Lives de hoje: Alceu Valença, Joelma, Sepultura, Fábio Brazza e mais shows para ver em casa
Nesta quarta-feira (27), banda de heavy metal recebe Billy Gould, baixista do Faith No More, em live. Alceu Valença Leonardo Mascaro Alceu Valença, Joelma e Fábio Brazza têm lives marcadas para esta quarta-feira (27). O projeto semanal "Sepulquarta" terá um convidado especial nesta semana. Paulo Xisto, baixista do Sepultura, recebe Billy Gould, baixista do Faith No More, para responder perguntas do público durante live. As bandas tocariam juntas no festival Hellfest na França em junho. AGENDA DA SEMANA: Daniela Mercury, Alexandre Pires, Skank e Dennis DJ ainda cantam nesta semana Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Sepultura – 16h15 – Link Fabio Brazza – 19h – Link Lula Barbosa (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Joelma – 20h – Link Alceu Valença – 21h – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives
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Juliano Holanda versa sobre futilidade das coisas no terceiro álbum
Artista pernambucano dá impulso ao disco com o inédito single autoral 'Eu, cata-vento'. ♪ Em cena profissionalmente desde os 13 anos, o cantor, compositor e guitarrista pernambucano Juliano Holanda – nascido em Goiana (PE), mas criado em Olinda (PE) – vem pavimentando trajetória musical desde o fim dos anos 1990. Na sexta-feira, 29 de maio, o artista dá mais um passo nessa caminhada com a edição do inédito single autoral Eu, cata-vento. Gravado no estúdio Musak, no Recife (PE), o single sai pelo selo Dubas e é a primeira amostra do terceiro álbum de Holanda, Sobre a futilidade das coisas, previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano de 2020. Com mais de 100 músicas gravadas, a maioria em vozes de cantores conterrâneos como Almério, Juliano Holanda lançou os dois primeiros álbuns – A arte de ser invisível e Pra saber ser nuvem de cimento quando o céu for de concreto – no mesmo ano de 2013. Juliano Holanda prepara o álbum 'Sobre a futilidade das coisas' para o segundo semestre Tiago Calasans / Divulgação Primeiro título da obra fonográfica solo do artista desde Espaço – Tempo (2016), single duplo lançado há quatro anos no formato de compacto em vinil de sete polegadas, o single Eu, cata-vento foi gravado com a participação do guitarrista Paulo Rafael, integrante da reativada banda pernambucana Ave Sangria. “Eu, cata-vento é canção que fala sobre mover e ser movido. Sobre criar e ser criado. A sinergia das coisas do mundo”, poetiza Juliano Holanda, cuja ideia foi associar minimalismo ao lirismo da canção brasileira no novo disco.
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Ruy Ennes, ‘ator em Hollywood’: a história do homem que enganou jornalistas e inventou carreira
Ator conseguiu espaço em sites, TVs e até papel em novela portuguesa mentindo sobre currículo. Ele cita atuações não comprovadas em séries famosas e em filmes com Tarantino e Tom Hanks. O currículo de Ruy Ennes não caberia neste texto, se fosse levado em conta o que ele já disse a sites, programas de TV, jornais e revistas no Brasil e em Portugal. O ator brasileiro diz que trabalhou com Tarantino e prepara filme com Tom Hanks. Diz que atuou nas séries "Game of Thrones", "The Witcher" e "Desperate Housewives". Diz que foi indicado ao Festival de Cannes. Diz que se formou em Harvard, Sorbonne e Actor's Studio. Diz muita coisa. Foram pelo menos 20 entrevistas nos últimos seis anos com essas notáveis credenciais não comprovadas. Mas o Internet Movie Database (IMDb), referência para saber de filmografias de atores, tem apenas um tópico no perfil de Ennes: o clipe "Maluco". Ele interpreta um ex do par romântico de Juancky La Diferencia, cantor porto-riquenho de reggaeton. O vídeo teve 21 mil views em seis anos no YouTube. Mesmo assim, Ruy Ennes segue dando entrevistas sobre esses e outros feitos não confirmados. Ele se apresenta como "ator em Hollywood", sendo que não há prova de que tenha feito filmes lá. O G1 conversou com Ennes e, apesar das evidências, ele nega que esteja mentindo. Procurados pelo G1, Harvard e o estúdio de "Era uma vez em… Hollywood" não confirmam o relato dele. Ennes garante que atuou no longa de Tarantino, mas não cita em qual parte. Tampouco tem fotos com o figurino ou no set. Ruy Ennes é creditado como 'Ator em Hollywood' durante entrevista em Portugal Reprodução/RTP Além de filmes conhecidos, ele costuma citar títulos nunca lançados. Já disse que protagonizou os longas "Daytime cowboy" e "Rock will never die", mas não há registros sobre eles. Ruy Ennes, porém, fala com carinho do começo da carreira, antes de ter um currículo supostamente recheado. "Desde quando eu tinha uns quatro anos de idade, eu falava pros meus pais que eu queria ser ator e eles sempre incentivaram essa carreira artística. Aí meus pais me matricularam em diversos cursos no Rio de Janeiro, onde eu nasci", diz Ennes ao G1. Nesses cursos, ele conta que começou "a sentir o gosto pelo teatro e pela arte em si". "Eu sempre falei desde pequeno: 'vou morar em Nova York, porque é o centro do mundo'. É onde as coisas acontecem, onde a arte acontece. Estou até hoje aqui." Mesmo ao ser contestado, Ennes diz que foi "um sonho" ter trabalhado em "Era uma vez em… Hollywood". "Eu sou muito fã do Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Tarantino. Foram figuras muito inalcançáveis", comenta, gaguejando um pouco. Ele tem até uma história bem detalhada sobre como teria "conseguido" o papel: "Um amigo meu da Actor’s Studio falou que estava rolando um teste e eu acabei passando. Fazer um filme desse grande porte é muito importante pra minha carreira. Foi um personagem pequeno, porém intenso. Foi um cowboy que eu fiz. Foi pequeno, porém foi gratificante." Ruy Ennes, na verdade, não é só ator. Ruy Elias de Jesus Ennes já se apresentou como jornalista, quando se envolveu em uma briga com Theo Becker, em 2015. Ele foi ao apartamento do também ator, no Rio, e deixou cair cinzas de cigarro no chão, durante uma festa. Becker empurrou Ennes, amigo de um amigo dele. Ele processou Becker, mas chegaram a um acordo. O ator também já foi dono de uma agência de viagens e deu entrevista para um canal do YouTube sobre o setor hoteleiro do Brasil durante a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. História repetida Ruy Ennes posa em foto enviada a agentes de atores Divulgação/Assessoria do artista Quando perguntado, pelo G1 ou em entrevistas anteriores, sobre a trama de alguma produção desconhecida que ele diz ter protagonizado, Ennes costuma repetir uma sinopse parecida com a do clipe de reggaeton estrelado por ele em 2014. O filme "Almost" (segundo ele, indicado a Cannes) teria o mesmo enredo desse vídeo. "Minha personagem foi um desafio, porque eu me apaixonei pela mulher do meu melhor amigo. Aí foi um triângulo amoroso", explica. Não há qualquer menção ao curta no histórico do Festival de Cannes. Ele diz que foi indicado ao prêmio de Melhor Ator, mas os atores são diretamente premiados no evento. Uma lista de indicados não é divulgada, como no Oscar ou no Globo de Ouro. Na verdade, não há qualquer registro da existência desse filme na internet. Mesmo sabendo dessa particularidade do festival francês, Ennes diz que a reação de ter sido indicado "foi muito grande" e que "não dava nada pelo filme". Segundo ele, o projeto começou na New York Film Academy. Diferentemente de Harvard e Sorbonne, o nome dele aparece na lista de ex-alunos da escola. "Eu sempre faço muitos curtas lá. Eu conheci o Juan Chaves, diretor. Começamos a filmar em tudo quanto é canto em Nova York, como no Central Park. Começamos a ter uma sintonia forte. Acabei inscrevendo o filme no festival e tive essa oportunidade." Dupla identidade O ator Ruy Ennes no Rio de Janeiro e em Nova York Divulgação/Assessoria do artista Ennes conta que a vontade de querer ser ator surgiu quando era bem novo. Segundo ele, a ida para Nova York foi aos 16 anos, em busca de um "sonho". A idade do ator também é controversa. No perfil enviado pelas duas assessoras dele, diz ter 35 anos. Na verdade, tem 41. Ennes relata que ia com seu pai, português, assistir gravações de novelas no Brasil. E ele tem uma novela, de fato, no currículo. Ruy Ennes interpretou o piloto do jatinho de um dos atores principais de "Ouro Verde", da emissora portuguesa TVI. Ele aparece em pelo menos duas cenas, publicadas no perfil dele no YouTube. Ennes conseguiu o papel se apresentando como "ator em Hollywood". "Eu ia pra lá pra dar entrevista pras emissoras de lá. Aí minha assessoria entrou em contato com a novela 'Ouro Verde', que estava passando na TV portuguesa. Estavam precisando de uma pessoa pra fazer uma personagem lá." Por conta da suposta carreira hollywoodiana, ele participou de programas portugueses de auditório e deu entrevista para a TV oficial do Sporting, um dos principais times de futebol de Lisboa. "O engraçado é que fazer um filme em Hollywood falando inglês é muito mais fácil do que fazer uma novela falando em português, pra mim. Eu me adaptei muito fácil com a língua inglesa. Eu acho mais fácil fazer um filme em inglês, já estou acostumado com o método aqui." "As rotinas de novela são mais intensas do que um filme", compara. "Novela é uma coisa praticamente diária, não tenho muito tempo pra isso. São completamente diferentes. No filme, você tem mais tempo para estudar mais profundamente, elabora o personagem. Na novela, decora o texto ao vivo praticamente." A facilidade de atuar em inglês, conta ele, veio com muito estudo. "É muito difícil entrar na Actor’s Studio. Pra sair, é muito difícil também", explica. Fechada por conta da pandemia, a escola não respondeu se ele se formou ou não lá. "Os professores exigem muito. A gente faz trabalhos, provas e tudo mais. Então, é uma bagagem enorme como ator, monstruosa. Eu fiz vários cursos, rodei tudo aqui em Nova York. Mas o melhor curso, que saí com potencial, foi a Actor’s Studio. Os outros foram cursos livres, rápidos demais, não tenho como saber a dimensão." Além de "Maluco" e "Ouro Verde", a única outra produção de Ruy Ennes, encontrada pelo G1 e comprovada com vídeos e fotos, é um programa de variedades no YouTube. "Eu misturo entretenimento com culinária de Nova York. É o Ruy Ennes show", resume. No programa, ele conversa com turistas pelas ruas da cidade, mas o papo esbarra na pouca desenvoltura. "Como é mais um dia de tempestade de neve aqui?" e "É mais um dia maravilhoso, de neve, no Central Park. Fale um pouco sobre esse dia de neve, no Central Park" são algumas das tentativas de interação. Ele também comenta eventos culturais. As gravações pararam, é claro, por causa da pandemia da Covid-19. Segundo a assessoria do ator, Ennes chegou a ser diagnosticado com coronavírus, mas se recuperou. O ator Ruy Ennes Divulgação/iedaribeirocasting
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Claudia Raia mantém pagamento da equipe de teatro e critica falta de plano do governo para cultura
'É muito triste, porque as pessoas realmente não têm o que comer', diz atriz. Patrícia Pillar e Mariana Ximenes também comentam crise no entretenimento. Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello agradecem público português que assistiu 'Conserto Para Dois' Divulgação Com mais de 30 anos de carreira no teatro e na televisão, Claudia Raia diz estar preocupada com a crise na cultura e critica a falta de iniciativas para o setor. "Muito triste tudo isso que a gente está vivendo, muito triste e preocupante. Acaba que o governo não tem um plano para arte, absolutamente nada, como se a arte fosse dispensável", afirmou a atriz em entrevista por teleconferência, sobre o relançamento de "A Favorita", no Globoplay. "Eu, como produtora de teatro, estou com minha equipe todinha parada e sendo remunerada. Eu simplesmente, eu não aceito ter que mandar uma equipe inteira embora e contribuir com o desemprego." Antes do isolamento social, a atriz estava em turnê com a peça "Conserto para Dois", com o marido e ator Jarbas Homem de Mello, em Portugal. Depois, eles seguiriam com o espetáculo no Brasil. Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello durante turnê de 'Conserto Para Dois' em Portugal Divulgação "A gente antecipou a volta em duas semanas, quase que fugidos, porque o governo fechou tudo", conta Claudia. "Consegui tirar minha equipe de 15 pessoas em 24h, se não a gente não conseguiria mais sair do país". Com teatros fechados e sem previsão retorno, a atriz se preocupa com as pessoas que trabalham com arte e que estão com a renda completamente afetada. "É muito triste porque as pessoas realmente não têm o que comer. As pessoas não têm como sobreviver", afirma. O podcast abaixo mostra que situação é semelhante na música. "Nós estamos sem pai nem mãe completamente, já faz um tempo e agora com esse novo governo mais ainda, completamente abandonados. E isso me preocupa muito, porque realmente não tem uma luz no fim do túnel", continua. A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (26) um projeto de lei que destina R$ 3 bilhões ao setor cultural durante a crise do coronavírus. O pagamento emergencial de três parcelas de R$ 600 aos profissionais informais do setor ainda depende da aprovação no Senado. Equipes sem trabalho Patricia Pillar, que também atuou em "A Favorita", vai além e diz que há um "plano de extermínio do artista e da cultura". "A classe artística, os intelectuais são a consciência e a liberdade em uma sociedade. Acho que nós somos os primeiros a ser combatidos, existe, sim, um plano de extermínio para que calem as nossas vozes", diz Patricia. Como a arte trabalha com aglomerações, a atriz ressalta a importância de um "projeto de apoio às pessoas que estão em muita dificuldade" e lembra como a indústria do entretenimento emprega milhares de pessoas. "E aí vem o preconceito: 'Ah artista rico quer receber apoio', não se trata disso. Quantos cenotécnicos, quantos caras da sonoplastia, camareiros, iluminadores, maquinistas… É uma equipe gigantesca, gente que depende disso para alimentar suas famílias", explica Patricia. "Os artistas representam também uma indústria, são muitos empregos. O ódio em relação à liberdade e à criação é tão grande que eles não conseguem nem ver que nós somos empregadores também." Flora (Patrícia Pillar) e Lara (Mariana Ximenes) em cena de 'A Favorita' Globo/ Zé Paulo Cardeal Mariana Ximenes também reforçou a importância da arte para a sociedade. "A arte, cultura e educação é a formação do cidadão, do povo", diz ela. "Assim como no audiovisual, na TV e no teatro, a moda, a música tem muita gente por trás e esses empregos que são gerados através das produções não existem mais. Está todo mundo desempregado e é desesperador mesmo", concluiu. Os reencontros nostálgicos de elencos durante a quarentena
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Wilson Simoninha refaz ‘Carnaval e réveillon’ em junho
Artista recicla músicas em série de singles criados como alternativa para o álbum autoral que o cantor iria gravar nos Estados Unidos com composições inéditas. ♪ Em 1995, João Marcelo Bôscoli gravou disco como produtor musical. João Marcelo Bôscoli & Cia. foi álbum concebido, produzido e assinado pelo filho de Elis Regina (1945 – 1982) e Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994), mas os intérpretes foram basicamente o meio-irmão Pedro Mariano e o amigo Wilson Simoninha, ambos debutantes nas respectivas carreiras de cantores, além do padrinho Milton Nascimento, parceiro e convidado de Bôscoli na gravação de Começo. O disco apresentou o elenco que seria o núcleo-base da Trama, gravadora fundada em 1998 tendo João Marcelo como um dos sócios. Uma das músicas cantadas por Simoninha no disco de João Marcelo era Carnaval e réveillon (Viagens), composição do também estreante Max de Castro. Decorridos 25 anos, Simoninha reapresenta Carnaval e réveillon em série de singles intitulada Na minha quarentena eu canto assim. O single com a nova abordagem da música de Max de Castro por Simoninha está programado para ser lançado em 8 de junho. Uma semana antes, em 1º de junho, o cantor de origem carioca arremessa o single com a regravação de Minha música, composição autoral apresentada pelo artista em 2017. Alternativa para o álbum autoral com músicas inéditas que Simoninha planejava gravar na Califórnia (EUA) neste ano de 2020, disco que precisou ser adiado por causa da pandemia do covid-19, a série de singles Na minha quarentena eu canto assim foi iniciada na segunda-feira, 25 de maio, com a regravação de Moro no fim da rua. Composição de Luis Wagner e Tom Gomes, Moro no fim da rua foi lançada na voz do cantor Wilson Simonal (1938 – 2000), pai de Simoninha, em álbum de 1970 no qual Simonal tentou reforçar elo com a então florescente soul music brasileira. Editados pela gravadora S de Samba com distribuição da Ditto Music, os singles da série de Wilson Simoninha estão ganhando forma sem quebrar o isolamento social na feitura das gravações inéditas. “Coloco a voz da minha casa e os músicos e produtores também atuam remotamente. Quero mostrar simplicidade como verdade, para fazer registro fiel ao momento que estamos vivendo. Estou me adaptando e acho que o momento é de descobertas”, justifica o artista.
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Documento do Arquivo Nacional sugere ligação de Elis Regina com Sérgio Sampaio
Veto em 1973 da música 'O grande xerife', atribuída ao compositor em gravação da cantora, vem à tona e faz supor a insuspeita conexão. Documento disponível no Arquivo Nacional com o veto da música 'O grande xerife' Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN) ♪ Oficialmente, a cantora Elis Regina (1945 – 1982) nunca gravou uma música do compositor Sérgio Sampaio (1947 – 1994) ao longo de 20 anos de carreira fonográfica iniciada em 1961 e encerrada precocemente em 1981. Contudo, existe no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN) a letra de uma música intitulada O grande xerife e creditada a Sampaio e ao ano de 1973. O nome de Elis, apontada nesse documento como intérprete da alegada gravação, faz supor que a composição O grande xerife teria sido ou ao menos seria futuramente gravada pela cantora – suposição reforçada pela letra ter sido escrita por Sampaio sob ótica feminina. Censurada, a música permaneceu inédita na discografia de Sampaio e tampouco apareceu nos álbuns posteriores de Elis. Pela data do veto, 25 de abril de 1973, supõe-se que a música pode ter sido cogitada para o repertório do denso álbum Elis, lançado pela cantora naquele ano de 1973 com quatro músicas da então novata dupla de compositores João Bosco e Aldir Blanc (1946 – 2020). Embora já estivesse há anos disponível para consulta no SIAN, mediante cadastro no site do Arquivo Nacional, o documento com o veto da letra de O grande xerife veio à tona no início da noite de terça-feira, 26 de maio, ao ser postado em rede social pelo pesquisador musical Manoel Filho e causou alvoroço pela associação até então insuspeita de Elis com Sérgio Sampaio. Se as informações contidas no documento forem verídicas, a censura impediu que Elis desse voz a um dos compositores mais marginalizados da MPB dos anos 1970. A conexão é plausível. Projetado nacionalmente como cantor e compositor em 1972 ao apresentar marcha de autoria própria, Eu quero é botar meu bloco na rua, na sétima edição do Festival Internacional da Canção (FIC), exibido pela TV Globo naquele ano de 1972, Sérgio Sampaio foi contratado pela gravadora Philips no embalo da fama. E a Philips, cabe lembrar, era a gravadora de Elis desde 1965 (e seria até 1978). Como Elis foi cantora atenta aos sinais, sobretudo aos emergentes compositores que surgiram na MPB dos anos 1960 e 1970, há grande possibilidade de a associação de Elis Regina com Sérgio Sampaio ter sido real, como sugere o documento, tendo sido abortada pela nociva censura federal da época quando a conexão era embrionária ou talvez ainda estivesse somente no plano das (grandes) ideias de algum produtor musical ou diretor artístico de gravadora.
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Polícia prende suspeito de incêndio em estúdio de animação japonês
Shinji Aoba ainda se recupera das queimaduras sofridas na ocasião, mas a polícia montou um centro médico em uma delegacia para interrogatório, segundo a televisão pública da NHK. Fogo tomou conta de parte do prédio da Kyoto Animation Kyodo / via Reuters A polícia japonesa anunciou nesta quarta-feira (27) que prendeu formalmente o suposto autor do incêndio criminoso de 2019 em um estúdio de animação em Kyoto, que deixou 36 mortos e cerca de trinta feridos, incluindo o suspeito, que permaneceu hospitalizado por um longo tempo. "Prendemos Shinji Aoba, 42, por suspeita de ter matado 36 pessoas por incendiar o Kyoto Animation Study 1 (Kyoani) em 18 de julho de 2019", disse um porta-voz da polícia à AFP. Ele também é suspeito de tentativa de assassinato de outras 34 pessoas feridas no incêndio e de ter violado a lei japonesa sobre armas, porque foi visto com facas nas vias públicas, acrescentou o porta-voz. Shinji Aoba foi preso logo após o incêndio, mas por ter sofrido queimaduras graves, foi hospitalizado e passou várias semanas em coma. Incêndio no KyoAni: Por que o estúdio Kyoto Animation é tão importante para os fãs de anime? Ele ainda está se recuperando, mas a polícia montou um centro médico em uma delegacia para interrogatório, segundo a televisão pública da NHK. Segundo várias testemunhas, o suspeito invadiu o prédio do estúdio, derramou gasolina e lançou fogo, gritando "Você vai morrer". O motivo do ataque é desconhecido. O que se sabe é que Aoba nunca teve contato com o Kyoto Animation, mas supostamente acusou o estúdio de roubar uma ideia sua de roteiro. Segundo a imprensa, ele sofre de uma doença mental e, em 2012, cometeu um assalto em um supermercado pelo qual foi condenado a mais de três anos de prisão. A tragédia do Kyoani repercutiu no Japão e no exterior, pois o estúdio tinha muitos funcionários jovens, especialmente mulheres. Esses profissionais carregavam "a indústria de animação japonesa nos ombros …", disse o presidente da empresa, Hideaki Hatta, após o ataque. Fundado em 1981, o Kyoani produzia desenhos animados inspirados em mangá, como "Munto", "Lucky Star", "Melancholy de Haruhi Suzumiya" ou "K-ON!". Arte do incêndio na Kyoto Animation Rodrigo Sanches/ Arte G1 Homem ateia fogo em estúdio de animação em Kyoto
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Jimmy Fallon pede desculpas por blackface no ‘Saturday Night Live’ após imagens ressurgirem nas redes
'Lamento muito por ter tomado essa decisão inquestionavelmente ofensiva', escreveu o apresentador em sua página no Twitter, se desculpando por episódio em 2000. Jimmy Fallon em imagem de abril de 2019, durante festa da Time em Nova York. Charles Sykes/Invision/AP/Arquivo Jimmy Fallon pediu desculpas por ter feito uma imitação de Chris Rock usando blackface durante um episódio de "Saturday Night Live" há alguns anos. Esta semana, as imagens do apresentador em cena na esquete ressurgiram nas redes sociais acompanhadas de muitas críticas. Internautas usaram a hashtag "Jimmy Fallon Is Over Party", pedindo o cancelamento do apresentador. "Em 2000, durante o 'SNL', eu tomei a terrível decisão de fazer uma imitação de Chris Rock usando blackface. Não há desculpa para isso. Eu lamento muito por ter tomado essa decisão inquestionavelmente ofensiva e agradeço a todos por me responsabilizarem", escreveu Fallon. Initial plugin text Fallon e Rock já integraram o elenco do "Saturday Night Live" no passado. O apresentador, permaneceu entre 1998 e 2004, enquanto o comediante estrelou a atração de 1990 a 1993. Até a manhã desta quarta-feira (27), Chris Rock não havia se manifestado sobre o assunto nas redes sociais. A revista People entrou em contato com representantes do ator, mas não obteve retorno. O que é 'blackface' e por que é considerado tão ofensivo?
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Como ‘Na raba toma tapão’ foi de desafio no TikTok ao topo das paradas do Brasil
Funk foi criado na quarentena via DM no Instagram, estourou no TikTok e agora leva os iniciantes MC Niack e DJ Markim a disputarem liderança nas paradas com Lady Gaga e Gusttavo Lima. Fãs fazem vídeos com desafios de dança e maquiagem ao som da música viral 'Na raba toma tapão' Reprodução / TikTok O título pode assustar, os músicos são desconhecidos e a produção é simples. Nada disso impediu o funk "Na raba toma tapão" de surgir, de repente, entre as músicas mais ouvidas do Brasil. Na letra, o "tapão" é consensual, sem violência, segundo MC Niack e DJ Markim WF. Em vídeos de fãs, ele ganha um sentido divertido e vira um "tapa no visual" em desafios de dança e de maquiagem no app TikTok. No início desta semana, a faixa já estava em 2º lugar no YouTube e em 4º no Spotify no Brasil. Concorre com superproduções novas de Lady Gaga e Ariana Grande ("Rain on me") e Gusttavo Lima ("Saudade sua"). É zoeira adolescente, mas revela tendências sérias da música pop global, que agora chegam ao Brasil. Em 2019 os EUA teve o fenômeno "Old town road", de Lil Nas X. Em 2020, o Brasil tem "Na raba toma tapão", de MC Niack e DJ Markim WF. Eles têm muito em comum: Músicos muito jovens, amadores, que surgem do nada no topo das paradas. MCs que usam bases de DJs que nem conheciam, postadas na internet. Trechos simples e colantes que viram trilha para desafios de vídeos no TikTok e, de lá, para outras plataformas. Outra tendência do novo hit brasieiro é ainda mais atual: pop de quarentena feito em colaboração remota, via mensagem direta no Instagram, sem nem entrar em estúdio. Ribeirão Preto (SP) feat. Contagem (MG) A parceria foi entre Davi Alexandre Magalhães de Almeida, o MC Niack, de 17 anos, e Marcos Willian Ferreira, o DJ Markim WF, de 19. Niack mora com os pais em Ribeirão Preto (SP). Markim vive com a avó em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Eles se conheceram há dois meses, depois que Niack achou bases de funk que Markim postava no YouTube. Ele fez duas músicas com vocais por cima dessas bases: "Não mandei moscar" e "Até o dia clarear". Markim gostou das faixas e chamou Niack para conversar no Instagram. Ele tinha colocado as bases na internet de graça, com esse objetivo mesmo: divulgar seu trabalho e conhecer outros músicos. MC Niack (esquerda) e DJ Markim WF Arquivo Pessoal Vida difícil, trabalho novo O DJ começou a produzir funk no computador de casa há dois anos. Enquanto isso, ganhava um dinheiro como ambulante, vendendo balas no semáforo, conta Markim. Niall também não tinha vida fácil: passou por um período de depressão no final do ano passado, teve que sair da escola, e trabalhava em uma fábrica de suplementos alimentares. A mãe é empregada doméstica. O pai, que é músico amador, o incentivou a cantar. Ambos estavam na mesma fase da carreira: muito no início. Niack, o mais inexperiente, tinha gravado as primeiras músicas com as bases de Markim mesmo. Nunca subiu em um palco. Com o contato feito no Instagram a partir das duas faixas, ele resolveu mandar outra ideia de música para o novo amigo DJ. Já era "Na raba toma tapão". Markim apostou na música e resolveu "dar um tapa": mudou a base e arrumou os vocais. A vez do 'mandelão' O DJ mineiro sabia o que queria: uma base "mandelão". É o tipo de funk que toca em bailes de rua, com os graves estourando e uma produção crua. "Tem gente que reclama, mas é o que chama atenção no baile", diz Markim. Pode parecer produção desleixada, mas não: o DJ Jorgin, uma das referências de Markim, já tinha explicado ao G1 como um som muito "polido" é percebido como pouco autêntico nos bailes. O que pega é o "mandelão". O som espontâneo funcionou. Os dois adolescentes desconhecidos conseguiram o objetivo de qualquer popstar global hoje: virar fenômeno no app chinês TikTok. Receita de TikTok A transição entre a voz à capella e a base minimalista, com batidas bem marcadas, virou trilha perfeita para acompanhar, passo a passo, adolescentes se transformando com maquiagem ou fazendo danças diferentes. Lil Nas X: do anonimato a artista mais tocado do mundo em poucos meses A moda pegou entre adolescentes anônimos e webcelebridades, como os youtubers Léo Memes e Priscilla Evelyn e os funkeiros Dynho Alves e Jottapê. Hit relâmpago Por enquanto, o resultado é só de números na web: a subida repentina nas paradas e de número de seguidores. Como o hit tem menos de um mês, eles ainda não receberam dinheiro de direitos autorais. Leia mais: TikTok consciente: brasileiros subvertem app de dublagem e criam vídeos de 'humor social "Eu até falei com o Niack: acho que o que fez estourar é as pessoas estarem em casa. Se não fosse isso, elas não estariam tanto tempo no TikTok fazendo vídeo e procurando música", teoriza Markim. Quando a quarentena acabar, o DJ que criava bases de graça e o cantor que nunca fez um show podem sair de casa com uma nova vida. Semana Pop mostra histórias de cantores que quase fizeram carreira no futebol
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PRIMEIRA LISTAGEM DE HABILITADOS NO EDITAL MORENA CULTURA E TURISMO É DIVULGADA
A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio de sua Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, lançou na manhã desta terça-feira, 26, a listagem dos primeiros habilitados e inabilitados para participar do edital Morena Cultura e Turismo.
Esse documento diz respeito aqueles que preencheram os formulários de inscrição até o dia 19 de maio, data da primeira sessão de abertura de envelopes. É possível acessar o documento por meio do link http://www.campogrande.ms.gov.br/sectur/downloads/primeira-lista-de-habilitados-e-inabilitados-edital-morena-cultura-e-turismo-26-de-maio-de-2020/.
Aqueles que não conseguiram se inscrever ou que foram inabilitados ainda podem se credenciar pois o edital Morena Cultura e Turismo segue aberto por seis meses ou até o valor de R$ 600 mil ser atingido. A próxima data de abertura de envelopes é dia 3 de junho.
A contratação é feita por pessoa física que tem como única fonte de renda as atividades relacionadas com a Cultura e Turismo. Cada CPF poderá ser contratado por até duas vezes se optar pela produção de dois conteúdos.
As informações devem ser preenchidas por meio de formulário digital e os documentos devem ser digitalizados, tornando o processo o menos burocrático possível.
Os interessados poderão escolher em qual classe mais se encaixam: Cultura ou Turismo, sendo que cada uma dessas contém categorias, sendo Transferência de Saberes/Oficina (Cultura e Turismo), Banco de Imagens Fotográficas (Cultura e Turismo), Banco de Imagens de Vídeos (Cultura) e Pocket Show/Performance (Cultura).
É preciso autodeclarar que se tem como única fonte de renda as atividades profissionais que envolvam apenas os dois setores e, no caso de profissional do Turismo, é possível comprovar vínculo pelo Cadastur.
As categorias técnicas de produção de eventos, como produtores culturais, técnico de sonorização, iluminação e roadies também poderão se inscrever no edital.
Para se cadastrar acesse o link http://www.campogrande.ms.gov.br/sectur/. A Sectur atende pelo telefone (67) 4042-1313 e está disponível para retirada de dúvidas em sua sede, das 7h30 às 13h30, na Rua Usi Tomi, 567, Carandá Bosque.
Fonte: Sectur
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