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Marcelo Bonfá se ambienta bem nos climas amenos do EP ‘Outono’

quinta-feira, 23 abril 2020 por Administrador

Baterista da Legião Urbana lança disco com cinco músicas gravadas há cerca de dez anos com os toques dos baixistas Champignon e PJ. Capa do EP 'Outono', de Marcelo Bonfá Reprodução Resenha de EP Título: Outono Artista: Marcelo Bonfá Gravadora: ONErpm Cotação: * * * ♪ Uma das injustiças cometidas por parte da crítica musical brasileira dos anos 1980 e 1990 foi atribuir a Renato Russo (1960 – 1996) todos os méritos da Legião Urbana como se o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá – integrantes fundamentais de todas das fases da banda brasiliense – fossem meros robôs comandados por Renato. É fato que o vocalista e letrista da Legião Urbana foi o mentor e o pensador do grupo. Contudo, os arranjos das cinco músicas do EP Outono – lançado por Bonfá nesta quinta-feira, 23 de abril – evidenciam a contribuição do baterista e compositor na arquitetura sonora da Legião. Tanto que, ao dar o play na faixa Arco dos sonhos, destaque do repertório inédito e autoral do EP, o ouvinte tem a impressão de que vai entrar a voz de Renato Russo na gravação. Quinto título da discografia solo de Bonfá, iniciada há 20 anos com a edição do álbum O barco além do sol (2000), o EP Outono poderia ter sido lançado bem antes. As cinco músicas foram compostas e gravadas há cerca de dez anos, o que explica a presença do já falecido baixista original da banda Charlie Brown Jr., Champignon (1978 – 2013), na gravação de Como não ver? – música formatada com longa passagem instrumental de vibe prog. Em sintonia com o título Outono, o EP apresenta cinco faixas de climas amenos, nos quais Bonfá se ambienta bem. Na antiga safra autoral, a mencionada Arco dos sonhos e Fogo e ar sobressaem no disco e expõem certa beleza melódica que também atesta a contribuição de Bonfá na criação do repertório da Legião Urbana. Arco dos sonhos, Fogo e ar e Ei! Irmão – declaração de fraternidade feita com o coração aberto – são faixas que trazem o toque do baixo de PJ, músico da banda Jota Quest. Faixa que expõe na introdução o maior uso de recursos eletrônicos no instrumental de suave textura roqueira, Ilumino completa o disco com refrão quase certeiro, reiterando a opacidade do canto de Bonfá, obstáculo que parece impedir que a obra solo do artista paulista se comunique com a vasta legião seguidora da banda que deu projeção a Marcelo Bonfá a partir dos anos 1980.

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Peter Beard, fotógrafo da vida selvagem, morre aos 82 anos

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

Ele foi encontrado morto em um parque após desaparecer há três semanas. Beard sofria de demência e ficou conhecido por registros da fauna africana. O influente fotógrafo americano Peter Beard, famoso por seus registros da vida silvestre, foi encontrado morto após desaparecer há três semanas. Tinha 82 anos.
"Estamos todos arrasados pela confirmação da morte de nosso querido Peter", lamentou sua família em comunicado.
Beard sofria de demência. Um caçador encontrou seu corpo no fim de semana em uma área remota de um parque estadual em Long Island, leste de Nova York, informou a polícia.
Usava as mesmas roupas de quando desapareceu, disse a polícia, que recebeu a ligação do caçador ao Camp Hero State Park em Montauk, extremo de Long Island.
Conhecido por seus arriscados registros da fauna africana, o livro de Beard "The End of the Game" (Fim de Jogo) publicado pela primeira vez em 1965, capturou a destruição de um continente considerado por vários impérios coloniais como um baú de tesouro.
Tão selvagem como suas fotografias, Beard quase teve um encontro com a morte quando foi pisoteado por um elefante nos anos 1990, e era conhecido por enlaçar rinocerontes.
"Peter era um homem extraordinário, que levava uma vida extraordinária. Vivia profundamente, aproveitava ao máximo cada segundo de seu dia", afirmou sua família.
"Era um explorador destemido, sempre generoso, carismático e perceptivo. Peter definiu o que era ser aberto: aberto a novas ideias, novos encontros, novas pessoas, novas maneiras de viver e de ser", acrescentou o comunicado. "Morreu onde viveu: na natureza".

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Idris Elba inaugura fundo da ONU para ajudar agricultores na pandemia de Covid-19

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

'Enquanto a pandemia ainda ocorrer em qualquer lugar, ela será uma ameaça em todos os lugares', disse o ator e diretor britânico, por meio de comunicado. Idris Elba posa durante evento de imprensa do filme 'Yardie' no 68º Festival de Cinema de Berlim REUTERS/Hannibal Hanschke Idris Elba, ator e cineasta britânico, lançou nesta segunda-feira um novo fundo da Organização das Nações Unidas para ajudar agricultores de países mais pobres, pedindo às economias mais ricas que ajudem a evitar "fome e sofrimento" decorrentes da pandemia de coronavírus. Elba e sua mulher, a modelo e ativista Sabrina Dhowre Elba, deram seu apoio à iniciativa criada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) para ajudar a conter os impactos econômicos causados ​​pela Covid-19. O casal, que também foi designado nesta segunda-feira como embaixador da boa vontade do Fida, contraiu o vírus em março, tendo apenas sintomas leves. "As economias avançadas do mundo estão no meio dessa pandemia no momento e, é claro, precisam fazer tudo o que podem para ajudar seu próprio povo", disse Elba, de 47 anos, em comunicado. "Mas o fato é que a ação global também é uma questão de interesse próprio. Enquanto a pandemia ainda ocorrer em qualquer lugar, ela será uma ameaça em todos os lugares", acrescentou, pedindo aos doadores que aumentem o apoio financeiro para manter os sistemas alimentares rurais operando. O Fida, agência das Nações Unidas que promove o desenvolvimento rural, disse que investirá 40 milhões de dólares no novo fundo para combater os efeitos da pandemia na produção de alimentos, acesso ao mercado e emprego nos países em desenvolvimento. A agência também visa arrecadar pelo menos 200 milhões de dólares a mais de governos, fundações e setor privado.

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Letra de ‘Times They Are A-Changin’ de Bob Dylan está à venda por R$ 11,6 milhões

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

'Não é um leilão. É uma venda particular. Primeiro a chegar, primeiro a pegar', disse dono de empresa especializada em documentos e autógrafos de artistas. Cena do filme 'Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story By Martin Scorsese' Divulgação/Netflix O manuscrito do clássico de Bob Dylan dos anos 1960 "The Times They Are A-Changin" foi colocado à venda por US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 11,6 milhões), o que pode marcar um recorde mundial para uma letra de música. Gary Zimet, proprietário da empresa de Los Angeles Moments in Time, especializada em autógrafos, fotos e documentos históricos, disse no domingo que a folha de uma página com a letra da música, escrita em um caderno e com trocas e rabiscos, era originalmente do atual agente de Dylan, Jeff Rosen, e agora está sendo vendida por um colecionador particular anônimo. "Não é um leilão. É uma venda particular. Primeiro a chegar, primeiro a pegar", afirmou Zimet à agência de notícias Reuters. A letra manuscrita de Dylan para "Like a Rolling Stone" alcançou um recorde mundial de US$ 2 milhões ao ser vendida em leilão pela Sotheby's em Nova York em 2014. "The Times They Are A-Changin'", escrita por Dylan em 1963 e lançada no álbum de 1964 com o mesmo nome, é considerada uma das canções de protesto mais icônicas da década de 1960. Zimet disse que também está vendendo as letras de duas outras músicas de Dylan – a faixa "Subterranean Homesick Blues", de 1965, por US$ 1,2 milhão, e a balada de 1969 "Lay Lady Lay", por US$ 650 mil.

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Discos para descobrir em casa – ‘Elba’, Elba Ramalho, 1981

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Elba', de Elba Ramalho Frederico Mendes ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Elba, Elba Ramalho, 1981 ♪ Elba Ramalho estava à beira da consagração popular quando lançou, no segundo semestre de 1981, o último dos três álbuns que gravou pelo selo Epic da gravadora CBS. Intitulado Elba, este álbum permaneceu como um dos títulos mais obscuros da discografia da cantora paraibana sem ter gerado sequer um sucesso perene para o repertório da intérprete que despontara na carreira solo há dois anos com o primeiro álbum, Ave de prata (1979), ao qual se seguiu um segundo álbum igualmente arretado, Capim do vale (1980). Ao ser contratada naquele ano de 1981 pela Ariola, gravadora que botou banca no mercado fonográfico ao se instalar no Brasil em trajetória que seria efêmera pela impossibilidade de recuperar os altos investimentos feitos na contratação de elenco estelar, Elba Ramalho foi catapultada para o estrelato com repertório forrozeiro e junino revestido com a roupagem tecnopop da década de 1980. O marco zero dessa fase mais pop foi o sucesso da regravação de Bate coração (Cecéu, 1980), incluída no coletivo álbum ao vivo lançado pela Ariola ainda em 1981 com números dos shows feitos por Elba, Moraes Moreira (1947 – 2020) e Toquinho no Montreux Jazz Festival. As edições desse álbum ao vivo de 1981 e do compacto com o registro de estúdio de Bate coração, este já em 1982, praticamente enterraram o álbum Elba no mercado. Até porque já não havia o interesse da gravadora CBS de promover o disco de cantora que já assinara com outra companhia fonográfica. Com dez faixas que totalizavam menos de 28 minutos, o álbum Elba ficou para a posteridade como o último retrato da fase mais agreste do canto da Leoa do Norte. Ao imprimir a cor sertaneja do canto na Aquarela nordestina (Rosil Cavalcanti, 1958), sucesso da antecessora Marinês (1935 – 2007), Elba Ramalho demarcou território neste disco em que encarnou a retirante para refazer O pedido (1973) de Elomar – somente com os toques do violão de Vital Farias e da viola de Joca – e no qual baixou os tons para dar voz com sedutora delicadeza às divagações filosóficas de Cajuína (Caetano Veloso, 1979). Música então inédita, Temporal (Fuba e Bráulio Tavares) desabou já na abertura do disco com a ambiência épica do arranjo de pianista e maestro uruguaio Miguel Cidras (1937 – 2008), principal orquestrador do disco produzido por Mauro Motta. Cidras jamais se prendeu à identidade nordestina do repertório e, em vez de sanfonas e zabumbas, foi por outros caminhos ao amplificar com metais Oitava (Cátia de França, compositora paraibana de Kukukaya, faixa cult do primeiro álbum de Elba) e ao embalar Amanhã eu vou (Luiz Gonzaga e Beduíno, 1981) com cordas. As cordas também sublinharam o lirismo de Dono dos teus olhos (Humberto Teixeira, 1956), crônica do amor possessivo que destoaria da ideologia politicamente correta dos dias de hoje. Ainda assim, o toque da sanfona de Zé Américo chamou o ouvinte para a cadência do xote Lua viva (Tito Lívio e Lua Cortes) e para o tom da já mencionada Aquarela nordestina, faixa arranjada por Zé Américo. Neste disco que insinuou outros caminhos musicais para Elba e que foi encerrado com suave abordagem violeira do samba-canção Eu queria (Roberto Martins e Mário Rossi, 1942), sucesso do cantor carioca Cyro Monteiro (1913 – 1973), o convite de Vem (Ser navegador) (Marco Polo) soou como viagem lisérgica para desbravar mares, amores e sentidos. Mas a rota de Elba foi outra. A partir de 1982, o coração brasileiro da Leoa do Norte bateu com mais força e se fez ouvir em todo o país. Valente, Elba Ramalho venceu preconceitos, segurou com orgulho a bandeira do Nordeste – sem se limitar ao rico cancioneiro da região – e se firmou como uma das maiores cantoras do Brasil, fazendo ecoar a voz que já mostrara vigor e personalidade na inicial trilogia fonográfica encerrada em 1981 com o pouco ouvido álbum Elba.

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Lives desta segunda (19): Amigos, Alcione, KondZilla, Pixote e mais

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

Samba, pagode, sertanejo e funk estão entre transmissões on-line. Veja horários. Alcione acompanha o desfile da São Clemente Fabio Tito/G1 Alcione, o projeto sertanejo Amigos, os funkeiros da produtora KondZilla e o pagode do Pixote estão entre as principais lives desta segunda-feira. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Lives hoje e como assistir às lives: Harmonia do Samba, às 18h, no YouTube – Link Amigos com Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó e Leonardo, às 20h, no YouTube do Villa Mix Festival – Link Alcione, às 20h, no Instagram – Link Festival da KondZilla com Lexa, Kevinho e mais, às 20h, no canal de YouTube da KondZilla – Link Pixote, às 20h, no YouTube – Link Cypress Hill, no LixeXLive, às 20h10 – Link Snoop Dogg (DJ set) às 20h20, no Instagram do site Merry Jane – Link João Bosco e Vinicius, às 21h, no YouTube – Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro

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Manu Gavassi feat Dua Lipa: como ‘Don’t start now’ bombou no Brasil com dancinhas do ‘BBB’

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

Hit da popstar inglesa virou trilha de 18 coreografias no reality show. Performance da música no Spotify, Deezer e YouTube teve picos quando cantora brasileira dançou. "Don't show up, don't come out / Don't start caring about me now / Tamborzin, tamborzin". Nas últimas semanas, é assim que os fãs de música pop e de "BBB" estão cantando "Don't Start Now". O hit da cantora inglesa Dua Lipa virou trilha sonora de 18 dancinhas de Manu Gavassi (com os outros participantes). Mas além de estar entre as mais tocadas no reality show, a música também foi direto para a lista de mais tocadas no Brasil: “Don't Start Now” é a única música internacional entre as 10 primeiras colocadas do Brasil no Spotify, em abril; Na plataforma de streaming, o maior pico sem contar o dia do lançamento do álbum foi em 11 de abril, data da festa Luau do "BBB", quando todos dançaram (veja a cena no Globoplay); A performance de todos também foi responsável por um dos picos de visualizações do clipe no YouTube, neste mês; Outro pico foi em 18 de abril, quando todos dançaram de novo (veja cena no Globoplay); Na Deezer, um dos picos de streams também foi em 11 de abril; Nessa plataforma, o recorde geral de ouvintes foi neste dia, número maior até do que no dia em que o álbum foi lançado; No Twitter, Dua Lipa retuitou a performance mais recente, do dia 18, e escreveu "BRAZIL! ❤️". Foi o tuíte mais curtido da cantora, em todos os tempos, com mais de 650 mil likes em 36 horas. Manu Gavassi comanda dança ao som de Dua Lipa no 'BBB' Reprodução/TV Globo G1 OUVIU: Dua Lipa lança 'Future Nostalgia', com pop perfeito para esquecer dos tempos difíceis Manu, Bruna, Anitta, Casadevall: Por que tantas famosas ficaram parecidas com Dua Lipa? Feat dos sonhos Gibran Gomes, ilustrador recifense que já prestou serviços para Pabllo Vittar, transformou o feat imaginário em uma capa de disco (veja no topo). "Sempre gostei de misturar universos diferentes da cultura pop e dos memes", explica ele ao G1. "Quis fazer a fanfic virar 'realidade'. Admiro muito o trabalho de Dua Lipa e esse último álbum dela eu passo o dia ouvindo desde que lançou." Gomes conta que foi cativado pelas performances de Manu no "BBB". "Mas foi um processo mais lento. Eu aprendi a gostar da pessoa dela durante o BBB, porque ela mostrou ter carisma de fato." Manu Gavassi (esquerda) e Dua LIpa Divulgação

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Wesley Safadão ecoa sofrência forrozeira em EP com três músicas inéditas gravadas em live

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

♪ Na noite de sábado, 18 de abril, Wesley Safadão fez live que entrou pela madrugada de domingo, 19, e durou dez horas, totalizando 28 milhões de visualizações e arrecadando mais de 315 toneladas de alimentos que serão distribuídos para pessoas com renda afetada por conta da pandemia do coronavírus. Além da longa duração da live, o cantor cearense se diferenciou por idealizar apresentação ao vivo na internet para ser gravada e gerar álbum e conteúdo audiovisual do projeto fonográfico WS em casa 2, sequência do álbum ao vivo WS em casa (2016). Com agilidade, a gravação da live já rendeu EP lançado com três músicas inéditas incluídas pelo artista no roteiro do show virtual. São músicas como Esfriou demais (Xuxinha, Bruninho Moral, Lucas Macenna e Davi Melo) e Vai lá (Kaleb Junior, Felipe Amorim, Caio Djay e Pedro Padilha), gravadas pelo produtor musical Rob Bala na linha da sofrência forrozeira. Capa do EP 'WS em casa #2 [parte 01]' Divulgação / Som Livre Composição que acena explicitamente para o público das baladas, motor de grande parte da música produzida em escala industrial no universo pop brasileiro, Hoje é dia (Neto Barros, Guedes Neto, Dyeguinho Silva e Raniere Mazille) completa o repertório do EP WS em casa #2 [parte 01]. Além do EP, já disponível nas plataformas de áudio através da gravadora Som Livre, os vídeos das três músicas podem vistos no canal de Safadão no YouTube.

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Fagner e Zeca Baleiro driblam redundância do segundo álbum ao vivo

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

Abordagens de músicas alheias e duas recentes gravações de estúdio agregam valor ao disco legitimado pela afinidade entre os artistas de gerações distintas. Capa do álbum 'Ao vivo em Brasília, 2002', de Raimundo Fagner e Zeca Baleiro Divulgação Resenha de álbum Título: Ao vivo em Brasília, 2002 Artista: Raimundo Fagner & Zeca Baleiro Gravadora: Saravá Discos Cotação: * * * * ♪ Antes de lançarem o álbum Raimundo Fagner & Zeca Baleiro em 2003, os cantores caíram na estrada com show de tom mais íntimo em miniturnê que contabilizou apresentações por oito cidades brasileiras em 2002. Um registro informal da apresentação em Brasília (DF) foi descoberto por acaso e gerou o álbum ao vivo lançado na sexta-feira, 17 de abril, com 10 números do show e duas faixas-bônus gravadas recentemente em estúdio. A ótima qualidade do áudio do disco Ao vivo em Brasília, 2002 salta aos ouvidos e evidencia a habilidade do engenheiro de som Leonardo Nakabayashi na masterização da gravação ao vivo. Contudo, o principal mérito do álbum é driblar a inevitável redundância. Afinal, Fagner e Baleiro registraram oficialmente o show da turnê com o qual percorreram o Brasil ao longo de 2003 após o lançamento do disco de estúdio. Captado em dezembro daquele ano, o show gerou DVD e álbum ao vivo lançados em 2004. Só que o repertório de Raimundo Fagner e Zeca Baleiro – O show é (um pouco) diferente do roteiro perpetuado em Ao vivo em Brasília, 2002. Canção brasileira (Sueli Costa e Abel Silva, 1980), Dezembros (Raimundo Fagner, Zeca Baleiro e Fausto Nilo, 2003), Você só pensa em grana (Zeca Baleiro, 2000) e o medley com À flor da pele (Zeca Baleiro, 1997) e Revelação (Clésio Ferreira e Clodo Ferreira, 1978) são interseções dos dois repertórios que diluem o teor de novidade do segundo álbum ao vivo dos artistas sem anular de todo o interesse pelo inédito registro de show lançado em 2020 sem correções em estúdio e com sotaque mouro (tão característico da obra de Fagner na década de 1970) em boa parte dos arranjos. Até porque Dezembros – a bela e melancólica que sobressaiu na safra autoral do disco de estúdio – reaparece com a letra ainda em construção, sem as alterações que seria feitas em 2003 para a gravação do álbum de estúdio. Ainda assim, o valor de Ao vivo em Brasília, 2002 reside sobretudo nas abordagens de obras de lavras alheias. Na companhia dos músicos Adelson Viana (piano e acordeom) e Tuco Marcondes (violão e guitarra), Baleiro e Fagner destilam com sensibilidade a poesia de Orgulho (Paulinho da Viola e José Carlos Capinan, 1972), viajam de trem com leveza na cadência do xote que conduz De Teresina a São Luís (João do Vale e Helena Gonzaga, 1962) e repicam Cebola cortada (Clodo Ferreira e Petrucio Maia, 1977) com a devida densidade. Os dois bônus de estúdio se integram bem ao tom do disco e contribuem para diminuir a redundância. As gravações do samba O meu amor chorou (Luiz Marçal Neto, 1971), sucesso do cantor Paulo Diniz, e da balada Quando o sol (Raimundo Fagner e Zeca Baleiro, 2020) – inspirada inédita que amplia a parceria dos compositores – agregam real valor ao segundo álbum ao vivo destes cantores que, embora de gerações distintas, sempre se harmonizaram no palco e nos estúdios. A natural afinidade entre Raimundo Fagner e Zeca Baleiro legitima a edição do álbum Ao vivo em Brasília, 2002.

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Elza Soares põe ‘bebop’ macio no choro-canção ‘Carinhoso’

quarta-feira, 22 abril 2020 por Administrador

Cantora lança single com a gravação inédita feita para a trilha sonora de 'Todas as mulheres do mundo', série do Globoplay. ♪ Elza Soares foi uma das cantoras convidadas a gravar Carinhoso para a trilha sonora de Todas as mulheres do mundo, série inédita que fica disponível no acervo da plataforma Globoplay a partir de quinta-feira, 23 de abril. Na sexta-feira, 24, a artista carioca lança single com o inédito registro do choro-canção composto em 1917 pelo compositor carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973), o Pixinguinha, e popularizado a partir de 1937 com a letra escrita posteriormente por Carlos Alberto Ferreira Braga (1907 – 2006), o compositor também carioca conhecido como João de Barro e como Braguinha. Com capa graciosa que retrata a cantora na arte de Pedro Hansen, o single Carinhoso de Elza Soares sai pela gravadora Deck e perpetua o fonograma produzido por Rafael Ramos para a abertura do oitavo dos 12 episódios da série escrita por Jorge Furtado com Janaína Fischer – com livre inspiração no filme Todas as mulheres do mundo (1966), do diretor e ator Domingos Oliveira (1936 – 2019) – e filmada pela TV Globo sob direção artística de Patricia Pedrosa com trilha sonora orquestrada pelo produtores musicais Rafael  Langoni  Smith e Iuri Cunha. Elza dá voz macia ao choro-canção, mas põe algum bebop em Carinhoso a partir do segundo dos quatro minutos (e meio) da gravação embasada pela percussão e programações de Marcos Suzano. Cordas arranjadas por Felipe Ventura embalam o single também formatado com os toques dos músicos Gabriel de Aquino (violão) e Jorge Helder (baixo). Além de Elza Soares, Céu também lança single na sexta-feira, 24 de abril, com a gravação de Carinhoso que fez para a abertura do segundo episódio da série Todas as mulheres do mundo.

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