Internet é ruim para 77 milhões na zona rural de América Latina e Caribe, diz estudo
Estudo internacional revela diferença entre o acesso em áreas urbanas e áreas rurais. Segundo levantamento, Brasil tem o melhor índice de conectividade na área rural. Pelo menos 77 milhões de pessoas que vivem em territórios rurais da América Latina e do Caribe não têm acesso à internet com padrões mínimos de qualidade, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Microsoft.
De acordo com o estudo, esse contingente representa 63% da população rural de 24 dos 33 países latino-americanos e caribenhos.
O levantamento revela grande diferença entre o acesso à internet de qualidade em áreas rurais e urbanas na América Latina e Caribe:
na área urbana, 71% da população têm opções de conectividade;
na área rural esse percentual cai para 37%.
Em toda a região, aponta o levantamento, 32% da população (244 milhões de pessoas), não têm acesso a serviços de internet.
O Brasil integra o grupo com melhor qualidade de acesso na área rural, informa o estudo.
Segundo o levantamento, o país é o que apresenta melhor índice de conectividade, com 47% da população rural com acesso a serviços de conectividade em padrões mínimos de qualidade.
Extra Globo Rural: internet ampla pode levar mais cidadania ao campo
O estudo classificou os países pesquisados em três categorias:
Baixa conectividade: Jamaica, El Salvador, Belize, Bolívia, Peru, Honduras, Venezuela, Guatemala, Nicarágua e Guiana
Média conectividade: Trinidad e Tobago, México, Argentina, Uruguai, República Dominicana, Equador e Paraguai
Alta conectividade: Brasil, Chile, Costa Rica, Bahamas, Barbados, Panamá e Colômbia
“Melhorar a conectividade e eliminar os hiatos digitais entre pessoas e entre territórios rurais e urbanos deve ser de grande interesse e prioridade para o projeto de políticas, quando se reconhecem e evidenciam seus benefícios”, afirma o estudo.
O levantamento ressalva, no entanto, que o desafio será grande, considerando a recessão provocada pela pandemia da Covid-19, a maior registrada na história da América Latina e do Caribe.
Sem internet, alunos da zona rural sofrem com aulas online no Agreste
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Venda de vinhos dispara no Brasil durante a pandemia e produtores tentam segurar o novo consumidor
Mês de julho bateu recorde histórico de vendas, mas agosto teve desaceleração; produtores apostam no dólar alto para que consumidor perca preconceito com vinhos brasileiros e passe a comprá-los com maior frequência. Vinhos: crescimento das vendas dos finos brasileiros foi de 93% entre janeiro e agosto contra o mesmo período do ano anterior. Marcello Casal Jr/Agência Brasil Não houve ano melhor para a venda de vinhos no Brasil que 2020. Diferente do restante da economia, as políticas de isolamento social contra a disseminação do novo coronavírus tiveram papel importante para impulsionar os negócios. Com o setor de eventos paralisado e fechamento de bares e restaurantes, o vinho ganhou espaço ao se tornar a escolha de bebida para momentos de lazer em casa. Dados da Ideal Consulting mostram que a comercialização mensal da bebida em julho deste ano alcançou 63,4 milhões de litros – três vezes mais que o mês de março, com 21,3 milhões. Foram os meses em que o isolamento foi mais forte no país. De janeiro a agosto, foram 313,3 milhões de litros, 37% mais que no mesmo período do ano passado. Casal pede vinho barato em restaurante de NY e recebe garrafa de US$ 2 mil por engano A exceção foram os espumantes, muito ligados às festas e comemorações. No período, houve queda de 5% nas vendas, de 9,3 milhões para 8,8 milhões de litros. Os números dão conta da venda de vinícolas para supermercados, lojas e restaurantes, somando importações. Captam, portanto, a formação de estoque e não a venda na ponta. De qualquer forma, trata-se do melhor resultado da série histórica. O recorde mensal de julho é 32% maior que a melhor marca anterior à pandemia, de outubro de 2019. O desafio de produtores de vinhos, agora, é manter a clientela. Dados de agosto mostraram uma queda de 21% em relação ao mês anterior, escancarando uma desaceleração do setor junto com a abertura da economia. "Esse volume de crescimento não vai se manter, mas deve cair para um patamar acima do que estava em 2019", diz Felipe Galtaroça, CEO da Ideal Consulting. "Foi como um chicote: subimos, encontramos erros e acertos e, agora, vem uma nova fase", afirma o especialista. Champagne está virando álcool em gel na França Batalha de preços O dólar mais alto tornou o vinho brasileiro mais competitivo nas gôndolas e animou bons produtores. Neste ano, a moeda americana subiu cerca de 40% em reais, elevando o preço dos importados por aqui. Resultado é que, até agosto, o crescimento das vendas de vinhos finos brasileiros foi de 93% no intervalo contra o ano anterior. Relatos de quem enfrenta o alcoolismo em tempos de coronavírus O aumento expressivo do segmento, contudo, vem de uma base muito baixa. A fatia dos vinhos finos brasileiros é de apenas 6% do mercado. Quem domina as vendas é o vinho de mesa (67%), feitos com variantes de uva mais baratas e para os quais muitos especialistas na bebida torcem o nariz. São os finos que tentam bater de frente com produtores vizinhos, como Argentina, Chile e Uruguai, e que têm ampla procura de quem aprecia a bebida. Os tradicionais europeus – da França, Portugal e Itália, em especial – também costumam ter preços competitivos. Vinícola Guaspari: agenda para que visitantes conheçam a vinícola está esgotada até o fim de 2020. Divulgação Em geral, os importados ganham o duelo. Mas o câmbio fez a fatia dos estrangeiros cair de 32% para 27% do mercado, de janeiro a agosto. Quem se esforça para ganhar mercado, comemora. "Estou muito otimista. Tenho ouvido de clientes experimentados que não deixamos a desejar contra vinhos internacionais de mesmo padrão de qualidade. Isso nos dá certeza que a segunda compra será nossa", afirma Fabrizia Zucherato, diretora executiva da vinícola Guaspari. Além da procura maior, a vinícola da cidade de Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo, quer aproveitar o interesse nos vinhos brasileiros para desenvolver o enoturismo. Reaberta em meados de outubro, a agenda para grupos que queiram conhecer os vinhedos lotou até o fim do ano. "As pessoas estão viajando para mais perto e estamos a duas horas de São Paulo. Até durante a semana passamos a receber visitantes", diz Fabrizia. Também saíram vencedoras desse período as vinícolas como a Salton, que têm portifólio de produtos variado. Produtora de sucos, vodka e vinhos, a companhia teve crescimento apurado de 40% até aqui, mesmo com 40% dos rendimentos baseados em espumantes. "A aceleração que tivemos nos vinhos se manteve, com ganhos de mercado acima do projetado. Com a reação dos espumantes desde agosto, será um bom último quadrimestre do ano, que sempre foi importante para nosso faturamento", afirma Maurício Salton, presidente da empresa. Maurício Salton: vinícola teve aumento de 40% das vendas, mesmo com redução de procura por espumantes. Divulgação/Eduardo Benini Novos hábitos O clima quente, os altos preços, a dificuldade de importação e uma produção incipiente são fatores que sempre afastaram o Brasil de se tornar uma grande referência no mercado mundial. A estimativa da Ideal Consulting é que o consumo em ano recorde tenha chegado próximo a 2,8 litros per capita neste ano. Autoridade mundial na estatística, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) traz números ainda menores. Em 2018, último dado disponível, o brasileiro bebeu apenas 2 litros de vinho em 12 meses. A diferença com outros mercados é considerável. O líder do ranking foi Portugal, que teve consumo de 62 litros per capita naquele ano. Franceses beberam 50 litros em média. Italianos, 44 litros. Argentinos, 25 litros. Em outras palavras: a cada garrafa bebida por um brasileiro, mais de 30 são consumidas por um português. Não bastasse a distância, o Brasil quer crescer em um momento em que o consumo da bebida no mundo todo vem caindo. Em 1995, quando começou a série histórica da OIV, a líder França tinha consumo de 77,8 litros per capita. A Itália, 73,2. "O mercado brasileiro abriu para os vinhos finos há 30 anos, quando o [presidente] Collor liberou importações. Antes, era só porcaria. Vamos melhorar o consumo, o paladar e a produção, mas demora um pouco ainda", diz Gustavo Andrade de Paulo, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP). O especialista garante que a evolução dos produtores nos últimos 10 anos surpreende e faz frente com similares estrangeiros. Além do Rio Grande do Sul, destaca que há ótima produção se desenvolvendo na Serra Catarinense, em polos no Nordeste e na Serra da Mantiqueira. Ainda assim, reconhece que europeus, argentinos e chilenos sempre terão um melhor "terroir". O termo técnico é usado para definir os fatores naturais que dão identidade à produção de vinhos, como a variação de temperatura, regime de chuvas e as características do terreno onde a uva é plantada. É o microcosmo que dá sabor ao vinho e característica única a cada garrafa. "O brasileiro sabe fazer vinho, mas tem que correr atrás do prejuízo, enquanto outros países têm a natureza ajudando", afirma o sommelier. "Não dá para pegar um grande Bordeaux, um Borgonha, que tem 3 mil anos de história, contra os 30 anos que temos. É sacanagem tentar comparar." Gustavo Andrade de Paulo, da ABS-SP: associação realizou lives durante a pandemia e faz cursos para que público tenha contato com cultura do vinho Arquivo pessoal Barreiras tributárias Ainda que precise de maturidade, o obstáculo unânime para o mercado, de acordo com apreciadores e produtores, é o preço. Uma boa garrafa de vinho fino nacional não sai por menos de R$ 40 – e para cima, o céu é o limite. Da quantia, cerca de metade é retida em impostos, o que faz com que produtores joguem a culpa do valor pago pelo consumidor no fator tributário. Entenda a proposta de reforma tributária entregue pelo governo ao Congresso A produção latina da vinícola Chandon serve de exemplo das distorções. A marca possui produção na região de Mendoza, na Argentina, e outro polo em Garibaldi (RS), no Brasil. O que é produzido na unidade argentina da marca abastece todo o mercado da América do Sul, exceto aqui. O Brasil exporta apenas para o Japão. Em resumo: é mais interessante ter uma operação dupla no continente do que lidar com os encargos e redução da competitividade. Procurada, a empresa reconhece que há barreiras tributárias no país, mas afirma que as vinícolas têm quase 50 anos de produção e são resultado de uma busca da matriz por terroirs próprios para a produção de espumantes. Nesse sentido, o que se encontra no Brasil e na Argentina é diferente. "Cada portfólio tem a ver com nível de maturidade de cada mercado, o paladar, a penetração da categoria etc. Claro que tem a questão de impostos, benefícios fiscais, e a relação de comércio entre os países influencia a decisão. Mas o ponto de partida é o perfil do consumidor", diz Gabriela Moreno Sanches, diretora de marketing e comunicação da Moët Hennessy Brasil, responsável pela marca Chandon. Em Petrolina, adegas comemoram aumento de consumo de vinhos E há uma nova ameaça à vista: o acordo entre União Europeia e Mercosul. Hoje, vinhos europeus são taxados pela importação em 27%, e espumantes em até 35%, segundo a Comissão Europeia. Os impostos devem ser zerados no comércio do setor, em prazo a ser definido, colocando pressão enorme na produção brasileira. "Além de novas alíquotas de ICMS e IPI, estamos negociando um plano em que o governo retornará impostos para que possamos reinvestir na cadeia, como modernização de vinhedos, compra de equipamentos e marketing", afirma Deunir Argenta, presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra). O setor reclama também da falta de linhas de crédito pensadas para atender a necessidade do produtor de vinhos, um problema antigo e que passa por uma série de outros setores da indústria. IPO à vista A pandemia do novo coronavírus também colocou em evidência o comércio eletrônico – e o mercado de vinhos acompanhou a tendência. Para Felipe Galtaroça, da Ideal Consulting, o país tinha boas empresas com grau de digitalização para se sair bem na quarentena. "É impressionante como o mercado evoluiu. Há pouco tempo, era um ambiente todo familiar, passaram a vir investidores e, agora, há um IPO à vista", afirma. Cai o consumo de cerveja no Brasil; homens bebem três vezes mais que as mulheres, diz IBGE A primeira oferta pública de ações (IPO, o lançamento inicial de ações de uma empresa na bolsa de valores) do setor será da Wine. A empresa se notabilizou pelo clube de vinhos por assinatura, com mais de 178 mil associados, mas possui operação de vendas online e, desde 2019, atende em lojas físicas. O dinheiro captado – espera-se algo em torno de R$ 1 bilhão – será usado para ampliar as operações, comprar concorrentes, investir na distribuição, marketing e tecnologia. Procurada, a empresa não concedeu entrevista para respeitar o período de silêncio exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a quem vai se lançar na bolsa de valores. Ari Gorenstein, Co-CEO da Evino: A previsão de vendas para o ano todo é de R$ 400 milhões. Divugação/Jussara Martins Mas os planos são seguidos de perto pelos concorrentes. A Evino, especializada no e-commerce de vinhos, angariou uma base de 500 mil clientes ativos, com aumento de 140% de público entre o segundo trimestre deste ano contra o do anterior. O faturamento até setembro foi 72% maior que nos primeiros nove meses de 2019. "O brasileiro descobriu novas ocasiões para abrir uma garrafa e o online passou a ser usado para maior proteção de saúde. Somos nativos digitais e soubemos atender a essa demanda", diz Ari Gorenstein, Co-CEO da Evino. Segundo a empresa, o aumento da frequência de compra foi de 50%. "Para o futuro, queremos encantar o cliente. Criar uma fidelização tanto pela comodidade como pela riqueza de informação para que ele beba melhor", afirma o executivo. Na Grand Cru, a transformação teve que ser mais intensa. Conhecida importadora e com a maior parte do faturamento vinculado à venda para restaurantes e lojas próprias, a empresa fez um esforço de transformação digital para continuar vendendo na pandemia. O e-commerce, que começava a se estruturar no início do ano, passou de uma participação de 8% para 20% do faturamento da empresa. "A captação de clientes por meio digital cresceu 10 vezes. As lojas reabriram e entramos nos supermercados. Em setembro, crescemos 30% em relação ao mesmo mês do ano passado", afirma Alexandre Bratt, diretor comercial da Grand Cru. Com empresários investindo pesado na evolução do mercado, resta o básico: saber se o brasileiro continuará disposto a beber mais. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
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Redes sociais e privacidade: amigos ou conhecidos podem ver anúncios com base na nossa navegação?
Tira-dúvidas comenta as tecnologias usadas para direcionar a publicidade na web e quais configurações existem para que você controle o uso dos seus dados. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às terças e quintas-feiras. Redes sociais prometem privacidade, mas usuários precisam navegar por um labirinto de configurações e ajustes para evitar o uso de dados. Stephen Lam/Reuters Toda vez que estou pesquisando um produto no Safari, poucos segundos/minutos depois aquele mesmo produto aparece como "sugestão" no Instagram/Facebook da minha esposa no iPhone dela, que está conectado à mesma rede. Ou seja, tudo que eu pesquiso na web aparece sugestão pra ela. Com isso, se eu quiser fazer alguma surpresa, ela acaba descobrindo antes. Como bloquear esse tipo de "compartilhamento"? – Alexandro Que situação chata, Alexandro! Infelizmente, se isso está acontecendo e você quer comprar um presente surpresa para sua esposa sem que ela fique sabendo, talvez seja melhor fazer a compra em uma loja física. E, só para garantir, coloque seu celular em modo avião antes de se aproximar da loja. O problema é que a conexão/rede que vocês compartilham pode não ser o único fator responsável por essas sugestões. Acessar a internet de outro local até pode ajudar, mas também pode não ter efeito algum. As empresas que oferecem publicidade contextualizada (como é o caso do Facebook e do Google) são capazes de obter seus dados de navegação em muitos sites da internet. Quando você visita um site com tecnologias como AdSense, Analytics (ambos do Google) e Facebook Pixel, a visita é associada ao seu perfil. Além de você usar a mesma rede que sua esposa, é muito provável que o Facebook também saiba que vocês dois costumam interagir nas redes sociais. Se você tem um perfil no Facebook e colocou que é casado com sua esposa, essa informação também pode ser usada para vincular os perfis, ou seja, gerar semelhanças entre as sugestões que vocês recebem. Não existem detalhes específicos sobre como o Facebook e o Google vinculam os dados de perfil e navegação para escolher a publicidade que aparece para cada usuário – isso é parte do "molho secreto" da tecnologia dessas empresas. O que podemos imaginar é que todas as informações do perfil e interações (curtidas, frequências de mensagens, e outros) podem ser usadas para essa finalidade. Facebook deixa anunciantes direcionarem campanhas com base em informações do perfil, mas usuário pode ajustar configuração. Reprodução Uma solução "rápida" é realizar sua navegação em modo anônimo ou privado (esse modo está disponível em qualquer navegador; veja aqui como iniciar uma janela privada no iPhone). Isso evita que as informações sejam facilmente atreladas ao seu perfil. Saiba mais: As empresas de tecnologia te escutam para vender publicidade? É mais provável que elas nem precisem. Como diminuir seus 'rastros' on-line O Facebook e o Google oferecem dezenas de configurações e ajustes de privacidade que podem influenciar o que é levado em conta para definir os anúncios. No Facebook, você pode encontrar essas configurações a partir da página Verificação de privacidade. Ela possui diversas seções e subseções e você terá de navegar em todas elas e conferir. Uma das seções mais importantes é a de preferências de anúncios. Configurações de privacidade do Facebook permite escolher o que será levado em conta para anúncios contextualizados. Reprodução Veja alguns dos ajustes disponíveis no Facebook: Quais informações do seu perfil podem ser usadas em publicidade direcionada (relacionamento, emprego, formação). Por exemplo, se você colocou no seu perfil que tem formação em ensino superior, um anunciante pode direcionar anúncios de mestrado ou de segunda graduação para você. Se você desligar, esses anúncios podem não aparecer (ou você irá recebê-los mesmo sem ter concluído a faculdade, por exemplo); Ativar ou desativar frequências de anúncios sobre álcool, política, criação de filhos e animais de estimação; Ativar ou desativar anúncios com base em dados de parceiros, atividade fora do Facebook e interações; Atividade fora do Facebook; Histórico de localização; Dados da própria rede social: quem pode ver suas publicações, quem pode procurar você pelo e-mail ou número de telefone. Esta última opção, se deixava ativa, pode associar seu número ao seu nome com facilidade. O Google oferece duas páginas importantes para ajustes de privacidade. Uma delas é o "Check-up de privacidade", onde você encontra algumas configurações, entre as quais estão: Atividade na web. Monitora todos os sites que você acessa. Desativar o registro da atividade vai impactar gravemente as sugestões de notícias no app do Google, além dos anúncios. Histórico de localização. Histórico do YouTube. Os vídeos que você já assistiu ficam registrados no histórico. Eles são usados para recomendar outros vídeos. A personalização de anúncios do Google é configurada em outra página e pode ser desativada. As configurações de privacidade dos anúncios do Google usados por outros sites podem ser configuradas no site do AdChoices. Depois que a página carregar, você pode clicar em "Opt out of all" para reduzir o rastreamento. O 'labirinto' da privacidade Como fica evidente pelo número de opções existentes em apenas duas empresas (Facebook e Google), proteger a privacidade na web é um verdadeiro labirinto. Uma "configuraçãozinha" aqui e outra ali podem fazer a diferença entre um anúncio personalizado aparecer para você ou não. É fácil se perder ou se sentir intimidado pela quantidade de ajustes. E isso vale apenas para esses dois serviços. Muitos outros sites possuem seus próprios ajustes de privacidade. É necessário configurar cada um individualmente. Se você usa Windows e/ou uma conta Microsoft, vale a pena conferir as configurações de privacidade da conta Microsoft (você pode visualizar as informações e realizar ajustes on-line, mas muita coisa precisa ser ajustada no próprio Windows ou nos apps da empresa). Embora leis como a GDPR na Europa e a Lei Geral de Proteção de Dados do Brasil tenham insistido na ideia de que cada cidadão possa controlar o compartilhamento e o uso dos seus dados, nenhuma lei enfrentou o maior problema: a criação de uma forma padronizada para manifestarmos nossa vontade. Saiba mais: O que a LGPD muda para os cidadãos? Veja perguntas e respostas Em vez de cada site nos perguntar se autorizamos o uso de "cookies", por exemplo, seria muito mais fácil que os sites respeitassem uma configuração realizada uma única vez, preferencialmente no próprio navegador. Infelizmente, não é assim. Os navegadores web até tentaram introduzir uma configuração chamada "Não Rastrear", mas nem todas as redes de anúncios respeitam essa configuração. Configuração 'não rastrear' no Google Chrome. Mesmo com esse ajuste ligado, ainda é necessário configurar preferência de privacidade para não ser rastreado. Reprodução Por mais que cidadão tenha legalmente o controle dos seus dados, é mais difícil fazer esse controle ter efeito prático quando não há uma forma simples de comunicá-lo aos serviços que usamos. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com VÍDEOS: Aprenda dicas sobre segurança digital
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15 empresas abrem vagas de emprego e estágio; veja lista
Empresas com vagas abertas são Grupo Fleury, Acesso Digital, Grupo GR, Kinvo, Followize, Gofind, Embracon, UP Consórcios, Magote.com, Kenzie Academy, Group Software, Leadlovers, Zarpo, Devninjas e Ilegra. As empresas Grupo Fleury, Acesso Digital, Grupo GR, Kinvo, Followize, Gofind, Embracon, UP Consórcios, Magote.com, Kenzie Academy, Group Software, Leadlovers, Zarpo, Devninjas e Ilegra estão com vagas de estágio e emprego abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos:
Veja mais vagas de emprego pelo país
Grupo Fleury
O Grupo Fleury abriu mais de 30 vagas para o programa de estágio. As oportunidades são para atuar em diversas áreas como: recursos humanos, marketing, finanças, engenharia, pesquisa e desenvolvimento, suprimentos e sustentabilidade, e estão distribuídas em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Todas as vagas possuem opções de trabalho remoto, integral ou parcial, além de ter o diferencial de que o inglês não é um pré-requisito.
Para concorrer é preciso ter disponibilidade para trabalhar 6 horas por dia e estar cursando a faculdade, tendo a formação prevista entre julho de 2022 e dezembro de 2022. Os interessados devem acessar o link .
Acesso Digital
A Acesso Digital está com mais de 60 vagas abertas nos escritórios de São Paulo (SP), Londrina (PR) e Porto Alegre (RS). As posições são nas áreas de Desenvolvimento (back end, front end, mobile e full stack), QA, ITOps, Produto, Projetos, Marketing, Customer Success, Recrutamento e Seleção, Compliance, Comercial e Operações.
Todas as entrevistas serão realizadas virtualmente e a pretensão salarial será avaliada no primeiro contato com o recrutador. Todos os candidatos vão receber retorno. A Acesso Digital ainda oferece vale-alimentação mensal no valor de R$ 1.120 para as vagas de SP e R$ 952 para as vagas de Londrina e Porto Alegre. Os interessados em participar do processo seletivo devem cadastrar o currículo no Trabalhe Conosco no site da empresa.
Grupo GR
O Grupo GR abriu processo seletivo para vagas nas cidades de Jundiaí e Jaguariúna, interior de São Paulo. Em Jundiaí os cargos são de Limpeza e Porteiro e, na cidade de Jaguariuna, o cargo aberto é para Vigilantes. A empresa não recebe currículos por e-mail ou contato telefônico, a candidatura é feita somente online no site https://grupogr.pandape.com.br/
Kinvo
A fintech Kinvo está com 10 vagas disponíveis para atuação no modelo de trabalho remoto. As oportunidades são para Redator, Software Engineer 1, Developer Back de Integrações, Product Designer, Mobile Software Engineer 1, Operations Analyst, Developer, Quality Assurance Analyst, Scrum Master e Trainee Mobile Developer. Os interessados devem se candidatar pelo link: https://kinvo.abler.com.br/.
Followize
A Followize abriu três novas vagas para contratação imediata para Desenvolvedor Back End, Inside Sales Analyst e Sales Development Representative. Os candidatos podem se inscrever no link: https://www.followize.com.br/trabalhe-conosco.
Gofind
A Gofind está com cinco novas vagas, sendo três para Sales Development Representative, uma para Back-End Developer e uma para UX Designer. Os candidatos interessados podem acessar o link: https://www.gofind.online/trabalhe-conosco/.
Embracon
A Embracon está com mais de 120 vagas abertas em todo o território nacional. Neste primeiro momento, as oportunidades seguem no formato de teletrabalho, por conta do período de isolamento social. Entre os benefícios oferecidos estão vale-refeição, assistência médica, seguro de vida e participação nos resultados. Os interessados podem acessar o link: https://embracon.gupy.io/ .
UP Consórcios
O UP Consórcios tem quatro vagas em aberto: uma para Consultor de Inside Sales e três para operador SDR. Os currículos podem ser cadastrados diretamente na plataforma no site https://www.upconsorcios.com.br/up-contrata
Magote.com
O Magote.com está com quatro vagas abertas para desenvolvedores. Duas delas são para desenvolvedores Front End e Back End, enquanto as outras duas para desenvolvedores Mobile. Para saber mais, envie o currículo para: rh@magote.com
Kenzie Academy
A Kenzie Academy está com quatro vagas abertas. Duas são para atuar como Analistas Facilitadores de Ensino de Programação, sendo um de Node/Python e outro de React. A edtech também busca um Consultor de Admissões – Tech Recruiter e um Analista de Dados Sênior. Todas as vagas são para atuar pelo regime CLT, na sede da escola em Curitiba (PR). Para se candidatar, os interessados devem acessar o link: https://kenzie.abler.com.br/.
Group Software
A Group Software está com mais de 62 vagas nas áreas de Backoffice, Mercado, Sucesso do Cliente e Tecnologia, com oportunidades que vão de estagiários, analistas e técnicos a desenvolvedores e head de novos negócios. As vagas são para todo o Brasil, podendo ser remoto. Mais informações no site https://www.groupsoftware.com.br/carreira/ .
Leadlovers
A Leadlovers está com duas vagas: Desenvolvedor(a) Front-end Pleno e Assistente de Atendimento ao Cliente I. As oportunidades são para home office e a empresa prevê um modelo de trabalho híbrido após a pandemia, mantendo a sede em Curitiba, onde as equipes poderão usar a infraestrutura. Os detalhes das vagas estão no link: https://leadlovers.abler.com.br/.
Zarpo
O Zarpo está com cinco vagas em aberto para as áreas de tecnologia, comercial, marketing e conteúdo. Os interessados podem enviar o currículo para o e-mail recrutamento@zarpo.com.br. As oportunidades são para trabalhar home office, com possibilidade de voltar ao escritório, localizado na capital paulista, após a pandemia passar.
Devninjas
A Devninjas está com seis vagas in loco para para Desenvolvedor Node.Js, Front-end React, Designer UI/UX, Comercial Closer e Comercial SDR. Para mais detalhes, basta acessar: https://www.devninjas.com.br/trabalhe-conosco/ .
Ilegra
A Ilegra está com 47 vagas abertas para as posições de Desenvolvedor(a) Backend Java, Desenvolvedor(a) Backend Node, Desenvolvedor(a) Frontend Angular, Desenvolvedor(a) Frontend React, Agile Coach, Analista de Sistemas, Analista de testes automatizados, Arquiteto(a) Cloud, Designer, Executivo de Negócios, Inside Sales, Customer Sucess e Analista de Marketing. As oportunidades são para trabalho remoto e são aceitos candidatos de todo Brasil. Mais informações pelo site: https://ilegra.gupy.io/
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Auxílio Emergencial: governo divulga calendário para 95 mil novos aprovados
Pagamento da primeira parcela para quem teve o pedido reavaliado será feito a partir desta sexta-feira (30). Total de beneficiados no país sobe para 67,7 milhões de pessoas. Auxílio emergencial de R$ 600 reais para trabalhadores informais CAIO ROCHA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO O governo divulgou um novo calendário dos pagamentos e saques do Auxílio Emergencial para trabalhadores que tiveram o pedido reavaliado em outubro, decorrente de atualizações de dados governamentais. O lote contempla um público de 95 mil novos beneficiários. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Portaria publicada nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União traz o calendário de créditos na conta social digital e de saques das 5 parcelas originais do Auxílio Emergencial para esse público. Esses novos beneficiários não terão direito a nenhuma das parcelas de R$ 300. O crédito da primeira parcela em poupança social digital será feito a partir desta sexta-feira (30), e se estenderá até 20 de novembro, de acordo com a data de nascimento. Segundo o Ministério da Cidadania, com o novo lote o Auxílio Emergencial chegou a 67,7 milhões de pessoas, representando um gasto público de mais de R$ 230 bilhões. "Os novos lotes do Auxílio Emergencial liberados para pagamento entram nos ciclos em vigor. O público da Portaria nº 519 será integrado ao calendário a partir do Ciclo 4. São oito mil cidadãos nascidos em janeiro que já terão o crédito da primeira parcela na conta social digital nesta sexta-feira", informou, em nota, a Cidadania. A segunda parcela será creditada entre 22 de novembro e 12 de dezembro. Já crédito da terceira, quarta e quinta parcelas será feito entre 19 de dezembro e 27 de janeiro de 2021. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. VEJA O CALENDÁRIO: Auxílio emergencial – reavaliados em outubro Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial VÍDEOS: últimas notícias sobre auxílio emergencial| em G1 / Economia
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Sindivarejista de Campinas abre inscrições em 80 vagas de cursos gratuitos para trabalhar no comércio
Entidade oferece três modalidades de capacitação e as aulas, que serão presenciais, acontecem de 3 a 18 de novembro. Projeto tem parceria com o governo estadual; saiba como se inscrever. Sindicato dos Varejistas de Campinas abre inscrições para 80 vagas em cursos de capacitação O Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e Região (Sindivarejista) abriu inscrições para 80 vagas de cursos profissionalizantes gratuitos voltados para quem quer trabalhar no comércio. De acordo com a entidade, são três modalidades de capacitação e as aulas acontecem de 3 a 18 de novembro. O projeto tem parceria com o governo estadual. As modalidades oferecidas são: técnica de vendas, operador de caixa, além de almoxarife e estoquista. As aulas serão presenciais e ministradas na sede do Sindivarejista de Campinas em dois períodos. Pela manhã, das 8h às 12h10, e a tarde, das 13h às 18h10. As inscrições podem ser feitas pela internet e seguem até esta sexta-feira (30). O uso de máscaras de proteção é obrigatório para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Segundo o Sindivarejista, serão adotados todas os protocolos de segurança sanitária. Ao final do curso, com o certificado em mãos, o profissional é diretamente encaminhado para processos seletivos na áreas de comércio e varejo. "Mais uma vez, o sindicato abre suas portas para capacitar profissionais do varejo, dando apoio e ajudando a prover as pessoas de conhecimento e ferramentas que as tornem melhores profissionais no comércio. Quem está atrás de capacitação, faz a inscrição porque, com o certificado, você vai conseguir a vaga", disse a presidente do sindicato, Sanae Murayama Sato. O Sindivarejista de Campinas fica na Rua General Osório, número 883, no Centro. Rua 13 de Maio, é a principal via de comércio de Campinas Jefferson Barbosa/EPTV VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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Lucro da Ambev cai para R$ 2,274 bilhões no 3º trimestre, mas receira cresce
Receita líquida da companhia cresceu 30,5%, para R$ 15,6 bilhões. No Brasil, volume de vendas de cerveja aumentou em 25,4%. Fábrica da Ambev em Jaguariúna (SP) Marcelo Brandt/G1 A Ambev apurou lucro líquido de R$ 2,274 bilhões no 3º trimestre deste ano, um recuo de 8,9% sobre o lucro líquido de R$ 2,497 bilhões em igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (29). Os valores referem-se aos atribuíveis aos controladores. A companhia teve receita líquida de R$ 15,6 bilhões de julho a setembro deste ano, um crescimento de 30,5% ante a receita de R$ 11,9 bilhões no mesmo período do ano passado. "Todos os países apresentaram melhorias sustentadas de volume a partir do segundo trimestre à medida em que as restrições foram gradualmente flexibilizadas nos países em que operamos, com algumas exceções", destacou a companhia. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 5,07 bilhões no terceiro trimestre deste ano, representando aumento de 15% ante o Ebitda de R$ 4,4 bilhões no mesmo intervalo de 2019, destaca a o Valor Online. No acumulado em 9 meses, o lucro líquido atribuído aos controladores soma R$ 4,593 bilhões, contra R$ 7,680 bilhões no mesmo intervalo do ano passado. Volume de vendas de cerveja cresce 25,4% no Brasil O volume de vendas de cerveja aumentou em 25,4% no Brasil, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. No segmento de bebidas não alcoólicas, o volume de venda aumentou em 4,3% no trimestre. Com isso, a receita líquida teve crescimento de 21,2% no 3º trimestre de 2020, chegando a R$ 7,7 bilhões. As vendas totais da companhia no mundo cresceram de 12%, chegando a 42,3 milhões de hectolitros, com aumento de 2,8% na receita por hectolitro. "Em Cerveja Brasil, nós tivemos uma performance consideravelmente melhor que a indústria, impulsionados pela implementação bem sucedida da nossa estratégia comercial, adaptabilidade do nosso calendário de preços e efeito líquido positivo dos subsídios governamentais no suporte à renda disponível dos consumidores", destacou a companhia. Resultado financeiro e fluxo de caixa O resultado financeiro da companhia, por sua vez, ficou negativo em R$ 1,1 bilhão o 3º trimestre. Entre as razões para tal desempenho, a companhia citou despesas com juros R$ 539,3 milhões e perdas com instrumentos derivativos de R$ 562,7 milhões, com custo de carrego de hedges cambiais, entre outros. De acordo com a Ambev, o fluxo de caixa das atividades operacionais foi de R$ 7 bilhões no período, alta de 99,3% ano a ano, enquanto os investimentos alcançaram R$ 1,1 bilhão, queda de 29,5%. "O impacto total da pandemia da Covid-19 em nossos resultados futuros permanece incerto, mas nossas ações serão orientadas no sentido de manter o momentum da nossa recuperação em formato de 'V' dos volumes e da receita", citou a empresa, acrescentando que o cenário continua desafiador. As ações acumulam queda de 28% em 2020, enquanto a empresa luta contra uma forte concorrência que pressiona os preços, destaca a Reuters. AB InBev registra forte queda do lucro líquido O grupo de capital belga e brasileiro AB InBev, controlador da Ambev, registrou no terceiro trimestre uma queda de um terço do lucro líquido, a US$ 1,58 bilhão, devido às consequências persistentes da pandemia de Covid-19. No terceiro trimestre do ano passado, o lucro líquido foi de US$ 2,14 bilhões. Apesar de anteciparmos um resultado melhor no segundo semestre na comparação com o primeiro, o contexto continua instável, em particular porque alguns governos prolongam as medidas restritivas em vários mercados", afirmou o grupo em comunicado. Vídeos: veja últimas notícias de economia
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‘Inflação do aluguel’ desacelera em outubro, mas alimentos sobem mais
Preços do arroz, óleo de soja e tomate estão entre itens que mais contribuíram para a alta dos preços ao consumidor, segundo o IGP-M. A inflação calculada pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) perdeu força em outubro, após a disparada do mês anterior. O indicador, que é usado para corrigir a maioria dos contratos de aluguel residencial, ficou em 3,23% este mês, depois de atingir 4,34% em setembro. Variação mensal do IGP-M Economia G1 Mesmo com a desaceleração, é a maior taxa para um mês de outubro desde 2002, quando ficou em 3,87%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IGP-M passou a acumular alta de 20,93%, e no ano, de 18,10%. IGP-M meses de outubro Economia G1 A desaceleração do indicador foi puxada pela trégua nos preços do minério de ferro, que caíram 0,71%, depois de subirem 10,81% em setembro. Com isso, o Índice de Preços no Atacado (IPA), um dos três componentes do IGP-M, desacelerou de 5,92% para 4,15%. Mas os preços para o consumidor, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e da construção – os outros dois índices que compõem o IGP-M – tiveram nova aceleração este mês. O IPC passou de 0,64% para 0,77% (a maior variação desde dezembro de 2019, quando ficou em 0,84%), enquanto o INCC acelerou de 1,15% para 1,69%. Alimentos pesaram nos preços ao consumidor Os dados da FGV apontam que os preços dos alimentos para o consumidor continuaram acelerando este mês. A taxa, que havia ficado em 1,30% no mês anterior, atingiu 1,90%. Três dos quatro itens com maior influência de alta sobre o IPC este mês foram alimentos: arroz (14,84%), óleo de soja (22,87%) e tomate (11,30%). IGP-M – IPC Economia G1 A maior influência, no entanto, veio das passagens aéreas, que ficaram 34,21% mais caras este mês. Já os automóveis novos completam a lista das cinco maiores influências, com alta de 0,70%. Maiores influências de alta: Ao produtor Soja em grão: 14,96% Milho em grão: 10,95% Bovinos: 6,92% Farelo de soja: 13,45% Carne bovina: 4,70% Ao consumidor Passagem aérea: 34,21% Arroz: 14,84% Óleo de soja: 22,87% Tomate: 11,30% Automóvel novo: 0,70% Na construção Tubos e conexões PVC: 16,28% Vergalhões e arames: 10,54% Esquadrias de alumínio: 7,07% Tubos e conexões de aço e ferro: 7,62% Tijolo/telha cerâmica: 5,31% Assista as últimas notícias de economia a
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Preços do petróleo ampliam perdas e caem mais de 3% com novos lockdowns na Europa
Na quarta-feira, contratos já tinham registrarado queda de mais de 5%. Os preços do petróleo caíam mais de 3% nesta quinta-feira, para o menor nível desde meados de junho, ampliando as fortes perdas da véspera devido ao impacto potencial de novos "lockdowns" adotados contra o coronavírus sobre a demanda pela commodity.
O petróleo Brent recuava 1,27 dólar, ou 3,25%, a US$ 37,85 por barril, às 8h02 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos caía 1,32 dólar, ou 3,53%, a US$ 36,07 por barril.
Ambos os contratos haviam sofrido forte baixa na quarta-feira, de mais de 5%.
Com casos de Covid-19 crescendo pela Europa, a França vai exigir que pessoas fiquem em suas casas exceto para atividades essenciais a partir de sexta-feira, enquanto a Alemanha vai fechar bares, restaurantes e teatros de 2 de novembro até o final do mês.
"Com os lockdowns começando a afetar as preocupações com a demanda pela Europa, a perspectiva de curto prazo para o petróleo começa a se deteriorar, disse o estrategista chefe de mercado global da Axi, Stephen Innes.
O petróleo havia inicialmente se recuperado levemente de perdas registradas ao longo da noite no início das negociações na Ásia, com apoio técnico e expectativas de menor oferta no curto prazo devido ao furacão Zeta, que deve atingir Louisiana.
Mas o furacão deve perder força nos EUA a partir da manhã de quinta-feira, e o retorno da produção norte-americana deve se somar a um cenário já de sobreoferta.
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Bolsas da Ásia fecham mistas
Na China, ações subiram om setor de consumo favorecido por resultados corporativos O mercado acionário da China reverteu perdas anteriores e fechou em alta nesta quinta-feira (29), sustentado pelo setor de consumo após divulgação de resultados robustos para o terceiro trimestre de grandes empresas. Já no Japão, o índice Nikkei recuou fechou em queda de 0,37%.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,75%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,11%.
O índice de start-ups ChiNext ganhou 1,1%, enquanto o STAR50 subiu 0,4%.
Liderando os ganhos, o índice de consumo do CSI300 fechou em alta de 2,2%, enquanto o de consumo discricionário avançou 2,9%.
A fabricante de bebidas Luzhou Laojiao atingiu máxima recorde após resultado favorável e a Hangzhou Robam Appliances saltou o limite diário de 10% após sólido crescimento do lucro no terceiro trimestre.
Veja as cotações de fechamento na Ásia:
Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,37%, a 23.331 pontos.
Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,49%, a 24.586 pontos.
Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,11%, a 3.272 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,75%, a 4.772 pontos.
Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,79%, a 2.326 pontos.
Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,02%, a 12.662 pontos.
Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,32%, a 2.450 pontos.
Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,61%, a 5.960 pontos.
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