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Lives de hoje: Michel Teló, Léo Santana, Jerry Smith com Márcia Fellipe e outros shows

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

Domingo (21) também tem grupo Bom Gosto, Henrique e Diego, Planta e Raiz, Teresa Cristina, Pisadinha de Luxo, Vitor Fernandes, Edy & Nathan, Banda Torpedo e outros; veja lista. Jerry Smith com Márcia Fellipe, Léo Santana e Michel Teló fazem lives neste domingo Divulgação Michel Teló, Léo Santana e Jerry Smith com Márcia Fellipe estão entre os artistas com lives programadas para este domingo (21). Também se apresentam Bom Gosto, Henrique e Diego, Planta e Raiz, Teresa Cristina, Pisadinha de Luxo, Vitor Fernandes, Edy & Nathan, Banda Torpedo e outros. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Festival 360 Copo Sujo com Jorge e Mateus, João Bosco e Vinicius, João Neto e Frederico e Humberto e Ronaldo – 13h – Link Bom Gosto – 13h – Link Arraiá do Teló – 13h30 – Link Guilherme e Santiago – 14h – Link Pisadinha de Luxo, Vitor Fernandes, Edy & Nathan (São João de Todos) – 15h – Link Léo Santana – Baile da Santinha – 15h – Link SOS Rainforest com Maria Gadú, Caetano Veloso, Sting e outros – 16h – Link Márcia Fellipe e Jerry Smith – 17h – Link Henrique e Diego – 17h – Link Planta e Raiz – 17h – Link Make U Sweat – 18h – Link Banda Torpedo – 19h – Link Vanessa Moreno (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Teresa Cristina – 22h – Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro

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Discos para descobrir em casa – ‘Um som’, Arnaldo Antunes, 1998

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Um som', de Arnaldo Antunes Bob Wolfenson com arte de Barrão e Fernanda Villa-Lobos ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Um som, Arnaldo Antunes, 1998 ♪ Primeiro integrante da formação clássica do grupo Titãs a deixar a banda, em saída negociada de forma amistosa em 1992, Arnaldo Antunes assinou contrato com a gravadora BMG na sequência e iniciou carreira solo com álbum, Nome (1993), lançado no ano seguinte com alta dose de experimentação com a poesia concreta. Dono de obra que sempre conectou a música com outras formas de expressão artística, sobretudo a poesia e as artes plásticas, o cantor, compositor e músico Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho – paulistano nascido em 2 de setembro de 1960 – foi depurando o som e burilando a palavra a partir dos dois álbuns seguintes, Ninguém (1995) e O silêncio (1996). Contudo, foi somente a partir do quarto álbum solo do cantor, Um som, produzido por Chico Neves e lançado em 1998, que a discografia individual do artista começou a atingir ponto de equilíbrio, sem abrir mão da inventividade no manuseio da palavra – e, nessa seara poética, a obra dos Titãs perdeu muito com a saída do compositor poeta em 1992 – mas tampouco sem menosprezar o fato de que uma música, por mais inovadora que seja, precisa fluir bem (mesmo fora do padronizado molde pop do mercado) para que a experiência sonora seja minimamente agradável aos ouvidos. “Eu te dou / O que você quer de mim / … / Eu descomplico / Eu correspondo às expectativas”, situou o artista na letra do rock Na ativa, uma das três músicas do álbum Um som assinadas somente por Arnaldo Antunes. Composição de vibe roqueira que abriu o álbum Um som, Música para ouvir – parceria de Arnaldo com Edgard Scandurra, companheiro de geração pop – pareceu sintetizar o conceito mais digerível (mas nunca banal) deste disco gravado pelo artista com banda-base formada por Edgard Scandurra (guitarra), Paulo Tatit (baixo), Pedro Ito (bateria e percussão) e Zaba Moreau (teclados), além do produtor musical Chico Neves nas programações. Músicos então emergentes da cena musical carioca, mas ainda pouco badalados, também foram arregimentados por Arnaldo Antunes e Chico Neves. Foi o caso de Moreno Veloso, que percutiu prato e faca com discrição no baioque Quase tudo, arretada parceria de Arnaldo com Péricles Cavalcanti que deslocou o álbum Um som para o universo musical nordestino, com direito ao toque do acordeom de Toninho Ferragutti. Foi também o caso de Pedro Sá, que tocou guitarra e violão em As árvores e Dinheiro, duas composições do ex-titã com Jorge Ben Jor que ampliaram parceria apresentada nove anos antes com a gravação do funk Cabelo (1989). E por falar em funk, Arnaldo Antunes nunca se mostrou óbvio nas incursões por repertório alheios. Basta lembrar a releitura heavy de Judiaria (Lupicínio Rodrigues, 1971) do álbum Ninguém (1995). Em Um som, o cantor deu voz a uma música do lendário soulman Cassiano, Cinzas (1973), com um toque de samba e outro de rock, sem reeditar o brilho da abordagem feita por Sandra de Sá há então oito anos no álbum Sandra! (1990). Entre tantos sentimentos, o vazio existencial de Socorro – parceria de Arnaldo com Alice Ruiz lançada em 1994 na voz de Cássia Eller (1962 – 2001) – serviu bem ao repertório do álbum Um som. “Pra que é que quero quem chora / Se estou tão bem assim / E o vazio que cai lá fora / Cai macio dentro de mim?”, (se) questionou Arnaldo em versos de Além alma, música feita a partir de poema de Paulo Leminski (1944 – 1989) e gravada com o toque árido da viola de Fábio Tagliaferri. A viola de Tagliaferri também se revelou importante para evidenciar o brilho de O sol, poética canção da parceria de Arnaldo Antunes com Scandurra. Composição assinada somente por Arnaldo, Engrenagem mostrou que a poesia salta aos ouvidos na construção da música desse artista multimídia, mesmo quando essa poesia vem envolvida em aura roqueira, como na gravação de Se no meio do que você tá fazendo você para. Essa parceria de Arnaldo com o então titã Nando Reis – que sairia da banda em 2002, sem o tom conciliador que amenizara há dez anos a debandada de Arnaldo – foi entrecortada na gravação do álbum Um som com o toque incisivo da guitarra de Edgard Scandurra, sobressalente no arranjo. Com Scandurra, o artista assinou Decida, rock de aura punk que evocou os primórdios dos parceiros nas respectivas bandas paulistanas que integraram nos anos 1980, ainda que Titãs e Ira! sejam grupos formados fora do universo punk da cidade. Da parceria com o amigo Paulo Miklos, então na banda Titãs (da qual sairia somente em 2016), Arnaldo gravou Fim do dia em Um som. Doce do mar, parceria com Carlinhos Brown, mostrou o cantor e compositor imerso em onda mais cool, íntima, levantando maré que subiria ainda mais nos álbuns lançados por Arnaldo Antunes a partir dos anos 2000, década de discos como Saiba (2004) e Qualquer (2006). Álbum longo, de 17 faixas formatadas entre abril e junho de 1998 em estúdios do Rio de Janeiro e São Paulo, Um som revelou a visão do autor de Volte para o seu lar (2001), música de Arnaldo que Marisa Monte apresentara dez anos antes no álbum Mais (1991) com pegada similar à da regravação funkeada de Arnaldo, mas em tom mais radiante. Em outra amostra do faro para garimpar repertório alheio, o artista verteu para o português do reggae Stop the crime (1984), sucesso autoral do cantor e compositor jamaicano Junior Murvin (1946 – 2013). Versão reverente, Pare o crime foi apresentada no disco com a marcação da bateria de João Barone, entusiasta do reggae. Com a voz da cantora turca Saadet Türköz (também ouvida na já mencionada faixa Além alma) e o toque do berimbau de Marcos Suzano, a música-título Um som (de Arnaldo com Paulo Tatit) reverberou a poesia do artista multimídia no arremate de álbum que preparou o clima para voos mais altos como o do álbum seguinte Paradeiro (2001). Ao formar o trio Tribalistas com os parceiros amigos Carlinhos Brown e Marisa Monte, em 2002, Arnaldo Antunes ganharia mais público e visibilidade. Curiosamente, essa amplitude jamais se refletiu na carreira solo. Alternando álbuns vigorosos como Iê iê iê (2009) e eventuais discos anêmicos como Já é (2015), o poeta do rock – já a caminho dos 60 anos – se manteve na ativa, fiel a si próprio e com um público também fiel, como provaram os recentes álbuns RSTUVXZ (2018) e O real resiste (2020). E, nessa trajetória coerente, o álbum Um som teve atuação decisiva por apontar caminho calcado no ponto de equilíbrio entre a experimentação e a expectativa. Como traduziu a imagem da capa do disco, criada por Barrão e Fernanda Villa-Lobos a partir de foto de Bob Wolfenson, Arnaldo Antunes queria ouvir e ser ouvido com Um som. Queria, em síntese, fazer música para ouvir.

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Fernanda Takai volta a transitar pela canção popular ao reviver hit de Paulo Sérgio há 50 anos

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

A regravação de 'Não creio em mais nada' está no quarto álbum solo de estúdio da cantora, 'Será que você vai acreditar?', programado para julho. ♪ Morto há 40 anos, o cantor e compositor capixaba Paulo Sérgio (1944 – 1980) deixou discografia cultuada por legiões de seguidores que prezam a memória deste artista associado ao cancioneiro rotulado como cafona pelas elites culturais do universo pop brasileiro. Alheios a esses rótulos, esses fãs fiéis sabem que, em 1970, Paulo Sérgio deu voz a uma canção desesperançada de autoria de compositor identificado somente como Totó. A canção Não creio em mais nada foi apresentada como a terceira das 12 faixas do quarto álbum do cantor, Paulo Sérgio volume 4. Revivida pela cantora Letrux no roteiro do show Letrux em noite de climão (2017 / 2019), Não creio em mais nada ganha registro fonográfico de Fernanda Takai 50 anos após a gravação original de Paulo Sérgio no LP de 1970. Revelada na sexta-feira, 19 de junho, a regravação de Não creio em mais nada por Takai é o terceiro single do quarto álbum solo de estúdio da vocalista do grupo Pato Fu, Será que você vai acreditar?, produzido por John Ulhoa e programado para ser lançado em julho pela gravadora Deck. Capa do single 'Não creio em mais nada', de Fernanda Takai Divulgação Os dois singles anteriores do álbum, Terra plana (John Ulhoa) e Não esqueça (Nico Nicolaiewsky), soaram (bem) mais sedutores e surpreendentes do que a abordagem de Não creio em mais nada por Takai. Ainda assim, a regravação de Não creio em mais nada reitera a habilidade de Fernanda Takai para incursionar por cancioneiro de cepa mais popular com certo frescor, sem inventar moda para descaracterizar as melodias, mas tampouco com subserviência à estética original desse repertório. Cabe lembrar que, em discos anteriores, próprios ou alheios, a cantora já deu voz a músicas como Mon amour, meu bem, ma femme (Cleide, 1972), Você já me esqueceu (Fred Jorge, 1972), Como dizia o mestre (Benito Di Paula, 1975) e Fui eu (José Augusto, 1988). Já pronto, o álbum Será que você vai acreditar? foi gravado por Fernanda Takai no estúdio mantido pela cantora com o marido John Ulhoa na casa em que os artistas vivem em Belo Horizonte (MG).

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Iza se aclimata no universo musical de Gilberto Gil em live com o cantor

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

'Upa neguinho', sucesso de Elis Regina, foi a surpresa do roteiro calcado na obra plural do compositor baiano. Resenha de live Título: As canções de Gilberto Gil por Iza e Gil Artistas: Gilberto Gil e Iza Data: 20 de junho de 2020, das 20h às 21h Cotação solidária: * * * * * ♪ Com a naturalidade de quem nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Iza puxou o samba Aquele abraço, composto e lançado por Gilberto Gil no início de 1969, antes de partir para o exílio na Europa. Ao lado da cantora, protagonizando live feita em sítio situado em Araras (RJ), na região serrana do Rio de Janeiro, estava o próprio Gil, ao violão, e também no canto, além de um percussionista. Transmitida na noite de sábado, 20 de junho, a live beneficente As canções de Gilberto Gil por Iza e Gil já evidenciou no título a opção por centrar o roteiro no cancioneiro plural do compositor baiano. À vontade, mesmo atenuando a força da voz para se aclimatar no tom aconchegante da transmissão veiculada pelo canal de TV Multishow e por outras plataformas de vídeo, Iza entrou em sintonia com o universo rítmico da obra de Gil. Nesse tom mais acolhedor, na contramão da exuberância pop de álbuns como Dona de mim (2018), a cantora carioca evidenciou a ternura da canção Drão (1982) – número feito com solo vocal de Iza – e se beneficiou da intimidade com o reggae para harmonizar o canto com o de Gil em músicas como A novidade (1986), parceria do compositor com os integrantes do trio Paralamas do Sucesso. Gênero musical recorrente no roteiro, o reggae pautou a cadência de Three little birds (Bob Marley, 1977), Não chore mais (No woman, no cry) (Vincent Ford, 1974, em versão de Gilberto Gil, 1979) – número bilíngue em que Iza também cantou a letra em inglês do reggae vertido por Gil para o português nos anos 1970 – e Vamos fugir (Gilberto Gil e Liminha, 1984). Sucesso das festas juninas, Esperando na janela (Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeom, 2000) também marcou presença no roteiro com vivacidade que se contrapôs à interiorização com que Gil cantou Se eu quiser falar com Deus (1980) em feitio de oração. Músicas conhecidas como Andar com fé (1982), Esotérico (1976), Tempo rei (1984) e Palco (1981) contribuíram para que a live de uma hora de duração fluísse bem, com leveza, quase sempre na mesma temperatura. Única surpresa do roteiro, por ser música dissociada do repertório de Gil, Upa neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1965) simbolizou na live a lembrança da luta do povo negro pela conquista da liberdade e de efetiva igualdade social. Luta na qual Gilberto Gil e Iza estão engajados e irmanados, mesmo distanciados por gerações no universo pop brasileiro.

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Antonio Adolfo celebra obra de Milton Nascimento com o vocabulário do jazz brasileiro

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

Pianista se utiliza de ritmos como ijexá, guarânia e quadrilha ao recriar nove músicas do compositor no álbum 'BruMa'. ♪ Já imaginou dançar quadrilha em festa de São João ao som da música Fé cega, faca amolada (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974)? Já pensou em ouvir a canção Encontros e despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981) com um toque de guarânia típica da região centro-oeste do Brasil? Já cogitou dançar no passo baiano do afoxé ao ouvir Caxangá (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1977) em ritmo de ijexá? O pianista, compositor e arranjador carioca Antonio Adolfo arquitetou tudo isso e pôs em prática essas ousadias estilísticas ao abordar o cancioneiro de Milton Nascimento no álbum BruMa. Programado para chegar ao mercado brasileiro a partir de segunda-feira, 22 de junho, o disco BruMa (mist) Celebrating Milton Nascimento reapresenta a obra do compositor sob o prisma jazzístico de Adolfo. Editado em escala mundial pelo selo do pianista, AAM Music, com distribuição nacional via Rob Digital, o disco em tributo a obra de Milton é projeto antigo de Adolfo, que sempre detectou nas sólidas e singulares harmonias da música do compositor uma ponte para recriações. “As composições de Milton quebraram padrões harmônicos e rítmicos, com o modalismo delas, de maneira espontânea e intuitiva. O que fiz foi adicionar a esse repertório meu vocabulário de jazz brasileiro. Após trabalhar em trinta músicas, para escolher nove, concluí que Milton é o compositor mais moderno e profundo do Brasil. Não por acaso, tantos grandes músicos se apaixonam por sua música”, ressalta Antonio Adolfo. Adolfo é um desses apaixonados admiradores de músicas como Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972), canção transportada no álbum BruMa para o porto da bossa nova. Já Nada será como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1971) virou o que o pianista caracteriza como “shuffle jazzístico”. Cabe lembrar que o jazz sempre esteve entranhado no cancioneiro de Milton Nascimento desde os anos 1960, a ponto de o segundo álbum solo do cantor, Courage (1968), já ter sido feito para os Estados Unidos. Em 1974, essa veia jazzística ficou mais aflorada no álbum Native dancer, dividido por Milton com o saxofonista norte-americano Wayne Shorter, e foi sendo cada vez mais evidenciada na obra solo do artista a partir do álbum Encontros e despedidas (1985). Capa do álbum 'BruMa (mist) Celebrating Milton Nascimento', de Antonio Adolfo Divulgação / AAM Music Foi nessa vasta obra que Adolfo mergulhou durante seis meses para selecionar o repertório do álbum BruMa. Três Pontas (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1967), Outubro (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967), Canção do sal (Milton Nascimento, 1965) – lançada com a voz do autor e o toque do Aécio Flávio Sexteto no desconhecido álbum Música brasileira em expansão (1965) – e Tristesse (Milton Nascimento e Telo Borges, 1999) figuram nesse repertório, completando as nove faixas do disco BruMa. Com título criado com a junção das iniciais de Brumadinho (MG) e Mariana (MG), cidades mineiras devastadas por desastres ambientais, o álbum BruMa celebra a admiração mútua entre Adolfo e Milton, compositor de origem carioca, mas alma musical mineira. Os artistas se conheceram em 1968, ano em que Adolfo – então integrante do Trio 3D – participou de show feito por Milton Nascimento com Marcos Valle no embalo da gravação pelos cantores da toada Viola enluarada (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1968). No disco BruMa, gravado no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal de Adolfo, o pianista aborda a obra de Milton Nascimento com os toques dos músicos Lula Galvão (guitarra), Léo Amuedo (guitarra), Jorge Helder (baixo) André Vasconcellos (baixo), Rafael Barata (bateria e percussão), Dadá Costa (percussão), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Marcelo Martins (flauta e sax tenor), Danilo Sinna (sax alto) e Rafael Rocha (trombone) e Cláudio Spiewak (guitarra, violão e percussão). Antonio Adolfo apresenta o álbum BruMa (mist) Celebrating Milton Nascimento três meses após ter lançado disco com Leila Pinheiro, Vamos partir pro mundo, com repertório inteiramente dedicado à parceria que o pianista manteve de 1967 a 1970 com o compositor Tibério Gaspar (1943 – 2017).

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‘Noite transante’: série traz ‘playlists sexuais’ criadas por Duda Beat, Alcione, Kevin o Chris e mais

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

Projeto convida artistas para fazer 'playlists para transar' e também já teve listas escolhidas por JS O Mão de Ouro, Mart'nália, Ava Rocha, Lucas Santtanna, MC Tha, Urias e outros. A cantora pop recifense Duda Beat Duda Beat/Divulgação O DJ JS Mão de Ouro, dono dos principais hits do verão deste ano, é o novo convidado da série "Noite Transante". O projeto convida músicos para escolherem "playlists para transar". A ideia é incentivar e tornar mais agradável a convivência de casais durante o período de isolamento social. Alcione, Duda Beat e Kevin o Chris também já fizeram suas listas de músicas. Veja aqui. O projeto foi criado pelo artista e publicitário Pedro Garcia, dono do perfil Cartiê Bressão no Instagram. Entre os outros cantores que já fizeram suas "playlists transantes" estão Mart'nália, Ava Rocha, Lucas Santtanna, MC Tha e Urias. Kevin O Chris se apresenta no Planeta André Feltes/Agência Preview

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G1 Ouviu #94: O inspirado disco novo ‘Rough and rowdy ways’ e os clássicos de Bob Dylan

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

Aos 79 anos, Dylan lança o 39º disco da carreira. As dez canções longas são cheias de citações a figuras históricas e da cultura. Podcast também lembra os 5 principais discos do cantor. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia… Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado G1 ouviu, podcast de música do G1 G1/Divulgação

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Maria Gadú fala de live em apoio aos povos indígenas e explica ‘pausa’ na música

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

Ao G1, cantora falou de lives durante pandemia e disse não ter planos voltar aos shows: 'A gente consegue se movimentar só quando houver uma estabilidade de segurança.' Maria Gadú será uma das personalidades – entre artistas, ativistas e lideranças indígenas – na live SOS Rainforest neste domingo (21), às 16h, nos canais do YouTube e TikTok da organização criada por Sting há 30 anos. O evento da Fundação Rainforest será em apoio à luta dos povos indígenas contra a Covid-19 e a destruição das florestas tropicais na África, Ásia e América do Sul. O trecho de Gadú na live será gravado, assim como o de muitos outros participantes. A transmissão ainda terá participação de Sting, Maná, Caetano Veloso, Gisele Bündchen, Stephen Fry, Sandy, Melim, Manu Gavassi, Zeca Baleiro e outros. Em entrevista ao G1, além de dar detalhes sobre o projeto, a cantora e ativista também explicou sua declaração durante uma participação em um programa de uma TV portuguesa, em 2019, na qual disse que "iria parar de fazer música". "Na verdade, foi que eu ia parar por um período de fazer show, não de fazer música. Não tem como eu parar de fazer música. Mas eu venho estudando antropologia e história do Brasil há alguns anos e senti essa necessidade de dar essa pausa em fazer shows." Ela também falou sobre as lives que estão sendo transmitidas ao longo da quarentena e comentou o fato de as transmissões internacionais terem uma pegada mais sóbrias do que as brasileiras. "Acho que generalizar, no Brasil, nunca é uma boa ideia, porque a gente é muito pluralizado. Acho que os sertanejos não carregam a bandeira do Brasil sozinhos." G1 – Você é defensora dos povos indígenas e do meio ambiente, usando bastante suas redes sociais para debater o tema. Participar dessa live amplia ainda mais sua voz para ajudar nestas campanhas? Maria Gadú – Eu não consigo me ver como um campo unitário. Eu acho que a minha voz é um complexo de vozes. Quando falo, não falo só por mim. Sempre replico informações, pensamentos e conhecimento dos próprios povos indígenas. Quando a gente amplifica no coletivo, que é o intuito da live, o que está sendo amplificado não são as vozes unitárias, e sim, a causa: a proteção do meio ambiente e dar as mãos aos povos indígenas, que é super prioritário. G1 – Como serão feitas as transmissões do SOS Rainforest? Maria Gadú – São muitos artistas e do mundo inteiro, principalmente desse cinturão das florestas tropicais. Como a gente tem esse gap de internet no mundo que a gente está vivendo, esse super trânsito internético, não seria possível fazer isso ao vivo literalmente com todo mundo. E cada um num fuso também. Então muitas das coisas estão sendo pré-gravadas. G1 – Você falou sobre ter 50 artistas. E a live vai ter três horas de duração. A gente tem visto aí lives de um único artista com três, 4, 5 horas de duração… Maria Gadú – O lance é dar esse "quê" de coletividade e de que essa causa é de todos nós. Por isso essa quantidade pluralizada de pessoas completamente diferentes. Tem o Sting, que também é um ativista ambiental há muitos anos, o Caetano [Veloso], que é um ativista multidimensionado, a Iza, que é uma menina símbolo de uma diáspora negra, Sonia Guajajara, que é uma das maiores lideranças indígenas do mundo. Como é que a gente faz isso tudo se pertencer sem ficar cansativo, né? G1 – A sua parte será gravada ou vivo? Maria Gadú – A minha parte já fiz, vou cantar canções e apresentar alguns artistas. Não vou conseguir entrar ao vivo porque a internet aqui também não está muito boa. A live é pesada, com muito conteúdo. Questões técnicas…. Mas estou nessa parte da curadoria, que me chamaram, falando com esses artistas. Estou trabalhando "full time". G1 – Na quarentena, as lives brasileira têm tido uma pegada mais 'festeira', enquanto no resto no mundo, elas parecem mais sóbrias. O seu trecho na live terá qual perfil? E o que acha sobre essa diferença? Maria Gadú – Acho que não dá pra generalizar. Tenho visto algumas lives de diversos segmentos diferentes e acho que cada segmento cria seu próprio ambiente. Tem esse lance de, de repente, ter ficado estigmatizado a live assim por conta da quantidade, do quão popular, grande, ficam as lives sertanejas. E acho que isso não estigmatiza todos os outros artistas do Brasil. Tenho acompanhado as lives do Sesc, as lives que as pessoas estão fazendo por si só. E eu acho que generalizar no Brasil nunca é uma boa ideia, porque a gente é muito pluralizado. Acho que os sertanejos não carregam a bandeira do Brasil sozinhos. "Eu venho particularmente de outro segmento. Não tenho nem estrutura nem vontade pra fazer uma live daquele tamanho, acho que não faz muito meu tipo. Como não faz de muitas pessoas que dividem do mesmo segmento que eu." Mas isso não quer dizer que estou falando mal ou bem, só que são coisas diferentes e acho que isso não deve abrigar todo esse momento musical brasileiro. Maria Gadú Marcos Hermes/Divulgação G1 – No ano passado, você comentou que ia parar de fazer música. E um dos argumentos era de que você queria fazer música em outros formatos. Primeiro queria perguntar sobre essa questão de você parar de fazer música e, também, saber se esse estudo sobre outros formatos tem te ajudado, em um momento em que a cultura precisou se reinventar para enfrentar esse período de pandemia. Maria Gadú – Na verdade, o que eu disse… isso ficou por um tempo tão falacioso, que eu nem me pronunciei, porque eu achei muito louco. Na verdade, foi que eu ia parar por um período de fazer show, não de fazer música. Não tem como parar de fazer música. Não pra mim, acho que é uma coisa muito intrínseca. Mas eu venho estudando antropologia e história do Brasil há alguns anos e senti essa necessidade de dar essa pausa de fazer shows, porque fazer shows é uma coisa que demanda muito, é dispendiosa de tempo, a gente se locomove, e tal. E esse tipo de estudo é um estudo que demanda muito tempo também. Eu me considero uma pessoa jovem, acredito no livre arbítrio também, e deu essa vontade de me dedicar esse tempo pra estudar essa história indígena do Brasil até pra conseguir somar mais nessa luta que eu acredito. "Não que eu deixasse de fazer música. Entre isso, eu gravei dois discos que ainda não saíram e tudo mais." E sobre esse formato de fazer show, também tomei essa decisão pra repensar tudo isso, que como você disse, está todo mundo tendo que repensar. É quase que obrigatoriamente pelo momento, mas é porque eu vinha achando o mercado muito sobrecarregado. E eu me sentia sobrecarregada sobre o volume de informações, então preferi dar uma silenciada até pra entender o que estava acontecendo com esse volume todo e esses shows com ingresso caro, e isso virar um veículo de consumo mesmo. Acho que a arte é um veículo de muitas outras coisas. E aí resolvi dar esse silêncio. Tem gente que brinca: 'nossa, você prenunciou…' G1: Eu ia falar isso, saiu na frente. Já estava preparada… Maria Gadú: De alguma forma, sim. não propositalmente, porque nunca imaginei que isso fosse acontecer. Imaginar, até posso dizer que não. Porque a gente que está envolvido nas causas ambientais, vem discutindo isso através de pronunciamentos de ativistas ambientais de que coisas como essa estavam muito próximas de acontecer. Mas não foi por causa disso. G1: Mas muita gente ficou/está um pouco assustada sobre o que fazer, como seguir. Você, de certa forma, estava um pouco preparada, pelo menos psicologicamente… Maria Gadú: Talvez psicologicamente, nesse lugar, sim. Mas acho que preparado ninguém estava. Eu também não tomei essa decisão de não fazer shows para ficar em casa. Tinha uma série de programações de viagens em prol desses estudos, em prol de projetos que a gente está construindo pra falar sobre isso aliado aos povos indígenas, e que foram cancelados. Então essa frase faz sentido só no lance do show, apesar de eu também ter tido shows cancelados. Eu tinha shows marcados até o meio do ano. Mas tudo foi cancelado. G1 – Como você vê esse cenário? Você está otimista nessa questão? Acha que ainda este ano poderemos ter eventos grandes acontecendo? Maria Gadú – Eu fico com muito medo de tentar fazer uma previsão até porque os números não abaixam de mortos. A gente está lidando com a perda de muitas lideranças, inclusive indígenas que são os povos que ficam vulnerabilizados por uma pandemia. É um caos generalizado. Eu particularmente não consigo entender essa positividade, nem tampouco negatividade, porque acho muito ruim. Mas a gente que ficou mês a mês com esperança e está vendo que as coisas não mudam, eu não sei se isso vai mudar. Eu moro no centro de São Paulo, e com os números aumentando, a gente vê o funcionamento da cidade voltando numa velocidade surreal. Eu não sei onde isso vai dar. Eu fico com bastante medo. Eu não estou agendando nada pra outubro. Meu pensamento é: a gente consegue se movimentar quando houver uma estabilidade de segurança e a gente não tem isso, então não consigo fazer planos. Maria Gadu Lua Leça/Divulgação

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Ansel Elgort, de ‘A culpa é das estrelas’, nega acusação de estupro: ‘Relação consensual’

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

Jovem publicou relato, em que diz ter sido agredida pelo ator quando tinha 17 anos. Ele confirma que se relacionou com ela, mas diz que não houve crime. Ansel Elgort como Caleb no filme 'Divergente' Divulgação Ansel Elgort, ator famoso por filmes como "A culpa é das estrelas" e "Em ritmo de fuga", falou pela primeira vez sobre o relato de uma jovem, que diz ter sido estuprada por ele em 2014. Ele negou o crime. A mulher, que se identificou como Gabby, fez a acusação na sexta-feira (19), em uma publicação no Twitter. Ela afirma que tinha 17 anos e o ator, 20, quando a agressão aconteceu. "Ele não perguntou se eu queria parar, mesmo sabendo que era a minha primeira vez e vendo que eu estava chorando de dor. As únicas palavras que saíram da sua boca foram: 'Precisamos fazer você se acostumar com isso'." Em um post no Instagram, Elgort confirmou que se relacionou com Gabby, em Nova York, naquele ano. "Tivemos um relacionamento breve, legal e totalmente consensual", escreveu. Initial plugin text "Eu não posso dizer que entendo os sentimentos de Gabby, mas as descrições dela dos eventos simplesmente não aconteceram. Eu nunca ataquei ou atacaria alguém." Entenda a acusação No relato, Gabby diz que estava prestes a completar 17 anos quando começou a trocar mensagens com o ator. Ela compartilhou prints de supostas conversas e fotos em que aparece ao lado de Elgort. Ela conta ter ficado em choque no momento da agressão. "Eu não estava mais presente naquele momento, mentalmente. Eu simplesmente me dissociei, deixei minha mente ir embora. Sabia que não conseguiria sair de lá." "Ele me fez pensar que era isso que sexo deveria ser", acrescentou. Ainda segundo a jovem, o ator lhe pediu nudes e sugeriu fazer sexo a três com ela e uma amiga, também menor de idade na época. Gabby diz que, ainda hoje, tem ataques de pânico e precisa fazer terapia para lidar com o trauma do episódio. Na resposta à acusação, Elgort pediu desculpas pela forma como o relacionamento terminou. "Eu não lidei muito bem com a separação. Parei de respondê-la, o que é uma coisa imatura e cruel a se fazer com alguém." "Eu sei que essas desculpas não me absolvem do meu inaceitável comportamento. Quando olho para minha atitude, fico com nojo e profundamente envergonhado pela maneira como agi. Eu realmente sinto muito", escreveu. "Eu sei que devo continuar refletindo, aprendendo e trabalhando para crescer em empatia."

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Discos para descobrir em casa – ‘Sylvia Telles U.S.A.’, Sylvia Telles, 1961

segunda-feira, 22 junho 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Sylvia Telles U.S.A.', de Sylvia Telles Reprodução ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Sylvia Telles U.S.A., Sylvia Telles, 1961 ♪ Guitarrista de jazz que influenciou a formação de muitos compositores e músicos brasileiros associados à Bossa Nova, inclusive João Gilberto (1931 – 2019), o norte-americano Barney Kessel (1923 – 2004) se tornou referencial sobretudo pela atuação no álbum Julie is her name (1955), no qual acompanhou a cantora norte-americana Julie London (1926 – 2000). A audição desse disco impactou Roberto Menescal e Eumir Deodato, para citar outros dois exemplos de artistas tocados pelo som da guitarra de Kessel. Por isso mesmo, foi espantoso que, somente seis anos depois da edição do inspirador LP de Julie London, a cantora carioca Sylvia Telles (27 de agosto de 1935 – 17 de dezembro de 1966) tenha lançado álbum gravado nos Estados Unidos no qual cantou nove músicas com acompanhamento de Barney Kessel, entre outros músicos norte-americanos, como estampado na capa do LP produzido sob a direção artística de Aloysio de Oliveira (1914 – 1995). Lançado em 1961, um ano antes de a Bossa Nova começar a conquistar os Estados Unidos e por tabela o mundo com o controvertido concerto no Carnegie Hall em Nova York (EUA), o álbum Sylvia Telles U.S.A. foi editado no Brasil pela gravadora Philips e mostrou o alcance do canto de Sylvia Telles, mas se tornou com o tempo um dos títulos mais obscuros da discografia dessa cantora ligada historicamente ao surgimento da Bossa Nova em 1958. Mesmo sem superar os discos feitos anteriormente pela artista no Brasil, o álbum de 1961 deu bela amostra do canto leve de Sylvia Telles, cuja voz macia e cheia de frescor soprou ares modernos na música brasileira da década de 1950 dois anos antes de João Gilberto (de quem a artista foi namorada) fazer a revolução com a batida diferente do violão. Sylvia Telles, a propósito, também tocava violão. E piano. Mas foi como cantora que inscreveu o nome na história da música do Brasil. Até pela proximidade dos gênios arquitetos da bossa, Sylvia Telles teve a primazia de lançar músicas que se tornariam standards planetários do cancioneiro de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994). Basta lembrar que, no álbum Amor de gente moça (1959), a cantora apresentou ao mundo composições como Dindi (de Tom com Aloysio de Oliveira), Demais (outra de Tom com Aloysio), Fotografia e Só em teus braços. Em carreira fonográfica iniciada em 1955 com a edição do disco de 78 rotações em que a cantora lançou a composição Amendoim torradinho (Henrique Beltrão), Sylvia Telles manteve a coerência e a modernidade na discografia formada por dez álbuns – Carícia (1957), Silvia (1958), o citado Amor de gente moça (1959), Amor em hi-fi (1960), este Sylvia Telles U.S.A. (1961), Bossa Balanço Balada (1963), Bossa session (1964 – com Lúcio Alves e Roberto Menescal), It might as well be spring (1965), Reencontro (1966 – com Edu Lobo, Quinteto Villa-Lobos e Tamba Trio) e The music of Mr. Jobim (1966) – e encerrada precocemente com a morte da artista, aos breves 31 anos, em acidente de carro nas proximidades da cidade fluminense de Maricá (RJ). Foi-se a cantora, mas ficaram discos como Sylvia Telles U.S.A. – álbum em que, além de Barney Kessel, cuja guitarra já disse a que veio na abertura com o samba-canção Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi e Carlos Guinle, 1951), Sylvia cantou com os toques de músicos como o pianista Calvin Jackson (1919 – 1985) e os baixistas Al McKibbon (1919 – 2005) e Joe Mondragon (1920 – 1987). Esses ases norte-americanos – como foram caracterizados na poluída arte da capa do álbum – eram músicos de jazz, mas Sylvia Telles U.S.A. jamais se configurou como disco de jazz. O que o disco exibiu foi íntima atmosfera jazzy, como a que envolveu o então inédito samba-canção Meu mundo é você (Aloysio de Oliveira, 1961), cantado por Sylvia sem drama, no tom preciso da emoção. Nesse ambiente aconchegante, o toque minimalista da guitarra de Barney Kessel fez Sylvia Telles trilhar a melodia de Estrada do sol (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958) com a leveza cool exigida pela canção. Já Tra la la la la (The happy one) – versão em português, escrita por Aloysio de Oliveira, do expansivo tema de Bill Hitchcock e Tom Hormel – destoou do clima do disco. A faixa soou quase exótica, evidenciando o toque da orquestra conduzida pelo band-leader Bill Hitchcock. Felizmente, Tra la la la la pareceu alien no disco. A beleza do álbum Sylvia Telles U.S.A. saltou aos ouvidos sobretudo nas músicas mais melancólicas de registros mais íntimos, caso da gravação da canção Meu amanhã (Roberto Menescal e Aloysio de Oliveira, 1961), composição abordada pela cantora Elizeth Cardoso (1920 – 1990) no mesmo ano de 1961 e, desde então, nunca mais gravada. Um dos destaques do disco, Meu amanhã foi faixa marcada pelo toque da guitarra de Barney Kessel, assim como as gravações de Canção que morre no ar (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, 1960) e de Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria, 1959), cujos registros exemplificaram o flerte do álbum Sylvia Telles U.S.A. com o jazz sem que se trate, a rigor, de disco de jazz, como já dito. Amor sem adeus reiterou a fina sintonia entre a voz elegante da afinada Sylvia Telles e o toque preciso da guitarra de Barney Kessel. Foi se como o álbum fosse o “Sylvia is her name” dessa cantora carioca que exalou modernidade em discos feitos nas gravadoras Odeon (de 1955 a 1959), Philips (de 1960 a 1961) e Elenco (de 1963 a 1966). Versão de Among my souvenirs (Edgar Leslie e Horatio Nicholls, 1927) – Imaginação, no título da letra em português escrita por Aloysio de Oliveira – encerrou o álbum Sylvia Telles U.S.A. em clima meio etéreo com a classe que somente ameaçou escapulir na já mencionada faixa Tra la la la la. No texto escrito para a contracapa do LP, Aloysio de Oliveira ressaltou que jamais houve a intenção, na gravação do álbum Sylvia Telles U.S.A., de americanizar a cantora e tampouco de abrasileirar os toques dos músicos. De todo modo, por ter soado moderno mesmo antes de João Gilberto sintetizar toda a modernidade na voz e no violão, o canto de Sylvia Telles atravessou fronteiras por falar a língua internacional da bossa. E, por isso, álbuns como Sylvia Telles U.S.A. ainda soam novos quase 60 anos após a edição original.

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