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Filme brasileiro ‘O Índio Cor de Rosa contra a Fera Invisível’ leva prêmios e menção especial no Festival de Biarritz

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

Documentário sobre médico sanitarista que dedicou sua vida ao tratamento dos indígenas conquistou o prêmio do público no festival francês. 'O índio cor de rosa contra a fera invisível' Reprodução/ Festival Biarritz Amérique Latine O filme brasileiro "O Índio Cor de Rosa contra a Fera Invisível", de Tiago Carvalho sobre as expedições do médico sanitarista Noel Nutels conquistou o prêmio de público de melhor documentário, a menção especial do júri da categoria e o prêmio dos estudantes no Festival Biarritz Amérique Latine, realizado na França entre 28 de setembro e 4 de outubro. Carvalho, que não pode viajar a Biarritz para apresentar o filme, reuniu imagens fascinantes em 16mm feitas pelo próprio Nutels em suas viagens às aldeias indígenas entre as décadas de 40 e 70. Primeiro longa do documentarista, o filme vai muito além de um trabalho etnográfico e sensibilizou o público e o júri do festival para a situação das populações indígenas do Brasil, particularmente afetadas pela pandemia de Covid-19. Noel Nutels foi um dos primeiros sanitaristas a denunciar o genocídio dos povos indígenas no Brasil. Um dos momentos mais comoventes do filme é o seu discurso na CPI do Índio na Câmara dos Deputados, em 1968, quando ele lança o grito de alarme: “A essa hora alguém está matando um índio. É a cobiça da terra, é a cobiça do subsolo, é a cobiça das riquezas naturais. É um vício de estrutura econômica. Enquanto a terra for mercadoria e objeto de especulação, vai se matar índio. A quem interessa o crime?” Veja na Globo News: os 100 anos de Noel Nutels e a defesa dos índios no Almanaque O documentário reúne imagens de 21 filmes de Nutels, que dirigia as ações de combate à tuberculose realizadas pela equipe do SUSA (Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas). O médico sanitarista produziu imagens de extrema beleza, onde vemos muitas cenas de crianças indígenas brincando nos rios, as populações caçando, pescando ou fazendo trabalhos domésticos. “O Índio Cor de Rosa” é o título do romance biográfico sobre Nutels do escritor Orígenes Lessa (1903-1986), mas é também o apelido carinhoso que os amigos davam ao sanitarista, de origem ucraniana, que aparece muitas vezes nos filmes de short e sem camisa, brincando e tratando dos índios. O documentário deve estrear no Brasil em 10 de outubro. O filme, lançado pela Fiocruz Vídeo e pela Banda Filmes em dezembro de 2019, já foi exibido esse ano no Olhar de Cinema, o Festival Internacional de Curitiba, e no Festival Internacional de Cine Documental de Buenos Aires (FDBA). Premiação O Abrazo de melhor filme do Festival Biarritz América Latina, ou seja o prêmio de melhor longa-metragem de ficção, foi concedido a “Ofrenda”, primeiro filme do jovem cineasta argentino Juan Maria Mónaco Cagni, realizado com um orçamento de menos de mil dólares. O longa trata da andança sem rumo de duas mulheres que se encontram em uma pequena cidade na província de La Pampa argentina. O prêmio do júri foi para o filme venezuelano “La Fortaleza”, de Jorge Thielen Armand, rodado na selva amazônica e interpretado pelo próprio pai do cineasta. O prêmio de público do melhor longa de ficção foi concedido a “Selva Trágica”, da mexicana Yulene Olaizola, uma trama tendo como pano de fundo os seringueiros que trabalham na mata que faz fronteira entre México e Belize. O prêmio da crítica ficou com “Chico Ventana también quisiera tener um submarino”, do uruguaio Alex Piperno. O filme do gênero fantástico, rodado em vários países, é uma produção conjunta do Uruguai, Brasil, Argentina, Holanda e Filipinas. Na categoria documentário, além da premiação concedida ao filme brasileiro “O Índio Cor de Rosa contra a fera Invisível”, o longa “El Outro”, do chileno Francisco Bermejo, ganhou o prêmio de melhor longa. O filme trata do retorno à vida primitiva de dois homens que vivem isolados numa cabana no litoral pacifico do Chile. O prêmio de melhor curta-metragem foi para "Teoría Social Numérica", da colombiana Paola Michaels, uma discussão sobre a evolução digital e sobre a passagem do tempo, recorrendo a diferentes suportes de imagens, do Super 8 aos filmes feitos com celulares. Quatro filmes brasileiros concorreram aos prêmios em diversas categorias dessa 29ª edição do festival: além do premiado documentário “O Índio Cor de Rosa”, o longa-metragem “Um animal amarelo”, de Felipe Bragança, disputou o prêmio de melhor longa de ficção. Na seção de curtas-metragens, dois filmes brasileiros figuravam na competição: “Menarca”, de Lillah Halla e “O Prazer de matar insetos”, de Leonardo Martinelli.

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Filme ‘Eduardo e Mônica’ ganha prêmio em festival no Canadá

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

Longa de René Sampaio venceu categoria de melhor filme internacional neste domingo (4). Inspirado na música de Renato Russo, teve estreia adiada nos cinemas devido à pandemia. Gabriel Leone e Alice Braga no filme 'Eduardo e Mônica' Divulgação/Janine Moraes "Eduardo e Mônica", do diretor René Sampaio, venceu o prêmio de melhor filme internacional no Festival de Edmonton, do Canadá, neste domingo (4). Inspirado na história de amor entre dois jovens completamente opostos da música de Renato Russo, o longa deveria ter estreado em 12 de junho, em comemoração ao Dia dos Namorados. Mas, com os cinemas fechados pela pandemia de Covid-19, a estreia foi adiada. Filme inédito ‘Eduardo e Mônica’ ganha prêmio internacional no Canadá "Eu não acreditei, recebemos um e-mail, a láurea e começamos a comemorar. Liguei para os atores e comemoramos. Acho que esse prêmio vem em um bom momento para ajudar que as autoridades e o governo se organizem para que possamos promover de fato a cultura brasileira com sua pluralidade total", disse Sampaio à GloboNews. Gabriel Leone e Alice Braga dão vida ao casal. No elenco, ainda estão Fabricio Boliveira, Victor Lamoglia e Otavio Augusto. O filme foi gravado em 2018 em três locações diferentes: Rio de Janeiro, Brasília e Chapada dos Veadeiros. Sampaio também dirigiu outra adaptação de Legião Urbana para o cinema: "Faroeste Caboclo", de 2013. Naquela obra, Fabrício Boliveira é João do Santo Cristo e Ísis Valverde interpreta Maria Lúcia. O filme venceu 10 prêmios. Filme Faroeste Cabloco será um dos apresentados em Jundiaí Divulgação/ Prefeitura de Jundiaí

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Youtuber de SC chega a 1 bilhão de visualizações e faz sucesso entre famosos

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

Joinvilense João Sampaio publica vídeos sobre o jogo online 'Fortnite'. Ele é elogiado por celebridades como Luan Santana e Juliana Paes. Youtuber de SC tem mais de 1 bilhão de visualizações e faz sucesso entre famosos O canal no YouTube do joinvilense João Sampaio, mais conhecido como "Flakes Power", ultrapassou a marca de 1 bilhão de visualizações, como mostrou o NSC Notícias de sábado (3). Sampaio faz vídeos principalmente sobre o jogo online "Fortnite", um dos mais populares da atualidade. O canal gerou empregos em Joinville, cidade do Norte catarinense, e já recebeu elogios de celebridades como Luan Santana e Juliana Paes. Em quatro anos, Sampaio publicou 1,2 mil vídeos. "Quando eu comecei o canal, jamais me passou pela cabeça que as coisas tomariam as proporções que tomaram. Comecei totalmente de brincadeira e quando eu vi eu cheguei à marca de 1 milhão de inscritos, foi tudo muito rápido. E agora chegar à marca de 1 bilhão de visualizações é assustador, sabe?", contou o youtuber. Youtuber de Joinville João Sampaio Reprodução/NSC TV Nos vídeos, ele dá dicas para outros jogadores. E assim ele já conta com quase seis milhões de inscritos, alguns deles famosos. Os cantores Marcos, da dupla Marcos e Belutti, e Luan Santana já mandaram vídeos para ele dizendo que são fãs. Ele já jogou online com o Felipe Melo, atleta do Palmeiras. E a atriz global Juliana Paes também gravou um vídeo dizendo que os filhos dela adoram ele. "É animal, eu acho muito legal. Eu estou lá no Instagram e do nada eu recebo uma mensagem de algum artista que eu já acompanho faz tempo e saber que essa pessoa também tem uma admiração por mim, saber que essa pessoa acompanha o meu conteúdo na internet. Muitas vezes nem cai a ficha quando eu recebo uma mensagem de algum artista que realmente eu sou fã", disse Sampaio. Geração de empregos O Youtube paga para o dono do canal uma fração de centavo para cada visualização em seus vídeos. Isso permite que youtubers como Sampaio ganhem a vida produzindo esse tipo de conteúdo. E por trás de tudo isso, nos bastidores, o negócio ainda gera emprego. Escritório de apoio ao canal de João Sampaio, em Joinville Reprodução/NSC TV "No escritório, são 10 pessoas. Fora os outros prestadores de serviço que acabam atuando com a gente também de forma indireta", explicou Eduardo Sampaio, diretor comercial do canal. "Desde criança, eu sempre tive o sonho de trabalhar com videogame. Na época, eu não sabia muito bem o que eu ia fazer, mas eu sabia muito bem com o que eu queria trabalhar. Eu sempre fui apaixonado por computador, eu sempre fui apaixonado por videogame e eu fico muito feliz, muito realizado de saber que eu consegui realizar esse sonho", disse João Sampaio. Veja vídeos do NSC Notícias Veja mais notícias do estado no G1 SC

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Músicas para descobrir em casa – ‘Prece de paz’ (Herivelto Martins e David Nasser, 1942) com Francisco Alves

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

Francisco Alves (1898 – 1952), cantor carioca que lançou o samba 'Prece de paz' em agosto de 1942 Reprodução / Capa de disco ♪ MÚSICAS PARA DESCOBRIR EM CASA – Prece de paz (Herivelto Martins e David Nasser, 1942) com Francisco Alves ♪ Samba melancólico apresentado em 1942 na voz icônica de Francisco Alves (19 de agosto de 1898 – 27 de setembro de 1952), cantor carioca entronizado como um dos reis da música brasileira dos anos 1930 e 1940, Prece de paz se diferencia do padrão da obra dos compositores da música. Parceiros de sucessos como A camisola do dia (1953), Atiraste uma pedra (1958), Carlos Gardel (1954) e Pensando em ti (1957), o fluminense Herivelto Martins (30 de janeiro de 1912 – 16 de setembro de 1992) e o paulista David Nasser (1º de janeiro de 1917 – 10 de dezembro de 1980) ficaram historicamente associados a sambas-canção e tangos de tom folhetinesco, mas quase nunca foram lembrados pela feitura de Prece de paz. Gravado por Francisco Alves em 6 de junho de 1942 para disco de 78 rotações por minuto editado pela gravadora Odeon em agosto daquele ano, Prece de paz é samba feito com as tintas fortes do lirismo melodramático justificado pelo contexto sócio-político do Brasil na época. O mundo estava em guerra desde 1939 e o Brasil acabou indo para o front naquele ano de 1942, engrossando as fileiras dos exércitos dos Países aliados na guerra contra os Países dos eixos. O samba de Herivelto Martins e David Nasser traduziu a angústia do povo brasileiro com a entrada do país na guerra. Na letra, Nasser caracterizou o Brasil como o “vale sempre verde”, prestes a escurecer por ação de “mão estranhas” que irão tirar a paz do país. Na gravação de Prece de paz, Francisco Alves foi acompanhado por Fon-Fon e sua Orquestra. Não creditadas no disco, as vozes do coro são do Trio de Ouro, na época formado por Herivelto com Dalva de Oliveira (1917 – 1972) e Nilo Chagas (1917 – 1973). A propósito os agudos de Dalva são facilmente identificáveis no fonograma de Prece de paz, reeditado em duas coletâneas de Francisco Alves produzidas nos formatos de LP (a primeira, apresentada em 1961 pela Odeon) e CD (a segunda, lançada em 1995 pelo selo Revivendo). Mesmo sem se tratar de gravação antológica no conjunto da obra fonográfica de Francisco Alves, Prece de paz exemplifica a conexão desse imortal rei da voz com o Brasil. ♪ Ficha técnica da Música para descobrir em casa 43 : Título: Prece de paz Compositores: Herivelto Martins e David Nasser Intérprete original: Francisco Alves Disco da gravação original: single Odeon de 78 RPM de número 12.187 – A Ano da gravação original: 1942 Regravações que merecem menções: a de José Barbosa no álbum José Barbosa interpreta David Nasser (1968). ♪ Eis a letra de Prece de paz : “Senhor, o meu vale é sempre verde Sempre quieto como um lago Que o vento não estremeceu Senhor, o meu céu é tão sereno Que parece um grande leito Onde o silêncio adormeceu Senhor, minha gente é mais alegre Mais feliz do que ninguém Senhor, não deixai que mãos estranhas Roubem a paz que a minha terra Um dia as crianças Voltarão a brincar nas calçadas Das cidades distantes, além, muito além Um dia festejarão O Natal sobre a neve Nas cidades distantes, além, muito além Mas se o meu vale escurecer Se o meu céu turvar Senhor, ajudai-me a cortar As mãos estranhas Que roubaram a paz Que hoje a minha terra tem”

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Thomas Jefferson Byrd, ator de filmes de Spike Lee, é morto a tiros nos EUA

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

Polícia encontrou corpo do ator com ferimentos de bala nas costas em Atlanta, nos Estados Unidos. Byrd participou de mais de 30 filmes e séries e fez oito parcerias com Spike Lee. Thomas Jefferson Byrd, em foto de junho de 2014 Mireya Acierto/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo O ator Thomas Jefferson Byrd foi encontrado morto com tiros nas costas na noite deste sábado (3) em Atlanta, nos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo diretor Spike Lee nas redes sociais e confirmado pelo departamento de polícia de Atlanta à revista "Variety". De acordo com a revista, policiais receberam um chamado para atendimento a uma pessoa ferida. Quando chegaram ao local informado, encontraram Byrd com ferimentos de bala nas costas. A polícia ainda investiga as circunstâncias da morte. O diretor Spike Lee homenageou o colega neste domingo (4). "Estou muito triste por anunciar a trágica morte do nosso amado irmão Thomas Jefferson Byrd noite passada em Atlanta, Georgia. Tom é meu parceiro. Que todos desejemos bênçãos à sua família. Descanse em paz, irmão Byrd." Thomas Jefferson Byrd, Savion Glover, Nicole Friday, Spike Lee, Tonya Lewis Lee e Roland Martin, em foto de junho de 2014 Mireya Acierto/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo Byrd atuou em diversos filmes de Lee: "Irmãos de sangue" (1995), "Garota 6" (1996), "Todos a bordo" (1996) "Jogada decisiva" (1998), "A hora do show" (2000), "Verão em Red Hook" (2012), "A doce sede de sangue" (2014) e "Chi-Raq" (2015). Seu primeiro papel foi em 1992, em uma série de televisão. Desde então, participou de mais de 30 filmes e séries e coproduziu o drama "MacArthur Park" em 2001. Na televisão, atuou nas séries "Lei e ordem" e "The last OG" e foi personagem fixo da série "Ela quer tudo" de 2017 a 2019.

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Maglore se une a Fernanda Takai e a John Ulhoa na retomada de canção lançada por Erasmo Carlos

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

Single da banda com o casal do Pato Fu mostra que a música 'Não existe saudade no Cosmos' já pertence mais ao 'Tremendão' do que ao próprio autor. Capa do single 'Não existe saudade no Cosmos', de Maglore com Fernanda Takai e John Ulhoa Divulgação Resenha de single Título: Não existe saudade no Cosmos Artista: Maglore + Fernanda Takai e John Ulhoa Gravadora: Deck Cotação: * * * 1/2 ♪ Em 2017, a banda Maglore chegou a gravar a música Não existe saudade no Cosmos, composta por Teago Oliveira para o quarto álbum da banda, Todas as bandeiras, lançado em setembro daquele ano de 2017. Mas a música nunca entrou no disco do quarteto baiano e foi parar na voz de Erasmo Carlos. Apresentada pelo cantor em dezembro de 2017, como primeiro single do álbum …Amor é isso (2018), Não existe saudade no Cosmos ficou com a cara melódica e poética de Erasmo na gravação produzida por Pupillo Oliveira. Dois anos depois, em janeiro de 2019, a canção ganhou registro fonográfico com o toque de Teago Oliveira (voz e guitarra), Lelo Brandão (guitarras e synth), Lucas Oliveira (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria) para o álbum Maglore ao vivo (2019). Captado em show da banda, esse registro ao vivo dilui o teor de novidade da atual versão de Não existe saudade no Cosmos com o Maglore. Apresentada em single editado na sexta-feira, 2 de outubro, a nova abordagem da canção parte da base gravada em 2017 e turbinada neste ano de 2020 com a guitarra de John Ulhoa e a voz de Fernanda Takai. A base original tem pegada e a cantora divide com Teago Oliveira a interpretação de Não existe saudade no Cosmos com fidelidade ao sentimento da canção. Contudo, o single – gravado por Jorge Guerreiro, no estúdio Tambor (RJ), com produção musical de Rafael Ramos e Leonardo Marques (também no toque discreto da percussão) – se ressente da sensibilidade embutida por Erasmo Carlos no canto dessa música que, mesmo tendo sido originalmente feita por Teago Oliveira para disco do grupo Maglore, sempre pareceu evocar a gentileza e a alma do Tremendão. Talvez por isso mesmo, Não existe saudade no Cosmos já seja mais de Erasmo Carlos do que de Teago Oliveira…

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Zuza, homem da música

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

♪ OBITUÁRIO – Na certidão de nascimento, constava José Eduardo Homem de Mello (20 de setembro de 1933 – 4 de outubro de 2020). No Brasil e no mundo do jazz, era tão somente Zuza. Zuza, homem de música. Homem da música – arte que ele amou com paixão e à qual dedicou existência afinada. Arte com a qual ganhou o pão e alimentou o espírito sensível ao longo de 65 dos 87 anos de vida vivida com alegria e encerrada na madrugada de domingo, 4 de outubro, com a morte de Zuza durante o sono, vítima de infarto, no apartamento em que morava em Pinheiros, bairro da cidade natal de São Paulo (SP). Ao sair de cena, menos de uma semana após concluir biografia de João Gilberto (1931 – 2019), Zuza Homem de Mello deixa legado de valor inestimável na área musical. Não tanto como contrabaixista, ofício que exerceu na juventude nos bares e bailes da vida noturna da cidade de São Paulo (SP), em meados dos anos 1950, antes de partir para os Estados Unidos para aprender música na Julliard School, prestigiada escola de Manhattan (Nova York, EUA), mas sobretudo como jornalista e pesquisador musical. Nessa área documental, Zuza escreveu livros fundamentais e definitivos como A era dos festivais e Copacabana – A trajetória do samba-canção (1929 – 1958), editados em 2003 e em 2017, respectivamente. Sem falar nos dois volumes de A canção no tempo (1997 / 1998), compêndios de caráter enciclopédico escritos por Zuza com outro referencial pesquisador da música do Brasil, Jairo Severiano. Sobre os festivais da canção, Zuza tinha especial autoridade para discorrer sobre o assunto, pois trabalhou como técnico de som nos mais importantes festivais dos anos 1960 (Zuza estreou nessa função técnica em 1959, ao voltar ao Brasil). Naquele ambiente de grande efervescência, Zuza conheceu futuros ícones da MPB que passariam a respeitá-lo pelo amplo conhecimento musical dividido com fartura. Capa do livro 'Copacabana', de Zuza Homem de Mello Divulgação / Editora 34 Também associado a programas de TV como O fino da bossa (1965 – 1967), Zuza sabia a senha para decifrar a magia do jazz. Tanto que atuou como curador dos maiores festivais do gênero. Mas transitou com naturalidade fora da fronteira do jazz. A paixão do jornalista também era direcionada à música brasileira, em especial à bossa nova e à MPB. Zuza viu nascer em 1965 a música universitária rotulada como MPB, mas jamais ficou nostálgico da modernidade dessa MPB, a rigor cristalizada nos anos 1960 e 1970, e da própria bossa nova, som mais valorizado no exterior do que no próprio Brasil, como repetia em entrevistas. Atento aos sinais, o pesquisador também valorizava talentos das novas gerações, como Ayrton Montarroyos, Filipe Catto, Pélico e Tulipa Ruiz. Sabia ouvir música. E sabia se posicionar, quando necessário. Zuza disse publicamente, por exemplo, que considerava “inutilidade absoluta” o álbum ao vivo em que Maria Rita interpretou o repertório de Elis Regina (1945 – 1982), Redescobrir, editado em 2012 com registro ao vivo de show feito a convite de empresa de cosméticos. Em que pese a contundência de algumas opiniões, Zuza nunca foi polêmico no ofício de crítico musical. Até porque atuou do outro lado. Foi diretor e/ou produtor musical de shows de cantores como Alcione, Emílio Santiago (1946 – 2013) e Margareth Menezes. Enfim, José Eduardo Homem de Mello foi grande. A bem da verdade, um gigante – termo recorrente em reportagens e em posts que lamentaram a inesperada morte do jornalista e musicólogo. Contudo, no afável trato cotidiano com discípulos jornalistas e com artistas que o admiravam com sinceridade, o gigantismo era abafado pela doçura. É quando ele era somente o Zuza. Homem de música. Homem da música.

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Caos Rebelde, inexperiência, vocais desafinados… Produtor diz que músicas do RBD demoravam 4 meses para serem feitas

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

Compositor italiano Max di Carlo escreveu as primeiras 10 músicas do grupo mexicano. Ao G1, ele relata com bom humor as gravações: 'Tudo o que você ouve, a maioria sou eu tocando'. Na extensa lista de compositores e produtores nos nove álbuns de estúdio do RBD, um nome pouco conhecido se destaca: Max di Carlo. O produtor italiano é coautor das dez primeiras músicas gravadas pelo sexteto de atores de "Rebelde", série da rede mexicana Televisa. Ele foi um dos entrevistados do podcast G1 Ouviu sobre o RBD. Ouça acima. O RBD era o grupo musical dessa trama, exibida originalmente entre 2004 e 2006. A banda durou um pouco mais, até 2009, com shows no Brasil e reexibições dos episódios no SBT. Em setembro, as músicas finalmente chegaram aos serviços de streaming, batendo recordes. Max e os seis integrantes do RDB Divulgação Assim que atende o telefone do estúdio dele, em Los Angeles, Max avisa: "Se você quiser posso te contar toda história, ou pelo menos do que eu me lembro". Ele já emenda com uma risada, a primeira de muitas durante a conversa. O simpático compositor de "Sálvame", "Un Poco de Tu Amor" e "Rebelde" descreve o início do trabalho como um caos, com "muita gente envolvida". O produtor da novela, Pedro Damián, e o letrista Carlos Lara, eram os principais nomes do time. "No começo, tudo foi meio caótico, muito complicado", recorda Max, rindo. "Eram muitas pessoas diferentes e cada uma tinha sua própria opinião. Mas eu era o cara que criava as músicas." "Outro problema é que eles não eram tão bons no começo, porque eles eram jovens, né? Eles não tinham experiência mesmo. Depois de meses de trabalho, tentando terminar as músicas, no fim saímos com um produto, com um álbum. Mas eu nem me lembro qual era o título dele." "Rebelde" (2004) e "Nuestro Amor" (2005) eram os títulos dos álbuns dos quais ele está falando. Max escrevia as melodias e Lara fazia as letras. Entre o primeiro rascunho, sempre em inglês, e a versão final, eram precisos até quatro meses de trabalho. Os seis integrantes do RBD Divulgação Uma parte dos vocais era gravada em Los Angeles e outra parte era gravada na Cidade do México, porque eles não podiam ir para os Estados Unidos. "Tinham problemas com o visto, eu acho." "Tinha outro engenheiro de som no México que trabalhava no CD. Ele gravava os vocais e mandava para mim. Eu corrigia tudo com o Pro Tools", lembra rindo, ao citar o software de edição de áudio, usado para corrigir vozes desafinadas. "Eram seis atores ou cantores, se você quiser chamá-los de cantores." RBD, uma banda de rock Max di Carlo e os seis integrantes do RDB Divulgação Quando Max di Carlo foi chamado para criar o repertório do "Rebelde" o pedido era de "algo diferente do que havia no mercado latino". O pop em espanhol era ainda mais romântico e meloso. Max conta que escreveu as músicas pensando em algum cantor americano, não eram para pensadas para um artista latino. "Compus algumas músicas mais rock, com um conceito um pouco diferente no meu estúdio. A primeira música, claro, foi 'Rebelde'." Os arranjos tinham mais violão, guitarra, baixo, bateria… "Eu tenho certeza que uma parte do sucesso do RBD foi por ele ser latino, mas ser bem diferente do que era a música latina. Eu sou principalmente um guitarrista, meu instrumento favorito é o violão. Tudo o que você ouve no álbum, a maioria sou eu tocando". Aquele violão do começo de 'Rebelde' é você tocando? "Sim", responde ele. Então, você é muito famoso no Brasil. "Obrigado", agradece, rindo. "Eu sei que as pessoas conheciam no Brasil, mas claro que morando aqui eu nunca pude entender o tamanho disso." Do dance spaghetti ao latino romântico O RBD Divulgação Massimiliano Di Carlo começou a carreira como produtor na Itália, nos anos 80. O começo foi produzindo sons da cena do dance spaghetti. Era um pop dançante de artistas italianos como Flavia Fortunato e Gary Low: "Eram desconhecidos, mas depois ficaram famosos." Depois disso, Max se mudou da Itália para os Estados Unidos, onde passou a produzir quase só latinos. Nos anos 90, trabalhou com a Thalía, Shakira e Ricky Martin. Antes de "Rebelde", ele trabalhou em canções para uma novela que seria chamada "Linda". "Era um projeto que tinha vindo antes do RBD, era a ideia original, pré-original. Antes de mudarem tudo e trazerem aqueles outros jovens", explica. Eu, a patroa e o Rebelde RBD, a banda da novela 'Rebelde' Divulgação A história de Max com o RBD também envolve uma faceta ghost writer. "Otro día que va" e "Aun hay algo", por exemplo, foram escritas por ele, mas o nome que consta é o da esposa. "Naquela época, eu estava preso a um contrato de exclusividade com outra editora. Não podia botar o meu nome. Então quando você vê o nome da Karen Sokoloff, na verdade, sou eu." Nos últimos 20 anos, o compositor passou a se dedicar às trilhas de filmes italianos e americanos. Mas guarda com carinho os tempos de rebeldia. "Foi uma ótima experiência." Semana Pop explica reencontro do RBD e o que ele significa para os fãs O Semana Pop explica temas do entretenimento:

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Com visual retrô, Ana Maria Braga celebra volta do ‘Mais Você’ direto de SP após 12 anos no Rio

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

'Tem uma hora que o lar chama a gente de volta', afirmou a apresentadora. Programa voltou ao ar nesta segunda-feira (5) após seis meses de participação especial no 'Encontro'. Com visual retrô, Ana Maria Braga celebra volta do 'Mais Você' direto de SP após 12 anos no Rio Reprodução/Instagram Ana Maria Braga voltou ao ar com o programa "Mais Você" nesta segunda-feira (5). Desde abril, a apresentadora gravava direto de sua casa no Rio de Janeiro e fazia participações especiais dentro do programa "Encontro com Fátima Bernardes" por causa das mudanças geradas na programação pela pandemia de coronavírus. Além de voltar com o programa no ar, a apresentadora celebrou o retorno das filmagens em São Paulo após 12 anos no Rio. "Tem uma hora que o lar chama a gente de volta", afirmou Ana, que ainda este mês, celebra 21 anos de "Mais Você". Para marcar a volta da atração, o programa começou com mensagens de fãs desejando bom retorno ao som de "Tô voltando", cantada por Simone. Em seguida, exibiu imagens de São Paulo com a trilha sonora de "Anunciação", de Alceu Valença. Ana Maria Braga apareceu com visual retrô, usando o mesmo penteado e as luvas de quando estreou com o programa duas décadas atrás. "Eu estou assim por uma boa razão. Parece que saí do túnel do tempo. Já perdi a conta de quantas vezes já mudei cabelo. Essa renovação é muito importante. Mudar faz bem pra alma. Mudar de atitude, ideia", afirmou Ana Maria. A apresentadora também agradeceu aos membros de sua equipe e ressaltou que está todo mundo testado e protegido ao falar sobre os cuidados contra a Covid-19. Ela ainda afirmou que, por enquanto, o programa terá um período mais curto que o habitual devido às adaptações na grade da programação para acomodar a propaganda política obrigatória das Eleições municipais 2020. "Mesmo com espaço menor, será feita com todo carinho." Acompanhando Ana Maria, Louro José celebrou: "O 'Mais Você' voltou!". O Semana Pop explica temas do entretenimento:

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‘A Ilha da Fantasia’ lidera bilheteria nacional pela 2ª semana e setor movimenta R$ 606 mil

segunda-feira, 05 outubro 2020 por Administrador

Arrecadação com filmes teve alta de 56,6% em relação à semana anterior. Número de salas do levantamento não foi divulgado, mas cinemas do Rio reabriram com 50% da capacidade na quinta (1º). "A ilha da fantasia" Divulgação/SONY PICTURES ENTERTAINMENT "A Ilha da Fantasia" liderou a bilheteria nacional pelo segundo final de semana consecutivo. O filme foi assistido por 11,3 mil pessoas e arrecadou R$ 172,1 mil de quinta (1º) a domingo (4). "Scooby – o Filme" aparece em segundo lugar com arrecadação de R$ 166 mil e público de 11,2 mil, e "A maldição do espelho" completa o top 3 após ser assistido por 5,8 mil pessoas e ter R$ 85,8 mil de renda no período. Como é feita a programação dos cines drive-in Como as sessões e salas vão se adaptar para a reabertura No total, os dez filmes mais vistos somaram R$ 606,3 mil, o que representa um aumento de 56,6% em relação à semana anterior no faturamento do setor. O levantamento semanal da ComScore não informa quantas salas de cinema estão abertas e quantos cinemas drive-in enviaram os dados de bilheteria. O Rio, por exemplo, liberou que os 220 cinemas da cidade voltassem a funcionar com 50% da capacidade na quinta (1º), depois de sete meses fechados. Veja o ranking da bilheteria no país: 'A ilha da fantasia' – R$ 172,1 mil 'Scooby – O Filme' – R$ 166,4 mil 'A maldição do espelho' – R$ 85,8 mil 'Magnatas do crime' – R$ 48,1 mil 'O segredo: ouse sonhar" – R$ 41,91 mil 'As faces do demônio' – R$ 30,8 mil 'O Roubo do Século' – R$ 20,7 mil 'Harry Potter e a Pedra Filosofal' – R$ 15,6 mil "Fuga de Pretoria" – R$ 14,4 mil 'Agentes selvagens' – R$ 10,2 mil Veja as regras que os cinemas da cidade do Rio terão que adotar para reabrirem nesta quinta (1º) VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

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