BTS vai fazer live paga em junho
Primeira transmissão de show do grupo coreano durante quarentena acontece em 14 de junho. BTS dança no clipe de 'On' Reprodução/YouTube/Big Hit Labels O BTS anunciou nesta quinta-feira (14) que fará sua primeira live durante a quarentena causa pelo novo coronavírus, "BANG BANG CON The Live", no dia 14 de junho. A transmissão do show de 90 minutos vai ser paga, mas ainda não há outras informações. O grupo atualmente está em quarentena em uma casa em Seoul, capital da Coreia do Sul. Eles também divulgaram que já estão planejando uma outra apresentação.
- Publicado em Cultura
Lives de hoje: Ana Carolina, Molejo, Orochi, Katy Perry, Gabriel, o Pensador e mais shows
Nesta sexta-feira (15), The Killers, Pedro Sampaio, Luedji Luna e Ellen Oléria também fazem transmissões. Veja horários. Ana Carolina, Molejo, Gabriel, o Pensador estão entre as lives desta sexta-feira (15) Divulgação/Pedro Dimitrow; TV Globo / Alex Carvalho; Divulgação/Luringa Ana Carolina, Molejo, Gabriel, o Pensador, Orochi estão entre as lives agendadas para esta sexta-feira (15). Depois de aparecer na estreia do programa de Anitta, Katy Perry também faz uma live hoje para falar sobre o lançamento da música "Daisies". AGENDA DA SEMANA: Ludmilla, Bruno & Marrone e Lexa também cantam nesta semana Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Katy Perry – 14h – Link The Killers – 16h – Link Day e Lara – 19h – Link Gabriel o Pensador – 19h – Link Luedji Luna e Zudizilla (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Moacyr Luz canta músicas que escreveu com Aldir Blanc – 19h – Link Léo Magalhães – 20h – Link Molejo – 20h – Link Orochi – 20h – Link Pedro Sampaio – 20h – Multishow e Link Ana Carolina – 21h – Link As Bahias e a Cozinha Mineira – 21h – Link Gusttavo Lima – 21h – Link Ellen Oléria (Festival Cultura em Casa) – 21h30 – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives
- Publicado em Cultura
Discos para descobrir em casa – ‘N9ve’, Ana Carolina, 2009
Capa do álbum 'N9ve', de Ana Carolina Arte de Daniela Conolly ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – N9ve, Ana Carolina, 2009 ♪ Ana Carolina apareceu para o Brasil a partir de 1999 com “um desejo doido de gritar”, como já anunciou em verso do sucesso inicial Garganta (Antonio Villeroy, 1999), música que impulsionou o álbum de estreia dessa cantora, compositora e instrumentista mineira nascida em Juiz de Fora (MG) em setembro de 1974. Treinada em bares da cidade natal anos antes da vinda da artista para a cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 1998, a voz grave de tons passionais seduziu de imediato um público embevecido com o repertório e o canto impetuosos de Ana Carolina. Se a compositora logo passou a ser gravada por intérpretes como Maria Bethânia, que teve a primazia de lançar a balada Pra rua me levar (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2001), a cantora foi ampliando o público a partir do segundo álbum, Ana Rita Joana Iracema e Carolina (2001), na medida em que foi sendo carimbada pelos críticos como o rótulo de over e até de brega, no caso dos mais radicais. Quinto álbum de estúdio de Ana Carolina, N9ve foi lançado em agosto de 2009 com a missão disfarçada de angariar prestígio para a artista entre os formadores de opinião. Para atingir tal objetivo, a cantora requisitou os serviços de três produtores musicais habitualmente incensados pelos críticos – Alê Siqueira, Alexandre Kassin (na época o nome mais hypado do trio por ser arquiteto fundamental da cena contemporânea carioca dos anos 2000) e Mario Caldato Jr – para dar forma no estúdio a nove inéditas canções de autoria de Ana com parceiros diversos. Do número de composições do repertório, aliás, veio o título do álbum, grafado estilosamente como N9ve na capa criada pela designer Daniela Conolly. Em bom português, Ana Carolina – cantora de tons acalorados – tentou soar cool em N9ve. Para quem detectara gorduras no álbum anterior da cantora, o duplo Dois quartos (2006), N9ve até pode ter simbolizado sopro de renovação na discografia da artista. A questão é que, pela própria natureza afogueada da voz e da obra, Ana Carolina sempre foi a antítese da cantora cool. O que fez com que certa artificialidade tenha pairado sobre o álbum N9ve. Sintomaticamente, em novembro daquele ano de 2009, somente dois meses após a edição de N9ve, a artista lançou outro produto fonográfico, fazendo com que o CD e DVD Ana Car9lina + 1 – projeto audiovisual de duetos, que reuniu Ana com elenco estelar que incluiu Maria Bethânia e Roberta Sá, entre outros nomes – deixassem o álbum N9ve encoberto no mercado e na própria trajetória da cantora. Pareceu que nem a própria Ana Carolina acreditava verdadeiramente no disco que mal lançara. Editado pelo selo da artista, Armazém, com distribuição da gravadora Sony Music, o álbum N9ve exibiu méritos que quase o redimiram por esconder a alma musical de Ana Carolina. O trio de produtores revestiu com sonoridade elegante a mediana safra de canções que compuseram o repertório autoral do disco. Parceria de Ana com Dudu Falcão, a interiorizada balada Dentro evidenciou o acerto da cantora ao baixar os tons na interpretação dessas canções geralmente confessionais. Em contrapartida, ao dar voz a 10 minutos (Dimi perché), faixa que contornou a passionalidade do tango em determinadas passagens do arranjo, Ana pareceu sufocar o tal “desejo doido de gritar” que já manifestara no sucesso inicial de 1999. Música eleita o segundo single do álbum, 10 minutos era parceria de Ana Carolina com a cantora e compositora italiana Chiara Civello, companheira da artista e nome recorrente na ficha técnica de N9ve. Além de ser coautora de 8 estórias, outra música que pedia tom mais quente, Chiara foi parceira e convidada de Ana na gravação bilíngue de Resta, bonita canção em português e em italiano que sobressaiu na safra autoral do disco. Registrada com a devida delicadeza, acentuada pelo toque da harpa da Cristina Braga, Resta trouxe também a assinatura da compositora Dulce Quental, artista associada à geração 1980 do pop nacional. Antecedido em julho de 2009 pelo single Entreolhares (The way you're looking at me), o álbum N9ve foi promovido nas rádios com essa faixa bilíngue que apresentou o dueto de Ana com o cantor e compositor norte-americano John Legend, parceiro de Ana e de Antonio Villeroy na composição. A gravação sintetizou a artificialidade entranhada no disco. Embora até tenha fluido bem nas paradas, por conta das corriqueiras ações de marketing do mercado da música, Entreolhares foi faixa arquitetada pela gravadora para ser enquadrada na industrializada moldura pop da época e, de certa forma, reforçou a ausência de emoção real no disco. Essa esterilidade talvez tenha sido o maior problema do álbum N9ve, cujo repertório incluiu dois sambas assinados por Ana com Mombaça, ambos gravados com metais orquestrados por Felipe Pinaud, adornos da produção musical de Kassin e Mario Caldato, arquitetos das duas faixas. Com sincopado mais sedutor, Torpedo trouxe ninguém menos do que Gilberto Gil na coautoria. Já Tá rindo, é? também veio com a assinatura de Antonio Villeroy, parceiro habitual de Ana. Música somente de Ana Carolina, Era foi gravada com a fricção das cordas arranjadas e regidas por Arthur Verocai. Fechando o disco, a balada Traição – outra parceria de Ana com Chiara Civello – soou delicada no canto da artista com a cantora norte-americana de jazz Esperanza Spalding e com o toque do piano de Daniel Jobim. Por mais que tenha abafado o “desejo doido de gritar” que parece sempre vir da garganta de Ana Carolina, o álbum N9ve mostrou refinamento atípico na discografia dessa cantora que, desde Estampado (2003), continua devendo álbum à altura do vigoroso começo da carreira.
- Publicado em Cultura
Cinemas drive-in se multiplicam no Brasil e viram opção no distanciamento social
Shows e exibição de filmes com plateia em carros passam a ser 'solução' durante e logo após quarentena, dizem produtores. Eventos do tipo cresceram em todo mundo em abril e maio. Cine Autorama fez uma sessão do filme 'Pets' em um estacionamento da Marginal Tietê Divulgação/Leo Martins/Brazucah Os cinemas drive-in deixaram de ser espaço para nostálgicos e passaram a ser aposta do entretenimento fora de casa em 2020, com o distanciamento social para conter o avanço da Covid-19. Drive-ins tradicionais já ativos antes da pandemia e novas iniciativas com plateias em carros querem atrair um público que quer mais do que ficar no sofá vendo lives, TV ou streaming. Drive-in no Rio… Um projeto da produtora Dream Factory quer levar espaços de drive-in para oito capitais brasileiras a partir de julho. A empresa por trás do carnaval de rua do Rio e outros eventos na cidade quer fazer não só cinema, mas shows, palestras e apresentações de teatro. Para sair do papel, o projeto depende de aprovação das prefeituras locais. A ideia é utilizar grandes espaços, com cerca de 10 mil metros, para receber de 150 a 200 carros por evento, com um valor de ingresso fixo por veículo. O Rio tem outro projeto de drive-in previsto para o fim de maio, no estacionamento da Jeunesse Arena, também na Barra da Tijuca. A previsão de início é dia 28 de maio e a temporada de filmes dentro do carro irá até o fim do mês de junho. Cada sessão, com duração de quatro horas, custará R$ 100 por automóvel. Também no Rio, a Cidade das Artes, na Zona Oeste, deve inaugurar um drive-in até o fim do mês. O cinema ocupará um espaço no estacionamento da Cidade das Artes e terá capacidade para 150 automóveis. Os filmes exibidos devem ser, em sua maioria, comédias. A abertura deve ser com “Deus é brasileiro”, de Cacá Diegues, em homenagem aos 80 anos do cineasta, que faz aniversário dia 19 deste mês. A ideia é funcionar de terça a domingo, inicialmente com uma sessão. Caso a demanda seja grande, mais exibições serão abertas ao público. …em São Paulo… Cinema drive-in em Praia Grande (SP) Divulgação/Ivan Ferreira q No litoral de São Paulo, também há opções do tipo. A rede Cinesystem e um shopping de Praia de Grande se uniram para abrir um drive-in improvisado no estacionamento do estabelecimento. A programação é a que estava em cartaz em março, antes do fechamento, e outros filmes recentes, sempre com uma opção infantil e uma de terror – este, no encerramento da noite. Além das toucas já usadas, os funcionários passaram a usar também máscara e luva, e álcool gel acompanha os pedidos de comidas e bebidas, conta Sherlon Adley, diretor comercial e de marketing da Rede Cinesystem Cinemas. A saída tem funcionado e o cinema tem planos de expansão. "Temos uma ocupação média próxima de 90% do total. Essa semana já abrimos uma terceira sessão justamente para suprir essa demanda crescente. Temos planos para outras praças, como Rio, São Paulo, Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre", diz Adley. Marco Costa é idealizador do Cine Autorama, que atua há cinco anos com cinema drive-in e itinerante no estado. Ele negocia com investidores, estado e prefeitura de São Paulo para abrir novas sessões de filmes durante a quarentena. "Estamos com projetos aprovados e temos parceiros comerciais para viabilizar as apresentações, estamos na expectativa da liberação da atividade em junho, mas ainda não há alvará de eventos na cidade", diz Costa . Segundo Marco, ele e outros produtores mantêm contato com a secretaria de cultura do estado de São Paulo para que haja uma regularização dos cinemas em carros. “Está sendo definido um protocolo estadual de segurança nesses cinemas, mas ainda não há nada concreto.” Ao G1, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa estadual de SP disse que, em parceria com o setor de eventos e a consultoria de profissionais da saúde, criou um cronograma e um protocolo para projetos de drive-in na área cultural. "Eles já foram submetidos ao comitê estadual que trata do combate à pandemia e se encontram em análise. Trata-se de uma modalidade de entretenimento bastante segura, que pode funcionar dentro das regras atuais da quarentena", diz a secretaria. …e em Brasília Cine Drive-In, em Brasília Cine Drive-In/ Divulgação Em Brasília, um cinema tradicional do estilo foi o único autorizado a abrir no Distrito Federal. Reabriu seus portões em 24 de abril, após decreto do governo distrital que liberava o funcionamento sem venda de comida e bebida no local. Desde então, a proprietária Marta Fagundes viu o público triplicar: "Às vezes, em uma segunda-feira, tínhamos 50 carros. Agora temos 150." Para receber o público novo, mas manter clientes antigos, o cine de Brasília passou a trocar a programação inteira semanalmente. É a primeira vez que o cinema, fundado em 1973, recebe tanta gente nova, relata ela. Vida longa aos drive-ins? 5 de maio – O casal de noivos Janine e Philip espera no palco o prefeito Thomas Geisel durante seu casamento em um cinema Drive-in de Duesseldorf, na Alemanha. O local começou a registrar casamentos permitindo que parentes e amigos participem de seus carros, pois os casamentos no cartório são limitados devido à pandemia de coronavírus Martin Meissner/AP Cinema no carro, show no carro e até rave e casamento no carro. A “solução drive-in” foi adotada por cantores, bandas e casas de eventos em pelo menos três países da Europa: Noruega, Dinamarca e Alemanha, entre o fim de abril e o começo de maio, para driblar as aglomerações de pessoas – e as restrições impostas por governos. Cantor dinamarquês Mads Langer faz show em drive-in durante pandemia de coronavírus Divulgação No Brasil, o primeiro grande show no estilo pode ser de Luan Santana. Segundo sua equipe, o sertanejo se prepara para fazer uma apresentação dessas ente os dias 12 e 13 de junho, em São Paulo. A data ainda não está confirmada porque ele depende de autorização para reservar um local, segundo a assessoria do cantor. Até uma igreja em Bertioga, litoral de São Paulo, resolveu apostar no drive-in. O culto foi feito pela igreja “Rocha Eterna”, no dia 23 de abril, na garagem de uma rodoviária desativada. Mais de 170 carros participaram da cerimônia religiosa. Para o presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos, Doreni Caramori, a experiência europeia pode influenciar o mercado brasileiro a partir do segundo semestre: “São países que entraram na crise antes do Brasil. Então observar o que está acontecendo lá é um indicativo para o mercado nacional. Do ponto de vista de saúde e, também, do comportamento do consumidor.” Os donos de cinema drive-in acreditam que o aprimoramento do serviço agora vai deixá-lo mais atrativo mesmo após a pandemia: "As pessoas vão viver um dilema entre o desejo de voltar às atividades versus o medo de estar em risco em eventos. Mas mesmo sem o efeito do medo, os drive-ins têm muita chance de se consolidar por ser uma opção diferente e que mais pessoas terão oportunidade de conhecer”. O que dizem os médicos? Público usa máscara em cine drive-in de Praia Grande, em São Paulo Divulgação/Ivan Ferreira O G1 ouviu três médicos epidemiologistas para entender se a reunião de tantas pessoas, mesmo dentro de carros, pode causar a transmissão do vírus. A resposta não é tão simples e nem consensual. Os especialistas defendem que apenas pessoas que dividam a mesma casa podem estar no mesmo carro. Não é recomendável abrigar amigos, conhecidos ou parentes que não morem na mesma casa. Estar dentro do carro também não anula os cuidados básicos para a prevenção do coronavírus: uso de máscara e higienização das mãos com álcool gel. Para Leonardo Weissmann, médico consultor da Sociedade Brasileira de Epidemiologia, drive-ins não são indicados para os países que têm registrado aumento nos casos de Covid–19, doença causada pelo novo coronavírus. O Brasil, que tem mais de 200 mil casos da doença, é um deles, segundo o médico. Mas mesmo em países com poucos casos, ou que já tenham passado pelo pico de contágio, ainda é recomendado o distanciamento social, defende. É muito difícil que o vírus passe pelo ar de um carro para outro, diz Oliver Nascimento, médico e professor da disciplina de pneumologia da escola paulista de medicina da Universidade Federal de São Paulo. “Mas dentro do carro, a distância mínima não é cumprida. Se uma pessoa estiver fora do carro, vendendo comida ou oferecendo outros serviços, já oferece risco”, ele diz. André Ribas, epidemiologista da Faculdade São Leopoldo Mandic, diz que não vê problemas neste tipo de evento. “Se os carros mantiverem um espaço pequeno do vidro aberto, para que haja circulação de ar, as eventuais partículas de aerossol não conseguem entrar." Drive-ins na quarentena: Rio de Janeiro (RJ) Jeunesse Arena – Link Quando: 28 de maio a 28 de junho Onde: Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401, Barra da Tijuca Cidade das artes – Link Quando: A partir do fim de maio Onde: Avenida das Américas, 5300 – Barra da Tijuca Praia Grande (SP) Cinesystem – Link Quando: Todos os dias Onde: Litoral Plaza, Av. Ayrton Senna da Silva, 1511 Brasília (DF) Cine Drive-in – Link Quando: Todos os dias Onde: Autódromo, Asa Norte
- Publicado em Cultura
Chico César dá nomes às vítimas do covid-19 em canção com poema de Bráulio Bessa
A letra de 'Inumeráveis' compila dados de memorial criado para homenagear os mortos na pandemia. ♪ “Se números frios não tocam a gente / Espero que nomes possam tocar”, enfatiza Chico César nos dois versos que se repetem como mantras na letra da canção Inumeráveis. Escrito pelo poeta cearense Braúlio Bessa a partir de dados do memorial Inumeráveis, criado para impedir que as vítimas da pandemia do covid-19 se tornem somente números nas estatísticas diárias, o poema Inumeráveis virou letra de música ao ganhar melodia de Chico César. O compositor paraibano fez canção com métrica que se ajusta à prosódia dos cantadores nordestinos. Inumeráveis foi apresentada por Chico César na quinta-feira, 14 de maio, em registro caseiro de voz e violão veiculado na conta oficial do artista no Instagram, como homenagem às vítimas fatais do covid-19. ♪ Eis a letra de Inumeráveis, composição feita por Chico César a partir de poema de Bráulio Bessa: André Cavalcante era professor amigo de todos e pai do Pedrinho O Bruno Campelo seguiu se caminho Tornou-se enfermeiro por puro amor Já Carlos Antônio, era cobrador Estava ansioso pra se aposentar A Diva Thereza amava tocar Seu belo piano de forma eloquente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar Elaine Cristina, grande paratleta fez três faculdades e ganhou medalhas Felipe Pedrosa vencia as batalhas Dirigindo über em busca da meta Gastão Dias Junior, pessoa discreta na pediatria escolheu se doar Horácia Coutinho e seu dom de cuidar De cada amigo e de cada parente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar Iramar Carneiro, herói da estrada foi caminhoneiro, ajudou o Brasil Joana Maria, bisavó gentil. E Katia Cilene uma mãe dedicada Lenita Maria, era muito animada baiana de escola de samba a sambar Margarida Veras amava ensinar era professora bondosa e presente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar Norberto Eugênio era jogador piloto, artista, multifuncional Olinda Menezes amava o natal. Pasqual Stefano dentista, pintor Curtia cinema, mais um sonhador Que na pandemia parou de sonhar A vó da Camily não vai lhe abraçar com Quitéria Melo não foi diferente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar Raimundo dos Santos, um homem guerreiro O senhor dos rios, dos peixes também Salvador José, baiano do bem Bebia cerveja e era roqueiro Terezinha Maia sorria ligeiro cuidava das plantas, cuidava do lar Vanessa dos Santos era luz solar mulher colorida e irreverente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar Wilma Bassetti vó especial pra netos e filhos fazia banquete Yvonne Martins fazia um sorvete Das mangas tiradas do pé no quintal Zulmira de Sousa, esposa leal falava com Deus, vivia a rezar. O X da questão talvez seja amar por isso não seja tão indiferente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar
- Publicado em Cultura
Geraldo Azevedo arma o arraial em disco agendado para junho
Gravado em show no Rio de Janeiro, em 2019, álbum ao vivo inclui tributo a Jackson do Pandeiro no repertório forrozeiro. ♪ A pandemia do covid-19 já se impõe como obstáculo intransponível para armação dos arraiais que tradicionalmente movimentam o rentável circuito junino de shows no Nordeste do Brasil em temporada que costuma ir de maio a agosto, podendo até ser estendida de acordo com a demanda. Em 2020, as festas juninas serão virtuais. Ciente desse impedimento, Geraldo Azevedo – cantor e compositor pernambucano de atuação relevante nesse universo musical nordestino – arma o arraial em álbum ao vivo programado para ser lançado em junho em edição viabilizada por parceria do selo do artista, Geração, com a distribuidora ONErpm. Intitulado Arraiá de Geraldo Azevedo, o disco traz o registro do show apresentado pelo cantor no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 5 e 6 de julho de 2019, com repertório forrozeiro e com participações de Chico César e Júlia Vargas. Geraldo Azevedo no 'Arraiá' gravado ao vivo no Circo Voador em julho de 2019 Flora Pimentel / Divulgação O roteiro do show irmanou sucessos do cancioneiro autoral do compositor – como Moça bonita (Geraldo Azevedo e José Carlos Capinam, 1981) e Sabor colorido (Geraldo Azevedo, 1984) – com incursões pelos territórios de Luiz Gonzaga (1912 – 1989) e Dominguinhos (1941 – 2013), entre outros pilares da nação nordestina. Disponível a partir desta sexta-feira, o primeiro single do álbum Arraiá de Geraldo Azevedo celebra o legado rítmico do cantor e ritmista paraibano Jackson do Pandeiro (1919 – 1982). Esse single inicial apresenta a dobradinha com as músicas Já que o som não acabou (Geraldo Azevedo e Geraldo Amaral, 2007) – composição em que os autores aludem à musicalidade arretada do artista conhecido como Rei do ritmo – e O canto da ema (Alventino Cavalcanti, Aires Viana e João do Vale, 1956), um dos maiores sucessos de Jackson do Pandeiro. Capa do single 'Já que o som não acabou & O canto da ema', de Geraldo Azevedo Divulgação Tal como o single, o álbum Arraiá de Geraldo Azevedo foi gravado com direção e produção musical de César Michiles, flautista e saxofonista da banda do show, formada por Hortelino Batera (bateria), Jerimum de Olinda (percussão), Johnanthan Malaquias (sanfona), Junior Xanfer (guitarra), Marquinho Diniz (teclados), Tiago Azevedo (percussão) e Toninho Tavares (baixo), além de Geraldo Azevedo (na voz e no violão) e de Clarice Azevedo, Lucas Amorim e Mariá Pinkusfeld nos vocais.
- Publicado em Cultura
Lucas Lucco canta Chorão, Lulu Santos e Peninha no disco ‘Em casa’
Com terceira live anunciada para 11 de junho, artista lança compilação com gravações acústicas feitas na quarentena. ♪ Enquanto anuncia a terceira live para 11 de junho, véspera do Dia dos Namorados, Lucas Lucco lança o álbum Em casa vol. 1. No mercado fonográfico a partir desta sexta-feira, 15 de maio, o disco Em casa vol. 1 compila gravações feitas pelo cantor mineiro durante a quarentena e até então disponíveis somente no canal oficial de vídeo de Lucco no YouTube. Entre os 27 registros audiovisuais, há abordagens de músicas de Lulu Santos (Apenas mais uma de amor, canção lançada em 1992 na voz do autor) e Peninha (Sozinho, balada pop apresentada por Sandra de Sá em 1996 e amplificada por Caetano Veloso em gravação ao vivo de disco editado em 1998) – ambas incluídas na coletânea de Lucco. Uma das músicas mais melódicas do repertório hardcore da banda paulista Charlie Brown Jr., a balada Céu azul (Chorão e Tiago Castanho, 2011) também integra o repertório compilado por Lucas Lucco para o disco Em casa vol. 1. Capa do disco 'Em casa vol. 1', de Lucas Lucco Divulgação Entre reciclagens de canções autorais do próprio repertório, como 11 vidas (2014) e Quando Deus quer (2015), Lucco também deu voz a um sucesso da dupla sertaneja Jorge & Mateus, Um dia te levo comigo (2012), no molde acústico dessas gravações caseiras – geralmente feitas com violão e/ou teclados – reunidas no disco Em casa vol. 1 para os seguidores mais fiéis do artista. E por falar em Lucas Lucco, o cantor planejava fazer registro audiovisual de show no fim deste ano de 2020. Diante da paralisação da agenda de shows de todo o universo pop por conta da pandemia do covid-19, sem previsão de volta, a gravação foi obviamente adiada para data ainda incerta.
- Publicado em Cultura
Katy Perry lança ‘Daisies’; música integra próximo álbum da cantora
Quinto disco de Perry está previsto para ser lançado em agosto. Em faixa inédita, ela fala sobre importância de não desistir dos sonhos. Katy Perry lança 'Daisies' Reprodução/Twitter Katy Perry divulgou na madrugada desta sexta-feira (15) a música "Daisies", que veio acompanhada de um videoclipe. Nas redes sociais, a cantora explicou que escreveu a letra da canção há alguns meses e, nela, Perry fala sobre a importância de não desistirmos de nossos sonhos. "Escrevi essa música alguns meses atrás como um chamado para permanecer fiel ao curso que você definiu para si mesmo, independentemente do que os outros possam pensar. Recentemente, ela ganhou um novo significado para mim, tendo em vista o que o mundo inteiro está passando." "Cada um de nós é único em meio a mais de sete bilhões de pessoas, com suas próprias histórias de força e resiliência para contar. Espero ‘Daisies’ seja a trilha sonora para seus sonhos agora … especialmente para aqueles que deixamos para trás." O single é parte integrante de seu quinto disco, previsto para ser lançado em agosto. O último disco da cantora, "Witness", foi lançado em 2017. Em março, a cantora escolheu um jeitinho especial para anunciar sua gravidez. Durante o lançamento do clipe de "Never Worn White", ela confirma a gestação, mostrando e acariciando a barriguinha na cena final do vídeo. Initial plugin text Katy Perry canta pela terceira vez no Brasil: veja top 5 dos hits
- Publicado em Cultura
Anitta estreia programa ‘Dentro da Casinha’ e entrevista Katy Perry
Cantora ainda contou com a participação de Maluma, Pabllo Vittar e Babu. O ex-BBB cantou 'Vai Malandra' com a anfitriã. Anitta estreia programa 'Dentro da Casinha' e entrevista Katy Perry Reprodução/Instagram Anitta estreou nesta quinta-feira (15) o programa "Anitta Dentro da Casinha" e, logo na estreia, contou com a participação de Katy Perry, Maluma e Pabllo Vittar. Durante a entrevista com Perry em uma chamada por seu celular, Anitta explicou que estava gravando a atração dentro de sua casa, no Rio de Janeiro, e questionou a cantora sobre o lançamento musical "Daisies". Ao falar sobre o trabalho divulgado na madrugada desta sexta-feira (15), Perry disse que Anitta "basicamente manda no Brasil". A atração contou ainda com a participação do ator e ex BBB Babu cantando o sucesso "Vai Malandra". O primeiro dos seis episódios de Anitta Dentro da Casinha também teve a exibição de alguns quadros pré-gravados. Programas de entretenimento caseiros "Anitta dentro da casinha" segue a linha dos programas de entretenimento com gravações caseiras e sem luxo, como o "Sinta-se em casa", do comediante Marcelo Adnet, e o "Greg News", com Gregório Duvivier. Anitta e deputado Felipe Carreras (PSB) discutem sobre MP dos direitos autorais
- Publicado em Cultura
Rolling Stones lança remix de ‘Living in a Ghost Town’ produzido por Alok
DJ faz releitura de faixa lançada pela banda em abril, após oito anos sem inéditas. Alok produz remix de 'Living in a Ghost Town' para o Rolling Stones Reprodução/Instagram Os Rolling Stones divulgaram nesta sexta-feira (15) uma nova versão de "Living in a Ghost Town", música lançada pela banda em abril após oito anos sem inéditas. O remix da canção composta por Mick Jagger e Keith Richards em sessões de estúdio no ano passado é feito pelo DJ Alok. "Bora dar uma colorida nesses dias com música?!", escreveu o artista brasileiro antes do lançamento, compartilhando um vídeo onde bolas coloridas surgem pelas ruas. Initial plugin text A letra da música, que foi modificada por Jagger para refletir os tempos de quarentena, fala em uma 'cidade fantasma' e diz que 'a vida era tão bonita, aí todos nós fomos trancados'. Na época do lançamento da versão original, Mick Jagger disse em comunicado à imprensa: "Antes da quarentena, os Stones estavam em estúdio gravando material novo e tínhamos essa música específica, que acreditávamos que teria um impacto no momento que estamos vivendo. Nós trabalhamos nela em isolamento. E aqui está ‘Living In A Ghost Town’. Espero que vocês gostem.' Keith Richards disse: "Então, vamos resumir uma longa história. Nós estávamos trabalhando nessa faixa há mais de um ano, em L.A. A música era parte de um novo álbum, um trabalho em andamento, e aí, a m*rda atingiu o ventilador. Mick e eu decidimos que essa canção realmente precisava ser divulgada nesse momento. Então, aqui está ‘Living In A Ghost Town’. Mantenham-se seguros!" Confira abaixo as versões remix e original de "Living in a Ghost Town":
- Publicado em Cultura










