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Artistas e autoridades repercutem saída de Regina Duarte do comando da secretaria de Cultura

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Atriz assumirá a Cinemateca Brasileira em São Paulo, também vinculada à pasta. Regina Duarte e Bolsonaro Marcos Corrêa/PR Fernanda Paes Leme e Zélia Duncan estão entre as artistas que usaram as redes sociais para falar sobre a saída de Regina Duarte do comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro. Nesta quarta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro anunciou que a atriz deixa o cargo e passa a assumir a Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Moro, Mandetta, Teich… veja quem deixou o 1º escalão do governo Bolsonaro Os deputados Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Sâmia Bonfim também comentaram a saída da atriz. Veja repercussão: Fernanda Paes Leme, atriz "Regina deixou de ser o que nunca foi." Initial plugin text Lulu Santos, cantor Initial plugin text BLOG DA ANDREIA SADI: Ator Mario Frias é cotado para lugar de Regina Duarte na secretaria de Cultura Zélia Duncan, cantora Initial plugin text Armando Babaioff, ator Initial plugin text Marcelo Costa, músico Initial plugin text Beto Silva, ator e humorista Initial plugin text Paula Braun, atriz Initial plugin text Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP) "Regina Duarte é uma pessoa bem intencionada, desejo sucesso a ela em sua nova empreitada na Cinemateca Brasileira." Carla Zambelli, deputada federal (PSL-SP) "Ao contrário do que a mídia insiste em dizer, o presidente não está "fritando" Regina Duarte.Ela segue com a gente, só que contribuindo lá de São Paulo, mais perto de sua família, na Cinemateca, para onde vai daqui alguns dias." Bia Kicis, deputada federal (PSL-DF) "Desejo boa sorte à Regina e que ela consiga fazer um bom trabalho pela cultura à frente da Cinemateca." Samia Bomfim, deputada federal (PSOL-SP) "A desastrosa gestão de Regina Duarte será lembrada pelo desrespeito à classe artística. A atriz nada fez pelos milhares de trabalhadores da cultura em dificuldade, pelo contrário. Assim como Bolsonaro, minimizou a pandemia e insultou o povo com saudosismo da ditadura. Foi tarde." Marcelo Calero, deputado federal (Cidadania-RJ) "A saída Regina Duarte do governo reflete a total falta de compromisso do Bolsonaro com esse setor que não é importante apenas do ponto de vista da nossa memória histórica, mas também do ponto de vista econômico porque gera emprego e gera renda. A gente tem que lembrar que já são quatro gestores que passaram por essa pasta no governo Bolsonaro e, infelizmente, a Regina não deixa qualquer tipo de legado. Ela deixa, ao contrário, um rastro de violência, de agressão de uma total disfuncionalidade. Falta de planejamento, falta de plano o que seria especialmente importante nesse momento de pandemia. É lamentável que um setor que dá tanta visibilidade no exterior, que faz com que a gente se identifique como brasileiros, seja tratado dessa forma leviana por Bolsonaro." Nelson Pelegrino, deputado federal (PT-BA) "A lembrança da passagem de Regina Duarte pelo ministério da cultura será aquela entrevista vergonhosa a CNN, para se segurar no cargo e agradar o Bozo, defendendo a ditadura e tortura! Vergonha." Talíria Petrone, deputada federal (PSOL-RJ) "Menos de dois meses depois, Regina Duarte sai do cargo de Secretária de Cultura. Deixa como legado um rastro de desinformação, ataque à cultura e seus trabalhadores, além de um grande descaso pela democracia." Declarações de Regina Duarte são criticadas por Adriana Esteves, Alice Wegmann, Caetano Veloso, Cauã Reymond e mais de 500 outros artistas; veja lista Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro

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Cinemateca Brasileira: o que é a instituição que será coordenada por Regina Duarte

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Principal órgão que cuida da memória do cinema do Brasil fica em SP e é responsável por preservar um acervo com mais de 250 mil rolos de filmes e um milhão de documentos. Fachada da Cinemateca, na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo Vivian Reis A Cinemateca Brasileira, que Regina Duarte vai coordenar após deixar o comando da Secretaria da Cultura, é a principal instituição que cuida da memória do cinema no Brasil. O órgao é ligado à Secretaria da Cultura do Governo Federal e sua sede fica na Vila Clementino, na Zona Sul de São Paulo. A cinemateca foi criada em 1946, com a missão de preservar e difundir a produção audiovisual brasileira. Ela guarda mais dede 250 mil rolos de filmes e mais de um milhão de documentos relacionados ao cinema, como fotos, roteiros, cartazes e livros, entre outros. Segundo a instituição, é o maior acervo de imagens em movimento da América Latina. 'Presente' Regina Duarte disse nesta quarta-feira (20) que o convite para comandar a Cinemateca foi um presente. "Acabo de ganhar um presente que é um sonho de qualquer pessoa de comunicação, de audiovisual, de cinema, de teatro: um convite para fazer cinemateca, que é um braço da cultura que funciona lá em São Paulo, e é um museu de toda a filmografia brasileiro, ficar ali, secretariando o governo dentro da cultura na cinemateca. Pode ter presente melhor do que esse? Obrigado, presidente", disse Regina. História A Cinemateca Brasileira surgiu em 1946, quando foi montado o Segundo Clube de Cinema de São Paulo. Foi o resultado do fechamento do Primeiro Clube de Cinema, em 1941, durante a repressão da ditadura pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Em 1961, a Cinemateca Brasileira tornou-se fundação, o que permitiu estabelecer convênios com o poder público. Mas só em 1979, a Cinemateca inaugurou um Centro de Operações que se dedicava aos trabalhos de documentação e pesquisa sobre cinema. A cinemateca sofreu quatro incêndios em sua história. O mais recente foi em 2016 e destruiu cerca de 500 obras. Gestão atual Desde março de 2018, a Cinemateca é gerida por uma organização social vinculada ao Ministério da Educação chamada Acerp – Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto. O contrato vai até 2021. A atual gerente do acervo é Olga Futemma, servidora pública da área da cultura desde 1984. Visitas interrompidas A sede fica em um prédio tombado onde funcionava um antigo matadouro em São Paulo. No local estão salas de cinema, biblioteca e um jardim que ficava aberto à visitação pública. Por causa da pandemia do novo coronavírus, a Cinemateca Brasileira não está recebendo visitas e prestando serviços por tempo indeterminado. A atriz Regina Duarte, secretária de Cultura do governo Bolsonaro Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

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‘Snyder Cut’, versão de ‘Liga da Justiça’ editada por Zack Snyder, vai ser lançada em 2021

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Diretor gravou grande parte do filme, mas se afastou após morte da filha. Gal Gadot, Ben Affleck e Ezra Miller em cena de 'Liga da Justiça' Divulgação Uma versão editada pelo diretor Zack Snyder de "Liga da Justiça" (2017), conhecida por fãs na internet como "Snyder Cut", vai ser lançada em 2021. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20) pelo cineasta. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20) pelo cineasta, durante uma sessão online de perguntas e respostas sobre "O Homem de Aço" (2013), filme que deu início à reunião de heróis da DC nos cinemas. Initial plugin text A versão de Snyder vai ser lançada pela HBO Max, novo serviço digital de vídeos da AT&T e da WarnerMedia. "Quero agradecer a HBO Max e a Warner Brothers por esse gesto corajoso de apoiar artistas e permitir que suas verdadeiras visões se realizem. Também quero agradecer especialmente a todos os envolvidos no movimento SnyderCut por tornarem isso uma realidade", afirmou o diretor. O movimento começou em em 2017 através da hashtag #ReleaseTheSnyderCut, após as críticas recebidas por "Liga da Justiça" em seu lançamento. Snyder comandou a maior parte das gravações do filme, mas teve de se afastar da produção antes da conclusão por causa da morte de sua filha. Com isso, quem assumiu foi Joss Whedon, diretor dos dois primeiros filmes dos "Vingadores". O que você precisa saber para ver 'Liga da Justiça'? Veja perguntas e respostas

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Péricles é internado em SP para tratar de infecção urinária, diz assessoria

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Cantor foi internado na segunda-feira (18) e ainda não tem previsão de alta. Péricles Reprodução/Instagram do cantor O cantor Péricles foi internado na segunda-feira (18), no Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo. Segundo sua assessoria de imprensa, ele trata de uma infecção urinária e ainda não tem previsão de alta. A assessoria informou ao G1 que os médicos optaram por medicá-lo para tratar da infecção no hospital, por isso ele foi internado. Ele passa bem e tem previsão de alta "dentro de alguns dias", diz a equipe do cantor.

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Mariachis entretêm colombianos em quarentena nas ruas de Bogotá

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Músicos tocam gênero mexicano tradicional em esquinas e aceitam gorjetas de moradores encantados que dançam nas sacadas. Grupo mariachi se apresenta em Bogotá Carlos Duran/Reuters A música barulhenta, geralmente ouvida em comemorações familiares e aniversários animados, irrompe nas ruas estranhamente silenciosas de Bogotá, a capital da Colômbia: os mariachis chegaram. Enquanto o país andino suporta dois meses de quarentena nacional contra o novo coronavírus, músicos que tocam o gênero mexicano tradicional estão arrastando violões, trompetes, violinos, alto-falantes e microfones às esquinas e aceitando gorjetas de moradores encantados que dançam nas sacadas. A pandemia e os isolamentos que a acompanham afastaram os músicos de seu trabalho costumeiro, disse o líder da banda, Hubert Ramírez, enquanto o grupo se instalava em outra rua. "Os pobres mariachis estão confinados", disse o pai de cinco filhos. "Então decidimos sair, vamos alegrar as pessoas e elas podem nos apoiar, e é assim que atravessaremos esta situação". "Não há mais dinheiro para comprar comida, muito menos pagar aluguel", disse Ramírez, acrescentando que tocar nas ruas ajudou com algumas contas. "Tem corrido melhor do que esperávamos". Moradores surpresos muitas vezes gravam as serenatas com os celulares, e alguns cantarolam as músicas. "Acho que é um sopro de ar fresco durante esta situação, e tira as pessoas de casa, de seu isolamento social", disse a moradora Maria Elena Mondragon. "Eles nos fazem sorrir, então temos que apoiá-los, ajudá-los, porque eles não têm uma maneira de oferecer seus serviços". "Acho maravilhoso". A nação de 50 milhões de habitantes, que computa mais de 16 mil casos confirmados de coronavírus e pouco menos de 600 mortes, está sujeita a um isolamento obrigatório desde o final de março.

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Japão começa a reabrir cinemas com ‘Ben-Hur’, ‘O Mágico de Oz’ e outros clássicos

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Rede de cinemas do país implementou medidas de segurança, incluindo manter lugares vazios e fazer com que funcionários e clientes usem máscaras. Judy Garland e Ray Bolger em cena de 'O mágico de Oz' Reprodução As carruagens do épico de 1959, "Ben-Hur", e a estrada de tijolos amarelos do clássico de 1939, "O Mágico de Oz", estão de volta às telas no Japão, onde os cinemas começam a reabrir em meio à crise do novo coronavírus. O filme estrelado por James Dean "Vidas Amargas" (1955), o drama criminal "Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Bala" (1969) e o longa "Inferno na Terra" (1974) estão entre outros títulos apresentados, depois que a cadeia japonesa Toho Cinemas reabriu 10 de suas 66 salas em áreas consideradas relativamente seguras em relação ao coronavírus. A unidade da Toho Co, que também administra um estúdio de cinema, informou que reabrirá mais 23 cinemas na sexta-feira (22) em locais onde o governo suspendeu o estado de emergência. Os cinemas em Tóquio permanecem fechados. A Toho Cinemas, que havia fechado todas as suas salas em 18 de abril, implementou medidas de segurança, incluindo manter lugares vazios e fazer com que funcionários e clientes usem máscaras. A reabertura de cinemas leva a outro desafio: quais filmes serão exibidos depois que os estúdios adiaram os lançamentos por causa da pandemia? Os cinemas reabertos da Toho oferecem principalmente uma mistura da antiga Hollywood com sucessos recentes e remanescentes, como o vencedor do Oscar "Parasita", que estava nos cinemas antes do fechamento. Questionado sobre a seleção de filmes em exibição, um funcionário do Toho simplesmente disse: "Estamos trazendo filmes populares".

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Cláudia Raia diz que ela e a família tiveram Covid-19 e se curaram

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Atriz contou no Instagram que ela, o marido e os filhos não tiveram sintomas graves, que acredita ter pegado no elevador do prédio e que não quis contar pois tinha medo de ser 'mau exemplo'. Claudia Raia Divulgação/Tato Belline Cláudia Raia disse nesta terça-feira (19) que ela e sua família contraíram Covid-19 há cerca de um mês, mas não tiveram sintomas graves e já se curaram. A atriz deu as informações em uma entrevista ao vivo no Instagram para a revista "Harper's Bazaar". Ela disse que não contou antes sobre a doença pois teve medo de ser um "mau exemplo". "Não queria dizer, achei que estava sendo um mau exemplo porque peguei em casa", afirmou Cláudia Raia. Ela disse que estava em casa no período, e que deve ter contraído o vírus no elevador ao buscar comida na porta do prédio. Ela diz que teve febre, tosse, dores musculares e indisposição por cerca de cinco dias. O marido, Jarbas, ficou mais tempo com sintomas, dez dias. Mas nenhum deles teve sintomas mais graves que levassem a internação. Os filhos, Enzo e Sophia, estavam viajando, contraríram o vírus depois através dos pais e tiveram sintomas mais leves, diz Cláudia. "É uma doença traiçoeira, peço por favor que vocês se conscientizem de uma vez por todas, está no meio de nós", alertou a atriz.

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Ruby Rose deixa série ‘Batwoman’ após final de primeira temporada

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

'Tomei a decisão muito difícil de não voltar', afirmou australiana. Emissora vai selecionar nova atriz como protagonista. Ruby Rose em cena de 'Batwoman' Divulgação A atriz australiana Ruby Rose vai deixar a série "Batwoman", na qual interpretava a protagonista super-heroína. O anúncio foi feito nesta terça-feira (19), dois dias depois da exibição do último episódio da primeira temporada nos Estados Unidos. Para a já anunciada segunda temporada, o canal CW vai selecionar uma nova atriz. "O estúdio e a emissora estão comprometidos firmemente com a segunda temporada de 'Batwoman' e seu futuro a longo-prazo e nós — juntos da talentosa equipe criativa da série — estamos ansiosos pela sua nova direção, incluindo a escolha de uma nova atriz principal e membro da comunidade LGBT nos próximos meses", afirmaram as responsáveis pela produção em nota conjunta. A emissora, o estúdio Warner Bros. TV e a produtora Berlanti Productions agradeceram Rose pelo trabalho. "Tomei a decisão muito difícil de não voltar a 'Batwoman' na próxima temporada", afirmou a atriz. "Esta não foi uma decisão fácil de tomar, já que eu tenho o maior respeito pelo elenco, a equipe e todos envolvidos na série tanto em Vancouver quanto em Los Angeles."

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Discos para descobrir em casa – ‘Madrugada’, Mart’nália, 2008

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Madrugada', de Mart'nália Eny Miranda ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Madrugada, Mart'nália, 2008 ♪ A trajetória de Mart'nália é exemplo de que, no universo pop, muito vezes o talento precisa ser aliado a uma estratégia de marketing para que um artista alcance a devida projeção. Nascida em 1965, a filha de Martinho da Vila tentou se lançar como cantora em 1987 com a edição de um primeiro álbum, Mart'nália, equivocado por diluir a descontração que se mostraria determinante para a expansão do canto leve dessa sambista de alma soul. Escaldada com o erro da estreia fonográfica, Mart'nália expôs a verdadeira face no segundo álbum, Minha cara, editado em 1995 com azeitado mix de samba, soul e funk que temperou repertório que apresentou a identidade da artista carioca, inclusive como compositora. Só que faltou na receita de 1995 a aura hype criada sete anos mais tarde em torno da edição do álbum posterior de Mart'nália, Pé do meu samba, lançado em 2002 com aval e samba inédito de Caetano Veloso. Com Pé do meu samba, Mart'nália conseguiu, enfim, ser vista e ouvida como cantora – àquela altura já com 37 anos, mas com o ar jovial que a artista ainda conserva neste ano de 2020, já a caminho dos 55 anos, a serem festejados em setembro. Álbum gravado com curadoria de Maria Bethânia, Menino do Rio (2005) ampliou a popularidade de Mart'nália três anos depois. Nesse disco, por influência de Bethânia, Mart'nália manteve um pé no samba do Rio de Janeiro e pôs o outro pé no samba da Bahia. Sintomaticamente, a faixa que garantiu o êxito do disco foi samba bem carioca da mineira Ana Carolina, Cabide. O sucesso do disco Menino do Rio foi o passaporte para a gravação de Madrugada (2008), álbum mais fiel à cara de Mart'nália. Gravado com produção musical dividida entre Arthur Maia (1962 – 2018) – baixista de groove black Rio que foi espécie de gêmeo musical da cantora e compositora – e Celso Fonseca (produtor e arranjador do disco definidor Pé do meu samba), o álbum Madrugada resultou carioquíssimo, leve, boêmio, desencanado, assumido, feliz, descontraído. Enfim, Madrugada foi disco com a cara e a alma de Mart'nália, expostas em sambas como Tava por aí – composto pela artista com Mombaça, parceiro desde os anos 1990 – e Deu ruim (Arthur Maia, Ronaldo Bastos e Mart'nália). Nessa linha espontânea, o samba Ela é a minha cara (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos) – delícia suprema da parcela inédita do repertório – exemplificou com maestria a habilidade de Mart'nália de cair no samba com vibe pop. O apego de Arthur Maia à black music saltou aos ouvidos logo na balada de alma soul que abria o disco, Alívio (1992), parceria de Maia com Djavan. Intérprete original de Alívio, Djavan produziria no futuro o disco mais injustiçado de Mart'nália, Não tente compreender (2012), álbum em que a cantora se desviou da cadência do samba. A cadência que pautou Mart'nália em Madrugada na gravação de Não encontro quem me queira (Thiago Mocotó), um dos muitos sambas desse álbum editado em 2008 pela gravadora Biscoito Fino. A ginga pop de Mart'nália sempre foi tão singular que a cantora conseguiu regravar os sambas Batendo a porta (João Nogueira e Paulo César Pinheiro, 1974) e Sai dessa (Nathan Marques e Ana Terra, 1980) com tamanha personalidade que driblou comparações como os registros originais de João Nogueira (1941 – 2000) e Elis Regina (1945 – 1982), dois bambas nas divisões. Explicitado na discografia de Mart'nália, o elo da artista com a África foi reforçado no álbum Madrugada com as gravações do sincrético samba Fé (Jorge Aragão e Evandro Lima) e, sobretudo, de Angola (Arthur Maia, Mart'nália, Maré e Paulo Flores). Também havia África na sensualidade baiana e no baticum que embalaram a sedutora regravação de Alegre menina (Dori Caymmi com versos de Jorge Amado, 1975), samba lançado na voz de Djavan em gravação feita para a trilha sonora da novela Gabriela (TV Globo, 1975). Cantora que nunca primou pela rigorosa técnica vocal, Mart'nália afinou a belíssima canção Sem mais adeus (Paulinho Moska, 1999) em modo particular e sublinhou a identidade da nobre dinastia na lembrança do acalanto Tom maior (Martinho da Vila, 1969), tema do primeiro álbum do pai. No arremate do álbum Madrugada, a cantora acionou o “inglês de Vila Isabel” – assim caracterizado jocosamente pela própria Mart'nália – e o misturou com português na apropriação espirituosa de Don't worry, be happy (1988), composição do norte-americano Bobby McFerrin, apresentada na voz prodigiosa do autor em gravação lançada há então 20 anos. No canto da artista e na cadência do samba, Don't worry, be happy foi a mais perfeita tradução da felicidade entranhada em cada sulco do álbum Madrugada, a verdadeira cara de Mart'nália Mendonça Ferreira.

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Lives de hoje: Dave Matthews Band, Br’oz, Sepultura e mais shows para ver em casa

quarta-feira, 20 maio 2020 por Administrador

Nesta quarta-feira (20), a banda As Bahias e a Cozinha Mineira também faz transmissão. Veja horários. Dave Matthews Band durante show no palco Mundo no Rock in Rio 2019 Marcelo Brandt/G1 A banda americana Dave Matthews Band segue na programação de transmitir um show por semana. O escolhido desta quarta-feira (20) aconteceu em maio de 2006 nos Estados Unidos. Br'oz, Sepultura e As Bahias e a Cozinha Mineira também fazem transmissões. AGENDA DA SEMANA: Ludmilla, Ferrugem e Gusttavo Lima também cantam nesta semana Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Sepultura – 16h – Link Gretchen e Esdras Souza – 17h – Link As Bahias e a Cozinha Mineira (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Br'Oz – 20h – Link Scalene – 20h – Link Dave Matthews Band transmite show de 2006 – 21h – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives

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