De onde vem o que eu uso: de roupas a calçados, couro brasileiro tem origem no boi e movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano
Atividade enfrenta a concorrência dos sintéticos e foi alvo de questionamentos sobre impacto ambiental, mas aposta na durabilidade do produto e defende que ele é mais sustentável. Indústria de couro no Brasil CICB/Divulgação Ele está presente nos sapatos, na jaqueta, já foi matéria-prima da bola de "capotão” das partidas de futebol e muito sambista já tocou instrumentos até o “couro comer”. O couro é um dos produtos mais antigos da humanidade. Existem registros de uso da pele de animais há mais de 5 mil anos. No Brasil, o principal fornecedor de couro é o boi. O motivo é que aqui existe um dos maiores rebanhos do mundo: são mais de 214 milhões de animais, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tem mais gado do que gente no país. E, com tanta oferta de animais, consequentemente, o Brasil é um dos grandes produtores mundiais de couro. É um setor que movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano. Atualmente, 80% da produção brasileira de couro é destinada ao mercado externo, sendo a China a principal compradora. Em 2019, a indústria foi alvo de questionamentos por partes de marcas estrangeiras em meio ao aumento de queimadas na Amazônia. Para este ano, a expectativa é que a produção brasileira seja menor por causa da queda no abate de animais no país por conta pandemia do novo coronavírus. Versatilidade O boi é considerado um animal extremamente versátil, em que tudo dele é aproveitado. O G1 já mostrou que o algodão, por também ter essa qualidade, é conhecido como “boi vegetal”. Toda a cadeia produtiva da pecuária movimentou mais de US$ 157 bilhões em 2019. É uma das principais atividades do agronegócio brasileiro. Apesar de tantos usos possíveis com o animal, especialistas lembram que todo esse mercado só existe por um motivo: a alimentação. “Os animais são criados por causa do alimento, da sua carne, para saciar a produção. Nós damos destino a um produto que iria apodrecer e que teria que ser enterrado”, explica José Bello, presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Além do couro, existem outros destinos para os restos dos animais abatidos nos frigoríficos. O sebo pode ser usado na produção de biodiesel e produtos de higiene, por exemplo. Os ossos viram farinha que é utilizada na fabricação de ração para pets e aves. Todo esse mercado, além do couro, como o processamento de sebo e ossos, é conhecido como reciclagem animal, uma atividade que também movimentou mais de R$ 8 bilhões no ano passado (veja mais ao fim da reportagem). Do campo para 1001 utilidades Arte G1 Onde o couro é usado? Por definição, couro é a pele de qualquer animal que foi curtida. Esse processo de curtimento é necessário para que não apodreça após o abate. No Brasil, as peles mais comuns que passam pelos curtumes, a indústria do couro, são as de bovinos, porcos, cabras e ovelhas. Também há empresas que trabalham com peixes e jacarés, por exemplo, mas em escala menor. A produção de couro no país segue a lógica do rebanho bovino, ou seja, está mais concentrada no Centro-Oeste. Como a pele é um material extremamente perecível, as indústrias precisam ficar próximas aos frigoríficos para que o produto não perca a qualidade. Criação de gado no Brasil Rodrigo Sanches/G1 Concorrência com o 'couro sintético' O principal uso do couro bovino é na indústria de calçados. Outra parte segue para a indústria têxtil ou é utilizada na confecção de móveis residenciais e acabamento de automóveis. Apesar do couro ter um mercado consolidado e séculos de conhecimento do público, a disputa com outros tecidos de origem vegetal ou sintéticos é um desafio para a atividade. “O setor de couro, nos últimos 5 anos, sofreu bastante com a entrada desses materiais”, reconhece José Bello, do CICB. Um dos pontos de embate é a utilização do termo “couro sintético” ou “couro vegano”, tanto que existe uma lei federal que proíbe o uso do nome para produtos que não tenham origem animal. “O couro é tão nobre que tem muita gente querendo imitar. O sintético quer virar couro, mas o couro não quer virar sintético.” Apesar da concorrência, produção de couro ainda tem espaço no mercado de luxo e de acessórios CICB/Divulgação Além da concorrência dos sintéticos, o algodão tem tomado uma parte de um mercado importante para o setor: a indústria de calçados. Isso porque se passou a usar mais tênis, especialmente os esportivos, do que sapatos. Mas o couro ainda tem uma aceitação boa no mercado de luxo e de acessórios, como carteiras, cintos e jaquetas. “O couro é muito durável, quem não tem em casa aquela jaqueta ou bolsa de couro que existe há anos na família?”, questiona José Bello, do CICB. Indústria diz que é sustentável Os curtumes argumentam ainda que o couro é um material muito mais sustentável que seus concorrentes. “A maioria dos produtos veganos são de origem do petróleo. Cabe ao consumidor avaliar o que é mais sustentável: o couro ou um derivado de petróleo”, continua Bello. “Nós estamos em uma fase de reposicionamento do couro para mostrar que o couro é sustentável, muito mais do que artigos feitos com outros materiais, que duram pouco e geram mais resíduos”, completa. Segundo dados das indústrias, o Brasil os frigoríficos produzem cerca de 1,5 milhão de toneladas de couro, fruto do abate dos animais. Isso daria 40 milhões de peças de couro. “Imagina se isso não fosse curtido? Faltaria cemitério para enterrar tanta pele”, afirma o presidente do CICB. “O couro faz parte de uma economia circular, em que se aproveita tudo do boi, a indústria do petróleo ainda não completou esse ciclo. O couro não polui oceanos, por exemplo, o plástico e outros derivados do petróleo, sim”, acrescenta. O couro e o meio ambiente Apesar de afirmar que a atividade é sustentável, em 2019, o setor foi questionado por indústrias de roupas de outros países na mesma época em que notícias sobre o aumento de queimadas na Amazônia ganharam o mundo. Como a pecuária é uma atividade muito concentrada nos estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão), a produção de couro entrou na mira das empresas estrangeiras. Por que tem tanto gado na Amazônia? Tanto que, entre agosto e setembro de 2019, duas empresas, a americana VF, dona das marcas Vans e Timberland, e a sueca H&M, uma das maiores varejistas de moda do mundo, suspenderam temporriente as compras do couro brasileiro. Elas queriam garantias de que o couro não contribui para danos ambientais. O CICB diz que o volume negociado com essas empresas era pequeno e não soube informar se as vendas foram retomadas mais de um ano depois da crise. Empresa que representa 18 marcas suspende importação de couro do Brasil De acordo com as fabricantes brasileiras, a cadeia produtiva do couro segue parâmetros de sustentabilidade por meio de dois programas de rastreabilidade: o Certificação de Sustentabilidade do Couro Brasileiro (CSCB) e o Leather Working Group (LWG, na sigla em inglês). Esses programas, segundo a associação, definem padrões ambientais e trabalhistas que os curtumes devem seguir e são uma espécie de "garantia" para os compradores de que o produto respeitou as boas práticas de produção sustentável. A maior parte dos curtumes exportadores do Brasil possui o nível máximo de certificação, conforme mostrou o G1. Mesmo assim, o CICB afirma que a principal lição aprendida no episódio é que as indústrias precisam apresentar melhor a origem do produto. “Nós temos todos os cuidados, todos os documentos e certificações necessária. A rastreabilidade é um desafio, todo mundo quer esse controle, ele tem que ser feito, mas precisa de tempo (para implementação)”, explica Bello. “Os consumidores estão atentos e adquiriram o hábito de conferir (a origem do produto), querem a informação de tudo. Quanto mais rastreabilidade na cadeia, mais tranquilos consumidores e indústrias ficam. Ninguém quer problema”, argumenta o presidente do CICB. O couro exótico Se a sustentabilidade é uma das exigências da produção de couro, outra atividade do segmento tem forte imagem negativa entre os consumidores: a caça de animais para a retirada da pele. Ao contrário do princípio do uso do couro bovinos, por exemplo, esse tipo de indústria tem como objetivo principal a pele do animal, e não o uso dele como alimento. Os casacos de pele de mink em um shopping center de Shangai. Aly Song/Reuters/Arquivo O mercado de casacos de pele é de luxo, são poucas unidades vendidas a um público muito específico, especialmente na Europa, onde se usa normalmente o couro da raposa como matéria-prima. “Isso formou uma mídia negativa em relação ao mercado de peles. Mas é um nicho, nós não temos esse tipo de indústria no Brasil. São mercados mais estabelecidos na Espanha e na Itália”, diz José Bello. “Porém, 99% das peles e couros do mundo são originários da produção de alimentos, seja carne ou leite”, completa. A reciclagem animal Além da carne que chega à mesa do consumidor e do couro presente em roupas, sofás e automóveis, o que sobra do animal abatido é reaproveitado e segue para outras indústrias, as de reciclagem animal. A maior parte da reciclagem vem da compra de restos dos frigoríficos, outra parte vem de peixarias e açougues da cidade. As empresas do setor dizem que destinam 100% do resíduo que é comprado. “Nós recolhemos o que seria ‘lixo’ para os frigoríficos e agregamos valor. O setor recolheu 13 milhões de toneladas de resíduos em 2019, isso corresponde a 30% da capacidade total de lixões e aterros do país”, afirma Décio Coutinho, presidente da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra). Os principais produtos desse segmento, segundo a Abra, são o sebo e as farinhas que surgem do processamento de ossos, sangue e vísceras. O sebo é o que tem maior valor agregado, explica Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria. É um produto disputado pela indústria de combustíveis, para a fabricação de biodiesel e pelas fábricas de produtos de higiene e limpeza. Sebo bovino é utilizado na produção de sabonetes, shampoos e produtos de limpeza Silviarita/Pixabay Por outro lado, a farinha de resto de animais é a mais negociada. O Brasil é o quarto maior exportador desse produto, ainda de acordo com a consultoria. Os maiores consumidores deste mercado são o segmento de produção animal (aves e suínos para abate) e o de animais de estimação, já que a farinha é a base de algumas rações disponíveis no mercado. Atualmente, 96% do que é produzido fica no país e o restante é exportado. Os principais mercado para esses produtos são Estados Unidos, Chile e Colômbia. Mas o setor quer expandir mercados para os produtos vindos da reciclagem animal. A Ásia é o destino desejado. “Em função da peste suína africana na Ásia, a gente tem um grande potencial, já que esses países estão modificando seu modelo de produção de carnes, eles vão precisar de uma grande quantidade de ração e farinha”, explica Décio Coutinho, presidente da Abra. Couro é produto versátil que está nas roupas, tapetes e carros Vídeos da indústria-riqueza do Brasil: Initial plugin text
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3 empresas abrem vagas de emprego; veja lista
Empresas com vagas abertas são Grupo Sotreq, MAG Seguros e Printi. As empresas Grupo Sotreq, MAG Seguros e Printi estão com vagas de estágio e emprego abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos:
Veja mais vagas de emprego pelo país
Grupo Sotreq
O Grupo Sotreq abriu inscrições para o programa de estágio 2021. Podem se inscrever estudantes que concluirão a universidade até dezembro de 2022 nos seguintes cursos: Administração, Contabilidade, Comércio Exterior, Direito, Economia, Logística, Ciência da Computação, Gestão de Sistemas de Informações, Informática, Relações Internacionais, Comunicação Social, Design Instrucional, Design Gráfico, Marketing, Matemática, Publicidade e Engenharia (Mecânica, Computação, Metalúrgica, Minas, Elétrica, Civil, Mecatrônica, Eletrônica, Automação e Produção).
O estudante precisa ter habilidade com o Pacote Office e inglês em nível intermediário, além de disponibilidade para cumprir carga horária de 30 horas semanais.
Os benefícios do Programa de Estágio Sotreq são bolsa-auxílio, vale-refeição, vale-transporte, seguro saúde e seguro de vida.
O candidato deve acessar o site http://sotreq.com.br/estagio2021/ até 22 de janeiro de 2021.
MAG Seguros
A MAG Seguros está com mais de 30 vagas abertas para área comercial em diferentes regiões do país. As oportunidades disponíveis são para os cargos de assistente comercial, agente comercial, gerente corporate e promotor de vendas.
As vagas estão divididas entre as cidades de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Blumenau, Rio de Janeiro, entre outras. Os interessados devem se candidatar pelo link: https://trabalheconosco.vagas.com.br/mongeral-aegon/oportunidades.
Printi
A Printi possui vagas abertas em diversas áreas de atuação como Gente & Gestão, Planejamento Financeiro, Atendimento, Produção, Compras, Logística, Precificação, Comercial e Operações. Veja os cargos:
Comprador Pleno – Home Office
Assistente de Atendimento – Home Office
Analista de Gestão de Pessoas – Home Office
Executivo de Contas PRO – Home Office
Analista de Planejamento Financeiro – Home Office
Coordenador/Supervisor de Precificação – Home Office
Coordenador de Logística – Presencial
Operador de Empilhadeira – Presencial
Auxiliar de Produção – Presencial
Operador Jr – Presencial
Estagiário de TI – Presencial
Auxiliar de Produção I – Presencial
Para se inscrever, basta acessar o site https://www.printi.com.br/carreiras.
Assista a mais notícias de economia:
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O que faz uma ‘VPN’ e por que ela pode causar problemas na conexão?
Tira-dúvidas explica como funciona uma VPN e por que elas nem sempre são a melhor solução. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às terças e quintas-feiras. Serviços de VPN criam uma 'conexão virtual' com outras redes, mas nem sempre funcionam como o esperado. Anders Engelbøl/Freeimages.com Fiz a compra de uma VPN, porém não estou conseguindo usá-la para ver filmes na plataforma de streaming e nem acessar alguns sites. Aparece um erro dizendo que não conecta no servidor. Queria saber o porquê disso e como resolver. – Franklin Na verdade, Franklin, esse tipo de problema não é incomum com o uso das "VPNs" voltadas para navegação diária. Existem casos em que o uso desses serviços pode ser benéfico, mas muitas vezes eles são desnecessários e causam mais problemas do que resolvem. As soluções de VPN têm conseguido bastante atenção ultimamente, em grande parte graças às campanhas de marketing voltadas para influencers digitais utilizadas por vários serviços do mercado. "VPN" é uma sigla em inglês para "rede privada virtual" ou "rede virtual privada". A tecnologia foi criada para permitir que empresas e organizações criem "túneis" dentro da internet para conectar computadores em qualquer lugar do mundo à sua rede interna. Por motivos de segurança, redes internas de empresas normalmente bloqueiam conexões vindas da internet. Se um colaborador precisar de acesso à rede da empresa pela internet – seja porque ele está viajando ou porque ficou em casa por alguma razão (como aconteceu muito na pandemia da Covid-19) –, todo o acesso seria bloqueado. Em vez de obrigar que a rede interna da empresa aceite conexões da internet (o que gera muitas complicações), a VPN resolve o problema criando um "túnel" dentro da internet. É como se houvesse um cabo físico ligando o computador remoto até a sede da empresa, mas tudo é feito via software. Como os computadores "pensam" que estão conectados à mesma rede física, a conexão entre eles é autorizada. Ou seja, uma VPN "tradicional" serve para acessar um site ou serviço interno de uma empresa que estaria totalmente indisponível na internet, para qualquer pessoa, exceto para quem está dentro da própria VPN. Os serviços de "VPN" voltados para a navegação diária não têm essa finalidade. Eles só são capazes de acessar os mesmos sites que estão na internet para todas as pessoas. Analisando por esse lado, eles se assemelham mais a um serviço de proxy (intermediário de conexão). O único paralelo com uma VPN é que eles usam o mesmo princípio de "túnel" seguro para fazer essa intermediação. Como a sua conexão passa a ser intermediada, a VPN recebe os dados que normalmente ficariam com o seu provedor de internet. O seu provedor "enxerga" apenas que você está utilizando o serviço de VPN, mas não saberá nada a respeito do tráfego de rede que está sendo transmitido. Confira algumas consequências dessa intermediação: Acesso mais lento: O uso da VPN adiciona um intermediário a mais na conexão. Isso normalmente vai causar mais erros de acesso, lentidão, travamentos no streaming e outros problemas do tipo. Transmitir vídeos na internet é caro, então os provedores buscam parcerias para otimizar o acesso e reduzir custos – em alguns casos, há servidores em cidades maiores e capitais para atender a demanda local. Usando uma VPN, sua conexão tende a ir por um caminho mais longo e lento. Endereço de IP trocado: Como o seu acesso à internet estará intermediado pela VPN, qualquer site ou serviço verá apenas o endereço de IP da VPN, e não o seu. Isso pode beneficiar sua privacidade e desbloquear conteúdos indisponíveis no Brasil, já que você poderá usar IPs de outros países. Porém, o acesso internacional pode ser mais lento e os sites que você acessa também podem bloquear a VPN para resguardar a trava regional do conteúdo. Ou seja, você pode ter mais erros na conexão. Troca de provedor: quando você usa uma VPN para acessar todos os sites na internet, o seu provedor de internet passa a ser, na prática, a VPN. O acesso de internet do seu provedor servirá apenas para conectar você à VPN contratada, mas a VPN ficará com os dados que normalmente estariam disponíveis para o provedor. Embora a VPN precise ser de alta confiança, muitos serviços de VPN são sediados em países em legislação rigorosa e que dificilmente garantiriam alguma reparação a você em caso de danos. Segurança: Muitas VPNs destacam que a criptografia da conexão à VPN deixa seu acesso mais seguro. Na verdade, a segurança dependerá em grande parte da própria VPN. Em julho de 2020, foram encontrados 1,2 TB de dados de acesso de VPNs. Mesmo sem o uso de uma VPN, a maioria dos sites, hoje, utiliza HTTPS, que já é um acesso criptografado. Nem o provedor de internet consegue enxergar detalhes do tráfego HTTPS. Além disso, o endereço de IP trocado vai confundir sistemas de segurança – muitos serviços hoje detectam acessos de IPs "desconhecidos", o que não vai funcionar se você realizar acessos de VPN. Se alguém invadir sua conta e usar a mesma VPN que você, o hacker terá um IP parecido e o mecanismo de segurança não desconfiará de uma invasão. VPNs podem mascarar o endereço de IP e mudar a origem da conexão para outro país. Embora isso possibilite burlar travas regionais de conteúdo, a prática pode violar os termos de serviço, deixar a conexão lenta e gerar erros ou bloqueios. Digital Designer/Pixabay Quando usar uma VPN? O uso de uma VPN faz parte de praticamente qualquer rede corporativa de médio ou grande porte. Se for necessário instalar o programa de VPN da empresa para qual trabalha, você pode fazer isso sem medo. Vale ressaltar: as VPNs corporativas nem sempre modificam o acesso a sites na internet – ou seja, elas não fazem o papel de "intermediário" para sites que não sejam os da própria empresa. Você não entregará seus dados de navegação à empresa apenas por usar uma VPN. Como já explicado, a finalidade das VPNs corporativas é diferente e mais restrita. Os serviços de VPN para navegação modificam por completo o funcionamento da sua conexão quando estão ativos. Veja alguns casos em que eles podem ser úteis: Acessar conteúdos leves ou lojas on-line que, por motivos de segurança, sejam bloqueados no Brasil. Um exemplo: há alguns livros digitais que só estão à venda em determinados países e, mesmo que você já tenha morado naquele país e comprado o livro, você pode ter dificuldade para usar sua conta a partir do Brasil. Ao viajar para o exterior, você pode usar uma VPN para acessar sites brasileiros por meio de um servidor no Brasil, caso o site brasileiro esteja bloqueando seu acesso no exterior. Se você frequentemente usa redes Wi-Públicas e navega em sites menos populares, que não utilizam criptografia HTTPS, pode ser interessante usar um serviço de VPN para ter mais privacidade. Em uma rede sem fio pública, todos os seus acessos a sites sem criptografia podem ser vistos por outras pessoas conectadas à rede (desde que elas tenham um software para visualizar essa informação). Aplicativos como Facebook, YouTube, WhatsApp e Instagram todos utilizam criptografia e não serão beneficiados com o uso de uma VPN para segurança. Se você vai viajar para algum lugar onde não confia no serviço de internet (como é o caso do Wi-Fi de alguns hotéis ou países com histórico de censura, como a China), uma VPN pode ser útil. Alguns países, porém, também bloqueiam os próprios serviços de VPN. Se você viaja com frequência para esse tipo de local e tem condições de contratar um especialista, é possível criar um serviço personalizado, o que vai garantir sua privacidade e provavelmente não será bloqueado como os serviços disponíveis comercialmente. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. VÍDEOS: Aprenda dicas sobre segurança digital
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Trump ou Biden: como o comércio entre Brasil e EUA pode ser impactado com o resultado das eleições nos EUA
Com pandemia, comércio bilateral caiu a níveis de 2009. Mas, para analistas, recuperação e elevação do fluxo de negócios depende mais da dinâmica da economia global e da diversificação das exportações do que do perfil de próximo governo. Biden e Trump disputam eleição marcada por polarização e votação antecipada Jim Bourg/Pool via AP; Elcio Horiuchi/G1 A eleição do próximo presidente dos Estados Unidos terá impactos em todo o planeta, uma vez que definirá quem será o próximo presidente da maior economia do mundo. Apesar das expectativas e incertezas sobre o que pode mudar no xadrez da economia global, a vitória do democrata ou do republicano deve ter poucas implicações no curto prazo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, avaliam especialistas em política externa e comércio exterior. O que o Brasil pode ganhar ou perder com resultado das eleições nos EUA Biden ou Trump? Veja possíveis cenários para a economia brasileira Eleições americanas: siga a movimentação da votação pelos EUA Analistas ouvidos pelo G1 destacam que os EUA têm se mantido como o segundo maior parceiro comercial do Brasil e que, independentemente do resultado das eleições, um aumento do fluxo de negócios bilaterais depende mais da dinâmica de recuperação da economia e de uma maior diversificação e competitividade da pauta de exportação do que necessariamente da política do próximo governo ou de maior alinhamento entre os países. Dados da balança comercial brasileira mostram que a corrente de comércios (soma de exportações e importações) entre Brasil e EUA, vem se mantendo historicamente estável na última década, num patamar entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões por ano. Em 2019, ficou em R$ 59,8 bilhões. O melhor resultado dos últimos anos foi registrado em 2014, quando somou R$ 62 bilhões. "É uma relação bastante madura. Não deveremos ter nem um crescimento exponencial de comércio qualquer que seja o presidente, nem vai ter uma queda abrupta", avalia Welber Barral, estrategista de comércio exterior do Banco Ourinvest e ex-secretário nacional de Comércio Exterior. É consenso entre os analistas, entretanto, que diante uma eventual vitória de Biden a agenda ambiental deverá se transformar em um tema prioritário na relação bilateral e em negociações comerciais. "Se o Biden ganhar, temas como proteção do meio ambiente, Amazônia, direitos das minorias vão ganhar mais relevância na forma como os EUA se relacionam com o mundo e vão certamente vir para o palco principal das discussões, inclusive das comerciais entre Brasil e Estados Unidos", afirma O vice-presidente executivo da Amcham Brasil, Abrão Neto. EUA são o 2º principal parceiro comercial do Brasil Os EUA são o destino de 9,7% do total de exportações do Brasil e são também a 2ª principal origem de importações brasileiras, representando 16% das compras totais feitas pelo país. Apesar da China ter superado os EUA como o principal parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos têm mantido o seu patamar de participação nas trocas totais do país. No acumulado nos 9 primeiros meses de 2020, porém, a fatia caiu para 12,3% do total, enquanto a China viu o seu percentual subir para 28,8%, em meio ao forte apetite por commodities brasileiras, como minério de ferro, soja e proteína animal. Veja no gráfico abaixo: EUA seguem como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China Divulgação/Amcham Comércio entre EUA e Brasil desaba em 2020 O maior desafio do comércio bilateral entre os dois países no momento é recuperar o patamar pré-pandemia. Levantamento da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) mostra que a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos desabou em 2020 para o menor nível desde a crise internacional de 2009. Veja no gráfico abaixo: Comércio entre Brasil e EUA cai a níveis de 2009 Economia G1 A soma das exportações e importações entre Brasil e Estados Unidos no acumulado de janeiro a setembro caiu 25,1% em relação ao mesmo período de 2019, para US$ 33,4 bilhões – o pior resultado para o período dos últimos 11 anos. No acumulado nos 9 primeiros meses do ano, as importações brasileiras de produtos dos EUA totalizaram US$ 18,3 bilhões, uma queda de 18,8% na comparação com igual intervalo de 2019. Já as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 31,5%, para US$ 15,2 bilhões. Na parcial do ano, o déficit comercial com os EUA está em US$ 3,1 bilhões. Mantido o cenário atual, o Brasil deve encerrar 2020 com o maior déficit bilateral dos últimos 6 anos. Vale destacar, no entanto, que não é só com com os Estados Unidos que a corrente de comércio do Brasil tem encolhido. Em 2019, tanto as exportações quanto as compras do exterior recuaram, mas as vendas externas apresentaram tombo maior. Para o ano de 2020, o Ministério da Economia estima que a soma das importações e exportações brasileiras deva cair 9%. A previsão é que as importações somem US$ 155,7 bilhões – queda de 12,2% – e as exportações somem US$ 210,7 bilhões, uma queda de 6,5%. Efeito Trump e pandemia Ainda que as exportações brasileiras tenham sido afetadas por restrições comerciais impostas pelo governo Trump em setores como o siderúrgico, o forte encolhimento no fluxo de negócios entre os dois países é explicado principalmente pela crise econômica trazida pela pandemia de coronavírus e pela queda do preço internacional do petróleo em meio à menor demanda por combustíveis. A Amcham destaca que a taxa de queda na corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos foi mais acentuada em razão do perfil dos produtos mais negociados, com forte peso de petróleo, aviões, insumos para a indústria, além do elevado número de operações intrafirma – quando uma multinacional tem uma produção compartilhada e importa dela mesma. "A pauta bilateral é composta por bens de maior valor agregado, principalmente bens da indústria de transformação, que foi um dos setores mais impactados no comércio internacional, diferentemente do comércio de alimentos, que sofreu um abalo pequeno e já se recuperou", afirma Abrão Neto. Os analistas minimizam o impactos dos efeitos colaterais da guerra comercial entre EUA e China, bem como da aproximação do governo Bolsonaro com o governo Trump. Destacam que, se por um lado foram impostas restrições para as exportações brasileiras de aço e alumínio, houve também alguns ganhos, como a reabertura para a entrada de carne bovina in natura produzida pelo Brasil e o acordo que abriu a possibilidade de exploração comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão, ou o recente memorando de entendimentos que prevê a oferta de até US$ 1 bilhão em crédito do governo norte-americano para financiar projetos no Brasil. "Houve evoluções interessantes na relação bilateral, mas nenhuma dessas medidas vai ter um efeito imediato de criação de comércio. Nenhum desses acordos equivale também ao efeito de um acordo do Mercosul-União Europeia por exemplo", afirma Barral. Veja abaixo a lista dos principais produtos exportados para os EUA e comprados de lá, e a variação no último ano: Principais exportações brasileiras para os EUA Economia G1 Principais importações brasileiras vindas dos EUA Economia G1 Ainda que setores possam vir a ser mais favorecidos ou prejudicados, a depender do resultado das eleições, a avaliação geral é que os recentes acordos comerciais fechados entre Brasil e EUA tendem a ganhar prosseguimento mesmo em caso de mudança de governos. "São temas que contam com apoio forte do setor privados dos dois países. Existe um estoque grande de investimento do Brasil nos Estados Unidos e vice-versa. As empresas vão continuar a fazer negócios entre si e a dar o tom da relação bilateral", avalia Neto. Barral lembra que os democratas costumam ser protecionistas, mas que aos negócios entre Brasil e EUA não devem ser abalados por eventuais contenciosos ou disputas comerciais. "O Brasil também tem várias medidas contra os Estados Unidos. Isso é algo usual no comércio. O Biden provavelmente continuaria com algumas medidas de defesa comercial, medidas antidumping e compensatórias. Mas o Brasil não é o alvo principal dos EUA, e sim a China", diz. Necessidade de diversificar exportações e aumentar competitividade Para o presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o volume de trocas entre Brasil e Estados Unidos continua sendo limitado principalmente pela "balança comercial pobre" do país e pela perda de competitividade da indústria brasileira nas últimas décadas. Em 2019, pela primeira vez em quarenta anos, o Brasil exportou mais produtos básicos do que industrializados. Produtos classificados como básicos ou commodities são aqueles que não têm tecnologia envolvida ou acabamento, como minerais, frutas, grãos e carnes. "No ano de 2000, de tudo que o Brasil exportava para o mundo, 59% eram produtos manufaturados. Hoje, eles representam apenas 24%. Ou seja, o Brasil perdeu participação no mercado mundial. Como perdemos competitividade, as nossas exportações de manufaturados para os EUA têm diminuído", explica Castro. É essa maior dependência das exportações de commodities agrícolas e minerais que também explica o avanço da China na balança comercial brasileira, enquanto que os EUA têm perdido participação. "Para aumentar o comércio com os Estados Unidos precisaria ter um acordo de livre comércio, o que é muito improvável com qualquer que seja o governo, ou de ações muito concretas de maior acesso a produtos muito relevantes, o que não é fácil uma vez que Brasil e EUA competem em várias das grandes commodities", afirma Barral, citando produtos como soja, milho, algodão, etanol e carnes. Levantamento da AEB mostra que a participação do Brasil nas exportações mundiais permaneceu praticamente estagnada nas últimas décadas, passando de 0,99% em 1980 para 1,23% em 2018, enquanto que a da China saltou de 0,88% para 12,77% no mesmo intervalo, e a dos EUA recuou de 11,06% para 8,54%. "O mundo andou e o Brasil parou. A China andou mais rápida do que todos e os Estados Unidos perderam parte do mercado que tinham no passado", resume Castro. Comércio do Brasil com os EUA caiu ao menor nível em 11 anos Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo A eleição do próximo r terá impactos em todo o planeta, uma vez que definirá quem será o próximo presidente da maior economia do mundo. Apesar das expectativas e incertezas sobre o que pode mudar no xadrez da economia global, a vitória do democrata ou do republicano deve ter poucas implicações no curto prazo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, avaliam especialistas em política externa e comércio exterior.
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Bolsas da China fecham em alta com investidores apostando em recuperação econômica
Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,2%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,42%. Os índices acionários da China fecharam em alta nesta terça-feira (3), liderados pelos ganhos em ações financeiras e de materiais, com os investidores apostando mais em uma recuperação econômica rápida da pandemia e forte perspectiva de vendas para carros movidos a novas energias.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,2%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,42%.
O subíndice do setor financeiro do CSI300 avançou 1,79% e o de materiais ganhou 2,42%.
As ações de semicondutores saltaram, uma vez que o setor foi citado como indústria crucial para ser desenvolvida em comunicado sobre a quinta reunião plenária do comitê central do Partido Comunista da China.
As ações relacionadas à fabricação de veículos de nova energia saltaram depois que o Conselho de Estado do país disse na segunda-feira que as vendas desses veículos vão subir e compor até 20% das novas vendas de carros da China até 2025.
Vejas as cotações de fechamento na Ásia:
Em TÓQUIO, o índice Nikkei permaneceu fechado.
Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,96%, a 24.939 pontos.
Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,42%, a 3.271 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,20%, a 4.777 pontos.
Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,88%, a 2.343 pontos.
Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,15%, a 12.736 pontos.
Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 2,19%, a 2.496 pontos.
Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 1,93%, a 6.066 pontos.
Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo
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Bolsas da Europa operam em alta de olho em eleições nos EUA
Índices ampliam ganhos com impulso de commodities e bancos. Os índices acionários europeus ampliavam sua recuperação nesta terça-feira (3) com os investidores deixando as preocupações sobre o coronavírus em segundo plano para voltar as atenções à eleição presidencial norte-americana.
Às 7h32 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 1,7%, a 1.369 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 1,68%, a 354 pontos, recuperando-se de mínimas de cinco meses atingidas na semana passada por preocupações com novos lockdowns parciais no continente.
Setores cíclicos sensíveis ao crescimento como petróleo e gás, mineradoras, bancos e montadoras lideravam os ganhos, com todos subindo mais de 2%
O presidente norte-americano, Donald Trump, está atrás de seu adversário democrata Joe Biden nas pesquisas nacionais, mas Trump está perto o suficiente em Estados cruciais para possivelmente reunir os votos necessários para conquistar a reeleição.
Uma vitória de Biden é considerada favorável para as ações europeias devido a expectativas de um maior pacote de estímulo e melhores laços comerciais com os EUA.
Na China, as bolsas fecharam em alta nesta terça-feira.
Veja as cotações das bolsas da Europa nesta manhã:
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 1,87%, a 5.760 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 2,02%, a 12.026 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 2,21%, a 4.794 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de 2,24%, a 18.811 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 1,61%, a 6.691 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,86%, a 4.053 pontos.
Com votação recorde pelo correio, resultado da eleição nos EUA pode demorar semanas
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Confiança empresarial recua em outubro após 5 altas consecutivas, aponta FGV
Comércio e os serviços são os setores que mostram maior preocupação com desaquecimento da demanda com o fim do período mais intenso dos programas emergenciais. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,4 ponto em outubro, para 97,1 pontos, após 5 altas mensais consecutivas, informou nesta terça-feira (3) a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O indicador consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pelo Ibre/FGV: indústria, serviços, comércio e construção.
”O recuo discreto da confiança empresarial pode ser entendido como um movimento de acomodação após uma sequência de altas que levaram o índice ao nível do período anterior à chegada da pandemia de Covid-19 no país", afirmou Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas da FGV IBRE.
O ICE de 97,1 pontos em outubro ficou muito próximo ao de janeiro deste ano (96,6 pontos), ambos em nível inferior àquele considerado como sendo de neutralidade (100 pontos).
"A indústria continua se destacando, com níveis de confiança que não eram vistos desde 2011, seguida pela construção. Em ambos os setores, a confiança continuou avançando em outubro. No sentido oposto, o comércio e os serviços registram quedas puxadas por revisões de expectativas, que podem refletir tanto a preocupação com os rumos da crise sanitária quanto com a perspectiva de algum desaquecimento da demanda com o fim do período mais intenso dos programas emergenciais".
Em outubro, a confiança empresarial avançou em 69% dos 49 segmentos integrantes do ICE, uma diminuição da disseminação frente aos 80% do mês passado. A piora ocorreu em todos os setores, com exceção à construção, em que a alta da confiança ocorreu em todos os segmentos. No comércio, todos os segmentos registraram piora em outubro.
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) subiu pela sexta vez consecutiva, agora em 3,6 pontos, para 96,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-E) recuou 3,1 pontos, para 97,9 pontos. A diferença entre ambos os indicadores em outubro é de 1,3 ponto, menor valor desde maio de 2020.
Pelo lado das expectativas, os empresários manifestaram certa neutralidade (nem otimismo nem pessimismo) em relação à evolução dos negócios pelo lado da demanda nos próximos três meses, mas revisaram suas expectativas em relação à evolução dos negócios nos próximos seis meses. O componente de Demanda (3 meses) subiu 0,7 ponto enquanto a Tendência dos Negócios (6 meses) recuou 0,7 ponto. O componente de Emprego Previsto (três meses) recuou 0,3 ponto.
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Copom diz que pressão sobre a inflação é ‘temporária’ e espera ‘reversão’ na alta de preços
Avaliação está em ata da reunião do comitê do BC, que na semana passada manteve Selic em 2% ao ano. Documento prevê ainda retomada 'ainda mais gradual' do crescimento econômico. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avalia que a "redução provisória na oferta" junto com um "aumento ocasional na demanda" gerou a alta nos preços de alguns produtos e a pressão sobre a inflação verificada no país nos últimos meses.
A avaliação foi divulgada nesta terça-feira (3) na ata da mais recente reunião do Copom, realizada na semana passada, quando o BC manteve os juros básicos da economia (Selic) em 2% ao ano.
"Dessa forma, apesar de a pressão inflacionária ter sido mais forte que a esperada, o Comitê mantém o diagnóstico de que esse choque é temporário, mas monitora sua evolução com atenção", diz a ata.
Na prévia de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o período em 25 anos. A maior pressão de alta em outubro veio dos alimentos e das bebidas, grupo que registrou alta de preços de 2,24%, com impacto de 0,45 ponto percentual no índice de outubro.
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As carnes foram o item que mais pesou individualmente, com aumento de 4,83% no mês e impacto de 0,13 p.p. sobre a inflação registrada. O preço da carne já registra cinco altas mensais consecutivas e acumula, no ano, alta de 11,4%.
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O índice também foi puxado pelo aumento dos preços do óleo de soja (22,34%), do arroz (18,48%), do tomate (14,25%) e do leite longa vida (4,26%).
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Segundo o Banco Central, a alta nos preços de alimentos e de bens industriais é consequência da "depreciação persistente do real", da elevação de preço das "commodities" (produtos básicos, com cotação internacional) e, também, dos programas de transferência de renda.
Por outro lado, a instituição também concluiu que a natureza da crise do coronavírus, que gerou redução forte no nível de atividade, "provavelmente implica que pressões desinflacionárias provenientes da redução de demanda podem ter duração maior do que em recessões anteriores".
Crescimento da economia
O Banco Central manteve, na ata do Copom, a avaliação de que os dados recentes sugerem uma recuperação desigual da atividade em cada setor da economia.
"Os programas governamentais de recomposição de renda têm permitido uma retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis e do investimento. Contudo, várias atividades do setor de serviços, sobretudo aquelas mais diretamente afetadas pelo distanciamento social, permanecem bastante deprimidas", informou.
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Os integrantes do Copom avaliaram, ainda, que a "pouca previsibilidade" associada à evolução da pandemia, e ao necessário ajuste dos gastos públicos a partir de 2021, aumenta a incerteza sobre a continuidade da retomada da atividade econômica.
"O Comitê ponderou que essa imprevisibilidade e os riscos associados à evolução da pandemia podem implicar um cenário doméstico caracterizado por uma retomada ainda mais gradual da economia", concluiu o Banco Central.
Taxa de juros
O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação. Para 2021, ano no qual o BC passou a mirar as decisões, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
As decisões sobre juros levam de seis a nove meses para ter impacto pleno na economia.
Segundo o Banco Central, no cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e dólar partindo de R$ 5,60, as projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 3,1% para 2020, 3,1% para 2021 e 3,3% para 2022.
Esse cenário, ainda segundo o Comitê de Política Monetária, supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 2% ao ano, e se eleva até 2,75% ao ano em 2021, e para 4,50% ao ano em 2022.
Sobre o balanço de riscos para a taxa básica de juros, o Copom ponderou que a pressão de alta, por conta dos "riscos fiscais" (falta de uma clareza maior sobre a política de controle de gastos públicos) é suficiente para compensar o fato de seu cenário básico projetar inflações abaixo da meta no horizonte relevante (nos próximos meses).
"O Copom assim concluiu que o atual nível de estímulo monetário, produzido pela manutenção da taxa básica de juros em 2% a.a. e pelo 'forward guidance' [indicações sobre o futuro], está adequado, independentemente das restrições de natureza prudencial", concluiu.
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Preços do petróleo ampliam alta em dia de eleições nos EUA
Contratos de referência avançaram quase 3% na segunda-feira (2). Os preços do petróleo ampliavam seu rali nesta terça-feira (3), em meio ao dia de eleições nos Estados Unidos, acompanhando uma recuperação em mercados financeiros, mas preocupações com os crescentes casos de coronavírus pelo mundo limitavam os ganhos.
O petróleo Brent subia 0,97 dólar, ou 2,49%, a US$ 39,94 por barril, às 8h17 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,95 dólar, ou 2,58%, a US$ 37,76 por barril.
Ambos os contratos de referência haviam avançado quase 3% na segunda-feira.
"O salto nasceu com as marcas de uma massiva, lógica e até inevitável cobertura de posições vendidas antes das eleições presidenciais dos EUA", disse Tamas Varga, da corretora PVM.
"Seria tentador concluir que uma recuperação das perdas da semana passada está acontecendo agora, mas esse simplesmente não é um cenário plausível", acrescentou ele.
Os preços avançaram na segunda-feira após informação de que o ministro de Energia da Rússia manteve conversas com empresas locais sobre uma possível prorrogação de restrições à produção de petróleo no primeiro trimestre de 2021.
"A esperança agora é que uma continuidade dos cortes nos níveis atuais vá ser uma ponte necessária sobre a segunda onda de Covid-19 até quando as vacinas forem desenvolvidas", disse o Commerzbank.
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V
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Após sete meses, economistas voltam a estimar inflação acima de 3% em 2020
Projeção de retração da economia neste ano permaneceu em 4,81% na semana passada. Números foram divulgados pelo Banco Central com base em pesquisa realizada na última semana. Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela décima segunda semana seguida, sua estimativa de inflação para este ano. Pela primeira vez desde março, a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, é maior que 3% em 2020. A expectativa faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta terça-feira (3) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Segundo a pesquisa realizada pelo Banco Central, os analistas dos bancos subiram a estimativa de inflação deste ano de 2,99% para 3,02%. Desde 23 de março deste ano a previsão dos analistas dos bancos para o IPCA não ficava acima de 3%. Estimativas para a inflação de 2020 Economia G1 A redução na estimativa de inflação, no decorrer de 2020, está relacionada à recessão na economia, fruto da pandemia do coronavírus. No início de junho, o mercado chegou a estimar que a inflação seria de 1,52% em 2020 – a metade da previsão atual, de pouco mais de 3%. Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir. Em setembro, a inflação oficial do país avançou 0,64%, a maior alta para esse período desde 2003. Na prévia de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o mês em 25 anos. Apesar da alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020. Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,10% para 3,11% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%. Crescimento da economia Sobre o crescimento da economia brasileira, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) estável em 4,81% na semana passada. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Na última semana, o mercado também baixou, de 3,42% para 3,34%, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto para 2021. A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira. Em setembro, o governo brasileiro manteve a expectativa de queda de 4,7% para o PIB de 2020. O Banco Mundial prevê uma queda de 5,4% no PIB brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 5,8% em 2020. Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Após recuar 2,5% nos primeiros três meses deste ano (número revisado), o PIB apresentou um tombo de 9,7% no segundo trimestre deste ano – contra os três meses anteriores. Foi a maior queda desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. Taxa básica de juros Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano. BC mantém juros mesmo com inflação em alta Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem. Outras estimativas Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 5,40 para R$ 5,45. Para o fechamento de 2021, permaneceu em R$ 5,20 por dólar. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 58 bilhões para US$ 58,70 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado permaneceu em US$ 55 bilhões de superávit. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 50 bilhões. Para 2021, a estimativa permaneceu estável em US$ 65 bilhões. VÍDEOS: veja as últimas notícias da economia
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