TVK Web Cultural

  • CULTURA
  • TURISMO
  • NEGÓCIOS
  • POLÍTICA
  • GALERIA
  • CONTATO

Cida Moreira segue a trilha do cinema na primeira de quatro lives baseadas em discos da cantora

terça-feira, 26 maio 2020 por Administrador

Série de transmissões inclui tributo ao compositor Cartola, homenageado pela artista no álbum 'Angenor'. ♪ Entre novembro e dezembro de 1996, Cida Moreira entrou em estúdio e gravou disco com 16 músicas associadas a filmes brasileiros. Lançado em 1997, o álbum Na trilha do cinema é o mote da primeira das quatro lives de série temática que será apresentada pela cantora paulistana a partir desta terça-feira, 26 de maio. A cada terça-feira, sempre a partir das 20h, Cida vai dar voz ao repertório de um álbum da seleta discografia da artista. Na primeira live, Cida seguirá a trilha do cinema na companhia dos músicos Omar Campos – instrumentista que tocou baixo e viola no disco de 1997 – e Iuri Salvagnini. Na próxima terça-feira, 2 de junho, a live será baseada no repertório do disco A dama indigna (2011), registro de show em que a cantora se acompanha ao piano – formato naturalmente reproduzido na live. Na sequência, em 9 de junho, Cida Moreira voltará a se juntar aos músicos Omar Campos e Iuri Salvagnini para dar voz ao cancioneiro de Cartola (1908 – 1980), compositor carioca celebrado pela cantora no álbum Angenor (2008) na ocasião do centenário de nascimento do autor de obras-primas como o samba-canção As rosas não falam (1976). Por fim, em 16 de junho, novamente sozinha ao piano, a cantora volta ao começo e rememora o repertório do primeiro álbum da carreira, Summertime (1981), disco ao vivo que perpetuou números do show em que Cida Moreira moldou personalidade artística reforçada em álbuns posteriores como o já mencionado A dama indigna. Ao promover a série de quatro lives, a cantora pede contribuições voluntárias de no mínimo R$ 30 para ajudar na sobrevivência da artista e dos músicos no momento em que os shows estão paralisados e sem previsão de retorno à cena.

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Tony Tornado chega aos 90 anos como uma das vozes pioneiras do funk e soul brasileiros

terça-feira, 26 maio 2020 por Administrador

Tony Tornado na capa do segundo álbum solo, lançado em 1972 Reprodução ♪ MEMÓRIA – Nascido em 26 de maio de 1930, Tony Tornado chega aos 90 anos nesta terça-feira com o orgulho de ser uma das vozes pioneiras da black music feita no Brasil no alvorecer da década de 1970. Cantor, compositor e ator, o paulista Antônio Viana Gomes se autodefiniu em 2019, em entrevista ao jornal O Globo, como um “cantor que atua”. Presente há mais de 40 anos na tela da TV Globo, emissora onde viveu personagens marcantes como o fictício Rodésio da novela Roque Santeiro (1985) e o real guarda-costas Gregório Fortunato (1900 – 1962) da minissérie Agosto (1993), Tornado tem sido notado mais como ator pelo público brasileiro. Contudo, quem viveu em 1970 sabe que, há 50 anos, não foi o ator, mas, sim, o cantor Toni Tornado – então com o i no lugar do y que ele poria posteriormente no nome artístico – que conquistou o Brasil. Ao se transformar em discípulo nacional de James Brown (1933 – 2006), cantor norte-americano que propagou o funk para todo o universo pop nos anos 1960, Tornado balançou e seduziu o Brasil ao vencer a sexta edição do Festival Internacional da Canção (FIC), realizada em 1970. A vitória veio com a interpretação da música BR-3 (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar), composição influenciada pelo funk e pelo soul de James Brown, cantada com vigor por Tornado com a adesão vocal do Trio Ternura. Tony Tornado em 2018 em entrevista ao programa 'Conversa com Bial' TV Globo A vitória no penúltimo FIC abriu caminho para que, contratado pela gravadora Odeon, o cantor gravasse os dois únicos álbuns solo da discografia, ambos intitulados Toni Tornado e lançados em 1971 e 1972. No álbum de 1971, gravado com arranjos orquestrais de Paulo Moura (1932 – 2010) e Waltel Branco (1929 – 2018), Tornado deu voz músicas de autoria de compositores associados à então emergente black music do Brasil. Me libertei (Frankie Adriano e Tony Bizaarro), O repórter informou (Hyldon) e Uma vida (Dom Salvador e Arnoldo Medeiros) sobressaíram no repertório deste disco entre duas inéditas composições de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Já o álbum de 1972 foi orquestrado com arranjos do pianista Dom Salvador e teve repertório dominado por músicas de autoria do próprio Tony Tornado, compositor de sete das 11 faixas do disco. A pouca repercussão comercial do álbum Toni Tornado de 1972 fez com que a carreira fonográfica do artista perdesse impulso. Tornado gravou singles em meados dos anos 1970, mas foi na década seguinte que reconquistou o Brasil, já então como ator. Só que Tony Tornado nunca se desligou da música e é com justificado orgulho negro que festeja 90 anos como uma das vozes seminais do funk e do soul brasileiros.

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Canto vulcânico de Isabela Moraes fica à beira da erupção no álbum ‘Estamos vivos’

terça-feira, 26 maio 2020 por Administrador

Elogiada por Alceu Valença, artista pernambucana tenta visibilidade nacional com disco em que apresenta onze músicas autorais. Capa do álbum 'Estamos vivos', de Isabela Moraes Leo Aversa Resenha de álbum Título: Estamos vivos Artista: Isabela Moraes Gravadora: Deck Cotação: * * * ♪ “Você, mesmo faísca, se me risca, entro em alta combustão”, avisa Isabela Moraes em verso do fluente xote Você distante, destaque do repertório inteiramente autoral de Estamos vivos, terceiro álbum desta cantora e compositora pernambucana nascida em Caruaru (PE) em agosto de 1980. À beira dos 40 anos, Isabela tenta visibilidade nacional após dois álbuns de restrita circulação regional – Agora ou nunca mais e Bandeira em Marte, este lançado no já longínquo ano de 2008 – e algumas músicas gravadas nas vozes de cantores como o conterrâneo Almério e a paulistana Mariana Aydar. Produzido por Juliano Holanda com Rafael Ramos, o álbum Estamos vivos está longe de conter o “fogo no deserto” – para citar outro termo usado na letra do xote Você distante – mas evita incêndios ao longo das 11 músicas do disco, todas compostas e assinadas somente por Isabela Moraes. E isso é bom e é ruim. Estamos vivos é álbum que irradia calor ao mesmo tempo em que impede a artista de personificar espécie de Ana Carolina do agreste – e mal nenhum há nisso se essa for a vocação de Isabela. Sim, Isabela Moraes arde na fogueira das paixões e das desilusões, como confessa na letra de Por nós dois, sedutora balada romântica pontuada pelo chamado da sanfona de Marcelo Jeneci. Em essência, Estamos vivos é disco de canções confessionais como a boa balada Do contra, em que a cantora e compositora versa sobre incompatibilidades de gênios conjugais, listando na letra paradoxos temperamentais como “Sou real, ela quer o mistério”. A presença do já citado Marcelo Jeneci (piano, Fender Rhodes e synth) na gravação da canção Do contra depõe a favor da faixa e do próprio disco, exemplificando o capricho de produção musical orquestrada com a arregimentação de músicos do quilate de Antonio Adolfo. A propósito, o toque do piano de Adolfo é ouvido em faixas como Ao redor do sol e Vida real, ambas curiosamente amplificadas com a batida do rock, em provável efeito do envolvimento do produtor Rafael Ramos na confecção do álbum Estamos vivos. Com a diferença de que Vida real sugere benéfica influência da obra do compositor pernambucano Accioly Neto (1950 – 2000) na criação do cancioneiro de Isabela Moraes. A música Servi pra você também aparece envolvida por embalagem roqueira. Se algo joga contra no disco, é a própria safra autoral da artista. O repertório soa irregular. A ladainha de Outra oração, o jorro de ansiedade que escorre em Tempo de esperas e o pueril perfil da população pobre esboçado em Quem disse? tornam injustificáveis o incenso de Isabela Moraes por parte de estrelas conterrâneas como Alceu Valença. O fato é que, lá pelo meio do álbum Estamos vivos, composições como Quando a saudade for te procurar – cuja letra rebate na tecla da separação afetiva – frustram expectativas. E é sintomático que o disco encerre com o incandescente solo psicodélico da guitarra de Juliano Holanda, no arremate da gravação de Pra nos perdoar, faixa em que Isabela Moraes canta a capella os versos do poema Oração à tua falta. A sensação que fica ao fim das 11 faixas é que o canto vulcânico de Isabela Moraes permanece à beira da erupção no álbum Estamos vivos sem entrar na alta combustão mencionada pela artista no xote Você distante.

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

‘Minecraft Dungeons’ busca novo público para franquia ao trocar construção por magias

terça-feira, 26 maio 2020 por Administrador

Novo game da série, que explora gênero de RPG clássico, chega a PlayStation 4, Xbox One, Switch e computadores nesta terça-feira (26). 11 anos após o lançamento de seus primeiros testes, "Minecraft" continua popular, com mais de 200 milhões de cópias vendidas e 126 milhões de jogadores ativos por mês. Nesta terça-feira (26), o estúdio Mojang, responsável pela série, busca expandir seu público com o lançamento de "Minecraft Dungeons". Com versões disponíveis para PlayStation 4, Xbox One, Switch e computadores, o game leva a franquia de blocos e construção para o gênero de RPG de masmorras, como o do clássico "Diablo". A ideia é ir além do público consolidado, formado principalmente por crianças. "No Brasil, por exemplo, temos muitos jogadores mais novos", afirma ao G1 o gerente de marketing de "Minecraft" na Microsoft, Jaime Limón. "Com 'Dungeons', vamos atrair um público mais velho." Assista ao trailer de 'Minecraft Dungeons' Não que isso exclua os jovens. O visual mais simples, baseado em blocos, continua lá, assim como alguns personagens conhecido do jogo clássico, mas as magias e confrontos podem fazer com que pais e filhos dividam aventuras. "Outra coisa que levamos em consideração são aqueles que gostavam de jogar antes de ter filhos. Esperamos que 'Dungeons' sirva como uma introdução ao gênero. Vocês podem jogar com as crianças. Elas gostam porque é 'Minecraft', você gosta porque tem as masmorras." 'Minecraft Dungeons' leva franquia a masmorras de RPGs Divulgação Adeus, construções A maior diferença que fãs da série sentirão em "Dungeons" é a ausência da possibilidade de construir ou minerar, parte fundamental do jogo clássico. Mas isso não preocupa os desenvolvedores, uma equipe de 20 pessoas, que apostou na simplicidade da evolução dos personagens para manter seu público. "Queríamos respeitar o gênero, o tipo de jogo que estamos fazendo, mas ao mesmo tempo a maior prioridade era que fosse divertido. E isso quer dizer que tinha de fácil de jogar, mas ainda com profundidade." Isso se reflete no sistema de jogo, que abandona conceitos como classes ou raças dos heróis, tão comuns no gênero. Com isso, habilidades são reflexos dos itens escolhidos, que ainda podem ser melhorados ao longo da história. Tudo em mapas gerados automaticamente pelo sistema do game, para que possa ser jogado repetidas vezes. 'Minecraft Dungeons' leva franquia a masmorras de RPGs Divulgação Segurança para todos Com um sistema multiplayer local e online para até quatro pessoas, o Mojang sabe que o público mais velho pode trazer um mal comum a games do tipo, a toxicidade. Para evitar expor os mais jovens a riscos como um comportamento agressivo, o estúdio limitou o sistema de multiplayers para possibilitar partidas apenas entre conhecidos. "Também não vamos ter comunicação por voz, com outras alternativas dentro do jogo para isso. Estamos tomando muito cuidado para que pais continuem se sentindo seguros", diz Limón. "'Dungeons' vai nos ajudar a expandir para pessoas que talvez não gostem de 'Minecraft'. Sei de muitas que não cresceram jogando o clássico, jogadores mais velhos, que gostam de RPG em masmorras, então acho que esse game vai apresentar esse universo a eles, ao mesmo tempo em que expande a mitologia." 'Minecraft Dungeons' leva franquia a masmorras de RPGs Divulgação

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Kenny Loggins se apresenta no Hollywood Bowl vazio e canta ‘Footloose’ em projeto beneficente

terça-feira, 26 maio 2020 por Administrador

Entre hits apresentados por cantor em uma videoconferência privada, estava a trilha sonora do clássico filme de 1984. Projeto tem renda revertida para esforços de socorro na luta contra o coronavírus. Kenny Loggins se apresenta no Hollywood Bowl vazio para arrecadar fundos para campanha Reprodução/Instagram Kenny Loggins já se apresentou diversas vezes no Hollywood Bowl, em Los Angeles, mas neste final de semana, o cantor teve uma experiência diferente no local. O cantor fez um show no famoso anfiteatro em Hollywood vazio e a apresentação foi exibida em uma videoconferência privada na plataforma Zoom. O show fazia parte de uma série de concertos do projeto #RWQuarantunes, que arrecada fundos para os esforços de socorro na luta contra o coronavírus. Segundo o empresário Richard Weits e sua filha Demi, de 17 anos, que estão por trás da série de concertos, o projeto já arrecadou mais de US$ 3 milhões. Das dez apresentações virtuais já realizadas, esta é a primeira que acontece no Hollywood Bowl. No show exclusivo, Kenny Loggins cantou alguns de seus maiores hits, incluindo "Footloose", música que tem ele como um dos compositores e que foi escrita para o filme homônimo, de 1984. Em seu Instagram, o músico celebrou a participação no projeto. "Emocionado por ter apresentado esta surpresa no Hollywood Bowl neste fim de semana para ajudar a angariar fundos para algumas fundações como parte da série #Quarantunes." Kevin Bacon, protagonista do longa, também fez uma aparição surpresa na vídeoconferência privada, para a alegria dos que estavam assistindo ao concerto. "Quando estávamos fazendo o filme, nós ainda não tínhamos a música. No meio da gravação, Kenny ainda estava escrevendo a música. Era apenas ele e uma guitarra…. e eu ouvi a música e fiquei: ‘Isso é legal’. Fiz o que pude, mas eu não acho que o filme seria a mesma coisa sem ela", disse o ator Initial plugin text Initial plugin text

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Músico e técnico de Zezé Di Camargo & Luciano são diagnosticados com coronavírus

terça-feira, 26 maio 2020 por Administrador

Live que aconteceria esta semana foi cancelada. Helio Bernal, baixista e diretor musical, está internado, e Sidnei Garcia da Silva, técnico da dupla, está em casa. Eles participaram de lives da dupla. Helio Bernal, músico de Zezé Di Camargo e Luciano, está internado após testar positivo para Covid-19 Reprodução/Instagram Dois profissionais da equipe de Zezé Di Camargo & Luciano que participaram de lives dos artistas foram diagnosticados com coronavírus. A informação foi confirmada ao G1 pela assessoria da dupla, nesta manhã de terça-feira (26). Helio Bernal, de 65 anos, baixista e diretor musical, está internado em um hospital de São Paulo, desde o início da semana passada, após um exame positivo para Covid-19. Segundo assessoria da dupla sertaneja, a evolução no quadro de saúde do músico é boa. Sidnei Garcia da Silva, de 53 anos, técnico da equipe dos artistas, também foi diagnosticado com coronavírus. Ele passa bem e segue em casa, de quarentena. De acordo com assessoria da dupla, Zezé Di Camargo, sua mulher, Graciele Lacerda, e Luciano fizeram o exame para detectar a doença, mas o resultado foi negativo. Live cancelada Com a internação de Helio, que faz parte da banda da dupla há 29 anos, a live de Zezé Di Camargo & Luciano que aconteceria nesta sexta-feira (29) foi cancelada. Esta seria a segunda apresentação on-line da dupla durante a quarentena. A primeira aconteceu no domingo (10), em comemoração ao Dia das Mães. Antes dessa, eles também se apresentaram ao lado de Leonardo e Chitãozinho e Xororó com a live do projeto "Amigos", em 20 de abril. Zezé Di Camargo fala sobre carreira e futuro da dupla

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Globo pode retomar gravações de novelas em julho

terça-feira, 26 maio 2020 por Administrador

'Nosso planejamento conta com vários cenários possíveis para o retorno das gravações de dramaturgia. Mês de julho está entre essas possibilidades', afirma assessoria da TV. Cena de "Amor de mãe" com Thelma (Adriana Esteves) e Vitória (Taís Araujo) Globo/ João Cotta As gravações de novelas da TV Globo podem ser retomadas em julho. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da emissora nesta terça-feira (26). "O nosso planejamento conta com vários cenários possíveis para o retorno das gravações de dramaturgia. O mês de julho está entre essas possibilidades", afirma a assessoria em nota ao G1. Novelas como "Amor de Mãe", "Salve-se Quem Puder" e "Nos Tempos do Imperador" tiveram as gravações interrompidas em março, por conta da pandemia de coronavírus. Adriana Esteves fala ao G1 sobre maternidade, 'Amor de Mãe' e 'Avenida Brasil' No lugar, a emissora exibe obras antigas como "Fina Estampa", "Totalmente Demais" e "Malhação" em versões compactas. "A Favorita", novela de 2008 com Patrícia Pillar e Claudia Raia, estreou no Globoplay nesta semana e inaugurou o projeto que vai colocar um clássico da dramaturgia a cada 15 dias na plataforma de streaming. Os detalhes de como será a retomada do trabalho nos estúdios não foram divulgados até o momento. Globo amplia programação de jornalismo e exibe 'Fina estampa' no lugar de 'Amor de mãe'

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Discos para descobrir em casa – ‘Se porém fosse portanto’, Francis Hime, 1978

segunda-feira, 25 maio 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Se porém fosse portanto', de Francis Hime Cafi ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Se porém fosse portanto, Francis Hime, 1978 ♪ Em 1978, quando Francis Hime lançou o terceiro álbum solo, Se porém fosse portanto, o compositor, pianista, arranjador, maestro e cantor carioca já contabilizava 15 anos de trajetória na música. É que Francis curiosamente lançara o primeiro álbum solo somente em 1973, dez anos após a composição da canção Sem mais adeus, criada em 1963 e lançada em disco em 1964 no primeiro e único LP do efêmero conjunto Os Seis em Ponto, integrado pelo artista na fase juvenil da carreira. Parceria do melodista debutante com o então já consagrado poeta e letrista Vinicius de Moraes (1913 – 1980), Sem mais adeus foi o marco inicial da construção de um dos cancioneiros mais majestosos da música brasileira – obra que ganhou impulso a partir dos anos 1970, década em que Francis Victor Walter Hime, carioca nascido em 31 de agosto de 1939, obteve enfim a devida projeção. Talvez pelo fato de o lirismo geralmente interiorizado do cancioneiro do compositor ter simbolizado a antítese da grandiloquência explosiva das chamadas “músicas de festival”, o repertório de Francis nunca foi alvo do clamor popular nos festivais da canção – plataformas para a exposição nacional de ícones da música formatada ao longo daqueles efervescentes anos 1960 e logo rotulada como MPB. Também contribuiu para a demora da estreia fonográfica a ida de Francis em 1969 – com Olivia Hime, parceira de vida e música – para os Estados Unidos, onde o artista estudou composição e orquestração por quatro anos. Na sequência da volta do casal ao Brasil, o compositor pôs em prática o aprendizado nos EUA ao expandir a obra autoral e ao gravar na Odeon o primeiro álbum solo, Francis Hime (1973), disco em que reapresentou a seminal Sem mais adeus e registrou a então recente Atrás da porta (1972), canção composta com o novo parceiro Chico Buarque e lançada em gravação referencial de Elis Regina (1945 – 1982). Quatro anos depois, já contratado pela gravadora Som Livre, na qual estreara com a gravação de Amor sem medo (Francis Hime e Paulo César Pinheiro, 1976) para a trilha sonora da novela Escrava Isaura (TV Globo, 1976), o cantor lançou o álbum Passaredo (1977), disco que revelou títulos significativos da parceria de Francis com Chico, sobretudo a canção de separação Trocando em miúdos e a ecológica música-título Passaredo. Álbum lançado pela mesma Som Livre em 1978, Se porém fosse portanto veio na sequência do sucesso do LP Passaredo com 12 músicas inéditas entre as 14 faixas formatadas com produção musical, arranjos e regências do próprio Francis, condutor de time de músicos formado por Chacal na percussão, Nelson Angelo ao violão e Novelli no baixo, entre outros virtuoses. As regravações do repertório foram duas parcerias com Vinicius, ambas lançadas em 1966. Saudade de amar – gravada por Francis em dueto com Olivia Hime – fora apresentada em disco na voz de Elizeth Cardoso (1920 – 1990). Já Maria tinha sido registrada em disco de festival em gravação que reuniu o grupo MPB4 com Wilson Simonal (1938 – 2000). Com capa que expôs o artista em foto antológica de Cafi (1950 – 2019), o álbum Se porém fosse portanto abriu com Pivete, samba de Francis com Chico, autor da letra que perfila menino do Rio que, longe do dourado cartão-postal da praia, segue a rota carioca de quem sobrevive na rua entre sinais fechados de avenidas e subidas nos morros da cidade já partida naquele ano de 1977. Ainda dentro da geografia carioca, mas fora desse universo social, Santa Tereza exalou a nostalgia confessional de vivências mapeadas no bairro carioca que deu nome à composição de Francis com Olivia Hime. “A cidade é muito grande / Uma casa não é nada / Uma casa é só o resto de um sorriso de criança / De uma noite de agonia / De um dia de esperança”, poetizou Francis ao dar voz aos versos do poeta, escritor e compositor paulistano Carlos Queiroz Telles (1936 – 1993) em Demolição. Proeminente no arranjo, o sopro do trompete de Márcio Montarroyos (1948 – 2007) pautou a gravação da segunda das três parcerias de Francis com Telles. O trompete de Montarroyos também se fez ouvir no arranjo orquestral de Joana, tema sem letra, composto por Francis em homenagem à filha Joana Hime. O compositor abriu mão dos versos em Joana, mas Se porém fosse portanto foi disco (também) valorizado por letras de poetas. Ao lado de Vinicius de Moraes e de Carlos Queiroz Telles, o mineiro Cacaso (1944 – 1987) marcou presença no álbum em duas faixas. Além de ter alinhado conjecturas ao longo dos versos da música-título Se porém fosse portanto, Cacaso foi o letrista do belíssimo samba-canção, Terceiro amor, que encerrou o disco em grande estilo com versos memorialistas que fizeram o inventário de afetos, sentimentos e acontecimentos passados no fluxo inexorável da vida. Na correnteza do álbum Se porém fosse portanto, a arquitetura da densa composição Ode marítima – parceria de Francis com Ruy Guerra – evidenciou a formação erudita do pianista, construída desde a infância em estudos que, na adolescência do músico, foram prosseguidos na Suíça. Parceria de Francis com Renata Pallottini, escritora paulistana que reforçou o time de letristas poetas do álbum Se porém fosse portanto, A noite injetou vivacidade rítmica bissexta em universo musical quase sempre introvertido. O canto vívido de A noite foi reforçado por coro feminino também arregimentado para a gravação de Ieramá, outra parceria de Francis com Ruy Guerra. Três Marias – composição de Francis com Olivia Hime – conduziu o álbum ao trilho lírico em que vem correndo grande parte da obra desse compositor que nunca perdeu a inspiração, como comprovaram recentes álbuns de músicas inéditas como Navega ilumina (2014) e Hoje (2019). Olivia Hime foi nome recorrente na ficha técnica do álbum Se porém fosse portanto como compositora e também como intérprete convidada. Além de ter cantado o samba-canção Saudade de amar com o frescor da voz ainda juvenil, Olivia dividiu com Francis a interpretação de Desembolada, parceria do compositor com Chico Buarque que direcionou o álbum para a rota nordestina com o frenesi rítmico típico da região. Por fim, mas nem por isso menos importante, o disco apresentou na penúltima faixa a melancólica canção O sim pelo não, primeira e única parceria de Francis Hime com Edu Lobo, colega contemporâneo, conterrâneo e, tal como Francis, compositor reconhecido pela edificação sólida de obras pautadas pelo requinte melódico e harmônico. Álbum nunca lançado em CD, formato no qual a discografia de Francis Hime tem lacunas injustificáveis, Se porém fosse portanto evidenciou todas as qualidades que seriam mantidas e até aprimoradas pelo artista ao longo da trajetória desse maestro arquiteto de melodias iluminadas com poesia.

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Artistas levam shows para milhões de pessoas para dentro de games durante quarentena

segunda-feira, 25 maio 2020 por Administrador

Nomes como Travis Scott, Charli XCX e Pabllo Vittar encontraram alternativa para se apresentarem em ambientes virtuais criados em 'Fortnite' e 'Minecraft'. Veja no Semana Pop. Semana Pop: Com games online, artistas fazem apresentações para driblar o isolamento
Sem a possibilidade de ir a show de seus artistas favoritos, fãs têm encontrado uma nova forma de se reunir com outras pessoas para assistir a grandes apresentações em ambientes virtuais criados dentro de games. O Semana Pop deste sábado (23) fala de shows e festivais com nomes como Travis Scott, Charli XCX e Pabllo Vittar em palcos virtuais em "Fortnite" e "Minecraft". Assista ao vídeo acima.
Veja todas as edições
Ouça em podcast
O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo. Está disponível em vídeo e podcast.

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Lives de hoje: Anitta, Simone & Simaria, Maiara & Maraisa e mais shows para ver em casa

segunda-feira, 25 maio 2020 por Administrador

Neste sábado (23), Edson & Hudson, Liniker, Adriana Calcanhoto, Luan Estilizado, Raí, Limão Com Mel, Aldair Playboy, Rick & Renner, Maurício Manieri também se apresentam ao vivo. Maiara & Maraisa, Anitta e Simone & Simaria fazem lives neste sábado (23) Divulgação Anitta, Simone & Simaria, Maiara & Maraisa, Claudia Leitte estão entre os destaques das lives neste sábado (23). Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Shows deste sábado e como assistir: Leandro Sapucahy – 13h – Link Aldair Playboy – 15h – Link Imagina Samba – 15h – Link Claudia Leitte – 16h – Link Geraldinho Lins – 16h – Link Rick & Renner – 16h – Link Dre Guazzelli e convidados – 17h – Link Simone e Simaria – 17h30 – Link Thales Lessa – 18h – Link Maurício Manieri – 19h – Link Adriana Calcanhotto (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Anitta (Festival Latinos Unidos) – 20h – Link Maiara e Maraisa – 20h – Link Limão com Mel – 20h – Link Luan Estilizado, Rai Saia Rodada e Zezo – 20h – Link Edson e Hudson – 21h – Link Liniker (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Bhaskar – 23h59 – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments
  • 313
  • 314
  • 315
  • 316
  • 317
  • 318
  • 319

Destaques

  • Câmara de Campo Grande aprova projetos sobre cultura, meio ambiente e inclusão de estudantes com TEA

    Na sessão ordinária desta terça-feira, 13 de ma...
  • Semana Nacional de Museus 2025: Programação especial em Campo Grande homenageia Lídia Baís

    A 23ª Semana Nacional de Museus acontece entre ...
  • Porto Geral de Corumbá recebe Festival América do Sul 2025 com atrações nacionais e celebração da cultura regional

    Entre os dias 15 e 18 de maio, o histórico Port...
  • Campão Cultural 2024 traz programação intensa e gratuita até 6 de abril

    O Campão Cultural está de volta, levando uma pr...
  • Casa de Cultura de Campo Grande oferece cursos gratuitos em música e dança

    A Casa de Cultura de Campo Grande está com insc...
TOPO