% em reais. Nesse ambiente, rivais diretas e indiretas da Amazon no Brasil, incluindo Via Varejo, GPA e Magazine Luiza têm anunciado uma série de aquisições de startups de logística, de apoio à digitalização de pequenas empresas. VÍDEO: 10 curiosidades sobre o fundador da Amazon 10 curiosidades sobre Jeff Bezos
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Atendimentos por teleperícia começam no próximo dia 16, diz INSS
Expectativa inicial da área econômica era de que teleperícias tivessem começado em 6 de novembro. Modalidade deve ser adotada até 31 de janeiro de 2021. O Ministério da Economia informou nesta segunda-feira (9) que os atendimentos do projeto piloto de teleperícias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam em 16 de novembro e devem seguir até 31 de janeiro de 2021.
INSS: saiba como agendar ou remarcar perícia médica
INSS inicia cadastramento de empresas para a realização de teleperícia
Pelo projeto, no teleatendimento, de um lado da videochamada ficam o funcionário e o médico da empresa; de outro um perito do INSS. A teleperícia vale somente para a concessão de auxílio-doença temporário e para funcionários de empresas que têm convênio com o INSS. Em geral, só as grandes têm médicos contratados ou terceirizados.
O plano inicial do governo, segundo apurou a colunista do G1 e da GloboNews Ana Flor, era de que o procedimento tivesse começado na última sexta-feira (6). A previsão tinha sido apresentada pelo INSS ao Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública.
Em setembro, o TCU determinou que o INSS criasse um protocolo para a realização de perícias médicas por telemedicina. Na época, a fila de pessoas aguardando o procedimento tinha cerca de 800 mil pessoas.
Segundo o Ministério da Economia, o protocolo da experiência piloto foi aperfeiçoado para dar segurança ao trabalho dos peritos médicos federais. Esses profissionais passam a ser autorizados a realizar os procedimentos relacionados às perícias médicas usando telemedicina durante o período de enfrentamento da pandemia da COVID-19.
A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o INSS informaram que foram realizadas reuniões com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Nacional de Medicina do Trabalho para aperfeiçoar o protocolo e dar cumprimento à decisão do Tribunal.
INSS começa a cadastrar empresas para a teleperícia,
"Houve consenso entre os órgãos sobre a necessidade de se promover ajustes no protocolo formalizado pela Subsecretaria da Perícia Médica Federal e INSS no dia 7 de outubro, especialmente no que diz respeito à atuação do médico do trabalho. A versão atualizada do protocolo já foi apresentada ao TCU", informou o governo.
As entidades informaram que também trabalharam no roteiro de procedimentos a ser seguido na teleperícia, bem como o modelo de relatório médico para encaminhamento do trabalhador periciado.
O INSS informou que a partir desta segunda disponibilizará às empresas, por meio eletrônico, o Termo de Adesão de Participação da Experiência Piloto de Realização de Perícias Médicas com Uso da Telemedicina (Pmut).
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Bovespa opera em forte alta, acompanhando otimismo externo
Nesta sexta-feira, o Ibovespa avançou 0,17%, a 100.925 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em forte alta nesta segunda-feira (9), acompanhando as bolsas internacionais, em dia forte otimismo nos mercados globais depois da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais americanas e após análise preliminar apontar que a vacina da Pfizer contra Covid-19 é mais de 90% eficaz. Às 11h58, o Ibovespa subia 2,63%, a 103.579 pontos. Na máxima do dia até o momento, chegou a 105.147 pontos, subindo mais de 4%. Veja mais cotações. Já o dólar opera em queda, chegando a ser cotado abaixo de R$ 5,25. Na sexta-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,17%, a 100.925 pontos, acumulando avanço de 7,42% na semana. No acumulado do ano, no entanto, tem queda de 12,73%. Mercados têm dia de euforia após vitória de Biden e após Pfizer dizer que tem vacina eficaz Vacina da parceria Pfeizer/BioNTech apresenta 90% de eficácia Cenário externo e local As bolsas da Europa e os futuros dos índices de Wall Street dispararam nesta segunda-feira depois da Pfizer ter anunciado que a sua vacina experimental COVID-19 era mais de 90% eficaz. A empresa disse que até o momento não encontrou nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que esperam pedir autorização para uso emergencial da vacina nos EUA neste mês. "Isto é muito importante (notícia) porque valida a visão do mercado de que a economia e os resultados podem voltar aquele caminho de crescimento que tinham antes da crise (COVID-19) ter ocorrido", disse Andrea Cicione, chefe de estratégia da TS Lombard de Londres. A euforia nos mercados era sustentada também pelo resultado das eleições presidenciais americanas. Biden foi declarado vencedor no sábado, após uma dura campanha eleitoral e prometeu que trabalhará para unificar um país profundamente dividido, mesmo com o presidente Donald Trump se recusando a aceitar a derrota. O democrata disse que convocará uma força-tarefa sobre coronavírus nesta segunda-feira para examinar o problema número 1 que enfrentará quando assumir o cargo em janeiro. O otimismo vem dominando as bolsas desde quarta-feira da semana passada, com os investidores aliviados com os resultados das eleições nos Estados Unidos, diante da percepção de que o equilíbrio de poder que se perfila entre republicanos e democratas no Congresso dificultará a execução de grandes mudanças, incluindo um aumento de impostos, um endurecimento das regulamentações ou controle mais rigoroso de grandes empresas. No Brasil, a temporada de resultados traz os balanços de Magazine Luiza, BRF e Yduqs, entre outros. Na agenda de indicadores domésticos, os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, de 3,02% para 3,20% em 2020. Já a projeção para tombo do PIB no ano foi revisada de 4,81% para 4,80%. O mercado segue prevendo estabilidade na Selic em 2% ano até o fim de 2020 e taxa de câmbio de R$ 5,45 no final do ano. Passada a eleição dos Estados Unidos, os investidores se voltam agora aos problemas domésticos brasileiros, como a eleição municipal e a necessidade de discutir medidas de ajuste nas contas públicas. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais. Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 VÍDEOS: Últimas notícias de Economia c
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Brasil registra saldo positivo de 231 mil empresas abertas em outubro, diz Ministério da Economia
No acumulado dos dez primeiros meses do ano, número de negócios criados superou o de fechamentos em quase 2 milhões. O Ministério da Economia informou nesta segunda-feira (9) que 320.559 empresas foram abertas em outubro e 89.306 foram fechadas. Assim, o país registrou um saldo positivo de 231.253 novos negócios abertos no mês.
Os números estão no Mapa de Empresas, ferramenta digital do Ministério da Economia (ME) para acompanhamento de dados sobre registro empresarial no Brasil.
Outubro registrou uma queda no saldo de empresas abertas na comparação com setembro, quando o resultado foi de 239.733 empreendimentos abertos.
Para o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro, os números de outubro são uma "evidência da retomada da atividade econômica brasileira" após os impactos da pandemia do novo coronavírus.
"As medidas de simplificação que estamos implementado nesta gestão têm impacto forte neste processo, com o intuito de melhorar ainda mais o ambiente de negócios no país", declarou.
Mesmo em meio à pandemia, no acumulado dos dez primeiros meses deste ano houve mais abertura de negócios do que fechamento. De acordo com os dados oficiais, o saldo foi de quase 2 milhões (1.954.970) de empreendimentos criados.
Procurado pelo G1, o Ministério da Economia ainda não havia informado, até a última atualização dessa reportagem, o número de empresas abertas no mesmo período de 2019.
Resultado de outubro
De acordo com o governo, entre as unidades da federação com maior aumento percentual em relação ao registro de novas empresas, o Amapá foi o que mais cresceu. Em outubro, foram abertos 755 novos empreendimentos no estado, uma alta de 15,62% na comparação com setembro.
"Destacam-se, também, Mato Grosso (+5,13%) e Rondônia (+3,71%). Por outro lado, Tocantins registrou a maior variação em relação ao número de empresas fechadas. Em outubro, 601 negócios foram finalizados no estado, o que representa um aumento de 19,48% em relação ao mês anterior", informou o Ministério da Economia.
A atividade econômica com maior crescimento em outubro, segundo o Mapa de Empresas, foi “Comércio varejista de bebidas”, que registrou aumento de 4,81% no registro de novos negócios abertos, na comparação com o mês anterior.
Os setores de “Transporte rodoviários de cargas” (+4,77%) e de “Promoção de vendas” (+3,26%) também registraram altas, segundo o ministério.
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Chineses ricos recorrem a especialistas da arrumação para organizar seus guarda-roupas
Um terço dos gastos de luxo do mundo agora vem de consumidores chineses, de acordo com um relatório de 2019 da consultoria McKinsey. Encontrar, no fundo de um armário, uma jaqueta Burberry que nem se lembrava de ter comprado convenceu Chen Rui de que havia acertado em contratar especialistas em organizações, que ajudam chineses ricos a colocar seus guarda-roupas em ordem. "Onde vocês encontraram isso?", pergunta Chen, 32 anos, aos quatro profissionais contratados para entrar furtivamente em seus armários repletos de roupas de grandes marcas. Organizadores colocam ordem em armários de luxo de cliente em Pequim Noel Celis/AFP Nunca se repetirá o bastante até que ponto a vida é complicada para os milhões de novos ricos que surgiram nas últimas décadas no maior país comunista do planeta. Um terço dos gastos de luxo do mundo agora vem de consumidores chineses, de acordo com um relatório de 2019 da consultoria McKinsey. Mesmo a pandemia de coronavírus não saciou a sede desses compradores ricos. Na ausência de possibilidade de comprar tudo nas lojas em Paris ou Milão, eles se lançaram às compras online. O dia 11 de novembro, dia da "festa dos solteiros", com tentadores descontos online, pode ser mais uma ocasião para testar esta paixão desenfreada por produtos que revelam o seu status social. Normalmente, a maior operação de comércio eletrônico do mundo ocorre neste dia. Comprar sem limite Mas a riqueza sempre vem acompanhada de preocupações. Chen confessa que o estado de seu vasto guarda-roupa, onde acumula seus ternos Chanel, bolsas Hermès, sapatos Prada e outros itens imperdíveis da alta costura, é motivo de frequentes brigas com o marido. "Nunca me separo de nada da minha coleção, nada faço senão aumentá-la permanentemente", reconhece a ex-professora de artes. "Não vejo razão para me limitar", insiste. A única saída possível é então recorrer a especialistas para organizar suas blusas, camisas e vestidos de festa. Quatro "superorganizadores", vestidos com elegantes ternos pretos, começam a esvaziar os armários, transformando seu belo apartamento em Pequim em um covil por algumas horas. Empilhados, mais de mil itens devem ser separados, além de dezenas de bolsas, que irão – por algum tempo – retomar seu lugar designado no armário correto. A equipe é liderada por Yu Ziqin, um dos milhares de graduados de uma escola chamada Liucundao ("Método de ordenar suas coisas"). A fundadora da escola, Bian Lichun, estima que o setor de organização já conta com mais de 3.000 profissionais. De acordo com a rede nacional de televisão CCTV, a atividade pode gerar este ano a quantia astronômica de 100 bilhões de iuanes (cerca de 15 bilhões de dólares). "Arrumamos espaços, não o cérebro" Com a epidemia, o volume de negócios se multiplicou por cinco, diz Bian: consequência do aumento das compras online e da vontade dos consumidores de organizarem seu local de confinamento. Suas equipes não buscam convencer seus clientes a se desfazerem de roupas velhas ou a consumirem menos. Seu objetivo é "aprender a preservar melhor" seus pertences, instalando móveis de armazenamento mais funcionais ou recorrendo a truques simples como cabides muito finos. Chen, que não deseja gastar menos, não protesta contra os cerca de 2.300 dólares cobrados por seus organizadores por um dia de trabalho. Alguns colecionadores compulsivos precisam chamar especialistas uma vez por mês, de acordo com Bian. Mas eles não tentam intervir na psicologia de seus clientes. "Nós arrumamos espaços, não os cérebros das pessoas", ressalta. Assista as últimas notícias de economia
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McDonald’s supera estimativas de receita com demanda por drive-thru dos EUA
Receita total da rede de fast food caiu cerca de 2%, para US$ 5,42 bilhões no terceiro trimestre. O McDonald's divulgou receita acima das estimativas para o terceiro trimestre nesta segunda-feira (9), conforme clientes nos Estados Unidos fizeram mais pedidos por aplicativos e pelo drive-thru durante a pandemia de Covid-19. No entanto, a maior rede de fast food do mundo disse que os negócios estão sendo pressionados em mercados-chave fora dos Estados Unidos, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, diante de novas medidas de isolamento social. McDonald's Mariana Bazo/Reuters Mesmo antes das novas restrições, a recuperação das vendas do McDonald's no exterior havia sido lenta em comparação com os EUA, onde seu grande número de lojas com drive-thru lhe deu uma vantagem sobre os rivais. Quase 95% das 14 mil lojas do McDonald's nos EUA têm drive-thru. A receita total do McDonald's caiu cerca de 2%, para US$ 5,42 bilhões no terceiro trimestre, recuperando-se em grande parte da queda de mais de 30% registrada no trimestre anterior. Analistas, em média, estimaram receita de US$ 5,40 bilhões, segundo dados da Refinitiv. O lucro líquido cresceu 10%, para US$ 1,76 bilhão, ajudado pelos ganhos com a venda de parte da participação do McDonald's em sua subsidiária japonesa. Excluindo esses ganhos, a empresa lucrou US$ 2,22 por ação. Assista as últimas notícias de economia
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Preços do petróleo sobem 4% nesta quarta-feira
Setor espera a definição da eleição presidencial dos Estados Unidos. Investidores também repercutiram a queda nos estoques norte-americanos de petróleo. Os preços do petróleo subiram cerca de 4% nesta quarta-feira (4), depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar vitória – de maneira falsa – na acirrada eleição do país, com milhões de votos ainda não contabilizados, e de dados apontarem uma forte queda nos estoques norte-americanos de petróleo.
Uma vitória de Trump é vista como altista para o setor de petróleo devido a sanções sobre o Irã e seu apoio aos cortes de oferta liderados pelos sauditas na Opep para suportar os preços.
Um resultado contestado, com incerteza prolongada, é considerado o panorama mais baixista possível para o petróleo e mercados em geral, enquanto uma vitória de Joe Biden seria baixista ou neutra, devido às suas políticas "verdes" e a um posicionamento mais leve em relação ao Irã.
Veja a votação para presidente dos EUA
Quais estados estão definidos e quais faltam definir nas eleições dos EUA
Trump diz que vai à Suprema Corte para evitar contagem de votos e evitar fraudes
O petróleo dos EUA fechou em alta de US$ 1,49, ou 4%, a US$ 39,15 dólares por barril, enquanto o petróleo Brent avançou US$ 1,52, ou 3,8%, para US$ 41,23 o barril.
Ambas as referências ampliaram ganhos, atingindo as máximas da sessão, após dados mostrarem que os estoques de petróleo dos EUA recuaram em 8 milhões de barris na semana passada, com o furacão Zeta forçando interrupções de oferta na região do Golfo do México no período.
Enquanto isso, Trump alegou falsamente que venceu a eleição, após Biden ter afirmado que estava confiante em levar a disputa, que não deve ser resolvida até que alguns Estados terminem de contar votos nas próximas horas ou dias.
"Talvez a principal conclusão a ser tirada neste momento seja de que há apenas uma pequena possibilidade de que os incentivos fiscais ao setor petróleo e gás sejam removidos nos EUA –mesmo se Biden emergir como o vencedor–, dada a margem estreita da vitória e uma provável maioria republicana no Senado", disse Artem Abramov, chefe de pesquisas em "shale" da Rystad Energy.
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