Autoajuda escandinava: Como livros que vendem felicidade nórdica viraram best-sellers
Obras com 'segredos' da Dinamarca, Suécia e Noruega estão entre as mais vendidas nos EUA e no Reino Unido. Estilo pode ajudar a lidar melhor com isolamento social. Bem-estar escandinavo envolve meias quentinhas, luzes, velas, doces e conforto Gpointstudio/Cultura Creative/Cultura Creative via AFP Noruega, Suécia e Dinamarca têm mais em comum do que estarem no norte da Europa, as temperaturas por volta dos 5ºC e a renda per capita acima de U$ 50 mil. A "felicidade nórdica" é um conceito, que ganhou nomes como Hygge (Dinamarca) e Koselig (Noruega). Ganhou também a capa de livros de autoajuda, defendendo momentos de aconchego e bem-estar entre amigos e família. Nos últimos anos e em tempos de crise como a da pandemia da Covid-19, essa autoajuda escandinava ganhou força com dicas de decoração e de estilo de vida. Como esses países têm baixas temperaturas e passam boa parte do ano sem a luz do sol, as pessoas ficam muito tempo em casa. Nórdicos sofrem dos efeitos físicos e emocionais disso. O conceito pode ser uma chave para lidar com o isolamento gerado pela pandemia da Covid-19 . Novo fenômeno literário? Os livros sobre o segredo dinamarquês da felicidade começaram a ser publicados em 2016. No ano seguinte, já começaram a aparecer entre os mais vendidos no Reino Unido. “O livro do hygge: O segredo Dinamarquês para ser feliz”, de Meik Wiking, virou best-seller no início de 2017. "A gente não tem só que medir nossa riqueza por meio da economia, mas também pela felicidade", explica Wiking ao G1. "Assim, podemos saber como é o bem-estar real de um país." Só na Amazon, há mais de 40 títulos sobre o Hygge. "Hygge – O Segredo Dos Dinamarqueses Para Uma Vida Feliz Em Qualquer Lugar", de Wiking, "O Segredo da Dinamarca", de Helen Russell, e "Hygge: O Segredo Dinamarquês para a Felicidade", de Maya Thoresen, foram traduzidos para o português. Arte/G1 Izabel Aleixo, editora da Leya, foi a responsável pela versão brasileira de “O segredo da Dinamarca”. Para ela, esse filão tem potencial para ir bem no Brasil: "É distante da nossa realidade por ser a Europa, mas estamos em uma tendência de pessimismo em relação ao país." Livros de autoajuda costumam ocupar o topo das listas de mais vendidos. Nos primeiros meses de 2020, três deles estavam no top 5. Finlândia, Dinamarca, Noruega e Islândia ocuparam, nesta ordem, as posições de países mais felizes do mundo no Relatório Mundial da Felicidade, de 2019. Ele leva em conta "medidas de bem-estar subjetivas" e variáveis sobre as condições econômicas e sociais. Mas o caminho dos livros que vendem essa felicidade nórdica pode não ser tão fácil. “Muita gente acha que é mais fácil ser feliz na Dinamarca ou na Suécia pela condição sócio-econômica, então acaba passando direto”, admite Izabel. O que são o Hygge e o Koselig A felicidade não é uma exclusividade da Dinamarca ou da Noruega. Mas embaixadores e especialistas dos dois países garantem que o que diferencia os nórdicos do resto do mundo é o empenho em buscá-la. “As pessoas têm Hygge e se divertem em outros países. Mas na Dinamarca, a palavra tem uma conotação específica. Algo muito particular de nossa cultura e importante para os dinamarqueses”, explica Nicolai Prytz, embaixador da Dinamarca no Brasil. A palavra Hygge surgiu na literatura dinamarquesa no começo dos anos 1800. Para os nórdicos, companhia é ingrediente fundamental da felicidade Caia Image/Science Photo Library/NEW/Science Photo Library via AFP Apesar de serem conceitos culturais amplos, o Hygge e o Koselig podem ser traduzidos para dois outros: conforto e simplicidade. Prytz explica que é uma “maneira especial de estar juntos”. “Quando você se diverte, costuma comer e beber na companhia de pessoas queridas. No geral, o aconchego é a expressão das simples alegrias da vida.” O 'Fika' da Suécia Na Suécia, existe um conceito parecido, mas voltado para a refeição: Fika, uma mistura de café da tarde com coffee break, dedicado para café e socialização. Suecos descrevem o Fika como um “tempo de qualidade”. É um momento para se dedicar à refeição e geralmente desfrutado em companhia – de amigos, colegas, familiares ou parceiros. Assim como as refeições Hygge e Koselig”, as “Fika” costumam ter doces, café, bolo e canela. Os escandinavos defendem que o aconchego é um estado de espírito, mas é possível pegar ajuda do mundo material para construí-lo. No caso escandinavo, pelo frio e escuro constantes, há itens essenciais: Velas Doces Café Canela Calorzinho O conceito de felicidade para os escandinavos está ligado à sensação de conforto Gpointstudio/Cultura Creative/Cultura Creative via AFP Segundo Nils Martin Gunneng, embaixador da Noruega no Brasil, há duas maneiras de atingir esse estado (Hygge ou Koselig): A imediata: quando você se percebe em uma situação de Hygge ou Koselig; A induzida: quando você prepara as condições para tornar um momento mais aconchegante. Mas nada disso adianta se não vier acompanhado da consciência de que você está em um desses momentos. Sociedade do bem-estar Para além desses pequenos momentos, as sociedades nórdicas também valorizam o tempo para o bem-estar em detrimento de outras atividades. O trabalho, por exemplo, não ocupa parte integral da rotina diária de uma pessoa. Na Noruega e na Dinamarca, a jornada de trabalho é de 37,5 horas por semana (No Brasil, é de 44 horas). "Lá, é comum que as pessoas saiam cedo do trabalho para buscar os filhos na creche ou na escola sem medo de perder o emprego", conta Izabel Aleixo. Copenhague, na Dinamarca, prioriza o uso de bicicletas Rafael Miotto/G1 O sentido de comunidade contido no Hygge e Koselig também se estende à toda a sociedade. A Noruega foi o país menos desigual do mundo no último relatório da ONU, publicado em 2019 com dados referentes a 2018, seguida por Islândia (6º), Suécia (8º), Dinamarca (11º) e Finlândia (12º). Aí fica mais fácil ser feliz, né? Os países nórdicos também são referência em planejamento urbano. As quatro principais capitais da região – Copenhagen, Estocolmo, Oslo e Helsinque – ocuparam posições de destaque em rankings de cidades com melhor qualidade de vida em 2019. Elas costumam oferecer muitas opções de transporte público, condições para transportes alternativos (como bicicleta, patinete e patins), ofertas de parques públicos bem conservados, além de acessibilidade. Diante de tudo isso, é possível alcançar a felicidade em países que não têm as mesmas condições de vida que os escandinavos? "Você pode dizer que os dinamarqueses estão felizes com suas vidas e as pessoas na América Latina são felizes em suas vidas", diz Wiking. "Para que os latino-americanos sejam mais felizes com suas vidas, fatores como percepção de corrupção, poder escolher seu próprio caminho na vida, ter dinheiro suficiente para sustentar a si próprio e a família precisam melhorar nesses países."
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J.K. Rowling doa 1 milhão de libras para vítimas de violência doméstica afetadas por coronavírus
Doação feita pela autora de 'Harry Potter' também será destinada a entidade que atende desabrigados. 'Em uma crise deste tipo, os mais vulneráveis são os que mais sofrem'. J.K. Rowling Reprodução/Twitter A autora de "Harry Potter", J.K. Rowling, doou 1 milhão de libras (US$ 1,25 milhão ou cerca de R$ 6,85 milhões) para ajudar vítimas de violência doméstica e moradores de rua durante a pandemia do coronavírus, após ela mesma ter apresentado sintomas da doença. A escritora britânica disse que o dinheiro seria dividido entre as caridades Crisis and Refuge, que ajudam desabrigados e vítimas de violência doméstica, respectivamente. "Como sempre em uma crise deste tipo, os mais vulneráveis são os que mais sofrem", ela escreveu no Twitter. A doação ocorre um mês após Rowling, que tem 54 anos e é casada com um médico, dizer que havia se recuperado de uma suspeita de Covid-19 após ficar doente por duas semanas. Initial plugin text Ela disse ter três profissionais de serviços essenciais em sua família imediata e que estava dividida entre “orgulho e ansiedade”. A contribuição de Rowling marcou a mais recente doação de uma celebridade aos esforços de assistência, conforme a pandemia global assola as comunidades mais vulneráveis do mundo, com as Nações Unidas descrevendo o aumento da violência doméstica como uma crescente "pandemia sombria".
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Aldir Blanc, compositor e escritor, morre de Covid-19 no Rio
Ele estava internado no Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel. Blanc é autor de vasta obra musical e literária, como 'O Bêbado e a Equilibrista', 'Resposta ao Tempo' e 'Linha de Passe'. O compositor e escritor Aldir Blanc foi diagnosticado com Covid-19 FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO Aldir Blanc, compositor e escritor, morre de Covid-19 no Rio O compositor e escritor Aldir Blanc, de 73 anos, morreu de Covid-19, na madrugada desta segunda-feira (4), no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Blanc é autor de vasta obra musical e literária, como "O Bêbado e a Equilibrista", feita com João Bosco e eternizada na voz de Elis Regina. Famosos e autoridades lamentam morte de compositor e escritor Veja trechos de obras do compositor e escritor FOTOS: Relembre momentos da carreira de Blanc No dia 10 de abril, o compositor deu entrada na CER do Leblon com infecção urinária e pneumonia, que evoluíram para um quadro de infecção generalizada. Cinco dias depois, a partir de uma campanha de amigos e artistas para conseguir um leito de UTI na rede pública de saúde do Rio, Blanc foi transferido para o Hospital Pedro Ernesto. Na unidade, chegou a apresentar sinais de melhoras, mas como seu estado era muito grave, foi mantido sedado o tempo inteiro. Morre o cantor e compositor Aldir Blanc Aldir Blanc deixa composições que marcaram a vida e a história dos brasileiros. O menino nascido no Estácio, Centro do Rio, era um observador das ruas, poeta da vida e da cidade. Captava a alma do subúrbio. Virou também cronista e em suas histórias revelava paixões, como o bairro de Vila Isabel, onde passou a infância, o time do coração, o Vasco da Gama, e o carnaval. Blanc batizou também um dos mais tradicionais blocos do Rio, o "Simpatia é Quase Amor", que desfila há anos em Ipanema, na Zona Sul. Troca de medicina pela música Aldir Blanc Mendes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 setembro de 1946. Em 1966, ingressou na Faculdade de Medicina, especializando-se em psiquiatria. Em 1973, abandonou o curso para dedicar-se exclusivamente à música, tornando-se um dos mais importantes compositores de Música Popular Brasileira (MPB). Uma de suas canções mais famosas, “O Bêbado e a Equilibrista”, feita em parceria com João Bosco, ficou eternizada na voz de Elis Regina. Outras composições famosas são “Bala com Bala”, “O Mestre-Sala dos Mares”, “De Frente Pro Crime” e “Caça à Raposa”. A obra de Blanc reúne, ainda, dezenas de canções conhecidas, feitas em parceria com outros ilustres artistas, como Moacyr Luz, Maurício Tapajós, Paulo Emílio, Carlos Lyra, Guinga, Edu Lobo, Wagner Tiso, César Costa Filho, Cristóvão Bastos, Roberto Menescal, Ivan Lins, entre outros. O começo Aos 18 anos, Blanc ganhou uma bateria e, pouco depois, formou o grupo Rio Bossa Trio. Em 1968, conheceu o parceiro Sílvio da Silva Júnior. Dois anos mais tarde, a primeira composição da dupla, “Amigo É pra Essas Coisas”, é gravada pelo grupo MPB-4. Na mesma época, ao lado de outros compositores, como Ivan Lins, Gonzaguinha e Marco Aurélio, funda o Movimento Artístico Universitário (MAU), e torna-se conhecido por criar e integrar associações ligadas à defesa dos direitos autorais. É um dos fundadores da Sociedade Musical Brasileira (Sombras) – responsável pela arrecadação de direitos autorais -, da Sociedade de Artistas e Compositores Independentes (Saci) e da Associação dos Músicos, Arranjadores e Regentes (Amar). “Ela”, sua composição em parceria com César Costa Filho, foi gravada por Elis Regina, em 1971. No ano seguinte, a cantora grava “Bala com Bala”, parceria com João Bosco, e a canção “Agnus Sei” é lançada no Disco de Bolso, compacto que acompanha o jornal O Pasquim. Aldir Blanc e João Bosco recebem o Prêmio Shell de Música durante cerimônia e show realizado no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, em novembro de 2004 Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo Em 1973, Elis grava ainda várias outras músicas da dupla Bosco e Blanc, como “O Caçador de Esmeralda” e “Cabaré e Comadre”. Um ano depois, em outro LP, Elis grava outros sucessos da dupla, como “O Mestre-Sala dos Mares”, “Caça à Raposa” e “Dois pra Lá, Dois pra Cá”. E em 1979, “O Bêbado e a Equilibrista”, um dos maiores sucessos de sua carreira. Em 1996, o disco comemorativo “Aldir Blanc – 50 Anos”, em homenagem ao compositor, reuniu várias participações especiais, entre elas, Betinho ao lado do MPB4, Edu Lobo, Paulinho da Viola, Danilo Caymmi e Nana Caymmi. O álbum reúne, também, letras e melodias com Guinga, Moacyr Luz, Cristóvão Bastos e Ivan Lins. Com Bosco, emplacou algumas canções na trilha de abertura de novelas e séries, como “Doces Olheiras” (na novela Gabriela, da TV Globo, em 1975), “Visconde de Sabugosa” (para O Sítio do Pica-Pau Amarelo, em 1977), “Coração Agreste” (em Tieta, de 1979), “Confins” (em Renascer, de 1993), “Suave Veneno” (na novela homônima, de 1999), “Chocolate com Pimenta” (tema de novela homônima, em 2003), “Bijuterias” (para a minissérie “O Astro”, no remake de 2011). O cronista Aldir Blanc Blanc era também cronista, reconhecido pelas bem-humoradas histórias e personagens da Zona Norte do Rio. Publicou vários livros, entre eles "Rua dos Artistas e Arredores" (Ed. Codecri, 1978); "Porta de tinturaria" (1981), "Brasil passado a sujo" (Ed. Geração, 1993); "Vila Isabel – Inventário de infância" (Ed. Relume-Dumará, 1996), e "Um cara bacana na 19ª" (Ed. Record, 1996), com crônicas, contos e desenhos. Contribuiu, ainda, com crônicas para os jornais O Dia, O Estado de São Paulo e O Globo. Initial plugin text
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Aldir Blanc, um cronista lapidar das querelas do Brasil
Parceiro fundamental de João Bosco e Guinga, o compositor carioca morre aos 73 anos e deixa uma das obras mais engenhosas da história da MPB pela escrita feita no fio da navalha. ♪ OBITUÁRIO – Cronista lapidar das querelas do Brasil, Aldir Blanc Mendes (2 de setembro de 1946 – 4 de maio de 2020) deixa o nome eternizado como um dos maiores e mais engenhosos letristas da música brasileira rotulada como MPB ao sair de cena aos 73 anos, na madrugada desta segunda-feira, 4, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ). Projetado a partir de 1972 como parceiro fundamental do mineiro João Bosco, o carioca Aldir Blanc foi compositor que o tempo não poderá esquecer, para citar verso do bolero Resposta ao tempo (1998), criado com Cristovão Bastos e popularizado na voz de Nana Caymmi. Letrista que escreveu com o fio da navalha, Aldir singrou mares da saudosa Guanabara como mestre-sala de versos que reportaram páginas infelizes da história do Brasil e da privacidade de lares nem sempre doces. No cancioneiro de Aldir, o sangue esguichou tanto do corpo estendido no chão – vítima da violência cotidiana da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – como do coração pisoteado por ingratidões e desilusões amorosas. Se Aldir veio ao mundo a fórceps, tirado com aflição da barriga da mãe em parto alongado que deixaria sequelas na mãe (e talvez de forma inconsciente no filho), a entrada no universo da música se deu com naturalidade. Promissor baterista que chegou a integrar o grupo GB-4, Aldir acabou se tornando um letrista cheio de ritmo que acompanhava o suingue das melodias para as quais escrevia versos. A primeira parceria, com Sílvio da Silva Júnior, foi aberta em 1964 e, seis anos depois, gerou o primeiro sucesso do cancioneiro de Aldir, Amigo é pra essas coisas (1970), samba composto em 1968 com melancólica letra escrita em forma de diálogo, difundido nas vozes do grupo MPB4. A partir de 1969, Aldir desenvolveu parceria com César Costa Filho, compositor do qual foi colega no Movimento Artístico Universitário (MAU). Com essa parceria, versos de Aldir ganharam as vozes de cantoras como Clara Nunes (1942 – 1983), Elis Regina (1945 – 1982) – cujo álbum Ela, lançado em 1971, foi batizado com nome de composição da dupla – e Maysa (1936 – 1977). Desentendimento entre os compositores por questões ideológicas ceifou a parceria no auge, em 1971, e levou Aldir a amputar essa parcela do cancioneiro em revisões posteriores da obra. Contudo, a ruptura nem foi sentida pela MPB porque abriu caminho para a parceria que Aldir já desenvolvia com João Bosco – a quem tinha sido apresentado em 1969 por amigo comum – entre encontros nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) e Ouro Preto (MG), cidade do estado natal do cantor mineiro nascido em Ponte Nova (MG) e já então em processo de migração definitiva para solo carioca. Lançada em 1972 no Disco de Bolso em que o jornal O Pasquim apresentou João Bosco ao Brasil com a gravação de Agnus sei, música de contorno barroco à mineira, a parceria de Aldir com Bosco cresceu de tal forma ao longo dos anos 1970 que a dupla se tornaria uma das mais importantes de toda a história da MPB pela força das crônicas afiadas que expuseram as fraturas da sociedade entre delírios cariocas. Atenta aos sinais, Elis avalizou de imediato a parceria ao pôr a artilharia vocal a serviço do samba Bala com bala, lançado pela cantora no álbum Elis (1972). Com tal atitude, a cantora obteve a primazia de ouvir antes a produção profícua da dupla naquela década para escolher o que queria lançar. Em janeiro de 1982, Elis Regina saiu de cena antes da desativação da parceria de Aldir e Bosco. Por razões que permaneceram nebulosas (embora ambos sempre tenham sustentado que o afastamento foi natural…), a produção da dupla começou a se diluir na primeira metade dos anos 1980 até ser interrompida em 1986 com a composição do samba João do Pulo, gravado por Bosco no álbum Cabeça de nego (1986). A retomada do contato aconteceu somente 13 anos depois, em 1999, mas a parceria em si seria reaberta somente em 2005 com a criação do samba Toma lá, dá cá, composto para a abertura da série homônima estreada pela TV Globo em 2007 e nunca registrado em disco. Outras músicas vieram (algumas até ficaram inéditas), mas, em que pese a afinidade entre melodista e letrista, a repercussão popular jamais foi a mesma dos anos 1970, década áurea em que Blanc e Bosco pareceram um só compositor tamanha a afinidade. Médico que abandonou o ofício após a morte das filhas gêmeas em janeiro de 1974, tragédia que traumatizou Blanc e potencializou as estranhezas do temperamento arredio de um artista desde então cada vez mais recluso, o letrista nunca parou no tempo. Na sequência da dissolução do elo musical com João Bosco, Aldir firmou parceria expressiva com o vizinho Moacyr Luz – carioca orgulhosamente suburbano e tijucano como o letrista – a partir da segunda metade dos anos 1980 e, com Guinga, construiu uma das obras mais sofisticadas da música brasileira da década de 1990, propagada na voz da cantora Leila Pinheiro no álbum Catavento e girassol (1996). Mais recentemente, Aldir afiou a pena ao letrar Valhacouto (2019) na abertura da parceria com o sambista paulistano Douglas Germano. Salgueirense boêmio, o letrista radiografou o Rio e o Brasil com poesia crua que conciliou lirismo e aguda consciência social. Por isso, o tempo jamais poderá esquecer Aldir Blanc Mendes, nome fundamental da música popular brasileira.
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Aldir Blanc: Famosos e autoridades lamentam morte de compositor e escritor
João Bosco, João Barone, Maria Rita, Pedro Luís e outros músicos prestam homenagem ao artista nas redes sociais. Compositor desde os anos 1960, Aldir Blanc é autor de uma vasta obra musical e literária. Foto de arquivo de 29/09/2006 do escritor e compositor Aldir Blanc, de 73 anos, que está internado em um hospital municipal na zona sul do Rio com infecção urinária e pneumonia, e uma de suas filhas, Isabel, pede doações para possibilitar a transferência e tratamento do artista. A possibilidade de covid-19 está descartada pelos médicos. FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO João Bosco, Luciano Huck, Maria Rita, João Barone, Pedro Luís e Arnaldo Antunes foram alguns dos que usaram as redes sociais para lamentar a morte de Aldir Blanc. Compositor e escritor, Blanc morreu na madrugada desta segunda-feira (4) no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Ele estava com Covid-19 e seu quadro de saúde era considerado grave. Confira algumas homenagens prestadas por famosos e autoridades nas redes sociais: João Bosco, cantor "Peço desculpas aos que têm me procurado hoje. Não tenho condições de falar. Aldir foi mais do que um amigo para mim. Ele se confunde com a minha própria vida. A cada show, cada canção, em cada cidade, era ele que falava em mim", escreveu Bosco no Instagram. Leia texto na íntegra. Luciano Huck, apresentador "Nos momentos difíceis do país — como agora — resiste na alma brasileira uma esperança equilibrista. Esta foi uma das lições do mestre Aldir Blanc, que partiu hoje. A esperança não há de ser inutilmente, eternizou o compositor de O Bêbado e o Equilibrista. As composições de Aldir deixam um legado artístico precioso. São um tesouro da cultura popular guardado na memória afetiva do país. Como na sua canção-símbolo, o show de todo artista tem que continuar. O céu ganhou um bamba." Initial plugin text Maria Rita, cantora: "'Azar! A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar…'. Aldir, dos mestres maiores, que o sr. descanse em Luz, com a certeza do tanto que nos deixou de legado, amor, senso crítico, arte, cultura. Missão cumprida! Que farra boa o céu vai presenciar!" Initial plugin text Alexandre Nero, ator "Há quase dois anos tivemos o primeiro encontro com ele. Encontro esse 'tramado' pela minha amiga @priscilaprade e a esposa de Aldir, Mari. O motivo dado ao Aldir para nossa 'reunião' era para que ele me autorizasse a trabalhar em toda sua obra, musical e literária, para um futuro espetáculo de teatro-música, e também uma parceria (letra) comigo para meu novo álbum. Fui não só prontamente acolhido por ele, como nossos emails começaram a ser frequentes, semanais. O que ele nunca soube de fato é que, no fundo, fui mesmo nesse encontro para me certificar de que Aldir Blanc existia de verdade. Que não era apenas uma criação do meu imaginário. Fui para ter certeza que aquele homem que escreveu aqueles livros, que fez todas aquelas poesias era mesmo de carne e osso. Saí de lá com minhas expectativas destruídas. Não vi carne. Não havia osso. Aldir era coração inteiro. Só coração. Não havia dentro daquele corpo um só órgão que não fosse somente coração. Estamos estraçalhados com sua ida." "Aldir, obrigado por tudo que fez em vida, por mim e por esse país, que tanto lhe maltratou. E obrigado por tudo que ainda está por vir, pois sua obra ainda fará muito, mesmo o Brasil insistindo diariamente em não querer conhecer o Brasil." Initial plugin text Arnaldo Antunes, músico '"'Rubras cascatas / Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas. Quando morre o autor de um verso como esse, entre tantos outros memoráveis, só nos resta chorar e reverenciar. 'Glória a todas as lutas inglórias'. Viva Aldir Blanc! Initial plugin text Zeca Pagodinho, sambista "Descanse em paz, Aldir! Por aqui, ficaremos com sua poesia! Muita força para a família e para os amigos desse grande compositor." Initial plugin text Gabriel Sater, cantor "Descanse em paz mestre Aldir Blanc. Sua obra e legado permanecerão para sempre." Initial plugin text João Barone, baterista do Paralamas do Sucesso "Deveria ser luto nacional a perda de uma personalidade da envergadura de Aldir Blanc." Davi Moraes, músico "O gênio que além de tudo , fez tantos rubro-negros como eu , amarem uma música que falava do Vasco! Muito obrigado mestre Aldir Blanc. Vá em paz." Initial plugin text Pedro Luís, músico da banda Pedro Luís e a Parede "Ficaremos mais órfãos, nós, fãs de sua imensa obra. Descanse em paz, Aldir. Deixa com a gente seguir aqui nessa batalha. Hoje a tarde cairá como nunca como um viaduto." Initial plugin text Gregório Duvivier, ator "Aldir Blanc casou a palavra à melodia como poucos. Inventou as frases mais bem urdidas da nossa língua. Fica aqui um fio com meus versos preferidos." Initial plugin text Leila Pinheiro, cantora "Coração destroçado, tristeza profunda pela partida do Aldir. Abraço Meri, filhas, netos. Nos abracemos todos, amigos queridos, nessa dor imensa. Que ele descanse na santa paz. Obrigada Aldir por tudo." Initial plugin text Andre Abujamra, cantor e ator Initial plugin text Walcyr Carrasco, dramaturgo e escritor "Deixo aqui meu respeito e admiração ao mestre Aldir Blanc, que nos deixou hoje. Desejo muita força para toda a família e amigos nesse momento. Que Aldir esteja em luz!" Initial plugin text Manno Góes, músico Initial plugin text Cacau Protásio, atriz Initial plugin text Eduardo Suplicy, vereador Initial plugin text Alessandro Molon, deputado federal Initial plugin text Jandira Feghali, deputada federal Initial plugin text Henrique Fontana, deputado federal Initial plugin text Gleisi Hoffmann, deputada federal Initial plugin text Acadêmicos do Salgueiro Initial plugin text
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Aldir Blanc morre aos 73 anos; FOTOS
Compositor e escritor morreu na madrugada desta segunda-feira (4) por Covid-19. Aldir Blanc posa para foto em setembro de 2006 durante lançamento de um livro de crônicas na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro Alaor Filho/Estadão Conteúdo/Arquivo Aldir Blanc e João Bosco recebem o Prêmio Shell de Música durante cerimônia e show realizado no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, em novembro de 2004 Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo O cantor e compositor Aldir Blanc durante cerimônia e show no Prêmio Shell de Música realizado no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, em novembro de 2004 Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo Aldir Blanc canta com João Bosco após receberem o Prêmio Shell de Música durante cerimônia e show realizado no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, em novembro de 2004 Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo Aldir Blanc canta com João Bosco após receberem o Prêmio Shell de Música durante cerimônia e show realizado no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, em novembro de 2004 Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo Foto de arquivo de 29/09/2006 do escritor e compositor Aldir Blanc, de 73 anos, que está internado em um hospital municipal na zona sul do Rio com infecção urinária e pneumonia, e uma de suas filhas, Isabel, pede doações para possibilitar a transferência e tratamento do artista. A possibilidade de covid-19 está descartada pelos médicos. FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Aldir Blanc: veja trechos de obras do compositor e escritor
Artista morreu nesta segunda-feira aos 73 anos, no Rio de Janeiro, com quadro de saúde grave após contrair Covid-19. O cantor e compositor Aldir Blanc em evento no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, em novembro de 2004 Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo O compositor e escritor Aldir Blanc morreu na madrugada desta segunda-feira (4) ao 73 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava com Covid-19 e seu quadro de saúde era considerado grave. Famosos e autoridades lamentam morte Aldir Blanc é um dos principais nomes da Música Popular Brasileira (MPB) com 607 obras em seu nome. Suas músicas foram cantadas por vozes como as de Elis Regina e Fafá de Belém, e ele fez parcerias com nomes como João Bosco. Além de músicas, Aldir também assina os livros de crônicas "Rua dos Artistas e arredores" (1978) e "Porta de tinturaria" (1981). No aniversário de 70 do escritor, foram lançados os livros "Vila Isabel, inventário da infância", obra que reúne todos os textos de Aldir sobre a Vila Isabel de sua meninice, além dos inéditos "O gabinete do doutor Blanc: sobre jazz, literatura e outros improvisos" e "Direto do balcão", com crônicas que o autor publicou em jornais e revistas ao longo das últimas duas décadas. Compositor e escritor Aldir Blanc morre aos 73 anos de complicações por causa da Covid-19 Veja trechos de obras de Aldir Blanc "O bêbado e a equilibrista", composta com João Bosco em 1979 "Chora a nossa pátria, mãe gentil Choram Marias e Clarices no solo do Brasil Mas sei, que uma dor assim pungente Não há de ser inutilmente, a esperança" "Bala com bala", composta com João Bosco em 1973 "Quando a luz acende é uma tristeza, Trapo, presa Minha coragem muda em cansaço Toda fita em série que se preza, Dizem, reza Acaba sempre no melhor pedaço" "Resposta ao tempo", composta com Cristovao Bastos "Respondo que ele aprisiona Eu liberto Que ele adormece as paixões Eu desperto E o tempo se rói Com inveja de mim Me vigia querendo aprender Como eu morro de amor Pra tentar reviver" "Rancho da goiabada", composta com João Bosco em 1983 "É goiabada-cascão com muito queijo Depois café, cigarro e um beijo De uma mulata chamada Leonor ou Dagmar Amar O rádio-de-pilha, o fogão-jacaré, a marmita, o domingo no bar Onde tantos iguais se reúnem contando mentiras Pra poder suportar" "Dois Pra Lá, Dois Pra Cá", composta com João Bosco "Tremia mais que as maracas Descompassado de amor Minha cabeça rodando Rodava mais que os casais O teu perfume gardênia E não me pergunte mais A tua mão no pescoço As tuas costas macias Por quanto tempo rondaram As minhas noites vazias" "Amigo é pra essas coisas", composta com Silvio da Silva Junior "Salve Como é que vai Amigo, há quanto tempo Um ano ou mais Posso sentar um pouco Faça o favor A vida é um dilema Nem sempre vale a pena" "O Mestre-Sala Dos Mares", composta com João Bosco em 1975 "Glória a todas as lutas inglórias Que através da nossa história não esquecemos jamais Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas salve Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas faz muito tempo" Agnus sei, composta com João Bosco em 1981 "Para trás ficou a marca da cruz Na fumaça negra vinda na brisa da manhã Ah, como é difícil tornar-se herói Só quem tentou sabe como dói Vencer Satã só com orações" "Cabaré", composta com João Bosco "Ah, quem sabe de si nesses bares escuros Quem sabe dos outros, das grades, dos muros No drama sufocado em cada rosto A lama de não ser o que se quis" "Cabô, meu pai", composta com Luiz Carlos Da Vila e Moacyr Luz "A jura é pra quem rezar A reza é pra quem jurar A alma pra sempre é do criador Maré muda com o luar Futuro é pra quem lembrar Se é isso que o pai ensinou Cabô" Elis canta "Me Deixas Louca" na última gravação para o Fantástico
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Rafa Kalimann diz que aprendeu muito no ‘BBB20’: ‘Saí de lá muito mais confiante’
Vice-campeã do reality, ela diz que doará prêmio de R$ 150 mil para ONG Missão África, projeto social que se dedica há sete anos. Rafa Kalimann ficou em segundo lugar no 'BBB20' Globo/Artur Meninea Rafa Kalimann sempre teve o sonho de entrar no "BBB", mas com o sucesso que ganhou nas redes sociais nos últimos anos, achou que não teria mais chance. Com a vigésima edição do programa, que juntou anônimos e famosos, ganhou a oportunidade e se consagrou vice-campeã do reality show. Thelma foi a campeã do jogo, finalizado na noite desta segunda-feira (27). "Realmente vivi a experiência, mergulhei no que é o BBB. Aprendi muito. Saí de lá muito mais confiante. Me permiti viver de forma vulnerável e exposta, com todos esses riscos", afirmou Rafa, citando a apreensão inicial que teve ao pensar no que poderia acarretar em sua imagem já conhecida do público. "Mas pensei: 'quero viver essa experiencia'. Tenho confiança nos meus defeitos e do quanto venho aprendendo em minha vida. Vou viver de forma inteira e intensa. E assim eu fiz", disse Rafa durante entrevista a jornalistas por teleconferência na tarde desta terça-feira (28). Rafa também falou sobre o destino dos R$ 150 mil que recebeu como prêmio, garantindo que não vai abandonar os projetos da ONG Missão África. "Não vou desistir do projeto de jeito nenhum, é um sonho que está no coração. É um projeto que vou levar adiante. Os R$ 150 mil continuam sendo destinados para a ONG. Todo ano faço um bazar destinado à ela nessa época, mas este ano não deu, não só pelo programa, mas pela quarentena." Outros planos previstos por Rafa após o programa é maratonar o reality show para entender tudo o que aconteceu ao longo do jogo e conversar com alguns participantes com quem teve atritos, como Mari Gonzalez e Bianca Andrade. "Mas vamos esperar e acalmar. Tem que ser de coração", citou Rafa sobre Bianca. O que não entra no plano de Rafa é reatar o casamento com o sertanejo Rodolffo, embora haja uma campanha por parte dos fãs nas redes sociais. "Só ficou carinho mesmo, amizade, não vai passar disso não." Críticas Rafa também falou sobre críticas que recebeu por suas ações sociais, chegando a ser chamada nas redes sociais de "missionária de Taubaté". 'Imaginei que usariam disso para me criticar porque desde o começo foi assim. Comecei o voluntariado e, logo em seguida, começaram a acontecer as coisas no Instagram. E eu sempre postei sobre o projeto, porque apesar das críticas, conseguia lucrar muito pros bazares." "Se eu não postasse, não falasse, as pessoas não saberiam que existia. E eu sempre entendi isso. Sempre fui criticada e sabia que não seria diferente." Responsabilidade social Embora não tenha ainda se atualizado das notícias aqui de fora, como a polêmica envolvendo Gabriela Pugliesi, que teve contratos suspensos e conta no Instagram desativada após fazer festa durante quarentena, Rafa falou sobre a responsabilidade social dos influenciadores digitais. "Eu não tenho ideia do que você está falando [sobre polêmica com Gabriela], mas temos responsabilidade social. Tem que tomar cuidado com o que a gente fala e faz. Mas lá dentro a gente não tem parâmetro, vai vivendo. Não cheguei a pensar em nada, só fui sendo eu mesma." "Não pensei [nas minhas ações lá dentro]. Até deveria. Inclusive falei um monte de besteira. Eu deveria até ter pensando um pouco mais. A ficha caiu quando o Ti [Tiago Leifert] contou que todos nós fomos cancelados. Aí é um risco que a gente corre. Ao mesmo tempo que nos cobram personalidade nas redes sociais, quando discordam de algo, acabam não gostando." Tiago Leifert fala sobre final totalmente feminina do BBB20
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Seara Live Fest promove mais de 10 horas de música com Wesley Safadão
As transmissões da plataforma também divertiram o público em abril com Thiaguinho e Pixote. Em maio, será a vez de Dilsinho. Imagine lives com Wesley Safadão, Thiaguinho e o grupo Pixote! Pois a Seara está promovendo encontros incríveis de cantores com o público, graças a Seara Live Fest. E o objetivo é muito simples: levar ainda mais diversão para o sofá, enquanto seguimos a orientação para, quem puder, ficar em casa! A plataforma da Seara conquistou os internautas. Live agora é compromisso sério! Para ter uma ideia, a transmissão de Wesley Safadão contou com mais de 28 milhões de visualizações durante as 10 horas de música. . O cantor provou que dá para virar a noite na balada, sem sair de casa, com uma festa que começou às 20h de 18 de abril e só terminou na manhã do domingo (19). Para deixar essa maratona de Safadão ainda mais divertida, a Seara deu dicas de pratos para trazer mais sabor ao evento. Entre as opções de petisco estava o presunto Seara, que é feito com 100% pernil. Ótima opção para acompanhar torradinhas, pão francês ou até preparar um lanche mais robusto. Outra pedida foi o Chikenitos. Os empanados de frango que são a pedida perfeita para qualquer ocasião. Além disso, tem o hamburguer que é um curinga, um lanche superespecial para quem virou a noite com o Safadão. Outro show que parou a internet foi o do grupo Pixote. Para acompanhar os pagodinhos que todo o mundo tem na ponta da língua, a pedida era a salsicha Seara. E tem para todos os gostos: frango, com menor teor calórico; hot dog, feita com carnes selecionadas e condimentos exclusivos; e a longuette, que é levemente defumada e tem um sabor único. De dar água na boca, né?E como tudo que está bom ainda pode melhorar, ainda teve o show do Thiaguinho, que fez geral cantar os seus sucessos de olhos fechados – e pensando no crush! E não para por aí: na próxima segunda-feira, 4 de maio, você já tem um novo encontro na sua agenda da quarentena. É dia de Dilsinho cantar os seus maiores sucessos. Já confere o cardápio da Seara no site do Seara Live Fest e veja qual delícia vai acompanhar você neste superevento. Tá preparado para ficar em casa? Então, entre no site e curta o Seara Live Fest.
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Márcia Fellipe e Solange Almeida anunciam gravação de live em dupla
Cantoras de forró registram a segunda apresentação conjunta, programada para 24 de maio. ♪ Feitas diariamente por cantores de todos os estilos, as lives tendem a gerar registro audiovisual oficial nas obras dos artistas. Pelo menos tem sido assim no universo do forró pop e eletrônico. Seguindo os passos de Wesley Safadão, que gravou live para gerar conteúdo para o projeto fonográfico WS em casa 2, duas cantoras associadas ao gênero – a manauara Márcia Fellipe e a baiana Solange Almeida – anunciam a gravação da segunda live que faram juntas no projeto Sol e mar. Com roteiro pautado por sucessos das artistas e (algumas) músicas inéditas, a segunda live conjunta de Márcia e Solange está programada para as 16h do dia 24 de maio, com transmissão ao vivo nos respectivos canais das cantoras no YouTube. A primeira live de Márcia Fellipe e Solange Almeida aconteceu em 11 de abril. Com a gravação da segunda live, as cantoras planejam lançar álbum ao vivo e material audiovisual, além de sair em turnê pelo Brasil com o show conjunto, providencial para revitalizar as agendas das artistas após a pandemia do coronavírus.
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