Elba Ramalho ‘acende a fogueira’ de álbum gravado ao vivo em festa de São João
Cantora anuncia o disco, captado em show em Campina Grande em 2019, com single em que junta sucessos de dois trios nordestinos. ♪ Na noite de 23 de junho de 2019, Elba Ramalho foi uma das atrações da programação de shows da festa de São João de Campina Grande (PB). Em apresentação que totalizou três horas e meia de duração, entrando pela madrugada de 24 de junho, a cantora paraibana deu voz a quase 50 músicas, encadeadas em roteiro animado que abriu espaço para as intervenções de convidados como os cantores Rogério Flausino, Toni Garrido, Wilson Sideral e Zélia Duncan, entre outros nomes. Com a intenção de celebrar os 40 anos de carreira fonográfica, iniciada em 1979, Elba fez o registro audiovisual desse show apresentado na festa alardeada como a maior do circuito nordestino de São João. Capa do single 'Forró pesado / É proibido cochilar', de Elba Ramalho Divulgação Um ano depois da gravação, a cantora lança single que oferece a primeira amostra da gravação ao vivo do show captado no São João de Campina Grande – evento no qual Elba sempre marca presença anual – diante de público estimado em 100 mil pessoas. Disponível nas plataformas desde quarta-feira, 10 de junho, em edição da gravadora Deck, o single inicial do junino álbum ao vivo de Elba apresenta medley que agrega Forró pesado (Assisão e Lindolfo Barbosa, 1975) – música propagada na gravação do Trio Nordestino – e É proibido cochilar (Antonio Barros, 1970), composição popularizada em registro fonográfico do grupo Os 3 do Nordeste. Sem seguir linha retrospectiva, o roteiro do show de Elba no São João de Campina Grande incluiu músicas até então nunca gravadas pela cantora, casos de No lume da fogueira (Missinho, 1986) e de Vamos pra fogueira (Ferreira Filho, Cláudio Mello e Rômulo César, 1998), sucessos juninos das bandas Chiclete com Banana e Mastruz com Leite, respectivamente. Elba Ramalho em cena, em junho de 2019, no show de Campina Grande em que cantou sucesso da banda Mastruz com Leite Iara Alves / G1 ♪ Eis as músicas do roteiro seguido em 23 e 24 de junho de 2019 por Elba Ramalho na gravação audiovisual do show da cantora no São João de Campina Grande, na Paraíba: 1. Paraíba, meu amor (introdução) (Chico César, 1997) 2. Olha pro céu (Luiz Gonzaga e José Fernandes, 1951) 3. No lume da fogueira (Missinho, 1986) 4. Fogaréu (Walter Queiroz, 1984) 5. Vamos pra fogueira (Ferreira Filho, Cláudio Mello e Rômulo César, 1998) 6. Me diz, amor (Accioly Neto, 2000) 7. De mala e cuia (Flávio Leandro e Enok Virgulino, 2001) 8. Você endoideceu meu coração (Nando Cordel, 1986) 9. Forró pesado (Assisão e Lindolfo Barbosa, 1975) 10. É proibido cochilar (Antonio Barros, 1970) 11. Festa do interior (Moraes Moreira e Abel Silva, 1981) 12. Pagode russo (Luiz Gonzaga e João Silva, 1947) 13. Amor perfeito (Michael Sullivan, Paulo Massadas, Lincoln Olivetti e Robson Jorge, 1986) 14. Meu cenário (Petrúcio Amorim, 1997) 15. A vida do viajante (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil, 1953) 16. Numa sala de reboco (Luiz Gonzaga e Zé Marcolino, 1965) 17. A natureza das coisas (Accioly Neto, 2007) – com Zélia Duncan 18. Alma (Arnaldo Antunes e Pepeu Gomes, 2001) – Zélia Duncan 19. Vem morena (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1950) – com Zélia Duncan 20. Gostoso demais (Dominguinhos e Nando Cordel, 1986) – com Liv Moraes 21. Eu só quero um xodó (Dominguinhos e Anastácia, 1973) – com Liv Moraes 22. Anjo querubim (Petrúcio Amorim, 1989) – Liv Moraes 23. São João na roça (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1952) 24. Riacho do navio (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1955) 25. Espumas ao vento (Accioly Neto, 1997) – com Agnes Nunes 26. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978) – com Agnes Nunes 27. Sebastiana (Rosil Cavalcanti, 1953) 28. Forró do xenhenhém (Cecéu, 1985) 29. Feira de Mangaio (Sivuca e Glória Gadelha, 1977) 30. Onde você mora? (Nando Reis e Marisa Monte, 1994) – com Toni Garrido 31. Abri a porta (Gilberto Gil e Dominguinhos, 1979) – comToni Garrido 32. Girassol (Toni Garrido, Da Ghama, Lazão, Bino Farias e Pedro Luís, 2002) – com Toni Garrido 33. A sombra da maldade (Toni Garrido e Da Ghama, 1994) – com Toni Garrido 34. Xote dos milagres (Tato, 2000) 35. Sonífera ilha (Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto, Carlos Barmack e Ciro Pessoa, 1984) 36. Cometa mambembe (Carlos Pita e Edmundo Carôso, 1983) 37. De volta pro aconchego (Dominguinhos e Nando Cordel, 1985) – com Wilson Sideral 38. Esperando na janela (Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeom, 2000) – com Rogério Flausino 39. Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976) – com Wilson Sideral e Rogério Flausino 40. O sol (Antônio Julio Nastácia, 2003) – Wilson Sideral e Rogério Flausino 41. Fácil (Rogério Flausino e Wilson Sideral, 1998) – Wilson Sideral & Rogério Flausino 42. Além do horizonte (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975) – Wilson Sideral & Rogério Flausino 43. Teresinha (Chico Buarque, 1977) – com Toni Garrido, Wilson Sideral e Rogério Flausino 44. Banho de cheiro (Carlos Fernando, 1981) 45. Eva (Umberto Tozzi e Giancarlo Bigazzi, 1982, em versão em português de Marcos Ficarelli, 1983) 46. Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979) 47. Bodocongó (Humberto Teixeira e Cícero Nunes, 1950)
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Roupa Nova faz live com Daniel para o Dia dos Namorados: ‘Romantismo nunca sai de moda’
Banda assistia live do cantor sertanejo quando foi chamada para parceria. Encontro acontece nesta sexta-feira (12) e será a primeira reunião do grupo desde março. Paulinho, Cleberson, Serginho, Ricardo, Nando e Kiko, integrantes do Roupa Nova Giu Pera/Divulgação Nesta sexta-feira (12), o Dia dos Namorados terá trilha sonora assinada por Roupa Nova e Daniel. O cantor e a banda vão unir vozes em uma live. A ideia surgiu do sertanejo, fã da banda. Daniel fazia uma live no dia 10 de maio, quando cantou "A força do amor" em homenagem à mulher, Aline, e citou o sonho de fazer uma apresentação online com a banda. "Eu estava assistindo na hora, e outros integrantes da banda também. Conversamos entre a gente e com a nossa equipe e achamos a ideia maravilhosa. É tudo inédito, um 'show', mesmo que virtual, juntos. O Daniel é muito querido, já havíamos tocado com ele no primeiro trabalho solo dele. Vai ser incrível esse encontro”, conta o pianista Cleberson Horsth ao G1. Para o guitarrista Kiko, Roupa Nova e Daniel caminham juntos na história da música romântica nacional. "Nós somos do rock romântico, ele do sertanejo romântico, então diria que trilhamos juntos o romantismo", diz o músico. "O romantismo nunca sai de moda né? Em todos os estilos têm o artista romântico: no sertanejo, rock, rap, pop, forró… difícil destacar algum nome." O encontro entre Daniel e os seis músicos do Roupa Nova acontece no Rio de Janeiro e será transmitido a partir das 19h. O repertório será composto por uma mescla de sucessos das duas carreiras. "E teremos algumas surpresas. Está ficando lindo", diz Cleberson. Live inédita Essa será a primeira live do Roupa Nova. E o primeiro encontro entre os integrantes desde o show realizado no Cruzeiro Energia na Veia, no dia 13 de março, logo antes do anúncio de quarentena no Brasil. "Não temos contato desde o início do isolamento, quando fizemos nossa última apresentação. Vamos respeitar também o distanciamento e todos os outros cuidados essenciais", afirmou Cleberson, citando que o acesso ao local será "extremamente rigoroso e restrito". Roupa Nova Marcos Hermes/Divulgação Por fazerem parte do grupo de risco – todos os músicos têm mais de 60 anos –, eles contam que o cuidado durante a pandemia tem sido redobrado. "Sair de casa tem sido algo raro", conta Kiko. "Continuamos trabalhando, aprendendo e praticando música. Não podemos parar. E sempre pensando em coisas novas para quando voltarmos aos shows." Com 40 anos de carreira, o grupo deve levar o clima de nostalgia para a live com seus inúmeros clássicos, o que pode ser um ponto bastante positivo para a audiência. Conforme já citado no G1, a quarentena tem revelado um desejo por hábitos, temas e itens do passado, inclusive nos repertórios das lives. "São músicas que fazem a gente relembrar momentos, histórias. E nesse momento delicado, onde a maioria está separada da família, de um amor, dos amigos, mexe ainda mais com os sentimentos, deixa tudo a flor da pele. Esse resgate, de certa forma, acalenta o coração", diz Kiko. Músicos do Roupa Nova Giu Pera/Divulgação
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Scalene mostra ‘Fôlego’, EP com cinco músicas gravadas em recesso
♪ Ao lançar em julho de 2019 o quarto álbum de estúdio, Respiro, a banda Scalene planejou sair em turnê pelo Brasil para consolidar, no show, a mudança de rota sinalizada neste disco em que o quarteto brasiliense de post-hardcore e stoner rock foi em busca de sonoridade mais acústica, brasileira e serena. No tom do disco, o show Respiro estreou no último trimestre de 2019, mas a turnê teve que ser interrompida por conta da paralisação do mercado de shows devido à pandemia do covid-19. Aproveitando o longo período de recesso forçado, Gustavo Bertoni (voz), Tomás Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe Conde Nogueira, o Makako (bateria) idealizaram e gravaram EP durante o isolamento social – com cada integrante em lugar diferente. Intitulado Fôlego, o EP chega ao mercado fonográfico na próxima quinta-feira, 18 de junho, em edição do selo slap (Som Livre), com cinco inéditas músicas autorais e com capa que expõe arte de Alice Quaresma. Capa do EP 'Fôlego', da banda Scalene Arte de Alice Quaresma Produtor musical do álbum Respiro, Diego Marx foi arregimentado pela banda para dar forma às cinco composições apresentadas pela Scalene no EP Fôlego em um “sentido contrário à tensão e ao descontrole do momento, mas mantendo temas contundentes nas mensagens das canções”, como propaga a nota oficial sobre o lançamento do disco. As músicas Caburé, Caleidoscópio e Passageiro trazem as assinaturas dos quatro integrantes da Scalene. Espelho é creditada a Gustavo Bertoni, Tomas Bertoni, Lucas Furtado e Diego Marx. Já Estar a ver o mar – última das cinco músicas na disposição das faixas no EP Fôlego – traz somente a assinatura de Gustavo Bertoni e, assim como a já mencionada música Caleidoscópio, vem embalada com cordas orquestradas por Edu Canavezes.
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Marisa Monte tenta fazer ‘barulhinho bom’ com edições de áudios de registros audiovisuais
Cantora anuncia projeto 'Cinephonia' com o álbum 'Memórias 2001– Ao vivo', lançado com gravação inédita de música de Hyldon. ♪ ANÁLISE – Volta e meia, as plataformas de streaming apresentam áudios extraídos de registros audiovisuais de shows gravados por artistas e lançados antes do mercado fonográfico entrar na era digital. Recorrentes nessa era que minimiza o valor da mídia física, tais ações já soam até corriqueiras. Mas nada soa trivial quando se trata de Marisa Monte – e isso pode ser encarado como elogio pela forma estratégica com que a artista carioca sempre conduziu a carreira iniciada em 1987. Na quinta-feira, 11 de junho, a cantora lançou nas plataformas de streaming o áudio de 17 músicas da gravação ao vivo do show Memórias, crônicas e declarações de amor (2000), cujo registro audiovisual – feito em junho de 2001 em três apresentações do espetáculo na cidade do Rio de Janeiro (RJ) – foi lançado somente no formato de DVD naquele ano de 2001. Ciente da força do marketing, Marisa Monte tentou fazer um barulhinho bom com a edição desses áudios, alardeando o fato de uma das 17 músicas, Acontecimento (Hyldon, 1975), ser inédita na voz da artista. Incluída pela cantora no roteiro de várias apresentações do show, a canção Acontecimento foi captada, mas excluída da seleção final do DVD. Com a intenção de fazer um acontecimento das edições dos áudios, Marisa criou projeto intitulado Cinephonia que consiste no lançamento, em três etapas (as próximas estão programadas para 19 e 26 de junho), dos áudios de 30 músicas extraídas de gravações audiovisuais editadas em VHS e/ou DVD. Capa do álbum 'Memórias 2001 – Ao vivo', de Marisa Monte Divulgação O álbum Memórias 2001 – Ao vivo é o primeiro título do projeto que apresenta somente os sons das imagens, com direito a um site sobre o empreendimento. Áudios da gravação de Barulhinho bom – vídeo documental com números do show derivado do álbum Verde anil amarelo cor-de-rosa e carvão (1994) – estão previstos para chegarem às plataformas até a conclusão do projeto. “Todas estas canções têm em comum o fato de serem parte de trilhas sonoras dos meus registros audiovisuais, mas que não estavam disponíveis em áudio streaming. Escutar sem assistir transforma a relação entre o público e a música, propõe a liberdade para cada um criar suas próprias imagens”, argumenta Marisa em nota oficial sobre o projeto Cinephonia, cujo título alude ao nome do selo, Phonomotor, aberto pela cantora em 1999. Valorizado pela engenharia de áudio de Daniel Carvalho, o projeto Cinephonia marca a estreia da parceria do selo Phonomotor com a Sony Music, gravadora com a qual Marisa assinou contrato em surpreendente ação anunciada em abril deste ano de 2020. A edição álbum autoral de músicas inéditas – o primeiro da cantora e compositora desde O que você quer saber de verdade (2011), lançado há nove anos – ficou acertada nesse contrato. E esse aguardado disco de inéditas, sim, é o acontecimento esperado pelos seguidores da artista. Seguidores atentos que já conhecem a forma estratégica como Marisa Monte se relaciona com as mídias sociais e que, por isso mesmo, já tinham percebido que a troca da foto da cantora nas redes sociais e nas plataformas de áudio no meio desta semana sinalizava que alguma novidade seria anunciada muito em breve. O que de fato aconteceu na quinta-feira, 11 de junho. Pena que o projeto Cinephonia, por mais caprichado e bem-vindo que seja, não é a novidade que muitos aguardam.
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BEATLES MANÍACOS SE APRESENTAM NA SEXTA-FEIRA NA LIVE DO #SESCEMCASA
Nesta sexta-feira, 12/06, véspera do feriado municipal de Santo Antônio, padroeiro de Campo Grande, namorados e solteiros têm programação musical em casa, com a LIVE dos Beatles Maníacos pelo #SescEmCasa, com transmissão no Canal do Youtube youtube.com/sescmatogrossodosul a partir de 19h30
Guitarrista da banda, Eloy Pauluccci, agradece a oportunidade de levar alegria e entretenimento às pessoas. “Desta vez, devido ao momento delicado e complicado pelo qual estamos passando, por meio da LIVE do #SescEmCasa, temos uma grande oportunidade para todas as pessoas que estejam em casa, inclusive de todo o mundo, possam acompanhar nosso trabalho e ainda ajudar quem precisa”.
Quem se apresenta no dia 19/06 é a banda Haiwanna, com repertório pop rock nacional e encerrando a programação de junho, no dia 26/06, tem forró com o grupo Flor de Pequi.
Além de alimentos, também são recebidas doações de álcool em gel, máscaras, protetores faciais, óculos de segurança e valores em dinheiro, que serão convertidos em alimentos e EPIs para as instituições cadastradas no Programa Mesa Brasil Sesc.
Com a realização das LIVES o Programa Mesa Brasil Sesc arrecadou mais de 5 toneladas em doações, que seguem por meio do site https://doacoes.sescms.com.br/
Sobre o Mesa Brasil Sesc – O Mesa Brasil Sesc, desde 1994, contribui para mudar o cenário da fome no país. O programa de segurança alimentar e combate ao desperdício busca onde sobra e entrega onde falta, conectando quem quer ajudar com quem precisa ser ajudado. Ao longo de maio o Programa a arrecadação atingiu o montante de 61,1 toneladas de alimentos destinados 62 entidades de Campo Grande e 23 de Dourados, que vão beneficiar 18.256 pessoas em situação de vulnerabilidade em plena pandemia de COVID-19.
Fonte: Infinito Assessoria
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Dulce Maria anuncia que está grávida: ‘imensamente felizes’
'Em meio a tanto caos e incerteza no mundo, queremos compartilhar uma notícia que nos enche de amor, felicidade e gratidão', escreveu a ex-RBD. Dulce Maria anuncia que está grávida do 1º filho Reprodução/Instagram/DulceMaria Dulce Maria anunciou nesta segunda-feira (8) que está grávida do marido Paco Álvarez. "Em meio a tanto caos e incerteza no mundo, queremos compartilhar uma notícia que nos enche de amor, felicidade e gratidão", escreveu a cantora que fez parte do grupo RBD. "Estamos imensamente felizes, iniciando uma nova etapa e esperando com todo amor pelo nosso bebê! Embora as circunstâncias sejam complicadas para todos por essa pandemia, confiamos que os tempos de Deus são perfeitos", continuou. A notícia foi comemorada pelos amigos de banda. "Vai ser a melhor mãe desse mundo", escreveu Anahí. Maite Perroni e Christian Chavez também desejaram felicidades ao casal. Os reencontros nostálgicos de elencos durante a quarentena
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Show drive-in: dupla sertaneja Edy Britto & Samuel fará apresentação para fãs em carros
Evento acontece em 20 de junho, no estacionamento do Serra DOurada, em Goiânia. Espaço será para 80 carros e limite de duas pessoas por veículo. Edy Britto & Samuel Divulgação A dupla Edy Britto & Samuel vai estrear o formato de show drive-in e fará uma apresentação em 20 de junho, em Goiânia. Batizada de "Drive-in Live Show", a apresentação com o público dentro dos carros acontecerá no estacionamento do estádio Serra Dourada. Segundo assessoria da dupla, o evento terá uma "estratégia para melhor atender a todos e dentro dos padrões de segurança". Estão entre ações o teste rápido de Covid-19 para toda equipe e convidados além de distribuição de máscaras e álcool gel para os visitantes. O show será realizado Pas 17h "para aproveitar o por do sol". "Queremos leveza neste momento", diz Samuel. O local terá capacidade para 80 carros, com limite de duas pessoas por veículo. Dois telões serão instalados e o evento contará com a venda de cachorro-quente, pipoca, churros, água e refrigerantes. "A ideia é relembrar o sucesso dos drive-in dos anos 1980 e 1990", diz a assessoria. O evento não terá venda de ingressos. Uma promoção será aberta no Instagram da dupla para os fãs que quiserem garantir a entrada. Show drive-in no mundo Para driblar as aglomerações de pessoas – e as restrições impostas por governos para combater o novo coronavírus-, produtores culturais têm recorrido a uma prática antiga: os drive-ins (eventos para se aproveitar dentro dos carros). Na Noruega, a banda de hip hop Klovner I Kamp fez show em abril para um público dentro de carros com uma vaga de estacionamento de distância. A estrutura do palco, com luzes e fumaça, lembrava a de grandes concertos para multidões dançantes, como eles costumavam fazer. No mesmo mês, na Dinamarca, o cantor e compositor de pop-rock Mads Langer fez uma versão mais compacta, comandando violão e teclado sozinho no palco para carros igualmente organizados com um espaço entre eles em todas as direções. Depois dos shows, o movimento inspirou DJs de música eletrônica. Na Alemanha, uma casa noturna fez três edições de raves drive-in e teve os ingressos esgotados para todas.
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Terry Crews expressa solidariedade à família de João Pedro
Ator americano gravou vídeo divulgado no Instagram. Ator Terry Crews presta solidariedade à família de João Pedro
Em um vídeo divulgado no Instagram Favelas na Luta, o ator americano Terry Crews manifestou solidariedade à família do adolescente João Pedro, morto aos 14 anos durante operação policial em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no dia 18 de maio.
"Gostaria de demonstrar minha solidariedade para a família de João Pedro. Eu apoio todos vocês em sua luta por justiça e sua luta para terminar a brutalidade policial nos Estados Unidos e no Brasil. Eu apoio os ativistas negros brasileiros, o povo vivendo nas favelas, as mães das vítimas e todos que estão lutando contra o racismo e violência. Obrigado", diz o ator no vídeo. Terry Crews atuou em sucessos de bilheteria no cinema americano como "As branquelas" e na série ''Brooklyn 99".
Rio tem manifestações contra Bolsonaro e contra o racismo
Nesta segunda (8), a Polícia Civil adiou a reprodução simulada da operação das polícias Civil e Federal que terminou com a morte do adolescente. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí tinha marcado a diligência do caso para esta terça-feira (9).
A decisão foi tomada após a decisão do Supremo Tribunal Federal que proíbe operações policiais no Estado enquanto durar a pandemia do novo coronavírus.
Na última semana, a Defensoria Pública do Rio, que faz a defesa dos familiares de João Pedro, afirmou que a reprodução simulada, sem que os policiais fossem ouvidos pelo Ministério Público, seria "prematura".
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Lollapalooza dos EUA é oficialmente cancelado por causa da pandemia da Covid-19
Evento será on-line, entre os dias 30 de julho a 2 de agosto. No Brasil, festival foi remarcado para 4, 5 e 6 de dezembro de 2020, com Guns N' Roses, Travis Scott e Strokes. Fãs comemoram na chegada ao Lollapalooza Chicago 2017, nos EUA Divulgação/Greg Noire A versão americana do festival Lollapalooza foi oficialmente cancelada, por causa da pandemia da Covid-19. O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo governo de Chicago, onde aconteceria o evento. Segundo o comunicado, o Lolla americano será "um evento on-line durante o fim de semana" dos dias 30 de julho a 2 de agosto. A organização do festival também divulgou uma nota. "Estamos trabalhando nos bastidores para dar para Chicago uma espetacular celebração dos 30 anos de aniversário do Lollapalooza no verão de 2021", disse a produção. E o Lolla Brasil? O Lollapalooza Brasil, que aconteceria nos dias 3, 4 e 5 de abril no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, foi adiado para 4, 5 e 6 de dezembro de 2020 por causa do coronavírus. Guns N' Roses, Strokes e Travis Scott foram confirmados no line-up, após a mudança de datas.
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Discos para descobrir em casa – ‘O Nordeste e seu ritmo’, Marinês, 1961
Capa do álbum 'O Nordeste e seu ritmo', de Marinês Reprodução ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – O Nordeste e seu ritmo, Marinês, 1961 ♪ Antes de Elba Ramalho reinar no Brasil dos anos 1980 e 1990 como a principal voz feminina do Nordeste, houve Marinês (16 de novembro de 1935 – 14 de maio de 2007). Nascida Maria Inês Caetano de Oliveira em San Vicente Férrer (PE), cidade do interior de Pernambuco, a cantora se criou na Paraíba e debutou profissionalmente na música em 1951, ao ser contratada pela Rádio Cariri, emissora da cidade de Campina Grande (PB). Em 1961, quando lançou o quarto álbum da carreira, O Nordeste e seu ritmo, o segundo LP do contrato assinado com a gravadora RCA-Victor, Marinês já contabilizava dez anos de carreira e já se fazia ouvir no Rio de Janeiro (RJ), cidade para onde migrara em 1956, incentivada por Luiz Gonzaga (1912 – 1989). Coroada rainha do xaxado nesse ano de 1956 pelo próprio Gonzaga, Marinês viu a carreira deslanchar no rastro da explosão nacional do baião na segunda metade dos anos 1940 e, em 1957, lançou o primeiro álbum, sintomaticamente intitulado Vamos xaxar (1957) e editado pelo gravadora carioca Sinter. Rei do baião e de outros ritmos genericamente encampados sob o rótulo de “forró”, Luiz Gonzaga conhecera Marinês em 1955, em Sergipe, quando a cantora integrava a Patrulha de Choque do Rei do Baião, trio formado pela artista em 1954 com o sanfoneiro paraibano José Abdias de Farias (1932 – 1991), o Abdias dos Oito Baixos, e com o zabumbeiro Cacau. Nessa época, Marinês – que chegou a cantar boleros e outros gêneros românticos quando, no inicio da carreira, soltava a voz em emissoras de rádios de Campina Grande (PB) – já estava convertida aos ritmos nordestinos e casada com Abdias desde 1954, dois anos após ter conhecido o sanfoneiro nos bastidores da Rádio Borborema em 1952. Tendo Luiz Gonzaga como principal influência, o trio de Marinês percorria o circuito de cinemas, praças e circos nordestinos. Mais tarde, já à frente do grupo Marinês e sua Gente, formado em 1956, a cantora personificou a versão feminina de Gonzaga – sempre com o aval do artista referencial – e, mesmo morando no Rio de Janeiro (RJ), acentuou a origem nordestina na indumentária típica da região, como exemplificou a foto que expôs a cantora na capa do álbum O Nordeste e seu ritmo. O chapéu de vaqueiro, a zabumba e a sanfona foram evidenciados na imagem tradutora do repertório e do som de Marinês. Impulsionada pela gravação de Peba na pimenta (João do Vale, José Batista e Adelino Rivera, 1957), a carreira fonográfica de Marinês deslanchou a partir da década de 1960. Ecoando sobretudo dentro das fronteiras da nação nordestina, os discos da cantora soaram coerentes com a ideologia musical e social de Marinês. O repertório do álbum O Nordeste e seu ritmo refletiu de forma exemplar o universo musical da artista, inclusive resumindo a trajetória da cantora na biográfica Vontade de xaxá (José Batista e Fora de Matos, 1961). Dominado por músicas de compositores nordestinos como o paraibano Antonio Barros (de 90 anos completados em março deste ano de 2020) e os pernambucanos Onildo Almeida (a caminho dos 92 anos, a serem festejados em agosto) e Zé Dantas (1921 – 1962), autor de Cadê o Peba? (1961), esse repertório conciliou a vivacidade dos temas forrozeiros com lamentos sertanejos. Nesta seara mais melancólica, o xote Felicidade do sertanejo (Onildo Almeida, 1961) revolveu a terra seca do Nordeste para sentenciar que chuva é a maior alegria do povo do sertão árido e ávido de água. Já Meu sacrifício (Antonio Barros e Silveira Junior, 1961) relatou conflito de família de migrantes nordestinos às voltas com a (in)decisão de voltar ou não para o sertão após ter percorrido léguas tiranas para enfrentar anos de luta na cidade grande – tema recorrente no repertório de Marinês. Em solo interiorano ou em território urbano, o nordestino é um forte como o sertanejo e também vê a alegria como mola propulsora da vida. Maior sucesso dentre as 12 músicas que compuseram o repertório do álbum O Nordeste e seu ritmo, o coco Gírias do Norte (Jacinto Silva e Onildo Almeida, 1961) animou quadrilhas, forrós e atravessou gerações. Nesse disco de 1961, a trilha sonora junina de Marinês também incluiu Marinheiro, adaptação do tradicional tema Marinheiro só, feita por Onildo Almeida com foco no clima dos arraiais. Já o coco Decepção (Antonio Barros e Silveira Junior, 1961) contrariou o título para destilar a malícia sensual recorrente no cancioneiro nordestino em sucessos como Por debaixo dos panos (Antonio Barros e Cecéu, 1978), música propagada em escala nacional na gravação feita por Ney Matogrosso em 1982, mas lançada quatro anos antes na voz vivaz de Marinês, também intérprete original do xote Bate coração (Cecéu, 1980), conhecido fora do Nordeste a partir de 1981 na voz de Elba Ramalho. E por falar em xote, Mossoró (Abdias Filho e Antonio Barros, 1961) soou no álbum O Nordeste e seu ritmo como encomendado jingle publicitário da homônima cidade do interior do Rio Grande do Norte. Encerrado com a regravação forrozeira de Boi de touca (Jayme Florence e Orlando Silveira, 1952), música lançada em disco nove antes pelo conjunto Canhoto e seu Regional, o álbum O Nordeste e seu ritmo convidou para a festa sem fugir à luta do nordestino. Vamos refungá (José Batista e Flora de Matos, 1961) e Vamos faxiar (Antonio Barros e Silveira Junior, 1961) – crônica lúdica e pueril sobre o hábito de caçar e comer rolinhas – foram músicas de títulos imperativos que reforçaram o convite para vida alegre, levada sem grande ambições, como ratificou o recado dado por Marinês no canto de Dona Fortuna (Ayrton Amorim, Zé da Zilda e Jota Reis, 1953), regravação da composição lançada oito anos pela dupla Zé & Zilda. Sem nunca se desviar da rota rítmica do Nordeste, Marinês gravou discos com regularidade até o fim dos anos 1980, tendo passado por gravadoras como RCA, CBS (de 1967 a 1977) e Copacabana (de 1978 a 1982), entre outras companhias fonográficas de menor porte. Em 1999, quando Marinês já se aproximava das cinco décadas de trajetória profissional, a discípula Elba Ramalho arredondou a data e antecipou a efeméride no álbum 50 anos de forró, produzido por Elba com repertório parcialmente inédito, gravado por Marinês com conterrâneos nordestinos como Alceu Valença, Chico César, Dominguinhos (1941 – 2013), Genival Lacerda, Lenine e Moraes Moreira (1947 – 2020), além da própria Elba. Sete anos depois, em 2006, a cantadora encerrou a discografia com álbum intitulado Marinês canta a Paraíba e gravado ao vivo com a Orquestra Sinfônica da Paraíba. O título do derradeiro disco soou coerente com a trajetória de Marinês, cantora que deu voz às alegrias e às dores da gente do Nordeste, região de onde Marinês saiu sem nunca ter se afastado do universo musical em que nasceu e cresceu como artista.
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