Eleição nos EUA poderá ser o evento com o maior valor de dinheiro em apostas na história
Um único homem apostou R$ 29 milhões em Trump, segundo o jornal britânico 'Daily Mail'. Espera-se que o montante total chegue a R$ 7,46 bilhões. Trump e Biden fazem segundo e último debate antes das eleições nos EUA Reuters A eleição dos Estados Unidos, que acontece nesta terça-feira (3) pode se tornar o evento que mais arrecadará dinheiro em apostas na história. Sandra Cohen: Veredito das urnas é maior do que Biden ou Trump Matthew Shaddick, o chefe da seção de apostas políticas no grupo Ladbrokes Coral, disse ao jornal "The Guardian" que o setor inteiro deverá processar R$ 7,46 bilhões. Segundo o jornal inglês “Daily Mail”, um homem fez uma aposta de R$ 29 milhões em Trump. De acordo com a reportagem do tabloide, o apostador trabalha no mercado financeiro e conversou com pessoas do comitê de Trump. A aposta foi feita em Curaçao, diz o texto. Uma pessoa apostou R$ 7,46 milhões em Biden, de acordo com a plataforma Betfair Exchange. Serão aceitas apostas até o momento do anúncio do vencedor. A expectativa em uma única das plataformas é que o montante total chegue a quase R$ 3 bilhões, o dobro do valor de 2016. Biden é o favorito nas casas de apostas Para as pessoas que apostam dinheiro na disputa pelo governo dos Estados Unidos, as chances de reeleição de Donald Trump aumentaram nesta terça-feira, de acordo com o site britânico Betfair Exchange. Às vésperas da eleição, Donald Trump e Joe Biden fazem comícios em estados decisivos A probabilidade de uma vitória do candidato do Partido Republicano aumentou de 35% para 39%. Eleições nos EUA 2020; FOTOS Joe Biden, o candidato do Partido Democrata, é o favorito, mas na plataforma de apostas as chances dele caíram de 65% para 61%. Em outra plataforma, a Smarkets, os apostadores dão a Trump uma chance de 38%. Em 2016, ele era considerado mais azarão: achavam que a chance de ele levar era 17%. Biden lidera nas pesquisas de intenção de votos, mas nos estados “campos de batalha”, ele tem uma folga menor.
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Lucro da BB Seguridade alcança R$ 1,096 bilhão no 3º trimestre
Resultado ficou um pouco acima do montante de R$ 1,081 bilhão registrado um ano antes. A BB Seguridade registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,096 bilhão no terceiro trimestre, um pouco acima do montante de R$ 1,081 bilhão um ano antes e também superior aos R$ 982 milhões de abril a junho.
De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, o desempenho operacional das empresas do grupo acelerou sua taxa de crescimento ano a ano para 7,9%, enquanto o resultado financeiro combinado das empresas do grupo contraiu 36,3%.
A companhia explicou que tal desempenho ocorreu em "um cenário ainda desafiador, com a atividade econômica se recuperando gradualmente e o resultado financeiro ainda comprometido" e citou adversidades impostas pela pandemia.
No segmento de seguros, os prêmios emitidos cresceram 20,4% em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 2,905 bilhões. A sinistralidade registrou aumento de 3,7 ponto percentual, atribuído pela BB Seguridade "majoritariamente pelo volume de avisos de sinistros relacionados à Covid-19".
A arrecadação de previdência chegou a R$ 11,952 bilhões, abaixo dos R$ 12,324 bilhões de igual intervalo do ano anterior, mas recuperando-se a níveis semelhantes aos período pré-pandemia. As reservas de previdência em setembro somavam R$ 298 bilhões.
No caso do segmento de capitalização, a arrecadação com títulos de capitalização cresceu 19,2% em relação ao mesmo período de 2019 e 39,4% em relação ao segundo trimestre do ano, fazendo com que o saldo reservas chegasse a R$ 8,2 bilhões ao final de setembro, com alta de 3,8% no trimestre.
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Dólar opera em queda, ao redor de R$ 5,70, com os mercados de olho nas eleições nos EUA
Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou a R$ 5,7379, acumulando alta de 2,13% em outubro. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar opera em queda nesta terça-feira (3), ao redor de R$ 5,70, na volta do feriado e com as atenções mundiais voltadas para as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Às 10h23, a moeda norte-americana caía 0,48%, a R$ 5,7101.Na mínima até o momento foi a R$ 5,6753. Veja mais cotações. Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,49%, a R$ 5,7379, acumulando alta de 2,13% no mês de outubro. No ano, tem alta de 43,10%. Por que o real é a moeda que mais desvalorizou em 2020 Trump ou Biden? Saiba os reflexos da eleição americana na economia brasileira Cena externa e local No exterior, os investidores deixavam as preocupações sobre o coronavírus em segundo plano para voltar as atenções à eleição presidencial norte-americana. O presidente norte-americano, Donald Trump, está atrás de seu adversário democrata Joe Biden nas pesquisas nacionais, mas Trump está perto o suficiente em Estados cruciais para possivelmente reunir os votos necessários para conquistar a reeleição. Uma vitória de Biden é considerada favorável para os mercados devido a expectativas de um maior pacote de estímulo e melhores laços comerciais com os EUA. Uma pesquisa da Reuters mostrou que as moedas da América Latina devem avançar ligeiramente contra um dólar mais fraco com uma potencial vitória democrata nos EUA, mas desafios domésticos continuarão a pesar após uma retomada inicial. Biden ou Trump? Veja possíveis cenários para a economia brasileira Trump ou Biden? Veja como o comércio entre Brasil e EUA pode ser impactado Por aqui, o mercado financeiro passou a projetar inflação acima de 3% em 2020 após 7 meses. Segundo pesquisa Focus do Banco Central, a estimativa para o ano subiu de 2,99% para 3,02%. Já a projeção de retração da economia neste ano permaneceu em 4,81%. Já o Banco Central endureceu mensagem na ata da última reunião do Copom sobre o eventual espaço para cortar a taxa básica de juros e frisou estar atento à piora do quadro fiscal e suas implicações para a política monetária, destaca a Reuters. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,4 ponto em outubro, para 97,1 pontos, após 5 altas mensais consecutivas, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na cena doméstica, permanecem também as preocupações em torno da trajetória da dívida pública brasileira e capacidade do governo de encaminhar um plano crível de recuperação das contas públicas. A taxa de juros em mínimas históricas também tem contribuído para um câmbio mais elevado, uma vez que tem tornado o país menos atrativo para investidores internacionais, em razão do diferencial de juros na comparação com outras economias, o que reduz o fluxo de dólares para aplicações financeiras no país. Variação do dólar em 2020 G1 Assista às últimas notícias de economia
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Porto Seguro tem lucro 19,8% maior no terceiro trimestre
Receitas totais, que incluem os prêmios de seguros e as de outros produtos, como cartões e consórcios, subiram 4,7%, para R$ 4,9 bilhões no terceiro trimestre. A Porto Seguro registrou lucro líquido – sem combinação de negócios – de R$ 401,5 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 19,8% na comparação com o mesmo período de 2019.
As receitas totais, que incluem os prêmios de seguros e as de outros produtos, como cartões e consórcios, subiram 4,7%, para R$ 4,9 bilhões no terceiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2019.
Os prêmios de seguros apresentaram crescimento anual de 4,6% no terceiro trimestre para R$ 4,1 bilhões, impulsionados pela recuperação dos seguros de Auto e Patrimoniais e pelo aumento em duplo dígito nos prêmios do Saúde.
O Auto apresentou expansão de 20,4% em relação ao segundo trimestre e anual de 0,8%. Segundo a Porto Seguro, o resultado reflete a manutenção dos índices de renovação em patamares elevados e o aumento das vendas novas, levando a um acréscimo de 87 mil veículos na frota segurada em relação ao trimestre passado.
O índice combinado de seguros atingiu 87,9% no trimestre passado, com queda de 6 pontos percentuais ante o terceiro período de 2019. A melhora decorreu da redução de circulação de veículos em função do isolamento social, que resultou em diminuição na sinistralidade do segmento Auto, de 11,2 pontos comparado ao mesmo período do ano passado. Já no segmento Saúde, a sinistralidade recuou 6,1 pontos frente ao terceiro trimestre de 2019.
Com isso, a sinistralidade total recuou 6,3 pontos no terceiro trimestre comparado ao mesmo período do ano passado, para 46,7%.
Nos negócios financeiros e serviços, as receitas trimestrais aumentaram 9,8% anualmente. O consórcio teve um crescimento de 27,5% na mesma base. As operações de crédito subiram 4,4%, com aumento de 16,3% no número de cartões de crédito totais, que alcançou 2,5 milhões de unidades ao final do trimestre.
A inadimplência de mais de 90 dias atingiu 5,2% ao final do terceiro trimestre, apresentando melhora de 0,2 ponto em relação ao terceiro trimestre de 2019.
O resultado financeiro teve um recuo anual de 50,4%, para R$ 125 milhões. De acordo com a companhia, o resultado foi impactado pela queda da taxa de juros.
A rentabilidade da carteira, sem considerar os recursos aplicados de previdência, alcançou um retorno de 245% do CDI no trimestre, “favorecida pelo desempenho das alocações em títulos indexados a inflação”.
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Lucro da gigante petroleira Saudi Aramco desaba 44,6% no 3° trimestre com impacto de pandemia
Preços do petróleo se recuperaram apenas levemente nos últimos meses, o que levou a Aramco e outras grandes petrolíferas como Shell e BP a cortar investimentos neste ano e no próximo. Guarda saudita em frente às instalações da petroleira Saudi Aramco, em imagem de arquivo. Amr Nabil/AP Photo A gigante petroleira estatal saudita Aramco reportou nesta terça-feira (3) uma queda de 44,6% no lucro líquido do terceiro trimestre, à medida que a crise do coronavírus continuou a impactar a demanda e pesar sobre os preços do petróleo. Os preços de ações de empresas petrolíferas foram fortemente afetados neste ano, com investidores preocupados com os efeitos da pandemia sobre a demanda por energia e com uma esperada transição no longo prazo para além dos combustíveis fósseis. Os preços do petróleo se recuperaram apenas levemente depois de uma derrocada para os menores níveis em quase duas décadas em março, o que levou a Aramco e outras grandes petrolíferas como Shell e BP a cortar investimentos neste ano e no próximo. Margens mais fracas de refino e em produtos químicos também atingiram o lucro líquido da Aramco, que caiu para 44,21 bilhões de riais (US$ 11,79 bilhões) nos três meses encerrados em 30 de setembro, em linha com a estimativa de analistas de 44,6 bilhões de riais, segundo dados da Refinitiv, mas abaixo dos 79,84 bilhões de riais no mesmo período do ano passado. "Vimos os primeiros sinais de recuperação no terceiro trimestre devido à melhora da atividade econômica, apesar dos ventos contrários que os mercados globais de energia enfrentam", disse o presidente-executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, em um comunicado. As ações da Aramco chegaram a subir 1% após os resultados. Embora com queda de 2,3% no acumulado do ano, a Aramco supera empresas como Exxon , BP e Shell, cujas ações caíram mais de 50%, e Chevron, que caiu 40%. Analistas dizem que isso se deve em parte ao desempenho geral do mercado de ações saudita, no qual a Aramco está listada, mas também ao fato de que a empresa garantiu o pagamento de dividendos. A Aramco disse que distribuirá um dividendo de US$ 18,75 bilhões para o trimestre, em linha com seu plano de pagar um dividendo base de US$ 75 bilhões em 2020. Mas o analista de ações Yousef Husseini, do banco de investimento EFG-Hermes, disse que a Aramco provavelmente terá que aumentar sua dívida no curto a médio prazo, ou cortar ainda mais investimentos, a fim de ser capaz de manter os dividendos, a menos que os preços do petróleo recuperem para pelo menos US$ 55 por barril. Os dividendos da maior empresa produtora de petróleo do mundo, que abriu o capital no ano passado, são críticos para ajudar o governo saudita a administrar seu déficit fiscal. O lucro líquido da Aramco quase dobrou na comparação com os 24,62 bilhões de riais no segundo trimestre, o que a empresa atribuiu aos preços mais altos do petróleo, embora tenha notado que isso foi parcialmente compensado por uma queda nos volumes vendidos. A Arábia Saudita tem cortado sua produção de petróleo desde maio sob um pacto de corte de oferta global entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, um grupo conhecido como Opep +, que visa apoiar os preços. A Aramco teve fluxo de caixa livre de US$ 12,4 bilhões no terceiro trimestre, em comparação com 6,1 bilhões no segundo trimestre. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo
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Bovespa opera em alta com EUA e balanços no radar
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 2,72%, a 93.952 pontos, acumulando perda de mais de 7% na semana. A bolsa de valores brasileira, a B3 opera em alta nesta terça-feira (3), na volta do feriado e com as atenções globais voltadas paras as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Às 10h26, o Ibovespa Ibovespa subia 1,82%, a 95.659 pontos. Veja mais cotações. A temporada de balanços no Brasil também continua no radar, com BB Seguridade e Duratex entre as empresas que divulgaram seus números mais cedo, enquanto Itaú Unibanco, IRB Brasil RE, TIM e Minerva estão entre as companhias que apresentarão resultados após o fechamento do mercado. Já o dólar é negociado em queda nesta terça-feira, abaixo de R$ 5,70. Na sexta-feira, a bolsa brasileira fechou em queda de 2,72%, a 93.952, no patamar mais baixo desde 29 de setembro. O Ibovespa acumulou queda de 7,39 na semana e terminou o mês de outubro com perda de 0,88%. No ano, o tombo é de 18,91%. A partir desta terça-feira, a B3 passa a fechar às 18 horas, acompanhando a saída dos EUA do horário de verão. Trump e Biden disputam eleitores em votação histórica, nos Estados Unidos Cenário externo e local O presidente norte-americano, Donald Trump, está atrás de seu adversário democrata Joe Biden nas pesquisas nacionais, mas Trump está perto o suficiente em Estados cruciais para possivelmente reunir os votos necessários para conquistar a reeleição. Uma vitória de Biden é considerada favorável para os mercados devido a expectativas de um maior pacote de estímulo e melhores laços comerciais com os EUA. Biden ou Trump? Veja possíveis cenários para a economia brasileira Trump ou Biden? Veja como o comércio entre Brasil e EUA pode ser impactado Por aqui, o Banco Central endureceu mensagem na ata da última reunião do Copom sobre o eventual espaço para cortar a taxa básica de juros e frisou estar atento à piora do quadro fiscal e suas implicações para a política monetária. Na agenda de indicadores, o mercado financeiro passou a projetar inflação acima de 3% em 2020 após 7 meses. Segundo pesquisa Focus do Banco Central, a estimativa para o ano subiu de 2,99% para 3,02%. Já a projeção de retração da economia neste ano permaneceu em 4,81%. Já o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,4 ponto em outubro, para 97,1 pontos, após 5 altas mensais consecutivas, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na cena doméstica, as preocupações dos investidores seguem em torno da trajetória da dívida pública brasileira e capacidade do governo de encaminhar um plano crível de recuperação das contas públicas. Variação do ibovespa em 2020 G1 Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
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Bancos já concederam R$ 2,6 trilhões em crédito desde início da pandemia, diz Febraban
Taxas de juros e spread das operações de crédito recuaram desde o início da pandemia, segundo a federação dos bancos. Os bancos brasileiros concederam R$ 2,6 trilhões em crédito no período de março a 23 de outubro, incluindo novas operações, renovações e prorrogações de contratos, informou a Febraban.
De acordo com o levantamento, os dados referentes às três primeiras semanas do mês passado são parciais e contemplam apenas, no caso de pessoa jurídica, os empréstimos e financiamentos com recursos livres, num total de R$ 226,6 bilhões. No caso de pessoas físicas, foram contempladas operações de crédito imobiliário.
Desde o início da crise, o setor prorrogou 15,6 milhões de contratos em dia, que correspondem a um saldo devedor total de R$ 917,6 bilhões. A soma das parcelas suspensas dessas operações totaliza R$ 127,6 bilhões e se refere principalmente ao crédito a pessoas físicas e micro e pequenas empresas.
As concessões para pessoas jurídicas cresceram 36,5% na média por dia útil do período de 16 de março a 23 de outubro deste ano quando comparadas ao intervalo de março a setembro do ano passado, para R$ 8,797 bilhões.
Segundo a Febraban, taxas de juros e spread das operações de crédito recuaram desde o início da pandemia. "Ultrapassamos a marca de R$ 2,6 trilhões em concessões de crédito, o que, de forma clara, revela o quanto os bancos foram sensíveis e proativos nessa crise com medidas concretas de alívio financeiro, em especial às empresas", afirmou o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em nota ao Valor.
"Fizemos, portanto, concessões muito robustas, incluindo recursos novos, renovações e adiamento de parcelas e, ainda, reduzimos as taxas de juros e os spreads, que caíram de forma relevante durante toda a pandemia."
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Algoritmo identifica ‘tossida de Covid’ inaudível para humanos
Algoritmo criado nos EUA identificou corretamente as pessoas com Covid-19 pelo som de suas tosses. Algoritmo atingiu uma taxa de sucesso de 98,5% entre as pessoas que receberam um resultado oficial positivo no teste do coronavírus Getty Images via BBC Um algoritmo desenvolvido nos Estados Unidos identificou corretamente as pessoas com Covid-19 apenas pelo som de suas tossidas. Nos testes, ele atingiu uma taxa de sucesso de 98,5% entre as pessoas que receberam um resultado oficial positivo no teste do coronavírus, aumentando para 100% nas que não tinham outros sintomas. Os pesquisadores precisariam de uma aprovação regulamentar para transformá-lo em um aplicativo. Eles disseram que a diferença crucial no som de uma tosse de um paciente assintomático de Covid-19 não pode ser percebida por ouvidos humanos. 'Teste de piscina' O algoritmo de inteligência artificial (IA) foi desenvolvido no laboratório do Massachusetts Institute of Technology (MIT). O cientista do MIT Brian Subirana, coautor do estudo, publicado no IEEE Journal of Engineering in Medicine and Biology, disse: "A maneira como você produz som muda quando você tem Covid-19, mesmo se você for assintomático." O mecanismo poderia ser usado "para triagem diária de estudantes, trabalhadores e do público, nas escolas, trabalho e transporte reabrirem. Ou até para testes de piscina para alertar rapidamente e evitar surtos em grupos", diz o relatório. Várias organizações, incluindo a universidade de Cambridge University, a universidade Carnegie Mellon e a start-up de saúde Novoic, no Reino Unido, têm trabalhado em projetos semelhantes. Amostras de sons Em julho, o projeto Covid-19 Sounds da Cambridge University relatou uma taxa de sucesso de 80% na identificação de casos positivos de coronavírus com base em uma combinação de respiração e sons de tossida. Em maio, ele havia coletado 459 sons de amostra de tosse e respiração enviados por 378 membros do público — agora, ela tem um banco de cerca de 30 mil gravações. O laboratório do MIT coletou cerca de 70 mil amostras de áudio, cada uma contendo uma série de tossidas. Destas, 2,5 mil são de pessoas com casos confirmados de coronavírus. 'Detectar câncer' O especialista em inteligência artificial Calum Chace descreveu o algoritmo como "uma peça clássica de IA". "É o mesmo princípio de alimentar uma máquina com vários raios-X para que ela aprenda a detectar um câncer", disse ele. "É um exemplo de IA sendo útil. E, pela primeira vez, não vejo muita desvantagem nisso." VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos 7 dias
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Samba do Trabalhador volta a funcionar após adotar medidas de segurança
Uma das rodas de samba mais tradicionais do Rio voltou a funcionar, mas precisou adaptar o formato. Por conta da pandemia, público não fica mais ao redor dos músicos. Moacyr Luz volta a tocar no Samba do Trabalhador no Renascença Clube; evento tradicional da semana carioca foi adaptado às medidas de segurança por conta da pandemia Mauro Pimentel/AFP O Samba do Trabalhador, uma das rodas de samba mais tradicionais do Rio, voltou a funcionar no dia 19 deste mês. Manteve o local – o Clube Renascença, no Andaraí–, manteve o dia – sempre às segundas-feiras –, mas precisou adaptar o formato. Agora, por conta da pandemia, o público não fica mais ao redor dos músicos. Cantores e instrumentistas estão em um palco e os frequentadores ficam na plateia. Ou seja, o que era uma roda, agora reproduz a disposição tradicional de um show. "Não é mais uma roda. As pessoas não ficam mais ao nosso redor. O palco fica aqui e a plateia fica em frente", explica à AFP Moacyr Luz, de 62 anos, fundador do Samba do Trabalhador, evento que há 15 anos anima nas tardes de segunda-feira para um público de até 1,5 mil pessoas. Para o compositor, um dos pesos pesados do gênero no país e cujo último álbum foi indicado ao Grammy Latino 2020, fazer samba sem multidão é como marcar um gol e não poder comemorar. "Não tem aquela naturalidade da roda. Mas o samba está rolando. Estamos vivendo uma transformação, tem que se adaptar", ressalta Luz, com sua marcante barba grisalha. Depois de mais de sete meses sem tocar para um público de carne e osso – neste período, o grupo fez exclusivamente lives na internet – eles retomaram neste mês as apresentações presenciais no Clube Renascença, tradicional reduto cultural da Zona Norte carioca. Cuíca, pandeiro, tamborim e cavaquinho, instrumentos do samba, são tocados pelos músicos com exímia qualidade. Público não fica mais próximo aos músicos no Samba do Trabalhador, de Moacyr Luz; distanciamento é uma das medidas para reabertura de bares e restaurantes Mauro Pimentel/AFP No entanto, as novas regras fazem tudo parecer diferente: onde antes havia uma multidão caótica em pé, agora tem pequenos grupos espalhados em mesas de plástico nos cerca de 300 lugares comprados virtualmente com antecedência, que se esgotam rapidamente. Para circular pelas dependências do clube é obrigatório o uso de máscara e, para entrar no local, há verificação de temperatura. "Antes, as pessoas se concentravam em volta deles. Você chegava e sentava, não tinha isso de comprar mesa. Com o novo formato, você perde aquele contato, o calor da roda, isso que parece que você está junto com eles tocando", observou Dália Melo, de 42 anos, que compareceu ao show na companhia do marido. "O importante é que voltou", comemora. Questão de "saúde mental" Depois de vários meses restringindo atividades não essenciais para conter a contaminação, as autoridades do Rio iniciaram um processo de reabertura gradual em junho. A música ao vivo foi uma das últimas atividades retomadas, com a obrigação de reduzir o público a 50% e não ter pista de dança. Apesar da falta de calor humano, o público canta com energia os versos de Moacyr Luz, intercalando o samba com cerveja gelada e petiscos. Para os cariocas, esse ambiente tem um efeito terapêutico. "O samba faz parte da cultura brasileira. Ele remete a tanta coisa boa, é a união de um povo, é a defesa de uma tradição. Traz uma alegria imensurável", opina Cristina Barreto, outra assídua frequentadora do Samba do Trabalhador. "Estar aqui é uma questão de saúde mental. Alimenta a alma e dá força para a gente continuar enfrentando isso tudo, com segurança", acrescenta. O estado do Rio de Janeiro (que tem cerca de 17 milhões de habitantes) registra mais de 20.000 mortes pela Covid-19, das 157.000 registradas no país desde o início da pandemia. A capital contabilizou, em média, 37 mortes e 435 casos novos por dia nas últimas duas semanas e acumula 11.900 óbitos até o momento, segundo dados oficiais. Perda Para Moacyr Luz, a pandemia tem sido sinônimo de perda, principalmente após a morte do compositor Aldir Blanc, falecido aos 73 anos, vítima da Covid-19 em maio. "Aprendi a perder. Perdemos o público grande, lançamentos, turnês, perdi meu principal parceiro, Aldir Blanc, com quem tenho mais de 100 músicas compostas", lamenta Luz ao falar do amigo, que foi seu vizinho de prédio por mais de 20 anos. O sambista defende o retorno das atividades para que os músicos possam trabalhar, mas insiste que as pessoas respeitem as regras de distanciamento para evitar uma segunda onda de casos e um novo confinamento. "Meu desejo é poder abraçar as pessoas, não ter medo de fazer carinho", afirma. A pandemia não diminuiu seu espírito criativo. Ao contrário, inspirou algumas das mais de trinta novas canções que ele compôs nos últimos meses. "Tanto verde, tanto mar/ Não posso tocar/Tanta mesa, tanto bar/ Não posso sentar/ Tanta boca, tanto amor/ Nada adiantou, não posso beijar", diz um de seus versos. Mas o músico faz uma previsão: "Toda essa confusão / sei que vai passar". VÍDEOS: Os mais assistidos no G1 nos últimos dias
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Tom Zé ganha coletânea editada em CD com gravações realmente raras dos anos 1960 e 1970
Seleção destaca registro ao vivo de música defendida pelo cantor com o grupo Novos Baianos em festival de 1969. ♪ Quando editadas com critério, coletâneas com fonogramas avulsos da obra de um artista costumam atrair a atenção dos seguidores desse artista e sobretudo de colecionadores de discos que valorizam mídias físicas. É de olho nesse fiel nicho do mercado fonográfico que a gravadora Warner Music edita em CD, nesta segunda quinzena de outubro de 2020, compilação de Tom Zé intitulada Raridades. Idealizada e produzida pelo jornalista e pesquisador musical Renato Vieira, a coletânea foi lançada em edição digital em 16 de setembro. Contudo, é na edição em CD que o projeto fonográfico adquire pleno sentido pela ficha técnica e por contextualizar as 14 faixas da compilação em texto escrito por Vieira para o encarte com informações sobre as procedências das gravações. Desses 14 fonogramas, lançados originalmente pelas já extintas gravadoras RGE (cujo acervo pertence à Som Livre) e Continental (adquirida pela Warner Music em 1993), 12 são registros realmente raros da discografia de Tom Zé, produzidos entre 1969 e 1976. As outras duas gravações figuram como bônus por envolverem o cantor, compositor e músico baiano, mas por serem registros de outro artista – no caso, de uma cantora da noite chamada Betina que, em 1973, lançou single duplo (compacto simples, no jargão fonográfico da época) com duas músicas de Tom Zé, gravadas com arranjos, regências e vocais do artista. Uma música era a então inédita Que bate calado, reapresentada três anos depois por Tom Zé no álbum Estudando o samba (1976) com o titulo trocado para Dói. A outra música era O anfitrião, lançada pelo autor no ano anterior no álbum Tom Zé (1972). Após esse compacto, Betina sumiu sem deixar rastro. Tom Zé, após amargar anos de injusto ostracismo, voltou à tona no fim dos anos 1980 e retomou a discografia a partir da década de 1990. O que justifica ainda mais a produção dessa compilação de gravações obscuras do artista. Capa da coletânea 'Tom Zé – Raridades' Divulgação / Warner Music Valorizada pela boa qualidade dos áudios dos fonogramas (sendo que seis foram tirados de matrizes já digitalizadas e os demais foram extraídos de cópias de discos de vinil), todos remasterizados por Ricardo Garcia, a coletânea Tom Zé – Raridades agrega gravações feitas pelo cantor para singles e para projetos especiais. Uma das preciosidades é a gravação da valsa A dama de vermelho (Pedro Caetano e Alcyr Pires Vermelho, 1943), apresentada na voz do cantor Francisco Alves (1898 – 1952) e revivida por Tom Zé, após 33 anos, em gravação feita para a trilha sonora da novela Xeque-mate, exibida pela TV Tupi em 1976. Músicas lançadas em 1969 no single que marcou a estreia de Tom Zé na gravadora RGE, após um primeiro álbum solo editado em 1968 pelo selo AU – Artistas Unidos (vinculado à gravadora Rozenblit), Você gosta? (parceria com Hermes Aquino) e Feitiço (Tom Zé) fazem menos jus ao status de raridades porque ambas as gravações já tinham sido reeditadas em CD, em 1997, em coletânea de Tom Zé na série 20 preferidas, da RGE, mas são fonogramas importantes e já esquecidos. Efetivamente mais precioso é o registro ao vivo de Jeitinho dela (Tom Zé), captado em 1969 em apresentação do cantor com o grupo Novos Baianos no V Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record. O fonograma até então estava disponível somente no LP Estamos com os onze no V Festival da Música Popular Brasileira, lançado via RGE e logo retirado de catálogo. O encontro de Tom Zé com os Novos Baianos é emblemático porque, cabe lembrar, foi Tom Zé quem, em 1967, apresentou Moraes Moreira (1947 – 2020) – para quem dava aulas de violão – ao poeta Luiz Galvão, se tornando o mentor da parceria fundamental que gerou o grupo em 1969. Música também defendida por Tom Zé no mesmo festival de 1969, Bola pra frente reaparece em Raridades no registro feito pelo autor em single editado naquele mesmo ano de 1969. Já Irene (Caetano Veloso, 1969) ganhou a voz de Tom Zé em gravação feita para compacto lançado em 1971. O fonograma é menos raro, pois já foi incluído em coletâneas editadas em LP, mas a inclusão em Raridades é justificada por ser a única música de Caetano Veloso gravada por Tom Zé (descontada a também única parceria dos dois artistas, A pequena suburbana, gravada pelos cantores em 2014 para álbum de Tom Zé). Já as músicas Silêncio de nós dois (Tom Zé) e Senhor cidadão (Tom Zé) são oriundas de single de 1971 resultante da participação de Tom Zé em concurso de incentivo à MPB promovido pela apresentadora Hebe Camargo (1929 – 2012). Detalhe: a versão de Senhor cidadão de 1971 é a original e difere da gravação feita pelo cantor para o álbum de 1972. Da mesma forma, os registros de A babá (Tom Zé, 1972) e do conhecido samba Augusta, Angélica, Consolação (Tom Zé, 1973) incluídos no CD Raridades são as gravações originais de compactos. Aliás, a coletânea Raridades também abarca o lado B do single duplo que apresentou o samba trouxe Quem não pode se Tchaikowsky (1973), parceria de Tom Zé com Odair Cabeça de Poeta. Há ainda a gravação original de Contos de fraldas (Tom Zé), música lançada pelo artista em 1974 – em single dividido por Tom Zé com o artista cearense Tiago Araripe – dez antes da regravação feita para o álbum Nave maria (1984). Mesmo que o pesquisador Renato Vieira tenha sido obrigado a omitir uma ou outra gravação preciosa de Tom Zé por questões jurídicas, caso de Nancy / Olhos azuis (Bruno Arelli e Luís Lacerda, 1976), a edição (em CD) da coletânea Tom Zé – Raridades presta excelente serviço à memória fonográfica nacional por reconstituir passos do cantor que já tinham sido apagados na poeira do tempo.
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