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Discos para descobrir em casa – ‘Solta o pavão’, Jorge Ben Jor, 1975

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Solta o pavão', de Jorge Ben Jor Arte de Aldo Luiz e Jorge Vianna ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Solta o pavão, Jorge Ben Jor, 1975 ♪ Entre a revolução da bossa nova em 1958 e a erupção da MPB a partir de 1965, o alquimista Jorge Ben Jor chegou na música brasileira com samba em esquema realmente novo. Ao ser apresentada em 1963, a batida diferente do violão de Jorge Ben pareceu sinterizar as cadências do samba, do rock e do soul com suingue até então inédito. Cantor, compositor e músico carioca nascido em março de 1942, Jorge Duilio Lima Menezes emergiu com a força de furacão em 1963 com músicas que, a reboque do grupo do pianista fluminense Sergio Mendes, extrapolaram as fronteiras do Brasil e ganharam os Estados Unidos a partir de 1966. Paradoxalmente, a carreira do artista foi perdendo fôlego no Brasil em meados dos anos 1960, por mais que o alquimista tivesse trânsito livre entre os diferentes nichos da então dividida música brasileira daquela efervescente década. Até que Jorge retornou com força inesperada em 1969 com álbum vulcânico que mais pareceu best of do cantor tal a concentração de sucessos no repertório autoral. De 1969 em diante, a carreira de Jorge ganhou impulso e fôlego renovado, mantido ao longo dos anos 1970 com a gravação e a edição anual de discos históricos que ajudaram a propagar o samba-rock naquela década. É nesse contexto que se inseriu Solta o pavão, décimo segundo álbum solo de estúdio do alquimista, lançado no mesmo ano de 1975 em que Jorge gravou disco duplo com Gilberto Gil. Alocado na discografia do cantor entre dois álbuns antológicos de Jorge, A tábua de esmeralda (1974) e África Brasil (1976), Solta o pavão foi editado pela gravadora Philips com produção de Paulinho Tapajós (1945 – 2013) e com azeitada mistura de samba, rock, soul, funk e samba-rock. Mistura feita sem fronteiras rítmicas, até porque Jorge Ben sempre exerceu a liberdade de cair no suingue sem demarcar previamente territórios musicais. Com 12 músicas então inéditas alinhadas no repertório inteiramente autoral, o álbum Solta o pavão legou para a posteridade um clássico do cancioneiro de Ben, Jorge de Capadócia, composição também gravada por Caetano Veloso naquele ano de 1975 – no álbum Qualquer coisa – e reapresentada para a geração pop dance dos anos 1990 na voz de Fernanda Abreu em relevante apropriação de Jorge de Capadócia feita pela artista no álbum Sla 2 – Be sample (1992) para saudar tanto o santo da devoção de ambos quanto o próprio Jorge, já então posto definitivamente no altar das divindades da música brasileira. No álbum Solta o pavão, Jorge Ben voltou ao místico universo filosófico e medieval do disco anterior, A tábua de esmeralda. Essa continuidade ficou explícita já na exposição de signos e símbolos da Idade Média na capa criada por Aldo Luiz com arte final de Jorge Vianna. Embora tenha soado como desdobramento do álbum de 1974, Solta o pavão adquiriu especial importância na discografia de Ben por ter sido o disco em que ele apresentou a banda Admiral Jorge V, quinteto formado pelo artista (no violão) com os músicos Dadi (no baixo), Gustavo Schroetter (bateria), João Roberto Vandaluz (nos pianos acústico e elétrico) e Joãozinho Pereira (na percussão). O grupo Admiral Jorge V acompanharia Ben em discos e shows de 1975 a 1977, sendo substituída a partir de 1978 pela elétrica Banda do Zé Pretinho. Em Solta o pavão, álbum de sons acústicos com direito a cordas em várias faixas, Jorge Ben ainda tocou violão, mas optou pela primeira vez pela amplificação do violão ovation, dando início ao processo de eletrificação da obra em transição concluída na segunda metade dos anos 1970. Solta o pavão foi álbum que alçou voo próprio, mesmo fincado no tripé básico de assuntos recorrentes no cancioneiro de Jorge. Mulheres, futebol e misticismo sempre foram os vértices desse triângulo ao qual o compositor recorreu mais uma vez em Solta o pavão ao escrever repertório de força calcada no ritmo, ao qual foram submetidas letras e melodias fluidas. Na área futebolística, o craque do suingue tentou chutar para o gol com Zagueiro, samba que abriu o álbum Solta o pavão com homenagem ao jogador de futebol Rondinelli, então zagueiro do Flamengo, time carioca do qual Jorge é ilustre torcedor. Cabe mencionar que as cantoras do Quarteto em Cy entraram em campo na gravação de Zagueiro, fazendo vocais em participação bisada pelo grupo na faixa Para ouvir no rádio (Luciana), arranjada com cordas orquestradas pelo pianista Osmar Milito. Dorothy, outra musa exaltada por Jorge no álbum Solta o pavão, ganhou o vocal macio da cantora Evinha. Na linha mística, Jorge saudou São Tomás de Aquino (1225 – 1274) – frade italiano ligado à corrente filosófica da teologia medieval – em Assim falou Santo Tomaz de Aquino. Na sequência do disco, Jorge fez súplicas humanistas a Jesus Cristo em Velhos, flores, criancinhas e cachorros. E por falar em cachorros, a música Cuidado com o bulldog sobressaiu no repertório pelo arranjo que alternou a cadência do samba com batida frenética que evocou a eletricidade do rock. No universo particular de Jorge, buldogue podia muito bem ser metáfora para os justiceiros também presentes no cancioneiro do compositor. E, entre tanto misticismo medieval, foi difícil resistir à conversão ao tom efusivo da faixa O rei chegou, viva o rei. Entre o suingue sensual de Dumingaz (a musa maior do artista) e a exaltação de Jesualda (última das quatro mulheres celebradas no disco), o álbum Solta o pavão acendeu o tom iluminista do samba Luz polarizada. Completando o repertório, o samba Se segura, malandro soou – em ouvidos mais atentos – como mera recauchutagem de outro samba do mesmo Jorge Ben, Até aí morreu Neves, lançado há então cinco anos na voz de Elis Regina (1945 – 1982) em gravação do álbum …Em pleno verão (1970). O título do samba foi mudado, talvez para disfarçar a reciclagem. Já a letra era praticamente a mesma do samba de 1970, embora não exatamente idêntica. Foi idiossincrasia de artista personalíssimo na história da música brasileira pelo suingue singular que muitos tentaram clonar sem deixar de soar como cópias apagadas da matriz de Jorge Ben Jor, cujo voo rítmico no álbum Solta o pavão mantém a altitude 45 anos após a edição do disco.

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Teatros da Broadway ficarão fechados até 6 de setembro por causa do novo coronavírus

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Entre as atrações turísticas mais visitadas de Nova York, teatros tinham estabelecido, anteriormente, data de reabertura provisória para 7 de junho. Espetáculos da Broadway, inclusive "O Fantasma da Opera", estão suspensos por conta do coronavírus AP Photo/Kathy Willens Os teatros da Broadway estenderam seus fechamentos em razão da pandemia do novo coronavírus até o Dia do Trabalho nos Estados Unidos, em 6 de setembro, informou o grupo da indústria, Broadway League, nesta terça-feira (12). Entre as atrações turísticas mais visitadas de Nova York, os teatros tinham estabelecido, anteriormente, uma data de reabertura provisória para 7 de junho. A Broadway League, que representa produtores e proprietários de teatro, afirmou nesta terça que trabalha com autoridades do governo, sindicatos e especialistas em saúde para desenvolver planos para reabertura com novas medidas de segurança para audiências, artistas e assistentes de palco. As produções de teatro ao vivo enfrentam desafios únicos durante a pandemia, incluindo um grande número de pessoas em pequenos espaços e o contato físico entre os artistas no palco. Os produtores estão discutindo programas de encenação com elencos menores, em vez de grandes musicais, e os escritores têm trabalhado em histórias que permitam o distanciamento social. A Broadway fechou seus teatros em 12 de março. Na época, 31 espetáculos estavam sendo exibidos, incluindo sucessos como "Hamilton", "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" e "O Sol é Para Todos".

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Lives de hoje: Turma do Pagode, Marcelo Falcão, Letrux e mais shows para ver de casa

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Nesta quarta-feira (13), Cidade Negra e Josyara também fazem transmissões e o Sepultura faz a tradicional live semanal. Veja horários. Turma do Pagode, Marcelo Falcão e Letrux fazem lives nesta quarta-feira (13) Divulgação/Lucas Motta, Divulgação Turma do Pagode, Marcelo Falcão e Letrux estão entre as principais lives desta quarta-feira (13). AGENDA DA SEMANA: Ludmilla, Bruno & Marrone e Lexa também cantam nesta semana Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Sepultura – 16h – Link Turma do Pagode – 18h30 – Link Josyara (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Marcelo Falcão – 20h – Link Letrux (Festival Cultura em Casa) – 21h30 – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives

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Gabriel O Pensador lança em live o single ‘A cura tá no coração’

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Rapper carioca prega amor e solidariedade na música gravada com Cynthia Luz e produzida por Papatinho. ♪ “Tô fugindo da loucura olhando pra janela / Não dormi, a pandemia já deixou sequela / Poesia me procura e eu nunca fujo dela / Isolado, mas nem tanto, tô conectado”, avisa Gabriel O Pensador já nos versos iniciais de A cura tá no coração. Composição inédita de autoria do rapper carioca, A cura tá no coração traz mensagem positivista propagada em single que desembarca nas plataformas de áudio na sexta-feira, 15 de maio, data da live que o Pensador fará a partir das 19h no canal oficial do artista no Youtube. A live do Pensador promove a edição do inédito single gravado pelo cantor com a participação de Cynthia Luz, rapper mineira criada no interior paulista e há alguns residente na capital de São Paulo, cidade onde desde 2018 começou a ganhar visibilidade na cena de hip hop. Capa do single 'A cura tá no coração', de Gabriel O Pensador com Cynthia Luz Divulgação / ONErpm Com letra que prega amor, solidariedade e união nos tempos de isolamento social, a música A cura tá no coração foi gravada com arranjo e produção musical de Papatinho em parceria com André Gomes. O single A cura tá no coração chega ao mercado digital via ONErpm simultaneamente com o clipe gravado, sob direção de PH Stelzer, na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em cenários como o Centro Municipal Parque das Ruínas – situado no bairro de Santa Tereza – e nas colunas do centro da capital que preservam as obras do pregador e artista de rua José Datrino (1917 – 1996), popularmente conhecido como Profeta Gentileza. Na edição do clipe da música A cura tá no coração, foram incorporadas imagens de esculturas e pinturas de artistas plásticos mundialmente conhecidos, como o escultor italiano Michelangelo (1475 – 1564) e o pintor francês Renoir (1841 – 1919).

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O Pai tá on-line: Lives de Anitta, Luan, Latino e Gusttavo Lima são tomadas por reza e música gospel

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Belo, Péricles e Alexandre Pires também receberam convidados religiosos ou cantaram hinos de louvor em suas transmissões ao vivo. Podcast analisa essa tendência. Enquanto um pastor canta um hino de louvor, Latino junta as duas mãos e cochicha uma oração, sentado no chão. A live "Festa no apê", realizada pelo cantor no dia 8 de maio, também teve uma parte de "Culto no apê". Não foi o único momento religioso em uma live de um artista que não é da música gospel. Luan Santana, Anitta, Gusttavo Lima, Alexandre Pires e Belo também já incluíram músicas religiosas ou rezas em suas lives. Ouça no podcast acima entrevistas e análises sobre esse tendência. Em todos os casos, esses artistas ouviram muita música cristã durante a infância. Todos também já tinham cantado alguma música gospel ou feito parcerias com padres e pastores. Além dos momentos em que a música cristã dominou shows on-line de artistas de fora do segmento cristão, houve também aumento de procura por cultos e missas on-line. O G1 lista abaixo quem cantou músicas religiosas em lives: Anitta, Luan Santana, Gusttavo Lima e Alexandre Pires Divulgação Luan Santana Luan Santana cantou um trecho de "Noites Traiçoeiras", música conhecida na voz do Padre Marcelo Rossi, na primeira live feita por ele no Youtube, no dia 26 de abril. Mas a live de estreia de Luan foi bem antes, no dia 22 de março, no Instagram. E foi uma live toda religiosa. "Eu falei: 'As pessoas precisam de calma. Eu quero chamar alguém que passe calma, paz pras pessoas que vão ver'. Eu sou um grande amigo do Padre Fábio, né? Foi o primeiro nome que eu liguei. Logo depois, liguei pro Deive Leonardo e pro André Valadão", diz Luan ao G1, citando o nome dos pastores. "Foi uma comoção essa live", conta Luan. "Tanto pra mim, quanto pras pessoas que assistiram. Porque foi emocionante, eu acho que foi de muito bom tom assim e as pessoas tiraram muito proveito das coisas que a gente disse, das músicas que a gente cantou. Causou um efeito muito lindo." Latino Em sua Live "Festa no Apê", Latino convidou o pastor Kleber Lucas, que cantou "Deus cuida de mim". Enquanto o convidado cantada e orava, Latino sentou no chão e ficou rezando. Na transmissão ao vivo no dia 8 de maio, o cantor também pediu a namorada, a advogada Rafaella Ribeiro, em casamento. "A gente tinha planejado fazer festa de noivado, mas por causa da pandemia…", disse o cantor. Latino pede a namorada em casamento durante live Reprodução/YouTube do cantor Anitta Em 26 de abril, Anitta foi atração do festival Ao Vivo pela Vida. A transmissão também teve mensagens de líderes de diferentes religiões. "Foi muito importante e gostoso pra mim fazer esse show mais intimista. Cantei músicas que fazem parte da minha formação como pessoa e como artista", explica Anitta ao G1. "Esse momento de isolamento social nos deixa mais sensíveis e frágeis. É importante que nós nos conectemos a nós mesmos, ou a algo superior. Ter fé em algo nos conforta, independente do que você acredita. Todas as formas de crença precisam ser respeitadas e valorizadas. Principalmente nesse momento, né?", completa a cantora. A live gospel teve músicas como “Sou humano”, conhecida na voz da Bruna Karla. Anitta cantou músicas de outros artistas como o grupo Preto no Branco, Eli Soares e "Noites Traiçoeiras". Ela explicou que essa era uma das preferidas da avó dela. Gusttavo Lima Outro artista que também cantou música religiosa em live foi Gusttavo Lima. Foi na abertura do show de sábado, em 11 de abril, um dia antes do domingo de Páscoa. A escolhida foi “Maria Passa à Frente”, muito conhecida na voz do Padre Marcelo Rossi. "Aprendi a tocar violão com uns cinco, seis anos na Igreja e acompanhava meu pai na Folia de Reis", conta Gusttavo ao G1. "Por isso, desde criança tenho uma relação com a música religiosa. Sou bastante católico." "Acredito que esse tipo de canção nos aproxima de Deus e conforta a nossa alma, sobretudo em momentos difíceis como este. Ano passado, fui convidado pelo padre Marcelo Rossi para cantar com ele "Maria Passa à Frente" e aceitei na hora. É uma música que tem uma mensagem que considero bem especial", explica o cantor. Belo Belo canta durante live Reprodução/YouTube do cantor Assim como Anitta e Luan Santana, Belo também cantou "Noites traiçoeiras". A música faz parte do repertório dele desde 2011. Foram 5 horas e 20 minutos de show, com canções da carreira solo, do Soweto e de outros artistas, como Djavan, Roberto Carlos e Moraes Moreira. Diferentemente da "Noite traiçoeira" de Luan e de Anitta, bem calma e acústica, a de Belo dá destaque à percussão. É uma versão pagodeira do hino de louvor. Péricles Péricles cantou por quase 2 horas e 40 minutos. Além da carreira solo e do Exaltasamba, o repertório também teve um momento religioso. Ele cantou "Uma carta pra Deus", gravada originalmente pelo grupo de pagode que o revelou. Na original, Padre Reginaldo Manzotti fazia uma participação. A música foi emendada com o cantor orando um "Pai Nosso". Na sequência, manteve o tema com "Nunca foi sorte, sempre foi Deus". Alexandre Pires Em 5 horas e 20 minutos, Alexandre Pires cantou versões de músicas da carreira solo e do Só Pra Contrariar, grupo de samba e pagode que ele liderou. A abertura, porém, foi com "Ninguém Explica Deus", música do grupo gospel Preto no Branco. O artista mineiro de 44 anos cantou versos como: "Antes que o ar já houvesse Ele já era Deus / Se revelou ao seus do crente ao ateu / Ninguém explica Deus". As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro

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Quanto vale o disco?

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Ed Motta reacende a discussão sobre o preço de álbuns raros ao pedir R$ 45 mil por edição original de LP fundamental de Moacir Santos. ♪ ANÁLISE – Quanto vale o show? Depende da cotação do artista na indústria da música. Quanto vale o disco? Depende do apreço do colecionador pelo disco em questão. Essa discussão voltou à pauta esta semana pelo fato de Ed Motta estar vendendo raro exemplar remanescente da edição original em LP do álbum Coisas por cerca de R$ 45 mil, se convertidos na moeda brasileira os 7 mil e 200 euros pedidos pelo artista carioca pelo LP em plataforma estrangeira de vendas. Mais do que a obra-prima da discografia do compositor, saxofonista, arranjador e maestro pernambucano Moacir Santos (26 de julho de 1926 – 6 de julho de 2006), o cultuado álbum Coisas se tornou uma das pedras fundamentais da música brasileira desde que foi lançado em 1965 pela gravadora Forma. Ed cotou o valor do álbum em R$ 45 mil por alegar estar vendendo exemplar raríssimo do disco, adquirido da coleção particular do produtor musical carioca Roberto Quartin (1943 – 2004), fundador da gravadora Forma, administrada em sociedade com Wadi Gebara (1937 – 2019). Ed Motta vende edição original do álbum 'Coisas', lançado em 1965 pelo maestro Moacir Santos Stefano Martino / Divulgação Atualmente no acervo de Ed Motta, esse LP é o da edição original em estéreo, mais rara do que a simultânea edição em mono de Coisas. Ou seja, é mimo caro (nos dois sentidos) para colecionadores de discos. Por isso, qualquer tentativa de justificar – ou de negar – o valor do LP esbarra no apreço que cada comprador em potencial pode ter pelo disco. No Brasil, o álbum Coisas foi relançado em CD em 2004 e, no formato original de LP, em 2013. Em ambas ocasiões, com a capa original. Em bom português, trata-se de disco razoavelmente acessível em formato físico. Só que tal acessibilidade jamais dilui o valor do exemplar original de Ed Motta. Porque, para colecionadores de discos, esse valor está justamente na primazia de possuir exemplar de edição original. O que torna infrutífera qualquer discussão sobre a legitimidade do valor do LP de Ed. Haverá quem ache justo pagar R$ 45 mil para incluir essa pérola rara na coleção, mesmo que não tenha esse dinheiro, se for admirador ferrenho da música de Moacir Santos. Da mesma forma, um seguidor apaixonado de Maria Bethânia pagaria um bom dinheiro pela edição do raríssimo compacto (single, no atual jargão fonográfico) gravado ao vivo em 1973 e editado em 1974 como complemento e desdobramento do álbum Drama 3º ato (1973), LP lançado pela cantora no ano anterior com o registro ao vivo do show Drama – Luz da noite (1973). Até porque, diferentemente de Coisas, esse compacto jamais foi reeditado. Nem em edição digital. Como cotar o valor de uma paixão? Sim, disco é sinônimo de paixão para colecionadores. O que torna difícil encontrar resposta satisfatória para a pergunta. No sombrio cenário econômico de 2020, mundialmente abalado pelos efeitos da pandemia do covid-19, cotar o valor de um disco em R$ 45 mil pode até gerar escárnio no inclemente tribunal das redes sociais. Contudo, colecionadores de discos – e Ed Motta é um deles – sabem que nunca teve preço o prazer de ter em mãos, de preferência em bom estado de conservação, um disco pelo qual se anseia há anos ou mesmo décadas. Quanto vale o disco? Vale, em suma, o que determinar o coração apaixonado de cada ouvinte e/ou colecionador.

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Elenco do filme ‘De volta para o futuro’ se reúne em teleconferência e faz releitura de cenas

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Christopher Lloyd, Michal J. Fox e Lea Thompson foram convidados pelo ator Josh Gad para série 'Reunited Apart', que arrecada fundos para projetos sociais. Elenco do filme 'De volta para o futuro' se reúne em teleconferência e faz releitura de cenas Reprodução/YouTube O elenco dos filmes da franquia "De volta para o futuro" se reuniu para uma teleconferência comandada pelo ator Josh Gad para mais um episódio da série "Reunited Apart", em que arrecada fundos para projetos sociais. O primeiro episódio da série iniciada por Gad reuniu o elenco de "Goonies". Josh Gad inicia a gravação conversando com Christopher Lloyd e Michal J. Fox. Em seguida convoca Lea Thompson para se unir aos intérpretes dos personagens Doc Brown e Marty McFly e Gad incentiva os atores a fazerem perguntas uns aos outros. Também participam do encontro virtual as atrizes Mary Steenburgen e Elisabeth Shue, além de Robert Zemeckis, diretor da trilogia, e o roteirista Bob Gale . Em um bate-papo de quase meia, o grupo falou sobre o período em que a franquia foi gravada e citou as cenas que mais gostaram de fazer. Eles também fizeram releituras das mais emblemáticas, como o momento em que que Doc Brown (Lloyd) e Marty McFly (J. Fox) percebem que Lorraine (Thompson) — a mãe de McFly –, se sente atraída pelo jovem. Josh Gad ainda questionou o elenco sobre para qual momento os personagens McFly e Doc Brown deveriam viajar e Lea responde: "Eu gostaria que eles pudessem voltar para janeiro e nos alertar sobre o coronavírus". Coronavírus: durante pandemia, artistas se reinvetam para manter vivos seus ofícios

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Roberta Sá joga single na pista com remix de faixa do álbum ‘Giro’

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Duo paulista DKVPZ repagina gravação da música 'Ela diz que me ama', primeira parceria de Gilberto Gil com Jorge Ben Jor em 44 anos. ♪ Roberta Sá está em processo de revisão da discografia. Enquanto revisita os repertórios dos oito álbuns que lançou entre 2005 e 2019, em série de lives programadas para as noites de sexta-feira, de 8 de maio a 26 de junho, a cantora joga na pista um single com remix inédito da gravação de Ela diz que me ama (2019). Embalado em single com capa que expõe a cantora em foto de Pedro Bucher, o remix de Ela diz que me ama vem assinado pelo DKVPZ, duo paulista originário de Campinas (SP) e formado pelos DJs e produtores musicais Paulo Vitor e Matheus Henrique. Com visibilidade ascendente na cena eletrônica desde que colaborou na criação dos beats de boa parte das faixas do aclamado segundo álbum do rapper baiano Baco Exu do Blues, Bluesman (2018), o duo DKVPZ ganhou notoriedade ao misturar o batidão do funk com a cadência relaxante do chill trap. Capa do single com o remix de 'Ela diz que me ama', de Roberta Sá com duo DKVPZ Pedro Bucher Primeira parceria de Gilberto Gil com Jorge Ben Jor desde 1975, a música Ela diz que me ama foi lançada por Roberta Sá no ano passado, no álbum Giro (2019), disco em que a cantora teve a primazia de apresentar somente músicas inéditas de Gil. Com levada típica da obra de Ben, a música Ela diz que me ama foi feita pelos compositores para Roberta, por incentivo da artista, mentora da retomada dessa parceria que, a bem da verdade, sempre resultou aquém do potencial desses dois gigantes da música brasileira. A rigor uma das faixas mais fracas do álbum Giro (2019), Ela diz que me ama pode vir a crescer na batida do duo DKVPZ no single programado para sexta-feira, 15 de maio. Roberta Sá faz a série de lives retrospectivas intitulada '8ito' Reprodução / Facebook Roberta Sá ♪ Eis, em ordem cronológica, a programação da série de lives intitulada 8ito e idealizada por Roberta Sá para fazer retrospectiva dos oito álbuns que compõem a discografia oficial da artista – atualmente confinada em Teresópolis (RJ), de onde vem transmitindo ao vivo para o universo pop as charmosas apresentações das noites de sexta-feira: ♪ 8 de maio – Braseiro (2005) – live já realizada ♪ 15 de maio – Que belo estranho dia pra se ter alegria (2007) ♪ 22 de maio – Pra se ter alegria – Ao vivo no Rio (2009) ♪ 29 de maio – Quando o canto é reza – Canções de Roque Ferreira (2010) ♪ 5 de junho – Segunda pele (2012) ♪ 12 de junho – Delírio (2015) ♪ 19 de junho – Delírio no Circo (2016) ♪ 26 de junho – Giro (2019)

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Nick Cordero, ator da Broadway, desperta de coma após complicações por causa do coronavírus

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Amanda Kloots, mulher de Nick Cordero, falou sobre as condições do ator no momento: ‘Está muito fraco, mas acordou’. Ator teve perna amputada depois de apresentar problemas de coagulação. Nick Cordero em foto de abril de 2014 Brad Barket/Invision/AP O ator da Broadway Nick Cordero despertou do coma após sofrer com complicações por causa do coronavírus. Internado há um mês, Nick precisou amputar a perna direita após ter problemas de coagulação e o sangue não conseguia chegar até os pés. O ator foi diagnosticado com Covid-19 no início de abril. Segundo Amanda Kloots, mulher do ator, Nick fez tratamento com anticoagulantes, que corrigiram o problema, mas começaram a afetar sua pressão arterial e causando sangramento no intestino. Desde então, Amanda faz uma campanha com os amigos nas redes sociais usando a hashtag "Wake up Nick (acorda, NIck)". Nesta terça-feira (12), Amanda contou que Nick despertou do coma. Em uma série de vídeos, ela celebrou a notícia e falou sobre o estado de saúde do ator. Ator Nick Cordero desperta de coma após complicações causadas por coronavírus "Gente, a gente talvez tenha que mudar nossa hashtag [#wakeupnick] porque Nick está acordado! Ele acordou! Perguntei para os médicos se eu podia contar. Eles apenas disseram que Nick está muito fraco por enquanto. Abrir os olhos, fechar os olhos, acaba com toda a energia dele, mas ele está acordado, papai está acordado", vibrou Amanda, com o filho do casal nos braços. Em outra imagem compartilhada na rede social, Amanda fala sobre as atuais condições do marido: "O que nós sabemos! Nick está acordado! Ele está extremamente fraco, a ponto de não conseguir fechar a boca, mas está seguindo os comandos, o que significa que o status mental está voltando! Essa é uma longa jornada, muito longa jornada. Mas estamos no caminho". Nick Cordero, ator da Broadway, desperta de coma após complicações por causa do coronavírus Reprodução/Instagram

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Ludmilla é internada com problemas renais e cancela live

quarta-feira, 13 maio 2020 por Administrador

Diagnosticada com pielonefrite aguda, Ludmilla está em um hospital do Rio de Janeiro e não tem previsão de alta. Cantora cancelou transmissão que faria no sábado (16). Ludmilla Reprodução / Facebook Ludmilla Após sentir dores abdominais intensas, a cantora Ludmilla foi internada em um hospital do Rio de Janeiro. Na manhã desta quarta-feira (13), a assessoria de imprensa da cantora explicou ao G1 que ela foi "diagnosticada com pielonefrite aguda (espécie de processo inflamatório no rim)". No começo da tarde, a assessoria informou que a cantora está medicada, mas segue com muita dor e sem previsão de alta do hospital. Ludmilla tinha uma live programada para o sábado (16), mas a transmissão foi cancelada. LIVES DA SEMANA: Bruno e Marrone, Diogo Nogueira e Molejo cantam nesta semana Nas redes sociais, Ludmilla compartilhou uma imagem em que aparece em um hospital na companhia da mulher, Brunna Gonçalves. "Na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza", escreveu a cantora. Ludmilla é internada no Rio de Janeiro Reprodução/Instagram Queda em live Durante a transmissão de uma live em 24 de abril, Ludmilla levou um tombo e caiu em uma piscina. A queda aconteceu enquanto ela fazia uma cover de "Planos Impossíveis", música de Manu Gavassi. "Alguém poderia ter botado uma proteção ali", disse a cantora, logo após o tombo. Ela não se machucou.

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