Silva vai de Pixinguinha a Martinho da Vila em álbum gravado ao vivo em Lisboa
Cantor lança o segundo registro consecutivo de show com abordagens de músicas de Caetano Veloso e Lô Borges, entre sucessos autorais. ♪ Silva se prepara para lançar um segundo álbum ao vivo consecutivo em discografia que passa a contabilizar três registros de shows. Seis meses após a edição do disco Bloco do Silva ao vivo, apresentado em 14 de novembro com o registro do espetáculo carnavalizante que estava em rotação pelo Brasil desde janeiro de 2019 até ser retirado de cena pela pandemia do coronavírus, o cantor e compositor capixaba lança o álbum Ao vivo em Lisboa. Com lançamento programado pelo selo slap (da gravadora Som Livre) para a próxima sexta-feira, 22 de maio, o álbum Ao vivo em Lisboa perpetua o registro do show apresentado por Silva de 28 a 30 de março em seis sessões no Cineteatro Capitólio de Lisboa, em Portugal. Feito pelo artista com o percussionista Hugo Coutinho, o concerto apresentado na capital de Portugal foi versão minimalista do show Brasileiro (2018), derivado do homônimo quinto álbum de estúdio de Silva. Se o cenário foi o mesmo, o roteiro sofreu mutações. Aberto nos shows de Portugal com o choro-canção Carinhoso (Pixinguinha, 1917, com letra posterior de Braguinha, 1937), o roteiro era encerrado com o samba Canta, canta minha gente (Martinho da Vila, 1974). Entre essas músicas, Silva deu voz a temas de autoria própria, a duas composições de Caetano Veloso – Flor do cerrado (1974) e Aquele frevo axé (com Cezar Mendes, 1998), números feitos em tributo à cantora Gal Costa – e à balada (There is) No greater love (Isham Jones e Marty Simes, 1936), standard do jazz associado à cantora norte-americana Billie Holiday (1915 – 1959). Outras músicas do show foram Um girassol da cor do seu cabelo (Lô Borges e Marcio Borges, 1972) – sucesso do repertório do Clube da Esquina – e Que maravilha (Jorge Ben Jor e Toquinho, 1969).
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Hyldon extrapola o soul em álbum autoral com parcerias com Arnaldo Antunes e Rappin’ Hood
♪ Soul samba rock. O título do álbum lançado por Hyldon na sexta-feira, 15 de maio, já explicita a intenção do artista de propagar a ampliação do já miscigenado universo musical deste cantor, compositor e músico baiano associado ao soul brasileiro desde os anos 1970, década em que viveu ápice de popularidade com a edição do primeiro e ainda mais vigoroso álbum do artista, Na rua, na chuva, na fazenda (1975). Das dez músicas alinhadas no repertório inteiramente autoral de Soul samba rock, disco produzido e arranjado pelo próprio Hyldon, metade é novidade. A safra inédita é formada pelas músicas República das bananas, 50 tons de preto, Um luau para você – parceria com Rappin' Hood e DJ Camarão SP gravada com intervenção vocal do rapper Rappin' Hood – e Ninguém merece viver só (parceria do artista com João Viana), além da música que inspirou o título do disco, Soul samba rock, sou, composição de Hyldon em parceria com Marlon Sette. Capa do disco 'Soul samba rock', de Hyldon Jardel de Melo As outras cinco músicas que compõem o repertório do álbum Soul samba rock já tinham sido previamente lançadas em disco. Quatro – Cada um na sua casa (2019, parceria com Arnaldo Antunes), Zondag in Amsterdam (2019), Boletos (2020, rock pesado com o Trio Frio) e A lenda do clube dos 27 (2020) – foram paulatinamente apresentadas em singles editados pelo próprio Hyldon desde o ano passado. Já a balada Vida que segue foi apresentada há dois anos na voz de Gal Costa no álbum A pele do futuro (2018). Pelo plano inicial de Hyldon, o repertório do álbum Soul samba rock também incluiria colaborações com Mano Brown (a segunda parceria com o rapper do Racionais MC's, com quem o artista já compusera Foi num baile black, música lançada em 2013), Thaíde e Zeca Baleiro, mas essas conexões acabaram não sendo feitas no tempo do dono do disco. Samba soul rock é o primeiro álbum de Hyldon desde As coisas simples da vida, disco pontuado por baladas.
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Gusttavo Lima remói sofrimento com ‘Saudade sua’
Cantor lança single em que assina a produção musical da gravação de balada inédita, promovida com clipe filmado em ruínas de igreja do interior de Goiás. ♪ Gusttavo Lima voltou à cena em dose dupla na sexta-feira, 15 de maio. Além de mais uma live, feita em meio às acusações sofridas pelo artista de fazer propaganda de bebida alcoólica nessas apresentações transmitidas ao vivo pela internet, o cantor sertanejo lançou single com música inédita, Saudade sua. Trata-se do primeiro lançamento fonográfico do artista desde o registro audiovisual do show O embaixador in Cariri (2019). Composição de Edson Garcia, Felipe Marins, Luciano Lima, Paulinha Copetti e Thamara Castro, Saudade sua soa como baladão trivial, de moldura bem quadrada, que se encaixa na linha da sofrência romântica. Capa do single 'Saudade sua', de Gusttavo Lima Divulgação “Amar por dois é doença / É sofrer dobrado / Desgosto ao quadrado / Não compensa”, remói Gusttavo nos versos. Conduzida de início por toque suave de piano, até que o som da guitarra fica proeminente no arranjo de Reinaldo Meirelles, a gravação de Saudade sua tem produção musical assinada pelo próprio Gusttavo Lima e está sendo anunciada como o primeiro dos registros inéditos preparados pelo cantor durante esse período de isolamento social. Simultaneamente com o single, o artista lançou o clipe de Saudade sua, gravado nas ruínas de igreja em Cristianópolis (GO), cidade do interior de Goiás, sob direção de Itabaji Di Biase.
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Fred Willard, ator de ‘Modern Family’, morre aos 86 anos em Los Angeles
Ator interpretou o personagem Frank Dunphy na série de comédia 'Modern Family'; Willard foi indicado ao Emmy por melhor ator convidado em série de comédia. Fred Willard, ator e comediante, morreu aos 86 anos de causas naturais em Los Angeles, na Califórnia, nos EUA Richard Shotwell/Invision/AP O ator e comediante Fred Willard morreu de causas naturais aos 86 anos em Los Angeles, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (15). Willard atuou na série de comédia norte-americana "Modern Family". Na trama, ele interpretou o personagem Frank Dunphy. Esse trabalho rendeu a Willard uma indicação ao Emmy, em 2010, na categoria de melhor ator convidado em série de comédia. O Emmy é a maior premiação da televisão norte-americana. "É com o coração pesado que compartilho a notícia de que meu pai morreu pacificamente na noite passada, com a fantástica idade de 86 anos. Ele continuou andando, trabalhando e nos fazendo felizes até o fim. Nós o amamos muito! Sentiremos sua falta para sempre", escreveu Hope Willard, filha do ator, no Twitter. O ator e comediante também teve sucesso em outros trabalhos de comédia, como "Everybody Loves Raymond" ("Raymond e Companhia" no Brasil), "Best in Show" e "Waiting for Guffman". Willard atuou na série da Netflix "Space Force", que ainda não foi ao ar.
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Diretora e atriz Lynn Shelton morre aos 54 anos
Ela dirigiu filmes como O Dia da Transa e A irmã da sua irmã. Causa da morte foi um distúrbio sanguíneo. Cineasta Lynn Shelton Divulgação/Film Independent A cineasta Lynn Shelton morreu nesta sexta-feira (15) aos 54 anos em Los Angeles, nos Estados Unidos. Segundo o site americano Deadline, a causa da morte foi um distúrbio sanguíneo não identificado. Além de cineasta, Lynn Shelton era atriz, produtora e roteirista. Ela ficou conhecida pelas produções independentes, e dirigiu filmes como "O Dia da Transa" (originalmente Humpday) e "A irmã da sua irmã" (do original Your Sister's Sister), além de séries como Mad Men, Little Fires Everywhere, além de alguns episódios de Glow. Sua carreira começou no início dos aos 2000, e algumas de suas produções foram exibidas em festivais de cinema como os de Sundance e Cannes. A cineasta nasceu no estado americano de Ohio, mas cresceu em Seattle. Estudou na Universidade de Washington, e, quando se mudou para Nova York, se matriculou no programa de Mestrado em Belas Artes em fotografia e mídia relacionada na Escola de Artes Visuais em Manhattan. Lynn Shelton foi casada com o também ator Kevin Seal, com quem teve um filho, Milo. Atualmente, estava em um relacionamento com Marc Maron.
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Discos para descobrir em casa – ‘Tardes cariocas’, Joyce Moreno, 1983
Capa do álbum 'Tardes cariocas', de Joyce Moreno Locca Faria ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Tardes cariocas, Joyce Moreno, 1983 ♪ Em 1980, a voz de Joyce Moreno foi descoberta tardiamente pelo Brasil quando a cantora, compositora e violonista carioca defendeu Clareana – melodiosa canção que fizera em parceria com Maurício Maestro para saudar as filhas Clara, Ana “e quem mais chegar” – no festival MPB-80, exibido pela TV Globo naquele ano. Em 1983, após dois discos bem-sucedidos, Feminina (1980) e Água e luz (1981), a artista teve que bancar produção independente para gravar e editar o sexto álbum solo, Tardes cariocas, formatado pela cantora com o baterista Tutty Moreno, parceiro de Joyce na vida e na música. A reviravolta mercadológica tinha sido efeito da bravura dessa artista que, em 1967, já atiçara a moral vigente ao apresentar em festival o samba-canção Me disseram, de versos (“Já me disseram / Que meu homem não me ama / Me contaram que tem fama / De fazer mulher chorar”) pioneiros no então predominantemente masculino e machista cancioneiro brasileiro. É que Joyce irritara a diretoria da gravadora EMI-Odeon ao reclamar os devidos direitos pelo uso das bases da gravação de Clareana em álbum da cantora Sonia Mello, Grandes mulheres, grandes sucessos, produzido e lançado em 1980 na carona do boom feminino que revolucionara a MPB em 1979. Para evitar pendenga judicial, a companhia retirou de circulação o LP de Sonia Mello, mas, em contrapartida, fez com que, em nome do corporativismo fonográfico, as portas da indústria do disco fossem fechadas para Joyce na época. Foi nesse contexto que, de forma independente, a artista produziu e gravou o álbum Tardes cariocas, contando com a little help de grandes amigos músicos como Egberto Gismonti. O artista fluminense marcou quádrupla presença ao longo das 10 músicas do disco Tardes cariocas, tendo as participações devidamente destacadas nos créditos das faixas Baracumbara, Ela, Luz do chão e Nuvem. Em Baracumbara, tema sem letra que caía na suingueira com os vocalizes de Joyce, Gismonti tocou sanfona e viola de 12 cordas, dando ar bucólico ruralista a esse baião em que, mesmo dentro da nação nordestina, a autora pareceu evocar o universo jobiniano, referência na construção da obra de Joyce. Na confecção de Ela, suave canção confessional de Joyce em parceria com Mario Adnet, Gismonti pilotou o então moderno sintetizador obx-a com respeito ao tempo de delicadeza da música. “Minha música me satisfaz / Toda poderosa e cheia de luz / E é tão bom ver / Que ela me ilumina e faz / Minha vida valer”, celebrou a cantora e compositora, saudando o poder da criação musical. Basta ouvir Nuvem – linda canção em que Joyce, com os precisos toques do piano e do obx-a de Gismonti, manifestou preocupação ambiental com os rumos do planeta Terra – para atestar que, sim, a compositora estava cheia de luz na criação da poderosa safra do álbum autoral Tardes cariocas. A natureza (inclusive a do bicho homem) também foi musa inspiradora dos versos do samba Luz do chão – tema sobre o fogo ganancioso que seca águas e faz arder matas em solo brasileiro irrigado pela arte, facho de luz nesse eterno país do futuro – e da canção de louvor ao trabalho Suor, parceria de Joyce com Alberto Rozenblit, pianista arregimentado como arranjador do álbum ao lado de Mario Adnet. Luz do chão, cabe ressaltar, era mais um título da afinada parceria de Joyce com a compositora Ana Terra, letrista antenada de Essa mulher e Da cor brasileira, músicas que projetaram o cancioneiro autoral de Joyce ao longo de 1979 nas vozes das cantoras Elis Regina (1945 – 1982) e Maria Bethânia, respectivamente. Naquele ano consagrador, Joyce também foi gravada por Ney Matogrosso, cantor que deu voz à composição Ardente no álbum Seu tipo (1979). O que deu simbolismo adicional à presença de Ney no álbum Tardes cariocas como convidado de Joyce na interpretação de National Kid, samba de sincopado frenético. Ao samba, seguiu-se, na ordem do disco, a canção Duas ou três coisas, cuja letra existencialista trazia sopro de liberdade que também bafejou a música-título Tardes cariocas, composição em que, cheia de bossa, Joyce perfilou o verão da cidade natal com a naturalidade de ser do Rio de Janeiro (RJ), onde nascera em janeiro de 1948, e discípula de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), o carioca soberano. A leveza de Tardes cariocas, a música, foi acentuada pelo toque abastado do violão de Joyce e pelo sopro de flautas, instrumento que, no arranjo de Curioso (Joyce Moreno e Marku Ribas), remeteu ao universo musical de Dori Caymmi, arquiteto de brasilidade sonora entranhada na faixa. Lançado com capa que expôs a artista em foto (de Locca Faria) na qual se via o Cristo Redentor e dedicado por Joyce Moreno ao Rio de Janeiro e “ao que resta de Brasil”, o álbum Tardes cariocas foi aberto, na edição original de 1983, pela marchinha Diga aí, companheiro, tema em que a compositora seguiu o bloco da irreverência ao abordar com graça o tema da bissexualidade de homens casados e pais de família. Com a cara alegre das Frenéticas, para quem a música foi feita sem ter sido (inexplicavelmente) gravada pelo grupo, a marchinha foi retirada das edições posteriores do disco Tardes cariocas por iniciativa de Joyce, tendo entrado somente como faixa-bônus na edição produzida por Marcelo Fróes e Maurício Gouvêa para caixa lançada em 2016 com reedições em CD de quatro álbuns lançados pela cantora nos anos 1980. Com razão, a artista percebeu que Diga aí, companheiro destoava do conceito de Tardes cariocas, álbum de climas geralmente solares com algumas nuvens de melancolia no repertório inspirado. Encoberto pela má distribuição, problema recorrente nas produções independentes da época, o álbum Tardes cariocas passou despercebido na época. Em 1985, ano em que o Japão descobriu a bossa singular de Joyce Moreno, a artista lançou o álbum Saudade do futuro, produzido com Gilson Peranzzetta e editado pelo selo indie carioca Pointer. Seguiram-se songbooks em tributos a Tom Jobim e a Vinicius de Moraes (1913 – 1980) até que um disco ao vivo, editado em 1989 pela mesma gravadora EMI que fechara portas para Joyce por conta da questão jurídica, encerrou a discografia da artista naquela década de 1980. Desde então, Joyce passaria a gravar discos primordialmente para o Japão e para a Europa, onde estourou nas pistas inglesas nos anos 1990. E o Brasil, sempre atrasado, ainda precisa dar – mesmo tardiamente – o devido valor a Joyce Moreno, artista cuja obra iluminada ainda resplandece em discos empoderados como Tardes cariocas.
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Lives de hoje: Wesley Safadão e Raça Negra, Diogo Nogueira, Babu Santana e mais transmissões
Neste domingo (17), Sérgio Reis e Renato Teixeira, Simone e Enzo Rabelo também fazem shows. Veja horários. Wesley Safadão, Raça Negra, Diogo Nogueira e Babu Santana fazem lives neste domingo (17) Globo/Victor Pollak; Divulgação; Globo/João Cotta; Divulgação/Christoffer Pixinine Wesley Safadão e Raça Negra, Diogo Nogueira, Babu Santana estão entre as lives agendadas para este domingo (17). Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Diogo Nogueira – 12h – Link Babu Santana – 14h – Link Sérgio Reis e Renato Teixeira – 14h – Link Enzo Rabelo – 16h – Link Wesley Safadão e Raça Negra – 16h – Link Simone – 18h – Link Joyce Moreno (Em Casa com Sesc) – 19h – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives
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Momo anuncia para agosto o EP ‘Sail your boat into my sea’
Residente em Lisboa, artista brasileiro apronta disco gravado com participações de Helio Flanders e do californiano Alex Siegel. Momo dá amostra do EP com o single duplo 'Till the end of the summer time / 'Rosto zen' Pierre Pratt / Divulgação ♪ Um ano após lançar I was told to be quiet (2019), álbum de bossas e sons indies, Momo anuncia EP em que repete a parceria com o produtor musical norte-americano Tom Biller. Residente em Los Angeles (EUA), Biller foi o arquiteto do belo disco anterior deste cantor, compositor e músico mineiro nascido com o nome de Marcelo Frota e atualmente radicado em Lisboa, Portugal, após ganhar projeção na cena alternativa carioca. Intitulado Sail your boat into my sea (nome que remete ao título do terceiro álbum do artista, Serenade of a sailor, lançado em 2011), o EP de Momo tem lançamento previsto para agosto e inclui participações do cantor Helio Flanders (vocalista da banda Vanguart) e do californiano Alex Siegel, cofundador da banda norte-americana Amo Amo, de pop psicodélico. Lançado na sexta-feira, 15 de maio, através do selo Lab 344, o single duplo Till the end of summer time / Rosto zen é a primeira amostra do EP Sail your boat into my sea. Capa do single 'Till the end of the summer time / Rosto zen', de Momo Divulgação Com letra que narra a cronologia de amor desfeito, versando do primeiro encontro ao último adeus, Till the end of summer time é canção composta por Momo em inglês com título alusivo à música norte-americana Till the end of time (Ted Mossman e Buddy Kaye, 1945), propagada na trilha sonora do homônimo filme de 1946. A gravação da canção Till the end of summer time foi feita por Momo em Lisboa, no estúdio caseiro do artista, e mixada por Tom Biller em Los Angeles, na Califórnia (EUA). Já Rosto zen foi escrita em bom português por Thiago Camelo, parceiro de Momo nessa composição já previamente apresentada em 17 de abril em gravação produzida por Tom Biller com aura eletrônica e psicodélica.
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Sem ‘maturidade’, Melim faz o pop que se espera do trio no disco ‘Eu feat. você’
Composta para a filha de Diogo, Mel, a música 'Cabelo de anjo' sobressai no inédito repertório autoral e exemplifica a habilidade do grupo para criar canções melodiosas de apelo juvenil. Capa do primeiro EP do álbum 'Eu feat. você', do trio Melim Reprodução Resenha de álbum – Parte 1 Título: Eu feat. você Artista: Melim Gravadora: Universal Music Cotação: * * 1/2 ♪ Grande parte da ação de marketing arquitetada pela gravadora Universal Music para promover o segundo álbum de estúdio do Melim reside na ênfase da “maturidade” que teria sido atingida pelo trio fluminense Diogo Melim, Gabriela Melim e Rodrigo Melim na criação do disco Eu feat. você. Até que não tão maduro assim. Produzido por Malibu com Bruno Cardoso e Lelê (da US3), o álbum já tem oito faixas postas em rotação na sexta-feira, 15 de maio. As sete músicas remanescentes somente serão lançadas no segundo semestre. A julgar pela safra inicial do inédito repertório autoral, o Melim continua o mesmo, para o bem e para o mal. Houve, sim, maior investimento na produção do disco, gravado em Los Angeles (EUA) nos estúdios da gravadora norte-americana Capitol Records. A embalagem está mais caprichada, mas o conteúdo é basicamente o mesmo e vai contentar o público que se deixou derreter por canções como Gelo (2019), única das oito músicas do disco já previamente lançada em single. Isso significa que o grupo oriundo de Niterói (RJ) continua espalhando boas vibrações pelo universo pop juvenil, catalisando a energia dos seguidores adolescentes. Em Relax, pop reggae composto pelo trio e gravado com o rapper Rael, a irradiação de positividade é inclusive o tema da música que, por isso mesmo, soa artificial, inclusive pelas frases feitas de letra pueril que contém versos como “O poder do amor vale mais que o ouro”. Na canção que abre e batiza a primeira parte do disco, Eu feat. você, há também ânsia de forjar congraçamento universal com “corações no mesmo beat”. O refrão é pegajoso, mas, em 2020, o mundo definitivamente não está em clima de festa. Se há algo que soa natural no Melim, e parece incrementado em algumas músicas do disco Eu feat. você, é a habilidade para criar canções melodiosas. Balada composta por Diogo Melim (com o irmão Rodrigo e com Vitor Tritom) para a filha Mel e gravada pelo trio com o reforço vocal de Lulu Santos, hitmaker de outra era do pop nacional, Cabelo de anjo traz o penteado perfeito para o pop superficial do século XXI. O mérito é também dos produtores e arranjadores do disco (Guilherme Schwab, Juliano Moreira e o tecladista Rafael Castilhol), hábeis no entendimento de que a leveza deve reger o som do Melim. Os arranjos estão todos em sintonia com as músicas. Parceria de Diogo com Rodrigo Melim, Menina de rua parece desafinar o coro contente ao lembrar a carência de crianças em mundo povoado por injustiça social. Só que, à medida que a música cai no suingue, o Melim dilui o tema ao encadear genéricos versos de autoajuda na letra. A mesma superficialidade pauta Quem me viu, balada sobre superação que evolui no balanço do reggae. Composição de Gabriela Melim, solada pela cantora, Pega a visão reforça a sensação de que o disco do Melim perde poder melódico de sedução a partir da quarta faixa. Fechando a primeira parte do segundo álbum de estúdio do trio, Cantando eu vou – parceria do Melim com Juliano Moreira – faz o disco Eu feat. você recair na cadência do reggae e na habitual good vibe do grupo com a adesão vocal do cantor baiano Saulo Fernandes. Enfim, é bobagem crucificar o Melim por fazer no disco exatamente o som que se espera do trio (com menção honrosa, dentro do estilo, para as três primeiras músicas), mas também é tolo acreditar na tese de “maturidade” dos irmãos. Até porque, de boas intenções e energias, o inferno do universo pop continua cheio…
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Babu Santana fala sobre planos pós-BBB e faz live com Thelma, Manu e Gabigol neste domingo
Carreira de cantor, turnê por comunidades, documentário sobre origens estão entre planos de Babu, que faz sua primeira live neste domingo (17). Ouça podcast com entrevista. Engana-se quem pensa que o canal do Babu Santana "só" vai ter música. O Paizão faz a primeira live neste domingo (17) e recebe convidados como Ana Maria Braga, Gabigol e as colegas de "BBB20" Manu Gavassi e Thelma Assis. "Todos os projetos que a gente está iniciando nessa era quarentenada são sobre eu mesmo, sou eu cozinhando, eu conversando, agradecendo e entrando em contato com o público", afirma o ator carioca ao G1. Ouça os planos de Babu no podcast acima. Chamada de "Quintal de Paizão", a live é uma forma de continuar o contato com os fãs, depois do reality show e durante o isolamento. Todos os domingos Babu pretende abrir a câmera no quintal de casa na Ilha da Gigoia, no Rio. Babu Santana Divulgação/Christoffer Pixinine Enquanto os filmes, séries e novelas não podem ser feitos por conta do isolamento, o ator carioca, que foi recentemente contratado pela Globo, vai focar na música e quer fazer uma turnê pelas comunidades de cada capital do Brasil, quando tudo passar. A música que gravou com Papatinho e o rapper L7nnon, logo depois de sair do programa, deve ser lançada no dia 5 de junho. Este e os outros projetos têm como principal objetivo agradecer e retribuir o carinho que recebeu enquanto esteve confinado no Big Brother Brasil. Leia mais abaixo. G1 – Como foi a sensação de sair da casa e ver que estamos vivendo uma pandemia? Babu Santana – Nossa, foi assustador demais. Eu só não consegui conter o abraço nos meus filhos. Desculpa, população, mas não consegui. Inclusive o fato de eu não ter visto a Piná (caçula de 4 anos, que faz parte do grupo de risco) foi isso. Eu não vou conseguir ver a Piná sem abraçar muito ela. G1 – Como está a sua rotina neste momento de isolamento? Babu Santana – Primeiro estou querendo me enquadrar muito nas regras. A humanidade passa por um momento muito sério, então estou me adequando muito, tentando não ser paranoico, mas responsável. Minha rotina é de estudo, estudar esse novo mundo, esse universo do digital, com a internet, tudo mais. Estou louco também para começar uma dieta, malhar, puxar ferro também. Encomendei até umas coisas para poder me exercitar em casa. Estou me modernizando. Paizão é analógico, mas a gente está dando um upgrade. Babu no 'BBB20' Reprodução/Globo G1 – Você lançou os dois primeiros singles, 'Sou Babu' e 'Soul África', enquanto estava no "BBB20". Essa carreira de cantor é uma coisa nova? Babu Santana – É relativamente nova. Quando acabou o "Tim Maia", eu tive a ideia de fazer meu aniversário cantando as músicas dele. A gente fechou um ambiente pra gente, convidou alguns músicos. De repente, a gente foi convidado para fazer uma pauta lá no final de ano do "Encontro com a Fátima Bernardes" cantando. Dali surgiu um convite para fazer um show, foi virando dois, três. Já vão quatro anos a gente fazendo essa brincadeira, que cada vez fica mais séria. Estamos pesquisando, roteirizando clipes, estou aqui fervoroso que agora vou começar aula de voz. Mas não é algo novo, porque lá no grupo Nós do Morro a gente fazia muitos musicais. Então estou trazendo toda essa experiência que eu tive como ator para esse lado musical e estou amando. Com essa questão da quarentena, a gente viu que vai ser mais fácil chegar nas pessoas através da música, dá para se planejar, fazer os encontros virtuais com o público. G1 – Lançar as músicas fazia parte da sua estratégia no programa? Babu Santana – Não, na verdade foi uma feliz coincidência. A gente estava com entrave burocrático, de registro e tudo mais, mas as pessoas que ficaram aqui me representando conseguiram resolver. Eu nem sabia, foi uma surpresa maravilhosa. G1 – Você pretende seguir por esse caminho soul, R&B, black music? Babu Santana – Black music, black music. Vamos fazer samba, vamos fazer reggae, vamos fazer de um tudo, tudo que estiver envolvido na black music me interessa. G1 – Quem são as suas referências na música? Babu Santana – Ah, Tim Maia é uma grande influência. Milton Nascimento, Simonal, Tony Tornado, o próprio Gerson King Combo, rapaziada do rap. São músicas que embalaram a infância, minha juventude, o funk, o samba. Eu sou apaixonado por tudo isso. Eu fui criado nessa salada de fruta musical maravilhosa. Gilberto Gil. Nossa! Quando tocou Gil na casa, eu sinceramente falei "cara, se eu não ganhar o prêmio, só de ter visto essa live do Gil nesse momento da minha vida já valeu todo o role, saca?" Foi muito importante. G1 – E live cantando, você está pensando em fazer? Babu Santana – Sim, vou fazer uma live com basicamente a banda toda, inclusive as backing vocals. Todos estão gravando de casa, a gente vai fazer uma brincadeira bem legal com as imagens deles. G1 – Um dos planos que você estava me contando era de uma turnê pelo Brasil. Explica melhor como vai ser isso. Babu Santana – Não só por conta do programa, por ser oriundo da favela, acho que ali que está meu público, o público que eu quero alcançar. É a galera que eu quero passar a mensagem de que ninguém pode dizer não para você, é o público que eu quero levar a mensagem de acredite nos seus sonhos. Eu sei que o principal apoio veio das favelas, tenho certeza disso. Veio muito das crianças. Eu fiquei encantado com as crianças. Nunca imaginei que minha figura pudesse agradar tanto às crianças. Essa tour, inclusive, a gente está querendo intitular ela de "Muito obrigada". É uma forma de eu pedir muito obrigada a todo apoio porque eu parei para pensar o que que eu fiz no BBB? Eu fui eu. Em momento nenhum ali eu quis interpretar, fazer marketing ou nada, não tinha nada programado. A estratégia principal era pegar o cachê que o programa oferecia e pagar algumas contas atrasadas, isso era o plano inicial. Tudo isso veio como um bônus. G1 – Logo depois que você saiu da casa, você foi gravar com o Papatinho, né? Você tinha alguma relação com ele? Babu Santana – O Papatinho é uma outra ótima referência. Eu lembro que antes de entrar na casa, eu estava lamentando muito porque ia ter um show dele no dia 18 e a gente foi confinado dia 17. Pensei: "Pô caramba, não fui ver o show do Papatinho". De repente ele aparece: "E aí, sou eu, Papatinho, vamos fazer um negócio junto". Pô! Nossa, sensacional. É uma música com L7nnon, também é um MC maravilhoso. Papatinho convidou Babu para gravar com o rapper L7nnon, logo que o ator saiu do 'BBB20'; música vai ser lançada no dia 5 de junho Reprodução/Instagam/Papatinho G1 – Aproveitando esse gancho de parcerias, com quem você sonha em gravar? Babu Santana – Nossa, tem tempo para essa entrevista? Eu quero gravar com todo mundo. Uma pessoa que me deixou muito encantado com o apoio foi Anitta. Fica a dica, Anitta. A Iza, nossa! Eu sou muito enlouquecido pela Iza. O Periclão também, mas eu fico na dúvida se eu quero cantar com ele ou se eu quero só ficar do lado ouvindo ele cantar. Seu Jorge, Gabriel Moura, meus amigos do Nós do Morro também. Enfim, quem quiser o paizão, paizão tá facinho, cara. G1 – Além da música, quais são seus próximos planos? Babu Santana – Tá tudo muito embrionário, mas eu tenho um projeto de fazer um documentário onde eu vou buscar minhas origens. Nesse documentário também já faço filmagens para o show que é o abraço. A ideia é sair daqui do Rio de carro e ir parando em cidades estratégicas (Norte do Rio, Espírito Santo, Pernambuco), dando esse abraço e pedindo esse mundo obrigada para a galera. Quando puder né? Eu quero fazer esse documentário em busca dessas minhas origens e já vou fazendo imagens para o meu show desse abraço até chegar à minha origem africana e indígena. Quintal de casa vai ser cenário da live de Babu Santana neste domingo (17) Divulgação G1 – Você deu um pulo de 23 mil seguidores para 6,6 milhões depois do programa. Isso te assustou de alguma forma? Babu Santana – Loucura total, amiga. É por isso que eu me juntei com pessoas experientes nesse assunto. Não só na questão de trabalho, mas quero devolver o carinho que eu recebi. Eu quero dar esse carinho para todas as pessoas. Estou me esforçando ao máximo. Paizão está estudando para ver o quanto eu consigo alcançar mais pessoas para que eu possa dar esse abraço mesmo que seja via internet. Tomara que as pessoas gostem também do meu trabalho. G1 – Babu, e como foi para você saber que o Gabigol e os outros jogadores do Flamengo estavam torcendo por você? Babu Santana – Quando você descobre que toda aquela nação está te abraçando, que os ídolos atuais do seu time estavam te abraçando… Foi coisa que eu fiquei flutuando uns 3, 4 dias. Não conseguia falar outra coisa que não fosse o abraço da nação à minha luta dentro da casa. Foi uma coisa assim que o paizão virou menino, né? Foi um sentimento assim.. uma felicidade acho que a melhor felicidade que se tem: a felicidade infantil, aquele sonho. Eu flutuei, eu flutuei com o abraço da nação. Os planos do top 5 do 'BBB20' para depois do programa
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