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Semana Pop #83: Os planos do top 5 do ‘BBB20’ para depois do programa

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Semana Pop fala dos projetos de cada um deles para depois da final do programa, que acontece nesta segunda-feira; ouça Você pode ouvir o Semana pop no G1, no Spotify, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia… Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça. Logo podcast Semana Pop – matéria Comunicação/Globo

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Claudia esbanja técnica vocal no balanço bossa nova de disco inédito no Brasil

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Lançado no Japão em 1969, o álbum 'O meu corolla' ganha a primeira edição nacional. Resenha de álbum Título: O meu Corolla Artista: Claudia Gravadora: Discobertas Cotação: * * * 1/2 ♪ Dona de uma das vozes mais fartas do Brasil, a cantora Claudia foi revelada nos anos 1960 e viveu período áureo na carreira fonográfica ao ser contratada pela gravadora EMI-Odeon no alvorecer dos anos 1970. Pela Odeon, Claudia editou três álbuns – Você, Claudia, Você (1971), Jesus Cristo (1971) e Deixa eu dizer (1973), com destaques para os dois últimos – que evidenciaram a apurada técnica vocal da cantora. Antes, no fim dos anos 1960, Claudia entrou em estúdio da cidade de São Paulo (SP) para fazer álbum para o mercado do Japão e lançado naquele país em 1969 com o título de O meu corolla por ter sido gravado com patrocínio de empresa automobilística que fabricava o carro de nome inserido no inacreditável título do disco. Título mais raro da discografia de Claudia, por nunca ter sido lançado no Brasil, o álbum O meu corolla ganha a primeira edição nacional neste mês de abril de 2020 pelo selo Discobertas com produção executiva do pesquisador musical Marcelo Fróes. Produzido originalmente pela gravadora Seven Seas, o álbum chega ao Brasil após 51 anos com a capa original, com boa remasterização e com as 14 faixas do LP de 1969, sendo que 11 são oficialmente inéditas no Brasil. Como os fonogramas pertenciam à empresa Fermata, a gravadora RGE lançou em 1971 coletânea disfarçada de álbum para pegar carona na exposição obtida por Claudia com os discos editados pela Odeon. Nessa compilação, apareceram as exuberantes gravações de Carolina (Chico Buarque, 1967), Mas que nada (Jorge Ben Jor, 1963) e The shadow of your smile (Johnny Mandel e Paul Francis Webster, 1965) – três amostras da reluzente lâmina vocal de Claudia na época da gravação de O meu corolla. Disco voltado para a bossa nova, gênero musical idolatrado no Japão, O meu corolla mostra que, aliado à rara técnica vocal que fez o jornalista e compositor Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994) forjar rivalidade entre Claudia e Elis Regina (1945 – 1982), o aguçado senso rítmico da intérprete carioca a tornava na época uma cantora de fato singular. O suingue e a leveza com que Claudia caiu nos sambas Água de beber (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1961) – este adornado com breves scats ao fim da gravação – e Garota de Ipanema (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962) preservam o frescor de 1969. Munida da voz e de coragem, Claudia encarou até o risível jingle bilíngue O meu corolla, criado pelo compositor Kuranosuke Hamaguchi (1917 – 1990) para promover o carro corolla e cantado pela artista em português e japonês. Hamaguchi também foi o autor do insosso samba-canção No star in the sky (em parceria com Bonta Seshi) e do pitoresco samba bilíngue Vamos dançar a bossa nova, tentativa vã de clonar a batida da moderna música brasileira. Embora o canto opulento de Claudia seja a antítese do intimismo promovido pela bossa nova, a cantora baixou os tons para esboçar clima aconchegante ao interpretar Corcovado (Antonio Carlos Jobim, 1960). Deu certo, mas, ainda assim, ficou claro no disco que Claudia era cantora mais vocacionada para temas mais esfuziantes como o afro-pop Pata pata (Miriam Makeba e Jerry Ragovoy, 1967), sucesso mundial no fim dos anos 1960. A inclusão do cinematográfico sucesso francês Un homme et une femme (Pierre Barouh e Francis Lai, 1966) no disco ressaltou a intenção de rechear o repertório com standards planetários como o Samba de uma nota só (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1960), apresentado na ficha técnica como o título em inglês One note samba, embora Claudia cante o samba em português com fluência exemplar. Não fossem os peculiares temas japonês impostos no repertório, o álbum O meu corolla seria um dos discos mais coesos de Claudia pela vibração dos arranjos e, sobretudo, pela luminosidade da voz dessa grande cantora do Brasil.

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Kevin O Chris segue mulher solteira no circuito erótico do funk ‘Maneirinha’

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

♪ Com passagens instrumentais que evidenciam o inusual toque do baixo na batida do funk, a gravação de Maneirinha flagra Kevin O Chris às voltas com beat de menor peso em single lançado pela gravadora Som Livre na sexta-feira, 24 de abril, acompanhado por lyric video. Maneirinha é o primeiro single solo lançado pelo funkeiro fluminense após o álbum ao vivo Evoluiu, gravado em 2019 e editado na íntegra em fevereiro deste ano de 2010. Com versos apimentados com alta dose de erotismo e escritos no estilo machista dos funks que retratam a mulher como mero objeto sexual, a letra de Maneirinha acompanha o circuito seguido nas comunidades em um fim de semana por mulher solteira. “Tô ligado nessa mina, ela é da pista / Ontem tava na Espanha hoje na Rocinha”, relata Chris em versos que somente serão plenamente entendidos por ouvintes que sabem que Espanha, no dialeto do funk carioca, não se refere ao país europeu, mas ao conjunto de favelas que reúne as comunidades do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho na divisa dos bairros de Copacabana e Ipanema.

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Toni Platão prepara álbum em que canta Jards Macalé e bebe da taça de Chico César

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Ainda em fase de seleção, o repertório do disco pode incluir sucesso de Tim Maia, música de Eduardo Dussek e fado de Ivan Lins com Nelson Motta. ♪ Dono de uma das vozes mais potentes da geração pop projetada nos anos 1980, o cantor carioca Toni Platão prepara o primeiro álbum de estúdio desde LOV (2015), editado há cinco anos. Como o disco anterior, o próximo álbum de estúdio de Platão – ainda sem título, sem previsão de lançamento e em fase de gravação sob a batuta do produtor musical Alexandre Elias – virá com repertório pautado por regravações de músicas mais ou menos conhecidas. A seleção heterogênea do disco inclui a canção Da taça, lançada pelo autor Chico César no álbum Estado de poesia (2015), revivida por Maria Bethânia no show Claros breus (2019 / 2020) e atualmente abordada por Roberta Sá nas elogiadas lives da cantora. Outra música já garantida no repertório – e já com a voz definitiva de Platão – é Não pode (Tulla e Yara), composição lançada pelo cantor Tony Bizarro há 43 anos no álbum Nesse inverno (1977). A primeira faixa do sétimo álbum solo de Platão a ser revelada, Sem essa, envolve o cantor em ambiência de soul na abordagem da música de Jards Macalé e Duda Machado, apresentada por Macalé em 1969 no compacto duplo Só morto (Burning night). Capa do single 'Sem essa', de Toni Platão Divulgação Lançada na sexta-feira, 24 de abril, em single cuja capa alude à imagem de Roberto Carlos na capa do álbum que o cantor lançou no mesmo ano de 1969, a gravação de Sem essa por Platão foi formatada com montagem de samples de instrumentos tocados por grandes músicos, reunidos virtualmente na faixa pelo produtor Alexandre Elias, único musico que toca (guitarra) de verdade no fonograma. O repertório final do álbum ainda não foi inteiramente selecionado, mas Platão ganhou inédita de Suely Mesquita, Sacumé, baby, enviada pela compositora em gravação caseira de voz e violão. Sacumé, baby já tem vaga reservada no disco. Já Nostradamus (Eduardo Dussek, 1980) e Leva (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1984) – jingle radiofônico de fim de ano que Tim Maia (1942 – 1998) transformou em sucesso de FM ao dissociar a canção do sentido original – dependem de Platão achar o tom ideal para gravar essas músicas neste álbum que começou a ganhar forma quando o cantor conheceu o produtor Alexandre Elias na equipe do musical de teatro que contou a história da boate Dancin' Days. Da convivência nos bastidores do espetáculo, estreado em agosto de 2018 na cidade do Rio de Janeiro (RJ), surgiu a ideia de gravar a música Sem essa – ideia que evoluiu para a feitura de um álbum inteiro. Idealizador e autor do musical de teatro, o jornalista, produtor e compositor Nelson Motta avalizou o disco de Platão, tendo sugerido para o álbum a regravação do fado Primavera em Lisboa – parceria de Motta com Ivan Lins, lançada pela cantora portuguesa Cuca Roseta no álbum Riu (2015) – e enviado inédita versão em português de Can't take my eyes off you (Bob Creve e Bob Gaudio, 1967).

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Babu é o último eliminado do ‘BBB20’; Manu, Rafa e Thelma estão na final

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Ator deixa o programa com 57,15% dos votos após paredão com Rafa e Thelma. Babu Santana BBB Divulgação/Globo Babu Santana é o último eliminado da temporada 20 do Big Brother Brasil, com 57,15%. O ator deixou o programa na noite deste sábado (25). O paredão foi disputado com com Thelma (31,41%) e Rafa (11,44%). Segundo o apresentador do reality, Tiago Leifert, foram 236 milhões de votos. Com a eliminação de Babu, os três finalistas estão definidos: a cantora e atriz Manu Gavassi, a influenciadora digital Rafa Kalimann e a médica Thelma Assis. Como ganhou a disputa pela liderança na última quinta-feira (23), Manu "carimbou seu passaporte" direto para a final. Com isso, imediatamente, Babu, Rafa e Thelma foram para o paredão. A final do "BBB20" acontece nesta segunda-feira (27). Os planos do top 5 do 'BBB20' para depois do programa Edição histórica Na noite deste sábado (25), Leifert revelou ao público que o "BBB20" recebeu certificado do GUINNESS WORLD RECORDS™ pela maior quantidade de votos do público recebidos por um programa de televisão O feito foi conseguido graças ao 10º paredão que marcou uma disputa histórica entre os participantes Felipe Prior, Manu Gavassi e Mari Gonzalez. O paredão, que acabou eliminando Prior no dia 31 de março, movimentou o país e registrou um número nunca antes catalogado em uma votação de um programa de televisão no mundo: 1.532.944.337 bilhão de votos no site oficial do BBB. Leifert recebeu em mãos, ao vivo, o título que consagra a maior quantidade de votos do público recebidos por um programa de televisão pelo GUINNESS WORLD RECORDS™, empresa que documenta e celebra realizações superlativas que são as melhores do mundo. A marca de mais de 1,5 bilhão de votos foi registrada atendendo a todos critérios exigidos pela empresa.

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Live de Luan Santana ‘com as antigas’ acontece neste domingo

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Cantor sertanejo fará transmissão on-line chamada 'História' neste sábado (26) às 18h. Luan Santana se apresenta em festa de carnaval na cidade de São Paulo Patrícia Devoraes/Brazil News Após uma campanha no Twitter convocando Luan Santana para uma transmissão on-line durante a quarentena, o cantor finalmente fará sua live, chamada "História". A cantora Marília Mendonça, a apresentadora Maisa e Wesley Safadão engrossaram o coro e Luan atendeu aos pedidos. O setlist do cantor deve seguir o pedido dos fãs, com boa parte do repertório com as canções antigas do artista. A transmissão será feita pelo canal do YouTube de Luan. Questionada pelo G1, a assessoria do cantor afirmou que será uma live "respeitando as ordens da Organização Mundial da Saúde (OMS), em nome e em prol de engajamento social e consciência mundial". Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives

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Discos para descobrir em casa – ‘Zumbido’, Paulinho da Viola, 1979

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Zumbido', de Paulinho da Viola Elifas Andreato ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Zumbido, Paulinho da Viola, 1979 ♪ Paulo César Baptista de Faria entrou na roda em 1964, ano em que o sambista debutante apresentou músicas na informalidade aconchegante do restaurante ZiCartola, improvisado palco de vida tão efêmera quanto marcante na cena carioca. Nomeado artisticamente Paulinho da Viola por Sérgio Cabral e por Zé Kétti (1921 – 1999), o cantor, compositor e músico carioca sobreviveu ao fim do ZiCartola como integrante do elenco do musical Rosas de ouro (1965) e do conjunto A voz do Morro, com o qual gravou dois LPs. Seguiu-se álbum, Na madrugada (1966), dividido com o parceiro Elton Medeiros (1930 – 2019). Contudo, foi a partir do ingresso na gravadora EMI-Odeon, em 1968, que Paulinho debutou na carreira solo e criou as bases sólidas de obra construída com o requinte de ourives e calcada no samba e no choro. Na Odeon, Paulinho lançou onze álbuns a partir de 1968 em luminosa passagem encerrada com dignidade com a edição de Zumbido (1979). Com capa assinada por Elifas Andreato, cuja arte remeteu ao ofício da marcenaria também exercido com devoção pelo sambista, o álbum Zumbido reeditou o alto padrão de qualidade de Paulinho da Viola. Artista que nunca procurou impressionar, sem jamais aderir a modismos musicais e entrar em ondas, Paulinho apresentou disco de 40 minutos gravado com 12 faixas coerentes com o universo musical desse sambista que sempre embutiu eventuais dissonâncias e modernidades harmônicas entre as frestas das tradições. Coube ao próprio Paulinho orquestrar a produção executiva de Zumbido, arregimentando músicos como o então já veterano flautista Copinha (1910 – 1984) para dar forma a repertório inteiramente voltado para o samba e majoritariamente autoral, quase todo composto durante a gravação do disco, em casa ou no próprio ambiente do estúdio. De início, a gravadora promoveu o álbum nas rádios com o samba Pode guardar as panelas (Paulinho da Viola), crônica da crise econômica que minava o poder de compra da parcela mais pobre do povo brasileiro. Na sequência, outro samba – Recomeçar, uma das obras-primas da parceria de Paulinho com Elton Medeiros – se impôs e, com o tempo, se tornou a música mais conhecida da safra autoral de Zumbido. A seleção autoral do disco apresentou sambas filosóficos e reflexivos, bem ao estilo interiorizado do compositor, casos de Deixa pra lá – nunca mais regravado desde então – e de Aquela felicidade, este bafejado pelo sopro da flauta de Copinha, instrumento sobressalente no arranjo. Amor é assim – composição reavivada no disco ao vivo editado por Paulinho em 2007 na série acústica da MTV – foi outra pérola que reluziu primeiramente em Zumbido e depois ganhou admiradores. Com maestria, Paulinho da Viola sempre soube olhar para dentro de si nestes 56 dignos anos de trajetória profissional com a mesma elegância com que pisou no terreiro, em movimento exemplificado no álbum Zumbido com Não posso negar, samba embasado com justificado orgulho negro (“Você sabe que sou quilombola / E não posso negar”, afirmou, tão assertivo quanto pagodeiro). Além de extraordinário compositor, Paulinho sempre foi intérprete lapidar, do tipo que sabe pescar pérolas para lustrá-las com a voz precisa e a devida densidade, se apropriando da obra alheia como se ela fosse dele, Paulinho. Em Zumbido, o artista brilhou especialmente como intérprete ao dar voz a Chico Brito, então esquecido samba do compositor fluminense Wilson Baptista (1913 – 1968) em parceria com Afonso Teixeira (1920 – ????), lançado em disco em 1950 pela cantora Dircinha Batista (1922 – 1999). Ao perfilar malandro valente do morro que defendia tese de ter sido marginalizado por efeito da sociedade má e injusta, Paulinho da Viola amplificou a voz dos excluídos – no caso de Chico Brito, sem tomar partido, mas fazendo refletir. Outra composição alheia do álbum, esta inédita, foi Coração oprimido (Walter Alfaiate e Zorba Devagar), samba que bateu com a melancolia entranhada na obra do ourives do sambista chorão. Outra lírica composição de criação alheia, Passei por ela (Álvaro Cardoso e Waldemiro de Oliveira), tinha ares de velha guarda e bem poderia ser da lavra do artista, parceiro de Mauro Duarte (1930 – 1989) na composição de Foi demais, samba triste que, assim como o já mencionado Coração oprimido, seguiu na linha “meu coração é um pote aqui de mágoa”. Disco que apresentou Amor é de lei (Paulinho da Viola e Sérgio Natureza), samba desde então nunca mais regravado, o álbum Zumbido deu o politizado recado final com a música-título. Com letra que jamais soou panfletária, o samba Zumbido ecoou nos ouvidos dos compradores do disco como manifesto em defesa da luta dos direitos de igualdade do povo negro. Para bom entendedor, aquele samba já bastava. Mas nem todo mundo ouviu. Com moderada repercussão comercial, o álbum Zumbido marcou o fim da era áurea de Paulinho na gravadora Odeon, mas gerou show antológico na trajetória do artista. Um show teatral no qual o sambista chorão personificou em cena o próprio personagem Zumbido na defesa da arte negra. Contratado pela WEA, o cantor faria três álbuns na nova companhia, entre 1981 e 1983, até se retirar progressiva e voluntariamente do mercado fonográfico, voltando ao disco somente em 1989. Desde então, Paulinho da Viola gravou somente um álbum de estúdio com músicas inéditas, Bebadosamba (1996), lançado há já longos 24 anos. Mas permaneceu com público cativo nos shows por conta da imaculada obra fonográfica, esculpida com critério em álbuns de beleza perene como este nobre Zumbido.

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Alcione refaz no single ‘Alto conceito’ o papel da mulher submissa ao homem amado

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Samba segue linha recorrente no repertório da cantora e integra o repertório de 'Tijolo por tijolo', primeiro álbum de músicas inéditas da artista em sete anos. Capa do single 'Alto conceito', de Alcione Marcos Hermes ♪ Na dramaturgia da canção popular romântica, geralmente cabe a Alcione o papel da mulher submissa aos caprichos do homem amado e nem sempre amável. O samba Sufoco (Chico da Silva e Antônio José, 1978) e as baladas Nem morta (1985) e Estranha loucura (1987) – ambas compostas pela dupla de hitmakers Michael Sullivan & Paulo Massadas para a cantora – exemplificam bem essa vertente desde sempre recorrente no cancioneiro de Alcione. Alto conceito – segundo single do ainda inédito álbum Tijolo por tijolo – repõe a Marrom nesse papel que lhe deu grande popularidade. Samba de Fred Camacho e Leandro Fab, enquadrado no molde do pagode romântico na gravação lançada em single na sexta-feira, 24 de abril, Alto conceito explora essa linha em letra que, mesmo sem retratar homem mal-comportado, exibe submissão feminina aos desejos masculinos. “Quem se perfuma e te espera chegar / Muda o cabelo pra você notar / Quem te deseja no jeito de olhar / Meu amor? / Quem bota a mesa pra você jantar / Bota champagne querendo brindar / Quem não se cansa de comemorar nosso amor? / Essa mulher sou eu / O meu amor é teu / Me viro do avesso pra te agradar / Você já me convenceu” são versos cantados por Alcione em Alto conceito com a segurança de que o samba irá contentar o público mais cativo da cantora. Alto conceito é o segundo single do álbum Tijolo por tijolo, primeiro disco de inéditas de Alcione desde Eterna alegria (2013). O primeiro single, Fascínio (Toninho Geraes e Paulinho Rezende), foi apresentado em 13 de março com letra escrita na mesma linha de Alto conceito. Previsto de início pela gravadora Biscoito Fino para ter sido lançado neste mês de abril de 2020, o álbum Tijolo por tijolo teve a edição adiada por conta da pandemia do coronavírus. Neste disco, Alcione dá voz a músicas como Tijolo por tijolo (Serginho Meriti e Claudemir), O homem de três corações (Altay Veloso e Paulo César Feital) – homenagem ao ex-jogador de futebol Pelé – e Meu universo (Jorge Vercillo e Zeppa), entre composições de Arlindo Cruz, Edil Pacheco, Roque Ferreira, Salgado Maranhão, Telma Tavares e Zé Américo.

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Baladas virtuais têm DJs famosos, entrada VIP e vários ambientes; veja endereços e como fazer a sua

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Baladas em isolamento no Zoom tiveram Pabllo Vittar e outros DJs e festa 'multisala'. Evento 'VIP' criado em Nova York custa até US$ 80. Saiba como montar festa e conheça projetos. Balada virtual no Zoom promovida pelo Club Quarentine, coletivo de DJs de Toronto, que recebe até mil pessoas e tem fila virtual Reprodução / Instagram As baladas à distância em tempos de isolamento têm DJs famosos, como Pabllo Vittar e Charli XCX, ingressos VIP de até US$ 80, e eventos com vários ambientes. O podcast G1 Ouviu contou como é participar de uma festa no Zoom (ouça abaixo). O G1 também mostra dicas de como fazer sua própria balada remota ou, se preferir, visitar os endereços virtuais dos principais eventos. Há vários projetos pelo mundo semelhantes à Boate aZoom, criada pelo DJ Omulu, do Rio de Janeiro. A festa The Zone, criada em Londres, já teve duas edições divididas em até 16 ambientes, incluindo uma "estação do flerte". De Toronto saiu o Club Quarentine, que recebe até mil pessoas, sempre com fila (virtual), e foi chamado pelo site "The Cut" de "o clube mais quente" da quarentena. Em uma destas festas do Club Quarentee, em parceria com a revista "Paper", Pabllo Vittar foi DJ. Charlie XCX também já discotecou por lá. Frequentadores do Club Quarentine, balada à distância criada por DJs em Toronto, no Canadá Divulgação / Club Quarentine Em Nova York há o Club Quarentee, que tenta emular uma experiência "VIP", com ingressos de US$ 10 a US$ 80 – os mais caros permitem entrar em salas junto de DJs webcelebridades e dançarinas. Um coletivo de Londres tem feito eventos no Zoom chamados Queer House Parties, sempre para mil pessoas, reunindo o público LGBT, fundamental na cena da música eletrônica. Em Berlim, a meca dessa cena, os clubes se juntaram no site United We Stream, que transmite discotecagens todas as noites, além de reunir doações. E esse site já tem filiais em outras cidades da Europa. Como fazer uma festa à distância? Repórter do G1 acompanha balada à distância na 'Boate aZoom' Rodrigo Ortega / G1 O Zoom, aplicativo que surgiu como ferramenta para reuniões e conferências à distância, foi descoberto como solução para estas festas. E elas podem ser menores. Para ajudar quem quer promover uma entre amigos, o DJ Omulu explicou o passo a passo. Veja o passo a passo de Omulu para fazer uma festa dentro do Zoom: É difícil fazer sem usar uma conta paga. As de menor valor já permitem fazer livremente reuniões de mais de 40 minutos. A conta mais simples tem limite de 100 pessoas. O criador do evento tem que usar a opção automática de colocar todos os presentes no mudo – caso contrário, a festa viraria um ruído só. A interação entre o público é por chat de texto. No menu avançado de compartilhamento no Zoom, há a opção "compartilhar música ou áudio". Esse é o segredo. Selecione essa opção, e o som do seu computador passa a ser transmitido. Mas ainda é preciso usar um programa para fazer a discotecagem (Virtual DJ, Traktor, Rekordbox, Serato ou outro). Na configuração deste programa, você deve escolher o Zoom como saída de áudio (opção "Zoom audio device"). Parte técnica resolvida, o DJ também deve usar seu microfone para atuar como MC, ou mestre de cerimônias. Dar aviso aos presentes, promover interação – enfim, ser o anfitrião da festa. Veja baladas à distância no Brasil e no mundo: Boate AZoom / Bitclub (Brasil) Festa Trophy (Brasil) The Zone (Inglaterra) Club Quarentine (Canadá) Club Quarentee (EUA) Queer House Party (Inglaterra) United We Stream Berlim United We Stream Manchester United We Stream Viena United We Stream Stuttgart As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro

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Marcelo Jeneci faz viagem afetiva pela vivência nordestina em live com o toque da sanfona

segunda-feira, 27 abril 2020 por Administrador

Marcelo Jeneci na live do festival '#CulturaemCasa' Reprodução / Vídeo Resenha de live – Festival #CulturaemCasa Artista: Marcelo Jeneci Data: 25 de abril de 2010, das 21h30m às 23h Cotação afetiva: * * * * * ♪ “É emergencial a gente se conectar com a terra”, ressaltou Marcelo Jeneci ao repetir diversas vezes em live o verso-síntese de Emergencial, canção que compôs com Paulo Neves, Mana Bernardes e José Miguel Wisnik e que foi gravada pelo artista paulistano no terceiro álbum, Guaia (2019). Na live feita por Jeneci na noite de sábado, 25 de abril, dentro da programação do Festival #CulturaemCasa, Emergencial foi apresentada pelo artista ao piano e caracterizada como “uma música para esse momento”. O momento a que se referiu o cantor e compositor é obviamente o tempo presente vivido pela humanidade diante da pandemia do coronavírus – motivo que levou Jeneci a propagar iniciativas solidárias que buscam minimizar os efeitos da covid-19 no Brasil. Na apresentação, o músico se alternou entre o piano e a sanfona, mas foram as teclas do acordeom que deram o tom da viagem afetiva feita por Jeneci pelas vivências nordestinas no agreste de Pernambuco. Embora tenha nascido em Guaianases, bairro da periferia da cidade de São Paulo (SP) que inspirou o título do terceiro álbum do artista, Jeneci também se formou musicalmente no sertão nordestino. Foi influência direta do pai, Manuel Jeneci, morador de Caruaru (PE) a quem o filho se referiu com orgulho na live pelo fato de Manuel ter amplificado o som da sanfona ao eletrificar o instrumento – proeza que facilitou a vida de muitos acordeonistas Brasil afora. Marcelo Jeneci também toca teclados em live que teve números levados na sanfona Reprodução / Vídeo Essa vivência pernambucana justificou o roteiro pontuado por músicas de compositores do estado, casos de Como dois animais (Alceu Valença, 1982), cantada em tom lânguido, e de Tenho sede (Dominguinhos e Gilberto Gil, 1975), tema apresentado já ao fim da live de hora e meia. Bem antes, como legítimo herdeiro de Luiz Gonzaga (1912 – 1989), Jeneci pegou o acordeom, gritou um “Viva Caruaru!” e cantou Sanfona sentida (1973), parceria de Dominguinhos (1941 – 2013) com Anastácia que ganhou a voz do Rei do Baião no álbum Capim novo (1976). Na sequência, ainda com o toque da sanfona, Jeneci deu voz ao arretado baião-xote Oxente, composto por Chico César e lançado por Elba Ramalho no álbum O ouro do pó da estrada (2018) um ano antes de o autor registrar a música no próprio álbum Guaia. Além da nação nordestina, Jeneci atendeu pedidos para cantar Pra sonhar (2010) – tema autoral que tem sido a trilha sonora de vários casamentos – e tocou trecho instrumental da canção Detalhes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971) ao piano para ilustrar história vivida na infância que indicou o futuro do artista no caminho da música. Na voz do cantor, a novidade foi Eu vi (2002), abordagem em português de J'ai vu (2000), canção de Henri Salvador (1917 – 2018) e Michel Modo (1937 – 2008), vertida por José Miguel Wisnik e lançada em disco há 18 anos pelo parceiro de Jeneci. Paulistano que traz entranhada na obra a vivência nordestina, Marcelo Jeneci sabe que a música desconhece fronteiras na conexão com a terra.

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