Alcione celebra a cidade de Maria Bethânia no álbum ‘Tijolo por tijolo’
Cantora louva Santo Amaro, os lençóis maranhenses e o jogador de futebol Pelé no disco em que também dá voz a samba inédito de Arlindo Cruz. Capa do álbum 'Tijolo por tijolo', de Alcione Marcos Hermes ♪ Interiorana cidade baiana em que nasceram Caetano Veloso e Maria Bethânia, Santo Amaro da Purificação (BA) é celebrada pela maranhense Alcione no 32º álbum de estúdio da cantora, Tijolo por tijolo, programado para ser lançado na próxima sexta-feira, 29 de maio, pela gravadora Biscoito Fino, com capa que expõe a artista em foto de Marcos Hermes. Samba de roda de autoria dos compositores baianos Edil Pacheco e Walmir Lima, lançado em disco há oito anos pelo grupo mineiro Zé da Guiomar no álbum Samba feiticeiro (2012), Santo Amaro é uma flor é uma das 14 músicas gravadas por Alcione no disco produzido por Alexandre Menezes, diretor musical da Banda do Sol, com arranjos de Jorge Cardoso, Jota Moraes, Prateado, Zé Américo Bastos e do próprio Alexandre. Alcione celebra Santo Amaro sem esquecer o Maranhão, estado natal da artista, comumente homenageado na discografia da Marrom. No álbum Tijolo por tijolo, o tributo acontece na faixa final, Lençóis, música composta por Zé Américo Bastos a partir de poema de Salgado Maranhão. Primeiro álbum de estúdio de Alcione desde Eterna alegria (2013), disco lançado há sete anos, Tijolo por tijolo tem repertório composto por músicas majoritariamente inéditas e gravado pela cantora em 2019 na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Alcione canta música de Roque Ferreira e Telma Tavares, 'Feito traça', no álbum 'Tijolo por tijolo' Marcos Hermes / Divulgação Uma das novidades desse repertório é Lado a lado, samba da safra de Arlindo Cruz com Marcelinho Moreira e Rogê. Compositores do samba-título Tijolo por tijolo, apresentado pelos autores em vídeo disponibilizado em março de 2019 e até então inédito em disco, Serginho Meriti e Claudemir também assinam Em barco que navega malandro e O samba ainda é (este com a adesão de Ricardo Moraes). Já Altay Veloso é o compositor de Não dá mais e de O homem de três corações, cuja letra – escrita por Paulo César Feital, parceiro de Altay no samba – homenageia o ex-jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Feito traça (Roque Ferreira e Telma Tavares), Meu universo (Jorge Vercillo e Zeppa), Realeza (Joluis e Alvinho Santos) e Teu calor (Júlio Alves, Ramires e Carlos Júnior) também são músicas de Tijolo por tijolo, álbum antecipado pelos singles Fascínio (Toninho Geraes e Paulinho Resende) e Alto conceito (Fred Camacho e Leandro Fab). Tijolo por tijolo é o 41º álbum da discografia de Alcione, iniciada em 1972 e impulsionada há 45 anos com o lançamento do primeiro LP da cantora, A voz do samba, em 1975.
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Anitta inova em live ao encadear números musicais com aparência de clipes
Cenários e figurinos mutantes dão charme à transmissão internacional da cantora. Anitta na live 'Latinos unidos', feita na noite de sábado, 23 de maio Reprodução / Vídeo ♪ ANÁLISE – Anitta resistiu a fazer live no início do isolamento social. Mas acabou sucumbindo à pressão de mercado que, na impossibilidade de realizar show, vem sobrevivendo dessas transmissões ao vivo pela internet, cada vez mais profissionais. Até para justificar o investimento financeiro das empresas que começaram a patrocinar esse gênero de evento, algumas lives já começam a se assemelhar ao formato de show filmado para exibição em DVD. Mesmo assim, a cantora e compositora carioca conseguiu surpreender em live feita na noite de sábado, 23 de maio, pelo projeto Latinos unidos. Transmitida pelo canal de TV Multishow, a apresentação de Anitta teve roteiro trilíngue, condizente com o investimento da artista no mercado internacional formado por países de língua inglesa e, sobretudo, hispânica. E chamou atenção pelo charme dos cenários e figurinos mutantes. Em bom português, sem sair de casa, Anitta inovou ao fazer live em que encadeou números musicais que mais pareceram clipes. Diante do aparato visual, teve até quem pensasse que assistia a uma live falsamente ao vivo, pré-gravada. Ledo engano. Anitta estava ao vivo e disse até a hora, em determinado momento da transmissão, para provar que estava realmente ao vivo. Ao seguir o roteiro trilíngue que totalizou 25 músicas, a cantora deu ênfase ao repertório mais recente. Em vez de priorizar os hits iniciais da funkeira que abriu caminho nos bailes fluminenses, Anitta optou por cantar sobretudo as músicas em que, indo além do funk, fez conexões com astros do Brasil, dos Estados Unidos e do mercado latino de língua hispânica. Até porque o sinal da live estava aberto para outros países, como o México. De todo modo, a live de Anitta mostrou que o gênero ainda pode ser reinventado para ficar atraente e falar a língua do mercado enquanto não vem o sinal verde para a volta dos shows.
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Banda também é empresa: Scalene fala como foi afetado pela crise e desativa CNPJ
Tomás Bertoni, guitarrista e tecladista, analisa era das lives e comenta cachês da banda nessas transmissões: 'vão de R$ 2 mil a mais de R$ 10 mil'. Ouça podcast com entrevista. "Acabei de sair de uma reunião com o contador para perguntar como faz para declarar falência", diz Tomás Bertoni, rindo de nervoso, logo no começo da entrevista ao G1. O tecladista e guitarrista do Scalene estava exagerando um pouco, mas nem tanto. Da reunião veio a decisão de deixar o CPNJ inativo, como uma das medidas da banda economizar nos meses sem show. "Para que a gente tem CNPJ? Para emitir a nota de uma live a cada mês que deve rolar com algum cachê?", questiona Bertoni. Ouça trechos da entrevista no podcast acima. Deixando um pouco de lado o glamour de estar nos palcos de festivais como Rock in Rio ou Lollapalooza, a banda formada por Tomás, Gustavo Bertoni, Lucas Furtado e Philipe Nogueira também é uma empresa, paga imposto e tem custos fixos. O Scalene fazia em média 4 a 5 shows por mês, mas nem conseguiu "engatar o ano" por conta da medidas de isolamento. Sem previsão de mudança de cenário rapidamente, os músicos conversaram, fizeram algumas reduções nos custos da banda e concluíram que, apesar da crise, conseguem viver com o capital de giro e a renda dos serviços de streaming até dezembro. Na entrevista abaixo, Bertoni fala também sobre o Festival Coma em Brasília, do qual é sócio. Ele comenta o desafio de chegar ao valor de cachê de uma live, e fala da chegada do primeiro filho, Benjamin, com a apresentadora Titi Müller, no meio da pandemia. Tomás Bertoni, do Scalene, no palco do Lollapalooza 2019 Fabio Tito/G1 G1 – Queria começar perguntando sobre como que vocês do Scalene estão? Tomás Bertoni – Espiritualmente, psicologicamente, moralmente ou fisicamente? G1 – Financeiramente também… Tomás Bertoni – Para você ver que eu pensei nas outras coisas primeiro. Talvez isso seja um bom sinal ou não [risos]. Bom, acabei de sair de uma reunião com o contador para perguntar como faz para declarar falência. Obviamente eu estava sendo dramático, porque imaginei que tivessem outras formas menos cinematográficas de poupar custos do CNPJ de uma banda que está no meio de uma pandemia. Essa opção existe que é deixar o CNPJ inativo, então, estou aqui em primeira mão, depois da reunião com o contador dizendo para imprensa que o CNPJ do Scalene a partir de junho estará inativo. A gente não vai poder emitir nota, mas é para economizar, inclusive até o próprio contador, coitado. "Quando a gente foi se organizar, viu que tem dinheiro de capital de giro e de streaming entrando, então meio que tem dinheiro para viver até dezembro. O que já é muito melhor do que muita gente em qualquer ramo. A gente está feliz e orgulhoso disso, com a consciência dos privilégios disso também." Para que a gente tem CNPJ? Para emitir a nota de uma live a cada mês que deve rolar com algum cachê? Então a gente emite nota de outras formas, faz um MEI, não sei o que a gente vai fazer. Banda Scalene se apresenta em Natal no domingo (17) Divulgação G1 – Como é a divisão no Scalene? Tomás Bertoni – A marca é 25% de cada um, mas a divisão financeira não é exatamente igual, porque não é o que condiz com o desprendimento de trabalho e contribuição, mas é bem próxima assim. A gente falou muito abertamente quanto cada um precisa para pagar aluguel e comer, porque ninguém está gastando muito dinheiro com outras coisas, né? E também todos temos outros projetos paralelos, então a gente fez um cálculo baseado nessas necessidades e vai fazer essa divisão mínima para a empresa continuar existindo. A gente fez o projeto Respirando na Quarentena também, que foi com apoiadores, tipo um “ScaleneFlix”. Deu uma grana mas era muito trabalho, cinco lives por semana…. A gente não imaginava que a demanda ia ser tão grande fora isso [durante a quarentena]. Vamos encerrar o projeto no fim de maio e talvez voltar depois, mas repaginado. G1 – Como estava o ano para o Scalene? Muitos shows marcados? Tomás Bertoni – Na pré-história de 2 meses atrás, que é até difícil lembrar, a gente ia engatar o ano na verdade. No nosso nicho do rock, janeiro e fevereiro não são exatamente meses produtivos de show, porque a galera fica muito no carnaval. Geralmente a gente usa esse tempo para compor, fazer outras coisas. Não tivemos tantos shows adiados ou cancelados, porque ainda não tinha tanto show anunciado. Por outro lado foi pior ainda, no sentido financeiro mesmo, a gente chegou a fazer seis shows só neste ano e parou por conta da pandemia. Tomás Bertoni, guitarrista do Scalene, toca no show da banda no Rock in Rio 2017 Marcos Serra Lima/G1 G1 – Sem shows, como fica a situação da equipe do Scalene? Vocês conseguem ajudar de alguma forma? Tomás Bertoni – É bem complicado, né? Tem que ter essa consciência de ajudar todo mundo o máximo que pode. A gente fez uma live com um bom cachê para o aniversário de Brasília e pagou a nossa equipe de show inteira com esse show. Para ajudar mesmo, como um gesto simbólico, apesar de saber que um cachê de um show não resolve ninguém. Mas é impossível assim, não tem como a gente manter a galera… A gente teve que renegociar assessoria de imprensa e de digital e equipe de show não é uma galera que tem um contrato com a gente, né? Não sei se nenhum artista no Brasil que tem contratos assinados com técnicos de som e roadies. É por show, por demanda. A gente pagou o cachê dessa live que a gente fez, mas fora isso não tem nem da onde vir esse dinheiro assim… Toda live que a gente receber, a gente, provavelmente, vai pagar a equipe. Scalene canta 'Náufrago' no Palco Mundo do Rock in Rio G1 – Curioso isso que você falou de um 'bom cachê' em uma live. O que significa isso em valores? Tomás Bertoni – Uma live é o quê? Só o vocalista com um violão? É o vocalista que não sabe tocar violão com alguém acompanhando, que, às vezes, nem é da banda ou é? É banda? É artista solo? Vai ser tipo uma câmera de celular com uma micro fonação profissional, passando por uma mesa de som que coloca um reverb na voz? Ou é só captação direto do celular? É igual a live que fizemos que tem quatro câmeras 4k com cinegrafista e uma captação de áudio profissional? Não tem muito como dizer quanto custa o cachê de uma banda de uma live. Do mesmo jeito que cachê de show varia porque depende muito do contexto para o qual a banda está sendo contratada, a live é a mesma coisa. Só é mais complicado ainda, porque depende do nível de qualidade que a galera que está contratando quer. "A gente já ganhou cachê de R$ 2 mil e já ganhou um custo colocado de mais de R$ 10 mil, que a gente gastou parte com equipamento, mas sobrou uma boa grana e conseguimos pagar a equipe." G1 – Complexo mesmo. Eu fico pensando que esse nó deve dar na cabeça tanto de quem está vendendo, quanto de quem quer patrocinar. Tomás Bertoni – A gente apresentou projetos para duas marcas e ficou nesse debate. Quanto é que é o cachê vei? Sei lá… Tem que ser o Gustavo sozinho tocando, né? Tem isso. Só que ao mesmo tempo você entrar em uma live é coisa para milhares, milhares e milhares de pessoas e depois fica um conteúdo gerado que é o equivalente de uma session, então qual é o valor disso? Ainda tem isso… Depois a gente pode ficar com esse conteúdo para a gente cortar algumas músicas pra colocar no YouTube? Só que se a gente faz isso vai ficar propaganda da marca lá para sempre. Quanto que é o valor disso? Quantos views que isso vai dar? Como que se calcula tudo isso? É bem confuso mesmo. Scalene fala de rock brasileiro e de competição com Lady Gaga e 'Game of Thrones' G1 – Além do Scalene, você também é um dos produtores do festival Coma, em Brasília. Como você enxerga o festival neste momento? Tem alguma chance de o evento acontecer no mesmo formato nesse ano? Tomás Bertoni – Menor chance assim. Não é nem responsável. Eu acho que essa coisa de "agosto acabou a quarentena"… Talvez agosto não tenha tanta quarentena, tanto isolamento, mas vai ter outro surto, vai voltar em setembro. Não tem como saber. Não tem como divulgar um festival com três meses de antecedência e vender ingresso, sem saber como vai estar. Você faz um festival aglomerando 25 mil pessoas, 15 mil pessoas ou faz até menor para 10 mil. E aí um novo surto no DF acontece por causa do Coma, tá doido! E o colapso econômico? A gente vai ficar enfiando R$ 50 na galera de ingresso para ir para o festival? Ninguém está com dinheiro. G1 – A gente tem visto muitos artistas grandes, do mainstream, com lives patrocinadas por grandes marcas, mas esse movimento na cena independente não é tão comum. O que você tem a dizer sobre isso? Tomás Bertoni – Estamos entrando em uma nova era, mas o quão nova ela vai, de fato, ser? Quando eu vejo uma marca dando centenas de milhares de reais, patrocinando uma live de qualquer artista mainstream eu fico pensando "Como é que não tem um pensamento pelo próprio posicionamento dessa mesma marca?" Com essa mesma grana que ela patrocina uma live grande, óbvio que o retorno é muito maior dessa uma live, mas ela poderia patrocinar 40 lives de artistas pequenos, sacou? Isso teria um impacto conceitual fortíssimo na marca e se você somar essa audiência dessas 40 lives será que não seria tão grande quanto ou maior até? Eu fico pensando nisso… É muito bonito falar de nova era, quero ver fazendo. Banda Scalene durante show no palco principal do Lollapalooza 2019 Fabio Tito/G1 G1 – Nesse tempo longe dos palcos, já deu para sentir saudade de tocar, estar em contato com os fãs? Tomás Bertoni – Admito que ainda não bateu uma grande saudade assim de fazer show, não. Ontem eu estava vendo shows no Youtube e deu uma saudadezinha, mas eu estou bem conformado. Eu vou ser pai no mês que vem também, então eu estou encarando a pandemia com uma certa racionalidade e seriedade que tipo não fazer show me parece um problema tão pequeno, que nem problema é. A interação com os fãs se bobear está até maior… Não está rolando pessoal, depois dos shows, atendendo e tirando foto, mas de conhecer os fãs, trocar ideia, sacar como a cabeça deles funcionam, se bobear está sendo até maior nesse período. G1 – Verdade, ainda tem essa questão da gravidez durante a pandemia. Como vocês estão com isso? Tomás Bertoni – Eu e a Titi somos pessoas bem intensas assim, mas a gente é bem alinhado na percepção do que vai ser essa pandemia. A gente acabou de comprar um sítio, quer dizer um terreno, não tem nem estrada de acesso ainda. Rola só o medo de pegar Covid e ter que ficar isolado dentro de casa com ela grávida de 34 semanas… Ah e eventualmente o Benja pegar, enquanto bebê. Mesmo que a taxa de mortalidade não seja alta, ainda estão pesquisando se ficam sequelas no pulmão do bebê para o futuro. São coisas meio horripilantes, né? Mas no sentido de desgaste mental e físico de estar em isolamento social, ela tá grávida, então não estaríamos exatamente indo para balada né? Não tem muito o que fazer, é respeitar a quarentena e o que está acontecendo no mundo. Quando o bebê vier, tentar proteger o máximo que pode assim. Se não tivesse toda a raiva do nosso governo estaria muito de boas, dentro do nossos privilégios e da forma que a gente está encarando. Initial plugin text
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‘A Favorita’ entra no Globoplay e elenco celebra volta de novela ‘atemporal’
Claudia Raia, Patricia Pillar e Mariana Ximenes falam dos bastidores da novela de 2008. Ela inaugura projeto de colocar uma novela clássica a cada 15 dias no streaming. Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patricia Pillar) em cena de 'A Favorita' Globo/Rafael França A trama de Flora (Patricia Pillar) e Donatela (Claudia Raia) movimentou os fãs de novelas entre 2008 e 2009 e poderá ser revista, a partir desta segunda-feira (25), no Globoplay. O público acompanhava a novela das 9 e foi surpreendido com a inversão dos papéis de mocinha e vilã por volta do primeiro terço da história. Ary Fontoura, Mariana Ximenes, Murilo Benício, Cauã Reymond e Taís Araújo também fazem parte do elenco. Relembre novela em FOTOS "O assunto da novela é sobre a condição humana e isso não sai de moda, é atemporal, não envelhece", explica Claudia Raia em entrevista por teleconferência para jornalistas. "Quem assiste leva um tapa na cara. São coisas que você reconhece na sua vida, na vida dos outros, coisas que você já passou ou já viu de maneira muito bem elaborada, arquitetada e escrita", diz Claudia. A atriz contou que só ela, Patricia, o autor João Emanuel Carneiro e o diretor Ricardo Waddington sabiam da virada na trama. Flora (Patricia Pillar) saí do presídio em cena de 'A Favorita' TV Globo / Zé Paulo Cardeal Patricia comentou como isso interferiu na construção de Flora, que parecia ser a mocinha da história, mas, no fundo, era a vilã. "Eu tentei construir de um jeito fosse possível, factível, verossímil nas duas possibilidades o tempo todo. A minha tentativa era que em cada cena ela pudesse ser vista como se tivesse atuando ou falando verdade", lembra Patricia. E Claudia completou: "O grande desafio era esse porque tinha que ter coerência. A Donatela era uma mulher bruta, rude, que monitorava tudo, parecia imediatamente que era uma vilã mesmo. Tudo tinha que ser entendido quando a carapuça caísse". Correria das gravações As atrizes comemoram que vão conseguir assistir à novela, já que durante as gravações foi impossível. "Nós vamos adorar, porque vamos assistir cada capítulo. Como eu disse, eu não conseguia nem fazer xixi praticamente. Ou assistia o capítulo ou decorava o do dia seguinte", diz Claudia. "A novela era muito pesada, calcada em sentimentos de vingança, de ódio, mas o bastidor era muito leve, agradável, divertido com colegas gostosos de conviver", lembra Patricia Pillar. Claudia Raia e Mariana Ximenes em cena de 'A Favorita' Globo/João Miguel Júnior Mariana Ximenes, que interpretou a Lara, falou que aproveitou a novela para aprender com as atrizes e o resto do elenco. "Muitas vezes eu não estava na gravação, mas ficava só observando essas duas, Glória Menezes, Ari Fontoura, Mauro Mendonça, Murilo Benício. Ficava só na coxia, observando esses monstros maravilhosos", conta. Ela também falou sobre o que levou da experiência na novela. "Eu amei fazer a Lara, foi um super exercício de atriz. Tenho lindas recordações e ganhei muitos amigos nessa novela". Um clássico a cada 15 dias "A Favorita" estreia um projeto do Globoplay de resgatar uma novela clássica a cada quinzena. Já estão definidas as cinco estreias seguintes: "Tieta" (1989), "Explode Coração" (1995), "Estrela-Guia" (2001), "Vale Tudo" (1988) e "Laços de Família" (2000). Estão na lista novelas que nunca foram reprisadas e sucessos exibidos no "Vale a Pena Ver de Novo" e no canal Viva. São 50 títulos que serão relançados, sendo 21 liberados para publicação. Todos os primeiros capítulos de todas as novelas estarão abertos para não assinantes. Planos suspensos Escalada para a novela das 6, "Nos Tempos do Imperador", Mariana já estava gravando, mas o planejamento foi interrompido com a pandemia e a estreia foi adiada. "Por enquanto estou focada nisso", diz a atriz. Claudia Raia vai viver a mãe de Larissa Manoela na próxima novela do mesmo horário e ia começar a gravar em junho, mas os planos também foram adiados. A atriz estava em turnê em Portugal com a peça "Conserto para Dois", com o marido Jarbas Homem de Mello, no início da pandemia. "A gente antecipou a volta em duas semanas, quase que fugidos, porque o governo fechou tudo", contou Claudia. "Consegui tirar minha equipe de 15 pessoas em 24 h, se não a gente não conseguiria mais sair do país". Na terça-feira (19), a atriz falou que ela e a família contraíram Covid-19 de forma leve, mas que já se curaram. Já Patricia Pillar não tinha nada programado para esses meses e aproveita a quarentena para ler e pesquisar. "O que me dá prazer é absorver conhecimento, não estou com vontade de pensar um projeto agora", explica Patricia. "Foi uma mudança muito radical, o mundo está vivendo um momento muito estranho". Flora (Patricia Pillar) e Lara (Mariana Ximenes) em cena de 'A Favorita' Globo/ Zé Paulo Cardeal Os reencontros nostálgicos de elencos durante a quarentena
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Lives da semana: Daniela Mercury, Alexandre Pires, Skank, Dennis DJ e mais shows
Veja agenda de lives de segunda (25) a domingo (31). David Guetta, Felipe Araújo, Banda Eva, Emicida, Joelma, Seu Jorge e João Bosco & Vinicius também tocam. Desfile do Bloco Pipoca da Rainha de Daniela Mercury em São Paulo, neste domingo (1) HENRIQUE BARRETO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Daniela Mercury, Alexandre Pires, Emicida e David Guetta estão entre os artistas com lives programadas entre segunda (25) a domingo (31). Skank, Teresa Cristina, Banda Eva, Emicida, Joelma, Solange Almeida, Felipe Araújo e João Bosco & Vinicius também tocam. A dupla Zezé Di Camargo e Luciano tinha uma live marcada para sexta (29), mas cancelaram a apresentação depois de músico e técnico da banda contraírem Covid-19. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Veja lives por dia e onde assistir: Segunda-feira (25) Garota Sertaneja – 19h – Link Hercules Gomes (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Swing e Simpatia – 21h – Link Metallica – Transmissão de show no Peru em 2014 – 21h – Link Siba (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Terça-feira (26) Mariana Aydar (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Munhoz e Mariano – 20h – Link Quarta-feira (27) Sepultura – 16h15 – Link Fabio Brazza – 19h – Link Lula Barbosa (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Joelma – 20h – Link Quinta-feira (28) Emicida e Tulipa Ruiz (#HomeHourPoploadFestival) – 19h – Link Thaíde (Em Casa com Sesc) – 19h – Link João Bosco e Vinicius – 20h – Link Supla (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Sexta-feira (29) Sienna – 17h – Link Eric Land – 19h – Link Maurício Pereira (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Felipe Araújo – 20h – Link Rosa de Saron – 20h – Link Daniela Mercury – 20h (Multishow) – Link Karina Buhr e Max B.O (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Sábado (30) Teresa Cristina – 15h – Link Fresno, BRVNKS, Lagum, Far From Alaska, BNegão, Boogarins e outros – 16h – Link Leo Chaves – 16h30 – Link Marcos e Belutti – 17h – Link David Guetta – 20h – Link Dennis Dj – 20h – Link Grupo Menos é Mais – 20h – Link Gian & Giovani – 20h – Link Skank – 20h – Link Maria Rita, Paula Fernandes, Marcelo Falcão, Fernanda Takai e outros no Festival 24h Juntos Pela Música – 21h – Link Pedro Luís (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Domingo (31) Alexandre Pires e Seu Jorge – 14h – Link Banda Eva – 17h – Link Solange Almeida – 17h – Link Vou Pro Sereno – 17h – Link Yasmin Santos – 18h – Link Stonewall 50 e Thiago Mendonça (Festival Cultura em Casa) – 21h30 – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives
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‘A Favorita’ entra no Globoplay; relembre novela em FOTOS
Claudia Raia, Patricia Pillar, Mariana Ximenes, Ary Fontoura, Juliana Paes e Cauã Reymond estavam no elenco da novela de 2008, que entra no Globoplay nesta segunda (25). Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar) em cena de 'A Favorita' Globo/Rafael França Flora (Patrícia Pillar) e Lara (Mariana Ximenes) em cena de 'A Favorita' Globo/ Zé Paulo Cardeal Claudia Raia e Mariana Ximenes em cena de 'A Favorita' Globo/João Miguel Júnior Donatela (Claudia Raia) e Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia) em cena de 'A Favorita' TV Globo / Willian Andrade Copola (Tarcísio Meira) comanda o piquete na frente da fábrica em cena de 'A Favorita' TV Globo/João Miguel Júnior Flora (Patrícia Pillar) sai do presídio e constata que não tem ninguém esperando em 'A Favorita' TV Globo / Zé Paulo Cardeal Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Cláudia Raia) frente a frente em cena de 'A Favorita' TV Globo / Zé Paulo Cardeal Irene (Glória Menezes), lora (Patrícia Pillar) e Lara (Mariana Ximenes) em cena de 'A Favorita' TV Globo / João Miguel Júnior Murilo Benício interpretou Dodi em 'A Favorita' TV Globo / Zé Paulo Cardeal Halley (Cauã Reymond) e Silveirinha (Ary Fontoura) em cena de 'A Favorita' TV Globo / João Miguel Júnior Cauã Reymond e Iran Malfitano em cena de 'A Favorita' como Halley e Orlandinho TV Globo / Zé Paulo Cardeal Céu (Deborah Secco) e Cassiano (Thiago Rodrigues) em cena de 'A Favorita' TV Globo/Renato Rocha Miranda Deborah Secco foi a Maria do Céu em 'A Favorita' TV Globo/Zé Paulo Cardeal Juliana Paes e Luiz Ramalho também estão no elenco de 'A Favorita' TV Globo / Zé Paulo Cardeal Donatela (Claudia Raia ) e Diva (Giulia Gam) em cena na prisão em 'A Favorita' TV Globo / João Miguel Júnior Irene (Gloria Menezes) e Gonçalo (Mauro Mendonça) em cena de 'A Favorita' TV Globo/João Miguel Júnior Lília Cabral e Clarice Falcão em cena de 'A Favorita' TV Globo / Frederico Rozario Alícia (Taís Araújo) e Cassiano (Thiago Rodrigues) em cena de 'A Favorita' TV Globo / Ivone Perez Donatela (Claudia Raia) e Cilene (Elizangela) em cena de 'A Favorita' Globo/Rafael França Silveirinha (Ary Fontoura) e Flora (Patrícia Pillar) em cena de 'A Favorita' TV Globo / Thiago Prado Neris
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Paula Fernandes faz mudança de cenário durante live após chuva cair no meio da transmissão
Cantora precisou readequar ambiente de show on-line. ‘É bom para a terra e para as plantinhas’. Paula Fernandes faz live Reprodução/YouTube Paula Fernandes precisou fazer uma rápida readequação em sua live por causa da chuva que caiu em durante a transmissão do show on-line neste domingo (24). Acompanhada de dois músicos, a cantora cantava "Dias Melhores", sucesso de Jota Quest, quando a chuva começou a cair forte. Paula, então, se levantou, pegou o celular e seguiu para uma área coberta, que já estava sendo preparada por sua equipe. "E a chuva cai, mas deixa chover, é bom pra terra. Bom pras plantinhas que acabei de florir aqui na chácara", afirmou a cantora. Ao final da canção, os músicos seguiram ao encontro de Paula na área coberta. Apesar do desafio, a live seguiu normalmente. E enquanto a parte técnica era organizada, Paula contou algumas histórias e cantou "Sede de amor" sem acompanhamento instrumental. Logo no início da live, Paula já havia comentado sobre a possibilidade da chuva e uma readequação. "Já fizemos a dança contra chuva", brincou. "Criamos um plano B [por causa dos equipamentos] que esperamos não usar, mas se usar, será legal também". Paula Fernandes foge de chuva durante live Reprodução/YouTube As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Simone suaviza a imagem com série dominical de lives leves
Simone na live feita em 24 de maio com músicas de Lobão e Gonzaguinha Reprodução / Vídeo ♪ ANÁLISE – Simone está mais leve. Aos 70 anos, festejados em 25 de dezembro de 2019, a cantora baiana da gema vem aproveitando esse momento de isolamento social e reconstruindo a imagem aos olhos do público com série de leves lives dominicais. Os seguidores da artista já anotaram na agenda. Desde 12 de abril, todo domingo – sempre pontualmente às 18h – Simone está lá no Instagram, fazendo lives que foram ficando mais charmosas a cada semana. Com bases pré-gravadas, enviadas por amigos músicos especialmente para as transmissões, a artista solta a voz em músicas que há muito não cantava, inclusive atendendo pedidos feitos por seguidores em lives anteriores. Domingo desses, Simone cantou Um desejo só não basta (Francisco Casaverde e Fausto Nilo), balada que impulsionou o 11º álbum solo de estúdio da artista, Desejos (1984), lançado há 36 anos. Os fãs dos anos 1980 ficaram extasiados. Na noite de ontem, 24 de maio, Simone caiu no samba Tendência (1981) – joia da parceria de Ivone Lara (1922 – 2018) com Jorge Aragão nunca gravada pela cantora – com o toque pré-gravado do violão de Ana Costa. Antes, com base enviada pelo tecladista Ricardo Leão, a cantora dera voz à canção Corpo (Sueli Costa e Abel Silva, 1982). Os roteiros das lives de Simone têm sido surpreendentes e sedutores, mas o que mais importa – o que vem realmente fazendo a diferença – nas transmissões da cantora é a leveza que vem suavizando a imagem de Simone. Simone na live de domingo, 24 de maio, em que cantou o samba 'Tendência' Reprodução / Vídeo Uma das grandes cantoras da MPB, Simone sempre foi percebida nos bastidores do universo pop brasileiro como a diva inacessível, a artista de temperamento difícil, a cantora encastelada em redoma com mil exigências e melindres que a fizeram ser temida (e muitas vezes odiada…) por profissionais do mercado fonográfico. Pode ter muita lenda na construção dessa aura. Contudo, se essa imagem um dia correspondeu à verdade, ela vem sendo desconstruída por Simone nessas lives dominicais em que a cantora abre as portas da própria casa para um público que, imune a essas impressões de bastidores, nunca a deixou de prestigiar nos shows. Simone vem se mostrando de bem com a vida, feliz, comunicativa e humilde na exposição das inseguranças naturais de qualquer cantora – como a hesitação com a letra do samba Tendência, para citar somente um exemplo da live de 24 de maio. Enfim, Simone está se mostrando com o pé no chão, entregue de corpo e alma a essa série de lives leves. A baiana da gema merece aplausos entusiásticos pela postura humanitária nesses tempos de isolamento social, servindo de exemplo para as demais altezas da MPB porque, no mundo de 2020, artistas e público estão irmanados na luta pela vida.
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Confirmado para setembro, Festival de Cinema de Veneza deve contar com menos filmes
Luca Zai, governador de Vêneto, disse que evento segue programado à medida que a disseminação do novo coronavírus diminui no país. Funcionário trabalha na montagem do Festival Reuters O Festival de Cinema de Veneza ocorrerá conforme o planejado, no início de setembro, disse o governador da região que cerca a cidade italiana, Luca Zaia, neste domingo, à medida que a disseminação do novo coronavírus diminui no país. Organizado pela empresa Bienal de Veneza, o festival de cinema da cidade italiana é o mais antigo do mundo. Em janeiro, foi anunciado que Cate Blanchett comandaria sua 77ª edição. Devido à interrupção da indústria cinematográfica em todo o mundo para limitar a propagação do vírus, o festival provavelmente terá um número menor de filmes exibidos, disse Zaia, que também é membro do conselho da Bienal de Veneza. O Festival de Cannes, o maior do mundo, foi forçado a adiar sua última edição em maio por causa da epidemia. A Itália planeja suspender todas as restrições de viagens a partir de 3 de junho e os viajantes dos países da União Europeia poderão entrar no país sem ter que cumprir quarentena. Leia também: 17ª edição do Bienal de Arquitetura de Veneza é adiada para 2021
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Brian May, do Queen, diz que sofreu ataque cardíaco, além de romper músculo do glúteo
Usando muletas, músico fez sua primeira caminhada no parque após uma série de problemas de saúde: 'É bom sentir o ar'. Brian May, do Queen, faz primeiro passeio após romper músculo do glúteo durante jardinagem Reprodução/Instagram Brian May, guitarrista da banda Queen, fez seu primeiro passeio após romper o músculo do glúteo durante um momento de jardinagem na quarentena e ter uma série de outros problemas de saúde em seguida. Há cerca de três semanas, o músico precisou ser hospitalizado após um incidente e comentou que ficaria um período sem andar. "A dor é incessante", comentou May na época. "Minha primeira caminhada no parque desde que tudo começou. É bom sentir o ar! O céu está azul – o sol, claro, brilhante e quente, e a brisa está fresca. Uma nuvem branca e fofa passou sobre minha cabeça. Mas eu sou dependente dessas muletas para se locomover", escreveu o músico. "Sempre há um obstáculo. Bem, mas não por muito tempo, felizmente. Já passei por essas enrrascadas inúmeras outras vezes. E elas te fazem mais forte, cero? Se elas não te matarem." Após o passeio, May fez um vídeo para dar mais detalhes sobre as últimas semanas e revelou que o período afastado não foi apenas pela lesão. O músico contou que uma ressonância magnética detectou uma compressão no nervo ciático, que lhe causava muita dor. E não parou por aí. "No meio de toda a saga, eu tive um pequeno ataque cardíaco", acrescentou, dizendo ainda que sofreu por cerca de 40 minutos com dor e aperto no peito. May conta que o levou para o hospital, onde foi diagnosticado com três artérias bloqueadas. O músico comentou que ficou surpreso, pois acreditava ser um cara saudável. "Eu não fazia ideia, eu tinha bons eletrocardiogramas. Nada poderia me dizer que eu estava prestes a ter um problema real, porque eu poderia ter morrido com isso." May foi submetido a uma cirurgia para a colocada três stents e diz que, quando retornou para casa, sentia como se nada tivesse acontecido. Initial plugin text Guitarrista Brian May brinca e faz uma selfie com o público
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