Educação Financeira #113: com poupança perdendo para a inflação, onde colocar o dinheiro?
Conheça algumas opções de investimento com retornos melhores e saiba em quais situações vale a pena ficar na caderneta de poupança. A poupança segue como o a principal forma de guardar dinheiro para o brasileiro, mas passou a perder para a inflação. Em setembro, o rendimento nominal do investimento foi de 2,67% no acumulado de 12 meses – mas, se descontada a variação de preços medida pelo IPCA, acumulou perda de 0,46%. É quando isso acontece que a gente costuma dizer que a pessoas perdeu dinheiro. A perda de rentabilidade está diretamente relacionada ao novo patamar de juros do país. Com a taxa básica de juros, a Selic, na sua mínima histórica, de 2% ao ano, tanto a poupança como outros investimentos de renda fixa tiveram os rendimentos achatados. Pelas regras atuais, a poupança tem um rendimento correspondente a 70% da taxa Selic. Ou seja, passou a render 1,4% ao ano ou 0,12% ao mês. Já a inflação acelerou nos últimos meses e deve fechar o ano em torno de 3%, de acordo com as projeções do mercado. Neste episódio do podcast Educação Financeira, o sócio da gestora de investimentos Galápagos WM, Luis Barone, e o CEO e fundador do buscador de investimentos YUBB, Bernardo Pascowitch, explicam o novo cenário de juros e de retornos baixos ou até mesmo negativos para investimentos em renda fixa e dão dicas de opções de investimentos melhores e tão seguras quanto a caderneta de poupança. Vale lembrar, porém, que depósitos feitos na poupança até maio de 2012 continuam rendendo 6,17% ao ano, mais que o triplo da Selic. É a chamada "velha poupança", que permanece como uma ótima opção de investimento. Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no G1, no GE.com e no Gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. Assista às últimas notícias de economia:
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PMI: Indústria na zona do euro avança em outubro puxada por Alemanha
Índice de Gerentes de Compras de manufaturas composto final da IHS Markit subiu para 54,8 em outubro. O crescimento da indústria na zona do euro explodiu em outubro, mas a recuperação da atividade severamente deprimida no auge da pandemia de coronavírus foi novamente impulsionada pela Alemanha, conforme pesquisas com gerentes de compras.
Em um ponto também preocupante para os parlamentares e que destaca uma divergência adicional na recuperação, uma leitura rápida da pesquisa geral mostrou que a atividade no dominante setor de serviços do bloco sofreu contração no mês passado, conforme uma segunda onda do vírus se espalhava pela Europa.
Economias europeias crescem no 3º trimestre e recuperam parte das perdas da pandemia
Com o ressurgimento do vírus, Alemanha e França – as duas maiores economias do bloco – impuseram novamente duras medidas de lockdown, provavelmente impondo um golpe ainda mais forte neste mês à atividade, com restaurantes, academias e lojas fechados.
Ainda assim, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de manufaturas composto final da IHS Markit subiu para 54,8 em outubro, de 53,7 em setembro, sua leitura mais alta desde julho de 2018 e à frente da estimativa de 54,4. Qualquer patamar acima de 50 indica crescimento.
Europa dobra casos de Covid em 5 semanas, e países entram em lockdown
"A Alemanha teve um desempenho espetacular nos últimos meses, mas à medida que os lockdowns começam a afetar não apenas a Alemanha, mas seu principal mercado de exportação, isso diminuirá a recuperação", disse Peter Dixon, do Commerzbank.
"O quarto trimestre para a zona do euro como um todo vai parecer bastante sombrio. Ainda estamos trabalhando em nossos números, mas não será bom", acrescentou.
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FMI diz que apoio fiscal maior é desejável para Brasil em 2021
Fundo lembra é que necessária uma nova priorização de despesas como medida a ser tomada em países com espaço fiscal restrito. O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta nesta segunda-feira (2) que a crise do coronavírus não terminou e afirmou que a concessão de apoio maior que o projetado no ano que vem é desejável para o Brasil, mas citou uma nova priorização de despesas como medida a ser tomada nos países com espaço fiscal restrito.
"Um apoio maior que atualmente projetado é desejável no próximo ano em algumas economias (por exemplo no Brasil, México, Reino Unido, Estados Unidos) em vista das grandes quedas no nível de emprego nessas economias e grandes contrações fiscais projetadas", afirmou o FMI, em documento divulgado nesta segunda-feira sobre crescimento no pós-Covid para o G20.
FMI prevê 'amplo impacto' da pandemia no emprego na América Latina
"Em economias onde o espaço fiscal é uma restrição, uma nova priorização dos gastos pode ser justificada. Para todas as economias, será importante monitorar cuidadosamente os desenvolvimentos econômicos e de saúde pública para garantir que o apoio não seja retirado rápido demais, mas mantido durante a crise", completou a entidade.
A recomendação do FMI vem em meio à indefinição no Brasil sobre como o governo reestruturá um programa de transferência de renda após o fim do auxílio emergencial, em dezembro.
Dívida pública brasileira ultrapassa 90% do PIB
O Auxílio Emergencial foi a iniciativa de maior vulto do governo na crise. Com valor de R$ 600 de abril a agosto e de R$ 300 pelo restante do ano, terá um custo total de 321,8 bilhões de reais em 2020, beneficiando mais de 60 milhões de pessoas por mês.
Membros do governo têm ressaltado que um novo benefício de transferência de renda –com valor mais alto que os 190 reais concedidos, em média, pelo Bolsa Família– é necessário para promover uma espécie de aterrissagem ao auxílio emergencial, já que milhões de brasileiros seguirão desempregados no ano que vem.
Findo o período de calamidade pública neste ano, contudo, a regra do teto de gastos voltará a valer em 2021. E, pela regra, o Bolsa Família só poderá ser turbinado significativamente se outras despesas forem canceladas.
Biden ou Trump? Veja possíveis cenários para a economia brasileira
A equipe econômica tem dito que a regra do teto será respeitada enquanto no Congresso parlamentares têm flertado com um drible na regra do teto ou com a extensão do período de calamidade, que hoje permite que despesas extraordinárias associadas ao enfrentamento da crise de Covid-19, como o auxílio emergencial, não precisem respeitar o teto. Nenhuma solução para o impasse foi formalmente apresentada pelo governo até aqui.
Nesta segunda-feira, o FMI afirmou que programas de transferência de renda "melhor direcionados" ou uma cobertura mais ampla de gastos com proteção social seriam importantes para assegurar um suporte adequado aos mais vulneráveis em alguns países, incluindo o Brasil.
"Em geral, se as consequências da crise perdurarem, o acesso a bens e serviços essenciais (por exemplo distribuição de alimentos, saúde e habitação) precisará ser expandido, principalmente em meio ao aumento das taxas de pobreza. Ajuda alimentar aos mais vulneráveis também pode complementar as transferências de dinheiro e proteger os beneficiários contra preços mais altos dos alimentos", disse.
O FMI avaliou que a maioria das economias emergentes do G20 continua lutando em meio à pandemia do coronavírus, citando o Brasil entre os países que estão lidando com surtos persistentes de infecções.
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Recuperação da indústria impulsiona ações europeias após queda na semana passada
Melhora da atividade industrial compensou preocupações com o ressurgimento de casos de coronavírus. As ações europeias começaram novembro em alta, com uma recuperação na atividade industrial em todo o mundo compensando preocupações com o ressurgimento dos casos de Covid-19 que está levando as principais economias do continente de volta ao lockdown.
O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,59%, a 1.346,48 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1,61%, a 347,86 pontos.
COVID-19 se espalha novamente pela Europa
O índice alemão DAX, com forte peso de empresas exportadoras, saltou 2,0%, conforme uma pesquisa mostrou que as indústrias da maior economia da Europa registraram um crescimento recorde de novos pedidos em outubro, com números melhorando também em outras economias da zona do euro.
Conjuntos de dados semelhantes vindos da China e dos Estados Unidos apontaram para uma forte recuperação na atividade manufatureira, impulsionando setores cíclicos como petróleo e gás, bancos e seguradoras, e empresas químicas na Europa.
Na semana passada, os principais índices regionais da Europa caíram para mínimas de vários meses depois que a Alemanha e a França impuseram lockdowns nacionais e vários outros países endureceram as restrições para limitar a propagação do coronavírus.
Em LONDRES, o índice Financial Times subiu 1,39%, a 5.654 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 2,01%, a 11.788 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 teve elevação de 2,11%, a 4.691 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 2,55%, a 18.400 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,07%, a 6.585 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,88%, a 4.019 pontos.
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Ânima Educação assina contrato para comprar ativos da Laureate no Brasil
Com a compra, a Ânima Educação disse que expandirá sua presença para mercados que correspondem atualmente a 75% do total de matrículas no ensino superior brasileiro. A Ânima Educação divulgou nesta segunda-feira (2) que assinou um contrato com o Grupo Laureate para compra de todos os ativos brasileiros do grupo norte-americano.
Na semana passada, a empresa já havia informado que sua oferta vinculante havia sido escolhida como superior de forma definitiva.
Em fato relevante nesta segunda-feira, a Ânima apontou que o negócio envolve um total de R$ 4,4 bilhões, no fechamento, sendo R$ 3,777 bilhões pagos em dinheiro a Laureate e R$ 623 milhões em dívidas a serem assumidas pela Ânima.
A proposta inclui ainda R$ 203 milhões por 135 vagas de medicina pendentes de aprovação, e o pagamento pela Ânima de R$ 180 milhões à Ser Educacional por multa contratual devida pela Laureate.
A Laureate, que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro, havia recebido em setembro oferta de R$ 4 bilhões da Ser Educacional pelos ativos.
A Ânima reiterou nesta segunda-feira que também faz parte da proposta a venda concomitante de 100% das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) ao fundo Farallon por 500 milhões de reais.
Com a compra, a Ânima Educação disse que expandirá sua presença para mercados que correspondem atualmente a 75% do total de matrículas no ensino superior brasileiro.
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Preços do petróleo fecham em alta nesta segunda-feira
Na semana passada, os contratos de petróleo perderam 10% e marcaram a pior semana desde abril. Os preços do petróleo recuperaram terreno nesta segunda-feira (2), depois de uma semana ruim e de um começo de dia operando em baixa, em um mercado à espera de uma flexibilização da política de reposição de barris da Opep+ (OPEP e aliados). O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro fechou em alta de 2,71%, a US$ 38,97. Em Nova York, o barril de WTI para dezembro subiu 2,84%, a US$ 36,81. Campo de exploração de petróleo no RN Getúlio Moura/Petrobras/Divulgação Os preços "se recuperaram depois de boatos que indicam que a Rússia propôs atrasar a alta na produção da Opep+", explicou Fawad Razaqzada, analista da ThinkMarkets. Esta eventual extensão dos cortes da produção, decididos em abril para tentar conter a queda do petróleo, é, no entanto, "um ponto de interrogação", destacou Gary Cunningham, da Tradition Energy. No primeiro de janeiro, segundo acordo atual entre a Opep e seus aliados, os cortes na produção do petróleo diminuirão em 1,9 milhão de barris diários, que voltariam, assim, ao mercado. Na semana passada, os dois contratos perderam 10% em sua pior semana desde abril. Vídeos: Últimas notícias de economia
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Wall Street tem alta na véspera da eleição nos EUA, mas mercado se prepara para semana agitada
Na semana passada, os três índices acionários norte-americanos registraram suas maiores quedas semanais desde março. Os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em alta nesta segunda-feira (2), com o Nasdaq registrando leves ganhos na véspera da eleição presidencial norte-americana, conforme os investidores se preparavam para grandes oscilações nesta semana.
O Dow Jones Industrial fechou em alta de 1,6%, pata 26.925,05 pontos, o S&P 500 subiu 1,23%, para 3.310,24 pontos e o Nasdaq Composite teve elevação de 0,42%, para 10.957,61 pontos.
Embora o Dow e o S&P tenham encerrado em território positivo, terminaram bem longe das altas da sessão, e o Nasdaq chegou a ficar algum tempo no vermelho.
Na semana passada, os três índices registraram suas maiores quedas semanais desde março e a expectativa majoritária para os próximos dias é de volatilidade, com as possíveis mudanças de longo prazo nas políticas relativas a tributos, gastos do governo, comércio e regulação.
Na véspera da eleição, EUA já registram mais de 95 milhões de votos antecipados
Movimentos de longo prazo vão depender do vencedor entre o presidente republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden.
Biden lidera as pesquisas nacionais, mas as disputas estão acirradas em Estados cruciais que podem garantir a vitória de Trump. Analistas disseram que o resultado mais provável para abalar os mercados de ações no curto prazo seria não haver um vencedor claro na noite de terça-feira.
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Saiba mais sobre o PIX, novo sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central
JN traz uma série de reportagens sobre o novo sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central. A partir do dia 16, será possível fazer transferências em até dez segundos, inclusive nos fins de semana e feriados. Saiba mais sobre o PIX, o novo sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central
A partir desta segunda (2), o Jornal Nacional exibe uma série especial de reportagens sobre o PIX, o novo sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, que começa a funcionar no dia 16 de novembro. Será possível fazer pagamentos e transferências de forma imediata pelo celular, a qualquer dia e hora, inclusive nos fins de semana e feriados. A primeira reportagem da série é do Alan Severiano.
Em dez segundos, 15 milhões de litros d'água passam pelas Cataratas do Iguaçu. Em dez segundos, dá para fazer história nos cem metros rasos. Esse início de reportagem durou 10 segundos. É o tempo máximo que, segundo o Banco Central, o brasileiro vai levar para fazer uma transferência de dinheiro com o PIX. O sistema de pagamento instantâneo foi criado com a promessa de ser uma revolução na forma como a gente lida com dinheiro. Com apenas alguns cliques no celular, vamos levar menos tempo na hora de pagar no caixa, por exemplo. As filas podem andar mais rápido e, um dia, quem sabe, desaparecer.
“Quero esperar esse dia aí logo. Quanto mais rápido melhor”, diz Regina Diniz, técnica de segurança do trabalho.
O nome PIX vem das iniciais de "pagamento instantâneo", e o x representa a letra que, na matemática, tem múltiplas finalidades. O cérebro desse sistema, que custou R$ 13,5 milhões, fica em Brasília. Cada vez que alguém inicia um PIX em uma instituição financeira, computadores do Banco Central checam as informações do pagador e do recebedor. Se estiver tudo certo, o dinheiro é liberado imediatamente na conta de quem recebe.
A conveniência é outro atrativo. As transferências podem ser feitas por pessoas e por empresas – 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados. O que pode acabar com a desculpa de quem deixa para fazer uma transferência na sexta-feira à tarde.
“Você já conta da sexta, vai receber na segunda. Tomara que isso mude”, destaca Alessandra Tuner, representante comercial.
Para usar o PIX, basta ter conta corrente, poupança ou uma conta pré-paga em uma instituição financeira ou de pagamento. É uma tendência mundial, 55 países já têm sistemas de pagamento instantâneo. O da Índia, a segunda maior população do planeta, estreou há quatro anos.
O especialista em fintech Guilherme Mota mora lá. Ele paga a diarista, o restaurante e o táxi tuk tuk pelo celular. “Não precisa preocupar se tem troco ou não para os passageiros, é uma simplicidade para ambos, tanto para quem oferece o serviço, quanto para quem está contratando o serviço”, conta.
No Brasil, a transferência pelo PIX será feita pelo aplicativo ou pelo site da instituição financeira de cada cliente. A pandemia obrigou muita gente a se familiarizar com pagamentos sem dinheiro e sem contato físico.
A empregada doméstica Cristiane fez a primeira compra pelo celular há dois meses, quando o governo depositou em um aplicativo o dinheiro da merenda do filho. No supermercado, ela passou a usar a tecnologia do QR code, que também será utilizada no PIX. É só apontar a câmera e confirmar o valor que aparece na tela.
“Você não anda com dinheiro, não anda com cartão, só colocar e já passa. Não precisa pegar em nada, tocar, só põe na tela e pronto”, diz Cristiane Cerqueira de Lima, empregada doméstica.
O PIX é o capítulo mais novo da evolução das formas de pagamento. Na pré-história, eram as trocas de animais. Depois, de grãos – até a invenção das moedas, cédulas de papel, cheques, cartões de débito e de crédito, e o pagamento digital.
A família Loureiro é testemunha dessas mudanças. O bar no mercadão de São Paulo foi fundado em 1933 pelo avô de Marco e agora é administrado por ele e pelo filho. A máquina registradora trabalhou muito nos anos 80, em uma época em que o cheque, que hoje muitos jovens nem conhecem, fazia sucesso como meio de pagamento e também dava muita dor de cabeça.
“Aí voltava, porque às vezes voltava sem fundo, aí tinha que buscar descobrir de quem era o cheque”, lembra Marco Loureiro, comerciante.
Com o PIX, e o dinheiro caindo na conta na hora, a empresa quer melhorar o planejamento. “Você não precisa de esperar um mês, às vezes 15 dias, para o dinheiro cair”, destaca William Loureiro, comerciante.
O PIX não vai acabar com outras formas de pagamento. Mas a expectativa é que boa parte das transações com cartão de débito, boletos, TEDs e DOCs passe a ser feita pelo novo sistema por uma questão de economia. Transferências e pagamentos de pessoa para pessoa serão de graça.
O comerciante Marco Buono fez as contas de quanto vai poupar por ano. Hoje, o banco dele cobra R$ 10 por uma transferência. “Eu faço quatro, cinco TEDs por semana, são R$ 50. No mês R$ 200, em média. Nada nada, por ano, vou economizar R$ 2.400”, diz.
Já as empresas vão pagar uma tarifa quando enviarem ou receberem dinheiro pelo PIX. Mas o mercado espera que a taxa seja menor do que agora. Primeiro, porque o PIX só tem os bancos como intermediários entre pagador e recebedor. Em uma compra por cartão de débito, por exemplo, até 4% do valor vão para as empresas de cartão e as donas das maquininhas, que não são necessárias no PIX.
Outro motivo é que o Banco Central vai cobrar menos dos bancos pelo PIX: um centavo a cada dez transações. Por uma TED, os bancos pagam R$ 6 centavos, 60 vezes mais.
“Cabe também às empresas fazerem a sua parte de procurar ali um leque de agentes para verificar dentre aquelas instituições que atendem, aquelas que lhe oferecem o menor custo, todo esse processo vai levar a uma redução de preços para as empresas também no médio prazo", destaca Carlos Brandt, chefe adjunto do Departamento de Competição e Estrutura do Banco Central.
Serão mais concorrentes disputando a preferência do cliente. Além dos grandes bancos, estão autorizados a fazer PIX as cooperativas de crédito, as empresas de pagamentos e de varejo, e as fintechs ou bancos digitais.
“Hoje para eu ter um usuário em uma região distante, isolada do país eu preciso emitir um cartão e enviar o cartão até aquela cidade. Então, eu tenho o custo da emissão e da logística. No PIX, é diferente. Eu vou fazer tudo digitalmente”, comenta Marcelo Martins, coordenador do Grupo de Trabalho do Pix no Abfintechs.
Com a esperança de custos menores, o comércio e as grandes redes de lojas avaliam que os preços dos produtos possam cair no futuro. “Se nós vamos ter um custo menor nas transações financeiras, isso deve gerar também melhores preços, melhor desempenho não só da empresa, mas melhores ofertas para os clientes”, afirma Jorge Gonçalves Filho, vice-presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).
A poucos dias da estreia, tem quem resista ao PIX. “Ainda estou na era do dinossauro, prefiro continuar com dinheiro”, revela um idosa.
E tem gente ansiosa para experimentar a novidade. “Já cadastrei já”, conta um entrevistado.
“Toda a tecnologia quando surge, dá medo. Foi assim com cartão de crédito, foi assim um cartão de débito, com as contas digitais. E é por isso que a gente precisa primeiro estudar muito bem. Comece pequeno, não precisa sair transferir o seu salário todo pelo PIX. Começa transferindo o pagamento da manicure de R$20, R$ 30, começa pagando mercadinho. E aí você vai se apropriando dessa tecnologia”, comenta Gabriela Mendes Chaves, economista do Nofront.
Na terça (3), tem a segunda reportagem da série, com alguns exemplos práticos do uso do PIX. Na hora de pagar um táxi, na hora de dividir uma conta entre amigos.
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PIX começa a operar nesta terça em fase restrita
Até o dia 15 de novembro, apenas clientes selecionados pelos bancos terão acesso à todas as funcionalidades do PIX, mas em horários restritos. A partir do dia 16, sistema ficará disponível 24h por dia a todos os clientes bancários cadastrados. Saiba mais sobre o PIX, o novo sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central
O Banco Central dá início, nesta terça-feira (3), à primeira etapa das operações do PIX, o novo sistema de pagamentos eletrônicos no Brasil. Nesta primeira fase, que funcionará como teste da nova modalidade, somente clientes selecionados pelos bancos terão acesso à todas as funcionalidades.
PIX: entenda o novo sistema de pagamentos
Veja perguntas e respostas sobre o novo sistema de pagamentos
ATENÇÃO: saiba como evitar golpes no cadastro do PIX
Saiba tudo sobre o PIX na página especial do G1
Chamada de fase restrita, essa etapa se estende até o dia 15 de novembro. Neste período, apenas alguns clientes bancários poderão realizar operações de pagamento, em horários determinados. Somente a partir do dia 16 o PIX irá funcionar integralmente, para todos os clientes cadastrados, 24h por dia, 7 dias da semana.
São dois os principais objetivos desta fase restrita do PIX:
Verificar o funcionamento do PIX no ambiente de produção dos bancos e do Banco Central
Testar todos os casos de uso disponíveis do PIX para lançamento do sistema integral
Entenda o que é e como vai funcionar o PIX
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o BC orientou as instituições financeiras a selecionarem usuários aptos a operar no PIX de modo a refletir o perfil de seus clientes, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas, em termos de faixa etária e localização geográfica.
“Vale frisar que no período de operação restrita todos os clientes já deverão estar aptos a receber um PIX mediante inserção manual ou chave PIX (desde que possuam chaves cadastradas), enquanto os clientes selecionados terão acesso à integralidade de funcionalidades do PIX”, destacou a Febraban.
Ou seja, na fase restrita do PIX, que vai até o dia 15 de novembro, somente clientes selecionados pelos bancos poderão fazer pagamentos, mas qualquer pessoa que já tenha cadastrado uma chave no novo sistema poderá receber as transferências.
Nesta fase restrita de operações, o PIX vai funcionar somente em horários pré-definidos:
Das 9h às 22h nos dias 3, 4, 7, 8, 9, 10, 11, 14 e 15 de novembro
Das 9h às 24h nos dias 5 e 12
Das 0h às 22h nos dias 6 e 13
Já no dia 16 de novembro, o PIX começará a funcionar às 9h. A partir de então, ele irá operar ininterruptamente, todos os dias do ano, 24 horas por dia.
O que é o PIX?
O PIX é um novo meio de pagamentos e transferências desenvolvido pelo Banco Central para facilitar as transações financeiras. Não é um aplicativo nem banco, e funciona com as contas que o cliente já tem em alguma instituição financeira.
A expectativa do mercado é que o sistema seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser gratuito e estar disponível a qualquer hora, sete dias por semana. A quantia cai instantaneamente.
Veja as últimas notícias sobre o PIX:
De acordo com a Federação Brasileira e Febraban, o Banco Central orientou os bancos a selecionar usuários aptos a operar no PIX de modo a refletir o perfil de seus clientes, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas, em termos de faixa etária e localização geográfica.
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Agência do Trabalho oferece 53 vagas de emprego em nove cidades do Grande Recife e da Zona da Mata
Há vagas no Recife, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Paudalho, Igarassu, Nazaré da Mata, Ipojuca, Vitória de Santo Antão e São Lourenço da Mata. Carteira de trabalho Heloise Hamada/G1 As Agências do Trabalho de nove cidades do Grande Recife e da Zona da Mata de Pernambuco oferecem, nesta terça-feira (3), 53 vagas de emprego, de acordo com a Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq). Do total de oportunidades, uma é voltada para pessoa com deficiência. Há vagas no Recife, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Paudalho, Igarassu, Nazaré da Mata, Ipojuca, Vitória de Santo Antão, Paulista e São Lourenço da Mata. Caso haja interesse em alguma delas, é necessário comparecer a uma das unidades da Agência do Trabalho, mas é preciso agendar antes através do site da secretaria ou do Portal Cidadão. Vagas para o público em geral Vagas para pessoa com deficiência VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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