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Kanye West doa US$ 2 milhões a famílias de vítimas negras e paga estudos da filha de George Floyd

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

Segundo a CNN, doações serão feitas às famílias de Floyd, Breonna Taylor e Ahmaud Arbery, três negros mortos nos EUA neste ano. Kanye West em evento em Nova York, em maio de 2016 REUTERS/Lucas Jackson Kanye West fez uma doação de US$ 2 milhões às famílias de George Floyd, Breonna Taylor e Ahmaud Arbery, três negros mortos nos Estados Unidos neste ano. A informação foi divulgada por um representante do rapper à rede americana CNN. A doação inclui um fundo para o pagamento de advogados e um plano de educação, para cobrir totalmente as mensalidades da faculdade de Gianna, a filha de seis anos de Floyd. 'Gianna não tem mais um pai', diz Roxy Washington, mãe da filha de George Floyd A morte do ex-segurança, que teve o pescoço prensado pelo joelho de um policial branco, gerou uma onda de protestos contra o racismo no país, que entrou nesta quinta-feira (4) em seu 10º dia. O movimento se espalhou para outros lugares do mundo, com o apoio de várias vozes do entretenimento. Outros casos Breonna Taylor, de 26 anos, também foi morta pela polícia, em março deste ano. Ela levou oito tiros dentro do próprio apartamento – que os policiais acharam que fosse ponto de tráfico. Ahmaud Arbery foi assassinado aos 25 anos, em fevereiro, enquanto se exercitava na rua. Dois homens brancos foram presos e acusados de atirar contra ele.

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Canal Xbox Mil Grau é obrigado pela Microsoft a mudar de nome após acusações de racismo

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

'Exigimos a remoção imediata da nossa marca dos seus canais, por meio das empresas de redes sociais', afirmou empresa. Canal de games também foi tirado do ar no Twitch. Canal Xbox Mil Grau foi forçado a mudar de nome após acusações de racismo Reprodução O canal online de games antigamente conhecido como Xbox Mil Grau foi obrigado pela Microsoft a mudar de nome na terça-feira (2) após acusações de racismo. Com mais de 170 mil seguidores no YouTube, o agora chamado XMG também teve o canal tirado do ar da plataforma de transmissão especializada em games Twitch. "O conteúdo da conta Mil Grau não reflete nossos valores fundamentais de respeito, diversidade e inclusão", escreveu a Xbox Brasil em seu perfil no Twitter. "Nós já exigimos a remoção imediata da nossa marca dos seus canais, por meio das empresas de redes sociais." Initial plugin text A As críticas começaram depois que um dos membros do canal, Henrique Martins, tuitou no sábado (30) uma comparação entre manifestantes, que protestam nos Estados Unidos contra o racismo da polícia e a morte de George Floyd, e astronautas brancos. Ele é conhecido no canal como XCapim360. Uma das imagens, com a legenda em inglês "O que negros estão fazendo hoje", mostra um homem negro em frente a um carro em chamas. A outra, com a descrição "O que brancos estão fazendo hoje", mostra dois astronautas brancos. Depois disso, outros usuários do Twitter publicaram vídeos de transmissões antigas em que Martins fala "é cultura negra essa? Então é bem bosta mesmo" e um outro participante diz que negros "têm que voltar para a senzala. Nunca deveria ter deixado de ser escravo. Se é para ser isso daí a cultura dos caras". CORREÇÃO: o G1 errou ao informar que Martins falou que negros "têm que voltar para a senzala. Nunca deveria ter deixado de ser escravo. Se é para ser isso daí a cultura dos caras". Ele aparece no vídeo em que a conversa acontece, mas quem fala a frase é outro participante. A informação foi corrigida às 18h50. No perfil do canal no Twitter, os administradores afirmam que não cometeram atos de racismo. "Um dos streamers XMG que trabalha no twitch, @xcapim360 repostou no twitter um meme em seu perfil pessoal que estava sendo compartilhado fora do país, no intuito de apenas polemizar", escreveram em nota (leia a íntegra abaixo). "Além disso, clips editados e fora de contexto foram jogados na internet unicamente para prejudicá-lo e prejudicar o canal." Initial plugin text N O G1 entrou em contato com a Twitch, mas não recebeu resposta até a publicação.

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Galeria de Paris dá chapéus gigantes inspirados em dinastia chinesa para manter distanciamento

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

Chapéus de papel machê se baseiam na dinastia Song, com extensões que mantêm usuários a um metro de distância, conforme regras francesas contra a disseminação da Covid-19. Visitantes de galeria francesa têm que usar chapéus com abas gigantes para manterem distância uns dos outros BENOIT TESSIER / REUTERS Uma galeria de arte de Paris se inspirou na China antiga para cumprir o distanciamento social fornecendo chapéus com extensões gigantes para os visitantes. Os chapéus coloridos de papel machê se baseiam em adereços de cabeça da dinastia Song, que governou a China entre 960 e 1279, com extensões longas o suficiente para manter os usuários a um metro de distância um do outro, conforme estipulado nas regras francesas contra a disseminação da Covid-19. Acredita-se que o imperador Song tenha ordenado que seus subordinados usassem chapéus com abas para que não pudessem fofocar sem ser ouvidos. Galeria na França fornece chapéus para incentivar distanciamento social BENOIT TESSIER / REUTERS "Naquele tempo, eles eram usados para evitar que as autoridades publicas sussurrassem", explicou Dominique Pouzol, que projetou os chapéus para a galeria 59 Rivoli, à Reuters. "E por isso já havia então esta noção de distanciamento social." Algumas das criações de Pouzol também têm uma mensagem política — aquelas pintadas nas cores do arco-íris são um aceno aos direitos dos gays. "Os chapéus são para nos proteger da Covid-19", disse ela. "Mas disse a mim mesma que talvez eles também possam nos blindar… da maldade humana, de pessoas de mente estreita." Galeria na França recorre a chapéus para incentivar distanciamento entre visitantes BENOIT TESSIER / REUTERS

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Livros sobre antirracismo lideram vendas enquanto protestos crescem nos EUA

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

Livros de não-ficção sobre experiência negra lideram lista de mais vendidos da Amazon, incluindo títulos infantis. Muitos estão esgotados e volumes usados chegam a custar US$ 50. Livros que estão entre os mais vendidos nos EUA durante os dias de protesto contra o racismo, em edições brasileiras Divulgação De "Não Basta Não ser Racista" a "A Nova Segregação", livros sobre a história da discriminação racial nos EUA estão entre os mais vendidos no país, enquanto os norte-americanos buscam se educar durante os protestos contra o racismo. Livros de não-ficção sobre a experiência negra lideram a lista de mais vendidos da Amazon.com, incluindo títulos infantis. Muitos estão esgotados e volumes usados chegam a custar 50 dólares. Leia mais: 'This is America', 'Fight the power' e mais hits antirracistas têm disparada de audiência nos EUA "Isto não acontece todo dia… o primeiro e o segundo mais vendidos no geral na @amazon neste momento são dois livros que desafiam o racismo. Isto são vocês", disse Ibram X. Kendi, autor de "Como Ser Antirracista" no Twitter nesta semana. Assim como as manifestações transcendem a cor da pele, os norte-americanos estão procurando e repassando listas de leituras recomendadas a amigos e seguidores por meio de postagens no Twitter e no Instagram. Dos seis livros mais vendidos na Amazon.com nos EUA na tarde desta quinta-feira (4), cinco são sobre racismo Divulgação Kendi, que compilou uma destas listas para o jornal New York Times no final de semana, escreveu que o objetivo é "confrontar nossas crenças convenientes e nos conscientizar de que 'Eu não sou racista' é um slogan de negação". Os apoiadores também são instados a fazer suas compras em lojas de propriedade de negros ou independentes, uma forma concreta de ajuda. As recomendações se estendem a filmes e TV, incluindo "Cara Gente Branca", "Moonlight: Sob a Luz do Luar" e "Faça a Coisa Certa". Ava DuVernay, diretora dos dramas de temática negra "Selma: Uma Luta pela Igualdade" e "Olhos que Condenam", lançou uma plataforma de educação virtual cuja meta é usar tais conteúdos "como um trampolim para uma compreensão mais profunda". Initial plugin text

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Gabrielle Union entra com queixa de discriminação racial contra emissora de ‘America’s got talent’

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

Atriz, que foi demitida do trabalho de jurada do reality show, afirma que foi ameaçada por presidente da NBC para que não denunciasse casos de racismo nas gravações. Gabrielle Union em cena de 'Invasão' Divulgação A atriz Gabrielle Union entrou com uma queixa por discriminação racial no estado da Califórnia contra os produtores e a emissora responsável pelo reality show "America's got talent", de acordo com o site da revista "Variety". Ela também diz que o presidente do canal, Paul Telegdy, a ameaçou para que ela não denunciasse casos de racismo nas gravações. Os acusados na queixa feita ao Departamento estadual de Emprego Justo e Habitação são as produtoras Syco, de Simon Cowell, e FremantleMedia, assim como a NBCUniversal, dona da emissora NBC. Union e outra jurada do programa, Julianne Hough, foram demitidas em 2019. Depois disso, foram divulgadas uma série de denúncias sobre o ambiente tóxico criado durante as gravações, além de um casos de racismo envolvendo o convidado Jay Leno, apresentações com "blackface" aprovadas por produtores e reclamações sobre o cabelo da atriz. Em nota enviada à "Variety", um porta-voz da NBCUniversal chamou de falsa a acusação de ameaça, e afirmou que as reclamações de Union foram levadas a sério. Segundo a empresa, um investigador externo observou "uma cultura abrangente de diversidade no programa". O advogado da atriz, Bryan Freedman, respondeu ao comunicado. Ele afirmou que a emissora usa jogo de palavras para negar a acusação, e que a ameaça foi feita a um dos agentes de Union. "É francamente triste, mas não surpreendente, que, em vez de abordar sua própria discriminação racial, a NBC queira tentar evitar os problemas sistêmicos que permeiam sua empresa."

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Lives de hoje: Mano Walter, Marcelo D2, Rashid, Ponto de Equilíbrio e mais shows para ver em casa

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

Nesta sexta-feira (5), cantor de forró abre lives de São João. Show do D2 é transmitido no Multishow. Mano Walter, Marcelo D2 e Rashid fazem lives neste sexta-feira (5) Divulgação; Celso Tavares/G1 Marcelo D2, Rashid, Ponto de Equilíbrio fazem lives nesta sexta-feira (5). Já Mano Walter faz a primeira grande 'live arraiá' de junho no São João do isolamento e diz que vai tocar forró, baião, xote e clássicos das festas Além da live diária no Instagram, a cantora carioca Teresa Cristina também faz show pelo Cultura em Casa, projeto do Sesc. AGENDA DA SEMANA: Jota Quest, Bell Marques, Marcelo D2 e outros ainda tocam nesta semana Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Mateus e Cristiano – 18h – Link Teresa Cristina (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Marcelo D2 (Multishow) – 20h – Link Mano Walter – "Arraiá do Mano" – 20h – Link Thiago e Graciano – 20h – Link Ponto de Equilíbrio – 21h – Link Rashid (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Teresa Cristina – 22h – Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro

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Discos para descobrir em casa – ‘Quando o canto é reza’, Roberta Sá & Trio Madeira Brasil, 2010

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Quando o canto é reza', de Roberta Sá & Trio Madeira Brasil Ilustração de Filipe Jardim ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Quando o canto é reza – Canções de Roque Ferreira, Roberta Sá & Trio Madeira Brasil, 2010 ♪ Em março de 2010, Roberta Sá ainda saboreava o sucesso do disco e show Que belo estranho para se ter alegria (2007) quando foi para o estúdio gravar Quando o canto é reza, o álbum mais audacioso de carreira que ganhara o primeiro impulso há sete anos com luminosa gravação do samba A vizinha do lado (Dorival Caymmi, 1946) para a trilha sonora da novela Celebridade (TV Globo, 2003 / 2004). Cantora de origem potiguar, Roberta Sá entrou em estúdio do Rio de Janeiro (RJ) – cidade para onde migrara aos nove anos com a família, vinda de Natal (RN), onde nasceu em dezembro de 1980 – com o Trio Madeira Brasil para corajosamente fazer disco somente com músicas de Roque Ferreira. Baiano nascido em março de 1947 na litorânea cidade de Nazaré das Farinhas (BA), de onde se mudou para Salvador (BA) aos dez anos, o compositor Roque Augusto Ferreira foi lançado em 1979 na voz de Clara Nunes (1942 – 1983) e teve músicas gravadas com sucesso por Zeca Pagodinho nos anos 1990. Contudo, o compositor precisou esperar até os anos 2000 para ser cultuado por lapidar obra autoral fincada no samba de matriz afro-brasileira, mas com extensão para ritmos nordestinos como chula, coco, ijexá e ciranda. Obra que identifica Roque Ferreira como único legítimo seguidor de Dorival Caymmi (1914 – 2008) no mar profundo da música brasileira. A partir de 2004, ano em que o artista lançou o álbum solo Tem samba no mar e ano também em que a cantora baiana Mariene de Castro pediu passagem com o disco Abre caminho, repleto de músicas do compositor, Roque Ferreira foi descoberto por vozes da MPB. Maria Bethânia passou a gravá-lo com regularidade e ampliou a visibilidade do artista. Já seduzida pela arquitetura do cancioneiro do compositor desde 2004, Roberta Sá incluiu um então inédito samba de Roque, Laranjeira, no repertório de Que belo estranho dia para se ter alegria, álbum que consolidou o sucesso obtido pela cantora com o primeiro álbum oficial da discografia, Braseiro, lançado em 2005. No mesmo ano de 2007 em que lançou o CD Que belo estranho dia para se ter alegria, Roberta gravou com o Trio Madeira Brasil outro samba de Roque, Afefé, para o disco coletivo Samba novo, editado naquele ano. Destaque de Samba novo, a gravação de Afefé deu a pista certeira do tom sofisticado de Quando o canto é reza – Canções de Roque Ferreira, álbum lançado em agosto de 2010 com ilustrações de Filipe Jardim na luva que cobria a embalagem de formato digipack, na capa interna, na contracapa e no encarte. Capa interna do álbum 'Quando o canto é reza – Canções de Roque Ferreira', de Roberta Sá & Trio Madeira Brasil Ilustração de Filipe Jardim Produzido por Pedro Luís, sob direção musical do violonista Marcello Gonçalves, o álbum Quando o canto é reza – Canções de Roque Ferreira se impôs como clássico instantâneo da discografia brasileira e evidenciou a ousadia de Roberta Sá, cantora que se permitiu correr riscos ao se afastar da linha do bem-sucedido disco anterior. Nas gravações das 13 músicas selecionadas para o repertório, sendo oito então inéditas, o canto de Roberta Sá soou límpido e com a leveza que conquistou seguidores fiéis desde o disco Braseiro. Contudo, o êxito de Quando o canto é reza deve ser repartido de igual para igual com os excepcionais músicos do Trio Madeira Brasil. Marcello Gonçalves (violão de sete cordas), Ronaldo do Bandolim (bandolim) e Zé Paulo Becker (violão e viola caipira) refinaram as harmonias do cancioneiro de Roque Ferreira, às vezes afastando os sambas da roda baiana na qual gravitavam, por exemplo, as gravações radiantes da cantora Mariene de Castro, intérprete mais identificada com a gênese desse samba do Recôncavo Baiano. Embora sem abrir mão das percussões, confiadas aos músicos convidados Paulino Dias e Zero Telles, Roberta e o Trio Madeira Brasil abordaram a obra de Roque Ferreira sem o caloroso baticum do samba de roda. As cordas virtuosas do trio teceram requintadas tramas de violões que deram ao disco singular sofisticação instrumental. Por ser purista, defensor arraigado das tradições musicais, Roque Ferreira chegou a expressar publicamente certo descontentamento com o resultado do álbum com o qual havia colaborado ao receber Roberta e os músicos na Bahia, em 2009, na fase de seleção do repertório. Pura birra do compositor! Disco irretocável, Quando o canto é reza pôs Roberta Sá no altar das grandes cantoras surgidas no Brasil no século XXI, não somente pelo canto em si, sempre claro e afinado, mas pela inteligência na concepção deste álbum arrojado. Antes de gravar efetivamente o disco, em março e abril de 2010, Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil fizeram quatro apresentações em casa do Rio de Janeiro (RJ), em janeiro daquele ano, para testar o repertório em show então inédito. No roteiro deste show, a cantora e os músicos apresentaram medley com Mão de Ofá e Axé de Oxum que chegou a ser gravado para o disco, mas acabou excluído (juntamente com outra faixa supostamente intitulada Samba chula) da seleção final do álbum. O disco inicialmente se chamaria Chita fina, nome do samba de roda gravado em molde mais tradicional do gênero, com o devido toque interiorano (dado pela viola caipira de Zé Paulo Becker) e o prato e a faca percutidos por Zero. O título final, Quando o canto é reza, foi extraído da letra de Água doce, ijexá de toque tão santo quanto Menino, outro ijexá, este com violões que evocaram a batida dos afro-sambas ouvida no violão de Baden Powell (1937 – 2000) e que exibiram influência do ifá, ritmo do Candomblé. O elo da Bahia com a África foi evidenciado já na percussão introdutória do samba que abriu o disco, Mandingo, parceria de Roque com Pedro Luís, lançada por Pedro no álbum Ponto enredo (2008). Outra música também assinada por Roque com um parceiro, no caso o violonista Zé Paulo Becker, Zambiapungo evidenciou o bordado refinado das cordas do Trio Madeira Brasil, que soou latino ao abrir A mão do amor (2009), música originalmente intitulada Tricô até ter o título trocado por Maria Bethânia ao ser inserida como vinheta pela cantora no álbum Tua (2009). A alta costura do Trio Madeira Brasil fez com que a chula Xirê (2009) – lançada no ano anterior pela cantora Clécia Queiroz em disco também dedicado ao cancioneiro de Roque Ferreira – exemplificasse a habilidade do trio para tirar o samba do compositor da roda original sem prejuízo estético. As palmas em Xirê foram batidas em outra cadência, dialogando com o toque do violão. Festejo também reinventou a roda ao abrir mão da percussão, mas culminou com citação do Samba pra moças (Roque Ferreira e Grazielle, 1995), sucesso de Zeca Pagodinho, no arremate do disco. O samba Cocada também saiu da roda, sendo temperado com coco e maxixe. E por falar neste ritmo carioca, o samba Tô fora mostrou que Roque também sabia seguir a cadência bonita do samba do Rio de Janeiro (RJ). Tanto que Roberta convidou Moyseis Marques – voz emergente do samba da cidade – para dividir com a cantora a interpretação de Tô fora. As vivências cariocas da cantora e dos músicos se refletiram no ritmo de samba-choro que baixou em Orixá de frente em curioso contraponto com a temática afro-baiana da letra que versava sobre signos do Candomblé, com justificado orgulho negro. Roberta pôs um dengo próprio em Orixá de frente, evocando a manemolência dos sambas de Dorival Caymmi, uma das matrizes do cancioneiro de Roque Ferreira. Nessa ponte Rio-Bahia, o samba Água da minha sede (2000) – parceria de Roque com o carioca Dudu Nobre apresentada há então dez anos como faixa-título de álbum editado por Zeca Pagodinho – se banhou nas águas da ciranda e no baque do maracatu, em mais uma amostra de que Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil se recusaram a rezar pela cartilha de Roque Ferreira com fé cega. Mas como não pôr toda a fé em disco no qual Roberta Sá sacralizou o lirismo de Marejada?? Lançado em CD em edição luxuosa pela gravadora MP,B Discos, com distribuição da Universal Music, o álbum Quando o canto é reza – Canções de Roque Ferreira completou dez anos em 2020 como o ponto mais luminoso da discografia de Roberta Sá, embora os dois primeiros álbuns oficiais da cantora também sejam perfeitos. Bem recebido por público e critica, mas sem a euforia a que fazia jus, sobretudo entre alguns admiradores do disco anterior Que belo estranho dia para se ter alegria, o álbum Quando o canto é reza se conservou brilhante, imune aos efeitos corrosivos do tempo, como fonte sagrada de obra que se banha nas águas limpas da música do Brasil.

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Biquini Cavadão estende tributo a Herbert Vianna com gravação do show ‘Ilustre guerreiro’

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

Disco ao vivo sai em 12 de junho e incorpora três faixas feitas em estúdio pela banda, com outras músicas do compositor do grupo Paralamas do Sucesso. ♪ Em 2018, a banda carioca Biquini Cavadão homenageou o cantor, compositor e guitarrista Herbert Vianna no álbum Ilustre guerreiro, lançado em 30 de novembro daquele ano, com repertório dedicado ao cancioneiro autoral do vocalista da banda Paralamas do Sucesso. Foi um tributo ao padrinho artístico e principal incentivador do grupo, ao responsável inclusive pela escolha do nome Biquini Cavadão para a banda formada atualmente por Álvaro Birita, Bruno Gouveia, Carlos Coelho e Miguel Flores da Cunha. No dia seguinte ao lançamento do disco, em 1º de novembro de 2018, a banda subiu ao palco do Teatro Bradesco, na cidade de São Paulo (SP), para estrear o show baseado no disco em que o Biquini Cavadão reciclou as músicas Aonde quer que eu vá (Herbert Vianna e Paulo Sérgio Valle, 2000), Cuide bem do seu amor (2002), Mensagem de amor (1984), O amor não sabe esperar (1998), Se eu não te amasse tanto assim (Herbert Vianna e Paulo Sérgio Valle, 1999), Ska (1984), Só pra te mostrar (1992) e Vital e sua moto (1983). Feito já na estreia nacional do espetáculo Ilustre guerreiro, cuja turnê correria o Brasil a partir de 2019 até ter a rota interrompida pela pandemia do coronavírus em março deste ano de 2020, o registro ao vivo do show gera o 18º álbum da discografia do Biquini Cavadão. Capa do álbum 'Ilustre guerreiro – Ao vivo', da banda Biquini Cavadão Divulgação O álbum Ilustre guerreiro – Ao vivo está programado para ser lançado na próxima sexta-feira, 12 de junho, com capa que reproduz, em outras cores, a arte do disco original de 2018. O roteiro do show intercala as músicas de Herbert Vianna com sucessos do cancioneiro autoral do próprio Biquini Cavadão. Contudo, o álbum Ilustre guerreiro – Ao vivo vai além do roteiro do show e incorpora outras três músicas de Herbert Vianna, além das oito do repertório original do tributo. Músicas já apresentadas pela banda na temporada de 2019 do programa Versões, do canal Bis, o rock Fui eu (1984), a canção Caleidoscópio (1987) e a balada Quase um segundo (1988) aparecem no disco ao vivo em gravações feitas pelo Biquini Cavadão em estúdio, no fim de 2019. Essas gravações foram finalizadas em casa pelo grupo, já neste ano de 2020, para encorpar o repertório do álbum Ilustre guerreiro – Ao vivo, estendendo a homenagem do Biquini Cavadão a Herbert Vianna.

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Tiago Iorc dá passo atrás com canção adolescente

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

De romantismo pueril, single 'Você pra sempre em mim' vai na contramão da evolução mostrada pelo artista no álbum 'Reconstrução'. Capa do single 'Você pra sempre em mim', de Tiago Iorc Gabriel Frank Resenha de single Título: Você pra sempre em mim Artista: Tiago Iorc Compositor: Tiago Iorc Gravadora: Sony Music Cotação: * * 1/2 ♪ Tiago Iorc reapareceu esta semana. E a reaparição não se resumiu à live feita pelo cantor na noite de quarta-feira, 3 de junho, em transmissão ao vivo de formato acústico na qual, a sós com o próprio violão, o artista apresentou a inédita canção autoral Você pra sempre em mim entre sucessos da carreira fonográfica iniciada em 2007. Lançada em single na quinta-feira, 4 de junho, a canção Você pra sempre em mim está sendo promovida com clipe filmado, sob direção do próprio Tiago Iorc, em plano sequência no qual o cantor se acompanha ao violão na interpretação da música. Single – editado com capa que expôs expressiva imagem captada pelo fotógrafo cearense Gabriel Frank e escolhida através de enquete online – e clipe marcam a estreia do cantor na gravadora Sony Music, além de representarem, enfim, o término de período de reclusão do artista. Tanto que, geralmente arredio, Iorc deu entrevistas aos principais veículos de imprensa para divulgar a live e o single Você pra sempre em mim. Mesmo sem descartar novo sumiço do universo pop, como contou em entrevista a Braulio Lorenz do G1, o cantor parece momentaneamente decidido a retomar a carreira em moldes tradicionais e a seguir em frente. Nessa caminhada, a edição do single Você pra sempre em mim representa passo atrás na discografia do artista. Você pra sempre em mim é canção composta por Iorc aos 17 anos, no verão de 2003, ao fim da adolescência. Inspirada por amor de verão vivido em praia do Rio Grande do Sul, Você pra sempre em mim integra a primeira safra de canções do artista e não é por acaso que demorou tanto a aparecer na discografia do cantor. Trata-se de canção de letra compreensivelmente adolescente, de romantismo pueril, justificado pelas circunstâncias da época em que foi composta, mas inadequado para marcar a retomada da carreira do artista. Mesmo bem produzida e mixada por Roberto Pollo, a gravação de voz e violão de Você pra sempre em mim vai na contramão da evolução de Iorc como compositor, evidenciada em maio do ano passado, na volta-surpresa do artista com álbum intitulado justamente Reconstrução (2019). O single Você pra sempre em mim pode ter valor documental como registro tardio de flash da adolescência musical do artista, mas mostra bem menos do que Tiago Iorc já provou que pode oferecer aos seguidores. Dias e discos melhores virão…

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Mano Walter abre temporada de ‘lives juninas’ do isolamento: ‘Povo não vai ficar sem São João’

sexta-feira, 05 junho 2020 por Administrador

'A gente ia ter que inventar alguma coisa', ele diz ao G1. Alagoano faz primeiro grande 'live arraiá' de junho no Brasil e vai cantar forró, baião, xote e clássicos das festas nesta sexta-feira (5). As festas juninas não vão acontecer por conta da pandemia, mas ao longo de junho artistas vão fazer lives temáticas para tentar preencher o vazio das comemorações. Quem abre a "programação virtual" é Mano Walter que faz o "Arraiá do Mano" nesta sexta-feira (5), às 20h, com direito a fogueira, milho assado, e claro, muito forró. "Nós, forrozeiros, temos um papel a cumprir de levar alegria através da nossa música, então é nosso dever fazer com que mesmo nesse período de pandemia tenha São João", diz, por telefone, ao G1. "Vou fazer São João sim, o povo não vai ficar sem São João. Estou divulgando que pode arrastar o sofá, arrastar mesa, cadeiras e dançar com seu par, mas não vamos ficar sem São João", continua. Mano diz que o gênero vai ser predominante no repertório com forró pé de serra, baião e xote. Mas também vai ter música romântica. AGENDA DE LIVES: Fernando & Sorocaba, Jota Quest e Leonardo tocam no final de semana Mano Walter durante live em maio em seu rancho em Alagoas; foram 4 horas de transmissão, mas o cantor queria mais Reprodução Clássicos também não vão faltar e o cantor cita cantando versos de "Olha pro Céu" e " Pagode Russo", de Luiz Gonzaga, durante a entrevista. "Essa live tem o intuito de levar alegria, arrecadar alimentos para quem mais está precisando e também manter viva nossas tradições, nossa cultura", explica. E completa: "Não tinha como ficar em branco, a gente ia ter que inventar alguma coisa". Relação forte com São João Mano lembra que as festas juninas também foram importantes na sua infância em Quebrangulo, município do agreste de Alagoas. "Como eu sou do interior, eu já me criei ali dançando quadrilha, fogueira, milho assado na tradição mesmo", diz. Quando começou a cantar forró, a relação com as festas só se intensificou. Para o cantor, dois grandes momentos da carreira aconteceram quando ele cantou nas festas de Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), cidades em que a tradição da festa se mantêm muito forte. "É a mesma coisa do atleta participar das Olimpíadas, participar de uma Copa do Mundo. É uma coisa nesse naipe, como se fosse uma provação. Você tocou, chegou até aqui: aprovado!", diz. "São muitos grupos, bandas, então é muito concorrido tocar nessas festas principalmente nos dias principais: São João, São Pedro, Santo Antônio". O dia em que cantou pela primeira vez no clube da sua cidade também foi emocionante. "Passou um filme na minha mente de antes eu estava ali como espectador curtindo e no outro momento eu estava ali naquele palco cantando", diz. Quarentena cheia de atividades O isolamento em casa permitiu ao cantor retomar um hábito antigo: pintar. Ele diz que estava enferrujado, mas pediu dicas para um professor e tem preenchido o tempo fazendo quadros. Mano Walter tem pintado e desenhado durante quarentena Reprodução/Instagram/ManoWalter Ele compartilhou uma foto do começo da tela que fez com um desenho de cavalo. Mano também está conseguindo acompanhar a gravidez de Débora Silva de perto. O primeiro filho do casal chega em agosto. "É uma sensação arretada poder sentir todo dia o José dar um chutinho. Se eu tivesse tocando em um período normal, não teria como acompanhar assim todos os momentos da gestação tão perto", afirma. Initial plugin text Mas o cantor não deixou de lado as composições, ao contrário está produzindo músicas a distância. "Estou gravando um EP novo, galera produzindo em São Paulo e Fortaleza e eu estou colocando voz aqui em casa. Para quando voltar tudo ao normal a gente já chegar com todo vapor", diz. "Estou tentando sempre ocupar a mente, produzir, descansar um pouco também, arrumar o guarda roupa. Passar pano na casa e lavar prato é o que eu mais estou fazendo", afirma e ri. Mano Walter canta 'Não deixo não'

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