Lady Gaga, BTS e Barack Obama participarão de formaturas virtuais nos EUA
Eventos online vão substituir encerramento tradicional do ano letivo nos Estados Unidos. Lady Gaga no Metropolitan Museum of Ar, em 2019t REUTERS/Andrew Kelly O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, a cantora Lady Gaga e a banda coreana BTS são algumas das dezenas de celebridades e autoridades que participarão de cerimônias virtuais de formatura em 2020. Os eventos substituirão o encerramento tradicional do ano letivo nos Estados Unidos, interrompido pela quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus. Obama, juntamente com a esposa, Michelle, comandará duas formaturas anunciadas nesta terça-feira (5). Em um evento multimídia de uma hora intitulado "Graduando-se Juntos", que será transmitido no dia 16 de maio em várias redes de televisão, Obama falará a formandos do ensino médio e refletirá sobre a pandemia de coronavírus. Em outro evento batizado de "Cara Turma de 2020", que será organizado pela iniciativa Reach Higher, de Michelle Obama, e transmitido online em 6 de junho, o ex-presidente se juntará a nomes como Malala Yousafzai, paquistanesa que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, a banda sul-coreana BTS, Lady Gaga e a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice para homenagear formandos de todo o país. Initial plugin text Entre as outras celebridades que participarão dos dois eventos estão a jogadora de futebol Megan Rapinoe, os Jonas Brothers, o músico Bad Bunny e a cantora Alicia Keys. Escolas e faculdades dos EUA fecharam em meados de março por causa da epidemia de coronavírus, privando os estudantes de eventos e discursos emblemáticos de maio e junho que assinalam o encerramento de sua educação formal. O presidente Donald Trump disse no mês passado que planeja fazer o discurso de formatura da Academia Militar de West Point, em Nova York, pessoalmente, no dia 23 de maio. Outras alternativas já em preparação incluem um podcast chamado "Formatura: Discursos para a Turma de 2020" no dia 15 de maio no qual Hillary Clinton, Jimmy Fallon, John Legend e Eli Manning estarão entre as cerca de duas dezenas de personalidades que compartilharão sua sabedoria com os graduados.
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Zeca Pagodinho vai realizar live de Dia das Mães no domingo (10)
Além do cantor, Zezé Di Camargo & Luciano e Edson & Hudson também farão transmissões de comemoração. Zeca Pagodinho se apresentou no Jockey Club como parte das comemorações do aniversário de 61 anos do artista Divulgação/Murilo Tinoco Zeca Pagodinho vai realizar uma live de Dia das Mães em seu canal no YouTube e em seu perfil no Instagram no domingo (10). A transmissão começa às 13h e terá uma hora e 15 minutos com alguns de seus maiores sucessos. Initial plugin text No começo de abril, o cantor havia explicado o motivo pelo qual não fazia lives. "Então, meus fãs, estou aqui. Queria poder tocar um samba, mas não sei tocar, não tem quem toque." O cantor será seguido de transmissões realizadas por Edson & Hudson, às 14h15, Daniel, às 15h45, e Zezé Di Camargo & Luciano, às 19h.
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Discos para descobrir em casa – ‘A vida é mesmo assim’, Angela Ro Ro, 1984
Capa do álbum 'A vida é mesmo assim', de Angela Ro Ro Frederico Mendes ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – A vida é mesmo assim, Angela Ro Ro, 1984 ♪ Em 1984, quando Angela Ro Ro lançou o álbum A vida é mesmo assim, a artista carioca já tinha ardido publicamente na fogueira das paixões, das manchetes escandalosas de jornais sanguinolentos e dos tribunais populares tão implacáveis como as redes sociais deste ano de 2020. É fato que a cantora, compositora e pianista andara elevando o tom, como reconheceria no título do esmaecido álbum posterior de 1985, Eu desatino, sexto e último título da fase áurea e regular da discografia de Angela Maria Diniz Gonçalves. Tanto desvario impactou a qualidade da produção autoral da compositora e, consequentemente, a carreira fonográfica dessa cantora que debutara no mundo do disco em 1979 com Angela Ro Ro, um dos melhores primeiros álbuns de todos os tempos da música brasileira. Por ter apresentado aliciante conjunto de canções autorais que irmanaram o lamento desesperado do blues, a atitude do rock, o suingue do boogie e a melancolia dramática do samba-canção na voz rouca da cantora, o álbum Angela Ro Ro tornou a artista eternamente refém desse início glorioso. Ro Ro nunca bisou a coesão da estreia fonográfica nos dez posteriores álbuns de estúdio que lançou entre 1980 e 2017. Dentro desse contexto, o álbum A vida é mesmo assim – o quinto da cantora – pairou acima da média de Ro Ro após 1979. Ouvido 36 anos após a edição original, fica claro que o álbum – produzido por Antonio Adolfo com a própria Angela Ro Ro – se conservou interessante, sem soar datado, pecado de muitos discos gravados nos anos 1980. Talvez porque, como arranjador, Adolfo jamais se lambuzou dos recursos do tecnopop daquela década. Além de ter dado forma ao disco, Antonio Adolfo foi parceiro de Ro Ro na composição de Hino, música mística que fechou o álbum A vida é mesmo assim sem solo vocal da cantora, mas com a letra de tom humanista amplificado pelo coro de 14 vozes (inclusive a da própria Angela) arregimentadas para a faixa de clima épico. Como compositora, Ro Ro reacendera o brilho inicial com Fogueira, canção que Maria Bethânia lançara no ano anterior no álbum Ciclo (1983). Com o toque sensível do violão ovation e da guitarra de Ricardo Silveira, a gravação de Ro Ro preservou a melancolia entranhada na bela canção em arranjo pautado pelo intimismo. Da safra autoral reunida pela compositora no álbum A vida é mesmo assim, Fogueira foi destaque ao lado da também tristonha Gata, moleque, ninfa – uma das mais inspiradas canções de Ro Ro, curiosamente nunca regravada pela autora e por nenhum intérprete. Ficou esquecida nesse disco de 1984. Conduzido pelo sopro de naipe de metais, o fox-título A vida é mesmo assim abriu o álbum e mostrou a artista com o mesmo lampejo de inspiração que saltou aos ouvidos em Isso é para a dor, música de Ro Ro gravada pela autora em flerte com o flamenco e também abordada pela cantora Rosa Marya Colin naquele mesmo ano, em gravação do obscuro álbum Cristal (1984). Já a afogueada Librear – música que Ro Ro teria feito para Gal Costa – foi exemplo de que a obra da compositora já perdera a coesão inicial, em que pese a verve da letra. Talvez por essa razão o álbum A vida é mesmo assim tenha trazido no repertório cinco músicas de lavras alheias, veículos para Ro Ro se exercitar como a (grande) intérprete que sempre foi. Uma cantora que sempre mostrou pleno entendimento do que gravou, seja música própria ou de outros. Entre as cinco incursões por territórios alheios do álbum A vida é mesmo assim, a soberania ficou com a canção Nenhum lugar, uma das melodias mais lindas da compositora Sueli Costa. Canção poeticamente letrada por Tite de Lemos (1942 – 1989), Nenhum lugar ficou inexplicavelmente esquecida no quinto álbum de Ro Ro, jamais tendo sido regravada. Ainda bem que o registro de Ro Ro resultou preciso. Inclusive pelo arranjo de Antonio Adolfo, cujo piano pareceu emular o toque personalíssimo do piano de Ro Ro. Sem falar que Paulo Moura (1932 – 2010) soprou no solo de saxofone toda a dor conjugal da personagem da canção de Sueli e Tite. A dor de amor de Nenhum lugar reverberou em Opus 2 (Antonio Carlos e Jocafi, 1977), outra música que se ajustou perfeitamente ao canto quente de Ro Ro. Já o samba-canção Você não sabe amar (Dorival Caymmi, Carlos Guinle e Hugo Lima, 1950) perdeu densidade em gravação que exemplificou a habilidade de Antonio Adolfo para dar ar atual à canção antiga sem fazer do arranjo um pastel sonoro. Em contrapartida, o humor soou rarefeito no álbum A vida é mesmo assim. Duas músicas inéditas de Leo Jaime – Sucesso sexual, parceria com o miquinho Leandro Verdeal, e Hot dog, versão de Hound dog (Jerry Leiber e Mike Stoller, 1953) que virou típico boogie de Ro Ro – surtiram pouco efeito no bom conjunto do disco. Talvez porque a labareda de Angela Ro Ro sempre tenha chegado mais alto, alcançando os corações, quando a artista ardeu na fogueira das paixões. Fogueira que a cantora conseguiu reacender no álbum A vida é mesmo assim.
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Carregador de caixão dançarino de Gana celebra memes, mas lamenta pandemia: ‘Derrubou meu negócio’
Repórter da BBC volta a entrevistar líder de grupo após vídeo que virou meme. Carregador de caixão dançarino de Gana celebra memes, mas lamenta pandemia: 'Derrubou meu negócio' BBC Você provavelmente já viu os carregadores de caixão dançarinos de Gana. O vídeo, originalmente publicado na BBC, em 2017, virou meme e se espalhou nas redes sociais, principalmente após o início da pandemia de coronavírus no mundo. Muitos usaram a piada para alertar sobre os cuidados necessários para se proteger. "As pessoas me ligaram para dizer. 'Olha, o seu vídeo está sendo usado na internet, nas redes sociais, em todos os lugares. Ele viralizou'", conta, hoje, Benjamin Aidoo, o líder do grupo. O jornalista da BBC Sulley Lansah, que fez a reportagem original, voltou a reencontrar Aiddo, que teve que suspender o trabalho por causa do coronavírus. "Esta pandemia derrubou meu negócio. Tive que paralisar tudo." Veja no vídeo.
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Lives de hoje: Gaab, Hungria Hip Hop, Steve Aoki e mais shows para ver em casa
Nesta quarta-feira (6), Os Travessos, Rincon Sapiência, Sofi Tukker e Dave Matthews Band também fazem transmissões. Veja horários. Gaab, Hungria Hip Hop e Steve Aoki são destaques nas lives desta quarta-feira (5) Divulgação/Reprodução_Instagram/Joe Scarnici/Getty Images North America/AFP Gaab, Hungria Hip Hop e Rincon Sapiência estão entre os destaques de lives desta quarta-feira (6). O Dj americano Steve Aoki também faz transmissão no festival Happy at Home: #OneCommunity LIVE do TikTok. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Konai – 12h – Link Sofi Tukker – 14h – Link Sandra de Sá – 16h – Link Sepultura – 16h – Link Gaab – 17h – Link Os Travessos – 18h30 – Link Hungria Hip Hop – 19h – Link Ayrton Montarroyos e Edmilson Capelupi (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Xamã – 19h – Link Tributo a Aldir Blanc com Alice Caymmi, Bruna Moraes, Leila Pinheiro, Maria Rita, Moacyr Luz e Zélia Duncan – 19h30 – Link Batista Lima – 20h – Link Dave Matthews Band exibe shows diferentes toda quarta-feira – 21h – Link Conrado e Aleksandro – 21h – Link Rincon Sapiência (Cultura em Casa) – 21h30 – Link Jabbawockeez (Happy at Home: #OneCommunity LIVE no Tiktok) – 22h Steve Aoki (Happy at Home: #OneCommunity LIVE no Tiktok) – 23h O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives
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Ciro Pessoa deixa obra feita com a determinação com que saiu dos Titãs em 1983
Morto em decorrência do covid-19, artista foi coautor de sucessos como 'Sonífera ilha' e 'Homem primata', além de ter sido mentor de bandas como Cabine C. ♪ OBITUÁRIO – Cantor, compositor e guitarrista paulistano, Ciro Pessoa (12 de junho de 1957 – 5 de maio de 2020) escreveu capítulo decisivo na própria história de vida ao decidir sair do grupo Titãs em 1983. Consta que Ciro defendeu som mais roqueiro e pesado para a banda, da qual tinha sido um dos fundadores, e resolveu sair por detectar nos demais integrantes dos Titãs a tendência de fazer som mais heterogêneo com a leveza quase pop da New Wave. A gota d'água teria sido um embate de Ciro com André Jung, baterista da formação original do grupo. Ciro Pessoa saiu dos Titãs antes de a banda chegar ao estrelato em 1984. Contudo, o artista jamais ficaria dissociado inteiramente do grupo paulistano pelo simples fato de ser um dos compositores – em parceria com Branco Mello, Marcelo Fromer (1961 – 2001), Tony Belloto e Carlos Barmarck – de Sonífera ilha (1984), primeiro sucesso dos Titãs. Música desde então presente na memória afetiva dos que seguiram os Titãs já na década de 1980, Sonífera ilha permaneceria sendo o maior sucesso do cancioneiro autoral de Ciro, parceiro de Branco Mello em músicas infantis e de Edgard Scandurra, além de ser coautor de Homem primata (Ciro Pessoa, Marcelo Fromer, Nando Reis e Sergio Britto, 1986), outro hit do repertório dos Titãs. Contudo, Ciro Pessoa morreu – na madrugada de terça-feira, 5 de maio, a pouco mais de um mês de completar 63 anos, em decorrência de complicações decorrentes de infecção pelo covid-19 adquirida quando tratava de câncer – e deixou obra que foi além da conexão do artista com os Titãs. Basta lembrar que Ciro foi o mentor da atualmente cultuada Cabine C, banda de pós-punk associada (à revelia do artista) ao universo do rock gótico. Fundada por Ciro em 1984, um ano após ter saído dos Titãs, a Cabine C sofreu diversas mutações até sair de cena em 1987. Na formação mais visível, o grupo gravou e lançou em 1986 o primeiro e único álbum da discografia, Fósforos de Oxford, editado pela RPM Discos, a megalomaníaca gravadora aberta pela banda RPM no auge do poder financeiro. Dissolvida a Cabine C, o ex-Titãs fundou nova banda, Ciro Pessoa e seu Pessoal, também conhecida como CPSP e voltada para som mais pop do que o rock sombrio da banda antecessora de Ciro. Outros grupos – como Ciro Pessoa & Ventilador e como Flying Chair (a última banda do músico, formada em 2016) – se sucederam na trajetória pavimentada por Ciro Pessoa por vias alternativas do mercado, com a mesma determinação que o artista demonstrara em 1983 quando decidiu sair dos Titãs, deixando Sonífera ilha para trás.
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‘Valorant’ lembra ‘Overwatch’ na teoria, mas é mais parecido com ‘Counter-Strike’; G1 jogou
Primeiro grande game da Riot desde ‘League of Legends’ começou testes fechados no Brasil nesta terça-feira (5). Quando a Riot anunciou o desenvolvimento de "Valorant", seu novo jogo de tiro em primeira pessoa com heróis, foi difícil não lembrar de "Overwatch", game que deu origem a esse subgênero. Depois de enfrentar algumas partidas, no entanto, é fácil perceber que ele na verdade parece muito mais com um "Counter-Strike". O novo grande projeto da desenvolvedora, responsável por "League of Legends", deu início a seu período de testes fechados no Brasil nesta terça-feira (5) com mais foco na tática, e menos nos poderes. Leva um tempo para pegar a estratégia e o ritmo do jogo, principalmente para quem ainda tem o game da Blizzard em mente. Sair para o confronto direto é uma boa maneira de morrer rapidamente e assistir ao resto do time tentar vencer a rodada. Depois de algumas mortes em poucos segundos fica claro que o caminho para a vitória em "Valorant" é bem diferente. Veja trailer de gameplay de 'Valorant' 5 contra 5 No game, os jogadores são separados em dois times e controlam os agentes, soldados especiais de diferentes países com habilidades únicas e equipamentos futuristas, que podem ser acionados ao longo da partida. As semelhanças com "Overwatch" ficam por aí. Isso porque esses poderes são limitados e podem ser usados poucas vezes. Além disso, com raras exceções, aquele que for abatido só volta ao fim da rodada. No único modo disponível até o momento, as equipes se alternam nos papéis de ataque e defesa. Enquanto uma deve acionar uma bomba em locais específicos, os outros tentam impedir. Em 'Valorant', agentes se enfrentam em times de cinco Reprodução Há também um tempo antes de cada rodada no qual cada um pode usar créditos obtidos para comprar suas armas, divididas em diferentes categorias. Isso seria o bastante para merecer uma lembrança de "Counter-Strike", mas as semelhanças ficam ainda mais fortes nos combates. Cada tiro conta de verdade. Como apenas um personagem por enquanto consegue curar os demais, e pode fazê-lo poucas vezes, é preciso tomar cuidado com o dano tomado. Em 'Valorant', agentes se enfrentam em times de cinco Reprodução Poder estratégico Assim, as partidas são muito menos caóticas do que no jogo da Blizzard. Elas podem até parecer menos divertidas para quem assiste, algo que pode ser determinante para o futuro de "Valorant" em uma comunidade que gosta cada vez mais de ver transmissões de seus jogos favoritos, mas tornam a vitória ainda mais gratificante. Ao mesmo tempo, mesmo com a limitação são as habilidades que levam o game além de mais um exemplar de tiro tático. Afinal, para isso já existem dezenas — como o já mencionado "Counter-Strike" ou "Rainbow Six Siege". Com "Valorant", a Riot tenta provar que consegue seguir em frente, depois de anos dedicada a "LoL", um dos jogos mais populares do mundo. Pelo menos por enquanto, ela está no caminho certo. Em 'Valorant', agentes se enfrentam em times de cinco Reprodução
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Babu Santana quer fazer ‘turnê pelas favelas’ do Brasil e fala sobre parcerias: ‘Paizão tá facinho’
Plano é para momento pós-quarentena. No isolamento, ator e ex-BBB está focado na música. 'Tudo que estiver envolvido na black music me interessa', diz ao G1. Babu Santana saiu do "BBB20" com mais planos do que entrou. No começo, o objetivo era usar o cachê do programa para pagar dívidas, mas rendeu planos em diferentes frentes e um deles é uma "turnê pelas favelas" de cada capital do Brasil. "Não só por conta do programa, por ser oriundo da favela, eu acho que ali que está meu público, é o público que eu quero alcançar", afirma o ator em entrevista ao G1. "Várias pessoas falaram 'a gente também te apoiou', mas eu sei que o principal apoio veio das favelas. Tenho certeza disso", continua. Babu conta que pretende dar o nome da turnê de "Muito Obrigada", para deixar claro a intenção de agradecer todo o apoio que recebeu no programa. Ele ficou em quarto lugar nesta edição. "Quero passar a mensagem de que ninguém pode dizer não para você, no sentido de que você não é capaz, é o público que eu quero levar a mensagem de 'acredite nos seus sonhos'". Por conta da carreira como ator, a música sempre esteve presente em sua vida, mas foi virar um assunto mais profissional depois que interpretou Tim Maia na cinebiografia do cantor carioca, em 2014. Tanto que antes de entrar no "BBB20", ele já tinha os singles "Soul África" e "Sou Babu" gravados. As músicas foram lançados só depois que ele entrou no programa por uma questão burocrática, mas foi em um bom momento para a campanha do ator do programa. Os planos do top 5 do 'BBB20' para depois do programa "Acho que estou indo para música mais para me divertir um pouco. Me diverte muito, me tira da zona de conforto, sabe?", explica. Outra razão para o foco na música agora é o isolamento por conta do coronavírus. "Com essa questão da quarentena, a gente vai chegar mais fácil nas pessoas através da música", conta. "Os encontros virtuais proporcionam isso". Ele está organizando uma live com a banda, mas ainda não definiu a data. Babu no 'BBB20' Reprodução/Globo Babu diz que também está preparando um álbum e que vai seguir no estilo das duas primeiras músicas. "Vamos fazer samba, vamos fazer reggae, vamos fazer de um tudo, tudo que estiver envolvido na black music me interessa". Parcerias dos sonhos Enquanto se organiza entre uma entrevista e outra, Babu também contou que o estudo virou parte da sua rotina. "Estamos pesquisando, roteirizando clipes, estou aqui fervoroso que agora vou começar aula de voz para cada vez mais atender esse público da música de uma forma mais contundente", conta. Quando perguntado sobre parcerias dos sonhos, Babu dispara: "Ih, tem tempo essa entrevista?" e ri. Anitta, que torceu por ele no 'BBB', Iza, Péricles, Seu Jorge, Gabriel Moura e os amigos do Nós do Morro são citados logo em seguida. "Enfim, quem quiser o paizão, paizão tá facinho, cara", diz deixando no ar o convite para todo mundo. Ao sair da casa, ele foi convidado pelo produtor carioca Papatinho para gravar uma música com o rapper L7nnon. "Tá na mão deles, eu sei que eles são digitais, bem rápidos, então daqui a pouco a música está aí na rua para todo mundo curtir", diz. Papatinho convidou Babu para gravar uma música com o rapper L7nnon, logo que o ator saiu do 'BBB20' Reprodução/Instagam/Papatinho
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Shows drive-in: Dinamarca, Noruega e Alemanha fazem eventos com fãs em carros
Prática comum no passado vira alternativa para driblar aglomeração de pessoas. Cantor dinamarquês Mads Langer faz show em drive-in durante pandemia de coronavírus Divulgação Para driblar as aglomerações de pessoas – e as restrições impostas por governos para combater o novo coronavírus-, produtores culturais têm recorrido a uma prática antiga: os drive-ins (eventos para se aproveitar dentro dos carros). Na Noruega, a banda de hip hop Klovner I Kamp fez show para um público dentro de carros com uma vaga de estacionamento de distância. A estrutura do palco, com luzes e fumaça, lembrava a de grandes concertos para multidões dançantes, como eles costumavam fazer. Na Dinamarca, o cantor e compositor de pop-rock Mads Langer fez uma versão mais compacta, comandando violão e teclado sozinho no palco para carros igualmente organizados com um espaço entre eles em todas as direções. Depois dos shows, o movimento inspirou DJs de música eletrônica. Na Alemanha, uma casa noturna fez três edições de raves drive-in e teve os ingressos esgotados para todas. Os eventos na Escandinávia ocorreram no fim de abril. E as raves na Alemanha, no começo de maio. Se seguirem a mesma linha, é provável que aconteçam outros eventos semelhantes pelo continente durante os meses de maio e junho. Eles podem ajudar a amenizar os prejuízos de artistas e casas de shows durante a pandemia de coronavírus, mas servem apenas para abrigar eventos de pequeno e médio porte. No Brasil, quem já busca essa alternativa são os cinemas. Em Brasília, o cine drive-in aproveitou um decreto do governo distrital que liberava seu funcionamento no dia 24 de abril para reabrir as portas no último final de semana. O decreto proíbe apenas a venda de comida dentro do local. E é o único do Brasil a funcionar durante esse período. No litoral de São Paulo, uma rede de cinemas e um shopping de Praia de Grande se unem para abrir um drive-in improvisado no estacionamento do estabelecimento. O governo de São Paulo não tem uma lei que aborde os drive-ins. Outros cinemas do estilo no estado estão parados. Initial plugin text O que dizem os médicos? O G1 ouviu três médicos epidemiologistas para entender se a reunião de tantas pessoas, mesmo dentro de carros, pode causar a transmissão do vírus. A resposta não é tão simples e nem consensual. Os especialistas defendem que apenas pessoas que dividam a mesma casa podem estar no mesmo carro. Não é recomendável abrigar amigos, conhecidos ou parentes que não morem na mesma casa. Estar dentro do carro também não anula os cuidados básicos para a prevenção do coronavírus: uso de máscara e higienização das mãos com álcool gel. Para Leonardo Weissmann, médico consultor da Sociedade Brasileira de Epidemiologia, drive-ins não são indicados para os países que têm registrado aumento nos casos de Covid–19, doença causada pelo novo coronavírus. O Brasil, que registrou o recorde de 600 mortes em um dia nesta terça (5), é um deles, segundo o médico. Mas mesmo em países com poucos casos, ou que já tenham passado pelo pico de contágio, ainda é recomendado o distanciamento social, defende. É muito difícil que o vírus passe pelo ar de um carro para outro, diz Oliver Nascimento, médico e professor da disciplina de pneumologia da escola paulista de medicina da Universidade Federal de São Paulo. “Mas dentro do carro, a distância mínima não é cumprida. Se uma pessoa estiver fora do carro, vendendo comida ou oferecendo outros serviços, já oferece risco”, ele diz. André Ribas, epidemiologista da Faculdade São Leopoldo Mandic, diz que não vê problemas neste tipo de evento. “Se os carros mantiverem um espaço pequeno do vidro aberto, para que haja circulação de ar, as eventuais partículas de aerossol não conseguem entrar.”
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Escritor de ficção científica Blake Crouch diz que pandemia do coronavírus dá uma ideia do que é viver distopia
Autor de ficção científica fala ao G1 sobre "Recursão", que será adaptado para cinema e TV pelas mãos de Shonda Rhimes ("How to get away with murder"). O escritor Blake Crouch está acostumado a imaginar mundos em que as regras de sempre não valem mais, onde há possibilidades fantásticas e também cenários apocalípticos. Isso não o preparou, no entanto, para o choque provocado pelo aparecimento do novo coronavírus. "Mais do que qualquer coisa, eu me sinto abalado ao viver dentro desta crise, ao viver essa montanha-russa emocional", diz Crouch em entrevista ao G1. "Acho que não saber como se ajustar ao cenário que se formou [com a pandemia] é, até agora, o mais difícil. Escrevi sobre vários personagens que vivem tempos extraordinários. Tem um pouco de fascinante vivenciar emoções que poderiam ser de um deles." As impressões sobre a atual crise mundial guardam semelhança com o que experimentam os personagens de suas duas últimas obras, "Matéria escura" e "Recursão". Os protagonistas dos dois livros têm em comum o fato de serem arremessados para versões diferentes de suas próprias vidas. Os dois títulos foram sucessos que aumentaram o cacife de Crouch como um dos nomes de destaque da ficção científica atual, ao abordar ciência em ritmo de thriller. "Matéria escura" bebe nas possibilidades da física quântica e "Recursão" imagina a memória como um caminho para voltar no tempo e refazer, literalmente, a vida. O escritor de ficção científica Blake Crouch Divulgação/Jesse Giddings Além de lidar com problemas científicos complexos, seus personagens atravessam narrativas em que revisitam traumas pessoais e encaram recomeços. "Acho que esse aspecto é tão importante, se não mais, do que a parte de tentar incursões na ciência de forma séria." Crouch também costuma construir "cliffhangers" (expectativa para o que vai acontecer depois na narrativa), que chamaram a atenção de Shonda Rhimes ("How to get away with murder") e de Matt Reeves (o diretor do próximo Batman). Os dois vão trabalhar na versão para as telas de "Recursão". Fascínio e terror O escritor norte-americano, de 41 anos, vê com um misto de fascínio e terror as descobertas científicas anunciadas e o avanço rápido da tecnologia nos dias de hoje. "Com a divisão do átomo e a ameaça existencial com o desenvolvimento de superinteligências, a humanidade atingiu um ponto de sua evolução em que consegue criar tecnologias com o potencial de nos guiar a uma nova fase do nosso progresso ou nos aniquilar totalmente. Descobrir qual caminho vamos escolher, e por que, é na minha opinião a questão mais urgente do nosso tempo." Permaneço otimista. A luta no mundo não será sobre o bem contra o mal, e sim sobre mente aberta versus medo" Um dos personagens principais de "Recursão" é um empreendedor ambicioso que quer desenvolver uma máquina para localizar memórias. Crouch nega que o CEO da Tesla, Elon Musk, tenha sido a inspiração. "Não ele em particular, mas sim magnatas da tecnologia em geral", diz o escritor, sem convencer muito. "Há algo temeroso em bilionários com QIs robustos brincando com tecnologias poderosas e inimagináveis só porque têm dinheiro e meios para isso. Nesse ponto da nossa evolução, a humanidade parece ter uma crise de identidade, que tem uma questão central." Nós somos criações ou criadores? Ou ambos? Não é dizer que Elon Musk não possa ser a força motriz por trás de um grande avanço para a humanidade, algo que nos leve à próxima fase de nossa existência – seja lá o que isso for. Mas essa força-motriz precisa de ter altas doses de humildade, cautela e sabedoria" Os problemas de voltar no tempo "Recursão" imagina o dilema ético de voltar no tempo (por exemplo, uma semana ou horas atrás), ter o poder de evitar tragédias, mas provocar uma espécie de "efeito borboleta" que desarranja todo o resto. "O mais importante a considerar nessa questão", diz Crouch, ao se colocar no problema dos seus protagonistas, "é o impacto de consequências não desejadas". "Por mais que gostaríamos de mudar elementos horríveis do nosso passado para tornar o nosso presente um lugar melhor, a lógica da realidade não funciona assim. Se você puxa um fio, mesmo com a melhor das intenções, é impossível assegurar que você não estará levando essa linha temporal para um cenário bem mais terrível depois." O projeto desenvolvido por Rhimes e Reeves para a Netflix se estrutura primeiro com um filme que depois se desdobra em uma série. O desdobramento dela será justamente feito das múltiplas linhas do tempo a partir do que acontece no filme. Crouch, no espírito de sua ética da volta no tempo, diz que prefere não interferir no projeto. "Vou deixar Shonda e Matt decidirem o caminho da adaptação. Está em boas mãos."
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