Toni Garrido sugere 10% da renda das lives para equipes técnicas: ‘Galera está passando fome’
Vocalista do Cidade Negra fala sobre iniciativa Show de Solidariedade, que arrecada fundos para serem repassados a músicos de apoio e técnicos de luz e som. Toni Garrido, vocalista do Cidade Negra, resolveu ir atrás do que ele chama de "ideias práticas" para lidar com a crise provocada pela pandemia da Covid-19. Na tentativa de ser mais prático, Toni criou uma iniciativa chamada Show de Solidariedade. E são basicamente dois pontos que ele defende e explicou ao G1: Ele propõe que todas os artistas repassem 10% das arrecadações com patrocínios e doações em suas lives para um fundo destinado a músicos de apoio e técnicos das equipes que acompanham artistas em turnês e estúdios; Também propõe que artistas que fazem as lives paguem os cachês dos músicos que tocam com eles nas turnês. Mesmo sem eles participarem dessas lives. A ideia de Toni e de outros parceiros da música citados por ele (Elsa Costa, Ricardo Tenente, Rafael Pulga) veio quando notou que estava participando de lives beneficentes para outras causas, sem cobrar cachê. Ele estava cantando em shows on-line com arrecadação para vários setores, mas percebeu que faltavam iniciativas para os profissionais da música que não estão sendo remunerados. A maioria deles ganha por trabalho, não tem carteira assinada. "Toda nossa carga produtiva, as pessoas que trabalham para aquele show acontecer, elas estão sem função nesse momento. Automaticamente, como elas trabalham por vez, elas não estão recebendo, porque aquele trabalho não as inclui. Elas estão ao léu… A nossa galera está passando fome." Muitos artistas estão pagando suas bandas, mesmo que as lives sejam realizadas com uma estrutura mais enxuta, com bem menos músicos (ou nenhum) e sem profissionais da parte técnica. "A bandeira que eu levanto é: artistas, queridos colegas, essa parada é nossa. O setor é nosso, a família é nossa. A responsabilidade das pessoas que viajam com a gente pra que a gente faça os nossos shows é nossa", convoca Toni. Só com a primeira live do Lulu Santos, foram arrecadados R$ 25 mil de um dos patrocinadores para essa iniciativa. Esse dinheiro foi convertido em tíquetes de alimentação, destinados a profissionais cadastrados. Toni, é claro, vai seguir em sua própria carreira o que está propondo para os outros. Ele vem pagando a banda dele, mesmo nas lives só feitas com DJ: "A galera vai estar em casa, cuidando dos filhos, sem poder sair de casa, mas vai todo mundo receber como se fosse show normal." Toni Garrido apresenta o programa 'SóTocaTop', em 2019 Divulgação/TV Globo Ele ainda faz uma ressalva sobre a iniciativa. "Ela não contempla os artistas nem os cantores", explica. "Contempla músicos e técnicos de todas as formas: de palcos, técnicos de som, técnicos de luz. É um fundo que está destinado aos trabalhadores da cena, aos trabalhadores da indústria de shows." Com 35 anos de carreira, Toni diz que prepara projetos de lives com patrocínio, porque "precisa cantar pra pagar as contas". "Eu ainda tenho aqui uma reserva, tenho uma reserva de dois meses pra todas as minhas contas, as contas da minha mãe, as contas da minha família. Tenho uma reserva de dois meses, mas a galera, eu sei que tem gente que está sem reserva de nada." Mas além de pensar na própria carreira e na família, Toni também pensa em expandir o projeto. "A gente está tentando fazer um modelo e se esse modelo der certo que ele seja replicado." "Não dá pra gente ajudar o Brasil inteiro agora… Deu certo, nessa segunda leva a gente já vê a possibilidade de ampliar isso pros outros estados. Nesse primeiro momento, dá para ser para 60 pessoas. A gente no momento não tem nada, está criando o negócio sem ter nada." Toni também viu exemplos de músicos que estão se ajudando. "O Emerson Silva, um baixista bem bacana que trabalha comigo como chefe de palco, ele chegou no nosso grupo de trabalho e falou o seguinte: 'Sem querer humilhar, ninguém fica chateado, mas se alguém tem algum problema financeiro aí, compra é comigo mesmo aqui. Fala aí, que eu dou o cartão'." Foi após ter se encantado com o jeito de Cacá Diegues trabalhar em "Orfeu" que Garrido diz que passou a ser mais ativo. "Trabalhar com ele mudou muito o meu pensamento artístico, a parte prática", resume Garrido, lembrando das filmagens com o diretor, em 1999.
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Funk é efêmero? Neguinho do Kaxeta desafia essa tese ao completar 20 anos de carreira
História do cantor se confunde com a do ritmo em SP; leia entrevista. Ele passou por origem na Baixada, ostentação na capital, estouro dos clipes, pop sexual e até atentado a tiros. Quem descarta o sucesso do funk e de seus MCs como "modinha passageira" tem que conhecer a história de Neguinho do Kaxeta. Ele completa 20 anos de carreira em alta. Sua música "Sou vitorioso", com o MC Lele JP, está hoje entre as 10 mais tocadas no YouTube no Brasil. O sucesso desta e de outras faixas recentes coloca Júlio César Ferreira, o Neguinho do Kaxeta, como 21º artista mais ouvido no YouTube no Brasil atualmente. Mas sua trajetória é longa e acompanha a evolução do funk de SP. Ele começou adolescente na Baixada Santista, berço do funk em SP. Cantava sobre a realidade na Caxeta, favela de São Vicente que gerou seu nome artístico. A cena era precária, mas crescia. Quando o funk estourou na capital, na onda da ostentação em 2012, ele renovou o discurso e estourou "As novinha tão a mil", sobre carros, motos e roupas de luxo. Ele embarcou na revolução dos clipes da Kondzilla. Teve vários vídeos de sucesso no canal, como "A firma tá a mil", "Time de monstrão", "Problemático" e "Chave de ouro". A trajetória também passou por uma fase triste: a onda de atentados contra MCs. Após um show em 2012, ele levou quatro tiros e sobreviveu. O crime nunca foi esclarecido. Um ano depois, o MC Daleste morreu baleado no palco. Mesmo sob ataque, o funk cresceu com uma novidade: os escritórios de MCs. Neguinho do Kaxeta hoje é contratado da GR6, empresa cheia de artistas com a metade de sua idade. Já com o funk no centro do pop brasileiro e se juntando a outros estilos, ele se adaptou às letras românticas em "Preta" e gravou "Bumbum otimista" com a Turma do Pagode. Em 2020, aos 34 anos de idade, pai de três filhos, comemora duas décadas de hits com um DVD e com "Sou vitorioso", que retoma o discurso consciente lá do início. Ele passou por MCs que tiveram megahits e não seguirem o ritmo, como Guimê, Bin Laden, Fioti, João… E também viu surgir carreiras mais estáveis, como de Livinho, Zaac, Jerry Smith, Kevinho… O funk de SP se consolidou e tem hoje carreiras menos efêmeras. Mas poucos MCs viveram tanta coisa quanto Neguinho do Kaxeta. Ele contou ao G1 o que aprendeu nestes 20 anos. Leia abaixo: G1 – O que você fez de diferente que rendeu esse sucesso mais longo? Neguinho do Kaxeta – Nunca tive uma explosão como de outros MCs – que estouraram até mundialmente. A música deles bateu, mas depois nunca conseguiram fazer algo maior do que aquilo. Eu nunca gostei do sucesso passageiro, e me baseei em coisas pequenas, mas sólidas. Tem que ter mais coração que dinheiro. Até 2012, não existia o cachê de hoje, era bem baixo. Depois aumentou, na transição do funk “consciente” para o “ostentação”. Nessa fase eu consegui me adaptar. Era uma nova geração, uma nova época. Teve muita gente boa "das antigas" que não conseguiu acompanhar. Entrou muito moleque novo, uma série de escritórios. MC Neguinho do Kaxeta Divulgação G1 – Como você se adaptou? Neguinho do Kaxeta – Não fiz nada de diferente, só abri a mente. Vi que o mundo não girava só ao meu redor. Era uma nova era que tinha os moleques fazendo videoclipe. Não era só o áudio. Antes, as pessoas me ouviam, mas não sabiam quem eu era. O videoclipe ajudou tanto os MCs quando a periferia. Eu parei para ver os moleques que estavam fazendo o funk novo, ostentação, falando de carro, moto, corrente. E vi que eu conseguia colocar minha pegada consciente ali. E fiz “As novinha tão a mil”. Aí consegui voltar para o mercado, e trabalhei sozinho, sendo meu próprio empresário, como fazia antes. Em 2013 lancei “A firma tá a mil”, autoria e produção minha, investimento próprio, tudo. Aí não parei de trabalhar mais. Entrei para a GR6 e criei uma sintonia com eles. Tenho 34 anos, tenho que me adequar à nova geração, andar com os novos, mas também não posso me comportar como um moleque. G1 – Como você vê o funk de SP hoje: o que é melhor e pior do que quando você começou? Neguinho do Kaxeta – Hoje, o bom é que você tem um suporte da empresa, uma estrutura. Mas o ruim é que muitos MCs acham que um escritório vai cair do céu. Ficam parados esperando. E no meu caso foi diferente. Já cheguei no escritório com bagagem. E acho que o MC era mais respeitado antigamente. Era pouco dinheiro, mas tinha mais respeito. G1 – O que você quer dizer, na prática, com mais respeitado? Neguinho do Kaxeta – Muitos acham que ou é vida de vagabundo, ou de playboy. Que ninguém teve dificuldade para chegar ali, que é filhinho de papai. Alguns até são, hoje em dia. Mas a grande maioria vem da periferia. Vários tiveram sorte, porque a primeira música “bateu” do nada. Mas muitos sofreram. Eu falo por experiência própria. Claro que alguns de deslumbram, já aconteceu comigo. Não era acostumado a ter dinheiro. G1 – Como foi essa virada no cachê em 2012 que você citou? Como era antes? Neguinho do Kaxeta – Eu nem imaginava que o funk fosse virar essa máquina. Sempre fiz show, desde 2000. Em 2006 comecei a emplacar músicas e ganhar um dinheirinho. O cachê não passava de 1,5 mil reais, mas isso era muito dinheiro na época. Então eu sempre consegui me manter, tinha meu carrinho, minha moto. Mas não pensava em expandir meu trabalho. Não tinha funk na capital. Se eu fosse mais inteligente, teria expandido a parada, e hoje seria empresário de vários moleques, dono de escritório. Hoje o cachê é várias vezes maior. G1 – Você acha que seu público mudou nesses 20 anos? Neguinho do Kaxeta – Eu faço funk para a periferia. Porque a periferia tem que ouvir a mensagem boa, seja de consciência, seja de amor. Mas se encaixar para outras classes, tudo bem. Acho que quem consome meu som e gasta mais dinheiro que todo mundo é a periferia. Mas, com o sucesso em outras classes, a gente mostra que o que vem de lá pode alcançar qualquer lugar. G1 – Ao mesmo tempo que cresceu, o funk foi alvo de preconceito e violência. Você mesmo foi alvo, e o problema parece se manter, vide o massacre recente em Paraisópolis. Como vê isso? Neguinho do Kaxeta – O preconceito vai sempre existir, porque é um ritmo periférico. E vai além da música. Se um cara coloca o som do carro tocando na sua porta, poderia ser um forró antigamente, mas hoje é o funk. E há um problema de educação. Tem gente que não vai respeitar nem a mãe, quanto mais abaixar o som por causa do vizinho. E tem os problemas sociais da periferia, que não é o funk que vai resolver, mas a gente pode passar uma bela informação através do som. G1 – Mas você acha que isso é um problema de educação na periferia ou também das classes altas e da polícia? Neguinho do Kaxeta – As classes altas falam mal, mas dançam nas festas, os filhos querem ouvir. E longe de mim falar mal da polícia, mas é igual no funk: tem pessoas preparadas e outras não. Essas não vão durar, seja no funk ou outra profissão. E na periferia não tem um lugar, um centro comunitário onde as pessoas podem fazer seus eventos. Hoje posso frequentar balada de rico, mas quem mais pode? Eles estão fazendo o movimento deles, só não têm a informação correta. Você prender alguém que não ensinou é fácil. Bater é fácil, mas não tem pessoas educando e não tem um espaço para as pessoas curtirem a parada. Eu não ganho com baile de rua hoje. Mas é de onde eu vim, onde me consagrei. As pessoas precisam se divertir. Existem os baderneiros, como na festa de qualquer classe social. Não posso falar que é um erro do moleque que não baixa o som, ou do policial. A gente vai puxar um erro que está lá em cima, nos governos. Receita de brega-funk
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Guinga e Mônica Salmaso editam no Brasil álbum gravado em turnê pelo Japão
O flautista Teco Cardoso e o clarinetista Nailor Proveta também assinam o disco, feito em abril de 2019 com seis faixas captadas no show e seis músicas registradas em estúdio. ♪ No primeiro semestre do ano passado, Guinga e Mônica Salmaso apresentaram, em turnê pelo Japão, show feito com o clarinetista Nailor Proveta e com o saxofonista e flautista Teco Cardoso. A apresentação de 10 de abril de 2019 no Nerima Culture Center, na cidade de Tóquio, foi gravada ao vivo para que o show fosse perpetuado em disco. Já lançado em CD no mercado japonês, com capa que expõe pintura de Leonora Weissmann, o álbum Japan tour 2019 tem edição garantida no Brasil neste ano de 2020 através da gravadora Biscoito Fino. O detalhe é que somente metade das 12 músicas que compõem o repertório inteiramente assinado por Guinga – sozinho ou com os parceiros Aldir Blanc (1946– 2020), Anna Paes, Celso Viáfora, Paulo César Pinheiro e Thiago Amud – figura no disco Japan tour 2019 na captação ao vivo do show do quarteto. As outras seis foram gravadas por Seigen Ono no estúdio Saidera Mastering em 11 e 12 de abril, na sequência imediata do registro do show, para atingir a perfeição técnica almejada pelos artistas. A mixagem das 12 faixas foi feita por Teco Cardoso com Homero Lotito. Mônica Salmaso em arte criada por Leonora Weissmann para o encarte da edição em CD do álbum 'Japan tour 2019' Arte de Leonora Weissmann ♪ Eis – na ordem do disco – as 12 músicas de Japan tour 2019, álbum de Guinga, Mônica Salmaso, Teco Cardoso e Nailor Proveta: 1. Tangará (Guinga, 2018) – Faixa gravada em estúdio 2. Sete estrelas (Guinga e Aldir Blanc, 1991) – Faixa gravada em estúdio 3. Contenda (Guinga e Thiago Amud, 2007) – Faixa gravada ao vivo 4. Odalisca (Guinga e Aldir Blanc, 1991) – Faixa gravada em estúdio 5. Di menor (Guinga e Celso Viáfora, 1997) – Faixa gravada ao vivo 6. Passarinhadeira (Guinga e Paulo César Pinheiro, 1993) – Faixa gravada em estúdio 7. Esconjuros (Guinga e Aldir Blanc, 1991) – Faixa gravada em estúdio 8. Simples e absurdo (Guinga e Aldir Blanc, 1991) – Faixa gravada ao vivo 9. Nó na garganta (Guinga, 1996) – Faixa gravada ao vivo 10. Chá de panela (Guinga e Aldir Blanc, 1996) – Faixa gravada ao vivo 11. Mello baloeiro (Guinga e Anna Paes, 2018) – Faixa gravada em estúdio 12. Baião de Lacan (Guinga e Aldir Blanc, 1993) – Faixa gravada ao vivo
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Yamandu Costa faz a festa ao unir levadas caribenhas e harmonias brasileiras
Violonista gaúcho lança álbum gravado com o pianista mineiro Marcelo Jiran. Capa do álbum 'Festejo', de Yamandu Costa com Marcelo Jiran Reprodução ♪ Violonista e compositor gaúcho nascido há 40 anos em Passo Fundo (RS), mas criado no município de Guaíba (RS), Yamandu Costa cresceu longe demais das capitais, mas relativamente perto dos ritmos portenhos e das levadas caribenhas que banham a música de vários países da América do Sul. Essa proximidade se reflete no conceito e na gravação de Festejo, álbum lançado por Yamandu na segunda-feira, 18 de maio, com 12 composições no repertório essencialmente autoral. Gravado pelo violonista com o compositor e pianista mineiro Marcelo Jiran, Festejo é álbum pautado pela mistura de levadas caribenhas com harmonias brasileiras. Uma das 12 músicas do disco, Bolero doce ilustra bem essa mistura, tendo sido composto inicialmente por Yamandu em Buenos Aires – capital da Argentina – e finalizado em Las Vegas (EUA) no fim de 2018. Adiós, Beliscando gostoso, Bolero negro, Bom dia, Cuyana, Guajira a mi madre, Mojito e Sambolero são temas que compõem o repertório do álbum Festejo. No disco, editado de forma independente, Yamandu Costa também toca com Marcelo Jiran o terceiro e o quarto movimentos da Suíte colombiana intitulada Porro.
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Adriana Calcanhotto lança álbum com músicas inéditas feitas e gravadas em isolamento social
Veja a capa do disco 'Só', cujo repertório é formado por nove canções de autoria da artista. Capa do álbum 'Só', de Adriana Calcanhotto Murilo Alvesso / Arte de Mike Knecht ♪ Ao encerrar a turnê do show Margem (2019 / 2020) em apresentação que entrou pela madrugada de 9 de fevereiro, Adriana Calcanhotto tinha como meta voltar para Portugal, mais precisamente para Coimbra, onde desde 2015 a artista leciona Letras como professora convidada em universidade dessa cidade lusitana. O plano de Calcanhotto foi por água abaixo com a pandemia do covid-19, que atingiu primeiramente a Europa antes de chegar com força ao Brasil. Confinada em casa desde 12 de março na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Calcanhotto acabou compondo série de canções que acabaram formando o inédito repertório autoral de Só, o imprevisto 13º álbum da discografia da cantora (descontados os três álbuns e desdobramentos assinados com o heterônimo infantil Adriana Partimpim). Com capa que expõe arte de Mike Knecht em foto de Murilo Alvesso, autor da identidade visual do disco, o álbum Só chega ao mercado fonográfico em 29 de maio com nove músicas de Calcanhotto, compostas, produzidas, gravadas e mixadas de 27 de março a 8 de maio. Entre elas, há a composição O que temos. A produção musical do álbum Só foi feita por Arthur Nogueira de Belém (PA), cidade onde o artista paraense está em isolamento social. O disco Só chega ao mundo quase um ano após o último álbum de estúdio de Adriana Calcanhotto, Margem, lançado em 7 de junho.
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Miley Cyrus muda visual durante isolamento social e tem cabelo cortado por mãe com ajuda virtual de hairstylist
'Completamente diferente da inspiração original', conta Sally Hershberger. Apesar de resultado final diferente, ela diz que Miley amou novo look. Miley Cyrus muda visual durante isolamento social e tem cabelo cortado por mãe com ajuda virtual de hairstylist Reprodução/Instagram Miley Cyrus decidiu mudar o visual, mas seguiu as orientações para se manter em casa durante o isolamento social por causa da pandemia de coronavírus. Por isso, contou com uma ajuda virtual para o corte de cabelo. A hairstylist Sally Hershberger recebeu algumas imagens para inspiração para o corte e, virtualmente, através de uma chamada via FaceTime, ensinou Tish, mãe de Miley, a executar o novo penteado. "Miley me mandou diversas imagens como inspiração, mas esse corte é completamente diferente do que a inspiração original. E é por isso que eu amo trabalhar com Miley. Ela é criativa e nós trabalhamos muito bem juntas", contou Sally para a revista People. Apesar do resultado diferente da proposta inicial, todas ficaram felizes com o novo visual de Miley. "Miley amou o resultado final, assim como eu", disse Sally. "Tish, mãe de Miley, tem participação em boa parte desta transformação. Amo trabalhar com Tish. Ela tem um olhar incrível para detalhes. Fiquei muito feliz de ela estar lá para ajudar Miley nesse corte". No Instagram, Sally ainda escreveu: "Treinei Tish muito bem". Miley Cyrus muda visual durante isolamento social e tem cabelo cortado por mãe com ajuda virtual de hairstylist Reprodução/Instagram Initial plugin text
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Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro
Atriz assumiu a pasta em 4 de março com a missão de 'pacificar' o setor. Segundo o presidente, ela assumirá a Cinemateca Brasileira, também vinculada à pasta. Boletim: Regina Duarte deixa a Secretaria de Cultura
O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20) a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura.
Regina Duarte assumiu a pasta em 4 de março, com a missão de "pacificar" o embate entre a classe artística e a indústria da cultura com o governo federal.
"Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", afirmou Bolsonaro nas redes sociais.
A publicação de Bolsonaro foi acompanhada de um vídeo dele e de Regina, gravado no Palácio da Alvorada (veja abaixo). Na gravação, a atriz diz ter ido até a residência oficial do presidente perguntar se estaria sendo "fritada".
Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro
"Regina, toda a semana tem um ou dois ministros que, segundo a mídia, estão sendo fritados. Objetivo é desestabilizar a gente e tentar jogar o governo no chão. Não vão conseguir. Jamais ia fritar você", responde Bolsonaro no vídeo.
Na sequência, a agora ex-secretária de Cultura diz ter acabado de ganhar um presente, o convite para comandar a Cinemateca.
"Acabo de ganhar um presente que é um sonho de qualquer pessoa de comunicação, de audiovisual, de cinema, de teatro: um convite para fazer cinemateca, que é um braço da cultura que funciona lá em São Paulo, e é um museu de toda a filmografia brasileiro, ficar ali, secretariando o governo dentro da cultura na cinemateca. Pode ter presente melhor do que esse? Obrigado, presidente", diz Regina.
O presidente diz ficar chateado pelo fato de a atriz se afastar do convívio em Brasília, mas que fica feliz por ela assumir a Cinemateca.
"Pode ter certeza de uma coisa, eu acho que você quer ajudar o Brasil e o que eu mais quero é o seu bem, pelo seu passado, por aquilo que você representa para todos nós. Ir para a cinemateca, do lado do teu apartamento ali em São Paulo, você vai ser feliz e produzir muito mais, eu fico muito feliz com isso. Chateado porque você se afasta do convívio nosso em Brasília", afirmou Bolsonaro.
No vídeo, Regina Duarte diz ainda que tem sentido muita falta dos filhos e netos e que a família dela a quer mais próxima.
VÍDEO: veja analise dos comentaristas
"A minha família, que é uma coisa a qual eu sempre fui muito ligada. Então, é um presente duplo: é a cinemateca e é também eu estar próxima da minha família, que é uma coisa que eu estou desejando muito", completou a atriz.
No fim do vídeo, Bolsonaro diz que a atriz terá o compromisso de sempre acompanhar o presidente nas idas dele a São Paulo.
'Metas e legado'
No início da tarde desta quarta-feira, Regina Duarte afirmou em uma rede social que nos próximos dias divulgará uma série de vídeos com projetos e realizações dos dois meses e meio em que comandou a Secretaria de Cultura.
"Neles faço questão de mostrar metas e o legado que minha Equipe e eu desenvolvemos para continuar contribuindo com os amados brasileiros que fazem e consomem Arte no Brasil", disse.
Na postagem, a atriz disse que a ida para a Cinemateca é a concretização de um sonho. Segundo ela, a mudança de cargo é um "duplo presente": "vou poder ficar mais próxima da minha família (minha paixão) e também participar mais de perto e ativamente de um setor da Secretaria de Cultura : o áudio visual, a tele dramaturgia, outras paixões da minha vida".
Na sequência, Regina fez outra publicação dizendo continuar acreditando no sonho de achar o "caminho do meio".
"Vou lutar sempre por escapar do ambiente raivoso que acomete parte do setor, um grupo que trabalha quotidianamente não para construir nada mas para separar os criadores de arte , impondo o atraso , impedindo a conexão de TODOS. Tudo isso é feito em nome de ideologias e ressentimentos partidários que nada tem a ver com o fazer cultural, com a mais nobre arte que mora nos corações e mentes da grande maioria da gente brasileira", afirmou.
Trajetória na secretaria
Desde o início do mandato de Bolsonaro, a secretaria teve alta rotatividade em razão de polêmicas na pasta e em órgãos vinculados a ela.
No dia 5 maio, por exemplo, o governo renomeou maestro Dante Mantovani como presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que tinha sido exonerado por Regina no primeiro dia da atriz à frente da secretaria.
Segundo o blog da comentarista do G1 e da TV Globo Andréia Sadi, Regina não foi informada e "não entendeu" a nomeação. Mantovani foi exonerado no mesmo dia e o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio, justificou as mudanças por "questões internas".
A saída de Regina Duarte do governo já era um desejo da ala ideológica próxima ao presidente, conforme informou a colunista Andréia Sadi nesta terça.
Questionado sobre a permanência de Regina no governo, Jair Bolsonaro disse que só presidente e vice não podem ser trocados.
A ala política do Planalto tentava afastar as especulações sobre a possibilidade de saída de Regina, mas já havia se frustrado com a fala do presidente sobre a secretária na semana passada.
Bolsonaro queria Regina mais próxima
No fim de abril, na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro elogiou Regina Duarte, mas disse que gostaria de vê-la mais próxima.
Na ocasião, ela estava em São Paulo. O presidente disse também que ela estava tendo dificuldade em lidar com questões de "ideologia de gênero".
"Infelizmente, a Regina está em São Paulo. Está trabalhando pela internet ali. E eu quero que ela esteja mais próxima. É uma excelente pessoa, um bom quadro. É também uma secretaria que era ministério. Muita gente de esquerda pregando ideologia de gênero. Essas coisas todas é que a sociedade, a massa da população, não admite. Ela tem dificuldade nesse sentido", disse o presidente.
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Camila Cabello anuncia miniconcertos virtuais para fãs durante quarentena
Cantora diz que shows terão músicas de toda a carreira, mostrando sua jornada musical. Camila Cabello Reprodução/Instagram Camila Cabello anunciou que fará dois miniconcertos virtuais para seus fãs. Em sua página no Instagram, a cantora anunciou que as apresentações acontecerão nos dias 27 de maio e 3 de junho. Camila explicou ainda que, para formar o repertório, uniu todas as músicas do disco "Romance" com outras apresentadas ao longo de sua carreira, trazendo para a apresentação on-line uma "espécie de jornada". No vídeo que acompanha o anúncio, Camilla mostrou o trecho de um medley que junta "Should've Said It", do álbum "Romance", com "Havana", do disco "Camila", exemplificando a ideia do projeto. "As duas últimas semanas venho trabalhando nessa jam session pra vocês. Vou trazer para você uma série de miniconcertos, um set com músicas e medleys, inspirado em invocar um senso de nostalgia em mim e em vocês." "Todas as músicas do 'Romance' estão juntas com outras faixas, incluindo canções do meu primeiro álbum, e isso significa que representam uma espécie de jornada – foi bem divertido colocá-las juntas", afirmou a cantora, dizendo que os arranjos para as novas versões foram improvisados. Initial plugin text As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Gravadora do BTS pede desculpas por visita do vocalista Jungkook a bar de Seul
Gravadora da boyband sul-coreana pediu desculpas em nome de cantor que foi a bar com amigos em Seul em abril, contrariando as orientações do governo. Jungkook, integrante do BTS Reprodução/Instagram A gravadora do BTS pediu desculpas em nome de um de seus integrantes que foi a um bar em abril, contrariando as orientações do governo, no momento em que o país está tentando conter um recente surto de coronavírus na região de bares de Seul. Jungkook, vocalista do BTS, visitou um restaurante e um bar no bairro de Itaewon com amigos em 25 de abril, afirmou a gravadora Big Hit Entertainment na segunda-feira. Novos casos do vírus surgiram no bairro neste mês, depois que medidas de distanciamento social foram aliviadas em 6 de maio, levando as autoridades a adiar a reabertura das escolas e fechar novamente os bares e clubes. "Não temos desculpa para colocar a vida pessoal do artista acima de enfatizar a importância do distanciamento social. Pedimos desculpas", afirmou a empresa. O jovem de 22 anos, que esteve no bar antes de o primeiro caso entre os frequentadores de clubes de Itaewon ser confirmado, não mostra nenhum sintoma e testou negativo para a infecção, informou a Big Hit. "Ele também lamenta profundamente por não ter seguido seriamente as medidas de distanciamento social", completou. A Coreia do Sul foi elogiada por sua resposta rápida e eficaz à pandemia, mas o ressurgimento de casos levantou preocupações sobre uma segunda onda de infecções. A mídia local informou que três outros membros da boyband estavam com Jungkook durante o passeio. Conheça o game ‘BTS World’
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Harry Styles lança clipe de ‘Watermelon sugar’, gravado antes da quarentena; assista
Single faz parte do segundo álbum solo do ex-One Direction. Vídeo gravado antes da quarentena mostra cantor na praia; ele diz que clipe é 'dedicado ao toque'. Harry Styles em 'Watermelon sugar' Divulgação Harry Styles lançou nesta segunda-feira (18) o clipe de "Watermelon sugar". A música faz parte do segundo álbum solo do cantor que começou no One Direction, "Fine line". O vídeo foi gravado antes do período de isolamento social por causa da pandemia de coronavírus. Ao divulgar, o cantor alertou para os fãs "não fazerem isso em casa e praticarem a distância social". Harry Styles também disse na descrição do clipe que ele é "dedicado ao toque". Assista abaixo.
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