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Espetáculo em sala vazia: orquestra de Paris toca Strauss na era da Covid-19

sexta-feira, 29 maio 2020 por Administrador

Violinista francês Renaud Capuçon se apresentou em auditório vazio: 'Muito contente em poder tocar novamente após o longo período quando tudo estava fechado. É um verdadeiro renascimento'. Vazia, a sala Pierre Boulez, em Paris, recebe concerto do violinista Renaud Capucon, após reabertura gradual da França REUTERS/Benoit Tessier Renaud Capuçon, um violinista francês acostumado a tocar para mais de 2 mil pessoas, se apresentou nesta quinta-feira (28) diante de um auditório completamente vazio, mas afirmou que a experiência não foi pior por conta disso. "É como um retorno à vida", disse o músico sobre sua performance, sua primeira no auditório da Filarmônica de Paris desde que a epidemia de Covid-19 forçou o cancelamento de todos os concertos em março. "Estamos todos muito contentes em poder tocar novamente após o longo período quando tudo estava fechado. É um verdadeiro renascimento", afirmou. Capuçon e sua orquestra de cordas de 23 pessoas executaram a peça "Metamorphosen", do compositor alemão Richard Strauss. O auditório, que pode acomodar até 2.400 pessoas, estava vazio, a não ser por dois membros da equipe que usavam máscaras cirúrgicas — cumprindo a ordem do governo francês que proíbe aglomerações e que ainda está em vigência mesmo com o afrouxamento de outras restrições. Os membros da orquestra não precisaram usar máscaras, mas tiveram de se sentar a pelo menos um metro de distância um do outro no palco. O público era virtual: pessoas assistiram e ouviram de casa, via transmissão ao vivo pelo website do auditório. Violinista Renaud Capucon e músicos se apresentam na sala Pierre Boulez vazia em retomada de atividades na França após lockdown para conter coronavírus REUTERS/Benoit Tessier Dois membros da equipe usam máscaras cirúrgicas durante transmissão de concerto do violinista Renaud Capucon REUTERS/Benoit Tessier Vazia, a sala Pierre Boulez, em Paris, recebe concerto do violinista Renaud Capucon, após reabertura gradual da França REUTERS/Benoit Tessier

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Chris Rock e Rosie Perez incentivam uso de máscara durante participação em evento com governador de NY

sexta-feira, 29 maio 2020 por Administrador

Comediante e atriz disseram que participariam de campanhas de serviço público pedindo aos nova-iorquinos para levar a pandemia a sério e tomarem as medidas para impedir propagação do vírus. Chris Rock e Rosie Perez incentivam uso de máscara durante participação em evento com governador de NY Getty Images via AFP O comediante Chris Rock e a atriz Rosie Perez fizeram uma aparição surpresa na entrevista coletiva diária do governador de Nova York, Andrew Cuomo, para enfatizar a mensagem de que o público deve usar máscaras para ajudar a conter a pandemia de coronavírus. As celebridades, que cresceram no bairro do Brooklyn, em Nova York, disseram que participariam de campanhas de serviço público pedindo aos nova-iorquinos para levar a pandemia a sério, usarem máscaras e tomarem outras medidas para impedir a propagação do vírus. Rock disse que estava vendo cerca de 40% das pessoas no Brooklyn usando máscaras. "São as crianças que realmente não estão usando máscara, e você sabe, é triste", disse ele. "É triste que nossa saúde tenha se tornado, você sabe, uma espécie de questão política … É quase um símbolo de status não usar máscara". Perez falou brevemente em espanhol. "Para minha gente, use uma máscara, por favor", disse ela. "Os números em nossas comunidades são surpreendentes. Isso não é uma piada. Isso não é uma farsa. Isso é real." Chris Rock e Rosie Perez incentivam usam de máscara durante participação em evento com governador de NY Getty Images via AFP

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Rafa Kalimann celebra contrato com a Globo: ‘Espero por essa oportunidade desde os 14 anos’

sexta-feira, 29 maio 2020 por Administrador

Digital influencer e ex-BBB se emocionou ao falar sobre novo passo na carreira. 'Dedicação pra carreira de atriz agora exigirá o dobro do esforço e foco'. Rafa Kalimann celebra contrato com a Globo: 'Espero por essa oportunidade desde os 14 anos' Reprodução/Instagram Rafa Kalimann se emocionou ao falar sobre o novo passo de sua carreira. A digital influencer e ex-BBB é a mais nova contratada da TV Globo. Nesta quinta-feira (28), Rafa, de 27 anos, fez um longo post em seu Instagram e uma série de vídeos para contar a novidade. Nas imagens, a segunda colocada do reality show não segura as lágrimas e mostra as mãos trêmulas de emoção. "O sorriso tá largo, coração tá pulando pra fora. Agradecendo a cada segundo. Deus honrou meus sonhos. Esse é um dos momentos mais importantes da minha vida." "Espero por essa oportunidade desde os meus 14 anos. Eu me apaixonei pelo teatro muito cedo, cheguei a estudar em algumas escolas, mas meu trabalho me fez seguir outros caminhos, focando mais nas minhas redes sociais, um trabalho que eu amo e que me fez chegar até aqui." "Estou ansiosa e com uma expectativa muito boa com essa oportunidade que a Globo e o Globoplay estão me dando. Ter a chance de retomar esse meu sonho tão antigo é um privilégio. Eu quero estudar muito, me dedicar 100% a essa profissão que eu respeito e admiro tanto. E saber que terei a oportunidade de estudar e a ajuda de profissionais reconhecidos no mercado, é um sonho." Rafa Kalimann celebra contrato com a Globo "Sei que não será uma tarefa fácil e o desafio que vem pela frente é enorme, minha dedicação pra carreira de atriz agora exigirá o dobro do meu esforço e foco, mas estou disposta pra dar o meu melhor." "Quero viver essa experiência com muita responsabilidade e amor", escreveu Rafa nas redes sociais. Rafa não é a primeira participante do “BBB20” a ser contratada pela emissora. Logo após o fim do reality show, o ator Babu Santana também celebrou a parceria com a casa, mostrando seu crachá. "Em tempos difíceis como esse que passamos, é um privilégio dizer a vocês que paizão não tá mais desempregado", escreveu, citando o apelido pelo qual ficou conhecido durante sua participação no reality, "Gratidão à Globo e a todos vocês, que torceram e torcem por mim." Initial plugin text

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Adriana Calcanhotto corre o mundo, com o poder da criação, ao refinar emoções do isolamento no álbum ‘Só’

sexta-feira, 29 maio 2020 por Administrador

Artista confirma a inspiração inventiva em disco que destaca funk sobre a quarentena e canção sobre a cidade portuguesa de Coimbra. Capa do álbum 'Só', de Adriana Calcanhotto Murilo Alvesso / Arte de Mike Knecht Resenha de álbum Título: Só Artista: Adriana Calcanhotto Gravadora: Minha música / Xirê Cotação: * * * * ♪ De um “disco emergencial”, como Adriana Calcanhotto caracterizou em live o álbum autoral Só, posto no mundo nesta sexta-feira, 29 de maio, espera-se sobretudo a conexão com o tempo em que foi criado e produzido. Primeiro álbum em que a cantora e compositora gaúcha assina sem parceiros um repertório inteiramente inédito, Só cumpre esse objetivo com brilho ao encadear nove músicas feitas pela artista durante o processo de isolamento social para a contenção da pandemia do coronavírus. A força do disco reside na aglomeração de canções que refletem sentimentos gerados em momento singular da história de humanidade. Se essas nove canções forem ouvidas isoladamente, uma ou outra música pode até sucumbir no confronto com o cancioneiro produzido pela compositora na áurea década de 1990 – bem poucas, uma ou duas, para se fazer justiça à compulsiva criadora. Mas isso nada importa no contexto em que o disco se apresenta a um mundo ainda aturdido com a necessidade de ficar em casa sem interação social. É no conjunto da obra que Só se solidifica como álbum, tornando reconhecível a assinatura intransferível de Adriana Calcanhotto, delineada ao longo dos últimos 30 anos, sobretudo a partir do segundo álbum da artista, Senhas (1992), disco no qual a cantora tomou as rédeas da carreira fonográfica e corrigiu os erros do equivocado álbum de estreia Enguiço (1990). Adriana Calcanhotto lança o álbum 'Só' com nove canções inéditas compostas durante a quarentena Leo Aversa / Divulgação No conjunto da obra exposta em Só, uma composição em especial sobressai pela inventividade. Trata-se do funk Bunda lê lê, gravado pela cantora com o DJ Dennis. Na arquitetura engenhosa da composição, Calcanhotto se apropria de termos recorrentes nas letras eróticas dos batidões cariocas – “Bunda”, “Senta” e “Vai” – para criar letra imperativa sobre a necessidade de a população “sentar a bunda” em casa sem a tentação de descumprir o isolamento social. Bunda lê lê segue o trilho de Meu bonde, o antenado funk de 150 BPM apresentado por Calcanhotto no álbum anterior Margem (2019). Em Só, o apego crescente da compositora ao gênero fica exposto já na abertura do álbum com a batida funkeada do violão que introduz Ninguém na rua, retrato cinzento da esvaziada paisagem urbana, esculpido pela artista sob a ótica do confinamento em casa situada em bucólico e afastado reduto da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Era só é canção de amor ao estilo de Tua (2009) e de tantas outras feitas por Calcanhotto, com a diferença de que, na poesia da atual canção, o amor precisa se bastar longe da visão do ser amado por conta do isolamento social. O toque do piano de Zé Manoel sublinha as intenções da canção. Embebida em melancolia, a canção Tive noticias soa mais aliciante e se insinua como possível tema de novela por ser canção de amor sobre um coração em quarentena, nas trevas, como poetiza a autora em balada em que o DNA da compositora é facilmente identificável. Samba com letra escrita sob ótima similar à da poesia da canção Era só, Eu vi você sambar espouca flash da memória afetiva que culta momento de encantamento e paixão já capturado há tempos pelas lentes do amor. Samba gravado com arranjo que embute antropofagicamente tanto o grave do funk quanto uma batida do norte do Brasil, Eu vi você sambar soa como sobra do álbum O micróbio do samba (2011), assim como Sol quadrado, luminoso samba de molde tradicional em que a autora expõe finas ironias no trato conjugal em gravação de menos dois minutos. Da paisagem da janela, Calcanhotto manda outro flash sobre o confinamento em O que temos, com direito a um recado político, dado com o som de panelas batendo ao fim da faixa. Coleção de flashes de viagens em turnês, a canção Lembrando da estrada não chega a empolgar na safra 2020 da compositora, mas soa mais sedutora do que a insossa abordagem de voz-e-violão feita por Calcanhotto em live no último sábado, 23 de maio. Adriana Calcanhotto brilha como compositora no funk 'Bunda lê lê' e na canção 'Corre o munda' Leo Aversa / Divulgação O arranjo de Lembrando da estrada faz lembrar que Só foi disco de criação solitária, mas de formatação coletiva, feita à distância. Produtor musical do aclamado último álbum de Fafá de Belém, Humana (2019), Arthur Nogueira capitaneou a produção deste 16º álbum da discografia de Calcanhotto – incluídos na conta os três discos assinados pela artista com o heterônimo infantil Adriana Partimpim. Arregimentados por Nogueira, músicos de quatro cidades do Brasil – Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) – contribuíram remotamente com a formatação das faixas. Nomes ligados à cena eletrônica de Belém (PA), Mateus Estrela – apresentado sob o codinome artístico STRR – e Leo Chaves são músicos que deram corpo ao cancioneiro emergencial de Adriana Calcanhotto em Só, atuando como instrumentistas e arranjadores. Gravado com os toques de músicos como o guitarrista Allen Alencar e o baterista Thomas Harres, o disco é belamente encerrado com Corre o munda, música de batida funkeada em que a autora confinada e solitária semeia a esperança de voltar à cidade portuguesa de Coimbra, para onde iria retornar neste primeiro semestre, dando continuidade ao ofício de ensinar Letras em universidade local, em rota de viagem estancada pela pandemia do covid-19. Nesta faixa inebriante que embute sons evocativos da música de Portugal em atmosfera eletrônica, Calcanhotto se caracteriza na letra como “compositora sem eira nem beira” por não encontrar rima para Coimbra. O álbum Só desmente a sentença implacável dada com verve pela autora à si própria. Da janela, sob o ilimitado raio de visão do poder da criação musical, Adriana Calcanhotto fez Arte ao gestar cancioneiro inspirado em que, entre canções e funks da quarentena, a estilista tropicalista refina sensações do isolamento social sem sair de casa e sem pisar no terreno da obviedade, mas correndo o mundo (e a munda…) nas asas da poesia.

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Mahmundi versa sobre interações no tom orgânico do disco ‘Mundo novo’

sexta-feira, 29 maio 2020 por Administrador

Capa do disco 'Mundo novo', de Mahmundi Arte de Gabriel Kempers Resenha de álbum Título: Mundo novo Artista: Mahmundi Gravadora: Universal Music Cotação: * * * 1/2 ♪ Mahmundi sai do casulo em Mundo novo, disco de sete faixas que a artista carioca entende configurar o terceiro álbum de discografia iniciada há oito anos com o EP Efeito das cores (2012). O painel multicolorido exposto na capa de Mundo novo – criação do artista Gabriel Kempers – está em sintonia com o tom de disco em que a cantora, compositora e instrumentista versa basicamente sobre a interação humana ao mesmo tempo em que experimenta sonoridade mais orgânica, gerada de forma mais coletiva, na contramão do espírito sintético e solitário de discos anteriores de Mahmundi, gravados com predomínio de sintetizadores. Em Mundo novo, a artista se permite inclusive dar voz a músicas de outros autores. “Ser humano é ser plural”, sentencia o compositor e músico Paulo Nazareth na fala de 49 segundos intitulada Mundo novo (Intro) e alocada na abertura do disco. Nazareth é também o autor de uma das seis músicas do disco, Convívio, de título autoexplicativo dentro do contexto de repertório gravado com produção musical capitaneada pela própria Mahmundi com a colaboração do músico Frederico Heliodoro, creditado como coprodutor de Mundo novo. Mahmundi regrava música composta por Jorge Mautner e Dadi no disco 'Mundo novo' Rui Mendes / Divulgação Finalizado em fevereiro, antes do Brasil entrar em isolamento social para conter a pandemia do covid-19, o disco Mundo novo flagra Mahmundi em processo de inserção em mundo doente em que as pessoas já se confinavam dentro de si mesmas, sozinhas mesmo em meio às multidões, como ressalta verso da letra de Coração na escuridão (Jorge Mautner e Dadi, 2005), sagaz lembrança da artista. “Quero que tudo seja só felicidade / Quero que tudo dure apenas toda a eternidade”, espera Mahmundi ao vislumbrar a saída do sol, após a tempestade existencial, na batida funkeada dessa música, única regravação do disco. É sobre a necessidade humana de sair para a vida, de se comunicar com outro e de quebrar barreiras sociais que parecem versar músicas como Nova TV e a balada Nós de fronte, parcerias de Mahmundi com Castello Branco. Para quem prefere canções mais palatáveis, o pop reggae Sem medo evoca as boas vibrações do gênero, já tendo sido previamente apresentado em single editado em março. A música é assinada por Mahmundi em parceria com Felippe Lau e foi gravada com produção musical orquestrada pela cantora com o guitarrista Davi Moraes. No fim do disco Mundo novo, a balada Vai (Frederico Heliodoro) abre sorrisos e janelas para deixar o sol entrar, sinalizando que Mahmundi sabe encarar dias bons e ruins.

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Taylor Swift diz que votará contra Trump em eleição e o acusa de ‘alimentar o fogo do racismo’

sexta-feira, 29 maio 2020 por Administrador

Presidente americano ameaçou usar força letal contra saqueadores em Minneapolis. Cidade tem sido palco de protestos desde morte de George Floyd após ser asfixiado por policial. Taylor Swift posa no tapete vermelho do VMA 2019 Evan Agostini/Invision/AP Taylor Swift criticou comentários feitos pelo presidente americano Donald Trump nesta sexta-feira (29) em relação aos protestos em Minneapolis. A revolta na cidade, marcada por manifestações e confrontos com a polícia, acontece desde segunda-feira (25), quando George Floyd, um homem negro, morreu após ser asfixiado por um policial quando já estava rendido e algemado. "Depois de alimentar o fogo da supremacia branca e do racismo durante toda a sua presidência, você tem a coragem de simular superioridade moral antes de ameaçar violência?", escreveu a cantora em seu perfil no Twitter. Initial plugin text "'Quando os saques começam, os tiros começam'? Nós vamos tirar você com o voto em novembro", afirmou, em relação à frase usada mais cedo por Trump. A rede social chegou a marcar o tuíte do presidente como "glorificação da violência", mas não o apagou por considerá-lo de "interesse público". "Esses bandidos estão desonrando a memória de George Floyd, e eu não deixarei isso acontecer. Acabei de falar com o governador Tim Walz e lhe disse que o Exército está com ele. Qualquer dificuldade e nós assumiremos o controle, mas, quando o saque começar, o tiroteio começará. Obrigado!", afirmou Trump.

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Britney Spears lança ‘Mood ring’, faixa bônus de álbum de 2016

sexta-feira, 29 maio 2020 por Administrador

Música fez parte de edição japonesa do disco 'Glory'. Lançamento mundial era pedido por fãs. Britney Spears em foto publicada no Instagram Reprodução/Instagram De surpresa, Britney Spears lançou nesta sexta-feira (29) "Mood ring", faixa bônus de seu álbum "Glory", de 2016. A música saiu originalmente na edição do disco para o Japão, e só estava disponível no país. O lançamento mundial era um pedido antigo dos fãs da cantora. "Vocês estavam pedindo por isso", postou Britney no Instagram para anunciar a música. "Mood ring" é divulgada semanas depois da cantora também compartilhar uma nova capa para o "Glory". A imagem mostra Britney deitada em um deserto e presa a correntes. Initial plugin text

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Orquestra boliviana está presa há mais de dois meses na Alemanha

quinta-feira, 28 maio 2020 por Administrador

Alojados na propriedade do Palácio de Rheinsberg, no estado de Brandemburgo, os 25 músicos de uma orquestra experimental de La Paz ainda não sabem quando poderão voltar para casa por causa da pandemia de coronavírus. Membros da Orquestra Experimental de Instrumentos Nativos (OEIN) da Bolívia tocam no Schloss Theather, em Rheinsberg, na Alemanha, na quarta-feira (27) Reuters/Hannibal Hanschke Quando a Orquestra Experimental de Instrumentos Nativos (OEIN) da Bolívia aterrissou para uma turnê na Alemanha, em 10 de março de último, os 25 músicos entre 17 e 35 anos não imaginavam que sua viagem se transformaria numa longa estada no país, mais precisamente na cidade de Rheinsberg, no estado de Brandemburgo. Ali, eles estão alojados na residência de hóspedes da academia de música local. A orquestra de La Paz deveria ensaiar com o coral berlinense Phønix16, para a abertura do Festival MaerzMusik, que deveria ter acontecido em 20 de março último na capital alemã. Estavam previstos dois outros concertos e o retorno para casa. Mas então vieram o coronavírus e as medidas restritivas de confinamento e distanciamento social na Alemanha e, no mesmo dia em que aterrissaram na Alemanha, Berlim se tornou a sétima região do país a impor uma proibição de eventos de massa em resposta ao coronavírus. "Nosso ônibus quebrou na estrada. Lembro-me de brincar que era azar e que talvez nossos shows fossem cancelados", disse Carlos, um dos membros do grupo, em entrevista à emissora BBC. Pouco depois, em 16 de março, a Alemanha fechou suas fronteiras e outros países europeus tomaram medidas semelhantes para conter a pandemia. A Bolívia decretou estado de emergência sanitária em 26 de março, fechando também suas divisas e proibindo qualquer voo, nacional ou internacional, exceto em casos de repatriação. Representantes do Ministério do Exterior da Alemanha e da Embaixada da Bolívia em Berlim rapidamente se organizaram para reservar assentos num dos últimos voos da Alemanha para a América do Sul, que aterrissaria em Lima, Peru. "Quando estávamos a caminho do aeroporto, todos estavam de bom humor, rindo e conversando", afirmou a boliviana Camed Martela à BBC. Mas o grupo recebeu uma ligação na qual anunciaram que o voo havia sido cancelado, uma vez que o avião não podia pousar no Peru. "O clima de repente ficou sombrio: todos no ônibus ficaram em silêncio", lembrou Carlos. No início de abril, tiveram novamente esperança e embarcaram num ônibus para Frankfurt a fim de entrar num avião fretado pelo Ministério do Exterior da Alemanha e que deveria repatriar alemães de Lima. Eles já estavam na estrada quando chegou a notícia de que no Peru estavam pousando apenas aviões vazios. Desde então, os músicos estão alojados na Academia de Música de Rheinsberg, um espaço com 25 salas de ensaio de diferentes tamanhos, uma biblioteca especializada em música e 40 habitações duplas e localizado ao lado do Palácio de Rheinsberg, uma construção de 1566 localizada a 100 quilômetros a noroeste de Berlim. Apesar de a permanência nesse centro ser o sonho de qualquer músico numa situação normal, a preocupação do grupo com a expansão da covid-19 na Bolívia ‒ com mais de 7 mil casos e 270 mortes ‒ e seu desejo se reunir com suas famílias falam mais alto. Poucos dos músicos falam inglês, nenhum domina o alemão e a maioria deles está pela primeira vez na Europa. Eles passam seu tempo livre ensaiando nos arredores do palácio de quase 600 anos e explorando a floresta circundante, que abriga nada menos que 23 matilhas de lobos. Na semana passada, eles tiveram a oportunidade de entrar pela primeira vez nas salas principais do palácio, quando a visitação foi reaberta ao público. "Nos sentimos abandonados", disse Carlos à BBC, que diz ter passado várias horas desagradáveis ao telefone com a embaixada boliviana, tentando encontrar uma maneira de regressar. Trazendo chocolate e xampu, certa vez, o embaixador boliviano veio fazer uma visita, em que o prefeito de Rheinsberg também esteve presente. Timo Kreuser, um dos três músicos alemães que ajudaram a organizar a turnê, permanece com o grupo. Ele relatou que, numa das ocasiões em que os bolivianos jogavam futebol nos campos em frente ao castelo, logo se viram cercados por seis policiais com equipamento antimotim. "A polícia já está ciente, então eles me ligam e sempre se resolve", disse Kreuser à BBC. Eles comemoraram o 40º aniversário da orquestra, em 9 de maio último, em Rheinsberg. Eles vestiram roupas de show, um top vermelho, calça preta e tocaram. A foto do grupo está em sua página no Facebook. Ali, eles agradeceram a todos aqueles que os estão apoiando neste momento difícil: o DAAD; os Festivais de Berlim (Berliner Festspielen), responsável por acomodações e refeições; o Instituto Goethe; a Fundação Musical Ernst von Siemens; o Centro Europeu de Artes de Hellerau. Timo Kreuser diz que nem todos os custos estão cobertos, que não há garantias e ninguém sabe quem pagará pelos voos de volta e pelo hotel de quarentena ao retornarem à Bolívia. Initial plugin text

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Zeca Camargo deixa a TV Globo após 24 anos

quinta-feira, 28 maio 2020 por Administrador

Apresentador passou pelo 'Fantástico', 'No limite', 'É de casa' e outros programas. Decisão foi feita em comum acordo, segundo emissora; 'Levo as melhores lembranças', diz Zeca. Zeca Camargo vai deixar a Globo após 24 anos Cesar Alves/Globo Zeca Camargo vai deixar a TV Globo após 24 anos. Jornalista, Zeca começou na emissora em 1996, no "Fantástico". Na Globo, ele também apresentou o primeiro reality show do país, o "No limite", lançado em 2000. Comandou ainda os programas ‘O Jogo’, ‘Hipertensão’ e "Vídeo show". Desde 2015, Zeca fazia parte do time à frente do ‘É de casa’, matinal que apresentou até o começo de maio, antes de sair de férias. "Em sintonia com as novas dinâmicas de parceria da Globo e do mercado, a decisão da não renovação do contrato foi feita em comum acordo entre o apresentador e a empresa, que continuará de portas abertas para possíveis projetos, em todas as plataformas", diz a Globo, em nota. Zeca também divulgou um comunicado sobre a decisão (leia abaixo). "Levo as melhores lembranças desta parceria de 24 anos. Nessa colaboração, celebro a chance preciosa que tive de trabalhar num lugar tão aberto às boas ideias, onde elas ganharam espaço e repercussão. Lá cresci e me desenvolvi com profissionais incríveis, e sou especialmente grato, na minha trajetória, ao Luiz Nascimento, por todo o período do “Fantástico”; e ao Boninho, parceiro forte em várias frentes desde o sucesso de “No Limite”. E não deixa de ser um belo fechamento de ciclo eu me despedir agora, quando o “É de Casa” está sob o comando de Mariano Boni, com quem estabeleci um alinhamento forte desde meu primeiro dia na Globo, justamente na coordenação, em São Paulo, do 'Fant' (nosso nome carinhoso) naquele ano de 1996. Por todo esse aprendizado, só tenho gratidão, que levo comigo para novos projetos.”

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Bonner comenta polarização: ‘Pessoas que hoje estão me xingando, há dois, três anos, batiam palmas’

quinta-feira, 28 maio 2020 por Administrador

Editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional foi entrevistado por Pedro Bial. Pedro Bial entrevista William Bonner Reprodução/TV Globo William Bonner, editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, foi entrevistado por Pedro Bial, no programa "Conversa com Bial", da TV Globo. Na entrevista exibida na terça-feira (26), Bonner disse que se tornou vítima da polarização política no Brasil: “Polarização chegou a um ponto em que minha presença em determinados locais públicos era motivadora de tensões. Quando eu percebi isso, percebi isso de maneira ruim, dentro de farmácia. Fui agredido verbalmente, insultado, desafiado.” “Tem gente hoje me aplaudindo que estava, há dois, três anos, me xingando. Pessoas que hoje estão me xingando, há dois, três anos, batiam palmas.” Bonner comentou também a força de negacionistas e reforçou o combate do Jornal Nacional à fake news: “O que dizer de uma pessoa que inventa um boato dando conta de que uma certa vacina mata ou produz um efeito ruim? Ou, o contrário, alguém que inventa uma informação de que um determinado medicamento está salvando as pessoas? O que é isso senão a maldade?” Bonner, que já foi muito ativo no Twitter, disse também que não usa as redes sociais com a mesma frequência de antes. "Eu ainda me assusto com a bile, com o ódio que escorre nas palavras, nas palavras mal escritas, nas palavras cuspidas. É um ódio tão intenso que a gente não sabe onde levará. E aí a gente vai para as ruas e assiste a esta mesma incivilidade." O jornalista também comentou que a quarentena dele "começou em 2018", após viver episódios de hostilidade nas ruas e em aviões. No programa, ele relatou em detalhes o que passou. “Eu tenho consciência de que sou um símbolo. Simbolizo muitas coisas para muitas pessoas, que não me conhecem, não sabem quem eu sou.” Na entrevista, Bial se disse preocupado com a segurança de repórteres durante a cobertura no Palácio do Alvorada e Bonner concordou: "A sensação que eu tenho é que se criou toda uma situação exatamente pra tornar muito difícil o trabalho, é mais um passo, mais uma ação pra nos dificultar, pra impedir que o trabalho da imprensa seja feito." A falta de segurança para seus jornalistas na saída do Palácio da Alvorada fez o Grupo Globo decidir que seus profissionais não mais farão plantão naquele lugar. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que são levados a ficar lado a lado com os jornalistas, apenas com uma grade entre os dois grupos, têm insultado de forma cada vez mais agressiva os profissionais de imprensa, de todos os veículos, que estão ali trabalhando. Na terça-feira (26), a Globo divulgou também uma nota de repúdio a uma campanha de intimidação a Bonner, registrada nos últimos dias. A nota cita o uso indevido do CPF do filho do jornalista por um fraudador que inscreveu o jovem no programa de auxílio emergencial do governo a pessoas vulneráveis que perderam renda na pandemia. Bonner denunciou o fato publicamente na semana passada, em sua conta no Twitter, e seus advogados alertaram a Caixa para a fraude e apresentaram notícia crime ao Ministério Público Federal. Repúdio e solidariedade A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) disse em nota que "se solidariza com o jornalista e sua família e lembra que não é a pessoa física que está sob ataque, e sim o telejornal que ele representa e o próprio jornalismo". Veja a nota completa da Abraji. A Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE) repudiou em nota esta e outras agressões recentes a jornalistas. "A ACE também se solidariza com as agressões ao jornalista brasileiro William Bonner, da Rede Globo, na covarde tentativa de intimidação que acabou expondo dados pessoais dele e de membros sua família nas redes sociais. Uma ação evidentemente ligada ao trabalho de um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, na liderança do Jornal Nacional." Veja a nota completa abaixo. Nota da ACE sobre os ataques a William Bonner Divulgação

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