Discos para descobrir em casa – ‘Momento de amor’, Elizeth Cardoso, 1968
Capa do álbum 'Momento de amor', de Elizeth Cardoso Humberto Franceschi ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Momento de amor, Elizeth Cardoso, 1968 ♪ Morta há exatos 30 anos, Elizeth Cardoso (16 de julho de 1920 – 7 de maio de 1990) deixou discografia extensa, marcada pela classe vocal dessa cantora carioca que entrou em cena em 1936 e que gravou o primeiro disco em 1950. Momento de amor – álbum lançado pela artista em 1968 através da gravadora Copacabana – é um dos exemplos mais bem-acabados do rigor estilístico de Elizeth, cuja alta categoria vocal lhe rendeu a contragosto a alcunha de Divina. Derivado da conexão da artista com o Zimbo Trio nos anos 1960, o álbum Momento de amor foi produzido pelo recentemente falecido baterista desse trio paulistano de samba-jazz, Rubens Antonio Barsotti (1932 – 2020). Outro vértice do Zimbo Trio, o baixista Luiz Chaves (1931 – 2007) dividiu com o pianista e maestro Cyro Pereira (1929 – 2011) a criação dos majestosos arranjos orquestrais do álbum, fiéis ao estilo tradicional do canto de Elizeth. Tais orquestrações por vezes embutiram harmoniosos arranjos vocais que embelezaram as gravações de músicas como Pra você (Silvio Cesar, 1965), instante luminoso do álbum. Momento de amor foi disco que refletiu a ausência de vaidade de Elizeth na escolha de repertório – traço determinante nos 40 anos de carreira fonográfica dessa cantora que nunca se preocupou em saber se uma composição era ou não inédita para decidir se a gravaria ou não. Tanto que, entre as 11 músicas do álbum Momento de amor, somente duas eram inéditas em disco. As novidades do álbum – Canto de partir e a música-título Momento de amor – eram de autoria do pianista e compositor Adylson Godoy. Ambas seguiram o tom melodramático do álbum, também exemplificado pela gravação do samba-canção Razão de viver (Eumir Deodato e Paulo Sérgio Valle, 1965). Só que o melodrama sempre soou sem excessos no canto depurado de Elizeth Cardoso. A Divina sabia atingir o ponto exato do melodrama, sem jamais ter passado desse ponto por conta da combinação precisa de técnica e emoção. Alocada na abertura do álbum, a magistral gravação de Derradeira primavera (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962) mostrou tal habilidade e se impôs instantaneamente como momento antológico da trajetória da cantora. Derradeira primavera floresceu com a mesma classe com que Chuva (Durval Ferreira e Pedro Camargo, 1965) caiu lindamente na segunda faixa do álbum. Por ter sido lançado em 1968, ano tropicalista em que as guitarras já amplificavam a música brasileira após ignorar as barricadas nacionalistas, Momento de amor já veio ao mundo como disco antigo, associado à era do rádio e aos tempos idos que projetaram Elizeth Cardoso. Contudo, o álbum Momento de amor flagrou Elizeth já atenta aos sinais da renovação da música brasileira. Cantora do tipo eterna, Elizeth sempre resistiu à tentação de soar moderna. O que jamais a impediu de dar voz a compositores então emergentes nos quais identificava um apego às tradições da música brasileira. Em Momento de amor, Elizeth escolheu músicas de Chico Buarque e Edu Lobo para o repertório do álbum – dois compositores, não por acaso, dissociados da revolução tropicalista ainda em curso naquele ano de 1968. Chico – de quem Elizeth já gravara Sonho de um Carnaval (1965) em single editado em 1966 – marcou dupla presença em Momento de amor com duas composições tristonhas. Elizeth iluminou Lua cheia (1967) – parceria de Chico com Toquinho, lançada no ano anterior – e acertou com precisão o tom melancólico de Carolina (1967). De Edu Lobo, Elizeth acertadamente escolheu Pra dizer adeus, desiludido samba-canção composto por Edu com letra do poeta Torquato Neto (1944 – 1972) e em sintonia com o clima melodramático do disco, evidenciado já pelos títulos de músicas como a menos sedutora Tristeza de amar (Luiz Roberto e Geraldo Vandré, 1964). De todo modo, foi sintomático que Elizeth tenha aberto e fechado o álbum Momento de amor com músicas de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980). Se Derradeira primavera abrira o disco, Insensatez (1961) o fechou, reiterando a vocação de Elizeth Cardoso para dar voz às canções do amor demais sem jamais perder a classe que fez da Divina uma das maiores cantoras do Brasil de todos os tempos.
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Lives de hoje: Manu Gavassi, Péricles, Beto Barbosa e mais shows para ver em casa
Nesta quinta-feira (7), Norah Jones, Céu e Araketu também fazem transmissões e Pitty fala sobre disco 'Admirável Mundo Novo'. Veja horários. Manu Gavassi, Péricles e Beto Barbosa fazem lives nesta quinta-feira (7) Divulgação Manu Gavassi, Péricles e Beto Barbosa estão entre as principais lives desta quinta-feira (7). A primeira live de Manu após o "BBB20" vai ter cover de "Don't Start Now", da Dua Lipa. Veja mais detalhes da live, que Manu Gavassi antecipou ao G1. O disco "Lança Perfume", de Rita Lee, vai ser discutido em um bate-papo com Mel Lisboa, Pedro Bial, Rita Cadillac, Ronnie Von. A mediação é de Guilherme Samora. Já Pitty fala sobre "Admirável Mundo Novo" em live de aniversário do disco. AGENDA DA SEMANA: Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo e Marília Mendonça cantam nesta semana Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Sofi Tukker – 14h – Link Alejandro Sanz – 15h30 – Link Norah Jones – 17h – Link Alinne Barros – 18h – Link Cazasuja (Festival DoSol Sessions) – 18h – Link Araketu – 18h30 – Link Céu (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Manu Gavassi – 19h – Link Nath Rodrigues convida Chico César – 19h – Link Pitty – 19h – Link Bate papo sobre o disco "Lança Perfume" de Rita Lee com Mel Lisboa, Pedro Bial, Rita Cadillac, Ronnie Von e mediação de Guilherme Samora – 19h30 – Link Beto Barbosa – 20h – Link Bonde das Maravilhas – 20h – Link Péricles – 20h – Link André Abujamra (Cultura em Casa) – 21h30 – Link DJ Rennan da Penha e MC Rebecca – 22h – Link Terry Crews e família (Happy at Home: #OneCommunity LIVE) – 22h – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives
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Banda Vespas Mandarinas apronta o álbum ‘Cala a boca já morreu’
♪ Com capa que expõe arte criada por Luca Bori (integrante da banda Vivendo do Ócio), o álbum Cala boca já morreu_ao vivo tem lançamento programado para o segundo semestre deste ano de 2020. Trata-se do quarto álbum da banda paulistana Vespas Mandarinas, cuja atual formação é centrada somente na figura do vocalista e guitarrista Thadeu Meneghini. Com 13 faixas, o disco foi gravado pelas Vespas Mandarinas em formato de power trio com Meneghini ao lado da baixista Helena Papini e do baterista Peu Lima. A baixista Débora Cristian figura como convidada da música Carranca. Além de Carranca, o repertório do álbum Cala boca já morreu_ao vivo inclui as músicas Cobra de vidro, E não sobrou ninguém – escolhida para ser o primeiro single – e Santa Sampa. Programado para ser lançado na sexta-feira, 8 de maio, o single inicial E não sobrou ninguém apresenta música composta por Thadeu Meneghini com letra de Adalberto Rabelo Filho, escrita com inspiração em famoso texto do escritor e dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898 – 1956), comumente reproduzido com adaptações em redes sociais. As 13 faixas do disco foram captadas em apresentações feitas pela Vespas Mandarinas na cidade de São Paulo (SP) de março a outubro de 2019. O álbum Cala boca já morreu_ao vivo foi finalizado sem overdubs e sem auto-tune, de acordo com Thadeu Meneghini, com o objetivo de apresentar com fidelidade o espírito da banda no palco.
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Nova obra de Banksy mostra enfermeira como heroína
Pintura do artista de rua apareceu no Hospital da Universidade de Southampton, no sul da Inglaterra. Obra de Banksy mostra um menino que tem nas mãos uma heroína: uma enfermeira Reprodução / Twitter / Banksy Uma nova obra de Banksy mostra a gratidão britânica pelos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (NHS) durante a crise do coronavírus. O desenho mostra um menino que escolheu o boneco de uma enfermeira como super-heroína, e não o boneco do Batman ou do Homem-Aranha. A pintura do artista de rua apareceu no Hospital da Universidade de Southampton, no sul da Inglaterra, na quarta-feira (6). Uma imagem da obra também foi publicada na página de Instagram de Banksy, com a legenda “Quem Vira o Jogo”. A executiva-chefe do hospital, Paula Head, disse: “tenho muito orgulho de revelar esta obra de arte incrível, criada por Banksy, como um agradecimento a todos que trabalham com e para o NHS e o nosso hospital”. “Um pano de fundo inspirador para parar e refletir nesta época sem igual”, acrescentou ela no Twitter. Não se trata do primeiro trabalho de Banksy inspirado pela Covid-19. Em abril, ele publicou imagens de seus ratos de estêncil característicos correndo enlouquecidos em um banheiro acompanhadas pelo comentário: “Minha esposa odeia quando eu trabalho em casa”. A nova pintura ficará exposta no hospital até depois do fim do isolamento e depois será leiloada para ajudar instituições do NHS, de acordo com a rede BBC.
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Atriz e radialista Daisy Lúcidi morre de Covid-19 no Rio
Artista tinha 90 anos e estava internada em um hospital da rede particular desde o dia 25 de abril. Além de interpretar diversos papéis em novelas, comandou um programa de rádio por mais de 46 anos e foi eleita vereadora e deputada estadual. Daisy Lúcidi Márcio de Souza/TV Globo Atriz Daisy Lúcidi morre aos 90 anos, vítima de Covid-19 A atriz e radialista Daisy Lúcidi, de 90 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (7). Ela estava internada com Covid-19 no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio, desde o dia 25 de abril. Lúcidi integrou o primeiro elenco de atores da Rádio Globo e fez sua estreia na TV em 1960. Como radialista, comandou, durante 46 anos, o programa “Alô Daisy”, na Rádio Nacional. Foi ainda vereadora e deputada estadual no Rio. Sua última participação em novelas da Globo foi em “Geração Brasil”, em 2014. FOTOS relembram a carreira da atriz; veja Famosos lamentam a morte da atriz O neto da atriz, Luiz Claudio Mendes, publicou uma mensagem em uma rede social relembrando a festa de aniversário de 90 anos da artista no ano passado e agradece a todos pelas mensagens recebidas pela família. "Nesse momento de dor para tanta gente no mundo e tão triste também para nossa família, nos confortamos em saber que ela teve uma vida plena e feliz, cheia de amor, vitórias e realizações, e que seu legado sempre estará presente entre nós!", diz um trecho da mensagem. Estreia nos palcos aos 6 anos de idade Daisy Lúcidi Mendes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 10 de agosto de 1929. Seus pais, Clarice Lopez e Quinto Lúcidi, eram de origem portuguesa e italiana. Bem humorada e vaidosa, era divertida mesmo quando queria parecer ranzinza. Descobriu cedo o talento para a interpretação. Foi acompanhando seu pai nos ensaios de um curso de teatro amador que conquistou seu primeiro papel, aos 6 anos de idade, na peça “Nuvem”, de Coelho Neto, no teatro Dulcina, no Rio. Em 1941, foi contratada para integrar o elenco infantil da Rádio Tupi. O convite veio do diretor, Teófilo de Barros Filho, durante um concurso de interpretação. Atriz Daisy Lúcidi morre aos 90 anos de Covid-19 no Rio de Janeiro Com a inauguração da Rádio Globo no fim de 1944, passou a fazer parte da equipe de atores das radionovelas já no início de 1945. Foi também na rádio que conheceu seu companheiro, o jornalista esportivo Luiz Mendes, que, à época, comandava o programa “Alô, Rio”. Não demorou até que a Rádio Nacional, mais importante emissora da época, a chamasse para integrar seu elenco, o que aconteceu em 1953. Participou de séries e novelas de sucesso, que posteriormente foram adaptadas por Janete Clair para a Globo. Na TV, sua estreia aconteceu em 1960, participando de uma minissérie dirigida por Janete Clair, na extinta TV Rio. A primeira novela na Globo foi o “Homem Proibido”, em 1967. Também trabalhou em “Supermanoela” (1974), “Bravo” (1975) e o “Casarão” (1976). Carol Macedo, Daisy Lúcidi e Mariana Ximenes durante gravações da novela 'Passione', de 2010 João Miguel Júnior/TV Globo Carreira no rádio: ‘Alô Daisy’ ficou 46 anos no ar Embora tenha atuado no teatro, na televisão e no cinema, foi no rádio que se realizou. Depois de consagrar-se como atriz de radionovelas, passou a comandar um programa próprio, em 1971 na Rádio Nacional. “Meu negócio é o rádio, que é a minha paixão”, dizia. “Alô Daisy” ficou 46 anos no ar e denunciava os problemas do quotidiano da cidade. Daisy Lúcidi TV Globo A política e a volta à Globo Ainda na década de 70, Daisy Lúcidi deixou a carreira de atriz para se dedicar à política, após insistência da então deputada federal pelo Arena, Lygia Lessa Bastos. Foi vereadora e deputada estadual durante 18 anos no Rio. Mas a vocação artística falou mais alto e 31 anos depois, ela voltou a atuar. A volta à Globo, foi em 2007, em “Paraíso Tropical”, a convite de Gilberto Braga, autor da novela, que soube por amigos que Daisy Lúcidi tinha deixado a política. Como a encrenqueira síndica Iracema, ela reconquistou a simpatia do público. Daisy Lúcidi com Mariana Ximenes em cena de Valentina e Clara em "Passione" Divulgação/TV Globo Mesmo em papéis difíceis, ganhava elogios pela interpretação. Em “Passione” (2010), novela de Silvio de Abreu, Daisy viveu a dissimulada Vó Valentina, que explorava as duas netas. A atriz achava graça no sucesso da sua primeira vilã e dizia, rindo, que ia acabar apanhando nas ruas por causa das maldades da personagem. Em 2013, fez uma participação em “Tapas & Beijos”. A última novela na Globo, foi “Geração Brasil”, em 2014. Lúcidi dizia que não pensava em parar e que tinha muito amor pela profissão. “Não há nada melhor que fazer o que se gosta e receber o carinho do povo.” Daisy Lúcidi era viúva do jornalista esportivo Luiz Mendes, com quem foi casada por 64 anos. A atriz, que teve um filho também já falecido, deixa três netos e quatro bisnetas. Initial plugin text
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Madonna diz que foi contaminada por coronavírus durante turnê em Paris: ‘Não estou doente neste momento’
Cantora revelou que ficou doente há sete semanas e se disse agradecida por poder apoiar a pesquisa para cura da doença com doação de US$ 1,1 milhão. Madonna no clipe de 'God control' Reprodução / YouTube Uma semana após revelar ter anticorpos do coronavírus em seu "diário da quarentena", Madonna revelou ter sido contaminada com a doença durante sua última turnê em Paris, entre o final de fevereiro e o começo de março. “Não estou doente neste momento", escreveu a cantora de 61 anos. "Quando você testa positivo para anticorpos isso quer dizer que você teve o vírus, como eu claramente tive quando fiquei doente no final de minha turnê em Paris há sete semanas", reiterou em seu post no Instagram, onde tem mais de 15 milhões de seguidores. Initial plugin text A estrela também revelou que, além dela, vários artistas que faziam parte do espetáculo também apresentaram sintomas da doença, mas ninguém suspeitou que pudesse estar contaminado com a Covid-19. No primeiro show da turnê "Madame X" em Paris, em 22 de fevereiro, a cantora subiu no palco com três horas e meia de atraso, gerando especulações na época sobre sua saúde e problemas técnicos na emblemática sala Grand Rex, que abrigou o evento. "Todos pensávamos que tivéssemos uma gripe muito forte. Graças a Deus estamos todos saudáveis e bem agora", comemorou. Os últimos quatro shows da turnê de Madonna em Paris, no início de março, tiveram de ser cancelados. Na época, o governo francês anunciou a proibição de espetáculos e eventos com grandes aglomerações para tentar evitar a propagação do coronavírus. Initial plugin text Doação de US$ 1,1 milhão para vacina contra a Covid-19 Madonna publicou a mensagem junto a um print de uma matéria publicada pelo site Interesting Engineering sobre a arrecadação mundial de fundos realizada, nesta semana, pela Comissão Europeia para o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. A artista americana participou da iniciativa doando US$ 1,1 milhão. No total, a coleta angariou 7,4 milhões de euros com doações de governos, filantropos, organizações e celebridades. "Sou grata por poder apoiar a pesquisa para encontrar a cura para a Covid-19!", afirma a rainha do pop. A cantora também explica no post que seu objetivo, com a publicação, era "esclarecer as coisas para pessoas que preferem acreditar em manchetes sensacionalistas". Vários rumores sobre o estado de saúde de Madonna ganharam espaço em sites de celebridades nos últimos dias depois que ela publicou um misterioso vídeo em sua conta no Instagram, junto com a legenda "Diário da Quarentena". A exemplo de Madonna, várias outras personalidades anunciaram nas redes sociais terem sido contaminadas pelo coronavírus, como o ator Tom Hanks, a cantora Pink, o cantor Sam Smith e a escritora J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter. Na esfera política, a doença não poupou o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e da Rússia, Mikhail Michustine. Além deles, o princípe Charles e o príncipe Albert de Mônaco também testaram positivo à Covid-19.
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Daisy Lúcidi; Relembre carreira da atriz em FOTOS
Artista tinha 90 anos e estava internada em um hospital do Rio de Janeiro desde o dia 25 de abril com Covid-19. Daisy Lúcidi na novela 'Paraíso Tropical', de 2007 Rafael França/Globo Candê (Vera Holtz) e Valentina (Daisy Lúcidi) em cena da novela "Passione" Alex Carvalho Daisy Lúcidi com Mariana Ximenes em cena de Valentina e Clara em "Passione" Divulgação/TV Globo Kate Lyra , Daisy Lucidi e Luis Mendes durante festa de lançamento da novela "Passione" Bob Paulino/TV Globo Daisy Lúcidi na novela 'Paraíso Tropical', de 2007 Renato Rocha Miranda/Globo Kelly (Carol Macedo) e Valentina (Daisy Lúcidi) em cena de "Passione" Renato Rocha Miranda/TV Globo Daisy Lucidi no papel de Valentina durante cena da novela Passione Estevam Avellar/Globo Clara (Mariana Ximenes) e Valentina (Daysi Lúcidi) durante gravações da novela 'Passione', de 2010 TV Globo/Divulgação Dayse Lúcidi (terceira da esquerda para direita) posa para foto com as cantoras Carmélia Alves, Ellen de Lima e Adelaide Chiozzo na Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, em julho de 2004 Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo Daisy Lucidi com Lucilia de Assis e Yoná Magalhães em cena de "Paraíso Tropical" TV Globo / Willian Andrade Carol Macedo, Daisy Lúcidi e Mariana Ximenes nos bastidores de "Passione", 2010 João Miguel Júnior/Globo Daisy Lúcidi em cena de "Paraíso Tropical" TV Globo / Renato Rocha Miranda Adriano Garib e Daisy Lúcidi em "Passione", 2010 Estevam Avellar/Globo Nildo Parente e Daisy Lúcidi em "Paraíso Tropical", 2007 Márcio de Souza/Globo Rogéria e Daisy Lúcidi em "Paraíso Tropical", 2007 Fabrício Mota/Globo Rubens de Falco e Daisy Lúcidi em "Supermanoela", 1974 Acervo/Globo Daisy Lúcidi e Irene Stefânia em "Supermanoela", 1974 Acervo/Globo Daisy Lúcidi em "Supermanoela", 1974 Acervo/Globo Daisy Lúcidi em 'Supermanoela', de 1974 Acervo/Globo Daisy Lúcidi em "O Casarão", 1976 Acervo/Globo Daisy Lúcidi em Supermanoela, 1974 Acervo/Globo
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Milton Nascimento e Criolo apresentam gravações regidas por Arthur Verocai
Feitas em 2018, as duas faixas inéditas com o maestro complementam o lote de músicas do EP 'Existe amor'. ♪ Milton Nascimento e Criolo lançam na sexta-feira, 8 de maio, Existe amor, o já anunciado EP com quatro gravações inéditas feitas pelos artistas com produção de Daniel Ganjaman. Além das duas músicas gravadas com o toque virtuoso do pianista Amaro Freitas e já previamente lançadas em singles, Não existe amor em SP (Criolo, 2011) e Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972), o disco Existe amor apresenta duas gravações feitas pelos artistas em 2018 com regência de Arthur Verocai. Capa do EP 'Existe amor', de Milton Nascimento e Criolo Divulgação Compositor, instrumentista, arranjador e maestro carioca, Verocai tem atuação relevante na música brasileira desde os anos 1960. No EP Existe amor, o artista se juntou a Milton e a Criolo em abordagens até então inéditas de Dez anjos – parceria de Milton com Criolo lançada na voz de Gal Costa no álbum Estratosférica (2015) – e de O tambor, composição de Verocai com Criolo, gravada originalmente pelo rapper com o maestro no último álbum de Verocai, No voo do urubu (2016).
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Luiz Gabriel Lopes se faz presente com disco de canções que refletem afetos da quarentena
Projetado na banda Graveola, artista mineiro lança EP de voz e violão gravado em Portugal, onde está confinado, enquanto finaliza o quarto álbum solo. Capa do EP 'Presente', de Luiz Gabriel Lopes Arte de Joana Ziller Resenha de EP Título: Presente Artista: Luiz Gabriel Lopes Gravadora: Pequeno Imprevisto Cotação: * * * 1/2 ♪ “Vai ser melhor amanhã / Tudo vai passar por nós / A gente vai ser mais feliz / Vai sim”, prevê Luiz Gabriel Lopes nos versos finais da inédita composição autoral Minha irmã. Canção afetuosa interpretada em forma de acalanto, em gravação de concisos um minuto e 15 segundos, Minha irmã abre o EP Presente com mensagem de esperança enviada à irmã pelo cantor, compositor e violonista mineiro, diretamente de Portugal, mais precisamente de Quinta do Anjo, onde o artista está confinado em isolamento social para se proteger da pandemia do covid-19. Embora já esteja finalizando o quarto álbum solo de estúdio, sucessor de Mana (2017), Lopes aproveitou a quarentena para gravar Presente, EP caseiro, editado pelo selo paulistano Pequeno Imprevisto, cujo elenco inclui nomes da cena indie nacional como Gustavo Galo. Disponível para download e/ou streaming na plataforma Bandcamp desde 4 de maio, data do 34º aniversário de Luiz Gabriel Lopes, Presente é disco de voz e violão em que o artista – ex-integrante da banda mineira Graveola e o Lixo Polifônico e desde 2018 na banda Rosa Neon – recorre a músicas novas e antigas para refletir emoções advindas da quarentena. Recomeçaria, canção composta há anos pelo artista e até então nunca gravada, encontra no disco Presente pleno sentido atual por versar sobre o eterno recomeço da vida após ruínas existenciais. Já Lembrete (Luiz Gabriel Lopes, Chicó Do Céu e Gustavito Amaral, 2014) – música pescada no repertório da banda Graveola e revivida em gravação de quatro minutos – também se ajusta ao momento presente. “Meu amigo reconheça / O barco que nos leva é um / E o sol que nos aquece a voz e o coração / É bem maior do que esse medo”, lembra o cantor através de versos que reverberam o tom afetivo e esperançoso do EP, programado para ser lançado em todas as plataformas de áudio na segunda-feira, 11 de maio. Os laços fraternos são reforçados na faixa final, Amigo, canção de autoria de tia do artista, Socorro Oliveira. A letra desse hit familiar é espécie de carta endereçada pela autora ao pai de Lopes em busca de notícias. Por falar de saudade, a canção Amigo também se alinha com o tom de Presente, EP em que Luiz Gabriel Lopes prioriza a crueza essencial da voz e do violão para mandar recados do mundo confinado de lá, Portugal, e também pedir de notícias de amigos e familiares, reforçando a corrente do bem que une o mundo no enfrentamento da pandemia do covid-19.
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Daisy Lúcidi: famosos lamentam morte da atriz
Artista tinha 90 anos e estava internada desde o dia 25 de abril com Covid-19. Daisy Lúcidi Márcio de Souza/TV Globo Famosos e familiares usaram suas redes sociais para lamentar a morte de Daisy Lúcidi nesta quinta-feira (7). A atriz de 90 anos estava internada desde o dia 25 de abril no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, em Copacabana. Daisy foi diagnosticada com Covid-19. Cau Mendes, neto da atriz, fez um depoimento emocionante, relembrando um pouco da vida e carreira da avó, a quem chamava de mãe. FOTOS "Semana passada, apesar de toda precaução que estávamos tendo com ela, minha avó passou mal. A caminho do hospital disse pra minha irmã: “Não se preocupe não minha filha, não peguei essa doença”. Ironia do destino… Seu forte amor pela vida, o motor que sempre a moveu, não a fazia enxergar a dura realidade dos números e a levou falsamente a acreditar que a morte não era opção. Mas, infelizmente já com 90 anos, dessa vez estava enganada, foi vencida pela frieza das estatísticas e por uma doença terrível que alguns loucos irresponsáveis teimam em querer minimizar." "Nesse momento de dor para tanta gente no mundo e tão triste também para nossa família, nos confortamos em saber que ela teve uma vida plena e feliz, cheia de amor, vitórias e realizações, e que seu legado sempre estará presente entre nós!" Atriz Daisy Lúcidi morre aos 90 anos de Covid-19 no Rio de Janeiro Veja depoimentos de famosos em homenagem a Daisy Lúcidi: Carol Macedo, atriz “A senhora faz parte da minha história. Foi uma delícia estar com você, que mesmo após o trabalho, o afeto continuou. Tão carinhosa, tão elegante, tão preocupada. Totalmente diferente da ‘velha porca’! Que Deus abençoe e acalme os corações da família. Que os espíritos de luz lhe recebam com muito carinho, pois a senhora merece. Com amor, cabritinha.” Carol Macedo faz homenagem para Daisy Lúcidi Reprodução/Instagram Beth Goulart, atriz "Perdemos hoje Daisy Lúcidi, uma pessoa iluminada, generosa, talentosa. Trabalhamos juntas em 'Paraíso Tropical' e pude conhecê-la melhor. Era um ser humano especial, inteligente, amorosa, de personalidade firme sempre pronta a ajudar e aprender, excelente radialista. Teve durante muitos anos seu programa na rádio Nacional ajudando muita gente com sua voz e atitude. Grande amiga, que Deus te ilumine na nova morada, descanse em paz." Initial plugin text Leiloca Neves, cantora e ex-integrante do grupo As Frenéticas "A querida Daisy Lúcidi foi encontrar Luiz Mendes e meu saudoso amigo Junior. Radio-atriz, radialista, deveria estar no Guiness: durante 40 e tantos anos apresentou seu programa de rádio ‘Alô Daisy’, ao vivo! Lutou semanas com Covid-19. Agora liberta. Muita força para toda a família que eu amo." Initial plugin text Rosamaria Murtinho, atriz (em depoimento ao RJ1) "Todos nós estamos tristes, um beijo para a família dela e todos os amigos que ela conquistou durante esse tempo que ela passou aqui na terra." Initial plugin text Odilon Wagner, ator (em depoimento ao RJ1) "Daisy Lúcidi foi uma mulher sempre à frente do seu tempo. Tive a oportunidade, o privilégio de trabalhar com ela em seu último trabalho no teatro, em 2017. Todo mundo era apaixonado por ela, sempre disposta. Era sempre a primeira a levantar a mão para qualquer iniciativa que a gente colocasse à sua frente." Babi Xavier, atriz e apresentadora "É com muita tristeza que comunico que o vírus venceu mais uma vida. Uma que eu conhecia, convivi e admirava, da nossa atriz e radialista Daisy Lúcidi, que estava com 90 anos de história. Sempre ativa e radiante, que Deus a receba em seus braços! Receba nossas orações." Initial plugin text Cau Mendes, neto de Daisy Lúcidi Initial plugin text Daisy Lúcidi Reprodução/Facebook/Luiz Claudio Mendes Daisy Lúcidi com o marido, Luiz Mendes Reprodução/Facebook Initial plugin text
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