Diana Rigg morre aos 82 anos; FOTOS
Atriz de 'Game of Thrones' e 'Vingadores' morreu em casa ao lado da família nesta quinta (10). Diana Rigg, em foto de abril de 2019 Joel Saget/AFP/Arquivo Imagem divulgada pela HBO mostra Diana Rigg como Olenna Tyrell em cena de 'Game of Thrones' HBO via AP Diana Rigg durante o '72º Tony Awards', em 10 de junho de 2018, na cidade de Nova York Jamie Mccarthy/Getty Images North America/Getty Images via AFP Diana Rigg, em foto de abril de 2019 Joel Saget/AFP/Arquivo Diana Rigg, em foto de janeiro de 1970 AFP Diana Rigg durante cena do filme 'The Assassination Bureau'. Foto de fevereiro de 1968 Bob Dear/AP/Arquivo Diana Rigg posa para fotógrafos durante coletiva de imprensa no Hilton Hotel, em Londres. Foto de novembro de 1967 Bob Dear/AP/Arquivo Diana Rigg e o ator Anthony Hopkins na estreia de 'Macbeth' no National Theatre, em Londres. Foto de setembro de 1972 Bob Dear/AP/Arquivo Nesta foto de arquivo de 10 de janeiro de 1969, George Lazenby é fotografado com a atriz Diana Rigg durante as filmagens de '007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade', em Schilthorn, perto de Muerren, na Suíça Bob Dear/AP/Arquivo Diana Rigg foi Tracy Draco em '007 a serviço secreto de sua majestade' (1969) Divulgação/MGM
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Recuperado da Covid-19, Diogo Nogueira grava vídeo e canta para fã que ficou 54 dias internado na UTI em SP com a mesma doença
Sambista mandou mensagem para Kleber Nascimento após o G1 contar a história de superação do motorista, que havia pedido para a equipe médica cantar a música 'Clareou' quando ele deixasse o hospital. Recuperado da Covid-19, Diogo Nogueira grava vídeo e canta para fã que teve a doença em SP Recuperado da Covid-19, o cantor carioca Diogo Nogueira gravou nesta semana um vídeo onde canta e manda uma mensagem para homenagear um fã paulistano que ficou 54 dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de São Paulo por causa da mesma doença. Em agosto, o G1 contou a história de superação do motorista de aplicativo Kleber do Nascimento, o Nano, que havia escolhido a música “Clareou”, do repertório do sambista, para comemorar a alta médica do Hospital Municipal do M’ Boi Mirim, na Zona Sul da capital paulista. Diogo e Nano nunca se viram na vida. Mas o ídolo, que também se recuperou dos sintomas do coronavírus na casa dele, no Rio de Janeiro, no final do mês passado, se emocionou ao ver os vídeos que mostram o fã em cadeiras de rodas, cantando com a equipe médica uma de suas músicas. Homenagem Sensibilizado, o artista retribuiu o carinho do motorista e pediu que sua assessoria de imprensa o encaminhasse à reportagem. “‘Chega de chorar, você já sofreu demais, agora chega. Chega de achar que tudo se acabou. Pode a dor uma noite durar, mas um novo dia sempre vai raiar. E quando menos esperar, clareou. Clareou…’”, canta Diogo na gravação. “Fala Kleber, tudo bem, querido? Vi sua história, meu irmão. E fico muito feliz que a música ‘Clareou’ te ajudou nesses 54 dias internado no hospital. E fico feliz que você está completamente recuperado e forte. Como diz a música, ‘mais um novo dia sempre vai raiar. E quando menos esperar, clareou’. Forte abraço, Kleber. Que Deus te abençoe”, diz o cantor de 39 anos. Diogo foi diagnosticado com o vírus no dia 31 de julho, quando revelou o resultado do exame em seu Instagram. Coincidentemente, nesse mesmo dia, Nano, de 45, deixava o hospital na capital paulista. Segundo familiares do motorista ouvidos nesta quinta-feira (10) pelo G1, ele continua se recuperando com dificuldades das sequelas que ficaram no seu corpo em razão do tempo internado por causa da Covid. Algumas delas são as escaras (feridas) e a dificuldade de caminhar. Sem poder trabalhar, Nano conta com a ajuda financeira de parentes, amigos e outras pessoas para realizar sessões de fisioterapia e comprar curativos. Fã de Diogo Nogueira se recupera de Covid com música do sambista após 54 dias em UTI de SP 'Clareou' Ao sair da unidade médica de cadeira de rodas, o motorista, e médicos e enfermeiros enfileirados com balões, cantaram “Clareou” de Diogo. A canção foi escolhida por Nano para celebrar e aplaudir a sua vitória contra a doença. Vídeos gravados pelos funcionários do hospital circularam nas redes sociais. Diogo Nogueira faz show gratuito na Praia dos Molhes, em Torres Divulgação/Marcos Hermes Tão logo soube que seu ídolo também tinha contraído o vírus, o fã gravou outro vídeo, ainda em agosto, desejando boa recuperação ao artista. “Fiquei sabendo que você está com Covid e eu espero que você tenha uma excelente recuperação”, fala o motorista na gravação. “Um abraço, fica com Deus, e uma boa recuperação”. A intenção de Nano era de que as imagens compartilhadas nas redes sociais chegassem até Diogo. E pelo visto, chegaram. Segundo a assessoria, o cantor apresentou os primeiros sintomas da Covid-19 em 29 de julho. Dois dias depois testou positivo para a doença. Mas em 23 de agosto já estava recuperado e gravou uma live musical pela internet. Nano ouve música 'Clarear', um dos hits do ídolo Diogo Nogueira, cantada por enfermeiros e médicos ao receber alta Divulgação/Arquivo pessoal Fã em coma Nano deu entrada no hospital em 8 de junho com a doença. O motorista ficou entubado por 22 dias, em coma induzido, porque tinha dificuldades para respirar devido à inflamação nos pulmões. “54 dias de internação, sendo 22 dias em coma induzido entre a vida e a morte, fazendo hemodiálise desde o terceiro dia de internação. Após 20 dias coloquei a traqueostomia”, disse o motorista em agosto ao G1. “Fiquei sem falar, me alimentando por sonda, enfim foram intercorrências e complicações”. Ao sair do coma, Nano passou a escutar e cantar a música “Clareou”, de Diogo, no hospital. Segundo o motorista, a canção lhe ajudou na recuperação. “Fiquei internado por Covid 54 dias e a sua música foi inspiradora para mim. A música ‘Clareou’. Essa música tem muita espiritualidade e é uma música que tocou o meu coração e veio com uma mensagem”, diz o fã sobre a canção do ídolo. Initial plugin text
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Leny Eversong, grande cantora esquecida pelo Brasil, é ignorada até no centenário de nascimento
♪ MEMÓRIA – Coube ao pesquisador musical Rodrigo Faour lembrar em rede social nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2020, um fato que o Brasil que pareceu ter esquecido: Leny Eversong (1920 – 1984) existiu! Entusiasta de vozes potentes e grandiloquentes como a de Eversong, Faour é o produtor de três das quatro coletâneas editadas em CD, entre 2002 e 2012, com gravações da fase áurea dessa cantora paulista, nascida em Santos (SP) há exatos 100 anos. Sim, Leny Eversong veio ao mundo como Hilda Campos Soares da Silva em 10 de setembro de 1920 – e não em 1º de setembro, como consta erroneamente em sites sobre a artista. Ao morrer em 29 de abril de 1984, na cidade de São Paulo (SP), Leny já estava esquecida. Talvez porque tenha se afastado paulatinamente da carreira a partir do início dos anos 1970 por questões pessoais. Intérprete poliglota, Leny Eversong deu voz volumosa a repertório predominantemente cantado em inglês, mas que incluiu temas em espanhol, francês, italiano e, sim, português. Egressa das emissoras de rádio e dos cassinos, a cantora gravou discos regularmente ao longo das década de 1940 e 1950. Esta fase áurea da discografia é composta por singles de 78 rotações por minutos, editados entre 1942 e 1961. As quatro coletâneas da artista editadas em CD – A voz poderosa de Leny Eversong (2002), A grande Leny Eversong (esta produzida em 2004 por Leon Barg, do selo curitibano Revivendo), Grandes vozes (série de compilações lançadas 2007) e Super divas (série de 2012) – oferecem ótimas amostras da potência vocal da cantora. Pela fluência com que cantava em inglês, sem qualquer sotaque que poderia ter evocado a origem brasileira, Leny cumpriu bem-sucedidas temporadas nos Estados Unidos, na Europa e em vários países da América Latina. No Brasil, o estilo peculiar de interpretação de Leny Eversong – eternizado em gravações com proeminentes arranjos orquestrais – expunha a técnica à frente da emoção e fazia com que a cantora soasse estrangeira no próprio país, mais receptivo para vozes sentimentais. O que fez com que Leny jamais tivesse obtido a coroação popular das rainhas da era do rádio, mesmo tendo gravado numerosos sambas e sambas-canção em discografia que inclui álbuns como A voz de Leny Eversong (1956), Leny Eversong na América do Norte (1957), Leny em foco (1957) e Ritmo alucinante (1958). Embora associada a um tempo específico da música, os anos 1940 e 1950, a voz farta de Leny Eversong esbanjava afinação que, por si só, garante à cantora um lugar singular na história da música brasileira – o que torna ainda mais injusto o esquecimento do centenário de nascimento da artista pelo Brasil.
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Músicas para descobrir em casa – ‘Coração americano’ (Raimundo Fagner e Antonio Marcos, 1975) com Vanusa
Capa de 'Amigos novos e antigos', álbum de 1975 em que Vanusa apresentou 'Coração americano' Pintura de Tebaldo ♪ MÚSICAS PARA DESCOBRIR EM CASA – Coração americano (Raimundo Fagner e Antonio Marcos, 1975) com Vanusa ♪ Interessante composição apresentada por Vanusa no álbum Amigos novos e antigos, disco de 1975 em que a cantora paulista buscou aproximação com o universo da MPB, Coração americano se insere de forma crítica em contexto político que promoveu conexões entre países da América Latina. A década de 1970 gerou links entre cantores e compositores da América Latina, irmanados na resistência aos sistemas ditatoriais que tentaram calar vozes alinhadas com a luta pelas liberdades civis em países como Brasil e Chile. No Brasil, Milton Nascimento liderou informalmente na área musical esse movimento de integração latina que, a rigor, nunca foi abraçado de fato pelo povo brasileiro. O motor de Coração americano é justamente a incapacidade do brasileiro de concretizar a integração com os hermanos latinos. Primeira e única improvável parceria entre o cearense Raimundo Fagner e o paulistano Antonio Marcos (8 de novembro de 1945 – 5 de abril de 1992), Coração americano bateu nessa frequência na pulsação do canto expansivo de Vanusa Santos Flores, cantora nascida em 22 de setembro de 1947. Casado com Vanusa na época, em união oficializada em 1972, Antonio Marcos fez Coração americano com Fagner para Amigos novos e antigos, álbum que se tornaria o melhor disco de Vanusa, cantora mais identificada com a canção popular do que com a MPB. O álbum de 1975 foi gravado com produção musical de Moracy do Val e Lincoln Olivetti (1954 – 2015). Um dos quatro arranjadores arregimentados para dar forma ao disco Amigos novos e antigos, o músico Sérgio Sá (1953 – 2017) ficou responsável pela orquestração da faixa Coração americano. O destaque do arranjo é a levada final que evoca o universo da música andina em sintonia com a letra inusitada que narra o anseio de carioca de se integrar à América do Sul sem de fato extrapolar as fronteiras da ensolarada cidade do Rio de Janeiro (RJ). O coração americano do eu-lírico da canção é “pacífico demais”, como diz verso da letra que alterna sentimentos de revolta e resignação diante da inércia desse eu-lírico conformista. Na gravação original de Coração americano, o bandoneon – manuseado por músico identificado como Cáceres na ficha técnica do LP original de 1975 – é o toque mais explicito de latinidade do arranjo que inclui os sopros das flautas de Carlos Alberto e Demétrio. A faixa traz também o violão de Mário Campanha (compositor, então parceiro frequente de Vanusa), os teclados do arranjador Sérgio Sá, a tumba de Rubão, o baixo de Willie Verdaguer e a bateria de Norival. Exemplo da força do canto de Vanusa, Coração americano bateu novamente na voz da cantora em registro audiovisual de show feito para a TV e perpetuado no DVD Cantares, editado em 2008, três anos após Aretha Marcos – fruto da união de Vanusa com Antonio Marcos – ter incluído Coração americano no roteiro do show apresentado em 2005 pela artista com o repertório do pai e eternizado em DVD editado em 2006. Essa gravação conta com a voz de Fagner e o toque do músico Caçulinha. Curiosamente, os compositores da música, Fagner e Antonio Marcos, nunca registraram a música oficialmente nas respectivas discografias, mas a cantaram juntos em show feito por Fagner nos anos 1980 com a participação de Antonio Marcos. O vídeo desse número pode ser visto no YouTube. Decorridos 45 anos da gravação original de Vanusa, Coração americano ainda bate forte. ♪ Ficha técnica da Música para descobrir em casa 19 : Título: Coração americano Compositores: Raimundo Fagner e Antonio Marcos Intérprete original: Vanusa Álbum da gravação original: Amigos novos e antigos Ano da gravação original: 1975 Regravações que merecem menções: a de Aretha Marcos com Fagner e Caçulinha no DVD Aretha Marcos ao vivo – Homenagem aos 60 anos de Antonio Marcos (2006) e a da própria Vanusa no DVD Cantares (2008). ♪ Eis a letra de Coração americano : “Meu coração vadio Dantes nunca navegado No Atlântico ancorado É pacífico demais. Num dia americano Como estouro de boiada O meu coração de nada Quis América do Sul Que leviano! O meu peito americano Quiere hablar o castellano Ser daqui e ser de lá. Mas de repente Alguém toca o telefone Ouço a voz, gosto do nome Deixo tudo e vou pro mar O Rio é de Janeiro Fevereiro e carnaval Com o Cristo ao natural Que é pacífico demais Então mais um cigarro No meu carro em Ipanema Vejo a moça do poema Eu mais eu e nada mais Que desatino! A viola abandonada Minha mão tão asfaltada Não consegue violar E um sonho novo De passar as cordilheiras Vai virar velhas olheiras Se acordado eu esperar E um sonho novo De passar as cordilheiras Vai virar velhas olheiras Se acordado eu esperar”
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Lives de hoje: Humberto Gessinger, Maiara & Maraisa e mais shows para ver em casa
Marcos e Belutti, Felipe Cordeiro e Teresa Cristina também estão na programação de shows on-line desta sexta-feira (11). Humberto Gessinger, Maiara & Maraisa e Marcos & Belutti fazem live nesta sexta-feira (11) Daryan Dornelles-Divulgação/ Fábio Rocha-Globo/ Raquel Cunha-Globo Humberto Gessinger, Maiara & Maraisa e Marcos & Belutti estão entre os artistas que fazem live nesta sexta-feira (11). Veja a lista completa com horários das lives de hoje abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Sexta (11) Tetine – 13h30 – Link Felipe Cordeiro – 19h – Link Humberto Gessinger – 20h – Link Maiara e Maraisa – 20h – Link Marcos e Belutti – 21h45 – Link Teresa Cristina – 22h – Link Semana Pop mostra os momentos em lives que saíram do controle
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‘Marvel’s Avengers’ desvia de desastre anunciado e se salva por muito pouco; G1 jogou
Game online protagonizado pelos Vingadores tem muitos problemas e defeitos, mas acerta com história focada na jovem e carismática Miss Marvel. Como um jogo desacreditado, com um período de testes desastroso e um lançamento cheio de problemas consegue se salvar do completo fracasso? "Marvel's Avengers" parece ter a resposta. O game multiplayer online estrelado pelos Vingadores saiu no dia 4 para Xbox One, PlayStation 4, Stadia e computadores sob olhares desconfiados. Mas mantém, pelo menos por enquanto, o mínimo de esperança de conseguir vingar – com o perdão do trocadilho – graças a uma história focada em sua protagonista inesperada e em um sistema de combate empolgante. Mesmo assim, o enorme carisma da jovem Kamala Khan, a Miss Marvel atual dos gibis, precisa superar defeitos básicos e inacreditáveis para uma produção deste tamanho, e outros desafios que podem ser insustentáveis a longo prazo. Trailer de 'Marvel's Avengers' Quem salva os Vingadores? Apesar de pertencer a um gênero mais parecido com o da série "Destiny", com grande foco em missões para diversos jogadores online, o RPG de ação de "Marvel's Avengers" consegue um de seus maiores trunfos em seu modo campanha. Na história, os Vingadores se separam após serem acusados como culpados por um evento cataclísmico que tirou a vida do Capitão América e destruiu uma cidade inteira. Em sua ausência, a tirânica organização tecnológica AIM ganhou poderes de fiscalização sobre todos aqueles que têm poderes. Vingadores enfrentam a AIM em 'Marvel's Avengers' Divulgação O jogador assume então o controle da jovem Kamala, enquanto ela tenta reunir a equipe e descobre suas próprias habilidades. Com o tempo, é possível assumir também os papéis de Hulk, Viúva Negra, Thor e do próprio Capitão. Depois da história finalizada, a ideia é que a comunidade continue a reunir a equipe em missões multiplayer, em busca de mais pontos de experiência e equipamentos melhores, com novos heróis e fragmentos de história lançados esporadicamente. Os heróis se reúnem em 'Marvel's Avengers' Divulgação Entre 'Anthem' e 'Destiny' Com a premissa estabelecida, é preciso falar dos inúmeros problemas que acompanham o jogo. Depois de inúmeras críticas ao período de testes beta, a desenvolvedora Crystal Dynamics, responsável pela série "Tomb Raider" conseguiu acertar alguns detalhes. Esta é a boa notícia. A ruim é que "Avengers" continua repleto de defeitos inacreditáveis e até um tanto amadores. Há legendas que não representam o que está acontecendo e personagens que atravessam o chão ou inimigos que não atacam, é impressionante que um jogo anunciado em 2017 e com tamanha projeção ainda tenha falhas assim. Kamala Khan reúne os Vingadores em 'Marvel's Avengers' Divulgação Se isso não fosse o bastante, os tutoriais que aparecem depois das primeiras batalhas não fazem muito sentido, o sistema de evolução e de itens é mal explicado e os "quick time events" (aqueles momentos em que é necessário apertar o botão específico indicado para realizar uma ação) são tão escassos e bobos que parecem uma ideia abandonada no meio do caminho, tão esquecida que o que restou foram apenas os esqueletos do que poderia ter sido. O fã mais otimista do gênero pode lembrar com esperança que "Destiny" também não teve lá o melhor dos lançamentos em 2014 – mas "Avengers" está longe da qualidade inicial da série. Como contraponto, também é importante ter em mente o fantasma de "Anthem", que no começo de 2019 estreou de forma tão apoteoticamente péssima que morreu com o tempo, de certa forma abandonado pela EA. O jogo da Crystal até tem mais defeitos que sua contraparte robótica, mas fica entre os dois games – mais próximo ao segundo, é verdade – graças à força da marca dos heróis e do carisma de Kamala. Alguém ajude a Miss Marvel a segurar essa barra que é carregar 'Marvel's Avengers' nas costas Divulgação Kamala 2020 A jovem Miss Marvel é com certeza o grande destaque de "Avengers". Mais do que traduzir o deslumbramento do jogador através de seus olhos, o que a torna o fio condutor perfeito para a campanha, a heroína é também uma das melhores de controlar em ação. Os combates, aliás, também merecem elogios. Tirando defeitos técnicos, as lutas baseadas em ataques leves e pesados, especiais pulos e até voo são complexas e desafiadoras o suficiente para manterem os jogadores engajados. Mais que isso, se manifestam de formas bem diferentes em cada um dos heróis. Assim, não só é possível encontrar aquele que melhor se encaixe à sua forma de jogar, também faz com que as futuras adições prometidas ao elenco – o Homem-Formiga é a primeira dela – tenham valor. No fim, nada disso vai importar muito se a desenvolvedora não der atenção também às missões pós-campanha, principais responsáveis pela vida útil do jogo. Por enquanto, elas são repetitivas demais para valerem o esforço – que inclui sempre, é preciso ressaltar, a superação dos defeitos técnicos. Mas se a Crystal mostrar um pouco da perseverança de sua protagonista, ainda há esperança para os Vingadores – além de muito, mas muito trabalho pela frente.
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MC Ingryd fica na ‘geladeira’ após hit do Carnaval e pensa em trocar música por gastronomia
Cantora de 'Vem me satisfazer' reclama da falta de lançamentos. Pandemia interferiu, mas novos clipes vão sair, diz Kondzilla. G1 mostra histórias de artistas que nasceram nos anos 2000. MC Ingryd teve um dos maiores hits do carnaval 2020, mas chega ao segundo semestre ansiosa e pensando que a carreira na música pode não continuar. A cantora de 19 anos explodiu com "Vem Me Satisfazer", assinou com a produtora Kondzilla em dezembro, mas reclama que não lança músicas desde maio. "Essas pessoas, essas gravadoras se interessam muito nos artistas que já estão estourados e têm interesse no royalty da música, não no artista", afirma Ingryd ao G1. "Se tivesse interesse no artista, pelo menos no meu caso, se tivessem interesse em mim, eu estaria trabalhando no momento, mas eu não estou." Ouça acima trechos da entrevista no podcast. Conheça 5 artistas brasileiros nascidos nos anos 2000 Nesta semana, o G1 mostra bastidores e carreira de artistas nascidos nos anos 2000: do funk de Don Juan e Ingryd à MPB de Agnes Nunes, passando pelo sertanejo (Julia e Rafaela) e pelo pop (Carol e Vitória). "Eu estou na Kondzilla desde dezembro do ano passado e até hoje eu não tive um planejamento de carreira, que é o mínimo que uma gravadora oferece para um artista", reclama. Ingryd diz que está "congelada" e que tem um EP e oito músicas prontas para serem lançadas. Entre a entrevista e a publicação dessa reportagem, houve uma reunião da cantora e da gravadora e eles definiram que clipes serão gravados em setembro. "A KondZilla Recods já esta programando os próximos lançamentos da cantora, incluindo a gravação de novos clipes", afirmou a empresa quando questionada pelo G1 sobre os próximos lançamentos de Ingryd. A pandemia também foi usada como argumento para o tempo sem músicas novas. "Não poderíamos gravar quando começou a pandemia e hoje tomando todos os cuidados conseguimos na medida do possível", explica a gravadora paulista. Mc Ingryd fala sobre sonhos e artistas preferidos na música Arte G1 Sucesso na 1ª música "Vem Me Satisfazer" é o primeiro funk que MC Ingryd escreveu na vida e já tem mais de 100 milhões de visualizações, somados o clipe que fez com o produtor Henrique da VK e o remix de brega-funk, primeiro clipe lançado pela Kondzilla. Além das versões originais, a música tem mais de 50 remixes não-autorizados, segundo a cantora carioca. Ela diz que já faturou cerca de R$ 100 mil com o hit. Ingryd conta que "na emoção" assinou um contrato de 10 anos sem ler e aconselha outros jovens artistas: "O maior erro do artista como eu assim, novo, que entra no mundo da música, é assinar o contrato sem ler. Gente, tem que ler o contrato, porque as vezes ali tá escrito que você deve sua vida e você não sabe". "Muitos artistas, que chegaram agora no mesmo tempo que eu, caíram nessa enrascada de assinar com gravadora que só quer usar, usufruir da música que já tem estourada, não quer saber se tem um planejamento pra você. Ele só quer saber do dinheiro daquela música ali e ponto final." MC Ingryd Reprodução/Instagram/MC Ingryd Quando questionada se consegue ter voz, opinar nas decisões da carreira como outras artistas 2000 ouvidos pelo G1, Ingryd continua o desabafo: "A minha carreira, eu sinto que não é minha. Se eu pudesse tomar as decisões, eu já estava lançando música, eu estava fazendo clipe, mas não depende só de mim sabe?". Pensando em desistir O cenário confuso na gravadora e a pandemia do novo coronavírus afetaram o psicológico de Ingryd, tanto que ela está pensando em desistir da carreira na música. "Com tudo isso que vem acontecendo até hoje comigo, a única vontade que eu tenho é desistir. Eu só não desisto porque eu sei que tem gente que gosta do meu trabalho, que eu tenho fãs que realmente gostam de mim", afirma. "Vou falar para você que se alguém chegasse hoje e falasse assim: Ingryd, vamos ali fazer uma faculdade de gastronomia e abrir um restaurante bolado, eu ia", continua. Antes do hit, Ingryd era confeiteira, mas não pensa em voltar para o mercado de bolos neste momento. Depois da reunião, a cantora começou a falar nas redes sociais sobre as novidades que vem por aí e parece mais animada com a carreira. Sem apoio da família Mc Ingryd posa com o namorado Reprodução/Instagram da cantora Ingryd aprendeu a cantar na igreja, mas diz que após começar a cantar rap com amigos na Villa Kennedy e depois foi para o funk nunca teve apoio da família. Mc Ingryd emplaca funk 'Vem me satisfazer' aos 19 anos, após aprender a cantar na igreja "Lá na família da minha avó eles nunca aceitaram. Vou dar um exemplo, às vezes eu estava indo pro estúdio fazer música com esses meus amigos e eles falavam que eu estava fazer alguma coisa que não devia", explica. "Já tive depressão por conta da rejeição da família e acho que isso atrapalha muito na vida de qualquer pessoa. Você tá indo ali correr atrás do teu sonho, ai a tua família está falando que tu está indo sei lá fumar maconha, se prostituir eram coisas desse tipo que eu ouvia". Ingryd diz que tem um temperamento forte e que não se dava muito bem com a família: "Até hoje é difícil de conviver com as pessoas com esse jeito meu, sou muito impulsiva. Tudo tem que ser na minha hora, vamos dizer mimada. É um defeito meu que eu não gosto". Hoje ela mora com o noivo, o cara para quem escreveu "Vem Me Satisfazer", na Villa Kennedy no Rio. Ela está reformando uma casa para viver com o futuro marido. Para escrever, ela diz que escuta músicas e beats, cria em cima e depois manda para o produtor montar a base nova e finalizar. Nessas horas de pesquisa, ela conta que ouve muito Alcione, Ludmilla e a colombina Karol G.
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Will Smith mostra fotos de reunião especial com elenco de ‘Um Maluco no Pedaço’
Encontro acontece 30 anos após a estreia da série, que vai ganhar versão dramática produzida pelo ator. Will Smith mostra fotos de reunião especial com elenco de 'Um Maluco no Pedaço' Reprodução/Instagram Will Smith usou as redes sociais para compartilhar com os fãs o encontro do elenco de "Um Maluco no Pedaço". A reunião especial com os atores aconteceu nesta quinta-feira (10), 30 anos após a estreia da série. "Hoje faz exatamente 30 anos desde a estreia de 'Um Maluco no Pedaço'. Então nós estamos fazendo algo para todos vocês… uma verdadeira reunião de família dos Banks está chegando." O ator ainda fez uma homenagem a James Avery. O ator, que interpretava o tio Phill na série, morreu em 2014 aos 65 anos. "Descanse em paz, James", escreveu Smith. Initial plugin text O DJ Jazzy Jeff também compartilhou algumas imagens do encontro em suas redes sociais. "É absolutamente incrível fazer parte de algo tão especial. Foi tão bom ver minha família da TV e compartilhar tantas lembranças boas." A série "Um maluco no pedaço" ganhará em breve uma versão dramática produzida por Will Smith. Em vídeo um publicado em seu canal no YouTube, o ator afirmou que o projeto terá ao menos duas temporadas. "Um Maluco no Pedaço" foi exibido nos EUA por seis temporadas, entre 1990 e 1996, tornando-se um sucesso global. No Brasil, foi exibido pelo SBT a partir do ano 2000. O clássico revelou os talentos cômicos e de atuação de Smith, um jovem rapper que viria a se tornar um dos maiores astros do cinema de Hollywood. Initial plugin text Will Smith contracena com clone de 23 anos em novo filme
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Adriana Calcanhotto volta para ‘Margem’ após apresentar ‘Um show só’
Artista lança em novembro o registro audiovisual do espetáculo que encerrou trilogia marinha e que teve a participação de Rubel na gravação feita no Rio de Janeiro. ♪ Após lançar o álbum Só em 29 maio e estrear (e encerrar) a turnê de Um show só em 5 de setembro, Adriana Calcanhotto volta para Margem. Show que estreou em agosto de 2019, encerrando a trilogia marinha da artista, Margem já teve encerrada em fevereiro – em tese – a turnê pelo Brasil, mas ainda há apresentações previstas para serem feitas em Portugal assim que a pandemia permitir. Só que o público do Brasil poderá ver Margem através da gravação ao vivo do show, programada para ser lançada em novembro, em edição digital e nos formatos de CD e DVD. Intitulado Margem, finda a viagem, o registro audiovisual do show foi feito em 14 de dezembro em apresentação na Grande Sala da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), com a participação de Rubel na música então inédita Você me pergunta. Rubel e Adriana Calcanhotto na gravação do show 'Margem', feita em 14 de dezembro Sillas H / Divulgação Música ausente do roteiro original de Margem, Você me pergunta é composição de Rubel – feita no molde do cancioneiro de Calcanhotto – já lançada em single, em fevereiro, com a gravação de estúdio pelos artistas com produção musical de Kassin. Até por isso, o primeiro single extraído da gravação ao vivo do show Margem, finda a viagem será Futuros amantes, música de Chico Buarque que se impôs como uma das (muitas) obras-primas do compositor assim que foi lançada no álbum Paratodos (1993). Embora tenha sido a surpresa do roteiro do show Margem, a canção Futuros amantes já tinha sido gravada por Calcanhotto em álbum de Eugénia Melo Castro, Desconstrução (2004), dedicado pela cantora portuguesa à obra de Chico. No dueto de Eugénia e Calcanhotto, Futuros amantes foi acoplada em medley com a canção Bem querer (Chico Buarque, 1975). Com um segundo single já previsto para 23 de outubro, Mentiras (Adriana Calcanhotto, 1992) em dueto com Rubel, o álbum e CD / DVD Margem, finda a viagem chegam ao mercado fonográfico na sequência da edição, em agosto, do álbum Só em LP.
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Vendas de vinil superam as de CDs pela primeira vez desde 1980 nos EUA
Segundo relatório da indústria do setor, fãs da música gastaram cerca de US$ 232 milhões com os discos. Número é quase o dobro do valor gasto em CDs. Vendas de vinil superam as de CDs pela primeira vez desde 1980 nos EUA KAMIL KRZACZYNSKI / AFP Os discos de vinil estão vendendo mais do que os CDs nos Estados Unidos pela primeira vez em 30 anos, é o que diz um relatório da indústria do setor divulgado nesta quinta-feira (10). Os fãs de música gastaram cerca de US$ 232,1 milhões (cerca de R$ 1,23 bilhão) em discos no primeiro semestre de 2020, segundo a Recording Industry Association of America, ultrapassando os US$ 129,9 milhões (R$ 691 milhões) gastos em CDs. As vendas de vinil contribuíram com 62% das receitas totais de mídia musical física – que caíram 23% ano após ano, uma queda que a RIAA atribuiu ao fechamento de casas de shows e lojas de música devido a pandemia do coronavírus. Entretanto, os números do vinil marcaram um ponto de virada pela moda retrô, cujo o ressurgimento foi alimentado durante anos por colecionadores e apaixonados nostálgicos pelos lados A e B. Os registros físicos continuam sendo um nicho: a RIAA disse que o streaming foi responsável por 85% da receita nos primeiros seis meses de 2020, nos quais a maioria dos americanos passaram confinados em casa como medida do combate a pandemia de covid-19. A receita por streaming de música aumentou 12%, para US$ 4,8 bilhões no primeiro semestre de 2020, disse a RIAA, embora os serviços por assinatura sejam pagos, os usuários estão cada vez mais dispostos a utilizarem esse serviço. O número de assinaturas pagas em serviços como Spotify, Apple Music e Amazon subiu para 72 milhões, um aumento de 24% em comparação com a média dos primeiros 6 meses de 2019.
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