Bitcoin chega a saltar quase 6% e atinge máxima desde 2018
Por volta de 11h40 (horário de Brasília), subia 5,15% a US$ 14.890. A criptomoeda bitcoin chegou a subir quase 6% nesta quinta-feira (5), aproximando-se de 15 mil dólares, maior patamar desde o começo de 2018. Por volta de 11h40 (horário de Brasília), subia 5,15% a US$ 14.890.
Bitcoin: entenda o que é
No ano, o bitcoin acumula alta de mais de 107%, mas ainda está bastante abaixo das máximas do final de 2017, quando operou perto de US$ 20 mil.
Educação financeira: entenda o que é o Bitcoin
Para Alyson Ferrer, sócio da Nox Bitcoin, o movimento se dá em parte pela depreciação do dólar, que sofria nova sessão de forte desvalorização. Em relação a uma cesta de seus rivais, o dólar perdia 0,84%. Na comparação com a moeda brasileira, o dólar caía 1,5%.
Ferrer também explicou que a demanda pelo bitcoin tem aumentado com a consolidação do mercado e a maior adoção da criptomoeda.
“Em um cenário de juro baixo, com uma maior demanda por ativos de alto risco, o bitcoin torna-se viável, as pessoas estão buscando alfa”, afirmou.
No final de outubro, o PayPal anunciou que começaria a permitir que clientes comprem, vendam e armazenem bitcoins e outras moedas virtuais usando suas carteiras digitais, impulsionando a valorização da criptomoeda.
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Índice global de preços de alimentos sobe em outubro pelo 5° mês consecutivo, diz FAO
Valor dos cereais, em especial milho e trigo, impulsionaram o resultado, de acordo com a agência da ONU. Preço do trigo apresentou alta em outubro, segundo a FAO Jaelson Lucas/AEN Os preços mundiais dos alimentos subiram pelo quinto mês consecutivo em outubro, recuperando-se totalmente do choque causado pela pandemia global do coronavírus e com ganhos observados na maioria dos setores, disse a agência de alimentos das Nações Unidas nesta quinta-feira (5). O índice de preços de alimentos da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, teve média de 100,9 pontos no mês passado, a maior desde janeiro, contra 97,8 de setembro. A FAO, com sede em Roma, também disse em um comunicado que seguem esperando que as colheitas mundiais de cereais tenham um recorde anual em 2020, embora tenha reduzido ligeiramente suas previsões anteriores. O que subiu O índice de preços dos cereais da agência subiu 7,2% em outubro em relação ao mês anterior, para cerca de 16,5% acima do valor do ano anterior. Os preços de exportação do trigo foram empurrados para cima em meio à redução da oferta, enquanto o milho atingiu máxima de seis anos, impulsionado pela forte demanda da China. Os preços da cevada e sorgo também aumentaram, enquanto o arroz, por outro lado, atingiu as mínimas de 7 meses. Os preços médios do açúcar aumentaram 7,6% em relação a setembro e 9,3% na comparação anual, impulsionados principalmente pela perspectiva de queda na produção de açúcar no Brasil e na Índia, os dois maiores produtores, devido a chuvas abaixo da média. O índice de laticínios subiu 2,2% no mês, com todos os segmentos do setor registrando ganhos, com destaque para os queijos. O índice de preços do óleo vegetal subiu 1,8% em base mensal, em grande parte graças às cotações mais firmes do óleo de palma e de soja. O índice de carnes contrariou a tendência de alta observada em outros setores, registrando queda de 0,5% no comparativo mensal, a nona queda mensal desde janeiro, e uma queda de 10,7% no comparativo anual. As cotações da carne suína caíram novamente depois de a China ter proibido importações da Alemanha devido à detecção de peste suína africana. Safra menor em 2020 A FAO revisou para baixo sua previsão para a safra de cereais de 2020 pelo segundo mês consecutivo, com redução de quase 13 milhões de toneladas. Apesar disso, a agência ainda espera uma safra recorde neste ano de 2,75 bilhões de toneladas, alta de 1,6% em relação aos níveis de 2019. A previsão para o consumo mundial de cereais em 2020/21 é de 2,745 bilhões de toneladas, um aumento de 1,9% em relação ao nível de 2019/20. A previsão para os estoques mundiais de cereais no final da temporada 2021 era de 876 milhões de toneladas, queda de 13,6 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior publicada no mês passado. VÍDEOS: tudo sobre a alta no preço dos alimentos
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Estados Unidos confirmam exportação atípica de soja para o Brasil
Brasileiros são os maiores produtores mundiais do grão, à frente justamente dos americanos. Brasil está com pouca oferta de soja no país por causa do ritmo acelerado de vendas para o exterior durante o ano. Soja em grãos, principal produto do agronegócio brasileiro Cotrijal/Divulgação O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou nesta quinta-feira (5) uma atípica venda de soja norte-americana ao Brasil, que é o maior produtor e exportador global da oleaginosa, mas que lida com baixa oferta após exportações recordes ao longo do ano. Por que produtores já estão vendendo a soja que só vai ser colhida em 2022 A falta do produto no Brasil, inclusive, é um dos motivos da alta de mais de 50% no preço do óleo de soja durante o ano (saiba mais aqui). Os EUA, segundo maior produtor mundial rivais do Brasil no mercado, venderam 30 mil toneladas aos brasileiros, conforme relato semanal de venda do USDA. Mais cedo nesta semana, a Reuters havia reportado embarque de 38 mil toneladas de soja dos EUA ao Brasil com base em informação de uma agência marítima, que apontou o carregamento a partir a Louisiana. O volume citado representa a maior transação do tipo desde 1997, quando o Brasil importou mais de 600 mil toneladas da oleaginosa norte-americana, segundo dados do governo dos EUA. China busca reduzir dependência da soja brasileira em meio a políticas de Bolsonaro As exportações norte-americanas ocorreram após o governo brasileiro ter zerado no mês passado a tarifa de importação de soja e milho de fora do Mercosul, como forma de ajudar o país a lidar com preços recordes da oleaginosa no Brasil, depois de o câmbio ter impulsionado os embarques brasileiros, especialmente para a China. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural
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Cia. Hering mantém plano de 130 novas lojas em 2020
Desse total, 97 unidades já foram abertas. Existem outras 21 unidades com projeto já aprovado e 12 em negociação. A Cia. Hering mantém inalterado seu plano de abertura de 130 lojas no país em 2020. Desse total, 97 unidades já foram abertas. Existem outras 21 unidades com projeto já aprovado e 12 em negociação. Thiago Hering, diretor de negócios da Cia. Hering, disse nesta quinta-feira (5) que esse número de aberturas inclui conversão de lojas multimarcas em lojas da Hering e abertura de novas unidades. Como parte dos planos de expansão, a companhia também negocia com shopping centers a conversão de cinco a 10 lojas da Hering Store em megalojas. Desse total, quatro já estão aprovadas para o quarto trimestre. “Temos visto um nível de vacância importante nos shopping centers e encontrado oportunidades boas para abrir as mega lojas”, afirmou o diretor. Loja da Hering no Brasil Divulgação/Hering O plano de expansão da companhia inclui também a abertura de duas lojas do novo conceito da Dzarm, mais digital e voltado à experiência do cliente com a marca, e um novo outlet. Retomada das vendas Após apresentar dificuldades no primeiro semestre por causa da pandemia de Covid-19, a Cia. Hering vê uma retomada das vendas a partir do terceiro trimestre do ano, com aceleração de alguns indicadores no mês de outubro. De acordo com a companhia, as vendas no comércio eletrônico em outubro cresceram 170% em comparação com o mesmo mês de 2019. No terceiro trimestre, o crescimento foi de 161,2%. As vendas nas lojas físicas abertas há mais de 12 meses (mesmas lojas) aumentaram 5,2% e outubro, ante igual mês do ano anterior. No terceiro trimestre, houve queda de 10,4% em relação ao mesmo período de 2019. "Conseguimos mostrar uma evolução muito produtiva no terceiro trimestre e estamos ingressando no quarto trimestre com perspectiva de terminar o ano bem melhor do que nos trimestres anteriores", afirmou Fabio Hering. O executivo acrescentou que espera para o próximo ano uma acomodação do varejo como um todo e, nesse ambiente, a perspectiva para a companhia é ganhar participação de mercado, graças aos avanços comerciais e tecnológicos feitos neste ano. Vídeos: Veja as últimas notícias de economia
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Alpargatas suspende expansão internacional da Osklen por causa da pandemia
Companhia pretendia lançar linha de calçados sustentáveis. A Alpargatas informou nesta quinta-feira (5) que tinha planos de fazer a expansão internacional da marca Osklen, começando neste ano com o lançamento de uma linha de calçados sustentáveis. Mas, por causa da pandemia de covid-19, a companhia suspendeu os planos. “Por causa da covid-19, o plano é concentrar ações no Brasil”, disse o presidente da Alpargatas, Roberto Funari. Questionado sobre a entrada da Arezzo no segmento de calçados de plástico, Funari disse que considera positiva a entrada de um novo competidor. “O segmento de calçados abertos tem ainda um potencial enorme de crescimento. Toda marca forte e boa que entra ajuda a fazer crescer o bolo”, disse. Alpargatas é dona das marcas como Havaianas e Osklen Darlan Alvarenga/G1 O executivo acrescentou que a Alpargatas, dona também das marcas Havaianas e Dupé, renovou 25% do seu portfólio desde 2018, obtendo com isso aumento de receita e de margens de lucro. A companhia recentemente vendeu a operação de Mizuno no Brasil para a Vulcabras Azaleia, negócio avaliado em aproximadamente R$ 200 milhões. Funari disse que, com o fim da operação, a empresa vai liberar capital de giro para investir nas suas marcas ícones, além de reduzir sua exposição à variação cambial. “A parte fabril não foi vendida com a Mizuno e isso vai nos permitir usar essa capacidade industrial para ampliar a capacidade em Havaianas”, afirmou Funari. Foco no on-line A Alpargatas pretende fortalecer a sua atuação no comércio eletrônico, como parte da estratégia de crescimento global acelerado. “O foco no on-line pode ser um catalisador da marca Havaianas no futuro”, afirmou Funari. No terceiro trimestre, as vendas globais on-line de Havaianas avançaram 168% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. As vendas no site da Havaianas, por sua vez, aumentaram 280% no trimestre. As vendas online da Osklen, por sua vez, cresceram 190% na mesma base de comparação. No mercado brasileiro, disse Funari, a companhia desenvolve projeto piloto de operação multicanal, com a integração de loja física com o comércio eletrônico. O executivo estima que vai levar de 18 a 24 meses para fazer a integração de todas as lojas de franquia com o comércio eletrônico. “No momento estamos ajustando sistemas e processos. Em outubro, já conseguimos resultados interessantes”, disse o executivo. Funari disse que, no mercado internacional, a companhia fez avanços importantes no comércio eletrônico da região Ásia Pacífico. A Alpargatas também investiu em eventos on-line internacionais que alavancam as vendas, como o Prime Day da Amazon, realizado em setembro. Funari acrescentou que a companhia começou a implantar em suas operações fora do Brasil a sua estratégia de gestão de crescimento de receita, que consiste em concentrar as vendas em produtos de alto giro e margens altas de lucro e fazer uma análise mais aprofundada da distribuição, melhorando o portfólio que é direcionado para cada varejo. O executivo disse que, graças a essa estratégia, a companhia teve desempenho recorde de vendas no Brasil no terceiro trimestre deste ano, com crescimento de 21% na receita líquida de vendas de Havaianas. Assista as últimas notícias de economia
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Celulares pós-pagos superam os pré-pagos pela primeira vez no Brasil
Anatel afirmou que registro é inédito na série histórica, que começou em 2005. Uso de internet e planos com ligações ilimitadas para qualquer operadora incentivaram a mudança. Linhas pós-pagos superaram chips pré-pagos em setembro de 2020, diz Anatel. Altieres Rohr/G1 O número de linhas pós-pagas superou pela primeira vez o de celulares pré-pagos no Brasil, segundo dados da série histórica da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), iniciada em fevereiro de 2005. Em setembro de 2020, a agência registrou 114,7 milhões de celulares pós-pagos, uma vantagem de pouco mais de 1 milhão em relação às linhas pré-pagas, que chegaram a 113,5 milhões. A mudança de posições era esperada: desde junho de 2015 o acesso pré-pago vem caindo. Naquele mês, 211,4 milhões dos chips eram pré-pagos, e somente 71 milhões eram pós-pagos. Gráfico mostra evolução das linhas pós-pagas e pré-pagas no Brasil. Anatel Segundo a Anatel, três fatores contribuíram para a mudança: As empresas de telefonia passaram a oferecer chamadas ilimitadas para todas as operadoras, e as pessoas deixaram de ter mais de um chip de cada prestadora; A crise econômica em 2014 e 2015 fez com que muitas linhas pré-pagas fossem deixadas de lado, principalmente nas classes de baixa renda; A necessidade de acesso à internet causou a migração para os planos controle (pós-pagos), com clientes em busca de preços melhores para os pacotes de banda larga. A agência disse ainda que em setembro de 2020, havia, no Brasil, 228,3 milhões de linhas móveis. Isso representa densidade de 94,8 celulares a cada 100 habitantes. Desse total, 200,6 milhões têm acesso à internet por banda larga móvel. Veja os vídeos mais assistidos do G1
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Bolsas europeias têm máximas em 2 semanas de olho em eleições nos EUA
Índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,1%, para atingir seu maior nível desde 19 de outubro. As ações europeias atingiram uma máxima em mais de duas semanas nesta quinta-feira, com fortes balanços corporativos trimestrais, novos estímulos para a economia do Reino Unido e ganhos em Wall Street após as eleições levantando o ânimo dos investidores.
O índice pan-europeu STOXX 600 valorizou-se 1,1%, para atingir seu maior nível desde 19 de outubro, e caminhava para sua melhor semana em mais de seis meses.
As ações de tecnologia saltaram 2,5%, assim como seus pares nos EUA, mas os ganhos foram amplos na Europa, com os segmentos da mídia, montadoras e empresas químicas subindo mais de 2%.
Embora o resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos ainda não esteja claro, o oponente democrata, Joe Biden, estava se aproximando da vitória sobre o presidente republicano Donald Trump, que alegou fraude eleitoral, entrou com ações judiciais e pediu pelo menos uma recontagem estadual.
Governos da Europa e a imprensa reagem ao resultado parcial das eleições americanas
Os investidores estavam considerando que os republicanos manteriam o controle do Senado dos EUA, o que diminuía as perspectivas de um novo pacote maciço de estímulos, mas torna mais difícil promulgar regulamentações mais rígidas ou aumentar os impostos corporativos sobre as empresas norte-americanas.
"De uma perspectiva de mercado, a incerteza que estamos vendo faz pouco para impactar o sentimento, com a perspectiva de uma divisão do Congresso limitando a possibilidade de impostos mais altos sob Biden", disse Joshua Mahony, analista sênior de mercado do IG em nota.
Uma série de resultados corporativos positivos também elevou os mercados europeus, com a emissora ProSiebenSat.1 Media de Munique subindo 8,9% depois que voltou a lucrar no terceiro trimestre e restabeleceu sua perspectiva para o ano inteiro.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,39%, a 5.906 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,98%, a 12.568 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,24%, a 4.983 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,93%, a 19.731 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,1%, a 6.924 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,92%, a 4.105 pontos.
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Por que os resultados parciais da eleição dos EUA animaram os mercados
Para o mercado, futuro presidente não terá margem para promover mudanças significativas nas políticas públicas que afetam grandes empresas. Wall Stree é a sede das principais bolsas de NY como a New York Stock Exchange (NYSE) Reuters Em meio à disputa acirrada entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden, bolsas de valores nos Estados Unidos registraram seu maior salto pós-eleição em décadas. Em outras regiões do mundo, os mercados também estão em alta. Ainda à espera do resultado final sobre quem vai chefiar a maior economia do mundo, por que estamos vendo pregões mais fortes? Em poucas palavras: porque o mercado acredita que o futuro presidente não terá margem para promover mudanças significativas nas políticas públicas que afetam grandes empresas. Isso, segundo os analistas, traria menos incerteza para os negócios. Bovespa fecha em alta com atenções voltadas às eleições nos EUA Na quarta-feira (04/11), dia seguinte ao dia das eleições dos EUA, as ações subiram à medida que os investidores apostavam que os resultados mais apertados do que o projetado dias atrás reduzem a chance de o novo presidente conseguir implementar mudanças capazes de afetar as empresas de forma significativa. Sócio-fundador da consultoria financeira EM Funding, em Londres, Wilber Colmerauer, diz que há uma certa sensação de "alívio" no mercado. Ele alerta que é preciso cuidado na análise de muito curto prazo, mas compara as projeções de dias atrás (de que Biden ganharia com folga) com a realidade, ainda no meio da apuração, de que Biden segue favorito, mas com uma diferença apertada nos votos: "Projetava-se que Biden ia ganhar, teria a tal da onda azul, ele ia poder de fazer o que bem entendesse. E havia certo medo no mercado de que um governante novo, democrata, que tinha feito alguns acordos com área mais à esquerda do partido poderia estar mais tentado a sair colocando impostos, fazendo uma agenda que fosse só dele", diz. "E o que estamos vendo é uma eleição mais apertada. Ninguém vai ter carta branca para sair fazendo o que quiser. E, no meio de uma crise econômica e de uma pandemia, é importante que decisões sejam contestadas. Não se quer ninguém com carta branca pra fazer o que acha melhor." Bolsa de Valores de São Paulo sobe 1,97% Sem mudanças radicais Entre as propostas de Biden que o mercado financeiro considera negativas, está o aumento de impostos para empresas. Um governo sem maioria folgada reduziria as chances de essas propostas serem aprovadas e realmente entrarem em vigor. O motivo para essa expectativa de uma espécie de redução no poder do futuro presidente está no resultado também apertado da eleição para o Legislativo — mais especificamente no Senado, hoje controlado pelos republicanos. Até a manhã desta quinta-feira (05/11), democratas e republicanos estavam empatados, com 48 senadores eleitos de cada lado. Eleições nos EUA: por que país usa colégio eleitoral em vez de voto direto para escolher presidente Economista-chefe da FHN Financial, Chris Low diz que deve ser um governo dividido, independentemente de quem assumir a Casa Branca. "Isso significa muito menos probabilidade de radicais mudanças legislativas, grandes gastos ou programas fiscais e, portanto, muito menos incerteza." Na quarta-feira, o índice Dow Jones subiu mais de 1,3%, enquanto o S&P 500 aumentou 2,2% e o Nasdaq subiu quase 3,9%. Essas altas ocorrem, no entanto, depois de fortes quedas na semana anterior. No S&P 500 e Dow, os ganhos foram os maiores em um único dia após uma eleição presidencial em pelo menos quatro décadas. As empresas de tecnologia e saúde, agora vistas como menos propensas a enfrentar novas regulamentações, lideraram os ganhos. As ações do Facebook subiram mais de 8%, enquanto várias grandes seguradoras de saúde tiveram saltos de dois dígitos. Os índices na Europa também fecharam em alta, voltando depois de uma queda acentuada após o discurso prematuro da vitória do presidente Trump. A maioria dos mercados asiáticos também subiu. No Brasil, o Ibovespa também fechou em alta na quarta-feira e abriu em alta nesta quinta-feira. Mesmo com resultado indefinido nas eleições dos EUA, mercados estão otimistas Judicialização Agora, o mercado está atento a uma possível judicialização da eleição dos EUA. Ainda nas primeiras horas da quarta-feira, Trump se declarou vencedor da eleição e disse que iria à Suprema Corte para contestar o que ele chamou de "fraudes", sem qualquer evidência sobre essas acusações. "Isso é uma fraude para o público americano. Isso é uma vergonha. Nós íamos vencer essas eleições… Francamente nós vencemos as eleições", afirmou Trump em discurso na Casa Branca, televisionado às 4h20 no horário de Brasília. Trump defende paralisar a contagem dos votos e contesta principalmente as cédulas enviadas pelos correios. Wilber Colmerauer considera que o processo de judicialização, por enquanto, está sob controle, mas que representa grande risco. "As instituições americanas são fortes e está sendo dado voto de confiança de que até algumas pessoas do próprio partido republicano vão controlar isso. Por que o de Trump é forte. Se fosse por ele, não tenho dúvida de que tentaria fazer mais confusão, que é o que ele gosta de fazer", diz. "É o preço da confusão que o mercado está agora querendo medir." VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
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Hacker põe à venda dados de brasileiros atribuídos ao Athletico Paranaense e à plataforma de educação Geekie
Pacotes de 17 sites – entre os quais há dois brasileiros – possuem 34 milhões de registros. Dados como nomes, senhas e CPFs foram expostos, segundo a oferta. Vendedor publicou oferta de dados cadastrais que hackers teriam roubado de 17 empresas. Armin Hanisch/Freeimages.com Um conhecido vendedor de dados roubados colocou à pacotes com registros de 17 organizações e sites. Dois pacotes foram atribuídos a marcas brasileiras: o menor deles, com 162 mil registros, é do Athletico Paranaense, enquanto o maior – com mais de 8 milhões de registros – é atribuído à Geekie, uma plataforma de educação e consultoria pedagógica que diz já ter atendido 12 milhões de alunos. Para comprovar a autenticidade da oferta, o hacker publicou "amostras" com pequenos recortes das informações roubadas. Os dados, de acordo com o vendedor, incluem nomes, CPFs, datas de nascimento e números de telefone. No caso do Athletico Paraense, não há número de telefone, mas as senhas no banco de dados estavam protegidas com a tecnologia MD5, a mesma encontrada no banco de dados do LinkedIn, vazado em 2012. Essa proteção é considerada defasada, e as senhas protegidas com ela devem ser trocadas imediatamente. Também há informações sobre a escolaridade de alguns usuários cadastrados. Além dos dados brasileiros, os outros 15 pacotes trazem informações extraídas de sites dos Estados Unidos, México, Reino Unido, Alemanha, Egito, Tailândia, Índia, Indonésia, Itália, Vietnã, Cingapura e Hong Kong. SAIBA MAIS: Site de vaquinhas virtuais 'Vakinha' alerta usuários após hacker publicar bancos de dados de 18 empresas Empresa expõe dados atribuídos a 190 milhões de brasileiros e 35 milhões de empresas na web O que dizem a Geekie e o Athletico Ao blog, a Geekie informou estar "tomando todas as previdências cabíveis, como a contratação de apoio especializado técnico e jurídico". A companhia também se comprometeu a comunicar o caso a todos os possíveis usuários afetados e ressaltou que "nenhum dado relacionado à aprendizagem dos estudantes foi exposto". Um endereço de e-mail (compliance@geekie.com.br) foi disponibilizado para responder dúvidas. "Tratamos os dados dos nossos usuários com absoluto zelo e trabalhamos continuamente para aperfeiçoar a segurança dessas informações de forma a inibir ataques criminosos dessa natureza", diz a nota da Geekie. O Athletico Paranaense, após ser procurado pelo blog, publicou um comunicado em seu site, mas não respondeu se as pessoas que tiveram suas informações vazadas serão comunicadas individualmente. O clube informou que a invasão ocorreu em 2018 e que "mudou a maneira como são feitos o armazenamento e o tratamento de dados, demandando esforços e investimentos constantes para garantir a máxima segurança da informação, sempre aliado com as melhores práticas e conformidades com a Lei n. 13.709/2018 – LGPD". Embora o vendedor e o clube aleguem que a invasão ocorreu em 2018, há referências ao ano de 2019 na amostra de dados publicada. Lei Geral de Proteção de Dados A Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil (LGPD) entrou em vigor no dia 18 de setembro após diversos adiamentos. A legislação estabelece regras e punições para o tratamento de dados realizado para diversas finalidades, inclusive pelo próprio governo, por empresas e para fins acadêmicos. SAIBA MAIS: O que muda para os cidadãos com a Lei Geral de Proteção de Dados? Veja perguntas e respostas A aplicação das multas ligadas à LGPD está suspensa até agosto 2021 para permitir a estruturação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o órgão fiscalizador criado para garantir o cumprimento da lei. Segundo a lei, essas multas podem chegar a R$ 50 milhões. De acordo com a lei, "o controlador [pessoa natural ou jurídica responsável pelos dados] deverá comunicar à autoridade nacional e ao titular a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares". Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com VÍDEOS: aprenda dicas sobre segurança digital
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Juliana Cortes gravita entre poesias, dissonâncias e deboches no arco experimental do álbum ‘3’
Cantora curitibana agrega músicos e compositores do sul do Brasil no disco produzido por Ian Ramil. ♪ Anunciado por Juliana Cortes em março com a edição de Andorinhas, single que apresentou composição de João Ortácio cantada em três oitavas pela artista curitibana, o terceiro álbum da cantora, 3, já está disponível no formato de CD, distribuído no mercado fonográfico via Tratore, com capa que expõe obra da artista plástica Adriana Alegria. Produzido por Ian Ramil, o disco foi gravado entre julho e setembro de 2019 com dois trios na formação instrumental básica. Um é composto pelos músicos Guilherme Ceron (baixo), Lorenzo Flach (guitarra) e Martin Estevez (bateria), residentes em Porto Alegre (RS). O outro trio é de Curitiba (PR), cidade natal de Juliana Cortes, tendo sido formado pelos músicos Du Gomide (banjo, violão, rabeca), Erica Silva (baixo) e Ian Giller (bateria). Com esses trios e com a adesão de músicos convidados como o percussionista Airto Moreira, ouvido em Terra plana (Zelito e Ian Ramil), faixa de tom politizado, Juliana Cortes transita no álbum 3 por sonoridades experimentais, como a da faixa Prejuízo (Poty e Pedro Borghetti), ambientada em atmosfera dissonante povoada por harmonias suspensas. A música foi gravada somente com a voz de Juliana e a guitarra de Lorenzo Flach, músico fundamental na construção do universo musical do disco. Capa do álbum '3', de Juliana Cortes Arte de Adriana Alegria Aberto por Cores do fogo, música composta por Pedro Luís e apresentada em julho como segundo single do álbum, 3 flagra Juliana Cortes entre experimentações sonoras, timbres camerísticos e interpretações teatrais, como as das músicas siameses Azul royal I e Azul royal II, de João Ortácio. Parceria de Juliana Cortes com o produtor Ian Ramil, Macho-rey discute o conceito de masculinidade com certo (oportuno) deboche do império masculino. Sucessor de Invento (2013) e Gris (2016) na discografia da artista, o álbum 3 é fruto de residência artística promovida por Juliana Cortes para intensificar o intercâmbio entre músicos e compositores de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Dessa residência, saíram para o disco músicas como Três, criada por Rodrigo Lemos e Zelito com a adesão da poeta Estrela Leminski. É em torno desse arco experimental de poesias, guitarras, deboches e dissonâncias que Juliana Cortes gravita em 3, álbum coerente com o tom inquieto da discografia anterior da artista.
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