‘Valorant’, 1º grande game da Riot desde ‘LoL’, foca em tiros e apresenta novos personagens
Desenvolvedora de 'League of Legends' lança jogo gratuito em primeira pessoa para computadores nesta terça-feira (2). Com o lançamento oficial de "Valorant" nesta terça-feira (2), a Riot se afasta pela primeira vez em mais de dez anos de seu maior sucesso, "League of Legends". Com foco em sua mecânica de tiros em primeira pessoa e novos personagens, o game gratuito para computadores é o maior risco que a desenvolvedora já tomou em seus quase 14 anos de existência. "'League of legends' está sendo jogado há dez anos e, não vamos mentir, temos a mesma esperança para 'Valorant'", disse a produtora executiva do novo jogo, Anna Donlon, em evento para a imprensa e influenciadores. Veja trailer de gameplay de 'Valorant' O lançamento geral acontece após breve período de testes fechados, que contaram com média de 3 milhões de jogadores diários. Com a abertura para o público, o game ganha um novo mapa, ambientado na Itália, e uma nova agente, a mexicana Reyna. Tiros primeiro No game, os jogadores são separados em dois times e controlam os agentes, soldados especiais de diferentes países com habilidades únicas e equipamentos futuristas, que podem ser acionados ao longo da partida. Tudo isso poderia levantar uma comparação com "Overwatch", jogo da Blizzard que popularizou o subgênero de "tiros em primeira pessoa com heróis". No entanto, o foco nas armas e o limite dos poderes separam bastante os projetos. 'Valorant' ganha novo mapa em lançamento oficial Divulgação A diferença esteve presente desde o início do desenvolvimento, com o desejo de criar um combate mais estratégico. Com isso em mente, os criadores trabalharam a partir do que chamaram de "ciclo tático". Nele, avaliavam os passos tomados pelos jogadores em uma partida para impedir que o desenvolvimento fosse longe demais da parte tática e fugisse mais para a ação. "As habilidades são pensadas de forma a complementar as batalhas com tiros, não dominarem", afirmou o produtor executivo de "Valorant", Joe Ziegler. Em 'Valorant', agentes se enfrentam em times de cinco Reprodução
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Após casos de Covid-19 em grupos musicais, especialistas alertam para riscos em lives e corais
Corais de SP têm integrantes doentes; membros da equipe de dupla foram infectados após live. Especialistas dizem que proximidade entre músicos é mais perigosa que atividade em si. Corais do Theatro Municipal de São Paulo tiveram 8 casos confirmados de Covid-19; maestrina do Coro Paulistano morreu Celso Tavares/G1 Relatos de contaminação pelo coronavírus em reuniões de grupos musicais – que, em alguns casos, levaram à morte de integrantes – acenderam um alerta. Afinal, cantores e instrumentistas são vetores mais perigosos de coronavírus do que outras pessoas? “Um músico pode cantar com força, soltar mais secreção, mas o grande risco nesses casos é as pessoas estarem próximas, independentemente de estarem falando, cantando ou tocando”, explica o médico infectologista Renato Grinbaum, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Na última semana, dois profissionais – um baixista e um técnico de som – da equipe de Zezé Di Camargo e Luciano foram diagnosticados com a doença. Segundo a assessoria da dupla, os dois testaram positivo cerca de 10 dias depois de trabalharem em uma live dos artistas, no dia 10 de maio. Zezé di Camargo e Luciano também fizeram o teste para Covid-19, mas o resultado foi negativo. Os shows transmitidos on-line deram a cara do entretenimento durante a quarentena, mas alguns geraram críticas pela grande quantidade de músicos e técnicos nos bastidores. “Não é a atividade em si, mas o fato de serem pessoas próximas em um ambiente fechado que gera o maior risco, levando em consideração que cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas”, diz Grinbaum. Para ele, reunir grandes quantidades de músicos e profissionais em nome do entretenimento, em meio à pandemia, gera um risco “injustificado”. “Entendo que a diversão é importante para que as pessoas não entrem em depressão. Mas é um momento de resguardo. Nada vai amenizar o risco.” Contaminação em corais Em 26 de março, a maestrina Naomi Munakata, do Coral Paulistano, morreu aos 64 anos, vítima de complicações causadas pelo coronavírus. A maestrina titular do Coral Paulistano Naomi Munakata, de 64 anos. Divulgação Segundo o Theatro Municipal de São Paulo, foram confirmados outros oito casos de Covid-19 em integrantes do Coral Paulistano e do Coro Lírico, ambos administrados pela instituição. Todos os pacientes já estão curados. Além deles, três músicos apresentam sintomas da doença, mas sem gravidade, segundo o Theatro Municipal. Até o dia 13 de março, quando a instituição suspendeu suas atividades dois dias após a declaração da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), membros dos corais participavam de ensaios regulares para a ópera “Aida”, que estrearia no fim do mesmo mês. Outros casos de contaminação em corais foram relatados pela imprensa internacional. Na Holanda, 102 dos 130 integrantes de um coral em Amsterdam tiveram Covid-19 após uma apresentação no dia 8 de março, um dos últimos grandes concertos de música clássica no país antes do confinamento. Um deles, de 78 anos, morreu. Em Washington (EUA), membros de um coral se reuniram em março para um ensaio e, três semanas depois, 45 deles já haviam sido diagnosticados com a doença. Três foram hospitalizados e dois morreram. Da mesma forma, músicos do coro da Catedral de Berlim contraíram o coronavírus após um ensaio em março e, na Inglaterra, integrantes de um coral em Yorkshire foram infectados no início deste ano. Semana Pop faz homenagem aos artistas vítimas do novo coronavírus no Brasil Experimento com voz e instrumentos Christian Kähler, um especialista em mecânica de fluidos da Universidade Militar de Munique, realizou um experimento para avaliar se os atos de cantar e tocar instrumentos podem gerar riscos extras de contaminação pelo coronavírus. “Há décadas estudo como gotículas e aerossóis se comportam e tinha muita dúvida de que músicos e cantores estavam espalhando o vírus. Então, decidi medir o quão forte era o fluxo de ar deles ”, disse ao jornal britânico "The Guardian". Kähler analisou diferentes instrumentos e cantos em frequências altas e baixas. Os resultados da pesquisa mostram que alguns instrumentos – como a flauta, por exemplo – possuem um fluxo de ar capaz de espalhar partículas de vírus. Mas cantar, por sua vez, não gera mais risco do que falar perto de alguém. Para o especialista, os surtos de coronavírus após reuniões de corais provavelmente aconteceram por causa da proximidade entre os músicos. Essa também é a tese defendida pelo médico da Sociedade Brasileira de Infectologia. Na opinião de Grinbaum, ainda não há um modo totalmente seguro de se reunir com outras pessoas. Mesmo que haja uma eventual reabertura de casas de shows e teatros, enquanto não houver uma vacina contra a Covid-19, esses encontros continuarão sendo perigosos. Para que corais e grupos musicais voltem a ensaiar, diz o infectologista, a única via seria permitir a volta ao trabalho apenas para pessoas que já possuem anticorpos contra o coronavírus.
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Roberta Campos revive ‘Último romance’ da banda Los Hermanos
Cantora regrava música de Rodrigo Amarante em single que sai no Dia dos Namorados. ♪ Foi em casa que Roberta Campos gravou, sozinha, o primeiro álbum da carreira, Para aquelas perguntas tortas, lançado em 2008. De lá para cá, a cantora e compositora mineira já editou vários singles de feitura caseira. O próximo, Último romance, chega estrategicamente ao mercado fonográfico em 12 de junho, Dia dos Namorados. Trata-se de regravação da canção composta por Rodrigo Amarante e lançada há 17 anos pela banda Los Hermanos no terceiro álbum do quarteto carioca, Ventura (2003). Produzido por Roberta Campos com Rafael Ramos, o single Último romance tem o toque do violoncelo de Yanel Matos na gravação conduzida pela voz e pelo violão da artista. Fora da discografia do grupo, a música Último romance tinha ganhado até então um único registro fonográfico, feito curiosamente com a participação da própria Roberta Campos. Essa gravação figura em Ventura sinfônico, CD e DVD editados em 2017 com o registro do concerto em que a Orquestra Petrobrás Sinfônica toca o repertório do terceiro álbum da banda Los Hermanos em atmosfera clássica. Nesse projeto sinfônico, Roberta e o cantor Rodrigo Costa foram solistas vocais arregimentados pela orquestra para as abordagens de algumas músicas – entre elas, Último romance. E cabe lembrar que, dois anos antes, em 2015, Roberta Campos já havia feito conexão com Marcelo Camelo – integrante dos Los Hermanos tão fundamental para a banda quando Rodrigo Amarante – na gravação de Amiúde, canção autoral do quarto álbum da artista, Todo caminho é sorte (2015). Camelo participou da faixa ao lado de Marcelo Jeneci. Editado pela gravadora Deck, o single Último romance será lançado por Roberta Campos juntamente com o clipe da música, filmado em plano-sequência em parede branca da casa da cantora, sob direção de Marina Campos. “É como se eu morasse dentro da canção”, poetiza Roberto Campos, com a devida dose de romantismo inerente ao mês de junho.
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Alceu Valença apresenta o segundo movimento da sinfonia ‘Valencianas’
Single 'Tomara' é a primeira amostra do álbum gravado em Portugal em concerto feito pelo artista com a Orquestra Ouro Preto. ♪ Sequência do projeto sinfônico Valencianas (2012), perpetuado em CD e DVD editados em 2014, o álbum Valencianas II tem edição prevista para o fim deste ano de 2020. Valencianas II dá continuidade ao processo de enquadramento do cancioneiro do compositor pernambucano Alceu Valença na moldura sinfônica da mineira Orquestra Ouro Preto, regida pelo maestro Rodrigo Toffolo, em concertos feitos com intervenções vocais do autor das músicas. Programado para ser lançado inclusive nos formatos de CD e DVD, o álbum ao vivo Valencianas II registra o espetáculo gravado em 20 de janeiro na Casa da Música, reduto de concertos em Porto, cidade de Portugal. Alceu Valença e o maestro Rodrigo Toffolo, regente da Orquestra Ouro Preto Íris Zanetti / Divulgação Alceu avaliza a incursão sinfônica com o entusiasmo habitual. “É outro viés, um olhar diferente sobre a minha obra. Isso acontece muito em função do espírito da orquestra Ouro Preto. São músicos jovens que contagiam não apenas pela destreza com que executam seus instrumentos, mas pela maneira com que interpretam as nuances da minha música. E isso passa para a plateia. Quando fizemos Valencianas no Porto, o público português levantou-se para dançar em alguns números. Isso é impensável no ambiente da música de concerto. Os arranjos captam com muita sensibilidade os caminhos da música que faço”, ressalta o compositor. A primeira amostra do segundo movimento da sinfonia Valencianas será dada na sexta-feira, 5 de junho, com a edição do single com a gravação ao vivo da música Tomara (Alceu Valença e Rubem Valença Filho, 1992) no concerto realizado em Portugal. Além de Tomara, o programa de Valencianas II inclui as músicas Dia branco (Alceu Valença, 1974), Táxi lunar (Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, 1979), Na primeira manhã (Alceu Valença, 1980), Como nossos animais (Alceu Valença, 1982), Pelas ruas que andei (Alceu Valença e Vicente Barreto, 1982), O p da paixão (Alceu Valença, 1987), Solidão (Alceu Valença, 1994) e Tesoura do desejo (Alceu Valença, 1992).
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Samantha Marie Ware, da série ‘Glee’, diz que Lea Michele fez de sua estreia na TV ‘um inferno’
Atriz desabafou no Twitter ao comentar publicação de Lea sobre a morte de George Floyd e citou que 'outras pequenas agressões traumáticas' a fizeram se questionar sobre carreira. Samantha Marie Ware, da série 'Glee', diz que Lea Michele fez de sua estreia na TV 'um inferno' Reprodução/Instagram Samantha Marie Ware, conhecida por seu trabalho em "Glee", afirmou que Lea Michele fez de sua estreia na TV "um inferno". O desabafo de Samatha aconteceu em resposta a uma publicação de Lea sobre a morte do ex-segurança George Floyd. "George Floyd não merecia isso. Não foi um incidente isolado e isso deve acabar", escreveu Lea. Uma onda de protestos começou nos Estados Unidos em 25 de maio após a divulgação de um vídeo que mostra um homem negro sendo imobilizado por um policial branco com os joelhos em seu pescoço, em Minneapolis. Entenda os protestos nos EUA após a morte do ex-segurança negro George Floyd Em resposta a publicação de Lea no Twitter, Samantha escreveu: "Rindo muito! Você se lembra de quando fez do meu primeiro trabalho na TV um inferno? Porque eu nunca vou esquecer. Acho que você disse para todo mundo que, se tivesse a oportunidade, 'cagaria na minha peruca’, entre outras pequenas agressões traumáticas que me fizeram me questionar sobre a carreira em Hollywood". Initial plugin text Samantha estreou na TV na série "Glee" em 2015, participando de alguns episódios como a personagem Jane Hayward. Depois disso, estrelou outras séries televisivas. A mais recente delas foi "God Friended Me", em 2019. Michele integrou o elenco principal de "Glee" ao longo das seis temporadas da série como a personagem Rachel. Pelo trabalho, recebeu indicações para o Globo de Ouro e ao Emmy. Alex Newell, Amber Riley e Dabier Snell, que também integraram o elenco de "Glee", reagiram às acusações, mostrando apoio ao desabafo de Samantha. Segundo a revista Variety, os representantes das atrizes não retornaram o contato para comentar sobre o caso. Initial plugin text
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Museus do Vaticano reabrem para público com visitas agendadas e testes de temperatura
Espaços de arte ficaram quase três meses fechados por causa do isolamento do coronavírus. Visitante na Capela Sistina no Vaticano REUTERS/Guglielmo Mangiapane Os Museus do Vaticano reabriram ao público nesta segunda-feira (1), depois de ficarem quase três meses fechados por causa do isolamento do coronavírus. Com algumas das maiores obras-primas da Renascença, além de artefatos romanos e egípcios antigos, os museus só podem ser visitados atualmente por meio de reservas pela internet para controlar o número de pessoas presentes ao mesmo tempo. Os visitantes passam por um teste de temperatura feito por escâneres termais remotos e têm que usar máscaras. Mesmo assim, é um inconveniente pequeno em troca de ser uma das cerca de 25 pessoas que visitaram nesta segunda-feira a Capela Sistina com seu teto famoso e o Juízo Final pintado por Michelangelo no século 16. "Os Museus do Vaticano normalmente são inacessíveis por causa das multidões enormes de turistas, particularmente estrangeiros", disse Marisa, uma romana que não quis informar o sobrenome. Durante o fechamento, os amantes da arte puderam visitar os museus graças a turnês virtuais, mas a maioria concorda que nada se compara à presença física. "É claro que uma turnê digital é importante, mas uma visita de verdade a obras de arte de verdade jamais pode ser substituída por uma turnê virtual de nosso patrimônio", disse Barbara Jatta, diretora dos museus. Os museus receberam cerca de 7 milhões de visitantes no ano passado e são a fonte de renda mais confiável da Santa Sé, tendo gerado estimados US$ 100 milhões anuais no passado. G1 no É de Casa: Museus do Vaticano reabrirão a partir de 1º de junho
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‘Rain on me’, parceria de Lady Gaga e Ariana Grande, estreia em 1º lugar na parada da ‘Billboard’ dos EUA
Com resultado, Ariana bateu recorde ao colocar seu quarto lançamento direto no 1º lugar no Hot 100. Lady Gaga canta com Ariana Grande em 'Rain on Me' Divulgação/Universal "Rain on Me", parceria de Lady Gaga e Ariana Grande, estreou no topo da parada da "Billboard" dos EUA, conquistando o primeiro lugar no Hot 100. O ranking compila dados de streamings, transmissões de rádio e vendas (físicas e digitais) nos Estados Unidos. A música, que integra o álbum "Chromática" de Gaga, foi lançada nas plataformas digitais em 22 de maio, e teve seu videoclipe divulgado horas depois. "Rain on me" é 39º single estreante a aparecer logo de cara no topo do Hot 100 ao longo dos 62 anos de história do ranking musical, segundo a Billboard. Segundo a revista, foram 72 mil downloads pagos e 31.4 milhões de execuções nos serviços de streamming nos EUA ao longo da semana de lançamento, que se encerrou em 28 de maio. Além disso, a primeira colocação da música deu a Ariana Grande um novo recorde. Ela se tornou a primeira artista a estrear quatro músicas direto no número 1 do Hot 100. Com o resultado, Gaga atingiu sua quinta música na primeira colocação do ranking e se tornou a terceira artista solo a liderar um Hot 100 em três diferentes décadas (2000, 2010 e 2020). Antes dela, Mariah Carey, conquistou o feito das "quatro décadas", e Beyoncé, também entrou para o time das "três décadas" na última semana com o remix de "Savage". Lady Gaga sobre novo álbum: 'Estava com um quadro grave de depressão e a música me salvou'
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Lives da semana: Tiago Iorc, Leonardo, Marcelo D2, Mumuzinho e mais shows
Veja agenda de lives de segunda (1º) a domingo (7). Fernando e Sorocaba, Jota Quest, Bell Marques, Ponto de Equilíbrio, Filipe Catto e Teresa Cristina também fazem transmissões. Tiago Iorc Marcos Hermes / Divulgação Tiago Iorc, Marcelo D2, Mano Walter, Mumuzinho, Naiara Azevedo estão entre os artistas com lives programadas entre segunda (1º) e domingo (7). Fernando & Sorocaba, Jota Quest, Vibrações, Tropkillaz e Bruninho e Davi também fazem transmissões. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Veja lives por dia e onde assistir: Segunda (1º) Cristian Budu (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Bate-papo Carlinhos Brown e Luedji Luna (Nômade Festival) – 19h – Link Lufe Steffen (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Teresa Cristina – 22h – Link Terça (2) Zé Renato (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Teresa Cristina – 22h – Link Quarta (3) Bate-papo com Téo Lima, Zé Nogueira, Luizinho Avellar e outros membros da banda Sururu de Capote que acompanhou Djavan na turnê "Alumbramento" – 16h – Link Nego do Borel – 16h – Link Sepultura – 16h15 – Link Filipe Catto (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Bate-papo Carlinhos Brown e Elza Soares (Nômade Festival) – 19h – Link Tiago Iorc – 21h – Link Lobão (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Teresa Cristina – 22h – Link Quinta (4) Bruninho e Davi – 18 – Link Edgard Scandurra (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Naiara Azevedo – 20h – Link Mastruz com Leite – 21h – Link Teresa Cristina – 22h – Link Sexta (5) Mateus e Cristiano – 18h – Link Teresa Cristina (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Marcelo D2 (Multishow) – 20h – Link Mano Walter – 20h – Link Thiago e Graciano – 20h – Link Ponto de Equilíbrio – 21h – Link Xênia França (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Teresa Cristina – 22h – Link Tropkillaz – 22h – Link Sábado (6) Arraiá do Bell Marques – 12h – Link Sérgio Britto (Showlivre Play)- 16h – Link Zé Neto e Cristiano – 18h – Link Francis e Olivia Hime (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Jota Quest – 20h – Link Vibrações – 20h – Link Fernando e Sorocaba – 21h – Link Teresa Cristina – 22h – Link Tuyo – 21h – Link Domingo (7) Thaeme e Thiago – 16h – Link Mumuzinho – 18h – Link Renato Teixeira (Em Casa com Sesc) – 19h – Link VillaMix em Casa Modão com Leonardo, Rionegro e Solimões e outros – 20h – Link Teresa Cristina – 22h – Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Cantor e compositor Evaldo Gouveia morre de Covid-19 no Ceará
Gouveia tinha 91 anos e é autor de sucessos como "Sentimental Demais" e do samba-enredo "O Mundo Melhor de Pixinguinha" Músico morreu nesta sexta-feira (29) em Fortaleza Kid Júnior/SVM O músico compositor, cantor e violonista cearense Evaldo Gouveia morreu aos 91 anos nesta sexta-feira (29), em Fortaleza, em decorrência da Covid-19. A informação foi confirmada pelo biógrafo do artista, Ulysses Gaspar. Autor de "Sentimental Demais" e do samba-enredo "O Mundo Melhor de Pixinguinha", entre outras canções, Gouveia teve sua obra bastante interpretada e revisitada. O repertório de Evaldo Gouveia foi impulsionado pelas vozes de cantores consagrados como Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, Alaíde Costa e Maysa Monjardim. O cearense fez parte do lendário Trio Nagô, ao lado de Mário Alves e Epaminondas Souza. O ápice da carreira do cantor, veio da relação com Altemar Dutra (1940-1983). O cearense levou Dutra às boates de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), e o sucesso do cantor mineiro, interpretando as composições de Evaldo, levou ambos ao auge. Evaldo fez parte do Trio Nagô Thiago Gaspar/Arquivo SVM Trajetória Evaldo Gouveia nasceu na cidade de Orós, no sul do Ceará no dia 8 de agosto de 1928. A família se mudou para a cidade vizinha, Iguatu, quando ele tinha apenas três meses de idade. Gouveia é referência da Música Popular Brasileira da era do rádio, que teve seu auge no Brasil nas décadas de 1940 e 1950. A base para a consagração do cantor no estado do Rio de Janeiro, no final da década de 1940, teve raízes na sua reputação pelo circuito de bares de Fortaleza e pelos prêmios em programas de calouros da extinta Ceará Rádio Clube, com sede na capital cearense. Após essa fase, Gouveia ajudou na fundação do Trio Nagô, grupo com o qual ele teve um amplo circuito de shows.
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Discos para descobrir em casa – ‘Arranha-céu’, Zé Renato, 1994
Capa do álbum 'Arranha-céu', de Zé Renato Nana Moraes ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Arranha-céu, Zé Renato, 1994 ♪ É simbólico que, na capa do álbum Arranha-céu, Zé Renato apareça à frente de um microfone na foto clicada por Nana Moraes em estúdio de gravação. Quarto álbum da discografia solo de José Renato Botelho Moschkovich, artista de origem capixaba e criação carioca nascido em abril de 1956, Arranha-céu foi disco de intérprete. Foi, mais especificamente, o tributo fonográfico de um cantor a outro cantor. O subtítulo do álbum lançado em 1994 pela gravadora Velas – Sobre as músicas e interpretações de Sylvio Caldas – já explicitou as boas intenções do cantor, compositor e violonista projetado nacionalmente em 1979 como um dos vocalistas do quarteto Boca Livre, formado em 1978. Entre idas e vindas, o grupo Boca Livre permanece em cena há 42 anos. Nos intervalos da agenda do quarteto, Zé Renato pavimentou respeitada carreira solo em que vem alternando vigorosos álbuns autorais – casos sobretudo de Cabô (1999) e do recente Bebedouro (2018) – com discos de intérprete em que o foco principal residiu no canto afinado do artista. Dono de emissão límpida, Zé Renato se confirmou um dos grandes cantores do Brasil justamente com Arranha-céu, disco gravado em julho de 1992, dois anos antes do lançamento, com produção e direção musical do próprio Zé Renato. Como sugeriu o subtítulo do disco, Zé Renato ofereceu visão particular do repertório do cantor e compositor carioca Silvio Narciso de Figueiredo Caldas (23 de maio de 1908 – 3 de fevereiro de 1988), uma das vozes sobressalentes da seminal música brasileira dos anos 1930, 1940 e 1950. Além da excelência vocal de Zé Renato, da beleza perene das 12 músicas selecionadas para o repertório e das soluções elegantes dos arranjos, Arranha-céu se elevou na discografia nacional pelo contraste entre o estilo grandiloquente de Silvio Caldas e o tom depurado do canto de Zé Renato. Mesmo sem as ousadias estilísticas de Orlando Silva (1915 – 1978) e sem o poder aglutinador de multidões de Francisco Alves (1898 – 1952), cantores contemporâneos alçados à fama na mesma era musical, o Caboclinho querido – um dos epítetos atribuídos a Caldas – marcou época, inclusive por ter sido também inspirado compositor, geralmente em parceria com o compositor carioca Orestes Barbosa (1893 – 1966). Como autor e/ou intérprete, Caldas deu voz a um fino repertório de emoções purificadas por Zé Renato em Arranha-céu. Intérprete apegado às tradições vocais do bel canto, Caldas registrou sambas, valsas e canções ao modo da época, muitas vezes em tom seresteiro. Zé Renato filtrou o cancioneiro do colega antecessor pela estética do canto mais cool sem jamais diluir o sentimento entranhado nas letras das composições. Em clima de serenata moderna, feita com o toque do violão de Marco Pereira, Zé Renato soube reverberar, por exemplo, toda a melancolia de Maringá (Joubert de Carvalho, 1931), canção abordada por Caldas em 1957 com tal propriedade que conseguiu associar a composição ao próprio nome, 16 anos após a gravação original do cantor paulista Gastão Formenti (1984 – 1974). Efeito de dores de amores expiadas em letras de música, a tristeza já se fez senhora na abertura do disco quando Zé Renato cantou, a capella, toda a primeira estrofe da música-título Arranha-céu (1977) – exemplo da afinação da parceria de Caldas com Orestes Barbosa – antes da entrada do acordeom de Cristovão Bastos a partir da segunda estrofe. Entre canções do amor demais, como Serenata do adeus (Vinicius de Moraes, 1958) e a valsa Quase que eu disse (Silvio Caldas e Orestes Barbosa, 1935), o álbum Arranha-céu caiu bem nos sambas associados à voz de Caldas. Samba de Ary Barroso (1903 – 1964) que se tornou o primeiro sucesso de Caldas ao ser lançado pelo cantor em disco de 1931, Faceira ganhou o devido dengo no registro de Zé Renato. Contudo, no terreiro do samba, nada surpreendeu mais em Arranha-céu do que a gravação de Minha palhoça (J. Cascata, 1935), samba de breque que Zé Renato dividiu com João Bosco em gravação singular feita no tom minimalista do álbum. E dividir, no caso, significou também brincar com o ritmo do samba, revivido com o violão de Bosco e a percussão do próprio Zé Renato. Imune aos efeitos do tempo, a beleza inebriante de composições como a valsa Se tudo soubesses (Georges Moran e Cristóvão de Alencar, 1941) – cujo lirismo melancólico foi sublinhado pelas cordas orquestradas pelo pianista Cristovão Bastos – e o fox-canção Mulher (Custódio Mesquita e Sady Cabral, 1940) pairou acima de estéticas e contribuiu para que o canto de Zé Renato chegasse aos céus neste disco irretocável. Em Viva meu samba (Billy Blanco, 1957), Zé Renato fez da tristeza um Carnaval de beleza que realçou o telecoteco deste samba lançado por Caldas. Dois outros dois sambas, Arrependimento (Silvio Caldas e Cristóvão de Alencar, 1935) e Como os rios que correm pro mar (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy, 1944), reforçaram o repertório de Arranha-céu, álbum encerrado com a joia de maior quilate poético entre as pérolas do repertório autoral de Caldas, Chão de estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa, 1937), uma das mais belas páginas da música brasileira em todos os tempos. Ao dar voz a essa canção de tom seresteiro somente com o toque da guitarra de Victor Biglione, Zé Renato mais uma vez se elevou como intérprete e, reapresentando com respeito e sem subserviência o magistral repertório de Silvio Caldas, subiu definitivamente ao pódio reservado aos grandes cantores do Brasil.
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