Aldir Blanc está com Covid-19, confirma exame
No dia 10 deste mês, o compositor deu entrada com quadro de infecção generalizada na CER do Leblon. Mulher dele também foi internada com sintomas. Foto de arquivo de 29/09/2006 do escritor e compositor Aldir Blanc, de 73 anos FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO O compositor Aldir Blanc está com Covid-19. O resultado do exame confirmando a doença saiu nesta quarta-feira (22), segundo informou a família do artista. No dia 10 deste mês, Aldir Blanc deu entrada com quadro de infecção generalizada na Coordenação de Emergência Regional (CER) no Leblon, na Zona Sul. Cinco dias depois, na quarta-feira (15), o compositor foi transferido para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte. O estado de saúde de Blanc segue grave, mas é considerado estável e com pequenas melhoras. O compositor está sem febre, segundo informou a assessoria do artista. A esposa de Aldir Blanc, Mari, foi internada na noite de terça-feira (21) na Casa de Saúde São João de Deus, em Santa Teresa, na Região Central, também com sintomas de coronavírus. Initial plugin text
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‘BBB20’: show de Dua Lipa deixa Manu Gavassi em choque
Cantora inglesa do hit dançado por Manu Gavassi no programa surpreendeu participantes na penúltima festa da edição, que também teve apresentação de Marília Mendonça. Dua Lipa canta em show gravado para o 'BBB20' Reprodução/Globo A cantora Dua Lipa participou do "Big Brother Brasil 20" nesta quarta-feira (22) com um show para os quatro semifinalistas. A britânica, que é a voz de "Don't start now", cantou a música que virou hit na edição deste ano do programa, ao ser dançada por Manu Gavassi. Initial plugin text Pega de surpresa durante o jantar, a cantora-participante ficou emocionada e só fez referências à sua coreografia ainda sentada. Em mensagem aos semifinalistas, Dua Lipa falou que sabia que eles estavam confinados e cantou também "Break my heart". Manu Gavassi fica surpresa com participação de Dua Lipa no 'BBB20' Reprodução/Globo "Muito obrigado a vocês. Obrigada por me ouvirem, obrigada a todos do 'Big Brother Brasil', e a todos os meus fãs do Brasil", afirmou a cantora britânica ao final da apresentação. "Muito amor a vocês e lembrem-se do que é mais importante no momento: fiquem em casa e mantenham-se seguros." Emocionada e chorando, Manu só conseguiu se levantar para dançar na segunda canção. "Desculpa por dançar essa música tão mal. Eu não sabia que você ia ver", brincou a participante. "Eu fiquei com vergonha de levantar para dançar ali na hora. Quem sou eu para dançar mal a música da mulher na frente da mulher?" Marília Mendonça canta no 'BBB20' Reprodução/Multishow Depois do jantar, foi a vez da apresentação de Marília Mendonça, que começou com "Supera" para os quatro participantes dançarem finalmente juntos em frente ao telão. A cantora emendou "Ciumeira". "Essa aqui eu sei que vocês gostam, porque eu já vi vocês cantando", afirmou Mendonça. "Obrigada por me deixarem fazer parte dessa festa de vocês. Nessa reta final é muito bom trazer um pouco de alívio para essa tensão de vocês." A cantora finalizou o show com "Bebi liguei", "Todo mundo vai sofrer" e "Bebaça" ("para não acabar com esse clima de sofrência", disse ela).
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Discos para descobrir em casa – ‘Vanessa da Mata’, Vanessa da Mata, 2002
Capa do álbum 'Vanessa da Mata', lançado em 2002 Jair Lanes ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Vanessa da Mata, Vanessa da Mata, 2002 ♪ Coube a Maria Bethânia a primazia de revelar Vanessa da Mata para o universo pop em 1999. A intérprete baiana avalizou a debutante colega mato-grossense – nascida em 1976 na cidade interiorana de Alto Garças (MT) e então com 23 anos – ao batizar o álbum A força que nunca seca (1999) com o nome dessa melancólica canção sertaneja composta por Chico César com letra poética de Vanessa. Em que pese o aval inicial de Bethânia, Vanessa da Mata precisou esperar cinco anos para começar a fazer sucesso massivo. Quando o produtor Liminha enquadrou o cancioneiro da artista no padrão pop dos anos 2000, ao dar forma ao álbum Essa boneca tem manual (2004), Vanessa começou a justificar o alto investimento da gravadora Sony Music e a ter adesão popular que não viera com o primeiro álbum da cantora, Vanessa da Mata, lançado em 2002. Disco de sons predominantemente acústicos, com repertório quase inteiramente autoral, o álbum Vanessa da Mata foi formatado por trupe de produtores musicais que incluiu Jaques Morelenbaum, Luiz Brasil, Dadi (em parceria com Kassin), Swami Jr e o mencionado Liminha, além da dona do disco. Analisado em perspectiva, 18 anos após a edição original, o álbum Vanessa da Mata soa como ponto fora da curva na discografia da cantora e resiste muito bem ao tempo, se impondo entre os melhores discos da artista ao lado de Bicicletas, bolos e alegrias (2010) e Quando deixamos nossos beijos na esquina (2019). Mas é disco atípico na obra da cantora e compositora justamente por apresentar Vanessa da Mata sem o filtro pop do mercado, em ambiência acústica, sempre delicada, por vezes regionalista, como mostrou a música-título A força que nunca seca, reapresentada pela autora com a letra original, já que Maria Bethânia – com aguçada percepção para entender o significado oculto das palavras das poesias e letras de música – pediu para alterar o verso “Pra água que é tão pouca” por “Pra vida que é tão pouca”. Produzida por Morelenbaum, a gravação de A força que nunca seca por Vanessa da Mata resultou inebriante, tendo sido conduzida com suavidade pelos toques dos violões de Swami Jr., Pedro Sá e Luiz Brasil. Recebido sem grande alarde pela mídia, o álbum Vanessa da Mata surtiu efeito comercial bem menor do que o esperado pela gravadora. Mesmo sem reverter o quadro, remix do samba Não me deixe só (Vanessa da Mata) inflou os ânimos quanto começou a tocar aos poucos na noite, a ponto de ter entrado na providencial reedição do álbum, em 2003, com duas faixas-bônus. Além do remix, o álbum ganhou o registro de Nossa canção (Luiz Ayrão, 1966), sucesso de Roberto Carlos no reino da Jovem Guarda. Por sugestão de Nelson Motta, Vanessa pôs voz em Nossa canção em gravação veiculada na trilha sonora da novela Celebridade (TV Globo, 2003). Nem a exposição nacional na novela salvou a pátria do disco. Contudo, a frieza do grande público jamais tirou o mérito de belíssimo álbum que sublinhou a originalidade da assinatura da compositora, bem delineada em inspiradas canções como Onde ir e no reggae A viagem, lançado dois anos antes por Daniela Mercury no álbum Sol da liberdade (2000) e rebobinado pela autora em gravação produzida por Dadi com Kassin com ares e sons (um pouco) mais modernos. Mesmo as canções menos sedutoras, caso de Delírio, primaram por evidenciar a singularidade do intuitivo fluxo melódico e poético da compositora. Como um dos arranjadores mais atuantes do disco, Jaques Morelenbaum brilhou ao evocar sons dos salões nobres do século XIX na disposição das cordas que introduziram Carta (Ano de 1890), flash memorialista de tempos idos. Escondido no fim do disco, o samba Bem da vida exibiu o gosto da compositora pela cadência bonita do ritmo que, funk à parte, ainda identifica o Brasil no mapa-múndi da música. Tanto que a única incursão da cantora por obra alheia no repertório do álbum Vanessa da Mata foi a feita pelo samba Alegria (Assis Valente e Durval Maia), lançado em 1937 pelo cantor Orlando Silva (1915 – 1978). As canções Case-se comigo – adornada com sutis efeitos eletrônicos tirados do MPC manuseado por Domenico Lancellotti – e Longe demais apresentaram a parceria de Vanessa com Liminha. Essa parceria seria ampliada em 2004 para ser o motor do segundo álbum da cantora, o já mencionado Essa boneca tem manual. Parceria de Vanessa da Mata com Lokua Kanza, gravada com cajóns e caxixis em arranjo de acento percussivo, Eu não tenho completou o repertório desse álbum que acabou permanecendo na discografia de Vanessa da Mata como objeto pouco identificado pelo público que tomaria banho de chuva com a cantora no álbum seguinte ao som de Ai, ai, ai… (Vanessa da Mata e Liminha, 2004), o primeiro grande sucesso dessa original cantora e compositora cuja força parece nunca secar, apesar da safra autoral mais escassa do álbum Segue o som (2014). Por isso mesmo, o esquecido álbum Vanessa da Mata merece ser descoberto por quem embarcou no meio da viagem.
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Em ‘Todas as mulheres do mundo’, Sophie Charlotte e Emílio Dantas fazem tributo a Domingos Oliveira
Série sobre arquiteto que se apaixona por mulher diferente a cada episódio, baseada em obra de cineasta brasileiro, estreia nesta quinta-feira (23) no Globoplay. Sophie Charlotte e Emílio Dantas em cena de 'Todas as mulheres do mundo' João Miguel Júnior/Globo Levou cerca de 15 anos, mas a série "Todas as mulheres do mundo", finalmente estreia nesta quinta-feira (23) no Globoplay — com exibição do primeiro episódio no mesmo dia na Globo. Com Emílio Dantas e Sophie Charlotte como o casal de protagonistas, a produção é uma grande homenagem ao cineasta brasileiro Domingos Oliveira, que morreu aos 82 anos no começo de 2019. Na história baseada no filme homônimo do diretor e em outras obras de sua longa carreira, Dantas interpreta Paulo, um arquiteto que se apaixona à primeira vista por uma mulher diferente em cada um dos 12 episódios da temporada O ator conta que, para viver o personagem, foi se inspirar em Paulo José, protagonista do filme de 1966. "O Paulo foi mais que um presente, foi um chamado, porque quando eu vi o 'Todas as mulheres do mundo' o que mais me chamou a atenção foi o quanto avançado o Paulo José criou ali, até para hoje em dia", diz Dantas. Apesar dos muitos amores, o arquiteto tem sempre na cabeça a bailarina Maria Alice, papel de Charlotte, considerada uma das musas de Oliveira. O peso de representar o cineasta e dramaturgo no projeto, no entanto, foi tranquilo para a atriz. "Foi o trabalho que eu mais me libertei de responsabilidade (risos). Foram dias de muito prazer, de encantamento, de poesia", afirma ela. "Eu curti. Eu aproveitei." 'Todas as mulheres do mundo' tem Emílio Dantas e Sophie Charlotte; veja trailer Domingos por Furtado O papel de adaptar a obra de Oliveira ficou com o cineasta Jorge Furtado ("O homem que copiava") e a roteirista Janaína Fischer (da série "Doce de mãe"), que se aprofundaram em sua carreira para o projeto. "O texto era muito Domingos, mas também era muito Jorge e Jana", conta o ator Matheus Nachtergaele, que interpreta Cabral, amigo de Paulo e um dos alter egos de Oliveira na série. "Então muitas vezes eu estava gravando e chegava às lágrimas. Eu, Matheus, ali." A ideia desta nova versão de "Todas as mulheres do mundo" teve início há cerca de 15 anos, com o desejo de Furtado e de Oliveira de trabalharem juntos. "Só que ele era um carioca da Barra raiz, e eu, um gaúcho que quase nunca saio daqui, e nunca rolou", afirma Furtado. O projeto andou finalmente a partir de um telefonema da atriz Maria Ribeiro, que teve uma amizade de mais de 20 anos com o dramaturgo. Com o tempo, os seis episódios viraram doze, com Paulo apaixonado por uma mulher diferente a cada um deles. "Não tem mulherzinha ali, não tem nenhuma recatada e do lar. Essa é a lição do Domingos, de que todas as mulheres do mundo podem ser apaixonantes", diz Furtado, sobre como não foi preciso atualizar a linguagem do dramaturgo. A diretora artística da série, Patricia Pedrosa ("Shippados"), concorda. "Não teve um esforço de transformar a série uma narrativa feminista, porque a história já é sobre isso, sobre pessoas, mulheres diferentes, paixão." Emílio Dantas em cena de 'Todas as mulheres do mundo' Victor Pollak/Globo Amor em tempos de pandemia A equipe acredita que "Todas as mulheres do mundo" vai ajudar o público a se lembrar da importância da conexão entre as pessoas em tempos de pandemia do novo coronavírus. Isolado em sua casa com a mulher, a também atriz Fabiula Nascimento, Dantas sente falta dessas relações. "Eu e a Fabiola estávamos vendo vídeos que reúnem muitas pessoas, tipo flash mob. Eu botei aquele vídeo de pedido de casamento com a música do Bruno Mars, no qual o noivo bota a namorada no porta-malas do carro, e eu nunca chorei tanto", brinca o ator. O sentimento é compartilhado por Charlotte. "Acho que é bom que a gente sinta saudade disso, sentir saudade da poesia, da beleza. Nunca me declarei tanto para os meus amigos. Esse pra mim era o modus operandi do Domingos. Ele estava sempre reafirmando a paixão pela vida, pelas pessoas, pelos amigos", diz a atriz. "A série nos lembra disso, de contatos, da importância do outro."
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Dennis DJ live: como veterano do funk faz fãs dançarem em casa com ajuda da família
Dennis virou sucesso com lives noturnas e no 'after' de sertanejos. Ele conta ao G1 que filha e irmãos quarentenados ajudam na produção e explica técnicas para manter cheia a 'pista virtual'. Dennis DJ Divulgação Se a live sertaneja é o maior fenômeno pop do Brasil na quarentena, Dennis DJ vem logo depois. O veterano do funk que já fazia o circuito de rodeios do país agora virou do DJ oficial do "after" das transmissões online. O podcast G1 Ouviu falou com DJs e foi a uma balada no Zoom para saber sobre a música eletrônica na quarentena. Ouça abaixo: Dennis falou ao G1 sobre o sucesso de suas discotecagens em noites de isolamento. Ele também abriu bastidores: a filha Tília, e os dois irmãos Daniel e Fabíola, que estão passado a quarentena com ele em casa, viraram equipe de produção. "As lives são um grande desafio, a gente tem que se virar. Eu e minha família, porque estou aqui com a minha filha e com dois irmãos. Eles estão curtindo esse momento próximo de mim e estão me ajudando", conta Dennis. O vídeo abaixo mostra Dennis comemorando uma live com a equipe familiar: Initial plugin text Com isso, Dennis se livra do problema de ter que mobilizar equipe externa durante a quarentena. "Eles ajudam com o canhão da luz, carregar coisas , ligar equipamentos. Tenho essa ajuda com minha equipe no dia a dia, mas como todo mundo tem suas casas, faço em família e está sendo bacana." Outra questão para Dennis é como fazer virtualmente uma atividade básica para um DJ: "sentir" a pista para saber se seu set está agradando ou não. Ele fica de olho no número de visualizações da live. "Eu vejo que o streaming tá caindo aí mudo um pouco de ritmo, aí vejo que começa a levantar sabe, aí sei que é o que a galera quer ouvir entendeu, essa pegada que eu tenho que seguir", ele conta. Dennis DJ Elias Dantas/Ag. Haack Apesar de serem uma boa alternativa, as lives não substituem as turnês, e deixam na mão as equipes e profissionais que dependem destas festas. Dennis DJ admite a dificuldade, mas é otimista para o "after" da quarentena. "Acho que a cena da música eletrônica, quando voltar, vai voltar mais fortalecida, porque as pessoas estão com saudade de ir para uma balada, do convívio, de estar do lado das outras. Só temos que rezar para que passe logo", diz Dennis. As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Lives de hoje: Maiara e Maraisa, Thiaguinho, Natiruts e mais shows para ver em casa
Pabllo Vittar, Thiago Brava, Fernanda Abreu e Céu também cantam de casa nesta quinta-feira (23). Veja shows de hoje. Maiara e Maraisa, Thiaguinho e Alexandre Carlo, do Natiruts, fazem lives nesta quinta-feira (23) Reprodução Redes Socias/Divulgação Maiara e Maraisa, Thiaguinho e Alexandre Carlo, vocalista do Natiruts, estão entre as principais lives desta quinta-feira (24). O projeto The Stonewall Gives Back Initiative vai reunir artistas e doações para a causa LGBTQ. Cyndi Lauper, Troye Sivan e Pabllo Vittar estão confirmados na transmissão. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Thiaguinho, às 18h, no YouTube – Link Céu, no projeto Em Casa com o Sesc, às 19h, no YouTube – Link Fernanda Abreu, às 19h, no YouTube – Link Thiago Brava, às 19h, no YouTube – Link Alexandre Carlo, vocalista do Natiruts, às 20h, no YouTube – Link Maiara e Maraísa, às 21h, no YouTube – Link Pabllo Vittar, Troye Sivan, Cyndi Lauper no The Stonewall Gives Back Initiative, às 21h, no YouTube – Link O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives
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Ludmilla e Luiza Possi marcam boas presenças no disco ‘Salve-se quem puder vol. 1’
Vitor Kley também figura, em gravação com Samuel Rosa, no CD com a primeira parte da trilha sonora da novela. ♪ Mesmo com as gravações e a exibição provisoriamente interrompidas por conta da pandemia do coronavírus, a novela Salve-se quem puder – atração da TV Globo que ocupou o horário das 19h até março – tem a trilha sonora editada no mercado fonográfico neste mês de abril. O disco com o primeiro dos dois volumes da trilha já está disponível em edição digital (desde 3 de abril) e em CD (a partir desta semana) através da gravadora Som Livre. O disco Salve-se quem puder vol. 1 inclui ótimas gravações recentes de Ludmilla e Luiza Possi, feitas pelas cantoras para a trilha da novela e que somente não soam inéditas porque ambas já foram lançadas em singles pelas respectivas artistas. Ludmilla injetou frescor em Beija-me (Roberto Martins e Mário Rossi, 1943), clássico do samba sincopado. Já Luiza Possi dá voz a Cielito lindo (Quirino Mendoza, 1882), tradicional canção rancheira do México. Vitor Kley também figura no disco com o primeiro volume da trilha da novela Salve-se quem puder. O cantor divide com Samuel Rosa a interpretação de A tal canção pra lua (2019), título recente do repertório autoral do artista gaúcho. A parte nacional da seleção do primeiro disco também inclui a banda mineira Scarcéus – representada pela gravação de Caminhos, música lançada ao apagar das luzes de 2019 – e a cantora Iza, ouvida com Meu talismã (Iza, Sergio Santos, Ruxell e Pablo Bispo, 2019), música do ano passado.
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Illy se revela sem pimenta na voz para encarar o repertório de Elis Regina
Cantora lança o álbum 'Te adorando pelo avesso', gravado com participações de Silva e Baco Exu do Blues. Capa do álbum 'Te adorando pelo avesso', de Illy Julia Pavin Resenha de álbum Título: Te adorando pelo avesso Artista: Illy Gravadora: Alá / Altafonte Cotação: * * 1/2 ♪ Na capa do segundo álbum, Te adorando pelo avesso, Illy alude à capa do álbum Elis, lançado em 1973 por Elis Regina (1945 – 1982). Só que, na capa de Illy, a imagem está de cabeça para baixo em sintonia com a intenção da cantora de inverter expectativas e desconstruir conceitos pré-estabelecidos sobre o repertório da referencial cantora de MPB. O objetivo de se dissociar do universo musical original de Elis é reforçado pelo sagaz título Te adorando pelo avesso, extraído de verso da letra de Atrás da porta (Francis Hime e Chico Buarque, 1972), canção de desespero e intensidade inalcançáveis por Illy na interpretação cool dividida com Silva, cantor também sem vocação para mergulhos mais profundos nas dores das canções. O dueto de Illy e Silva já havia sido apresentado no show feito pela cantora no Rio de Janeiro (RJ) em 16 de outubro de 2019. Quem viu o show ouvirá sem surpresas o álbum gravado por Illy em estúdio e lançado nesta quinta-feira, 23 de abril, com texto de apresentação escrito pelo compositor Ronaldo Bastos. O disco rebobina as releituras do show com fidelidade, até porque ambos foram feitos com produção musical orquestrada pelo guitarrista Guilherme Lirio e pelo baixista Gabriel Loddo sob a direção da própria Illy. A rigor, o álbum Te adorando pelo avesso desconstrói o encanto deixado pelo primeiro álbum de Illy, Voo longe (2018), disco gracioso, de repertório mais adequado para o canto suave da cantora baiana. E o desencanto jamais é fruto de comparação com as gravações de Illy com as de Elis – confronto que, além de injusto com Illy, soaria despropositado. A questão é que, como cantora, Illy parece sem pimenta para encarar repertório talhado para intérpretes de vozes mais acaloradas. Mal nenhum há em ser cool. Há belezas inebriantes no universo musical cool assim como há cafonices bizarras no canto de intérpretes quentes. Só que é preciso saber escolher o que se canta quando se é cool. Esse foi o erro de Illy ao mergulhar no repertório de Elis Regina. Porque, de nada adiantou, em nome de suposta modernidade, diluir toda a expressiva reflexão geracional da letra de Como nossos pais (Belchior, 1976) no compasso ágil do ska. Illy canta com Baco Exu do Blues o bolero 'Me deixas louca', última música gravada por Elis Regina Julia Pavin / Divulgação De que adiantou também convidar o rapper Baco Exu do Blues para dueto no bolero Me deixas louca (Armando Manzanero em versão em português de Paulo Coelho, 1981) se a gravação lânguida dilui o tesão habitual do canto do conterrâneo de Illy. Falta a sensualidade que também se esvai na abordagem de outro bolero, Dois para cá, dois para lá (João Bosco e Aldir Blanc, 1974), este aditivado ao fim com inexplicáveis coros masculinos quase lúdicos. Solos de guitarra em Alô, alô, marciano (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1980) tampouco vão conquistar o ouvinte que espera interpretação no disco de uma cantora e não somente sonoridade contemporânea. Nesse sentido, como o show já mostrara, o guitarrista Guilherme Lirio e o baixista Gabriel Loddo fizeram bom trabalho. O samba Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso, 1938) até se ambientou bem na atmosfera do indie rock, com guitarras em contraponto com a percussão afro-baiana tocada por Marcelo Costa, mas o mérito parece mais dos arranjadores do que da cantora. O álbum Te adorando pelo avesso quase sempre deixa a desejar na parte que cabe especificamente a Illy – como, por exemplo, contar o drama lacrimoso de Vida de bailarina (Chocolate e Américo Seixas, 1953), samba-canção gravado por Elis em 1972 para ressaltar a assumida a influência da antecessora Angela Maria (1929 – 2018) no canto apimentado da gaúcha. Se O trem azul (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972) percorre trilhos pretensamente futuristas, Fascinação (Fermo Dante Marchetti e Maurice de Féraudy, 1905, em versão em português de Armando Louzada, 1943) soa adolescente e Ladeira da preguiça (Gilberto Gil, 1973) mostra Illy à vontade no sobe-e-desce do samba ambientado na Bahia natal da cantora. Nesse mesmo ambiente soteropolitano, o samba Querelas do Brasil (Maurício Tapajós e Aldir Blanc, 1978) evolui bem com a batida do samba-reggae. Novidade do disco em relação ao roteiro do show, o samba Vou deitar e rolar (Quaquaraquaquá) (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1970) reitera a sensação recorrente de que o problema do álbum Te adorando pelo avesso jamais foi encarar o mito alimentado em torno de Elis Regina, mas a escolha de repertório que pede cantoras de vozes mais picantes.
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‘Gatonet de lives’ engana fãs de sertanejos e rouba doações de combate ao coronavírus
Donos de canais com transmissões fake divulgaram QR codes e contas falsas para recebimento de doações que deveriam ser destinadas a famílias afetadas pela pandemia. Busca pelo nome 'Bruno & Marrone' no YouTube gerou lista que tem lives de aquecimento, a live oficial, mas também transmissões fakes Reprodução Muita gente que só queria ver uma livezinha tranquilamente, durante o isolamento social por causa da pandemia da Covid-19, acabou sendo vítima de um golpe. Criminosos criaram uma "gatonet de lives" e vêm tentando roubar dinheiro de fãs. Desde a primeira live de Gusttavo Lima, no dia 28 de março de 2020, começaram a aparecer lives fakes; São canais do YouTube que reproduzem o sinal ao vivo da live oficial; Em um primeiro momento, esses canais fakes só roubavam audiência dos artistas; Mas, nas lives entre 8 e 12 de abril, essas lives piratas divulgaram dados falsos para receber doações que seriam destinadas a famílias afetadas pela pandemia. O G1 foi atrás dos sertanejos, das gravadoras e do YouTube para entender se havia alguma forma de coibir isso. Segundo eles, a partir do fim de semana seguinte (17 a 19 de abril) as lives piratas começaram a desaparecer. Segundo a produção de alguns dos principais artistas do estilo, essas lives falsas chegaram a ter picos de mais de 1,5 milhão de views simultâneos. Presidente da Universal, gravadora de artistas com lives de sucesso como Bruno e Marrone, Paulo Lima explica que nos últimos dias não foram mais encontradas lives piratas. "Nós trabalhamos com o YouTube para derrubar essas lives. O YouTube implementou um sistema automático para derrubar todas essas retransmissões ilegais. Esperamos que isso logo acabe", diz Lima. Marília Mendonça em show no dia 8 de abril, em seu canal do YouTube Caio Rocha/FramePhoto/Estadão Conteúdo “Quer saber, acho muita sacanagem", desabafa Marília Mendonça ao G1. Ela chegou a fazer tutoriais em lives no Instagram para explicar aos fãs como não cair em golpes e como só entrar nas lives oficiais. "Num momento deste, a pessoa está fazendo 'engenharia para roubar'! Espero que haja uma maneira de inibir esta papagaiada, ficaria muito feliz", completa a cantora. A Som Livre, gravadora de Marília e de Jorge & Mateus, não quis falar sobre o assunto. A assessoria de Gusttavo Lima disse que a primeira live do cantor, que começou com essa onda de grandes transmissões, não teve doação de fãs. Segundo a equipe do cantor, ele "reforçou ao público que a transmissão seria pelo canal oficial dele do YouTube, para alertar que as pessoas não caíssem nesses golpes.” O que diz o YouTube O YouTube disse que todo o conteúdo disponível no site deve estar de acordo com as políticas deles, que proíbem o uso indevido de conteúdo de terceiros. "Reivindicações relacionadas a direitos autorais cabem aos proprietários do material e o YouTube oferece diversas ferramentas", diz o site, por meio de nota. Segundo o YouTube, eles têm trabalhado com artistas e gravadoras para explicar o uso desses recursos e para dar agilidade a denúncias relacionadas a retransmissões não autorizadas.
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Joelma troca de roupa, dança com vassoura e toma açaí durante live
Espontaneidade e improviso foram destaques da transmissão de mais de três horas na quarta (22). Figurinos chamaram atenção e geraram memes. Joelma mostra figurino com máscara personalizada antes de live nesta quarta-feira (22) Reprodução/Instagram/Joelma Não é porque estava em casa que Joelma não iria se produzir para a live desta quarta-feira (22). A cantora paraense caprichou nos figurinos e improvisou um camarim na enorme sala de casa. O tamanho da sala e as produções escolhidas para as mais de três horas de apresentação chamaram atenção na internet. Enquanto trocava de roupa ao vivo, as filhas Natália e Yasmin cantaram, ajudaram na produção e passaram recados. Elas pediam para que o público checasse se estava no canal certo para evitar golpes. A preocupação acontece depois de canais com transmissões fakes divulgarem QR codes e contas falsas para receber doações que deveriam ser destinadas a famílias afetadas pela pandemia. Os bastidores do camarim de Joelma também foram revelados na transmissão. Café é um item dos itens que a cantora não abre mão, além de comidas típicas do Pará. Joelma toma açaí durante live em casa Reprodução/YouTube/Joelma Antes de cantar "Aí Baby", Joelma sentou no chão e colocou uma joelheira para fazer a coreografia da música. "Se tu fizer a coreografia sem isso aqui, tu nunca mais vai ter joelho, entendeu?", disse a cantora. "É hospital na certa", brincou. A cantora também dançou com uma vassoura e tomou açaí durante a transmissão. Veja reações da live de Joelma nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Como o medo do coronavírus está alterando rota do pop
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