Cabrera, produtor que apostou na latinidade do sertanejo, apronta álbum autoral e colaborativo
Disco do artista uruguaio inclui Ludmilla, Claudia Leitte e Jerry Smith no time de convidados, além de cantores de Porto Rico e do Pananá. ♪ Nascido em Montevidéu em 1980, o compositor e produtor musical uruguaio Augustro Cabrera Noble – conhecido como Cabrera no universo pop brasileiro – completa 40 anos de vida em 2020. Destes 40 anos, dez foram dedicados à atuação nos bastidores da indústria fonográfica em escalada de sucesso iniciada há exatamente uma década quando a dupla Zezé Di Camargo & Luciano incluiu no álbum Double face (2010) uma composição de Cabrera, Eres todos los extremos, parceria do artista uruguaio com Lucas Robles. A partir da gravação dessa música por Zezé Di Camargo & Luciano, Cabrera começou a atuar progressivamente no universo sertanejo, tendo sido um dos produtores musicais que apostaram de forma pioneira na adição da latinidade de ritmos como bachata e reggaeton na mistura pop sertaneja nacional. A ligação com o universo sertanejo se estendeu para o mundo do funk, o que explica as presenças de várias estrelas do gênero, como Jerry Smith e Ludmilla, no time de convidados de Cabrera conexión, álbum autoral e colaborativo gravado por Cabrera para ser lançado neste ano de 2020. Anunciado em maio com o single Tchuky tchuky, gravado por Cabrera com as adesões do funkeiro brasileiro Jerry Smith e da dupla porto-riquenha de reggaeton Jowell & Randy, o álbum Cabrera conexión já tem um segundo single em rotação desde sexta-feira, 5 de junho. Trata-se de Tua raivinha, composição de Cabrera em parceria com Filipe Escandurras, Joey Montana, Luã Freitas e Paula Costa. A música foi gravada pelo produtor com Ludmilla e com Joey Montana, cantor panamenho de reggaeton. Capa do single 'Cabrera conexión', de Cabrera com Ludmilla e Joey Montana Divulgação Residente em São Paulo, Augusto Cabrera tenta ficar à frente dos holofotes no Brasil com esse disco apresentado após uma década de sucesso como produtor de gravações bem-sucedidas de cantores como Gusttavo Lima, Eduardo Costa, Claudia Leitte e Simone & Simaria, entre outros nomes. Contudo, Cabrera já tinha uma história musical no Uruguai quando decidiu migrar para o Brasil. Estudante de piano na infância, o artista montou banda na adolescência, Abner, com repertório religioso, mas tocado no tom caliente dos ritmos latinos. Toda essa vivência musical na terra natal credenciou o produtor a reconectar a música sertaneja com os ritmos latinos-americanos, refazendo elo iniciado nos anos 1940 quando as guarânias paraguaias e os ritmos bolivianos ajudaram a dar o tom da música caipira produzida naquela década em que o gênero começou a se consolidar no mercado. Síntese de toda a história do artista, o álbum Cabrera conexión também traz a rapper Cynthia Luz, a cantora Claudia Leitte e a dupla Diego & Victor Hugo no vasto time de convidados.
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Lives da semana: Luan Santana, Marília Mendonça, Jorge & Mateus, Lulu Santos e mais shows
Veja agenda de lives de segunda (8) a domingo (14). Xand Avião, Nando Reis, Elba Ramalho, Duda Beat, Xande de Pilares também fazem transmissões. Luan Santana durante festa de carnaval na cidade de São Paulo em fevereiro Patrícia Devoraes/Brazil News Luan Santana, Marília Mendonça, Jorge & Mateus e Xand Avião estão entre os artistas com lives programadas entre segunda (8) e domingo (14). Lulu Santos, Nando Reis, Anavitória, Duda Beat e Silva fazem transmissões no Dia dos Namorados. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Veja lives por dia e onde assistir: Segunda-feira (8) Live Rafael Bittencourt e convidados (Especial Andre Matos) – 17h – Link Ricardo Herz e Vanille Goovaerts (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Giulia Levita – 19h – Link Teresa Cristina – 22h – Link Terça-feira (9) Badi Assad (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Teresa Cristina – 22h – Link Quarta-feira (10) Carlinhos Antunes e Gabriel Levy (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Luiza Possi – 19h – Link Jorge e Mateus – 20h – Link Teresa Cristina – 22h – Link Quinta-feira (11) Xande de Pilares – 16h – Link É o Tchan! – 16h – Link Cavaleiros do Forró – 19h – Link Daniel Boaventura – Tributo a Frank Sinatra – 19h – Link Vidal Assis (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Sandy e Lucas Lima – 20h – Link Anelis Assumpção e Curumin – 21h – Link Di Ferrero – 22h – Link Teresa Cristina – 22h – Link Sexta-feira (12) Daniel e Roupa Nova – 19h – Link Mahmundi (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Nando Reis – 19h – Link Dorgival Dantas – 19h30 – Link Fulô de Mandacaru – 20h – Link Silva – 20h – Link Anavitória – 21h – Link Lulu Santos – 21h30 – Link Teresa Cristina – 22h – Link Duda Beat – 23h – Link Sábado (13) Fafá de Belém – 12h – Link Wallas Arrais – 15h – Link Thiaguinho – 15h – Link Elba Ramalho – 16h – Link Roberta Miranda – 19h – Link Toquinho (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Xand Avião – 19h – Link Paulo Ricardo – 20h – Link Teresa Cristina – 22h – Link Luan Santana – 22h30 – Link Domingo (14) Jads e Jadson – 13h – Link Marília Mendonça e Maiara & Maraisa – Live das Patroas – 17h – Link Falamansa – 18h – Link Rincon Sapiência (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Teresa Cristina – 22h – Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Lives de pagode: artistas comentam explosão do ritmo na quarentena; veja as próximas
Ouça podcast que explica fenômeno do crescimento do pagode movido pela nostalgia nas transmissões. Agenda de próximas lives inclui Thiaguinho, Xande de Pilares e Martinho da Vila. Lives em junho incluem transmissões agendadas de Xande de Pilares, Martinho da Vila e Thiaguinho Divulgação As lives de pagode foram a maior surpresa da atual temporada de transmissões musicais ao vivo. E o sucesso deve seguir, com alguns grandes nomes do estilo já com lives engatilhadas para junho (veja lista abaixo). Mesmo que o pagode tenha menos hits atuais do que estilos como funk, pop e forró, e esteja muito atrás dos líderes sertanejos, quando começaram as lives, o ritmo mostrou sua força. O podcast G1 Ouviu mostrou como lives de grupos como Raça Negra, Sorriso Maroto e Pixote fizeram a audiência dos artistas disparar, com base na nostalgia. Ouça abaixo: Veja lives de pagode já confirmadas para junho: Xande de Pilares – Dia 11, às 16h – Link Iluaiê – Dia 11, às 20h30 – Link Thiaguinho – Dia 13, às 15h – Link Sambô – Dia 13h, às 18h – Link Martinho da Vila – Dia 14, às 15h – Link Bom Gosto – Dia 21, às 13h – Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Chico César reflete sobre mudanças de valores na inédita canção ‘Sobre-Humano’
Música integra a safra de composições feitas pelo artista durante o isolamento social. ♪ Chico César tem se mostrado produtivo durante o isolamento social. Se o cantor está forçosamente fora dos palcos, aguardando o sinal verde para estrear a turnê nacional de inédito show feito com Geraldo Azevedo, Violivoz, o compositor continua criando e postando, nos canais e redes sociais do artista, músicas feitas com inspiração no mundo e no Homem diante da pandemia do covid-19. Em abril, Chico César apresentou a canção Se essa praga morresse. Em maio, o cantor emocionou ao dar voz à canção Inumeráveis, feita a partir de poema de Bráulio Bessa para dar nomes às vítimas fatais do coronavírus. Neste mês de junho, é a vez de Sobre-Humano – uma das primeiras músicas feitas pelo compositor na quarentena – ganhar registro em webclipe colaborativo, feito com imagens dos músicos arregimentados pelo artista para a gravação da inédita canção, em cuja letra Chico reflete sobre mudanças de valores humanos provocadas pela pandemia. “Compus Sobre-Humano e imediatamente postei a versão de voz e guitarra no Instagram. Surgiu, então, a ideia de convidar os músicos que tocam comigo e que vivem em diversas partes do mundo. Seria, e é, uma forma de celebrarmos o afeto que nos une e também o nosso próprio trabalho: a música. A canção fala da necessidade de ouvirmos a natureza e os saberes primordiais dos indígenas e do humano que vive mais perto da natureza, numa relação de respeito com ela”, conceitua Chico César. Ana Karina Sebastião (baixo), Gledson Meira (bateria), Helinho Medeiros (teclados), Lívia Matos (acordeom), Oleg Fateev (acordeom), Simone Sou (percussão) e Sintia Piccin (sopros) formam o time de músicos convidados por Chico César para a gravação de Sobre-Humano. ♪ Eis a letra da canção Sobre-Humano, de Chico César: Sobre-Humano (Chico César) “Não é mais sobre poder É sobre-humano Sem prazo nem prazer Só esperar Sem tempo pra perder Nenhum engano Agora é só você E o próprio ar Quem acha que é maior E vai comprar, pois tem dinheiro, É insano, pois a vida é uma só Um só lugar E aquele que insiste em dominar O mundo inteiro Passou a hora dele respeitar Tudo que há”
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Beyoncé faz discurso em cerimônia virtual para formandos nos EUA e fala sobre sexismo na indústria musical
Cantora foi responsável por um dos discursos do 'Dear Class of 2020', no qual parabenizou estudantes e manifestou apoio ao movimento 'Black Liver Matter'. Beyoncé faz discurso em cerimônia virtual para formandos nos EUA e fala sobre sexismo na indústria musical Reprodução/YouTube Beyoncé foi umas das estrelas a discursar no "Dear Class of 2020", cerimônia virtual para formandos dos Estados Unidos. O "Dear Class of 2020" aconteceu neste domingo (7) e foi um dos eventos online que celebrou a graduação dos estudantes americanos. Exibido pelo YouTube, o evento contou ainda com discursos de Barack e Michelle Obama, do BTS e de Lady Gaga, entre outras estrelas e autoridades. Também teve apresentações musicais de Camila Cabello, Lizzo, Katy Perry e da Filarmônica de Nova York. A simbólica graduação virtual estava agendada para 6 de junho, mas foi remarcada por conta do funeral de George Floyd, ex-segurança assassinado por um policial branco que o asfixou ao pressionar o joelho contra seu pescoço por nove minutos sem se importar com protestos de pessoas que o alertaram que ele estava morrendo. Em seu discurso de quase dez minutos, Beyoncé relembrou a morte de Floyd, apoiou o movimento "Black Lives Matter" e parabenizou os estudantes pela graduação neste momento turbulento. Initial plugin text "Vocês chegaram lá! No meio de uma crise global, de uma pandeia racial e numa expressão mundial de indignação pela morte sem sentido de outro ser humano negro desarmado. E vocês conseguiram mesmo assim. Estou muito orgulhosa de vocês. Obrigada por usarem suas vozes em coletivo e avisar ao mundo que vidas negras importam. Os assassinatos de George Floyd, Ahmad Aubrey, Breonna Taylor e tantos outros, nos deixou despedaçados. Deixou o país inteiro buscando respostas", afirmou a cantora. "Vimos que juntos os nossos corações, quando colocados em uma ação positiva, pode iniciar a roda da mudança. A mudança de verdade começa com vocês. Com essa nova geração de formandos do ensino médio e de universidades." Boyoncé também falou sobre sexismo e o quanto ele ainda prevalece na indústria da música, dizendo que "foi assustador" iniciar o comando de sua própria empresa, mesmo com todo o suporte de seus pais. "A indústria da música continua sendo muito sexista, continua sendo dominada por homens e, como mulher, não vi exemplos femininos suficientes para me dar a oportunidade de fazer o que eu sabia e o que eu deveria fazer, que era comandar minha empresa, produzir meus filmes, dirigir minhas turnês. Isso significa ser dona da minha arte e, ser dona do meu destino e escrever a minha história". Beyoncé – 'Spirit' – G1 Ouviu
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Madonna dança de muletas durante manifestação contra racismo em Londres
Cantora esteve em protesto acompanhada dos filhos. 'Importante para saberem que estão ali para testemunhar esse grande momento histórico.' Madonna dança de muletas durante manifestação contra racismo em Londres Reprodução/Instagram Madonna foi uma das celebridades que foi para as ruas durante os protestos contra o racismo ao redor do mundo. As manifestações tiveram início há duas semanas após a morte de George Floyd, ex-segurança assassinado por um policial branco que o asfixou ao pressionar o joelho contra seu pescoço por nove minutos sem se importar com protestos de pessoas que o alertaram que ele estava morrendo. Eu seu Instagram, Madonna escreveu que participou de uma manifestação pacífica em família, que percorreu as ruas de Londres. A cantora esteve acompanhada dos filhos David Banda, Mercy James, Estere e Stelle e usava muletas por conta de uma lesão no joelho que a fez cancelar sua turnê. No storiesm Madonna compartilhou alguns vídeos feitos durante os protestos e, em um trecho, aparece dançando, mesmo de muletas, ao lado dos manifestantes. "Foi uma honra para todos nós estarmos lá. Importante para meus filhos saberem que estão ali para testemunhar esse grande momento histórico, não somente nos Estados Unidos, mas em todo o mundo." Madonna dança de muletas durante manifestação contra racismo em Londres Initial plugin text
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A estranha história da mulher que tocou violino por 4 anos em uma orquestra que não existia
Grupo fez turnê pelos Estados Unidos fingindo tocar música clássica enquanto uma faixa gravada tocava; público imaginava ser ao vivo. A temporada de Jessica Hindman com a orquestra falsa a levou a ter problemas com drogas e saúde mental DIVULGAÇÃO/JESSICA HINDMAN O técnico de som do estúdio de televisão entrou em pânico. Com a transmissão ao vivo prestes a começar, ele não conseguia ouvir nenhum dos instrumentos da orquestra que estava prestes a tocar, como parte de um evento de caridade organizado pela rede de televisão americana PBS. Mas o que parecia uma terrível falha técnica na verdade era algo comum para o conjunto de músicos. Eles estavam em turnê pelo país fingindo tocar música clássica enquanto uma faixa gravada estava tocando. Já o público pensava que eles estavam tocando ao vivo. "Essa prova de som nos denunciou, mas ainda estamos no ar", disse a violinista Jessica Hindman à BBC. Compositor misterioso Durante quatro anos, entre 2002 e 2006, Hindman "tocou" o violino com a orquestra em lugares tão diversos quanto shopping centers e grandes auditórios. Eles viajaram pelos Estados Unidos e até visitaram a China. Ela descreveu sua experiência no livro "Sounds Like Titanic" (Soa como Titanic, em tradução livre), publicado em 2019, que é mais uma biografia do que uma denúncia: o diretor da orquestra que inventou o truque nunca é mencionado, por exemplo. No livro, ele aparece como Compositor, um personagem complexo em uma narrativa em que Hindman tenta justificar seus anos de fantasia. "Tudo se resume ao fato de que eu precisava de dinheiro", diz ela. "Minha história não era sobre o Compositor." "Não havia a necessidade de nomeá-lo, especialmente depois que outros músicos me disseram que ele não era o único a fazer isso (fingir ter músicos tocando ao vivo) dentro da indústria." Quando criança, Hindman (terceira a partir da esq.) sonhava em se tornar uma violinista DIVULGAÇÃO/JESSICA HINDMAN Mudança de carreira Hindman, que se formou como violinista clássica, já havia desistido de uma carreira musical quando conseguiu um emprego na orquestra de Nova York. Ela tinha se formado em Estudos sobre Oriente Médio na Universidade Columbia na esperança de se tornar jornalista. Para cobrir os custos da faculdade e morar em Nova York, uma das cidades mais caras do mundo, ela tinha dois empregos e até vendeu seus óvulos para uma clínica de fertilização. Em 2002, Hindman tinha 21 anos e procurava um terceiro emprego quando viu um anúncio em um fórum de estudantes na internet. Eles procuravam violinistas e flautistas para "tocar em uma banda premiada". Bom demais para ser verdade O fato de ter conseguido o emprego sem uma única entrevista e sem tocar uma única nota na frente de alguém a surpreendeu. "Sim, eu tocava violino e fazia aulas há 13 anos, mas nunca a ponto de fazer isso profissionalmente", explica. Mas o pagamento que eles ofereceram dobrou sua renda. E ela sonhava em tocar violino desde a infância. Até que ela se deu conta de que, como membro dessa orquestra em particular, ela não precisava tocar. Hindman agora ensina escrita criativa na Universidade do Norte de Kentucky DIVULGAÇÃO/JESSICA HINDMAN Seu primeiro trabalho, no dia seguinte à sua contratação, foi ajudar nas vendas de CDs durante um show ao ar livre em uma pequena cidade no Estado de New Hampshire. Os dois músicos responsáveis pela música ao vivo estavam tocando muito alto e perfeito demais pelo que saiu do sistema de som. "Mesmo com meu treinamento musical, levei um tempo para descobrir o que estava acontecendo", diz ela. "O Compositor queria que a música soasse perfeita e que os músicos parecessem jovens e frescos". Enquanto isso, os CDs com música do Compositor eram vendidos feito pães quentes. "As pessoas gostavam muito da música. Sim, elas não ouviam os músicos tocando ao vivo, mas as faixas gravadas eram músicas originais feitas no estúdio por músicos reais", explica Hindman. "Isso tinha que ser dito." Este é um dos momentos da entrevista em que ela demostra uma certa admiração pelo Compositor. Hindman acredita que seu empregador prestou um serviço ao levar música clássica para o público que, de outra forma, nunca teria tido acesso a ela. "O Compositor aproveitou uma lacuna no mercado", argumenta. "As pessoas que vieram nos ver realmente queriam ouvir música clássica, mas talvez não pudessem pagar os ingressos … ou talvez se sentissem intimidadas pela formalidade dos concertos mais tradicionais." É legal Também é importante observar que não é ilegal usar faixas pré-gravadas — ou reproduzir — em shows. Esse é um recurso que até grandes estrelas da música como Beyoncé às vezes usam durante suas apresentações ao vivo. Os músicos clássicos também fazem o mesmo: em janeiro de 2009, um grupo liderado pelo aclamado violoncelista Yo-Yo Ma usou uma faixa pré-gravada durante a posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Temia-se que o tempo frio pudesse desafinar ou até danificar os instrumentos. Ainda assim, Hindman e os outros músicos imitavam regularmente na frente de microfones silenciados. Mas isso teve seu preço. "Como estávamos apenas imitando os temas, tínhamos tempo para pensar sobre o que estava acontecendo e a falsidade de tudo passava pela minha cabeça", admite. "Havia alguns músicos realmente bons que fizeram isso porque tinham dificuldade de encontrar trabalho em outro lugar." 'Êxito' Também não causou problemas de imagem: para as pessoas que moravam em sua pequena cidade natal, na região dos Apalaches, uma das mais desfavorecidas socialmente do país, Hindman havia "triunfado na cidade grande" contra a maré e o vento. "Meus pais e conhecidos me enviaram mensagens doces dizendo que me viram na televisão e não sabiam dizer o que estava acontecendo. Me senti pressionada a ser vista como um sucesso. De certa forma, isso me fez semelhante ao Compositor." E acrescenta: "ele podia compor, mas apenas um pouco. Ainda assim, ele encontrou uma maneira de ter sucesso. Eu fiz o mesmo com o violino." Para lidar com as duras horas de trabalho e longas viagens por todo o país, Hindman desenvolveu um vício em cocaína e anfetaminas que contribuíram para a deterioração de sua saúde mental. Os ataques de pânico se tornaram um companheiro de viagem, até que ela deixou a orquestra e voltou para a casa de seus pais. Ela tinha 26 anos. Mais tarde, Hindman conseguiu um emprego como secretária, que também pagava as mensalidades da faculdade para ela. Seus estudos em escrita criativa a inspiraram a escrever "Soa como Titanic", com base nas reações da plateia a uma das peças do Compositor. Os comentários, ao que parece, não foram equivocados, pois ele "emprestou" trechos da música popular "My Heart Will Go On" do filme de James Cameron, de 1997, sobre o naufrágio. Alguns meios de comunicação dos Estados Unidos afirmaram ter identificado o Compositor, mas sua identidade nunca foi confirmada oficialmente. Embora Hindman tenha entrado em contato com seus ex-colegas enquanto escrevia seu livro, ela nunca mais falou com o Compositor. "Espero que você concorde com o livro", diz Hindman, que dá aulas de redação criativa na Northern Kentucky University desde 2014. "Ele não entrou em contato comigo depois que o livro foi publicado, e alguém me disse que ele ainda estava em turnê." Mas desta vez, conta ela, parece que seus músicos estão realmente tocando os instrumentos ao vivo.
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Suzana Alves, ex-Tiazinha, assume fios brancos e rebate críticas: ‘Estou feliz, é isso que importa’
Atriz e empresária se manifestou em rede social após ver sua timeline dividida entre críticas e elogios. 'Não precisa gerar polêmica.' Suzana Alves, ex-Tiazinha, assume fios brancos e rebate críticas: 'Estou feliz, é isso que importa' Reprodução/Instagram Suzana Alves, a ex-tiazinha, tem compartilhado nas redes sociais algumas imagens em que aparece com os fios brancos, sem retoque de raiz. E, desde que adotou o look natural, a atriz e empresária tem recebido críticas e elogios em suas redes sociais. Neste domingo (7), Suzana resolveu se manifestar sobre o assunto após ver pessoas debatendo o tema em sua timeline. "Estou tão feliz com minha naturalidade. Fiquem e paz. Não precisa gerar polemica nem ficar discutindo nada, relaxem. Eu estou feliz e isso que importa", afirmou Suzana em um vídeo publicado em seu Instagram. Em maio, Suzana citou que não retocar a raiz durante a quarentena significada liberdade e coragem. "Efeitos de não fazer raiz do cabelo na quarentena = Liberdade e coragem. Quem por aí também está deixando as madeixas brancas e mesmo assim está feliz?", questionou. Suzana Alves, ex-Tiazinha, assume fios brancos e rebate críticas Initial plugin text Initial plugin text
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‘Irmãos Coragem’ completa 50 anos; veja fotos e curiosidades
Com romance, futebol e faroeste, novela teve audiência maior que a final da Copa de 1970 e consagrou a autora Janete Clair. Tarcísio Meira, Cláudio Cavalcanti e Claudio Marzo atuaram. Tarcísio Meira, Cláudio Cavalcanti, Macedo Neto e Claudio Marzo em 'Irmãos Coragem', 1970 Acervo Globo De 8 de junho de 1970 a 12 de junho do ano seguinte, o Brasil acompanhou a história da pequena Coroado com suas tramas de brigas por poder, amores proibidos e bola na rede na consagrada "Irmãos Coragem". Nesta segunda (8), a novela completa 50 anos, e o G1 publica curiosidades sobre ela, com dados do Memória Globo. "Irmãos Coragem" fazia lembrar o estilo faroeste com toques brasileiros. O enredo tinha temas como despotismo, futebol e muita história de amor conturbada. O elenco era comporto por Tarcísio Meira, Cláudio Cavalcanti, Claudio Marzo, Glória Menezes, Lucia Alves, Regina Duarte, Zilka Sallaberry e Milton Gonçalves, entre outros. A novela também marcou a estreia de Sônia Braga nas telenovelas. Gloria Menezes e Tarcísio Meira em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Na cidade de Coroado, no interior de Goiás, o corrupto latifundiário Pedro Barros (Gilberto Martinho) faz de tudo para controlar o comércio de diamantes na região, com seu time de jagunços particular. Para fazer frente a ele, se insurgem João (Tarcísio Meira), Jerônimo (Cláudio Cavalcanti) e Duda (Claudio Marzo), os irmãos Coragem. As mocinhas da trama foram a índia Potira (Lucia Alves), Lara (Glória Menezes), que assumia três personalidades diferentes a depender da ocasião; e a ingênua Ritinha (Regina Duarte). Claudio Marzo era o jorgador de futebol Duda em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Veja curiosidades em pesquisa do Memória Globo: "Irmãos coragem" foi campeã de audiência: sua audiência foi maior do que a final da Copa do Mundo de 1970, com o tricampeonato vencido pela seleção de Pelé, Jairzinho e Tostão sobre a Itália por 4 a 1; Duda, o irmão mais novo dos Coragem, foi ser jogador de futebol porque a autora, Janete Clair, queria adequar a novela à euforia que tomou o Brasil na campanha do tricampeonato; O primeiro capítulo mostrava o Maracanã lotado, numa partida real entre Flamengo e Botafogo. Claudio Marzo entrou em campo com o time do Flamengo e deixou a torcida intrigada com o "novo jogador"; Foi a segunda trama mais longa da Globo, com 328 capítulos, e reuniu o maior elenco em telenovelas até então; Foi construída para ela a primeira cidade cenográfica do Brasil. O cenário era constantemente invadido por cobras e jacarés; Foi reprisada duas vezes, em 1980 e em 1990, e ganhou um remake em 1995, com Marcos Palmeira, Marcos Winter e Ilya São Paulo como os irmãos Coragem, e Letícia Sabatella, Gabriela Duarte e Dira Paes como Lara, Ritinha e Potira; A novela foi encomendada para atrair o púbico masculino e deu certo: pela primeira vez, os homens admitam que assistiam a uma novela; Tarcísio Meira levou seu próprio cavalo para as gravações; Casados fora da trama, Tarcísio Meira e Gloria Menezes davam beijos reais em uma época dominada por beijos técnicos; O casal Jerônimo e Potira foi inspirado no filme Duelo ao Sol (1946); Foi justamente esse casal que chamou a atenção dos censores do regime militar: a maior preocupação dos censores era o adultério. Claudio Cavalcanti em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Lúcia Alves era a índia Potira em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Regina Duarte e Claudio Marzo em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo
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‘Irmãos Coragem’ completa 50 anos; FOTOS
Novela mesclou romance, futebol e faroeste e teve audiência maior que a final da Copa de 1970. Tarcísio Meira, Cláudio Cavalcanti, Cláudio Marzo viveram os protagonistas. Capa do disco da trilha sonora da novela "Irmãos Coragem" Divulgação Gloria Menezes e Tarcísio Meira em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Tarcísio Meira, Cláudio Cavalcanti, Macedo Neto e Cláudio Marzo em 'Irmãos Coragem', 1970 Acervo Globo Cláudio Marzo em 'Irmãos Coragem', de 1970 Divulgação/TV Globo Lúcia Alves era a índia Potira em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Claudio Cavalcanti em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Regina Duarte e Claudio Marzo em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Claudio Marzo era o jorgador de futebol Duda em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo Claudio Marzo em Irmãos Coragem Divulgação/TV Globo Zilka Sallaberry, Sônia Braga em 'Irmãos Coragem', 1970 Acervo Globo Milton Gonçalves em 'Irmãos Coragem' Acervo Globo
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