Jazzmin’s, big band feminina, toca Dorival Caymmi e Tom Jobim no primeiro álbum
Formado por 17 mulheres, grupo paulistano apronta disco programado para ser lançado em setembro. ♪ Criada em 2016, na cidade de São Paulo (SP), a Jazzmin's Big Band se diferencia na cena de música instrumental do Brasil por priorizar o som dos metais em grupos do gênero e, sobretudo, por ser formada somente por mulheres. No caso, por 17 mulheres instrumentistas de diferentes gerações e formações que harmonizam na Jazzmin's os universos das músicas popular e erudita. Foi com esse traço feminino de união que Bia Pacheco (saxofone), Carol Oliveira (vibrafone e percussão), Cindy Borgani (trombone), Estefane Santos (trompete), Fabrícia Medeiros (clarinete e clarone), Gê Cortes (baixo), Grazi Pizane (trompete), Isabelle Menegasse (trompa), Lais Francischinelli (clarinete), Lis de Carvalho (piano), Marta Ozzetti (flautas), Mayara Almeida (saxofone), Paula Valente (saxofone), Priscila Brigante (bateria), Re Montanari (guitarra), Sheila Batista (trombone) e Tais Cavalcanti (saxofone) entraram em fevereiro em estúdio da cidade natal de São Paulo (SP) para gravar o primeiro álbum. O disco já está pronto e se chama Quando te vejo, nome também da composição incluída no disco e que é de autoria do compositor, arranjador e maestro Rodrigo Morte, diretor artístico do álbum. Previsto originalmente para ser apresentado em junho, o álbum Quando te vejo teve o lançamento remarcado para setembro devido à pandemia do coronavírus. No disco, a Jazzmin's Big Band toca composição de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) – Radamés y Pelé (1994), música do último álbum do artista – e o samba Doralice (Dorival Caymmi e Antônio Almeida, 1945) entre temas autorais como Frevo in changes (da baixista Gê Cortes) e Esperança (da pianista Lis Carvalho, coordenadora da big band). A Jazzmin's Big Band atua sob a direção artística da saxofonista Paula Valente.
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Anitta faz live cantando músicas religiosas: ‘Sensação boa demais’
Cantora participou do festival 'Ao Vivo Pela Vida' neste domingo (26). Líderes de diferentes religiões mandaram recados durante transmissão. Anitta canta músicas religiosas em live neste domingo (26) Reprodução/YouTube/Anitta Anitta fez uma live cantando músicas religiosas neste domingo (26). A transmissão fez parte da programação do festival "Ao Vivo Pela Vida", liderado por Enzo Celulari. Além de louvores evangélicos e músicas gospel, a transmissão também teve mensagens de líderes de diferentes religiões. "Hoje vamos fazer uma live de fé, independente da sua crença, a gente vai trazer todo tipo de crença, de fé e pessoas que acreditam em algo", explicou a cantora no começo da live. "Nossa mensagem principal é o amor". Além de músicas que cantava na Igreja antes de ser famosa, Anitta contou que a família escolheu algumas músicas do repertório. "Ninguém Explica Deus", "Noites Traiçoeiras", "Renova-Me", "Sou Humano", "Quero Mergulhar nas Profundezas" e "É D'oxum" foram cantadas na live que durou pouco mais de uma hora e meia. "A live foi muito boa, saí me sentindo plena, renovada, e vocês?", perguntou a cantora aos fãs no Instagram. "Além de sair se sentindo maravilhoso, conseguimos arrecadar R$ 330 mil", continuou. "Sensação boa demais". Com uma estrutura simples, não havia músicos acompanhando Anitta ao vivo. A cada música, ela soltava vídeos gravados com a base e cantava em cima. Quando a arrecadação chegou a R$ 300 mil, Anitta cantou algumas músicas que já tinha gravado, como "Fica Tudo Bem" e "Você Mentiu". Anitta faz live cantando músicas religiosas neste domingo (26) Reprodução/YouTube/Anitta
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‘BBB20’ entrou para o Guinness com recorde de votos; veja números das 20 edições
Relembre recordes de rejeição, provas longas, paredões 'apertados' e maiores vitórias. Felipe Prior e Manu Gavassi atraem torcidas de jogadores de futebol e artistas em paredão histórico no 'BBB 20' TV Globo O "Big Brother Brasil 20" entrou para o Guinness Book como o programa de televisão que recebeu a maior quantidade de votos do público com o paredão que recebeu 1,5 bilhão de votos. O programa também teve o participante que mais foi indicado a paredões em uma mesma edição: Babu caiu dez vezes na berlinda. Mas o “BBB20” não foi o único a registrar recordes. Relembre outros números marcantes da história do reality: Votações recordistas "BBB20": 1.5 bilhão "BBB20": 416 milhões "BBB19": 202 milhões A votação que entrou para o Guinness Book eliminou Felipe Prior em um paredão com Manu Gavassi e Mari Gonzalez e ultrapassou o recorde de votações da história antes mesmo do encerramento dos votos. O segundo lugar também é do "BBB20": o paredão entre Gizelly, Guilherme e Pyong teve mais de 416,6 milhões de votos e eliminou Guilherme. Gizelly, Guilherme e Pyong se enfrentam no sexto Paredão TV Globo A terceira maior votação foi registrada no "BBB19": o paredão que eliminou Elana em disputa com Carol e Paula teve 202 milhões de votos. Elana é eliminada do "BBB19" Globo / Victor Pollak Mais paredões "BBB20": Babu – 10 paredões "BBB14": Marcelo e "BBB9" Ana Carolina – 7 paredões Os planos do top 5 do 'BBB20' para depois do programa Babu Santana sofreu e chorou durante o “BBB20” porque não aguentava mais ir a paredões. O ator foi o recordista de indicações, com 10. Antes disso, Ana Carolina, em 2009, e Marcelo, em 2014, haviam sido indicados 7 vezes em suas edições. Ambos foram eliminados no último paredão do programa pelos vencedores das edições. Maiores rejeições "BBB5": Aline – 95% "BBB18': Patrícia – 94,26% "BBB7": Felipe Cobra – 93% Aline e Grazi, do 'BBB5' TV Globo O “BBB5” ainda detém o recorde de rejeição: a participante Aline Cristina saiu da casa com 95% dos votos em uma disputa contra Grazi Massafera. Aline foi considerada falsa e fofoqueira pelo público. A quinta edição teve outra eliminação acima da casa dos 90%: o médico Rogério, conhecido como Dr. Gê, saiu com 92%. Ele foi considerado o "vilão" do programa. A segunda maior rejeição foi a de Patrícia, em 2018. Ela saiu com 94,26%, depois de protagonizar uma briga com Gleici, campeã do “BBB18”. Na mesma edição, Nayara foi eliminada com 92% dos votos após não se encaixar em um dos grupos antagonistas. Patrícia é a sétima eliminada do "BBB18" TV Globo Para completar o pódio, está o “BBB7”, com a eliminação de Felipe Cobra. Após ter feito o pacto de sangue com outros participantes, ele saiu do programa com 93%. Na mesma edição, Ayrton, que brigou com o campeão Alemão, foi eliminado com 91%. Alberto Caubói e Felipe Cobra, no 'BBB7' TV Globo Vitórias mais folgadas "BBB12": Fael – 92% "BBB7": Alemão, 91% Diego Alemão vence 'BBB7' TV Globo O empenho massivo da torcida também apareceu ao longo do programa nas votações para eleger o vencedor. Em 2007, Alemão ganhou com 91% dos votos contra Carollini. Cinco anos depois, o caubói Fael teve ainda mais vantagem e venceu Fabiana com 92% da preferência do público. Votações mais apertadas Francine, Max e Priscila no 'BBB9' TV Globo "BBB9": Final – 34,85%/ 34,61% "BBB8": Final – 50,15% / 49,85% "BBB5": 1º paredão – 50,49% / 49,51% Enquanto Alemão e Fael venceram de lavada, outros participantes tiveram vitórias muito apertadas no reality. A disputa mais acirrada foi entre Max e Priscila em 2009. Maximilliam se tornou campeão com uma diferença de 0,24% em relação a Priscila. Ele recebeu 34,85% e ela, 34,61%. A final do "BBB8" foi a segunda mais apertada. O músico Rafinha foi campeão com 50,15% dos votos. A modelo Gyselle ficou em segundo lugar, com 49,85%. Jean Wyllys e Grazi Massafera durante a final do 'BBB 5' TV Globo O primeiro paredão do "BBB5" teve uma margem de 0,98%. Jean Wyllys, o vencedor da edição, recebeu 49,51% dos votos e eliminou Juliana, que levou 50,49%. Provas mais longas "BBB18": 42 horas e 58 minutos "BBB12": 29 horas e 57 minutos "BBB18": 29 horas e 48 minutos Kaysar e Ana Clara protagonizaram a prova mais longa do 'BBB', em 2018 TV Globo Em 2018, dois dos participantes mais fortes do programa se enfrentaram durante 42 horas e 58 minutos na maior prova de resistência de todas as edições. Ana Clara e Kaysar tiveram que ser retirados da prova e cada um ganhou um carro. A segunda prova mais longa foi disputada por Kelly e Jakeline em 2012. As duas participantes passaram 29 horas e 57 minutos dentro de um carro. Kelly venceu a disputa. Kaysar é o campeão das provas de resistência. Ele foi o vencedor da terceira prova mais loga das edições, após 29 horas e 48 minutos. Finais femininas As mulheres foram as que mais chegaram às finais do programa: foram 31 mulheres contra 21 homens nas 20 finais, algumas com dois e outras com três participantes. E neste ano, elas vão se igualar aos homens no número de programa vencidos: 10.
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Gabriela Pugliesi tem contratos suspensos após fazer festa durante quarentena
Marcas abriram mão de parcerias após influenciadora desrespeitar isolamento no sábado (25). Gabriela Pugliesi publicou imagens de festa em casa, depois apagou e pediu desculpas Reprodução/Instagram/gabrielapugliesi Marcas que apoiavam Gabriela Pugliesi estão suspendendo os contratos, após a influenciadora fazer uma festa em casa durante a quarentena. A reunião de amigos aconteceu na noite de sábado (25) na casa de Pugliesi e do marido Erasmo, em São Paulo, e causou grande repercussão nas redes sociais. Ao longo da noite, ela publicou diversas fotos e vídeos do encontro com "meia dúzia de amigos", no qual pediram comida, beberam e dançaram. Não se sabe quantas pessoas foram à festa. Veja lista de marcas que suspenderam parcerias com Pugliesi: Hope Rappi LBA Baw Clothing Mais Pura Evolution Coffee Liv Up Kopenhagen Fazenda Futuro Gabriela Pugliesi pede desculpas após fazer festa em casa durante quarentena Gabriela foi uma das primeiras celebridades brasileiras a serem diagnosticadas com a Covid-19, na metade de março, após a festa de casamento de sua irmã na Bahia. No domingo (26), ela publicou um vídeo de desculpas (veja acima). Desde sábado, Gabriela já perdeu mais de 100 mil seguidores no Instagram. A rede de academias Studio Velocity fez um post se mostrando contrária a "atitudes que possam prejudicar o bem-estar coletivo", mas não falou sobre suspensão de contratos com Pugliesi. O último publipost no Instagram da influencer é da marca, que fechou os comentários na rede social. Procurada pelo G1 sobre a suspensão dos contratos, a assessoria afirmou que Gabriela se pronunciou nas redes sociais e "caso tenha algo a acrescentar ela vai falar por lá mesmo". Rappi "A Rappi apoia todas as medidas de prevenção contra a COVID-19 e não concorda com qualquer irresponsabilidade nesse sentido por isso escolhemos encerrar a parceria. Incentivamos todas as alternativas de prevenção e para diminuição da disseminação do vírus", escreveu a empresa no Twitter. Hope Initial plugin text A marca de lingerie Hope também se manifestou em nota: "Atitudes que estejam em desacordo com o distanciamento social e ao apoio da superação a pandemia não são apoiadas pelo Grupo Hope. Estamos suspendendo as atividades de qualquer parceiro que não adote tais medidas". Mais Pura Marca de lanches saudáveis suspendeu contrato com Gabriela Pugliesi, depois de influencer fazer festa em casa durante quarentena Reprodução/Instagram/Gabriela Pugliesi A marca de lanches saudáveis respondeu em um dos publiposts no perfil de Gabriela: "Ficamos surpresos com esse recente acontecimento. Nos inteiramos de toda a situação e resolvemos suspender a parceria com a influenciadora. Ressaltamos que não concordamos de forma alguma com o que houve e deixamos claro que sempre seguimos todas as recomendações da OMS no combate ao COVID-19. Qualquer outra dúvida, conte com a gente". Desinchá Initial plugin text A marca de chá fez um post falando sobre seu posicionamento durante a pandemia de coronavírus com colaboradores, clientes e fornecedores. "Não apoiamos atitudes que estejam desalinhadas a esse posicionamento e estamos suspendendo as atividades com parceiros que tenham se posicionado de forma diferente", explicou a marca sem citar diretamente Gabriela Pugliesi. O post foi compartilhado pela marca de café Evolution Coffee no domingo. Baw Clothing A marca de roupa foi uma das primeiras a se pronunciar sobre o caso. "Não apoiamos a atitude da Gabi e estamos suspendendo a parceria com ela", escreveu em um post. "Esse é o nosso posicionamento com qualquer outra pessoa e parceiro da marca que venha a desrespeitar o isolamento social e a situação que estamos vivendo", continuou. Liv Up Initial plugin text A marca de comidas saudáveis também suspendeu a parceria com a influencer. Fazenda Futuro A marca que produz carnes a partir de plantas não tinha contrato em vigor com a influencer no momento, mas se posicionou em post. "Lamentamos que tais atitudes partam de parceiros que, ocasionalmente, acionamos no passado. Apesar de não ter nenhum contrato vigente no momento, nos comprometemos em rever todas as possíveis ações com os nomes envolvidos", explicou em post. Kopenhagen Depois de ser cobrada por internautas nas redes sociais, a marca de chocolate explicou que a parceria com a influencer já está encerrada. "Não concordamos de forma alguma, com a postura de Gabriela Pugliesi, e esclarecemos que seu contrato com a marca era pontual e encerrou-se em março, sem intenção de renovação", explicou em nota. Semana Pop conta quais famosos têm ações concretas para combater coronavírus
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Anavitória explica lives por R$ 95; ideia é destinar toda renda para equipe técnica da dupla
'Começaram a ter uma interpretação equivocada do projeto e acho que foi muito por preguiça e desinteresse… Pessoas falaram coisas maldosas', disse Ana. Dupla foi criticada por cobrança. A dupla Anavitória fala de lives Reprodução/Instagram do artista A dupla Anavitória publicou nesta quinta-feira (23) uma sequência de stories no Instagram em que explica as lives que a equipe delas fará, com ingressos no valor de R$ 95. Desde a noite da quarta-feira, quando o projeto foi divulgado, muitos reclamaram e fizeram piadas com o valor cobrado. O projeto é para arrecadar dinheiro para a equipe técnica que trabalha com elas. Produtores, técnicos e músicos responsáveis pelos shows da Anavitória farão lives para contar curiosidades de bastidores. "Algumas pessoas começaram a ter uma interpretação equivocada do projeto e acho que foi muito por preguiça e desinteresse… Pessoas falaram coisas maldosas", disse Ana. O pacote com seis lives, segundo a equipe da dupla, foi "a solução encontrada pelos profissionais para minimizar as consequências da escassez de trabalho na área de shows durante período de isolamento social". Serão seis bate-papos com o time de profissionais da dupla, além de um show inédito, gravado no Rio. "Se você tem vontade de ser produtor ou técnico, vai ser lindo entender como funciona isso tudo. Se você só tem curiosidade também", disse Vitória. E a live musical? Elas também falaram sobre uma transmissão ao vivo de uma performance da dupla. Essa live musical, que nada tem a ver com as palestras, será gratuita e feita com a ajuda de patrocinadores, como é comum em transmissões ao vivo de artistas. "A gente quer muito fazer uma live, só que existe um processo pra que uma live aconteça. Toda live tem um custo. Os artistas têm se associado a marcas que bancam a parada. A gente está no processo de negociação. Vai acontecer em algum momento", explicou Ana.
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‘BBB20’: Manu Gavassi é primeira classificada para a final
Cantora venceu prova de perguntas e respostas sobre o programa. Babu, Rafa e Thelma se enfrentam no último paredão da temporada. Manu Gavassi se classificou para a final após vencer prova com quiz Reprodução/TV Globo Manu Gavassi é a primeira finalista do 'BBB 20'. A cantora venceu nesta quinta-feira (23) a prova de perguntas e respostas sobre momentos marcantes da temporada. Babu, Rafa e Thelma formam o último paredão desta edição do reality show. O mais votado deixa o programa no sábado (25). Vote em quem você quer eliminar. Os outros dois disputarão a final com Manu. O 'BBB20' termina na próxima segunda-feira (27). O vencedor será anunciado ao vivo.
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Discos para descobrir em casa – ‘Meu lado’, Djavan, 1986
Capa do álbum 'Meu lado', lançado por Djavan em 1986 Walter Firmo ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Meu lado, Djavan, 1986 ♪ Embora Djavan já cantasse na noite carioca e, desde 1973, fizesse gravações eventuais para trilhas de novelas da TV Globo, o artista alagoano se impôs como a grande revelação do festival Abertura (1975), no qual apresentou o samba Fato consumado, de autoria própria. Vice-campeão do festival, vencido por Carlinhos Vergueiro, Djavan se tornou espécie de filho temporão da MPB nascida na segunda metade dos anos 1960. A partir de 1975, ano em que o cantor também ganhou notoriedade ao gravar o samba Alegre menina (Dori Caymmi com letra de Jorge Amado) para a trilha sonora da novela Gabriela (1975), Djavan lançou o primeiro álbum em 1976 via Som Livre (A voz, o violão, a música de Djavan, disco, à revelia do artista, voltado para o samba) e, contratado pela gravadora EMI-Odeon, obteve a chance de apresentar a obra autoral de assinatura personalíssima em série de álbuns lançados entre 1978 e 1981. Mesmo tendo gerado somente um ou outro sucesso, caso sobretudo da balada Meu bem-querer (1980), esses álbuns de Djavan na EMI-Odeon foram fundamentais para delinear o traço original do cancioneiro de compositor que caía em suingue singular como se filtrasse o samba, os ritmos nordestinos e a MPB pelo blues e pelo jazz das Alagoas. Ao ser contratado pela CBS, gravadora no qual estreou em 1982 com o esplendoroso álbum Luz, produzido nos Estados Unidos pelo norte-americano Ronnie Foster, Djavan enfim se transformou num artista de massa, com hits nas rádios e shows concorridos. Meu lado, álbum lançado em 1986, foi o reflexo do desgaste do artista com a fórmula pop massiva da CBS, embora o artista refizesse a bem-sucedida conexão com Ronnie Foster no álbum seguinte, Não é azul, mas é mar (1987), sem reeditar o êxito comercial do disco Luz. A relação conturbada de Djavan com Erich Bulling – produtor norte-americano escalado há dois anos para produzir o álbum anterior do cantor, Lilás (1984), disco de sotaque eletrônico, promovido pela expansiva música-título e pela canção Esquinas – certamente contribuiu para a decisão do cantor de tomar as rédeas da própria obra fonográfica. A providência imediata foi gravar o álbum Meu lado no Brasil, com o suingue da banda Sururu de Capote. Gravado de janeiro a março de 1986, com produção musical orquestrada pelo próprio Djavan, o álbum Meu lado interrompeu o fluxo de sucesso comercial de Djavan naquela década (o cantor somente voltaria com força às paradas três anos depois com a gravação da balada Oceano, retumbante hit do álbum Djavan, de 1989). A sinuosa Asa foi a faixa escolhida pela gravadora CBS para promover o álbum Meu lado nas rádios. Contudo, com o decorrer dos anos, a música mais famosa do álbum Meu lado seria a brilhante balada Topázio, lançada por Gal Costa há dois anos no álbum Profana (1984). Asa e Topázio foram duas das oito músicas assinadas somente por Djavan no repertório completado por dois hinos da África, Nkosi sikelel' l-Afrika (Enoch Sontonga) e So bashiya ba hlala ekhaya (Grupo Cultural do Congresso Nacional Africano), ambos adaptados pelo próprio Djavan para estes registros em dialetos africanos que reconectaram o artista com ancestralidade sempre embutida na obra do compositor. Os coros das duas faixas reforçaram a alta carga emocional dos hinos. Das oito composições autorais alinhadas no disco Meu lado, seis eram inéditas. As exceções foram a já mencionada balada Topázio e Romance (Laranjinha), mix de xote e baião também lançado por Gal Costa no ano anterior no álbum Bem bom (1985). De volta ao universo nordestino, Djavan fez Romance com doçura e com a sanfona do paraibano Sivuca (1930 – 2006). Na inédita safra autoral, Beiral e Lei foram músicas que reiteraram a habilidade do compositor para cair com personalidade única na cadência do samba. Já Segredo foi balada de acento bluesy, arranjada pelo maestro Wagner Tiso, que se impôs como uma das mais bonitas da lavra do artista e, por isso mesmo, é inexplicável que desde então tenha sido regravada somente uma vez (por Ivete Sangalo, com participação do próprio Djavan, em gravação-bônus de disco ao vivo de 2016). Outras duas composições que permaneceram somente no álbum Meu lado foram Quase de manhã – intrincada canção bafejada pelo sopro frenético do solo do sax do músico norte-americano David Sanborn, destaque do arranjo de metais orquestrados por Luiz Avellar – e o (menos envolvente) samba Muito mais. No todo, Meu lado pode não ter se configurado o álbum mais sedutor ou popular de Djavan, mas foi disco importante para o artista retomar o controle do próprio caminho artístico, seguido desde então com valente coerência ao longo dos 34 anos que separam 2020 da edição deste (na época) corajoso álbum Meu lado.
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Em ‘Predator: Hunting Grounds’, jogadores controlam caçador alienígena e soldados do filme
Game multiplayer de ação assimétrico promete reproduzir sensação do clássico de 1987. Jogo chega a PlayStation 4 e computadores nesta sexta-feira (24). Desde que surgiu no filme de 1987 estrelado por Arnold Schwarzenegger, o Predador caça um game que o represente à altura. "Predator: Hunting Grounds" chega ao PlayStation 4 e aos computadores nesta sexta-feira (24) com essa difícil missão. O quinto jogo para consoles que o caçador intergaláctico pode realmente chamar de seu, já que esteve em alguns dividindo o protagonismo com os xenomorfos da franquia "Alien", coloca cinco pessoas em papéis parecidos ao do clássico de ação. No que é conhecido como um multiplayer assimétrico, quatro jogadores controlam, em primeira pessoa, soldados especiais enfrentando guerrilheiros em uma floresta, enquanto o quinto deve caçá-los como o Predador do título. Veja o trailer de 'Predator: Hunting grounds' No desenvolvimento do game está o IllFonic, estúdio com larga experiência em colocar jogadores para se enfrentar em papéis distintos graças a "Friday the 13th", baseado em outro ícone do cinema, a franquia estrelada por Jason Voorhees. "'Friday the 13th' era diferente principalmente por ser em terceira pessoa", conta ao G1 Charles Brungardt, presidente-executivo da empresa. "As diferenças de estilo de jogo eram bem mais diferentes que em 'Hunting Grounds', mas tínhamos muita experiência também em ação em primeira pessoa." Imagem de 'Predator: Hunting Grounds' Divulgação Para o diretor criativo do game, Jared Gerritzen, a maior mudança é mesmo a adição da inteligência artificial que controla os guerrilheiros. Mesmo que o extraterrestre não seja uma ameaça tão grande, eles ainda representam um desafio. "Há alguns jogos assimétricos por aí, mas nós temos inimigos artificiais. Então se o cara controlando o Predador for ruim, ainda tem muita coisa para fazer. Com isso, cada partida é muito diferente." Para os iniciantes, a dupla afirma que o maior conselho é pensar como os personagens. "O Predador é um caçador excepcional, sem dúvida, mas ele ainda enfrenta caras treinados. Então o melhor a fazer é dividir o grupo, e as missões deles os forçam a se separarem", diz Gerritzen. "Do outro lado, o time de soldados não pode se esquecer de completar os objetivos, mas também deve sempre lembrar que há uma ameaça invisível pela floresta. É preciso trabalhar em grupo", afirma Brungardt. Imagem de 'Predator: Hunting Grounds' Divulgação
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Céu retrata o isolamento social na capa do single ‘Carinhoso’
Artista assina o desenho do disco que traz a gravação inédita feita para a trilha da série 'Todas as mulheres do mundo', disponível no Globoplay. ♪ O desenho exposto na capa do single Carinhoso – lançado por Céu na quinta-feira, 23 de abril, com gravação inédita do choro-canção composto em 1917 por Pixinguinha (1897 – 1973) e popularizado a partir de 1937 com a letra escrita posteriormente por Braguinha (1907 – 2006) – retrata o rosto da artista paulistana e foi feita pela própria Céu. Ao lançar a gravação feita para a abertura do segundo dos 12 episódios da série Todas as mulheres do mundo, já disponível na plataforma Globopay, a cantora decidiu estampar no disco uma imagem que aludisse ao período de isolamento social. “Desenhar é uma extensão da minha linguagem. Amo me expressar através de desenhos. E, como não sou profissional, sou menos crítica. Então me divirto bastante, é bem leve. Escolhi desenhar, pois achei mais fácil curtir o resultado de um desenho numa quarentena do que de uma foto caseira de celular… e (desenhar) também é uma atividade que tenho feito com meus filhos”, argumenta Céu. Além da capa inusitada, o single Carinhoso (selo slap / Som Livre) merece atenção pelo charme da abordagem da música – um dos standards mais antigos do cancioneiro popular brasileiro – por Céu. O arranjo concilia a contemporaneidade típica da obra fonográfica da artista com atmosfera retrô que remete ao som dos salões da era pré-bossa nova. Capa do single 'Carinhoso', de Céu Desenho de Céu
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Festa à distância: saiba como fazer e conheça endereços de baladas virtuais
Baladas em isolamento no Zoom e outros apps pipocam pelo Brasil, EUA e Europa. Evento 'VIP' criado em Nova York custa até R$ 80. Saiba como montar festa e conheça projetos. Frequentadores do Club Quarentine, balada à distância criada por DJs em Toronto, no Canadá Divulgação / Club Quarentine A quarentena para conter o avanço do novo coronavírus causou um apagão imediato em boates do mundo inteiro. Passado o susto, DJs e fãs de música eletrônica testam alternativas, como a balada à distância. Depois de participar de uma festa no Zoom e voltar para contar a história (ouça podcast abaixo), o G1 também mostra dicas de como fazer sua própria balada remota ou, se preferir, visitar os endereços virtuais dos principais eventos. Há vários projetos pelo mundo semelhantes à Boate aZoom, criada pelo DJ Omulu, do Rio de Janeiro. De Toronto saiu o Club Quarentine, que recebe até mil pessoas, sempre com fila (virtual), e foi chamado pelo site "The Cut" de "o clube mais quente" da quarentena. Em uma destas festas do Club Quarentine, em parceria com a revista "Paper", Pabllo Vittar foi DJ. Charlie XCX também já discotecou por lá. Em Nova York há o Club Quarentee, que tenta emular uma experiência "VIP", com ingressos de US$ 10 a US$ 80 – os mais caros permitem entrar em salas junto de DJs webcelebridades e dançarinas. Um coletivo de Londres tem feito eventos no Zoom chamados Queer House Parties, sempre para mil pessoas, reunindo o público LGBT, fundamental na cena da música eletrônica. Em Berlim, a meca dessa cena, os clubes se juntaram no site United We Stream, que transmite discotecagens todas as noites, além de reunir doações. E esse site já tem filiais em outras cidades da Europa. Como fazer uma festa à distância? Repórter do G1 acompanha balada à distância na 'Boate aZoom' Rodrigo Ortega / G1 O Zoom, aplicativo que surgiu como ferramenta para reuniões e conferências à distância, foi descoberto como solução para estas festas. E elas podem ser menores. Para ajudar quem quer promover uma entre amigos, o DJ Omulu explicou o passo a passo. Veja o passo a passo de Omulu para fazer uma festa dentro do Zoom: É difícil fazer sem usar uma conta paga. As de menor valor já permitem fazer livremente reuniões de mais de 40 minutos. A conta mais simples tem limite de 100 pessoas. O criador do evento tem que usar a opção automática de colocar todos os presentes no mudo – caso contrário, a festa viraria um ruído só. A interação entre o público é por chat de texto. No menu avançado de compartilhamento no Zoom, há a opção "compartilhar música ou áudio". Esse é o segredo. Selecione essa opção, e o som do seu computador passa a ser transmitido. Mas ainda é preciso usar um programa para fazer a discotecagem (Virtual DJ, Traktor, Rekordbox, Serato ou outro). Na configuração deste programa, você deve escolher o Zoom como saída de áudio (opção "Zoom audio device"). Parte técnica resolvida, o DJ também deve usar seu microfone para atuar como MC, ou mestre de cerimônias. Dar aviso aos presentes, promover interação – enfim, ser o anfitrião da festa. Veja baladas à distância no Brasil e no mundo: Boate AZoom / Bitclub (Brasil) Festa Trophy (Brasil) Club Quarentine (Canadá) Club Quarentee (EUA) Queer House Party (Inglaterra) United We Stream Berlim United We Stream Manchester United We Stream Viena United We Stream Stuttgart As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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