Zeca Pagodinho se rende aos pedidos do público e faz live: ‘Vocês tinham razão, foi legal’
Cantor conversou pouco e dedicou a maior parte do espaço para suas músicas. Thiago Martins ficou responsável pela apresentação dos patrocinadores. Zeca Pagodinho faz live em quarentena Reprodução/YouTube Zeca Pagodinho se rendeu às lives. Um mês após dizer que não faria show com transmissão on-line por não saber tocar os instrumentos, o sambista fez sua estreia no formato de shows de quarentena. Durante a apresentação, que chegou a atingir 751 mil visualizações simultâneas, Zeca contou com o acompanhamento de cinco músicos. O time se apresentou com grande distanciamento. Diferente de boa parte dos artistas que fizeram suas lives durante a quarentena, Zeca conversou pouco com o público virtual, deixando o espaço da live mais para a parte musical. Os recados ficaram a cargo do ator e cantor Thiago Martins, que entrou como apresentador comercial da live, fazendo os anúncios dos patrocinadores. O repertório contou com grandes sucessos da carreira, como "Vai vadiar", "Judia de mim", "Ogum', "Maneiras", "Patota de Cosme", "Coração em desalinho", "Vivo isolado do mundo", "Deixa a vida me levar", entre outros. A live de Zeca também contou com vídeos de Marcelo D2, Jorge Aragão, Maria Rita – que mais cedo também havia feito sua live — e outros amigos do cantor deixando mensagens de apoio e pedidos musicais. Zeca, que já havia dito que não tomaria cerveja durante a apresentação, brincou inúmeras vezes sobre o copo de água que deixou na mesa ao seu lado. "Toda vez que coloco a mão no copo, vejo que é água. Estou tremendo. Primeira vez que passo por isso. Mas tem que respeitar." Na reta final da live, que durou uma hora e meia, Zeca monstrou que a insistência do público pela live do cantor valeu a pena: "Vocês tinham razão, foi legal. Acho que vou fazer outra." As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Betty Wright, cantora americana ícone do soul e do R&B, morre aos 66 anos
Dona dos hits 'Clean Up Woman' e 'No Pain No Gain', cantora vivia em Miami e estava com câncer. A causa da morte não foi revelada. A cantora norte-americana Betty Wright, de 66 anos, faleceu em sua casa, em Miami, Estados Unidos. A notícia foi confirmada por familiares e pelo estúdio S-Curve Records, que produziu seu último álbum. Betty Wright estava com câncer, mas a causa da morte ainda não foi divulgada. Betty Wright, em foto de março de 2017 Mychal Watts/Getty Images North America via AFP/Arquivo A carreira de Wright começou aos 17 anos com o lançamento de dois singles de seu primeiro álbum, My First Time Around. Três anos depois, em 1971, interpretou o hit 'Clean Up Woman', que figurou entre as dez músicas mais tocadas nos Estados Unidos. Em mais de quatro décadas, Wright emplacou 20 canções no Top 40 do ranking da Billboard no gênero R&B, entre eles 'No Pain No Gain', 'Tonight is the Night' e 'Baby', de 2007. Ao longo da carreira, passeou entre os gêneros soul, disco e funk. Morre a cantora americana Betty Wright aos 66 anos Betty foi a primeira artista mulher a lançar sua própria produtora, a Miss B Records, na década de 1980. E trabalhou com outros nomes de peso, como Stevie Wonder, Alice Cooper, Jennifer Lopez, Bob Marley e Gloria Estefan. No último dia 2 de maio, sua amiga, a também cantora Chaka Khan pediu orações para Betty em suas redes sociais. Initial plugin text
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Discos para descobrir em casa – ‘Balé mulato’, Daniela Mercury, 2005
Capa do álbum 'Balé mulato', de Daniela Mercury Mario Cravo Neto ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Balé mulato, Daniela Mercury, 2005 ♪ O canto da cidade de Salvador (BA) já não era somente de Daniela Mercury quando, em outubro de 2005, a artista lançou o álbum Balé mulato, um dos mais luminosos títulos de discografia que atingira picos astronômicos de vendas na década de 1990 com álbuns como O canto da cidade (1992) e Feijão com arroz (1996). Trilha hegemônica de outros Carnavais, a axé music na época já descia ladeira e dividia a preferência popular com o pagode de grupos como Harmonia do Samba. Cantora soteropolitana, Daniela tinha detectado esse movimento descendente do gênero que lhe deu fama e, por isso, vinha experimentando outros sons e ritmos desde o início dos anos 2000. Enquanto estava na gravadora BMG, a artista acertou ao dar tom globalizado a registro de show gravado em 2003 na série MTV ao vivo. Embora tivesse apostado no projeto, a gravadora pareceu ter desacreditado do disco quando o CD e o DVD foram efetivamente lançados sem a repercussão a que faziam jus pela excelência da gravação ao vivo. A BMG tampouco investiu no posterior Carnaval eletrônico, disco inovador de 2004 em que Daniela pôs a axé music na pista, associando o batuque afro-baiano ao groove sintético de DJs como Memê e Zé Pedro. Embora tratado com descaso pela gravadora, o que motivou a saída de Daniela da BMG, o álbum Carnaval eletrônico rendeu espontaneamente o hit folião Maimbê Dandá (Carlinhos Brown e Mateus Aleluia, 2004), desde então número infalível nos shows da cantora. Fora da BMG, a cantora fez registro de show em que se aventurou como intérprete de sucessos da MPB, mas Clássica (2005) – álbum editado pela gravadora Som Livre em CD e DVD no mesmo ano de Balé mulato – reiterou que, não, Daniela Mercury não era cantora de qualquer lugar, como sentenciara no título de esmaecido álbum de 2001. Tanto que, ao voltar em Balé mulato para a carnavalizante e tropicalista miscigenação pop de Salvador (BA), a cantora recuperou o vigor discográfico ao apresentar grande álbum em que alternou faixas festivas e canções românticas com coesão nem sempre presente na irregular obra fonográfica da cantora. A miscigenação tropicalista de Balé mulato já ficou exposta na capa que estampou foto feita por Mario Cravo Neto (1947 – 2009) na quadra da escola de samba fluminense Beija-flor de Nilópolis. Oitavo álbum solo de estúdio de Daniela Mercury, Balé mulato marcou a estreia da artista na gravadora EMI. Ficou claro o alto investimento da companhia fonográfica na luxuosa edição de Balé mulato enviada para os formadores de opinião com capa alternativa, encoberta por luva com a grife de Gringo Cardia, autor do projeto gráfico do disco. Com produção musical orquestrada pelo percussionista Ramiro Musotto (1963 – 2009) e por Alê Siqueira, sob a direção artística de Daniela, o álbum Balé mulato teve sintetizado o antropofágico espírito carnavalesco nas cintilantes faixas Levada brasileira e Balé popular, duas músicas do (geralmente certeiro) compositor baiano Pierre Onassis com Edilson, ambas gravadas com o toque definidor do berimbau percutido por Musotto. Música candidata a hino informal da Copa do Mundo de 2006, Levada brasileira celebrou a mestiçagem do suingue nacional, caindo inclusive na cadência bonita do samba. Na mesma linha, Balé popular puxou a rede para as águas da África matricial, fonte que abasteceu a música da Bahia, também banhada pelos mares caribenhos. Dentro da coreografia multicolorida do álbum Balé mulato, a abordagem de Aquarela do Brasil (Ary Barroso, 1939) fez sentido no contexto do disco. Daniela pôs o samba-exaltação na roda baiana com a mesma propriedade com que reviveu Meu pai Oxalá (1973), samba onde o carioca Vinicius de Moraes (1913 – 1980) e o paulistano Toquinho foram mais baianos ao pisar nos terreiros da sincrética cidade de Salvador (BA). Nessa aquarela rítmica, o samba-reggae foi a base do baticum de Eu queria (Pierre Onassis, Edilson e Xel Guima). “O samba é meu chão”, assentou a cantora no verso inicial de Quero ver o mundo sambar (Daniela Mercury), uma das três músicas autorais apresentadas ao longo das 14 faixas do álbum. A artista também assinou o bom frevo Água do céu (em parceria com Jorge Zarath) e a modernosa canção Sem querer, única faixa com reduzido poder de sedução em disco harmônico. A propósito, a coesão do álbum Balé mulato também se deveu à acurada seleção de repertório em que Daniela, compositora bastante oscilante, deu vez e voz a autores mais vocacionados para a função. A escolha de canções distantes do universo carnavalesco se mostrou especialmente feliz. Conectando Balé mulato ao também aclamado álbum Feijão com arroz (1996), disco também pautado pela miscigenação pop popular, Daniela apresentou canções envolventes que por vezes evoluíram no balanço do reggae sem perda do sotaque universal. Canções como Toneladas de amor (gravada com a voz e a guitarra do autor, Márcio Mello), a apaixonada Topo do mundo (Jauperi e Gigi) – faixa eleita o primeiro single do álbum – e a libertária Amor de ninguém (O amor) (Jorge Papapa) contribuíram para que Balé mulato jamais perdesse a cor e mantivesse uma urbanidade contemporânea amplificada em Nem tudo funciona de verdade (Tenilson Del Rey e Anderson Guimarães). Nessa seara de canções, merece menção honrosa a interpretação interiorizada de Pensar em você (1999), balada então esquecida de Chico César, gravada pelo compositor no álbum Mama múndi, lançado no mesmo ano de 1999 em que Rita Benneditto também registrou a canção no álbum Pérolas aos povos. Conduzida pelo toque minimalista do piano de Marcelo Galter, harmonizado com cordas arranjadas por Lincoln Olivetti (1954 – 2015), a delicada gravação de Pensar em você por Daniela resultou lapidar, permanecendo como um dos mais belos momentos da obra fonográfica da artista. Em que pesem as sedutoras canções do amor demais nem sempre correspondido, Balé mulato foi disco essencialmente voltado para a festa e para a alegria popular. Tanto que incorporou ao repertório o hit de Daniela no Carnaval de 2005, Olha o Gandhy aí (Totonho Matéria e Jô Vieira), música apresentada em janeiro de 2005, três meses da gravação do disco formatado em estúdios de Salvador (BA) de abril a julho daquele ano de 2005. Balé mulato resultou tão revigorante na trajetória da cantora que, quatro anos depois, Daniela repetiu a receita tropicalista no álbum Canibália (2009), mas, como a artista pôs dose maior de músicas autorais na mistura de 2009, o disco posterior soou menos coeso. A rigor, Balé mulato permaneceu ao longo dos últimos 15 anos como o último grande álbum de Daniela Mercury. Um disco condizente com a importância histórica dessa artista que, mesmo não tendo sido tão pioneira como imagina ser, contribuiu decisivamente para a expansão massiva da axé music por todo o Brasil na década de 1990.
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‘Tony Hawk’s Pro Skater 1 and 2’: Modernização de games de skate será lançada em setembro
Coleção com remasterização dos jogos clássicos vai ser lançada para PlayStation 4, Xbox One e computadores. Remake 'Tony Hawk’s Pro Skater 1 and 2' ganha trailer; ASSISTA
Os dois primeiros games da série de skate "Tony Hawk's Pro Skater" vão ser lançados em versão modernizada para PlayStation 4, Xbox One e computadores no dia 4 de setembro. O anúncio foi feito pela Activision nesta terça-feira (12). Assista ao trailer no vídeo acima.
A coleção, chamada de "Tony Hawk's Pro Skater 1 and 2", vai contar com as pistas, skatistas e manobras dos dois jogos originais, lançados em 1999 e 2000, além de algumas características de outros games da série.
De acordo com o site Polygon, a coleção também vai apresentar multiplayer local para até duas pessoas e online. Modos clássicos de criação de pistas e de skatistas estarão presentes, e jogadores poderão compartilhar o que criarem com amigos.
Apenas algumas músicas das trilhas sonoras originais ficarão de fora.
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Kelly Key revela câncer de pele e diz que vai passar por nova microcirurgia
'Vou tirar um pouco mais [da pinta] e vou ganhar uma cicatriz maior', afirmou a cantora, que pretende fazer um novo vídeo para abordar o tema com seus seguidores. Kelly Key revela câncer de pele e diz que vai passar por microcirurgia Reprodução/Instagram Kelly Key revelou nesta terça-feira (12) que passará por uma microcirurgia nesta terça-feira (12) para a retirada de uma mancha na pele. Em uma série de vídeos, a cantora ainda contou ter recebido o diagnóstico de câncer de pele no final de 2019. "Ano passado descobri um câncer de pele e fiz a retirada dele. Isso foi quando eu estava em Portugal. Tirei e pediram para tirar um pouco mais. Junto com esse um pouco mais, tirei outras pintas que suspeitavam." "O resultado era que eram pré-cancerígenas. E voltaram a dizer que eu precisava tirar um pouco mais e hoje é o dia, eu vou tirar um pouco mais. Vou ganhar uma cicatriz maior”, contou a cantora e influencer de 37 anos. A cantora avisou que deve aparecer com alguns curativos e aproveitou para alertar os fãs sobre o tema. "Vou preparar um material para falar disso, porque acho super útil, as pessoas precisam se informar a respeito, precisam saber sobre isso." Kelly Key fala sobre câncer de pele
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Chineses enfrentam bloqueio e governo para jogar novo ‘Animal Crossing’
Última edição do game, 'New Horizons', se tornou foco de tensões políticas no país. 'Animal Crossing: New Horizons': veja trailer com gameplay
Os fãs chineses do game "Animal Crossing: New Horizons" da Nintendo estão pagando mais caro em consoles estrangeiros e descobrindo maneiras de contornar as restrições impostas pelos reguladores da China sobre um jogo que se tornou um sucesso mundial e um foco de tensões políticas no país.
O game de Switch se tornou um best-seller global, com seus jogadores aproveitando a capacidade de criar versões virtuais de si mesmos e de suas casas e interagir com outras pessoas como uma forma de escapismo do mundo real durante a pandemia do novo coronavírus.
Mas ele não está licenciado para venda no fortemente regulamentado mercado chinês.
Para obter o game, os jogadores na China estão pagando até 50% a mais por consoles desbloqueados vendidos no exterior e levados ao país por contrabandistas, abrindo contas bancárias estrangeiras para comprar itens ou pagando por uma internet mais rápida para acessar os servidores do jogo no exterior.
"Acho que todo mundo é assim. Depois de um período de tempo, você vai querer falar com alguém, conversar com alguém ou sair para algum lugar com alguém. Mas não existem muitas oportunidades durante essa pandemia", disse o tutor chinês, Zhao Tianyu, que comprou um Switch na plataforma de e-commerce Taobao, do Alibaba, de um vendedor externo em fevereiro.
"Este jogo é uma maneira de nos comunicarmos."
Analistas dizem que o jogo foi o que gerou mais expectativa na China de todos os games desenvolvidos fora do país.
Mas alguns aspirantes a jogadores agora precisam usar códigos para encontrar o "Animal Crossing" à venda online depois que o ativista de Hong Kong Joshua Wong usou o jogo para criticar Pequim, provocando uma repressão do continente às vendas ilegais do game.
O jogador Liu Jici, de 25 anos, disse que joga cerca de oito horas por dia. "É como na vida real. Apesar da quarentena, ainda posso sair com meus amigos."
A Nintendo disse na quinta-feira (7) que "Animal Crossing: New Horizons" atingiu um recorde de 13,4 milhões de unidades vendidas nas primeiras seis semanas após o lançamento em março, e que a crescente demanda pelo Switch ajudou o lucro do quarto trimestre fiscal a triplicar.
A Nintendo vende o console na China desde dezembro de 2019 por meio de uma parceria com a gigante chinesa Tencent, mas os aparelhos contêm um bloqueio que impede que os jogadores se conectem a servidores no exterior.
Há pouca expectativa de que o governo chinês relaxe a posição em a isso ou aprove rapidamente a venda de "Animal Crossing" no país, pois o jogo se tornou um foco de tensões políticas depois de ser usada como ferramenta de ativismo político contra Pequim.
Em abril, Wong postou uma captura de tela de sua ilha no Twitter decorada com um banner dizendo: "Free Hong Kong, revolution now" ("Libertem Hong Kong. Revolução agora").
Logo depois disso, cópias do jogo e mercadorias com temas relacionados foram retirados das plataformas de e-commerce do mercado cinza da China.
"Nós tentamos ao máximo transformar uma ilha em um local de protesto", disse Wong à Reuters.
Agora, os jogadores da China continental precisam procurar o jogo usando códigos e isso gerou mais frustração entre a maioria, que afirma que apenas realiza atividades mundanas no game e não políticas, como vestir seus avatares de desenhos animados.
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Violão de Kurt Cobain usado no ‘Unplugged’ do Nirvana terá preço inicial de US$ 1 milhão em leilão
D-18E usado pelo vocalista no show de 1993 tem apenas 301 cópias no mundo. Kurt Cobain canta no 'Unplugged' do Nirvana, em 1993 Divulgação O violão que Kurt Cobain usou durante a gravação do famoso show de 1993 do Nirvana "Unplugged" será leiloado nos dias 19 e 20 de junho em Los Angeles, com um preço inicial estimado em US$ 1 milhão. O violão semiacústico que será colocado à venda pela Julien's é um modelo raro. O D-18E, fabricado pelo luthier americano Martin, tem apenas 302 cópias. A de Cobain é de 1959. O violão cumpria as regras do programa "Unplugged" no canal americano MTV, que queria que os artistas convidados usassem apenas instrumentos acústicos ou semiacústicos. O show "Unplugged", gravado em Nova York em 18 de novembro de 1993, aconteceu no auge do Nirvana, a banda de rock mais emblemática dos anos 1990, que cristalizou em torno deles um movimento musical, o grunge.
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Criador do meme ‘double rainbow’ morre aos 57 anos
Causa da morte não foi divulgada, segundo 'Variety'. Paul L. Vasquez, conhecido na internet como Yosemitebear, ficou famoso por vídeo com sua reação a um arco-íris duplo em 2010. Paul L. Vasquez, criador do meme double rainbow, no Parque Nacional de Yosemite Reprodução/Instagram/yosemitebear62 O criador do meme 'double rainbow', Paul L. Vasquez, morreu neste sábado (8), aos 57 anos. A causa da morte não foi divulgada, segundo o site da revista "Variety". Vasquez, também conhecido na internet como Yosemitebear, ficou famoso em 2010 por causa de um vídeo de sua reação maravilhada a um arco-íris duplo. Veja abaixo. Em seu perfil no Facebook, ele comentava que se sentia doente e afirmava que sofria com problemas para respirar. Na terça-feira (5), ele publicou que tinha feito o exame para o novo coronavírus, mas que não tinha tido febre.
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Discos para descobrir em casa – ‘Ando só numa multidão de amores’, Maysa, 1970
Capa do álbum 'Ando só numa multidão de amores', Maysa, 1970 Antonio Guerreiro ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Ando só numa multidão de amores, Maysa, 1970 ♪ “Me deixe só / Errada, complicada / Não posso a tua paz / De nada me adianta a tua voz / Me cansa o teu perdão”, desabafou Maysa em 1970, em tom suplicante, no canto falado que abriu – sobre base orquestral – a gravação de Me deixe só, parceria da cantora e compositora com Roberto Menescal. Música então inédita, Me deixe só soou como recado certeiro de Maysa Figueira Monjardim (6 de junho de 1936 – 22 de janeiro de 1977) no penúltimo álbum da artista, Ando só numa multidão de amores, disco de título bandeiroso, reproduzido de verso de poema do britânico Dylan Thomas (1914 – 1953). Marcando a volta de Maysa ao universo musical mais tradicional dos primeiros discos da artista, o álbum Ando só numa multidão de amores foi lançado em 1970 pela gravadora Philips sem a repercussão a que merecia essa estrela movida a paixão, matéria-prima do canto grave. Produzido por Roberto Menescal, com arranjos divididos entre Menescal e Luiz Eça (1936 – 1992), o disco legou para a posteridade a expressiva capa em cuja reticulada foto em preto e branco de Antonio Guerreiro (1947 – 2019) sobressaíram os olhos verdes da cantora, dois “oceanos não pacíficos”, como caracterizara o poeta Manuel Bandeira (1886 – 1968) ao versar sobre a caudalosa correnteza existencial de Maysa. Voz dissonante da quatrocentona elite paulistana, a indomada cantora de origem carioca quebrara tabus sociais e familiares na década de 1950 ao se lançar como cantora e compositora, tendo sido a primeira mulher a debutar no mercado fonográfico do Brasil com álbum inteiramente autoral, Convite para ouvir Maysa (1956). Numa época em que colegas contemporâneas como Dolores Duran (1930 – 1959) tiveram que transpor obstáculos para se impor como compositoras no universo machista da indústria do disco, Maysa chegou ao mundo da música com voz própria, expondo desilusões e solidões em repertório dominado pelo samba-canção, gênero melodramático pela própria natureza. O álbum Ando só numa multidão de amores rebateu nessa tecla em repertório enquadrado em tradicional moldura orquestral. Embora o samba-canção Molambo (Jayme Florence e Augusto Mesquita, 1953) tenha propagado trégua após tormenta conjugal, na gravação que abriu o disco, Ando só numa multidão de amores resultou num dos álbuns mais tristes e angustiados de Maysa. Um álbum em que a cantora exprimiu a solidão cotidiana que, na vida real, vinha tentando diluir em doses regulares de cigarro e álcool. Dentro desse universo dolente, pautado pela ausência de afeto, a lembrança do bolero Yo sin ti – standard do cancioneiro do compositor e pianista mexicano Arturo Castro – fez todo sentido em repertório lacrimoso. Na medida exata da emoção, sem pecar por excessos de interpretação, Maysa fez cair tanto Chuvas de verão (Fernando Lobo, 1949) como Três lágrimas (Ary Barroso, 1941), samba-canção abordado pela cantora com pungente delicadeza, em amostra de que a artista sabia dosar com precisão a paixão entranhada na voz encorpada. O arranjo de Luiz Eça resultou perfeito ao alternar piano, violão e orquestra, mudando o clima na medida em que Maysa recordava cada uma das três lágrimas. Ao dar voz à canção Assim na terra como no céu (Roberto Menescal, Nonato Buzar e Paulinho Tapajós), música da trilha sonora da homônima novela exibida pela TV Globo de julho daquele ano de 1970 até março de 1971, a cantora manteve a introspecção dominante no álbum Ando só numa multidão de amores, mas elevou brevemente o tom ao vislumbrar janela entreaberta para escapar da solidão. Essa luz logo foi encoberta pela escuridão da noturna faixa seguinte, Eu (1968), um dos títulos menos conhecidos do cancioneiro dos irmãos Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, também autores de Que eu canse e descanse, então inédito samba-canção da dupla, também gravado por Marcos naquele ano de 1970. Outro samba-canção, este enevoado pelo abolerado arranjo orquestral, Suas mãos (Pernambuco e Antonio Maria) manteve pesado o clima desse álbum, embora o canto dosado de Maysa amenizasse esse peso. A atmosfera foi desanuviada pela suavidade da interpretação em inglês de Bonita (Antonio Carlos Jobim, Gene Lees e Ray Gilbert, 1964), eco da incursão de Maysa pelo universo da bossa nova no álbum O barquinho (1961). A bossa também ecoou, fora de hora, no fim do arranjo de Resposta (Maysa, 1956), samba-canção do autoral primeiro álbum da cantora. A regravação soou sintomática 14 anos após o registro original. Não, ninguém conseguiria calar a chama de Maysa, nem mesmo quando ela abrandou o canto ao mergulhar em As praias desertas (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958) e muito menos quando, sete anos depois do álbum de 1970, fatal desastre de carro tiraria a cantora definitivamente de cena. Maysa disse o que pensava, fez o que gostava e cantou aquilo em que acreditava, caso de Quando chegares (1960), o samba-canção de Carlos Lyra que encerrou o álbum Ando só numa multidão de amores em clima aconchegante. A interpretação acariciante da cantora simbolizou facho de esperança de que a chegada do amor amado iria por fim (temporário…) à solidão entranhada neste bonito disco de 1970 que, ouvido e posto em perspectiva 50 anos após o lançamento, somente reitera que, não, nunca vai passar a chama da errante, “complicada” e imortal Maysa.
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‘Friends’: Reunião de elenco dá preferência a gravação presencial para evitar evento remoto
Produção do episódio especial foi adiada por causa da pandemia do novo coronavírus. Elenco de 'Friends' Divulgação Fãs podem ter que esperar até o segundo semestre do ano para a antecipada reunião do elenco da série "Friends" em programa especial, já que executivos da HBO Max aguardam para filmar diante de uma audiência ao vivo em vez de gravar a antecipada reunião remotamente, com os astros em quarentena. Robert Greenblatt, diretor da WarnerMedia Entertainment, que está lançando o serviço de streaming HBO Max no dia 27 de maio nos Estados Unidos, disse nesta segunda-feira (11) que acredita que valerá a pena esperar até que o programa em edição única e sem roteiro pudesse ser filmado da maneira tradicional. A reunião, sonhada pelos fãs por anos, seria uma das atrações de lançamento da HBO Max, mas a pandemia do novo coronavírus paralisou as produções em Hollywood antes que o especial pudesse ser gravado. "Estamos esperando para conseguir finalizar esse especial, talvez até o final do verão. Acreditamos que há uma valor em se ter uma audiência barulhenta ao vivo presenciando a reunião desses seis grandes amigos", disse Greenblatt à revista "Variety" em entrevista. "Nós não queremos fazê-lo de repente em uma chamada virtual, ou em seis quadrados com pessoas gravando de suas cozinhas e quartos", acrescentou Greenblatt.
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